Batman - O Cavaleiro das Trevas

Batman - O Cavaleiro das Trevas Frank Miller




Resenhas - Batman - O Cavaleiro das Trevas


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Saabs 15/07/2019

Uma obra de arte agridoce
Sobre a parte 1: Aqui vemos um Bruce Wayne idoso, que por não aguentar mais ficar de braços cruzados, retorna ao Batman após 10 anos aposentado, declarando guerra ao crime. Vemos de camarote o quanto sua sanidade do é/está prejudicada. Por sinal, a saúde mental de Gotham City como um todo, seja dos criminosos comuns até os médicos do Asilo Arkaham (para os criminalmente insanos) não está na bem! Já havia pensado sobre isso: é impressionante o quanto a sanidade/saúde mental do personagem (e obviamente de seus vilões) pode ser mudada dependendo do roteirista/autor. Esse pensamento tomou novas proporções nesta leitura. Mais uma prova incontestável da grandiosidade de Frank Miller.
O quadrinho foi publicado em 1986, mas poderia tranquilamente ter sido lançado agora. A cada página lida vê-se a sociedade na qual vivemos atualmente, recheada de violência exacerbada e gratuita, de preconceitos, egoísmo, negligencia das autoridades responsáveis (com exceção de poucas) e disputas sócio-política intermináveis e medíocres sendo transmitidas incessantemente por uma mídia de baixo nível e sem escrúpulos. As únicas diferenças? infelizmente não podemos (por bem ou por mal) contar com a ajudar de super-heróis.
Sobre a parte 2, tenho bem menos a dizer: plot interessante, mas sua execução é apressada, usa-se de cortes e montagem non-sense e por muitas vezes tomou saídas fáceis. Eu compreendo a sátira inserida e buscada por Miller durante toda a obra e que tudo que está ali foi feito intensionalmente, mas infelizmente (e podem me chamar de purista) é uma queda extremamente brusca quando comparada com a primeira.

site: https://www.instagram.com/daquiloquesenti/?hl=en
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Danielbped 21/06/2019

Volume 1
Pra mim, e acredito que para a maioria, a melhor história do Batman de todas. Me refiro ao volume um, claro. Nesta edição foram compilados os volumes um e dois.

No volume um, nos deparamos com um Batman velho, aposentado, amargurado, tentando levar uma vida relativamente normal; um Coringa internado, catatonico, no Asilo Arkham; e uma Gotham tomada pelas gangues, mais que nunca.

Inconformado com toda a violência, ele não consegue só fingir que nada está acontecendo e viver sua vida, afinal das contas, estamos falando do Batman. ????
Então ele volta a usar seu manto negro e a combater o crime, na surdina, pois os super heróis estão proibidos de agir, bem no estilo Watchmen.

Mas logo a notícia se espalha, "O Batman retornou".

O Presidente dos EUA não fica nada satisfeito com a notícia, e dá uma missão ao Superman.

Resolver este problema.
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WilsonSacramento 02/05/2019

Morcegão das Trevas
Comecei março (só agora atualizando a área), relendo/lendo depois de décadas esse clássico do mundo das HQs.

Sem sombras de dúvidas, Miller revolucionou o mercado, a linguagem é a nossa forma de ver as HQs de Supers (Tá, o Bat, não é super feito o Zagor).

No meu caso a leitura fluiu bem, torná-se sabivel o enredo, as nuances, as pequenas coisas que na minha adolescência passou direto.

Muitas coisas hoje são banais em termos de ser ou não violência, das motivações humanas das personagens e a Gama de personalidade ... talvez estejamos envelhecendo feito o Bruce neste volume.
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Rafael.Alexandre 15/01/2019

A melhor de todas as HQs
O Cavaleiro das Trevas do Miller não é só a melhor história do Batman, mas também uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos. Um conto atemporal que redefiniu e projetou o personagem para que o mesmo durasse mais 500 anos a nossa frete. Um epico de narrativa gráfica e genialidade.
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Raphael 23/09/2018

Primeira HQ do Batman que leio, e é fantástica, tanto a história como os traços do desenho
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Emanuel 12/09/2018

Batman: O Cavaleiro das Trevas (Edição definitiva)
Essa edição possui dois volumes:
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Batman: O Cavaleiro das Trevas 2

Em Batman: O Cavaleiro das Trevas Gotham segue decadente, a mercê de gangues e criminosos.
A cidade está mergulhada no caos.
O comissário Gordon está se aposentando. O velho Bruce Wayne deixou de ser o Batman a 10 anos, para alguns o homem morcego já virou uma lenda urbana.
Não contente com cenário em que sua cidade se encontra e com a ideia de criminosos do Arkham sendo liberados Bruce decide vestir mais uma vez o manto de Batman. Ele agora está obstinado em terminar o que começou anos atrás.

O roteiro de Frank Miller aborda de maneira incrível temas como política, mídia, criminalidade e corrupção. A história se desenrola de muito bem e com o passar do tempo você se aprofunda cada vez mais.
A arte possui um traço mais antigo e rabiscado, mas em momento algum perde seu brilho.

É difícil falar dessa história sem dar spoiler. Mas essa graphic novel é fantástica! De longe a melhor história do Batman que já li.

Após temos uma continuação do volume anterior. O Cavaleiro das Trevas 2 tem um roteiro fraco. A arte é grosseira e desleixada. Tudo acontece de maneira rápida e bagunçada. O que antes era um cenário obscuro e caótico agora é um tremendo carnaval. Todo o brilho do primeiro volume se apaga, onde em muitas vezes parece um rabisco mal feito de uma história que nã foi terminado.

Como conclusão temos uma ótima HQ, essencial para os fãs do Morcegão e que pode ser considerada um clássico. E temos uma continuação fraca que acaba tirando parte do valor dessa edição.
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Vinicius Avelino 28/06/2018

Um marco na indústria
O cavaleiro das trevas sem sombra de dúvidas é um clássico que todos os amantes de quadrinhos devem ler um dia, uma obra de arte produzida pelo mestre Frank Miller.
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CaraPalida 19/06/2018

Conflitante e Magnífica!
Essa HQ é simplesmente magnífica! Não somente na sua construção, mas no conflito interior que nos coloca (principalmente quem possui uma ideologia mais a esquerda, que é o meu caso). Até onde os Direitos Humanos devem ser respeitados? Um psicopata como o Coringa merece o mesmo tratamento que um preso comum? Qual o papel da mídia em uma sociedade que se vê cada vez mais cercada pelo crime? Esses e vários outros questionamentos podem ser abordados em Cavaleiro das Trevas, uma obra de 1986 que continua super atual.
Recomendo a leitura para quem busca divertimento e acima de tudo profundidade.
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Bruno 25/04/2018

Do céu ao inferno
O primeiro título merece mais que 5 estrelas, fantástico roteiro e construção, parece atual mesmo com 40 anos de escrita. Já a segunda parte vale zero, nada se aproveita, não faz sentido nem ser publicada, uma lástima, um disperdicio de tempo para quem lê e de papel pela impressão. Tem uma crítica que dá a ideia de a segunda parte ser uma alucinação do Bruce, talvez seja a melhor explicação mesmo.
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Cilmara 18/11/2017

Uma leitura primordial para fãs do homem morcego
Pena que não tem como colocar apenas 50% lido e finalizado ao mesmo tempo...o volume I é excelente, vale mais do que 5 estrelas, o que é bem engraçado comprado-se ao segundo volume lastimável...
Dentro das leituras clássicas que estou procurando, essa foi a mais significativa:
(abaixo está a minha resenha postada no instagram)

Respondendo a tag #OHypeÉ, que fui marcada pelo @quadrinhonauta. (Criada pelo grupo #equipesuperamigos).
No meu caso o Hype é real.
Talvez alguns não saibam, mas eu nem sempre fui uma entusiasta desse universo comics, muito pelo contrário.
E tinha um certo preconceito com super heróis, tinha lido homem-aranha quando mais nova, mas nada que me levasse a querer conhecer mais desse meio.
Batman era algo que eu sempre via como algo coloridão e cheio de ambiguidades entre público infantil e àquela serie tosca da década de 60.
Enfim, fui lendo algumas obras primordiais, mas mesmo assim ainda não via totalmente o Batman que me falavam. (Mais especificamente o Sr. @leohtp, me falava :D).
E o conceito "clássico" pairaiva como uma nuvem de fumaça até ler "Cavaleiro das trevas". Nem preciso falar mais nada neh :D
Na verdade o hype que eu não dava o braço a torcer era o Batman em si, mas essa grafic novel estava no grupo do que eu achava que "supervalorizavam".
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Sacripanta 05/11/2017

Mega recomendado!
Recomendo, fervorosamente, Batman: o Cavaleiro das Trevas, com roteiro de Frank Miller. Eu sei que se trata de uma HQ bastante famosa e que todos já devem ter ouvido falar, mas às vezes tudo o que precisamos é de um empurrão para iniciar uma leitura, ou dar chance a um livro que vira e mexe aparece em promoção e que tem várias e várias tiragens. Se essa resenha for para você esse empurrão, ela terá completado sua missão.

Quando ainda jovem, um amigo de meus pais me emprestou um gibi, que eu prontamente li e adorei. Pensei nele por anos, e até relê-lo, uns quinze anos depois, ainda me lembrava de muitos trechos. A memória realmente é um troço imprevisível e impressionante. A minha relação com as HQs tinha tudo para ser completamente diferente, tendo eu descoberto ainda cedo seu pote de ouro no final do arco-íris cinzento e perverso dos gibis quinzenais. A resposta estava ali, em minhas mãos. Por que, então, eu só fui redescobrir essas séries maravilhosas anos depois, com Sandman, do Neil Gaiman?

Da mesma maneira como você vai descobrir em O Cavaleiro das Trevas, a verdade é que o Super Homem é um tremendo pé no saco. Animado com esse livro do Homem Morcego, coloquei minhas patas juvenis em outro sucesso arrebatador da época, A Morte do Superman. É essa série, e nenhuma outra, a responsável por eu ter ficado anos sem encostar em uma HQ.

O Batman me mostrou de relance as portas do paraíso, mas logo depois o Super Homem mostrou que aquilo tudo era uma ilusão e que a baboseira das HQs quinzenais tinha contaminado até mesmo esse paraíso. O livro é recheado de clichês e pseudo dramas, e pareceu chato e caça níqueis até mesmo para um adolescente que mal sabia das coisas boas e ruins da vida.

Me voltei para a prosa, então, e me esbaldei com Tolkien, Bernard Cornwell e, a bem da verdade, qualquer livro de fantasia (menos ficção científica, que ainda demoraria um tempo até eu ler) em que pudesse colocar as mãos, de Harry Potter a Brumas de Avalon, negligenciando os super heróis.


Voltando ao livro do Batman, que tive o prazer de reler este ano: o livro abarca tudo que se pode esperar de uma história adulta: trama densa, boas questões, crítica social, debate sobre o papel do herói na sociedade. O livro nos mostra um Bruce Wayne (SPOILER: esse é o nome do Batman) já velho e aposentado, lidando com questões próprias da velhice e se deparando com a angústia do legado, ante a proximidade com a morte e a decrepitude física.

A batalha de décadas do Homem Morcego contra o crime foi a batalha de um homem só, e o que acontece quando esse homem se for? Como lidar com tudo recaindo nos mesmos erros de antes, mas sem uma figura para se colocar como baluarte de esperança frente a um cenário de corrupção e crime generalizados? Terá ele combatido os inimigos certos? E seus amigos, que caminhos escolheram? Como se colocam a mídia e as instituições nesse contexto, e qual o papel delas, afinal?

Nosso bom e velho Morcegão luta contra tudo e contra todos nesse livro, tentando, ainda, corrigir os erros que no passado o impediram de ter êxito em sua empreitada de luta contra o crime. A edição conta com o enredo original, The Dark Knight Returns, de 1986, e sua continuação, de 2001, The Dark Knight Strikes Again. A trama da sequência está bem amarrada com a primeira, mas acaba escorregando numa série de conflitos em escala mega, com super vilões alienígenas brotando, sendo tudo concluído sem o cuidado que a edição original contém.

É uma pena que a sequência não consiga manter o passo com a original. O Cavaleiro das Trevas funda as bases para uma abordagem adulta e relativamente low profile das encrencas heroicas, o que implica numa maior proximidade do leitor com as questões abordadas, conferindo aspectos bastante verídicos à fantasia. Na continuação da obra, porém, vemos uma escalada nos acontecimentos que transcende esse caráter mundano das ações, nos levando numa espiral de super intrigas e super poderes que leva o enredo à estratosfera, muito longe das possibilidades do entendimento de um cidadão comum -característica marcante da primeira série.

A sequência, porém, é boa, e só sofre em comparação com a edição original. Mas é triste vê-la se impregnando com a mácula do "épico" das histórias em quadrinhos: muita pirotecnia, um vilão incomensuravelmente poderoso e uma sequência de acontecimentos freneticamente superpostos e que roubam a potencialidade do drama da narrativa. De qualquer forma, não deixa de ser uma continuação interessante e que vale a leitura.

Li que já existe uma terceira continuação ao livro, e já pelo resumo descartei sua leitura. Ela se apoia apenas nos desdobramentos do livro de 2001, parecendo não herdar nada das questões fundamentais da primeira e segunda séries.

[adaptado de um artigo-resenha publicado em A Cidadela]

site: http://www.acidadela.com.br/2017/02/leitura-batman-o-cavaleiro-das-trevas.html
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Senhor Aragorn 10/10/2017

O Cavaleiro das Trevas - A Obra Prima de Frank Miller
No conhecido Beco do Crime, nasceu o supremo vigilante de Gotham City: O Batman. E nas páginas ilustradas e narradas pela lenda das histórias em quadrinhos, Frank Miller, nasceu o enredo mais épico da existência do Homem Morcego.
Bruce Wayne é Batman, Batman é Bruce Wayne. O mais célebre filho de Gotham, outrora um playboy, filantropo, CEO das Empresas Wayne e nas horas vagas, o Guardião da Noite combatente do crime, se encontra aposentado - velho, mas não cansado do espírito de guerra, Bruce não resiste ao chamado do Morcego e mais uma vez, as ruas e os criminosos vão conhecer o reino de terror de um homem só. Quando a sombra do morcego cai sobre si, escapar sem sofrer nenhum trauma físico ou mental é praticamente impossível. Na narrativa de Miller, conhecemos a faceta mais sombria do Cavaleiro das Trevas, sua sede de vingança contra um sistema falido, que deixou toda a sociedade a mercê de criminosos e gangues, que ele tanto batalhou para findar com seus esquemas sujos.
Batman é uma celebridade mórbida e impõe tirania contra o governo, que ilude as massas com a degradação dos Colantes e manipula o nosso maior símbolo de esperança (que por controvérsia dos fatos, acaba se tornando o Batman) o Superman. Um Cruzado das Sombras, emergindo das profundezas de sua caverna, transforma Gotham City numa verdadeira guerra civil. O Morcego confronta o Filho de Krypton, os heróis se erguem novamente por um ideal e os vilões conhecem o peso da Justiça. Assim Miller torna essa HQ, não apenas uma história incrível na carreira do vigilante mais severo da DC Comics, mas um marco histórico da indústria de quadrinhos.
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Juliana 22/02/2017

O Cavaleiro das Trevas
"Bruce Wayne está em seus 50 e poucos anos. Gotham está sem o Batman há 10 e, em breve, sem Gordon no posto de comissário de polícia. A cidade mergulha num caos causado pela onda violência, roubos e morte por novos vilões que ocuparam o posto de figuras como Coringa e Duas-Caras, personagens que um dia trouxeram o horror a Gotham mas que naquele momento encontravam-se em tratamento no asilo Arkham. A gangue dos Mutantes domina a cidade espalhando terror por seus moradores e a polícia não dá conta de tantas ocorrências e chamadas de assaltos. Muitos tem medo de sair às ruas do centro pois a qualquer hora do dia é possível ser vítima de assaltos que muitas vezes acabam em morte. Cansado de ver Gotham mergulhada em medo e, claro, com um apito psicológico gritando “preciso fazer alguma coisa!”, Bruce decide voltar a vestir o manto do Batman para – tentar – salvar sua cidade.

A volta de Batman às ruas causa reboliço, confusão e dúvida. Muitos que não acreditavam na sua existência passam a assistir à notícias diárias de suas aparições no combate contra a comunidade mutante; alguns policiais ficam felizes em ver que ele está de volta e debates a respeito do que é certo e errado na forma como age, por que apoiá-lo ou não, reacendem nos canais de televisão.

O Batman de Frank Miller é obssessivo, um soldado, um homem que não espera por outros para agir – mas, sim, levanta-se da cadeira e coloca-se na guerra (apesar dos 10 anos de inatividade). Nas mãos de Miller, os maiores pesadelos de Bruce não o levam para trás como feito em muitas histórias (principalmente nos Novos 52!), mas o impulsionam a fazer algo por Gotham, pela cidade que o criou e o tirou do que mais tarde viria a ser seus alicerces nesta luta que não é travada diariamente só por Bruce Wayne, mas também por Batman.

A mídia sensacionalista foi uma das peças interessantes na composição de DK I. Por meio desta história, Frank Miller aproveitou para descer o lápis com críticas à mídia da época inserindo-a na trama e mostrando como as informações podem ser distorcidas ao serem passadas para o grande público.

Para uns, Batman era um criminoso diferenciando-se dos outros por nunca ter sido pego pela polícia. Para outros, o retrato da esperança, de que os habitantes de Gotham não foram esquecidos e que é possível lutar pelo o que se acredita. As divergentes opiniões a respeito de Batman e seus métodos também não foram esquecidas, sendo colocadas na história através de debates que passaram a ser formentados por jornalistas e levadas a público, mas não se limitando a isso. Além do público ser divido, logo temos a visão da polícia também se dividindo com a ideia de caçar ou não Batman. Gordon, parceiro assumido de Batman, se aposenta e assume seu posto a jovem Ellen Yindel, que posiciona-se firmemente contra Batman e exige um mandado de prisão para ele.

Não se pode falar de DK I sem comentar em pelo menos um parágrafo a – incrível – Carrie Kelley: a primeira mulher a ocupar o posto de Robin. Após a morte de Jason Todd (dois anos antes dela realmente ter acontecido nos quadrinhos), Bruce carrega consigo o fardo do que ele foi e o que representa. O uniforme vermelho e verde continua intocado dentro da Batcaverna até que Kelley aparece para ajudar Batman após uma falha luta com o líder dos Mutantes. Muito esperta e corajosa, Carrie conquista Bruce e ele logo a aceita como nova aprendiz e parceira de combate. #CarrieKelley

O azulão de Kripton também passou pelo lápis de Miller para um espaço na história. Clark aceita trabalhar em missões para o governo americano, algo completamente condenado por Bruce e por Oliver Queen, e evita que um míssil lançado pela URSS não chegue nos EUA (se não me engano, o míssil foi lançado na ilha de Corto Maltese). Bruce não economiza ao taxá-lo de covarde e marionete do governo e o resultado final é um embate digno de filme.
A arte da história é algo que chama atenção. Esta ficou também nas mãos de Miller, sendo a final de Klaus Janson. Durante um bom tempo considerei os traços de DK I como um ponto fraco da história, hoje porém o vejo como uma boa característica da mesma – algo que ressalta a ideia de quadrinhos não são exclusividade de crianças. As cores escuras tão características desta trama ajudam nisso e ficaram com Lynn Varley.

DK I não foi a melhor história do Batman que eu já li, mas certamente é interessantíssima. O formato 4×4, com 16 quadrinhos por folha, traz mais conteúdo por página e torna a leitura um pouco mais densa, mas não menos interessante.

site: https://cafepoetisa.wordpress.com/2017/02/14/resenha-hq-batman-o-cavaleiro-das-trevas/
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Coruja 02/02/2017

O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller começa com um Bruce Wayne envelhecido e aposentado de suas excursões noturnas como vigilante. Dez anos se passaram desde que ele pendurou a máscara, e Gotham passa por uma onda de violência liderada por uma gangue chamada “Mutantes”. A corrupção e inércia do governo fazem com que a situação chegue a um ápice caótico e Bruce, incapaz de continuar em silêncio, retorna ao uniforme de Batman para limpar as ruas da cidade.

Enquanto Batman aterroriza os criminosos de Gotham, e com sua volta, traz de reboque o despertar do Coringa - que preso no Asilo Arkham, estava catatônico há anos -, o ressurgimento do Duas Caras e uma nova Robin, descobrimos que dos antigos heróis, apenas Superman continua na ativa, como um agente secreto do governo americano e arma especial contra os soviéticos, com referências claras à Guerra Fria e a ameaça de um inverno nuclear que pesa sobre uma sociedade cada vez mais paranóica e histérica.

Os heróis vivem aqui numa área cinzenta, com Superman e Batman em dois espectros opostos na sua interpretação de justiça. Enquanto Clark serve a um governo e se prende às suas ordens e leis, agindo como cão de guarda secreto do presidente (que mesmo com a troca de nome pode ser reconhecido como Ronald Reagan), Bruce não hesita em justificar e até glorificar a violência necessária à imposição de sua ideia de moralidade. O Batman é uma sombra maior que o próprio Bruce por sua reputação e legado, algo pior que um criminoso, pois capaz de lhes inspirar terror e medo.

A reimaginação de Miller para Bruce Wayne influenciou tudo o que veio depois. Até então, Batman era associado especialmente ao seriado cômico dos anos 60, no qual o homem morcego era interpretado por Adam West. Após O Cavaleiro das Trevas, houve um retorno à origem mais sombria do vigilante, carregando ainda as tintas em sua natureza obsessiva e amargurada, e tornando sua posição de herói extremamente ambígua. Afinal, arvorando-se juiz e executor, os atos do Batman podem ser construídos como tão criminosos quanto os dos vilões que persegue.

Publicadas em 1986, a obra de Frank Miller, junto com Maus de Art Spiegelman e Watchmen de Alan Moore, foram consideradas o clímax de um ano extremamente prolífico para a indústria dos quadrinhos. No esteio da revolução iniciada por artistas como Stan Lee e Jack Kirby - que na década de 50 trouxeram para o gênero dos super-heróis uma caracterização mais realista, com personalidades complexas, que evoluíam ao longo das histórias - e do início das lojas especializadas em quadrinhos, na década de 70, essas histórias passaram a tratar de questões sociais e políticas contemporâneas, chamando a atenção da crítica, que até então encarava quadrinhos como ‘coisa de criança’.

Spiegelman, com sua obra autobiográfica, retratou o holocausto e seu alcance e horror mesmo décadas após o final da guerra. Moore e Miller, por sua vez, exploraram o ambiente da Guerra Fria, sendo ambos marcados pelo espectro da bomba atômica. Corrupção, manipulação midiática, paranóia, sexo, heróis ambíguos, direitos humanos, anarquia e desobediência civil - é possível encontrar ganchos para ricos debates em todas essas histórias.

Para aqueles que acompanham a trajetória do Batman ou que se interessam pela história dos quadrinhos, O Cavaleiro das Trevas é leitura obrigatória. Bom observar ainda que à minissérie em quatro edições publicada em 86, seguiram-se duas continuações, uma em 2001, outra iniciada em 2015, que embora não tenham tido o mesmo impacto daquela primeira parte, também somaram à mitologia do Batman e continuam a inspirar os artistas que trabalham com o personagem hoje.

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2017/02/desafio-corujesco-2017-um-livro-que.html
Marcus.Vinicius 07/10/2017minha estante
Um clássico dos quadrinhos! De fato, leitura obrigatória!




Guilherme.Beneti 28/01/2017

Compensa pela primeira história
O livro é composto por duas histórias do Batman. Entre as duas existe um abismo na qualidade. Enquanto a primeira tem um enredo ótimo, a segunda é terrível.
Na primeira, vemos o Batman aposentado voltar à ativa, em um roteiro cheio de nuances, uma bela iniciativa de inserir contexto político em quadrinhos (algo raro na época em que foi escrito). Alguns pontos que deixam a desejar são certos personagens como os vilões, que não possuem um 'background' muito amplo e a própria Robin, que não tem suas motivações muito bem explicadas, talvez um pouco razas.
No segundo volume do Cavaleiro Das Trevas, presente neste livro, vemos uma qualidade de desenho muito inferior (há desenhos que parecem feitos com falta de capricho), um enredo muito corrido e com vários momentos desnecessários. O autor tenta introduzir vários personagens da galeria de heróis da DC de maneira muito corrida e o faz mal. O final é terrível! Totalmente desnecessário. Não faz qualquer sentido aquilo estar ali.
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