Singular

Singular Thati Machado




Resenhas - Singular


14 encontrados | exibindo 1 a 14


Nathy @peculiareslivros 05/04/2021

Um livro incrível
Eu admito que iniciei a leitura já feliz sabendo que teria um protagonista trans, e também por sempre ver elogios a obra, e admito que não me arrependi nem um pouco, pelo contrário, me apaixonei pelo livro!

Além de o protagonista ser trans, ele é um cavalheiro, e estava sempre tentando agradar a todos sem esquecer de si mesmo.

Rafa, a protagonista feminina, sofreu muito ao longo de sua vida, tanto por ter endometriose (que é uma doença péssima é que te acompanha por toda a vida) quanto pelos comentários da mãe e das amigas modelos, que sempre a colocavam para baixo após ela ter engordado. Existem pessoas gordas, pessoas, aceitem isso, não julguem, por favor!

No geral, as personagens secundárias também foram importantes e tornaram o livro bem mais divertido.

O empoderamento de diversas personagens foi incrível.

Certamente é um livro que recomendo àqueles que querem entender um pouco mais sobre homens trans e a quem gosta de romances LGBQTIAP+
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Cho 08/10/2020

EU NÃO AGUENTEI LER
Ganhei esse livro de presente, não o conhecia. Depois descobri que é um spin off de outro livro, que também não conheço. Sei que a pessoa me deu esse livro com as melhores intenções, mas desde a epígrafe eu já sabia que não ia gostar.

Primeiro de tudo, a escrita não é criativa, é escrita de fanfic (o que não é um problema para quem gosta do gênero, mas não sou muito fã). Além disso, a história não me prendeu em nenhum momento. O livro também tem alguns erros de digitação, que não comprometem a leitura, mas mostram que ele não foi bem revisado. Outro ponto que merece ser destacado sobre a estrutura da obra é que a narração às vezes muda de perspectiva, de repente é outro personagem narrando. A narrativa fica dando uns saltos temporais também. E há choques de informações, por exemplo, num momento Noah diz cursar publicidade e propaganda e depois diz que cursa comunicação social.

Agora sobre o protagonista, Noah é um garoto trans com direito a todos os privilégios que qualquer homem trans com disforia gostaria de ter: já tinha nome neutro (nada de "nome morto" para aterrorizar sua vida), retificou a certidão ainda criança, já começou o tratamento hormonal antes da puberdade, fez mastectomia e histerectomia, é hétero e passável (ou seja, tem todos os privilégios de um homem cis). E o fato de ele ser trans é apenas um pano de fundo pra um romance clichê, mal desenvolvido e sem aprofundamento. Aparentemente, o único problema que ele teve durante sua transição foi a não aceitação do pai, que nem teve tanta importância assim, já que seus pais se separaram; e o medo de rejeições quando alguém que ele gosta descobrir que ele é trans e não aceitá-lo (e normalmente isso ocorre quando ele está prestes a transar, sendo que todo estresse seria evitado se ele conversasse antes????). E como ele usa packer e não há nenhuma discussão sobre isso (se é por disforia, por exemplo), faz parecer que todo homem trans usa packer.

É muito importante ter representatividade, ainda mais LGBTI+, sendo que o personagem é estereotipado, e não representativo, quantos homens trans têm os privilégios do Noah? E nem há discussão sobre esses privilégios na obra. O tema da transgeneridade é tão rasa que não me toca. Não me acrescentou nada. Também não há discussão de gênero. Os problemas do Noah são muito superficiais. Ele só pensa em mulher toda hora, em beijar, em transar. Para mim ele é de fato um "tarado viciado em sexo". Só o fato de beber água da garrafa de uma menina e sentir "o gosto de cereja dos seus lábios" já foi suficiente para PROVOCÁ-LO. A propósito, as descrições das cenas de sexo são muito ruins, totalmente idealizadas. Depois que conhece Rafa, eles têm que ficar se esfregando toda hora, parecem que vivem no cio 24h.


Apesar de afirmar várias vezes que é um cavalheiro, de cavalheiro ele só tem o cavalo, porque esse menino é um homem das cavernas, várias vezes ele foi muito inconveniente (a autora tenta mostrar o contrário/suavizar), por exemplo, quando ele agarrou Rafa pela cintura mesmo sem eles se conhecerem (para passar despercebido a autora diz que a Rafa gostou e até traz o ponto de vista dela, mas, independente da reação, foi inconveniente); ele tem uns pensamentos muito escrotos: "mesmo que a Rafa quisesse ficar, (...) eu daria uma de homem das cavernas, agarraria suas pernas e sairia arrastando-a para longe dali." (p. 85). Mais na frente esse pensamento se contradiz com o discurso de bom moço que ele quer passar quando se questiona se "OS HOMENS realmente acham que têm o direito de forçar a barra?" Sendo que ele deveria se incluir nesse grupo, porque ele está está sempre reproduzindo pensamento machista. Para mim, quando Noah entra no banheiro feminino (sabendo que é lido socialmente como homem) foi irresponsável, porque qualquer mulher se sentiria desconfortável com sua presença (ser trans e ainda mais passável não dá passe livre pra ele fazer essas coisas). Ele é todo esquentadinho, quando vê alguém fazendo merda ele quer partir pra briga, apesar de nunca tomar atitude, mas é sempre a primeira coisa que ele pensa.

Além disso, Noah não perde tempo de falar bosta, ele diz que não entende por qual motivo mulheres demoram tanto no banho e essas besteiras, pois ELES > HOMENS < tomam em cinco minutos, e as mulheres deveriam aprender COM ELES. Ele tem tanta oportunidade pra discutir gênero, mas só fala merda.

Quando ele resolve contar para Rafa que é trans, o que seria uma ótima oportunidade para se aprofundar no tema da identidade de gênero, ela simplesmente "foge" e volta com todas as informações que parecem ter sido retiradas da Wikipédia, e como com essa pesquisa ela já sabe TUDO, não há mais discussão sobre o assunto.

Noah adora reforçar que não é machista (parece coisa que machista diria, né?). Segundo ele, ele é só um "cara com algumas inseguranças" (p. 155). O que me lembra que ele é muito ciumento, mesmo que não demonstre em atitudes. Quando Rafa vai apresentá-lo a um amigo ele só se acalma ao perceber que o menino é gay. E esse personagem também é o estereótipo do "amigo gay".

O romance entre ele e Rafa se desenrola desde o primeiro dia, com um lenga-lenga durante os 6 dias de carnaval que ele passa no RJ e 80% do livro é só isso. Ele é argentino e disse que não sabe falar quase nada de português, mas na narrativa não fica claro nem foi explicado como ele conversa com Rafa e suas amigas.

Noah e Rafa tem um problema em comum: não se sentir confortável despido na frente de alguém, daí parecem partir todas as inseguranças deles, que seriam resolvidas se eles fossem fazer terapia, evitando assim ESSE LIVRO.

Aproveitando isso, a autora também trata da gordofobia, com frases prontas, um negócio bem clichê mesmo, mas ainda foi menos pior que a forma como ela tratou a transgeneridade.

Enfim, pra mim esse romance desenvolvido em 6 dias só mostra quão baixa era a autoestima dos dois e que precisam fazer terapia.
franz | charlie 23/12/2020minha estante
eu de você, tirou todas as palavras da minha boca.
só vi pessoas cis dizendo que amaram o livro e que tem representatividade


Cho 05/01/2021minha estante
me impressiona que ele seja bem avaliado




Day 15/11/2020

Mais um livro
Da Thati que eu me apaixonei. Essa história é lida de se ler e é uma entrada e tanto para esse mundo para pessoas que ainda não sabem nada. É um livro de aquecer o coração. De dá risadas e chorar também. Mas além de tudo é um livro para fazer você furar a bolha da sua realidade e enxergar a sociedade como um todo e a diversidade dela.
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Anna 13/12/2020

Decepcionada com alguns esteriótipos
Uma tristeza ter que dizer que não gostei... A autora tem um trabalho incrível em outros livros e contos, além de outros trabalhos que eu admiro muito, mas esse livro não rolou pra mim. Em muitos momentos senti uma coisa muito forçada em cima da questão do Noah ser trans, ele meio que reproduz uns esteriótipos não muito legais, principalmente nas cenas de sexo, em que eu particularmente achei que ela colocou ali um sexo "cis-héteronormativo", sendo que não é assim pra todas as pessoas transmasculinas (e eu senti que ela passou essa ideia), como se necessariamente todos os homens trans só fizessem sexo usando o packer, e que só um sexo com penetração caracteriza "sexo de verdade", quando em um momento certa personagem se considera ainda virgem por não ter tido esse sexo super heteronormativo (mas tendo rolado todo o resto além), mesmo com toda a questão (não só) no meio LGBT de que sexo não é só penetração. Tô falando disso porque o livro tem muitas cenas de sexo (até um pouco demais, eu achei), e foi uma questão que pegou muito pra mim, me incomodou bastante (já que eu falo do lugar de pessoa LGBT e que se relaciona com um homem trans).
Pra mim, reforçou algumas coisas que, pra pessoas cis e não LGBTs, distorce um pouco a imagem de pessoas trans principalmente nesse quesito com o corpo, porque a forma como o Noah fala muitas vezes dá a ideia que o que acontece com ele é igual pra todos os meninos trans e isso quase me fez parar o livro no meio. Tipo, que todos os meninos trans fazem hormonização, querem a mastectomia e necessariamente usam packer pra transar. Fiquei bastante triste na real, infelizmente, e foi uma leitura que me decepcionou de muitas formas. Mas ainda indico outros livros da Thati, ela tem ótimas histórias que com certeza merecem ser lidas.
Também achei um pouco ruim a questão dos problemas de autoestima e distorção de imagem de uma das personagens. Isso não foi trabalhado de uma forma tão boa e também foi "resolvido" quando a personagem encontrou alguém que gostasse dela como ela é (o que não é um problema), mas pra quem passa por isso na vida real, sabe que não é bem isso que resolve. Por um breve momento, pareceu que a Nina (de Poder Extra G) ajudaria nisso, mas ficou bem raso.
Em resumo, acho que nenhuma das questões teve realmente um desfecho.
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lays.azevedo.94 22/12/2020

Esse foi mais um livro que comecei a ler despretensiosamente e me apaixonei!

Singular é um livro que retrata o preconceito e as dificuldades em torno disso de forma tão suave e verdadeira que não tem como não sentir empatia óleo Noah e pela Rafa, além de todos os outros personagens.

Me surpreendi em como a Thati conseguiu escrever de forma tão gostosa mas ao mesmo tempo tão profunda ...

Me apaixonei pelo relacionamento dos personagens, pelo carinho e cumplicidade que uma família pode ter e como amigos podem ser exatamente a família que precisamos.

Simplesmente maravilhoso o livro!
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Talita 14/09/2017

Singular é uma leitura que o nome já exprime tudo que o livro é, singular.
Amores, talvez vocês já tenham notado que eu sou uma devoradora de romances. Sim, estou lendo outros gêneros. Sim, tenho outros gêneros queridinhos, mas um romance é um romance e um lance é um lance, ou seja, por mais curvas que eu faça, sempre vai ter um romance na minha mesa para ser lido. O problema de ler tantos romances é que, muitas vezes, rola aquele sentimento de estar sempre vendo as mesmas configurações de casais uma e outra vez, de que existe uma fórmula que os autores acabam usando para atrair leitores. Nada contra quem faz isso, mas às vezes é bom seguir um caminho novo e foi exatamente isso que me atraiu em Poder Extra G, da Thati Machado e quando a autora procurou o Viciados em Leitura para resenhar Singular, eu não pensei duas vezes antes de aceitar. Se você busca romance com um toque único e especial, chegou ao lugar certo.

Singular é a história do Noah, irmão do Nico que conhecemos lá em Poder Extra G. E já que puxamos o assunto, é possível ler Singular sem ler o Poder Extra G, mas eu não recomendo, alguns momentos do livro ganham profundidade e mais importância e peso justamente porque vimos tal coisa em Poder, então é bom ler os dois, e na ordem. E vamos combinar que a escrita da Thati merece ser lida, eu falei na resenha de Poder que o livro é um must read e Singular também é, então bora ler!

Como eu estava falando, Singular é a história de Noah, e como descobrimos em Poder Extra G, Noah é um jovem homem trans, ou seja, Noah nasceu uma menina, mas sempre se identificou como um menino e quando o conhecemos no livro anterior, ele é um homem, sendo reconhecido como tal pela sua família, menos o seu pai. E aí vem a primeira grande sacada da Thati. Todo o período de transição do Noah, sua infância, sua relação com a família, é contada no começo do livro. Temos até o ponto de vista da Elena, sua mãe, e esses capítulos são muito ricos de detalhes, emoções e profundidade, não é apenas levantar uma bandeira, é fazer com que, nós, os leitores, tenhamos uma pequena parcela de como foi complicado para o Noah simplesmente ser ele mesmo!

Ao longo do começo do livro vamos descobrindo o Noah, suas inseguranças, sua vida atual, o sofrimento pela rejeição do pai, o amor incondicional que ele tem e recebe da sua mãe e do seu irmão e as dores da rejeição no amor, o quanto é complicado para ele se relacionar com as mulheres, já que ele tem a aparência de um homem cisgênero (ele não tem mais características femininas), mas ainda é trans e algumas meninas o rejeitaram bem na hora H. E aí ele conhece a Nina e a Marcela e essas duas brasileiras mudam a sua vida.

Nina é a protagonista de Poder Extra G e o amor da vida de Nico. É ela quem ensina para o Noah que ele não precisa de um pênis para ser um homem e que ele é um, por suas atitudes e jeito de ser. Já a Marcela, melhor amiga da Nina que também vai morar na Argentina, é quem levanta a moral sexual, vamos assim dizer, do Noah, em um momento que ele realmente precisa. E é esse Noah, mais confiante, que vem ao Brasil (se você leu minha resenha de Poder, sabe que Nico e Noah são argentinos) curtir o carnaval, beijar muitas bocas e… Acaba se apaixonando pela Rafaela.

A Rafaela é uma ex-modelo brasileira que acabou deixando a profissão de lado quando engordou devido ao tratamento de endometriose que teve que fazer. Rafaela, agora uma estudante de Biologia carioca, está passando o carnaval em um apartamento com as “amigas” da época de modelo e logo vemos que aquela amizade já não faz bem para ela e tão logo ela e o Noah se conhecem, e bate aquela conexão. Rafa mostra ao Noah o amor e ele mostra para ela que ela é linda do jeito que ela é.

Singular é uma leitura que o nome já exprime tudo que o livro é, singular. Ter um protagonista masculino trans e uma feminina plus size, é ousado, mas a Thati sabe levar a história sem tornar ela didática. Nos envolvemos na história, com os personagens e o livro se torna especial por sua singularidade e não por ser uma bandeira. É impossível não sentir pelo Noah, querer proteger a Rafaela das amigas ruins, é impossível não amar essa trama tão bem desenvolvida. Se você tem que ler? Meus amores, vocês precisam ler esse livro!

Ele simplesmente possui a combinação perfeita entre romance, comédia, suspiros e uma trama que vai na contramão de muitos dos livros que vemos por aí. É leve e ao mesmo tempo fala com muita seriedade de um tema (Transexualidade) que precisa ser mais dito, mais lido e mais debatido para que o preconceito sobre ele acabe. Esqueçam vilões e armações, a vida e suas porradas já fazem todo o trabalho, não vejam esse livro como uma romance qualquer, ele é um puta romance! Leiam! Só isso, leiam!

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2017/09/resenha-317-singular-uma-historia-de.html
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Lay 29/09/2017

Após ter lido Poder Extra G eu queria muito ler os livros dos outros personagens que me conquistaram na história, mas não era certeza de que haveriam e se seriam publicados. Publicado de forma independente e apenas em e-book, Singular traz a história de Noah Viegas, irmão caçula de Nícolas.

Certamente vocês lembram que Noah é um personagem que, no mínimo, causou curiosidade aos leitores. Noah é um homem transgênero e isso ainda é um assunto tabu. Embora tenha nascido uma menina, Noah sempre soube que era um menino e isso causou desde o início um desconforto em sua casa. Nícolas, sendo o irmão mais velho e muito protetor, sempre o apoiou, deixando que ele brincasse com seus brinquedos, vestisse suas roupas, mas para seus pais não era tão simples. Com ajuda psicológica, Miguel e Elena restringiram ao máximo às atividades do universo feminino que Noah pudesse ter acesso, mas com o tempo, isso o estava destruindo até que Elena procurou outro terapeuta e foi com a ajuda dela que aceitou que sua princesinha era um menino. Porém, isso desencadeou o início de brigas colossais entre o casal, afinal Miguel não aceitava de maneira alguma essa situação.

Após o abandono e a rejeição do pai, Noah encontrou em Nico a referência paterna de que precisava e o apoio incondicional dele, da mãe e da tia Melissa - irmã do pai, mas completamente diferente dele.

Singular mostra como foi a transição dele, do tratamento hormonal, acompanhamento psicológico, relacionamentos amorosos até a chegada de Nina na vida da família Viegas. Como a gente viu em Poder Extra G, Nina, Nico, Noah e Marcela fazem uma viagem ao Rio de Janeiro para passar o Carnaval e é quando Noah conhecerá Rafaella.

Rafaella é ex-modelo que está hospedada com as amigas no mesmo flat que Noah, entretanto, desde o início a gente vê que ela é a diferente do grupo e só com o passar das páginas é que entendemos o motivo. Filha de modelo e agenciada pela mãe desde criança, Rafaella sempre viveu no mundo da moda e, ouvindo que o pior que poderia acontecer para sua vida e, consequentemente para sua carreira, era ficar gorda. Porém, após um problema de saúde é assim que ela está e não consegue assimilar essa nova realidade, principalmente quando não tem o apoio de sua mãe e das pessoas que considera suas amigas.

A chegada de Noah na vida de Rafaella a fará reavaliar seus conceitos sobre si mesma, principalmente porque Noah não vem sozinho e Nico, Nina e Marcela ajudarão muito também.

Eu adorei a dinâmica do casal e segue a linha de Poder Extra G: uma pessoa viajando, só quer curtir, mas encontra alguém especial nesse curto período de tempo. Com uma narrativa em primeira pessoa alternando entre Noah e Rafaella, Thati mostra a evolução do sentimento deles um pelo outro, da aceitação de Rafa sobre si mesma.

Só há uma ressalva para mim nesse livro, em alguns momentos há cortes de tempo, mas ao mesmo tempo que eu sentia que certamente não faria diferença num contexto geral da história, também fiquei com um sentimento de um grande epílogo, quando na verdade não tínhamos chegado lá ainda. Sabe quando falta algo que complete aquela lacuna. Foi o que senti.

Mas no final do livro fiquei com aquele sentimento de que Noah sempre buscou ser feliz, independente do que a sociedade lhe impusesse e ele lutava para que as pessoas que amava também fossem felizes e respeitadas, além de ter ficado curiosa para ler a história da Marcela, um personagem que tenho certeza, terá muito o que acrescentar nessa série.
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kimberlyleitora 12/12/2017

4.5
Que livro lindo!
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Cláudio 24/08/2018

Representatividade,superação e respeito
Não é muito segredo que o Noah virou um dos meus personagens preferidos desde Poder Extra G e lógico que eu estava super ansioso pra conferir a história dele.
O que dizer?Mais que um livro,uma história,Singular é um livro que conta uma jornada,jornada de descobertas pessoais,de desafios,de aceitação e de literalmente ligar o f%@ para alguns pré conceitos da sociedade.
E a Thati consegue colocar situações que são muito próximas do leitor,facilmente identificáveis em muitos momentos do nosso dia a dia,o que acaba também provocando aquele momento de reflexão em nós mesmos.Sabem aqueles julgamentos precipitados que muitas vezes fazemos?Aqueles preconceitos velados ou não que sem querer (ou querendo) nos pegamos cometendo em palavras e ações?Esse livro vai nos fazer parar e pensar em como estamos agindo e pensando com as pessoas ao nosso redor.
Os personagens são extremamente bem construídos.São personagens que percebemos que estão com o emocional e auto estima muito em baixa e que vão precisar se fortalecer,principalmente com a ajuda dos amigos.
Rafaella sofre demais com a pressão das amigas e da mãe porque era uma modelo de sucesso,mas desde que passou a ter o corpo que não é considerado dentro dos padrões para o mundo da moda isso a deixa extremamente insegura.E essa situação faz com que ela se retraia bastante,faz com que ela não goste do seu corpo,tornando-a uma pessoa extremamente insegura com ela mesma.
Noah está conseguindo se aceitar,entender melhor a si mesmo,sua sexualidade....mas a insegurança de se aventurar em um relacionamento ainda é muito grande.Ele não sabe como revelar para alguém que ele é trans,não sabe como as pessoas vão reagir a isso.Quando ele conhece Rafaella esse insegurança aflora cada vez mais,porque ele tem medo de perdê-la.
É impossível não torcer pelo relacionamento dos dois.Além de amor,paixão,os dois carregam um sentimento de cumplicidade muito grande que vai começando com uma amizade e vai evoluindo para algo a mais.E é nessa cumplicidade que eles vão conseguir quebrar várias barreiras pessoais e correr atrás dos seus sonhos.
Por sinal o romance é lindo!É forte,é apaixonante a cada mínimo gesto.Por sinal lá pro final do livro tem uma cena linda de prova de amor,mas não vou falar pra não estragar a surpresa kkkkkkkkk
A escrita da Thati é extremamente forte e delicada ao mesmo tempo,carregada de muitas críticas a nossa sociedade e isso deixa a gente incomodado,mas incomodado no bom sentido,fazendo a gente pensar.Várias cenas são perfeitamente reconhecíveis do dia a dia e provavelmente já aconteceram com alguém próximo ou até conosco.E a gente se pergunta:por que?Por que o ser humano se incomoda tanto com a sexualidade ou o peso do outro?
E essas reflexões são extremamente positivas.Precisamos de mais livros assim,com essa representatividade e a Thati Machado certamente é um dos melhores nomes para trazer essas histórias.
Quem é do Rio de Janeiro vai se identificar bastante com os cenários,com as situações típicas do solo carioca e quem não é daqui vai conhecer um pouquinho dos cenários cariocas.
Teremos capítulos pelo ponto de vista do Noah e da Rafa,então vamos entendendo bem as dúvidas de cada um,suas batalhas internas,seus sofrimentos,dúvidas...gosto muito quando os capítulos são assim,porque ajuda bastante a entendermos cada um dos personagens e juntarmos algumas peças.
Os personagens secundários nem são tão secundários assim.Nina contribui bastante para várias tomadas de decisões,principalmente por parte de Noah.E paralelamente a todas essas questões teremos Marcela,sim ela estará presente aqui.Inclusive vamos ver que ela está sofrendo bastante,mas ainda não é hora de conhecermos sua história.É uma trama paralela que sabemos que está acontecendo,mas que não será revelada nesse livro.
Pra finalizar,se preparem para momentos de emoção,indignação,revolta,reflexões,mas principalmente de muito amor que com certeza é a mensagem principal para combatermos qualquer tipo de intolerância.
Tenho certeza de que no final vocês ficarão com o coração derretido,bem quentinho,ansiando por muito mais.Sei que eu fiquei e fiquei ainda mais encantado com o Noah que certamente é meu personagem preferido dos últimos tempos.Se apaixonem também por essa história que é mais que um livro,é uma jornada de auto descoberta e amor,principalmente amor.

site: http://livreirocultural.blogspot.com/2018/08/resenhasingular.html
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Anny K. Alves 15/12/2018

Melhor livro sobre trans que já li!
É impossível não se apaixonar pela escrita cativante de Thati, assim como por seus personagens reais e apaixonantes. Leitura gostosa, surpreendente e romântica ??
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