Em busca de Watership Down

Em busca de Watership Down Richard Adams




Resenhas - Em Busca de Watership Down


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Ms. Autumn 24/06/2020

Tolkien só que com coelhos
Leitura gostosinha, aventura fluida em que cada detalhe serve para um propósito, personagens cativantes e até uma linguagem própria para os coelhos. Tudo nessa história é maravilhoso.
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lipso01 26/05/2020

Que Aventura
Não é a toa que é uma das melhores fantasias do século XX
Livro incrível.
Bruna Varela 26/05/2020minha estante
Já quero!


Gabriel Rodrigues Viana 26/05/2020minha estante
Gostou que bom, fico feliz :)


lipso01 26/05/2020minha estante
???




anonimoBR 19/05/2020

A animação que foi inspirada por essa obra é uma das minhas das favoritas, em igual patamar também se tornou um dos meus livros favoritos. Muito fluido e envolvente de se ler, envolvendo diversos temas como autoritarismo e alienação, possuindo um tom de conto de fadas bastante único e que enriquece a experiência.
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Brena 21/04/2020

“Em Busca de Watership Down” é uma aventura de coelhos a procura de um lar. A obra surgiu de uma das histórias contadas por Richard Adams a suas filhas, que deram a ideia de o pai transformá-la num livro, para que mais crianças tivessem o prazer de conhecê-la.

Assim, Adams pesquisou sobre anatomia e hábitos dos coelhos e transformou essa história numa obra literária de fantasia, porém, com bastante verossimilhança, pois foram respeitados os limites dos animais: até mesmo a humanização dos coelhos é limitada, apenas o suficiente pra desenvolver a história. Os coelhos conversam somente entre si e com outros animais (com limites também), tem termos próprios, consideram qualquer inimigo (humanos, raposas, gaviões) como uma ameaça só, etc.

Antes de ser aceito e virar best-seller britânico, o livro foi recusado por sete editoras. Isso porque o consideravam uma obra complexa demais para crianças, principalmente devido a linguagem e descrições, assim como inadequada para os mais velhos, pois um adulto não levaria a sério uma história sobre coelhinhos. Dito isso, é importante ressaltar que a história tem partes muito violentas, sendo adequada para o público infanto-juvenil e adulto. A violência pode fazer parte de uma grande aventura para um jovem, enquanto para adultos trás várias reflexões e alegorias. Não foi a intenção do autor fazer analogias, mas apesar de ser uma história sobre coelhos, foi contada por um humano que, invariavelmente, imprime suas impressões do mundo nela.

Vamos falar um pouco da história em si: começa quando um coelho, o Quinto (uma espécie de profeta), diz a seu irmão, Avelã (coelho-chefe dos fugitivos), que eles correm um grande perigo no viveiro. Eles vão até o chefe da Owsla, uma espécie de polícia que comanda os viveiros, e revelam suas superstições. Porém, são desprezados. E é assim que formam um pequeno grupo que foge desse viveiro. Conscientes de que estão na parte mais vulnerável da cadeia alimentar, eles fazem uma viagem lenta e dolorosa, porque quase nenhum está acostumado a enfrentar terrenos abertos.

Na busca por Watership Down, eles encontram um viveiro que nos remete ao delírio coletivo dos humanos, e seguem até encontrar o local fixo para o viveiro deles. Então, eles percebem que não trouxeram fêmeas na viagem, e vão em busca delas. Assim, acontece uma batalha épica entre viveiros, que é o clímax da história.

Em Busca de Watership Down é uma jornada que nos oferece um ponto de vista diferente das obras protagonizadas por humanos e apresenta soluções diversas em que a vulnerabilidade é equilibrada com a expertise.

A foto usada na capa da postagem é da série da Netflix, uma opção para quem prefere as telinhas.

site: https://etsurvive.com/
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Felipe 25/03/2020

Coelhos
Demorei bastante para ler esse livro. O autor escreve bem, mas não prende muito a atenção. Costumeiramente precisava voltar e reler o trecho. Foram as últimas 50-70 páginas que me deixaram realmente animado para ler. O livro conta a história de alguns coelhos que deixam seu viveiro original (suas tocas) em busca de uma "premonição" de um deles. Passam por inúmeras aventuras e quando você acha que tudo deu aquela acalmada é que se iniciam essas páginas que me animaram. De fato, eles vivenciam inúmeras aventuras. Se houvesse uma frase seria algo do tipo "siga seu sonho, mesmo que ele pareça incrível e que outras pessoas não o apoiem". Eu recomendo a leitura? Sim. É uma leitura imperdível? Não creio.
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Rosana Miyata 07/03/2020

Maravilhoso!
Não é a toa que manteve o posto de melhor livro até à escrita de Harry Potter. Amei a história! Tinha assistido o seriado na Netflix primeiro e daí veio a curiosidade para ler o livro. Tem umas diferenças, mas é uma boa adaptação, a única coisa ruim mesmo foi que traduziram os nomes dos personagens no livro. Mas é muito bem escrito e realista nos ambientes e ações dos coelhos. Este livro entrou na minha lista de favoritos!
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alinepilger 22/02/2020

História maravilhosa, foi demais acompanhar a jornada de Avelã e seus companheiros. O autor é muito detalhista, o que tornou alguns momentos da leitura um pouco cansativos, mas valeu a pena insistir e ir até o fim.
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pantalaimonbooks 10/02/2020

El-ahrairah, the Prince of Thousands Enemies.
? Meu coração se uniu aos Mil, pois meu amigo parou de correr hoje.

Richard Adams é um daqueles gênios incomuns que aparecem de uma outra para a outra na literatura, sem nenhuma pretensão de fazer sucesso quando publica um livro sobre coelhos de uma forma nada infantilizada; por isso, e também por alguns outros motivos, o considero uma das peças lapidadas dentro da literatura universal.

Dizem que as melhores histórias são a priori recusadas, seja por infortúnio do destino ou por agentes literários sem visão, mas quando Adams recebeu sua sétima negativa em publicação ficou muito mais claro que tudo o que lhe restava era perseverar com seu trabalho.

"É só uma história sobre coelhos inventada e contada no carro para minhas filhas."

Watership Down não tinha nenhuma malícia em se tornar um grande fenômeno, era apenas um livrinho em brochura feito para agradar um público específico: suas filhas.

Eu, particularmente, sou muito coração mole para esses tipos de livros, acabo procurando por um simbolismo ou outro da vida do autores em meio a narrativa, no caso de Adams creio que ele se transformou no bondoso Dr. Adams e uma de suas filhas na inteligente pequena Lucy.

Além disso, logo na introdução, Richard Adams explica que muitos dos personagens icônicos são baseados em algumas pessoas que passaram por sua vida, além disso, creio que é uma das melhores características que um autor novato pode implementar em suas obras: detalhes pessoais.

"O Topete foi baseado em outro oficial que conheci, um grande combatente, que dava o seu melhor quando alguém lhe dizia exatamente o tinha de fazer."

Quando se escreve ficção, geralmente fantasia, muitos autores encaram vários aspectos desse universo, a linguagem é um deles. Autores como J.K. Rowling e G.R.R. Martin trabalham com isso, vemos algumas variações da língua inglesa e novas palavras na Saga Harry Potter, assim como linguagens diversas nos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Richard Adams fez o mesmo, sentiu necessidade de entreter as crianças por meio do Lapino, a linguagem dos coelhos, além disso tem a Linguagem Comum dos Campos, uma sequência de frases com pouca flexão utilizada por diverentes animais para se comunicar.

Minhas palavras favoritas em Lapino ao longo da história se tornaram Frith e fu-Inlé, além disso tem Hlao-roo, que é o nome de um dos coelhos em diminutivo. Vemos muito a linguagem dos coelhos nos contos acerca do Príncipe de Mil Inimigos (El-ahrairah), um herói para os coelhos e fonte de profunda admiração.

"O que Robin Hood é para os ingleses e John Henry é para os negros americanos, Elil-Hrair-Rah, ou El-ahrairah 'O Príncipe com Mil Inimigos' é para os coelhos."

A história se arrasta em alguns momentos, principalmente quando os personagens debatem sobre o que fazer naquele momento, mesmo que seja repleta de aventuras eu me senti cansada de ler em alguns pontos. No entanto, essa crítica de nada vale quando em comparação ao livro, eu apenas estava em um mal momento para lê-lo.

Acho que a forma mais justa de finalizar essa resenha é apresentando uma frase que definiu muito bem o comportamento dos protagonistas ao longo da narrativa.

"Os animais não se comportam como os humanos, ele disse. "Se têm de lutar, lutam. Se têm de matar, matam. Mas não ficam sentados botando a inteligência para funcionar para bolar modos de prejudicar a vida das outras criaturas e de machucá-las sem motivo nenhum. Eles têm dignidade e animalidade"
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duda 04/02/2020

Dead rabbit
esse livro vai despertar seu lado coelho, e principalmente, a sua raposa
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Coruja 26/12/2019

A primeira vez que ouvi falar nesse livro foi quando estive em Edimburgo, em 2014: visitando o Museu do Escritor, descobri um passeio guiado chamado Tour dos Amantes de Livros e o guia comentou de um dos pubs por onde passamos que ‘aqui foram pendurados os coelhos de Watership Down’. Em meio a tantos outros autores de interesse - J. K. Rowling, Conan Doyle, Walter Scott, Stevenson e por aí afora - deixei passar batido e só vim me lembrar da história conferindo a lista dos escolhidos na votação dos cem melhores livros de fantasia/ficção científica da NPR.

Coisa curiosa: a história gira em torno de um grupo de coelhos que sai de sua morada original em busca de uma terra mítica - Watership Down -, em razão dos sonhos proféticos de um dos jovens animais. Pelo caminho, eles encontram obstáculos e violência um tanto inesperadas para uma fábula com criaturas que, tradicionalmente, associamos com sentimentos de meiguice e delicadeza. Coelhos, segundo o imaginário popular, são “fofos”. Mas os coelhos de Richard Adams está ali como uma alegoria para a luta contra o fascismo e há bem pouca fofura ao longo de suas aventuras.

Pelo contrário, morte, devastação de recursos naturais, medo, poder e corrupção, liderança são temas que se entrelaçam com uma curiosa mitologia própria e uma complexa construção social. É uma história que nos faz refletir sobre o significado de lar, a importância de escolher bem nossos líderes, sobre liberdade e exploração; a capacidade de se adaptar e superar obstáculos. Em Busca de Watership Down é bem mais do que parece à primeira vista e não à toa perdura como um clássico que atravessa gerações.

site: https://owlsroof.blogspot.com/2019/12/o-resumo-da-opera-decada-ainda-nao.html
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Erick.Rennan 25/12/2019

Fascinante
Com muito pouco o autor conseguiu fazer muito. Uma fantasia incrível que explora a vida dos coelhos, que nunca me chamaram a atenção, mas nessa história tudo é muito interessante. É incrível ver como o autor conduz a história, como ele constrói os ambientes, os personagens, tudo tem uma lógica intrínseca e não desaponta em momento algum. Em alguns trechos ficou um pouco lento, porém no geral foi bem fluído, e tem mais ação do que esperava. O livro, além de lindo, é muito bom, e traz, não que seja realmente útil, muitas curiosidades a respeito dos hábitos dos coelhos de uma forma não didática, mas que passa bastante bem a mensagem, e a história tem todos os elementos necessários pra uma ótima fantasia, incluindo uma língua, com não muitas palavras e expressões, mas uma língua, o lapino, e algo que é muito importante em uma boa fantasia, a história por trás da história, a história que os coelhos contam uns para os outros, nesse quesito o livro é destaque também. Resumindo, é um excelente livro.
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Fábio Valeta 20/10/2019

Em Busca de Watership Down é uma história com várias características de um épico: Visões sobre um futuro sombrio, uma jornada cheia de perigos, uma história sobre lealdade e coragem etc. E é também uma história sobre coelhos, já que são eles os protagonistas.

A história começa quando um coelho tem uma visão que preconiza a destruição do seu viveiro. A partir daí, junto a alguns outros, eles decidem partir em uma jornada em busca de um novo lar. A partir dessa trama simples, o autor cria toda uma cultura para os coelhos, com histórias passadas de pais para filhos, mitos, sistemas de castas e até mesmo uma linguagem própria. Embora não tenha tido o mesmo detalhismo de um Tolkien, por exemplo, ainda assim a cultura dos personagens é um aspecto bastante interessante e com vários detalhes a serem explorados.

Só que o título engana, pois a busca por esse novo lar, a Colina de Watership Down termina antes mesmo de chegar na metade do livro. A partir daí, é mostrada toda a dificuldade em tornar esse novo viveiro em sustentável e seguro. E é aí que a história do livro realmente começa a engatar. Mostrando as tentativas dos coelhos em conseguirem fêmeas, já que todos que se aventuraram para o novo viveiro foram machos, tentando libertar alguns coelhos que vivem em cativeiro e encontrando com Efrafa, uma imensa comunidade de coelhos que vive sob um código militar bastante severo.

A história vai criando uma situação de tensão à medida que o novo viveiro entra em atrito com essa comunidade muito mais forte e organizada. E justamente quando a história chega no seu clímax.... ela acaba de forma apressada. Se o autor tivesse se alongado nos capítulos finais, a história poderia terminar de forma muito mais interessante.

Não é um livro ruim, e vários aspectos me agradaram muito. Mas no final, eu esperava mais dele.
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Matheus 04/09/2019

lindo
lindo
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Lucas Carty | @panteaodehistorias 01/05/2019

Uma grande jornada de drama, ensinamentos, agonias e satisfação. Tudo em uma longa obra imortal "Em Busca de Watership Down"
O livro é de fato uma grande jornada. Embora seja bem demorado -pelo excesso de detalhes, típicos de um autor inglês do século XX- para terminarmos, temos aí uma aventura que somos, inevitavelmente, imergidos nessa emocionante história.
Apesar do livro ser bem antigo, voltou à tona no mundo da literatura pela recente adaptação à série da Netflix. E eu, devo admitir, fui um dos que não sabia da existência dessa obra até assistir a série e ficar louco pra ler o livro, já que amei demais a série.
A série é extremamente fiel ao livro, salvo por alguns detalhes, como já é de se esperar. Mas o livro foi o que realmente me fez sentir a história da maneira como ela foi criada e se tornou esse clássico imortal que é tão desconhecido para nós brasileiros ainda.
Com uma trama muito dramática e partes que nos deixam aflitos e agoniados, mas que no geral nos apresenta uma história linda e empolgante.
O que nos chama muito a atenção, é o trabalho envolvido na construção desse livro. De como Richard Adams não só falou da história desses coelhos da forma mais fiel à realidade possível e todo estudo envolvido nisso, mas também criou uma mitologia própria para esses coelhos e uma linguagem própria deles, que nos é apresentado de uma maneira tão curiosa e natural de se entender.
Se a primeira edição já era linda, essa nova com a capa da série está ainda mais incrível. E eu amei a Introdução onde o autor nos conta todo o processo de criação dessa obra e toda repercussão que a seguiu até os dias de hoje. Foi um grande atributo para nos aproximar ainda mais do livro antes de mergulharmos em sua história.
Só tenho elogios à essa incrível história imortal e à Planeta Minotauro que nos trouxe essa obra em uma edição linda.

site: Instagram: @panteaodehistorias youtube: https://www.youtube.com/channel/UCIBILW90UnfOACXeivwUhwA?view_as=subscriber
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Stefânea 21/04/2019

"O Campainha estava dizendo que sabia que os humanos nos odiavam por roubar as colheitas e os jardins deles, e o Linário respondeu: 'Não foi por isso que eles destruíram o viveiro. Foi só porque a gente estava no caminho deles. Eles mataram a gente simplesmente porque isso era conveniente para eles'."
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Richard Adams tinha o hábito de sempre contar histórias para as duas filhas pequenas, antes de dormir, ou enquanto as levava para a escola. Um dia, teve que fazer uma viagem muito longa com elas, e começou a contar uma nova história, mas essa não era como as outras, durou toda a viagem e mais alguns dias. Quando ele finalmente terminou, as meninas abismadas, disseram que aquela história não podia ser só delas, outras crianças precisavam ouvir. E assim, em 1972, Em busca de Watership Down, foi publicado.
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"O humano não descansa enquanto não estragar a terra e destruir os animais."
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O enredo central da obra é bem simples. Um coelho tem uma visão que o viveiro onde mora será destruído, e todos os coelhos que vivem ali morrerão. Quinto então, avisa seu irmão Avelã, que imediatamente se prontifica a avisar o máximo de coelhos possível, mas infelizmente, eles conseguem pouca atenção, e apenas alguns os acompanham. É ai que começa sua longa jornada em busca de um novo lar, onde tivessem paz e ficassem seguros dos 'Elil', seus predadores.
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Essa fantasia criada por Adams é tudo, menos infantil e clichê, apesar de ter sido escrita para crianças, a história é bem profunda. O autor é BEM descritivo com as paisagens e cenários, todos realmente existem na Inglaterra, além de ter criado toda uma mitologia e língua própria para os coelhos. A obra aborda temas como liderança, desafiar a autoridade, governo opressor, amizade e sacrifício. Também bate muito na tecla de como os animais vêem os humanos, e de como as ações e vida humana interferem no ciclo 'natural' da existência. Mesmo sendo um livro denso, é fácil de ler e impossível de não se apegar. Realmente uma das melhores fantasias do séc. XX.

site: https://www.instagram.com/resenhadora/
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