O Diabólico Duque de Essex

O Diabólico Duque de Essex Roxane Norris




Resenhas - O Diabólico Duque de Essex


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LiterAção 23/05/2018

Resenha e Turismo
O Diabólico Duque de Essex é o segundo livro da trilogia "Irmãs Reins" da autora Roxane Norris, e conta a história de como a caçula Gwen conheceu Yurik Asworth, Duque de Essex, caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro.

Entremeada de mistério, espionagem e paixão, Roxane introduziu a história brasileira em sua trama através da convivência entre os personagens e a família Imperial.

Elegemos a Quinta da Boa Vista como o ponto turístico de mais destaque no livro. E é sobre ele que vamos escrever nessa resenha. Esperamos fazer com que tenham vontade de conhecer pessoalmente esse local importante na nossa história.
A Quinta da Boa Vista está localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e é um dos maiores parques urbanos da cidade, com cerca de 155 mil metros quadrados, que atualmente formam um complexo paisagístico público de grande valor histórico. Em suas dependências localizam-se o Museu Nacional, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, o Paço de São Cristóvão e o Restaurante Quinta da Boa Vista.

Nos séculos XVI e XVII a área onde se localiza a Quinta da Boa Vista pertencia a uma fazenda de Jesuítas, que foi desmembrada no século XVIII após a expulsão da ordem em Portugal e suas colônias, e suas terras foram desmembradas e adquiridas por particulares.
Quando a Família Real chegou ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que construiu, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da Baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. Por causa da carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou a sua propriedade a D. João VI, que se sentiu honrado e decidiu transformá-la em Residência Real.

Para acomodar a Família Imperial, o casarão, chamado de Paço de São Cristóvão, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do D. Pedro I com Maria Leopoldina da Áustria em 1816, e estendeu-se até 1821. Além da reforma, foi instalado um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do General Hugh Percy, 2º Duque de Northumberland. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, esse portão encontra-se atualmente na entrada principal no Jardim Zoológico.

No decorrer do período regencial, o Paço sofreu diversas transformações. Uma delas foi a ampliação do palácio feita por D. Pedro II iniciada de 1850. O objetivo das reformas era solidificar o palácio como o local que emana o poder imperial e reforçar a construção do estado nação, com o acompanhamento e apoio dos súditos, especialmente da nobreza brasileira, no uso de símbolos e rituais para fortalecer o poder monárquico.

A moradia real ficou dividida em três pavimentos: O primeiro destinava-se aos serviços gerais e algumas recepções; o segundo pavimento era mais ornamentado, que era utilizado para receber visitantes; e no terceiro ficavam os dormitórios e áreas particulares da família.

Em 1892, o museu nacional, a mais antiga instituição científica do brasil e criado por D. João VI, foi transferido do Campo de Santana no Centro da cidade para o Paço de São Cristóvão, após a saída da Família Imperial em 1889. E por ter sido a moradia da realeza, teve um caráter ímpar frente as outras instituições.

Administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e localizado no Paço de São Cristóvão, o Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, cerca de três mil atualmente, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.

Atualmente o museu utiliza cerca de 13.500m² distribuído pelos três andares, com 122 salas no total, sendo 63 salas no primeiro andar, 36 no segundo e 23 no terceiro.

O acervo contém fósseis de várias partes do mundo, esqueletos de enormes dinossauros, múmias, esquifes egípcios, equipamentos e armas de civilizações primitivas e vários objetos indígenas brasileiros e de várias partes do mundo.

Abaixo o vídeo produzido pela Emissora TVRIOTUR em 2012, dois anos antes do museu sofrer com abandono e falta de pagamento dos funcionários, e ter as portas fechadas por 11 dias. Felizmente foi repassado o valor de R$8 milhões pelo MEC e o museu foi reaberto. Mesmo assim, o vídeo nos dá ideia do acervo e da arquitetura.

Como a Quinta da Boa Vista, o prédio onde o restaurante está instalado também tem história. Nesse local funcionava a antiga capela da residência da Família Imperial, que tinha a particularidade de durante a missa os homens sentavam-se à direita e as mulheres à esquerda (o lado do coração) para não expor o Imperador à tentação, ao menos na hora da missa.

Onde hoje funciona a cozinha, no passado era a casa do sacerdote. E os salões estão sobre um dos porões da antiga capela, onde D. Pedro I costumava passar as noites com suas escravas preferidas. E no outro porão era onde se castigavam os escravos que se rebelavam contra o cativeiro.

A capela da Quinta foi transformada em restaurante em 1954 e possui pinturas em estilo francês e móveis do século XVI, mantendo as características originais e preservando sua arquitetura.

Em 2008, para comemorar os 200 anos da chegada da Família Imperial ao Brasil, os funcionários vestiram trajes da época. E a ideia foi tão elogiada que em 2009 passou-se a ser incorporado como uniforme permanente.
Comentário Pessoal:

Como é bom ler um livro de romance histórico que se passa no Brasil. Atualmente muitos lançamentos, mesmo de autoras brasileiras, tem a Inglaterra ou Escócia como palco para seus personagens.

Imaginar como foi um baile na Quinta da Boa Vista, a interação entre D. Pedro II e D. Teresa, e até como os bancos em pedra com conchinhas feitos pelas princesas foi recompensador.

Parabéns Roxane Norris! O Romance & Turismo espera que você escreva outros livros se passando no Brasil.




site: http://www.romanceeturismo.com.br/2018/04/o-diabolico-duque-de-essex-roxane-norris.html
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Liachristo 30/01/2018

Envolvente e Sedutor!
O Diabólico Duque de Essex é o segundo livro da Trilogia As Irmãs Reims. A trilogia conta-nos a história de três irmãs que são filhas de um pároco e que vivem no campo. Perderam a mãe muito cedo e com isso, não fizeram o seu debute, como era o costume da época, ficando assim presas àquela vida. Até que através de Lady Charlotte que é uma espécie de madrinha para todas elas, conseguem encontrar o seu caminho para a felicidade.

Fazem parte da Trilogia, os livros: O Misterioso Conde de Rothesay #1, O Diabólico Duque de Essex #2 e O Sedutor Marquês de Winter #3. Os livros podem ser lidos separadamente, mas aconselho que leiam na ordem, pois assim fica mais fácil de entender a história como um todo. São 189 páginas, narrado em terceira pessoa. Uma leitura rápida, fluída e apaixonante.

Eu gostei muito do primeiro livro O Misterioso Conde de Rothesay, e caso tenham interesse em conferir, tem resenha dele aqui no blog. Por isso embarquei com ansiedade nesta nova aventura das irmãs.

Neste segundo livro vamos conhecer a história de Gwen a irmã do meio. Aquela que é mais parecida com o pai, em aparência e na sua maneira de ser e a quem a Duquesa se sente mais ligada por assim dizer. E o Duque de Essex, o introspectivo e sedutor Yurik.

Yurik é um homem misterioso, taciturno e está sempre as voltas com alguma ação mirabolante. É turrão e daqueles que custam a se render ao amor, mas quando acontece, sai de baixo... também conseguiu me irritar e me chatear um bocado em algumas cenas. Mas com sua maneira sedutora, envolvente foi me enredando e acabou por me conquistar completamente.

Gwen é determinada, arretada e daquelas mocinhas que mesmo cometendo alguns erros e armando algumas confusões, não se deixa abater e sabe lutar por aquilo que quer e que acredita. Tem uma força interior admirável e conseguiu me cativar desde as primeiras páginas. Apesar de jovem, tem uma grande sabedoria interior, o que sempre acaba por ajudá-la nos momentos difíceis.

Eu fiquei muito feliz de saber que existiu um Duque de Essex e que ele era um dos queridinhos da Rainha, conforme mencionado na história. Também fiquei agradavelmente surpresa com a introdução da corte brasileira, dos costumes e ter a visão de um Brasil, que raramente é citado nos livros de romance. Podemos perceber o belo trabalho de pesquisa feito pela autora e só posso elogiar o resultado.

Para ler a resenha completa, visite o Doces Letras.

site: http://www.docesletras.com.br
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