Como Falar com Garotas em Festas

Como Falar com Garotas em Festas Neil Gaiman




Resenhas - Como Falar com Garotas em Festas


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MizukaYoshino 10/11/2021

Ainda que seja uma leitura super rápida, esse conto consegue nos mostrar a sensação de de se sentir perdido que um adolescente consegue ter em relação ao sexo oposto.
Com pouco contato com as garotas, elas chegam a parecer ser criaturas de outro mundo, de nem serem humanas, mas é tudo fruto de um medo infundado.
Como disse, é uma leitura curta, mas também bastante profunda (só é possível realmente ter noção do quanto lendo-a).
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Mion 14/10/2021

Simplesmente poesia e fantastico.
Gaiman é um genio da fantasia.
E os irmaos Fabio e Gabriel fizeram uma pintura e arte transcedental à altura.

Quanta arte pra criar novas sinapses e descobrir novas sensações!!
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lil'wolfee 13/10/2021

É so falar
Eu tinha assistido o filme primeiramente então, quando comprei o livro, minhas espectativas eram totalmente divergentes da realidade da narrativa adaptada, mas, ainda assim, não me decepcionou.
Mesmo sendo mais sucinto, a grandeza de detalhes nos quadrinhos é excepcional e eu consegui entender muito mais sobre o universo em que a história gira do que com o filme, mostrando as duas versões de "Como falar com garotas em Festas" de maneira gentil e emocionante, com varios discursos sobre o universo e sua criação que acabam hipnotizando leitor, e, no livro, as aquarelas se misturam com as palavras e você acaba sendo transportado para as páginas coloridas.
Logo, "Como Falar com Garotas em Festas" é uma ótima e curta leitura que ainda assim tem o poder literário de transportar jovens, adultos e crianças para o mundo da imaginação.
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@leituras_sa 20/09/2021

"Tente entender, todas aquelas garotas naquela festa, naquele fim de tarde, eram adoráveis. Seus rostos eram perfeitos, mas, mais importante do que isso, elas tinham uma certa proporção curiosa, uma estranheza... uma humanidade... o que quer que seja que torna a beleza algo mais do que um manequim na vitrine".
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📖 Enn é um garoto de quinze anos que nunca se dá bem com as garotas, enquanto seu amigo Vic tem todas a seus pés. Na Londres dos anos 1970, auge do punk, os dois estão prestes a viver a aventura mais espetacular de suas vidas. Ao serem convidados para uma festa, conhecem as belas Stella, Wain e Triolet e descobrem mais segredos do que jamais poderiam supor.
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🗨️ Esse é mais um caso em que o título da história me atraiu primeiro, e só depois fui olhar para a sinopse da história, além do fato de ser escrita por Neil Gaiman, que hoje é um dos meus autores favoritos. Falando sobre a história, apesar de curta, ela consegue ser "profunda" e passar o que o autor pensou. Muitos podem não gostar do estilo das ilustrações, mas elas estão de acordo com a mensagem da história, que é enaltecer mais o que a pessoa pensa e o que ela é, do que a sua beleza exterior, mas na minha opinião o trabalho de Moon e Bá é sensacional, e foi legal conhecer o trabalho deles. É uma história que fala sobre comportamentos, aparências, dúvidas, relacionamentos, entre outros assuntos, que fazem parte da vida dos jovens, mas pode fazer muitas pessoas se identificarem com eles.
Por @dangomesn

site: https://www.instagram.com/p/CTA-Zg_L1RI/
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maga suprema do universo 23/04/2021

s2
neil gaiman sempre terá um lugarzinho especial no meu coração. bem divertido de ler, ilustrações muito bonitas
Marina 27/04/2021minha estante
Esse eu li sem ilustração e já gostei, imagina com




purestxheroine 14/04/2021

gaiman é um gênio
apesar de ainda faltar muita coisa dele pra eu ler eu gosto de tudo que ele escreve e como falar com garotas em festas não é exceção passei uma tarde lendo esse e foi super divertido
Carol 14/04/2021minha estante
Já leu Nenhum lugar??? É fantástico!!!


purestxheroine 14/04/2021minha estante
ainda não li esse! preciso ler vários do gaiman ainda muito obrigada pela sugestão!


Carol 14/04/2021minha estante
É um dos meus favoritos dele.... =)




Thaisa 11/03/2021

Enn e Vic são dois rapazes que, no auge de seus 15 anos, não sabem como lidar com mulheres.
Ao chegarem em uma estranha festa, os amigos conhecerão várias jovens e tentarão, à sua própria maneira, conquistar o coração de uma delas.
Assim, acompanharemos Enn em sua busca por uma namorada... Mas tudo se complica quando, diferente do protagonista, nós percebemos que essas convidadas não são terráqueas: são alienígenas dos mais diversos planetas que foram mandadas para a Terra!
Essa foi uma das histórias mais divertidas que eu já li na vida, seja pela verdade nua e crua ou pelo exagero do absurdo.
Neil Gaiman, tanto no conto original quanto nesta graphic novel, faz um ótimo trabalho ao balancear as aventuras românticas da juventude com uma melancolia que perpassa nossas vidas quando olhamos para os acontecimentos passados e os amores platônicos.
As ilustrações dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá conseguem deslumbrar o leitor, tanto através dos traços diferenciados quanto das pinturas aquareladas.
Além disso, é interessante a possibilidade de termos duas interpretações dessa trama - uma literal; a outra, metafórica: enquanto as garotas aqui apresentadas poderiam ser, de fato, seres extraterrestres, também podemos enxergar apenas um jovem que não compreende nada do universo feminino e o problema da comunicação, junto da imaginação, é capaz de gerar um conflito gigantesco, interno e externo.
"Como Falar com Garotas em Festas" é, no geral, um delírio completamente delicioso, surreal e mais próximo da realidade do que parece.

Mais resenhas no instagram literário @livre_em_livros
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Camila(Aetria) 10/01/2021

Gostei por ter tirado o gosto horrível que ficou depois de eu assistir a adaptação cinematográfica, amém. Moon e Bá são maravilhosos como sempre. Mesmo assim eu acho uma história apenas ok? Não sei explicar. Lembrando do Coisas Frágeis tem histórias que gosto mais, essa me parece algo muito balizado mais em nostalgia que outra coisa.
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Adalba 01/05/2019

Gostei muito de Daytripper e de Dois Irmãos, e resolvi ler mais trabalhos dos gêmeos. Leitura muito rápido e prazerosa.
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@blogleiturasdiarias 01/10/2018

Resenha | Como Falar com Garotas em Festas
Como Falar com Garotas em Festas, conto de Neil Gaiman, ganhou adaptação para graphic novel através dos talentosos Fábio Moon e Gabriel Bá — cartunistas brasileiros que faço questão de acompanhar, e para quem não sabe Gabriel Bá é uma pessoa que admiro muito pois sou fã de The Umbrella Academy. Por isso não poderia perder a oportunidade de ler algo mais dele.

O quadrinho vai trazer a história de Enn, um jovem de 15 anos, que sempre teve dificuldades de falar, conversar ou sair com garotas. Após ele e seu amigo Vic entrarem em uma festa com ar meio estranho, ele conhecerá algumas garotas e suas conversas nem tão convencionais. Ao estilo Londres dos anos 70, com bandas de rock ao fundo, entraremos numa aventura sobre descobertas e amadurecimento.

Confesso que demorei horas para absorver e entender o enredo — na realidade tenho a opinião de que ele é um gancho aberto para os diversos leitores terem opiniões diferenciadas. Pensei que teria uma elaboração melhor sobre o tema, mas é praticamente aquilo que antecipamos na sinopse, no título e o que se espera do autor. Sem muito para onde fugir, acredito que o clímax fica nas falas das garotas que somos apresentados ao longo da narrativa, o que compactua com o estilo do Neil Gaiman de metáforas, de uma veia mais fantástica aflorada e metáforas, de deixar o leitor em um suspense eterno.

É uma passagem de tempo curtíssima — em conhecermos os personagens numa festa e é somente isso — porém que dá para simpatizarmos com a dificuldade social do Enn. A ambientação dá um ar nostálgico bom — principalmente para quem curte som das antigas — e achei maravilhoso a dica que o amigo traz para o Enn, que é simples e direta: para conseguir conversar com garotas em festas: “Fala!“.

Não entrei esperando muita coisa, pensei que não iria entregar nada, porém saio falando que valeu a pena a leitura. A arte gráfica eu não preciso nem dizer que é maravilhosa. O uso da aquarela, do contraste das cores fortes de amarelo, verde, laranja, a vivacidade que a história teve é surreal. É realmente um trabalho gráfico primoroso, e foi o que me chamou atenção para comprá-lo — sem falar que é Bá e Moon né minha gente.

Na edição encontra-se no final um caderno de rascunhos que podemos acompanhar os primeiros rabisco do conto ganhando forma de quadrinhos. É um extra bem legal de ver. São pouquíssimas páginas, em torno de 63, então é mega rápido de ler, por isso sem desculpas para não conhecer! Se é fã de graphic novels e de Neil Gaiman, agarre a oportunidade e recomendação. Espero que tenham gostado!

site: http://diariasleituras.blogspot.com/2018/09/graphic-novel-como-falar-com-garotas-em-festas-neil-gaiman-fabio-moon-gabriel-ba-companhia-das-letras.html
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Biblioteca Álvaro Guerra 25/09/2018

Enn é um garoto de quinze anos que nunca se dá bem com as garotas, enquanto seu amigo Vic tem todas a seus pés. Na Londres dos anos 1970, auge do punk, os dois estão prestes a viver a aventura mais espetacular de suas vidas. Ao serem convidados para uma festa, conhecem as belas Stella, Wain e Triolet e descobrem mais segredos do que jamais poderiam supor. Do premiado Neil Gaiman, autor de Deuses americanos e Sandman, e adaptado e ilustrado de maneira extraordinária pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon, Como falar com garotas em festas é uma graphic novel eletrizante, uma jornada sobre as descobertas do amor, das diferenças e dos mistérios que cercam o amadurecimento.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788535929652
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Rosana - @tudoquemotiva 18/07/2018

Bem... diferente!
A hq vai tratar sobre esse dois amigos que são bem diferentes um do outro. Enn é tímido, mais na dele, e Vic é mais extrovertido e popular. Os dois saem em busca de uma festa que promete ter muitas garotas que eles poderão conversar e se divertir. Chegando nessa festa, eles vão encontrar tudo o que foi prometido à eles. Muitas garotas, bebidas e a desejada diversão que Vic estava tão interessado.

Enn não é o maior fã de festas e ele não sabe muito bem como se comportar nelas e muito menos como chegar nas garotas para conversar. Já que ele está na festa, Enn decide arriscar e começa a conversar com uma deles. É nesse momento que ele descobre um mundo completamente novo, literalmente. As garotas todas parecem ter vindo de outro planeta, talvez seja uma metáfora para mostrar que Enn não entende nada sobre mulheres. -ou as meninas vieram mesmo de outro planeta.

Eu não li o conto do Neil Gaiman, mas o pessoal fala que essa adaptação ficou muito boa. Uma mistura de ficção científica e fantasia que dão certo, tem um ar de mistério e até uma pitada de romance (apesar de não ser o foco). O foco é mostrar que um adolescente sente-se perdido e como é o início da vida afetiva, cheia de surpresas e descobertas.

Sobre as ilustrações dos irmãos brasileiros, é simplesmente espetacular. Eu gostei demais do traço deles, e de como eles escolheram interpretar tudo isso. A arte tem um quê de aquarelado que deixa tudo mais místico. Os irmãos também são um grande fã do autor e mergulharam de cabeça quando receberam o convite para adaptar essa obra.

Ah, essa hq/conto vai virar filme ainda esse ano, e mal posso esperar para ver a forma que foi adaptado. Estou bem ansiosa!

site: http://www.tudoquemotiva.com/2018/06/hq-como-falar-com-garotas-em-festas.html
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Airechu 15/01/2018

"— Você só precisa conversar com elas, Enn. São só garotas."
Um garoto tímido e seu amigo extrovertido, Enn e Vic, em busca de diversão numa festa cheia de belas garotas. Essa é a premissa básica de Como Falar com Garotas em Festas, história contada contada pelo próprio Enn que relembra como foi ir na festa mais estranha da sua vida, bem como o começo tímido da sua vida afetiva, quando ainda era um adolescente de quinze anos.

Meu primeiro contato com esta história foi através do conto, presente no primeiro volume da edição brasileira da coletânea Coisas Frágeis publicada pela Editora Conrad. Lembro-me de na época ter ficado fascinado com os rumos tomados por uma história aparentemente simples e pela sua mistura de real e fantástico dando cor e vivacidade à experiência narrada pelo seu protagonista.

O conto foi escrito por Gaiman após duas tentativas fracassadas de compor uma história que era para ser sobre um passeio turístico inusitado. Após perder o prazo de entrega do mesmo para uma antologia para a qual fora convidado por ter se enrolado com os elementos desconexos na trama que não conseguia fechar de jeito nenhum, Gaiman ficou mordido e acabou transformando a história em outra coisa completamente diferente. Na época do lançamento de O Oceano no Fim do Caminho, o conto chegou a ser disponibilizado gratuitamente em ebook como brinde por um curto período de tempo pela Intrínseca. Ele também deu origem a uma adaptação em longa metragem com estreia prevista para 2018, dirigida por John Cameron Mitchell, estrelando Elle Fanning, Alex Sharp, Nicole Kidman, Ruth Wilson, e Matt Lucas.

Mas falemos especificamente da adaptação para quadrinhos. Os irmãos Bá e Moon, quadrinistas brasileiros aclamados internacionalmente pela excelente graphic novel Daytripper, ainda estavam envoltos na produção da adaptação de Dois Irmãos de Milton Hatoun quando receberam o convite de Diana Schutz, editora da Dark Horse, para adaptar este conto de Gaiman. Eles aceitaram prontamente se puseram a trabalhar no material, concluindo o trabalho cerca de dois anos depois.

Em entrevistas, Bá e Moon contam que além da oportunidade irrecusável de trabalhar num material original de um autor cujo trabalho muito admiram, pesou também nesta decisão a identificação de ambos com a história. Fora os elementos fantásticos, eles contam que não eram o tipo de garotos que se davam bem nas festas, e que tal como Enn, eram acanhados e atrapalhados e estavam longe de ser populares entre elas. Contar essa história através dos quadrinhos, além de lhes permitir contar uma história sensível como as que gostam de trabalhar, seria também uma oportunidade de falar deles mesmos ali, tanto que o design final do protagonista se parece um pouco com os irmãos ainda que Gaiman também tenha enviado algumas fotos suas de adolescente para servirem de inspiração.

Na HQ a história mantém-se bem fiel ao conto, mesclando elementos de fantasia e ficção científica em sua trama. Enn e Vic a princípio não sabem onde é a festa em que estão indo e acabam indo parar por engano numa outra muito diferente da que esperavam. Enquanto Vic é bonito, charmoso e tem as garotas aos seus pés, Enn mal sabe como se aproximar delas pela timidez e ao contar ao amigo sobre seus temores recebe o conselho simples de que precisa apenas conversar com elas, afinal elas não são de outro planeta. Após chegarem a esta festa e se enturmar com algumas das garotas mais belas que já viram na vida, eles vão descobrir que talvez estivessem um pouco equivocados quanto a isto.

Meus trechos favoritos e os que considero os mais impressionantes são os diálogos das garotas, fico me perguntando como eu reagiria se estivesse na pele de Enn ouvindo o que elas têm a dizer sobre si mesmas e o lugar de onde vieram. Eles são e beiram a poesia, nos causam estranhamento como acordes musicais vibrando em frequências incomuns, nos encantam como versos e estrofes e nos levam a uma viagem cósmica surreal para além do que a imaginação é capaz de criar. A dificuldade de Enn para se aproximar das garotas e falar com elas é posta a prova dum modo que dizer que elas não são deste planeta não seria nenhum exagero ainda que eu desgoste ligeiramente deste tipo de afirmação. É possível notar também que algumas delas estão tão perdidas ali quanto Enn ainda que de uma maneira diferente, não sabendo como lidar com seus corpos, suas emoções e todo aquele ambiente. Para elas, “falar” com garotos também é uma novidade.

Estas primeiras tentativas dum adolescente buscando se relacionar com o outro são mostradas de forma positiva, convenhamos, nunca é tão fácil estabelecer contato, é preciso se aproximar, ter afinidades, se deixar envolver pelo outro e envolvê-lo mutuamente até, na melhor das hipóteses, se entregar definitivamente. Para Enn isso tudo se complica não apenas pela falta de experiência e timidez, não havia como ele saber com quem ou o quê estava lidando, Wain, Triolet e as demais garotas da festa não são garotas comuns, e ele em sua inocência e ingenuidade cegado pelos hormônios em ebulição não percebe isso até quase ser tarde demais...

A arte dos irmãos brasileiros tem um quê de cartunesco com seus personagens estilizados em formas esguias e belas, com forte predominância de uma paleta de cores mais quentes em aquarela. A quadrinização é simples, proporcionando uma experiência de leitura suave e sem alterações bruscas. Os cenários são simples e algumas vezes meramente sugeridos nos quadros dando maior destaque para as expressões faciais dos personagens nas cenas.

Ainda destaco a música e a poesia como elementos marcantes na narrativa, ambas embalam a festa e os diálogos dos personagens criando uma atmosfera que por si só já nos conta uma história a parte. Vale ouvir algumas das bandas citadas enquanto lê para entrar no clima da Londres dos anos 1970 vivendo o auge da popularidade do punk rock sobretudo entre os jovens e comparar com as bandas e músicas que faziam sucesso na mesma época entre os adultos. Sex Pistols, The Clash, Bowie, Kraftwerk e até Paul Young são citados diretamente por Enn ao descrever o ambiente em que acabou indo parar.

A edição nacional da graphic novel foi publicada pela Companhia das Letras através de seu selo de quadrinhos, Quadrinhos na Cia em agosto de 2017 com acabamento em brochura simples, capa em cartão e miolo em papel couche brilhante. Como extras a edição traz um Caderno de Rascunhos com esboços e ilustrações variadas do processo de produção: do esboço a lápis à colorização em aquarela.

Como Falar com Garotas em Festas vale muito a leitura mesmo para quem já a conhece através do conto. A adaptação para quadrinhos não peca em momento algum nem pela ausência e nem pelo excesso em relação ao original e funciona maravilhosamente bem também de forma independente. Bá e Moon conseguiram transpor para ela através da sua arte a mesma fluidez e encanto, o mesmo ritmo e cadência de palavras, além de todos os elementos visuais e etéreos tão charmosos e marcantes do conto surreal de Gaiman. De leitura fácil e rápida, ela talvez deixe passar ao leitor mais desatento algumas camadas mais profundas de significados e subjetividade, vale ler e reler, vale falar mais de uma vez com as garotas da festa em busca das metáforas e da poesia. Como Falar com Garotas em Festas é um pouco sobre encontrar-se e perder-se no outro, é um pouco sobre abrir-se ao desconhecido e se deixar modificar pela experiência, é sobre permitir-se viver, experimentar e ir além, é sobre tudo o que significa amadurecer e amar e para tanto, basta falar com elas. Recomendo!

site: http://www.multiversox.com.br/2018/01/como-falar-com-garotas-em-festas.html
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Ana 14/12/2017

Confesso que o único motivo da minha vontade de ler Como Falar Com Garotas em Festas foi o fato de ser uma história do Neil Gaiman. Obviamente não estou tirando o mérito dos talentosíssimos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, que adaptaram essa história desde a tradução às ilustrações de forma majestosa. Apesar de possuir apenas 90 páginas, pode ser interpretada de várias formas diferentes e esse o seu diferencial. Se você não quiser estragar essa primeira impressão, aconselho a não continuar lendo esta resenha.

Enn é um garoto super tímido que não sabe muito bem lidar com garotas, enquanto o seu amigo Vic é popular, bonitão e com uma alto estima que beira os céus, o que significa que ele sempre se "dá bem" nas festas. A grande dica de Vic para Enn é que ele fale com as meninas, ou pelo menos tente, simples assim. Porém, enquanto a preocupação do nosso protagonista é apenas falar com as garotas para conseguir beijá-las, as coisas não dão muito certo.

A partir do momento em que Enn percebe que também é necessário ouvir as mulheres, tudo muda. É como se um novo mundo tivesse sido descoberto — talvez essa seja a explicação do mistério de todas as garotas presentes na festa serem desconhecidas e falarem como se realmente tivessem vindo de outro planeta — e é nesse momento que ele consegue o que tanto quer: um beijo inesquecível. Não interpreto isso como "ah, é só falar e saber ouvir para conseguir o que quiser com as mulheres", mas sim saber articular uma conversa que interesse ambos os lados.

Para mim, a arte de Fábio Moon e Gabriel Bá é perfeita e consegue traduzir muito bem a proposta do livro, desde os traços às músicas inseridas em forma de onomatopeias, sem esquecer em nenhum momento o toque de fantasia presente em todas as obras de Neil Gaiman. A boa notícia da vez é que, segundo o próprio autor, Como Falar Com Garotas em Festas será adaptado para o cinema e eu mal posso esperar para ver!

site: http://www.roendolivros.com.br
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Victor.Carvalho 12/12/2017

Quadrinho simples, porem muito bom.
Este quadrinho, que tem ilustrações dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá é baseado em um conto de Neil Gaiman. Conta com com uma bela e simples estoria e uma incrivel arte, que lembra pinturas em aquarelas. Acho que se o filme seguir direitinho essa hq, poderá ser muito bom.
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