Rebecca

Rebecca Daphne du Maurier




Resenhas - Rebecca


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rafaella 18/01/2021

top
fui ler pq tolerate it da taylor swift é sobre esse livro (muito swiftie sim), e me surpreendeu muito! a du maurier não falar em nenhum momento o nome da narradora foi um artificio literário MUITO bem utilizado, e basicamente simboliza tudo sobre essa historia. top d+
Natália 26/01/2021minha estante
tb comecei a ler por conta da Taylor ahahha


rafaella 26/01/2021minha estante
taylor swift icônica alfabetizando todos nos!!




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Karine 26/12/2020

Paciência com a protagonista
A leitura não é nada complicada, mas a contextualização da primeira metade do livro pode desanimar. As atitudes e a insegurança da protagonista podem ser cansativas, apesar de bem justificadas, tornando fácil sentir empatia pelo seu desconforto em algumas situações.
A persistência na leitura é bem recompensada com a profusão vertiginosa de acontecimentos na última parte do livro.
Gostaria de não ter assistido a adaptação da Netflix antes de ler - as reviravoltas acabaram não sendo tão surpreendentes.
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Cafezinhos e Cafezinhas 09/12/2020

Rebecca, a mulher inesquecível.
Rebeca-Daphene du Maurier
Olá cafézinhos e cházinhos,bom espero que gostem da resenha...
Ótimo livro,grande sensação de pertencimento a história.Comecei sem ter muita noção da história pois além de não ler uma crítica ou um resumo,ainda não sabia sobre a autora todavia ao longo da história você começa a entender o enrredo.
Não peguei de princípio a percepção da autora sobre a sociedade,mas podemos ver muito por metáforas e pelos pensamentos da protagonista.
Estou ansiosa para ler suas outras obras e perceber outros pontos de sua visão.Em geral,amei a história intrigante e misteriosa.Indico para fãs de suspense,mistério e romance gótico,e para quem ama uma ambientalização de época.
Este é meu parecer sobre Rebeca de
Daphene uma boa leitura

Um pouco sobre a autora:
Nasceu no dia 13 de maio de 1907 Londres, Inglaterra, Reino Unido e morreu 19 de abril de 1989 (81 anos)
Cornwall, Inglaterra, Reino Unido. Aos dezoito anos viajou para Paris, onde permaneceu durante seis meses, aprendendo a língua e literatura francesa.

?Escrito por: Letícia O. Souza????
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Geovanna.Carla 07/12/2020

Livros muito bom, filme fraco
Que livro!! Conheci o livro através do filme na Netflix, o que em parte atrapalhou minha experiência de leitura. Mas devo dizer que não roubou de mim a ansiedade que aumentava a cada momento de suspense e tensão da história.
Uma história de um romance entre a protagonista sem nome que trabalhava como dama de companhia de uma senhora americano e um viúvo tinha tudo para ser mais um clichê, mas é um suspense fantástico com um final incrível. Além de um experimento importante sobre relações e o peso da insegurança, medo e ciúmes sobre elas. Poderia ter tirado meia estrela pelas vezes que a falta de atitude da protagonista me irritou e me cansou, mas o livro é bom demais, compensa isso.
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Nat 03/12/2020

^^ Pilha de Leitura ^^
O livro é narrado por uma garota ingênua que se casa com um viúvo na casa dos 40 anos. Ela se muda para a mansão dele, que também era a mansão onde morava com a antiga esposa. A antiga esposa (ou melhor, o espírito dela) a atormenta, bem como uma empregada antiga da casa. Esperava muito mais terror no livro, afinal essa é a história que gerou um filme de Hitchcock (ganhador de Oscar, inclusive). Ganhou outra adaptação da Netflix agora em outubro, meio sem graça também. Achei o livro um tanto previsível. Há uma consulta ao médico que muda bastante os acontecimentos da história, diferente do que foi feito no filme desse ano. Imagino que essa capa de livro tenha relação com o filme de Hitchcock, porque fiquei procurando o incêndio sem achar claramente (acho que deu a entender no final). Enfim, o livro não é ruim se você não o ler com expectativas de terror ou sobrenatural.

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
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Jessie 04/11/2020

Surpreendente
? Pra ser bem sincera, eu nem sei por onde começar essa resenha. Então vou optar pelas primeiras impressões.

? Primeiras impressões? Tédio & Mato & Chato & Muito Mato & Enfadonho & MATO PRA TUDO QUE É LADO.
Zoeiras a parte, os primeiros sei lá... 15/20% se resumem á protagonista sem nome (a gente vai chegar lá) falando e descrevendo plantas (mato), muitas plantas (muiiiito mato). Ah, é mesmo rododendros, muitos rododendros. ???????

? Ok, não vou ser tão má assim. Apesar da descrição exaustiva de tantos rododendros, gostei da profundidade na forma como a autora as descreve, fazendo comparações e muitas vezes falando sobre o sentimento que elas lhe transmitem.

? Em Rebecca: A Mulher Inesquecível, acompanhamos a narrativa pelo de vista da protagonista, que em nenhum momento do livro tem o seu nome revelado. Achei um tanto interessante e meio inusitado até.
A única informação que ela nos dá é que é uma mulher de meia idade e que em meio a momentos nostálgicos vai narrando alguns acontecimentos do seu passado.

? Como já dei a perceber, o começo da história é muito lento e tedioso. Mas quando aparece o Sr. Max de Winter, nosso querido (só que não) Maxim, a história ganha um novo ritmo e começa a ficar mais interessante. Principalmente após a protagonista casar com Maxim e se mudar pra famosa e tão bem falada Manderley.

? O que a nossa protagonista não contava, era que viver esse conto de fadas tinha certos custos. Tal como ser perseguida pela memória e de certa forma até pela presença da ex-mulher do marido (que faleceu na mesma propriedade em que ela agora habita). E não nos esqueçamos também da intrigante e omnipresente governanta Sra. Danvers.

? Ah! Sra. Danvers, essa mulher insuportável me tirou do tédio em vários momentos na leitura. Mas foi pra passar raiva mesmo.
Pelos momentos de tensão entre a protagonista e a governanta, dá pra perceber que ela é uma mulher amargurada, cínica, perversa e sádica. É notável o prazer que ela sente quando provoca a protagonista, fazendo comparações com a Rebecca.
A Sra. Danvers é a típica naja (sem querer ofender a cobra). Ela não faz nada muito explicito nem direto, vai aos poucos minando a confiança e o bem estar da protagonista, se preparando para dar o bote e deixando-a ainda mais abalada psicologicamente.

? Quando a protagonista se casou com Maxim e tornou-se na nova Sra. de Winter, ela era ainda muito jovem e imatura.
E essa grande diferença de idade e posição social entre os dois, só aumentava mais ainda suas inseguranças e baixa autoestima. Em alguns momentos me dava uma certa agonia a forma como ela se rebaixava colocando a vontade de todo mundo acima das necessidades dela.

? Com tudo o que eu falei até agora, você deve estar pensando que eu provavelmente detestei esse livro né?
Mas vou te dizer, que muito pelo contrário. Eu adorei o livro! ?

? Após toda a descrição exaustiva da autora, a narrativa dela se torna muito envolvente, o que nos faz embarcar num romance intenso, com muito suspense e tensão entre os personagem e o ambiente que os rodeia.
Conforme você vai acompanhando a protagonista, vai se sentindo mais envolvida pelos acontecimentos chegando a se sentir realmente reprimida e enclausurada, quanto mais psicologicamente perturbada a protagonista vai ficando.

? Só dei uma nota baixa, porque não aguentava mais ler a palavra rododendros rsrsrs. Mas a trama do livro é muito boa.
Recomendo muito a leitura desse livro, mas tem que ter um pouco de paciência até lá pela metade do livro que onde ele vai ganhando mais vida.
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duda 25/10/2020

Incrível
Esse livrou me prendeu muito, fiquei um final de semana inteiro grudada nele. A escrita é muito boa, amei!
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Isabela Zamboni | @resenhasalacarte 04/10/2020

Suspense de tirar o fôlego
Iniciei a leitura de Rebecca – A Mulher Inesquecível, de Daphne du Maurier, após ter concluído a leitura de A Sucessora, de Carolina Nabuco. Como o livro Rebecca foi acusado de plágio (antes da publicação, Carolina enviou ao agente literário da escritora inglesa os originais de seu livro, traduzidos por ela mesma) e muitos críticos da época reconheceram a semelhança entre as obras, resolvi conferir essa polêmica.

E confesso que fiquei um pouco chocada, porque é BEM parecido. Vi algumas pessoas na internet falando que acharam o plágio exagero, mas claramente parte do enredo, a ordem dos acontecimentos, a personalidade dos personagens, até as descrições dos lugares são similares. Poucos detalhes se diferem, mas, enquanto eu lia, sentia que acompanhava praticamente a mesma história.

Claro que A Sucessora se passa no Brasil, enquanto Rebecca é na Inglaterra. Mas ainda assim, a maneira com que as autoras descrevem os cenários, revelando inúmeros detalhes de flores, árvores, as alterações do clima, carregam quase o mesmo significado. Em A Sucessora, Marina é assombrada pela pintura da ex-mulher de seu atual marido, enquanto que em Rebecca a protagonista é intimidada pela caligrafia. Durante toda a narrativa encontramos semelhanças como essas.

Porém, para não tirar o mérito de Daphne du Maurier, a história é bem mais envolvente e o clima de suspense cresce a cada página. Em Rebecca, acompanhamos a protagonista, por volta da meia-idade, narrando os acontecimentos do passado, de quando casou-se com Max de Winter e mudou-se para a incrível propriedade de Manderley. No entanto, o que ela não sabia é que seria aturdida pela memória da ex-mulher de Maxim, Rebecca de Winter, que morreu afogada um ano antes.

A governanta, senhora Danvers, é uma das personagens mais intrigantes da história. Pela descrição da narradora-protagonista, a mulher é cínica, maldosa e sente prazer em fazer provocações, principalmente nas comparações com Rebecca. Ela é assustadora e tem modos suspeitos, mas age devagar, com pequenos gestos e tramoias que, aos poucos, vai deixando a protagonista cada vez mais enfraquecida psicologicamente.

Inclusive, a nova Senhora de Winter é uma moça bem jovem, imatura, tímida e sem nenhuma autoestima. A insegurança reside em cada palavra, cada sentença do livro. Em alguns momentos senti um misto de raiva e pena da protagonista, que sempre se coloca para baixo, se compara com os outros, nunca se sente feliz ou satisfeita e está sempre assustada com tudo. Sabe quando dá vontade de dar um chacoalhão na pessoa e pedir para ela acordar para a vida? É bem assim.

O romance de Daphne Du Maurier é uma intensa viagem por um psicológico abalado de uma moça que precisa urgentemente de ajuda. Ela sente que nunca será uma Rebecca, que nunca vai conquistar o amor do marido como a falecida esposa. Ela é servil, abalada e pouco interessada nos acontecimentos de Manderley.

Mas, para não dizer que a personagem está 100% errada, algumas situações realmente são irritantes, como as visitas constantes à Manderley, pessoas perguntando o tempo pelos famosos bailes que existiam na propriedade, o número de vizinhos intrometidos, o temperamento de todos em volta da protagonista… Isso sem contar as inúmeras regras de etiqueta.

Du Maurier nos faz sentir enjaulados, sufocados junto à narradora, sentindo seus medos e tentando entender certos acontecimentos estranhos que ocorrem na casa. A experiência narrativa é excelente, eu lia cada capítulo já ansiosa pelo próximo.

É a partir da metade do livro, mais ou menos, que a história diverge da trama de A Sucessora. Enquanto o livro de Carolina Nabuco tem um final feliz e a história é um pouco mais leve, a sucessão de acontecimentos em Rebecca são de tirar o fôlego. O clima de tensão aumenta, as reviravoltas também, e o final encerra a história de um jeito ousado e ao mesmo tempo satisfatório.

Para ler a resenha completa, é só acessar resenhasalacarte.com.br

site: https://resenhasalacarte.com.br/resenha/rebecca-daphne-du-maurier/
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Fabio Pedreira 23/09/2020

Uma Mulher Inesquecível
Rebecca foi mais um livro que eu peguei para ler antes de ver o filme com o pessoal do Odeoncinezap. Já tem mais de 2 meses que eu li esse livro, mas assim como Rebecca, ele é inesquecível.⁣

A história vai contar sobre a protagonista (que não tem nome) que trabalha como dama de companhia de Mrs. Van Hopper. Isso até conhecer Mr. de Winter, o grande proprietário da mansão de Manderley.⁣

Ao mesmo tempo que ele parece feliz ao estar com a protagonista, as vezes ele parece estar meio distante. A protagonista descobre que ele era casado com Rebecca, uma mulher adorada por todos, extremamente eficiente em cuidar da casa, fazer festas era a mulher mais linda que existia.⁣

Rebecca infelizmente faleceu afogada, mas ainda assim parece que ela está em todo lugar, isso se mostra mais óbvio principalmente quando a protagonista se muda para Manderley e começa a escutar e ver coisas que lembram a falecida em todo lugar. Principalmente pela mão de Mrs. Danvers a guardiã da casa que era extremamente fiel a Rebecca.⁣

Esse livro é simplesmente incrível. O começo pode ser mais lento, devido a apresentação dos personagens, porém o clima de tensão ao redor da protagonista vai crescendo de uma forma proporcional e te levando junto nas paranoias criadas para justificar o que aconteceu com Rebecca e o que acontece ali naquele ambiente da mansão.⁣

A principal antagonista da história é a pressão psicológica causada pela memória de Rebecca em todo lugar, mas se tem uma outra pessoa digna do posto é Mrs. Danvers. A mulher passa um clima sinistro que te faz pensar mil coisas e em determinada cena faz você ficar tenso e falar "eita".⁣

O final do livro é excepcional, com vários plot twists dignos de aplausos. Principalmente considerando a época em que foi escrito, que torna os acontecimentos mais impactantes. Não é atoa que o livro foi adaptado por Alfred Hitchcock.⁣

Mas apesar de ter favoritado, eu dei 4,5 estrelas. Isso porque muitas vezes a protagonista me irritava um pouco. Muitas situações faltava atitude para ela e isso enjoava. Mas ainda assim é um livro digno de ser lido.
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Anjos 14/09/2020

Um começo morno, quase frio e que vai num crescendo até o final chocante.
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Julia 08/07/2020

Que livro meus senhores. Comprei em um sebo sem pretensão nenhuma de que fosse me envolver com a história e não podia ter me enganado mais.
O clima de mistério/suspense é constante e flui muito. É tão incrível como a autora transforma uma morta, a personagem Rebecca, em ponto central da história sem nunca precisar colocar a personagem em cena efetivamente.
A adaptação de Hitchcock para o cinema não deixa nada a desejar, mas leiam o livro!!!
Suspense vanguardista nota mil
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Lovett (@bloglariteratura) 11/02/2020

A Mulher Inesquecível
A primeira vez que ouvi falar desse livro foi quando estava lendo “Fascinado pela Beleza”, de Donald Spoto, que é como se fosse uma biografia não autorizada do Alfred Hitchcock. Além de anotar os filmes citados e que fiquei curiosa para assistir, Spoto também menciona alguns livros que Hitchcock escolheu adaptar para as telonas, e “Rebecca”, de Daphne Du Maurier, é um deles.

Confesso que nem li a sinopse porque quando o livro é considerado um clássico, eu sempre estou disposta a lê-lo, mesmo que às vezes me decepcione. Não foi assim desta vez.
O livro já começa curioso, pois Du Maurier não dá um nome a protagonista em momento nenhum. Após o casamento da mesma com Maximilian de Winter, a moça começa a ser apresentada como a nova Sra. de Winter e é isso.

Mas é através dos olhos e experiências dela que seguimos as trilhas de migalhas deixadas pela autora e ficamos cada vez mais ansiosos para chegar no fim do caminho e entender quem realmente era Rebecca.

Viver à sombra da memória da primeira esposa de seu marido não torna a vida da Sra. de Winter muito fácil e ela passa boa parte do livro com a sensação de que não pertence àquele lugar, se questionando se o casamento foi uma boa ideia, já que para ela, Maxim ainda deve amar a ex-esposa, que faleceu há apenas 10 meses. Será?

Com direito a uma linda mansão (que costumava ser um castelo) com alas inteiramente fechadas e até mesmo uma governanta maligna, esse livro não deixa nenhum leitor de suspense decepcionado. Pensei, pensei e não encontrei nenhuma crítica senão o início um pouco lento, mas até isso parece ter sido cuidadosamente planejado para a construção do clímax da história.

E sim, esse é daquele tipo de livro que quando você acha que já descobriu tudo que tinha para descobrir e está processando as informações, TCHARAM, toma mais isso aqui, caro leitor. Você estava errado. Lide com isso.

Só espero quero filme do Hitchcock, lançado em 1940, tenha conseguido fazer jus a essa obra. Como foi indicado a 11 categorias e venceu 2 delas (inclusive de Melhor Filme), acredito que ele tenha cumprido esta tarefa com sucesso, né?


site: http://instagram.com/bloglariteratura
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Rodrigo Pamplona 07/02/2020

Plágio ou não plágio, eis a questão! (Sem Spoilers)
Se coincidências não existem e são meras sincronicidades do universo, "Rebecca" se mostra como um marco extraordinário do sincronismo cósmico!

De um lado do universo está a escritora brasileira Carolina Nabucco e seu livro "A Sucessora", lançado em 1934. Do outro, está Daphne du Maurier e "Rebecca", lançado convenientemente 4 anos depois, em 1938, lá do outro lado do Atlântico, na Inglaterra.

O que as obras têm em comum?

O fato de terem o mesmíssimo enredo: uma jovem recém-casada se muda para a mansão do novo marido. Passa, então, a viver assombrada pela memória da ex-esposa dele, morta pouco tempo antes em circunstâncias deveras misteriosas.

Pois bem, começou aí a acusação de plágio mais célebre das letras brasileiras - e uma das maiores do cinema americano - já que Alfred Hitchcock adaptou "Rebecca" às telonas em 1941 e levou o Oscar de melhor filme por isso.

Pesando o fato de que, comprovadamente, Daphne teve acesso à cópias do livro de Nabucco em inglês, enviadas pelo editor que ambas compartilhavam, essa história rendeu e ainda rende muito pano pra manga. Até hoje o fantasma do plágio permeia Rebecca, tal qual o fantasma da falecida esposa.

Enfim, "sincronicidades" à parte, posso te dizer que Rebecca é um livro bem bacaninha. Tem uma enredo que mescla suspense, drama e terror em doses muito bem equilibradas. Com ambientação bem planejada e descrições elaboradas e instigantes de pessoas, ambientes e sentimentos, o livro transporta o leitor para os áureos tempos ingleses, com todas as convenções, pompa e vocabulário educadíssimo da elite britânica. O desenrolar da trama é verossímil, dinâmico e deixa latente o talento da escritora em fazer de uma mulher morta presença onipresente entre os personagens - isso, sem quase nunca fazê-la aparecer em cena.

Outro ponto positivo é a crescente aura de mistério da obra, que serve como uma alavanca para a ansiedade do leitor, que vai tentando encontrar a ponta do barbante a cada capítulo, sem, contudo, conseguir fazê-lo.

Talvez o único pecado do livro (fora a acusação de plágio) é utilizar-se de um pequeno subterfúgio, no fim, para conseguir arrematar o enredo, mas nada que desabone muito. Um golpe de sorte? Outra coincidência cósmica? Bem, deixo para você avaliar.

Em resumo, embora eu confesse que o livro não seja nenhuma obra prima literária, prestando-se mais ao entretenimento do que a qualquer outra coisa, ele me deu exatamente o que eu queria antes mesmo de saber o que eu queria: um livro de época, com toda aquele esplendor e magnificência da Inglaterra dos anos 30, com um vocabulário super charmoso e uma trama envolvente.

Leva 5 estrelas pela coincidência (hahahaha!!) de casar tão bem com o meu timing!

Leia e me conte o que achou, ok?

PS: Sugiro não se deixar abater pela capa tosca. Lembre-se: quem vê cara, não vê coração!
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Rebecca com dois cês 04/02/2020

Um suspense maravilhoso
Rebecca, de Daphne du Maurier, é obra cuja existência teve vários impactos aqui no Brasil por ser muito similar ao livro "A sucessora", de Carolina Nabuco, e ter sido até mesmo publicado dois anos após Carolina ter enviado seu exemplar para a Europa, com a finalidade de ser traduzido.

O começo, para ser sincera, foi bastante mórbido, mas, a partir do conhecimento da nossa moça de nome desconhecido e do senhor de Winter, a estória fica incrível!

Fiquei fascinada com a narração da pobre sra. de Winter e sua constante preocupação em agradar o marido, a ponto de fazê-lo feliz e não sofrer com a morte de sua primeira esposa, Rebecca.

Um dos meus livros favoritos, recomendo bastante para quem gosta de suspense e um clima de mistério. Confesso que fui enganada pelo livro, por acreditava que o objetivo da estória era um, mas na verdade era outro, e amo ser enganada pelos livros - somente por eles.
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