O Diabólico Duque de Essex

O Diabólico Duque de Essex Roxane Norris


Compartilhe


Resenhas - O Diabólico Duque de Essex


5 encontrados | exibindo 1 a 5


estantedasuh 10/07/2018

Gwen é a caçula da irmãs Reims, ela não liga para etiqueta e a sociedade londrina, se sente sufocada com o mundo que vive e quer viver uma vida com mais aventuras. Essa chance aparece quando ele recebe um convite de Lady Charlotte para passar uma temporada no Brasil. Ao chegar aqui ela se sente livre e disposta a descobrir coisas novas.

Um dia ela vai tomar um chá em um estabelecimento próximo ao prédio que está hospedada e vê um homem passando em frente a ela. Esse homem chama a atenção por seus trejeitos e Gwen acha que ele também é de Londres e uma ideia vem a sua cabeça, ela passa a segui-lo. Gwen acaba entrando no mesmo prédio que o tal homem entrou e fica bem envergonhada pois lá só havia homens, ela passa a ser o centro das atenções. Mas o seu objetivo foi concluído, pois ela acaba conhecendo Yurik o tal homem, confirma que ele é de Londres e que o prédio que ela se encontra é um jornal.

A partir desse primeiro encontro Gwen e Yurik passa a se ver pelas ruas e em bailes que o Imperador D. Pedro II organiza. Gwen se sente atraída logo de cara por Yurik, mas ela pensa que ele é um simples fotógrafo. Só que Yurik esconde muitos segredos e não está no Brasil somente para tirar fotos, ele tem uma missão a mando da Rainha da Inglaterra e desconfia que Gwen estaja envolvida com o Consul Inglês e isso não é nada bom.

Como vocês sabem eu amo romance de época e melhor ainda quando é escrito por uma autora nacional. Estamos acostumadas a ver histórias acontecendo lá fora e mostrando a sociedade estrangeira como era na época, mas o diferencial desse livro é que ela se passa no nosso Brasil na época do império. Conhecemos um pouco da cultura da época, o Imperador D. Pedro II e sua Imperatriz são bem presentes na história. A autora cita ruas que até hoje existem aqui no Rio de Janeiro e conforme ia lendo me sentia em casa.

Gwen é uma personagem fascinante, logo de cara você se apaixona por seu espirito livre e por sua propensão a se meter em confusões. Já Yurik é bem misterioso e seu charme chama logo a nossa atenção, ele é um pouco turrão e quando coloca uma coisa na cabeça ninguém tira. Os dois personagens tem personalidades fortes e são bem destemidos. Gwen apesar de ser mulher não tem medo do perigo e vai se colocar em risco para ajudar quem ela ama.

A história é recheada de aventura, intrigas e mistério. Todos esse elementos são desenvolvidos de forma coerente e na medida certa. O livro é fluído e em poucas horas você finaliza a leitura. Também conseguimos rever os personagens do livro anterior e matar a saudade deles.

Falando na edição. A capa está um arraso, combina perfeitamente com a história. A diagramação está linda. As folhas são amareladas. A fonte do tamanho ótimo para leitura. A revisão está perfeita. O livro é narrado em terceira pessoa. A Qualis Editora está de parabéns pela bela edição.

Recomendo esse livro a todos que amam uma história recheada de amizade, aventura, mistérios, intrigas e muito amor.

site: http://www.estantedasuh.com.br/2018/07/resenha-o-diabolico-duque-de-essex-as.html
Joyce Oliveira 03/09/2018minha estante
Tem alguém atrapalhando o relacionamento deles? Pretendente ou amantes ou o próprio casal mesmo?




Kênia Cândido 03/07/2018

Envolvente!
Dando continuidade à trilogia Irmãs Reims, neste segundo livro O Diabólico Duque de Essex, quem vai ganhar destaque entre as filhas do Edward Reims, será a Gwen que tornou-se acompanhante da Lady Charlotte depois que Irina seguiu seu destino ao lado do Conde de Rothesay.

Depois que perdeu o marido, Lady Charlotte resolveu afastar de Londres por algum tempo para respirar novos ares e viajou para o Brasil e a história iniciou-se com Lady Charlotte e Gwen vivendo aqui no Brasil, presenciando novas experiências longe da sociedade londrina.

Mesmo achando um pouco diferente das outras cidades que já tinha visitado, Gwen apreciava a liberdade que havia conquistado e caminhava pelas ruas do Cais de Pharoux sozinha, pois estava levemente familiarizada com a região. Devido os passeios que tinha feito com a Lady Charlotte.

No entanto, uma pequena circunstância acabou levando Gwen na presença do aspirante a fotógrafo Yurik, que rapidamente ficou interessado no espírito aventureiro da moça. Gwen, não imaginava Yurik Asworth, na verdade era o Duque de Essex, pois o homem era cercado de mistérios. Enquanto isso, Yurik também sentia uma forte atração por Gwen, mas sentia que esse sentimento poderia ser uma grande armadilha.

Não vou contar muito sobre a história, porque cada detalhe surpreende o leitor que aprecia um bom romance de época. E pode ter certeza, a escrita da Roxane consegue envolver com personagens marcantes e um cenário histórico bem rico da corte brasileira.

Isso encanta a leitura e traz um desenvolvimento delicioso até a última página. A leitura fluiu tão bem que só percebi que estava no final da história na última página do livro. Ainda bem que terá mais uma parte para conhecer a última filha do Sr. Edward, a Yvine.

Apesar de ter achado atração entre Gwen e Yurik muito rápido, o romance foi divertido de acompanhar. O espírito livre que Gwen possuía na sua personalidade, trouxe uma força para encarar a personalidade misteriosa de Yurik.

Gwen foi corajosa, não se prendendo as regras da sociedade e confiando na própria intuição. Enquanto Yurik era um personagem meio taciturno e teimoso. Confesso que conseguiu me irritar em alguns trechos, mas no fim, acabei me rendendo aos encantos do Duque.

Além do casal principal, a história trouxe o Conde e a Condessa de Rothesay para matar saudades do casal da primeira história vivendo em plena felicidade. Também contém um pouco mais da Lady Charlotte e depois que li o epílogo, meu nível de curiosidade está altíssimo.

Da mesma maneira do livro anterior, não tem como avaliar a edição física do livro, pois eu li em formato digital. Entretanto a diagramação continua muito boa. A capa também segue correspondendo com o clima da história.

Enfim, é uma história cheia de romance, mistério e reviravolta que vale a pena apreciar. Cada livro da trilogia pode ser lido separadamente, contudo aconselho que leia todos para entender melhor a trajetória completa da família Reims, ainda mais para os leitores que curtem uma boa trama envolvente. Recomendo.

site: http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/2018/07/resenha-o-diabolico-duque-de-essex.html
Joyce Oliveira 03/09/2018minha estante
Tem alguém atrapalhando o relacionamento deles? Pretendente ou amantes ou o próprio casal mesmo?




Sophia.Merkauth 10/08/2018

Que livro fofo!
O primeiro não me encantou tanto quanto este. Neste achei os personagens mais fortes e determinados, com mais presença no enredo. E o que falar do enredo, contando um pouquinho da nossa estoria, tendo como cenário o Brasil, que coisa mais linda! Algumas cenas até me lembraram do livro da Florencia Bonelli, O Quarto Arcano, que tem uma pontinha no Brasil também.
Agora estou ansiosa para ler o terceiro livro e também os contos. Apaixonada pela série, me conquistou!
Para quem ama nacionais e romances de época, precisa conhecer, super indico!

site: https://www.facebook.com/colecionando.romances/
Joyce Oliveira 03/09/2018minha estante
Tem alguém atrapalhando o relacionamento deles? Pretendente ou amantes ou o próprio casal mesmo?


Sophia.Merkauth 04/09/2018minha estante
Não tem triangulo amoroso, se é isso quer saber, mas sem pessoas e situações que atrapalham.


Joyce Oliveira 06/09/2018minha estante
Obrigada :)


Sophia.Merkauth 06/09/2018minha estante
De nada! :)




Liachristo 30/01/2018

Envolvente e Sedutor!
O Diabólico Duque de Essex é o segundo livro da Trilogia As Irmãs Reims. A trilogia conta-nos a história de três irmãs que são filhas de um pároco e que vivem no campo. Perderam a mãe muito cedo e com isso, não fizeram o seu debute, como era o costume da época, ficando assim presas àquela vida. Até que através de Lady Charlotte que é uma espécie de madrinha para todas elas, conseguem encontrar o seu caminho para a felicidade.

Fazem parte da Trilogia, os livros: O Misterioso Conde de Rothesay #1, O Diabólico Duque de Essex #2 e O Sedutor Marquês de Winter #3. Os livros podem ser lidos separadamente, mas aconselho que leiam na ordem, pois assim fica mais fácil de entender a história como um todo. São 189 páginas, narrado em terceira pessoa. Uma leitura rápida, fluída e apaixonante.

Eu gostei muito do primeiro livro O Misterioso Conde de Rothesay, e caso tenham interesse em conferir, tem resenha dele aqui no blog. Por isso embarquei com ansiedade nesta nova aventura das irmãs.

Neste segundo livro vamos conhecer a história de Gwen a irmã do meio. Aquela que é mais parecida com o pai, em aparência e na sua maneira de ser e a quem a Duquesa se sente mais ligada por assim dizer. E o Duque de Essex, o introspectivo e sedutor Yurik.

Yurik é um homem misterioso, taciturno e está sempre as voltas com alguma ação mirabolante. É turrão e daqueles que custam a se render ao amor, mas quando acontece, sai de baixo... também conseguiu me irritar e me chatear um bocado em algumas cenas. Mas com sua maneira sedutora, envolvente foi me enredando e acabou por me conquistar completamente.

Gwen é determinada, arretada e daquelas mocinhas que mesmo cometendo alguns erros e armando algumas confusões, não se deixa abater e sabe lutar por aquilo que quer e que acredita. Tem uma força interior admirável e conseguiu me cativar desde as primeiras páginas. Apesar de jovem, tem uma grande sabedoria interior, o que sempre acaba por ajudá-la nos momentos difíceis.

Eu fiquei muito feliz de saber que existiu um Duque de Essex e que ele era um dos queridinhos da Rainha, conforme mencionado na história. Também fiquei agradavelmente surpresa com a introdução da corte brasileira, dos costumes e ter a visão de um Brasil, que raramente é citado nos livros de romance. Podemos perceber o belo trabalho de pesquisa feito pela autora e só posso elogiar o resultado.

Para ler a resenha completa, visite o Doces Letras.

site: http://www.docesletras.com.br
comentários(0)comente



LiterAção 23/05/2018

Resenha e Turismo
O Diabólico Duque de Essex é o segundo livro da trilogia "Irmãs Reins" da autora Roxane Norris, e conta a história de como a caçula Gwen conheceu Yurik Asworth, Duque de Essex, caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro.

Entremeada de mistério, espionagem e paixão, Roxane introduziu a história brasileira em sua trama através da convivência entre os personagens e a família Imperial.

Elegemos a Quinta da Boa Vista como o ponto turístico de mais destaque no livro. E é sobre ele que vamos escrever nessa resenha. Esperamos fazer com que tenham vontade de conhecer pessoalmente esse local importante na nossa história.
A Quinta da Boa Vista está localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e é um dos maiores parques urbanos da cidade, com cerca de 155 mil metros quadrados, que atualmente formam um complexo paisagístico público de grande valor histórico. Em suas dependências localizam-se o Museu Nacional, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, o Paço de São Cristóvão e o Restaurante Quinta da Boa Vista.

Nos séculos XVI e XVII a área onde se localiza a Quinta da Boa Vista pertencia a uma fazenda de Jesuítas, que foi desmembrada no século XVIII após a expulsão da ordem em Portugal e suas colônias, e suas terras foram desmembradas e adquiridas por particulares.
Quando a Família Real chegou ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que construiu, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da Baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. Por causa da carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou a sua propriedade a D. João VI, que se sentiu honrado e decidiu transformá-la em Residência Real.

Para acomodar a Família Imperial, o casarão, chamado de Paço de São Cristóvão, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do D. Pedro I com Maria Leopoldina da Áustria em 1816, e estendeu-se até 1821. Além da reforma, foi instalado um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do General Hugh Percy, 2º Duque de Northumberland. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, esse portão encontra-se atualmente na entrada principal no Jardim Zoológico.

No decorrer do período regencial, o Paço sofreu diversas transformações. Uma delas foi a ampliação do palácio feita por D. Pedro II iniciada de 1850. O objetivo das reformas era solidificar o palácio como o local que emana o poder imperial e reforçar a construção do estado nação, com o acompanhamento e apoio dos súditos, especialmente da nobreza brasileira, no uso de símbolos e rituais para fortalecer o poder monárquico.

A moradia real ficou dividida em três pavimentos: O primeiro destinava-se aos serviços gerais e algumas recepções; o segundo pavimento era mais ornamentado, que era utilizado para receber visitantes; e no terceiro ficavam os dormitórios e áreas particulares da família.

Em 1892, o museu nacional, a mais antiga instituição científica do brasil e criado por D. João VI, foi transferido do Campo de Santana no Centro da cidade para o Paço de São Cristóvão, após a saída da Família Imperial em 1889. E por ter sido a moradia da realeza, teve um caráter ímpar frente as outras instituições.

Administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e localizado no Paço de São Cristóvão, o Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, cerca de três mil atualmente, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.

Atualmente o museu utiliza cerca de 13.500m² distribuído pelos três andares, com 122 salas no total, sendo 63 salas no primeiro andar, 36 no segundo e 23 no terceiro.

O acervo contém fósseis de várias partes do mundo, esqueletos de enormes dinossauros, múmias, esquifes egípcios, equipamentos e armas de civilizações primitivas e vários objetos indígenas brasileiros e de várias partes do mundo.

Abaixo o vídeo produzido pela Emissora TVRIOTUR em 2012, dois anos antes do museu sofrer com abandono e falta de pagamento dos funcionários, e ter as portas fechadas por 11 dias. Felizmente foi repassado o valor de R$8 milhões pelo MEC e o museu foi reaberto. Mesmo assim, o vídeo nos dá ideia do acervo e da arquitetura.

Como a Quinta da Boa Vista, o prédio onde o restaurante está instalado também tem história. Nesse local funcionava a antiga capela da residência da Família Imperial, que tinha a particularidade de durante a missa os homens sentavam-se à direita e as mulheres à esquerda (o lado do coração) para não expor o Imperador à tentação, ao menos na hora da missa.

Onde hoje funciona a cozinha, no passado era a casa do sacerdote. E os salões estão sobre um dos porões da antiga capela, onde D. Pedro I costumava passar as noites com suas escravas preferidas. E no outro porão era onde se castigavam os escravos que se rebelavam contra o cativeiro.

A capela da Quinta foi transformada em restaurante em 1954 e possui pinturas em estilo francês e móveis do século XVI, mantendo as características originais e preservando sua arquitetura.

Em 2008, para comemorar os 200 anos da chegada da Família Imperial ao Brasil, os funcionários vestiram trajes da época. E a ideia foi tão elogiada que em 2009 passou-se a ser incorporado como uniforme permanente.
Comentário Pessoal:

Como é bom ler um livro de romance histórico que se passa no Brasil. Atualmente muitos lançamentos, mesmo de autoras brasileiras, tem a Inglaterra ou Escócia como palco para seus personagens.

Imaginar como foi um baile na Quinta da Boa Vista, a interação entre D. Pedro II e D. Teresa, e até como os bancos em pedra com conchinhas feitos pelas princesas foi recompensador.

Parabéns Roxane Norris! O Romance & Turismo espera que você escreva outros livros se passando no Brasil.




site: http://www.romanceeturismo.com.br/2018/04/o-diabolico-duque-de-essex-roxane-norris.html
comentários(0)comente



5 encontrados | exibindo 1 a 5