O Último dos Magos

O Último dos Magos Lisa Maxwell




Resenhas - O Último dos Magos


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Micaela | @ninfadomar 21/06/2020

Impeça o Mago. Roube o livro. Salve o futuro.
Esta (sim o nome da personagem é um pronome) é uma habilidosa ladra capaz de paralisar e viajar no tempo. Com esse dom, que vem do seu sangue Mageu, fica claro que ninguém é mais capaz do que ela pra voltar ao passado e roubar um dos artefatos mais poderosos do mundo dos Mageus, o livro sagrado, único objeto que contém toda a informação necessária para se tornar o mais poderoso dos magos.

Esta, não contaria com a inconveniência de que tudo o que achou que acreditasse pudesse ter resquícios de um plano maior e rodeado de ambições e mentiras.

💬 Tive a oportunidade de ler esse livro numa super leitura coletiva bolada pelo @geekmark e não poderia ter amado mais!

💬 Me apaixonei pelos personagens ( e odiei muitos outros) e também todas as reviravoltas da trama, é impossível ficar sem cogitar e fazer mil e uma teorias sobre o que está prestes a vir.

Com um sistema de magia curioso e personagens misteriosos e nada confiáveis, Lisa Maxwell nos apresenta uma fantasia completa e com direito a personagens femininas extremamente fortes e determinadas. Novamente temos a burguesia querendo acabar com o povo só que dessa vez com magia e viagens no tempo (obg, Esther por me auxiliar nessa última parte da resenha)

💬 Reviravoltas, viagens no tempo e um quebra cabeça que precisa ser resolvido a todo custo são algumas das coisas que tornam O Último dos Magos uma fantasia extremamente viciante

site: https://www.instagram.com/p/B-DRIaQBzWR/
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Fernando Lafaiete 27/04/2020

O Último dos Magos: Romance, viagem no tempo & Previsibilidade!
******************************NÃO contém spoiler*******************************

Viagem no tempo, magos, magia, alquimia e segredos. Um mundo para ser desvendado e uma magia para ser libertada. "O Último dos Magos" da autora Lisa Maxwell, não inova, mas diverte e nos imerge em um mundo interessante a ser explorado, com personagens muito bem delineados e com uma trama divertida, que acredito que tem tudo para agradar aos fãs de Cassandra Clare e V. E. Schwab. Em um mundo onde passado e presente se encontram, Esta, uma maga detentora de um poderoso dom, tem a missão de voltar ao passado para recuperar um poderoso e lendário artefato, impedindo que o mal vença uma guerra milenar. Navegando pelo tempo e enfrentando perigosas missões, a protagonista acabará descobrindo que o passado esconde segredos que podem mudar o futuro que ela já conhece. Em meio a incertezas e certezas, em quem confiar e até onde ir sem alterar a realidade a qual pertence?

Frear minhas expectativas com um livro de fantasia tão elogiado como a obra de Maxwell, me foi impossível, o que acabou contribuindo para a decepção. Repleto de clichês e coisas completamente óbvias que só a protagonista não percebe, me cansou e me fez revirar os olhos algumas vezes. Como um bom livro de fantasia YA, "O Último dos Magos" não foge de clichês como o romance entre a mocinha e aquele que ela supostamente deve deter, a protagonista que é apresentada como inteligente mas que consegue ser mais lerda que uma porta, diálogos expositivos e revelações previsíveis. De leitura fácil, "O Último dos Magos" tem a vantagem de ter bons personagens, com suas personalidades bem desenvolvidas e identificáveis; e com descrições capazes (acredito eu) de fazer o leitor se sentir na Nova York de 1902, de forma que transcenda a simples imersão literária.

Contudo, não consegui enxergar a necessidade das 580 páginas. O desenvolvimento narrativo é repleto de situações e diálogos repetitivos, onde a história caminha a passos lentos, deixando para o final os bons momentos; apesar das obviedades. O romance é legalzinho, não tomando o protagonismo da obra (o que é MUITO bom), mas também não chega a ser algo que faria muita diferença se não existisse. Toda a mitologia criada pela autora é mais que interessante, trazendo à tona personagens históricos que são bem inseridos, e que trazem um peso maior para a ambientação. Entretanto, a autora não sai da superfície de seu mundo, transformando o primogênito de sua trilogia em um livro bastante introdutório.

Os momentos finais não me surpreenderam em absolutamente nada. Como dito anteriormente, achei tudo mais que previsível, o que me fez ficar ainda mais incomodado com a burrice da protagonista. No final temos a cereja do bolo... O encontro da mocinha e do vilão, recheado de diálogos bastante didáticos, onde o vilão faz questão e precisa explicar as obviedades nos mínimos detalhes, pois se não for desta forma, a heroína da vez devido ao seu baixo QI não seria capaz de entender tudo por conta própria. É um livro legal, bom pra passar o tempo e divertido. Nada além disso!! Pra quem gosta de fantasia fácil de ler e de entender, "O Último dos Magos" é a leitura perfeita. Narrativa tranquila e enredo de fácil digestão. 

PS. No primeiro parágrafo cito duas escritoras que gosto muito, devido a alguns momentos de "O Último dos Magos" que me fizeram lembrar obras dessas autoras. Não foi uma citação negativa, só pra deixar claro. 

Eu não detestei "O Último dos Magos", tanto que darei continuidade na série. Pra mim servirá como um descanso e algo para intercalar com fantasias mais complexas e pesadas. Achei legal, mas MUITO abaixo do que eu esperava. 
Junior 27/04/2020minha estante
Confesso que amo histórias com viagens no tempo, mas vou esperar vc ler os outros, se realmente valer a pena, eu dou uma chance.


Fernando Lafaiete 27/04/2020minha estante
Olha Junior... 90% das pessoas que leram esse livro, amaram. Eu sou MUITO chato e tenho consciência disso. Se eu tivesse lido esse livro na minha adolescência eu teria amado, assim como amei Os Instrumentos Mortais. Hoje em dia certos elementos das fantasias YA não andam mais funcionando comigo. Mas acredito que se você o ler, irá gostar.


Junior 27/04/2020minha estante
Obrigado pela dica então, vou adicionar na minha meta.


Andressa 27/04/2020minha estante
"onde o vilão faz questão e precisa explicar as obviedades nos mínimos detalhes" Meu Deus! KKKKKKKKKKKKKKKKK. Nem li e nem lerei, rs. Obrigada pela resenha!


Fernando Lafaiete 27/04/2020minha estante
kkkkk... Pois é Dessa!! Parece exagero mas não é. Tem uma hora que o vilão fala: " Você ainda não entendeu? Não sabia que você era burra." kkkk... Vontade de entrar no livro e chacolhar a potagonista. Tadinha... ela é bem lentinha pra entender as coisas. kkkk




moon 01/08/2020

O último dos magos
Primeiro livro sobre viagem no tempo que leio. Fiquei um pouco confusa kjjkkj mas gostei até.

Ansiosa pelo segundo livro :)
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Vitorialof 30/06/2020

Esperava flores, recebi tiros
Simplesmente perfeito, Marvel precisa ler pra aprender a mecher com viagem no tempo. Que final maravilhoso, que plot twist bem pensado. Não vejo a hora de ler o próximo.
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Lauraa Machado 07/12/2017

Chegou bem perto de ser excelente!
Nota verdadeira: 4,5

Mesmo quando eu dou nota cinco, raramente não tenho nenhuma crítica para algum livro. Então, se você estiver com dúvida se deve ou não ler este daqui, pode ler minha resenha que ela não vai ter só elogios e não vou dar nenhum spoiler.

Esse livro é uma mistura muito bem feita de ficção histórica com fantasia e viagem no tempo. Não é daqueles em que os personagens viajam no tempo várias vezes, mas satisfaz os leitores (como eu) que amam esse tipo de coisa! A ficção histórica dele não é sua melhor parte, mas é uma base muito boa para o desenrolar da história. E, claro, fantasia é seu gênero principal. A escrita da autora é muito boa, mas em alguns momentos raros, senti falta de cenas mais detalhadas (principalmente em questão das emoções dos personagens).

Durante uma grande parte do livro, tive a impressão de que ele era uma mistura de Passenger (da Alexandra Bracken) com Six of Crows (da Leigh Bardugo), mas de um jeito bom! Como nesses livros, os personagens de O Último dos Magos foram bem construídos e desenvolvidos, com histórias de vida e personalidades únicas (salvo um detalhe aqui e ali). Eles teriam sido a melhor qualidade do livro, se não fosse pelo jeito que a história lida com a magia.

Sério. Eu definitivamente não esperava que fosse me surpreender com isso. Magia é algo usado em tantos livros, que é muito difícil encontrar um em que ela seja diferente, mas sem ser estranha. Todos os detalhes dela aqui são bem definidos e, apesar de eu nunca tê-la visto assim, fizeram totalmente sentido! Tanto, aliás, que é daquelas que dá para apostar que talvez sejam verdade mesmo!

O enredo do livro é muito bom também! Achei complexo como deveria ser, com cenas que exploram detalhes interessantes do passado. Tive um único problema com o ritmo, que se manteve quase igual o tempo todo, mas deu uma pequena corrida em algumas cenas mais próximas do final, que teriam ficado bem mais interessantes se tivessem sido exploradas com mais calma. Eu tinha quase certeza absoluta de que seria um livro único, mas fiquei muito feliz de descobrir que vai ter pelo menos uma sequência! Primeiro, porque não daria tempo de resolver tudo antes de acabar (sabe quando faltam umas vinte páginas e você começa a entrar em pânico, porque o que você queria que acontecesse ainda não aconteceu?). Essa história é mais complexa do que parece à primeira vista, tem ramificações demais para serem solucionadas em um livro. Até mesmo a relação entre os personagens principais merecia uma sequência. E, segundo, porque eu realmente me apaguei à história e a esse mundo, que foi bem construído demais para acabar aqui.

Outra seja, o livro é divertido, é interessante e complexo e muitas vezes me deixou bem apreensiva. Os personagens e a magia, que poderiam facilmente cair em clichê, se mantiveram longe disso e só prometem uma história ainda melhor para o segundo livro. Mas nem tudo foi perfeito, então vamos às críticas?

A Esta (que tem um péssimo nome para um livro publicado também no Brasil) na maior parte do tempo é exatamente o tipo de personagem feminina que eu quero ver em livros. Ela é forte, confiante, independente, salva a si mesma e, ainda assim, não perde sua sensibilidade e tem suas fraquezas. Uma das suas melhores características é como ela observa as pessoas. Mas meu problema com ela é que ela tem um ponto cego. E, tudo bem, todo mundo tem, mas ela é cautelosa e inteligente demais em muita coisa para nunca ter olhado para certas partes dessa história, entende? Baseado no que ela se mostrou pelo resto do livro, eu esperava que ela fosse pelo menos mais esperta em algumas horas mais perto do final, que fosse questionar algumas coisas. Esse foi o único detalhe em que ela deixou a desejar.

Os outros personagens são bem coerentes, o Harte principalmente, e adorei as revelações que foram aparecendo. Mas, às vezes, tive a impressão de que a autora estava tentando criar tantos problemas que ficou difícil focar em uma missão só. Claro que todas elas se resumiam basicamente a um objetivo, mas alguns detalhes eram desnecessários e só serviam para confundir mesmo na hora de organizar exatamente o que estava acontecendo. Quase parei para fazer um mapa de quem estava ameaçando quem e como.

Outra crítica que eu tenho para o livro é que ele cria muita tensão e problema para um final que aconteceu um pouco rápido. Tem reviravolta, tem coisas a mais para serem solucionadas e tal, mas ainda senti que esse livro precisava ter um clímax mais emocionante para ele, com a própria Esta mais presente. Infelizmente, não posso explicar exatamente como, senão seria spoiler. Também acho que teria sido bem mais interessante se ele tivesse sido contado na primeira pessoa para personagens diferentes, mesmo que a narração na terceira não tenha atrapalhado em nada.

Gostei bastante de O Último dos Magos, me apeguei demais a tudo no livro. Espero muito que o próximo seja publicado logo, porque este daqui cumpriu o que prometeu e chegou muito perto de ser excelente! E espero que mais pessoas cheguem a conhecê-lo! Se você está pensando em ler, pode ir sem medo, mas esteja aberto a detalhes sutis inteligentes, reviravoltas inesperadas e uma complexidade que precisa de pelo menos outro livro para ser explorada completamente. E cuidado para não se apaixonar pelos personagens como eu!
Andréa Araújo 07/12/2017minha estante
Eita! Fiquei morrendo de vontade de ler esse livro! Socorro! Adorei a resenha, e sempreeee espero as críticas! Adoro as críticas! Haha


Cyndi 22/11/2018minha estante
eu AMO suas resenhas, serio mesmo. As vezes é como se minhas conclusões fossem escritas por outra pessoa hahuahua




Lari 19/03/2020

O último dos magos
A história se desenrola muito devagar e a maioria dos personagens não consegue conquistar o leitor.
A leitura chega a ser chata e não incentiva o término dela.
Poderia ter sido melhor.
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deiadietrich 23/08/2020

Primeiro calhamaço que li no físico e me surpreendi comigo mesma. A leitura é gostosa e flui de maneira que li em poucos dias e nem percebi. Amo fantasia.
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Yanna Paula 26/02/2020

Vale a leitura!
Esse livro me chamou a atenção desde de algumas resenhas que vim acompanhando e pelo puro instinto de leitora que existe em mim...é incrível como acerto nos meus palpites! Lisa Maxwell conseguiu construir uma história com uma temática muito interessante e em uma época e cidade muito bem bolada. O que mais me chamou a atenção ao finalizar a leitura foi a percepção de a autora não se sustentar no romance e não elevar a figura feminina diminuído a figura masculina. Não gosto quando autores tornam homens fracos para que as mulheres se destaquem como fortes. Aqui você tem personagens femininas muito capazes, sagazes e fortes brigando em pé de igualdade. Recomendo a leitura caso você se interesse por esse fator e pela temática que envolve viagem no tempo e magia.
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Naty 08/03/2020

Máfia + viagem no tempo + magia + personagens históricos
Gente do céu, que livro foi esse?? O jeito que a autora descreve faz você se sentir na pele dos personagens e vibrar junto com eles enquanto se equilibram em cordas bambas o livro inteiro, é impossível não se envolver. Adorei o fato de nenhum dos personagens ser invencível, sempre tem alguma coisa que pode fazer eles se darem muito, MUITO mal
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Dessa Piccinini 26/03/2020

Após releitura o livro se sustenta bem, porém na época que li ele foi o primeiro com uma ladra e agora que virou moda já li tantos... Mesmo assim ela e o Harte são um amorzinho e não supero que ela não conseguiu conhecer a família, sinceramente.
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Nati Amend @livrosdanati 13/11/2017

Um fantasia completa!
"Encontre o Mago, e o detenha antes que ele destrua nosso futuro."

Caros leitores, prepararem suas malas, peguem seus artefatos amplificadores e suas armas, pois estamos prestes a embarcar em uma viagem no tempo, onde a magia e a ciência se completam, e o mundo está tomado por uma guerra.

Nova Iorque, 1902. Um mago corre pela ponte do Brooklyn segurando um livro que parece importante. O Ars Arcana. No auge de seu desespero, suicida-se, levando consigo toda a fonte de magia do mundo.

Nova Iorque, dias atuais. A jovem ladra Esta recebe a importante missão de voltar ao passado e resgatar o mesmo livro, antes que ele desapareça por completo. Esta possui uma incrível afinidade com a magia que lhe permite manipular o tempo. Ela é uma Mageus.

Nova Iorque, 1901. Esta encontra uma cidade sitiada por gangues, sociedades secretas e aterrorizada pela Beira, uma espécie de fronteira composta por magia perversa, que mantém os Mageus aprisionados em um mesmo perímetro.

Nossa protagonista é perspicaz e ágil, mas precisa correr contra o tempo para se infiltrar no bando de Dolph Sounders, conquistar sua confiança e, em seguida, roubar o Ars Arcana para si.

Como não achar incrível uma estória com viagens no tempo e personagens tão intrigantes?! O universo criado pela autora é envolvente, repleto de mistérios, magia e com uma rede de mentiras surpreendente. Não é à toa que é best-seller do New York Times.

Mesmo com alguns capítulos mais lentos, a leitura de “O Último dos Magos” me prendeu do começo ao fim e teve doses certas de ação, de narrativa contextual e de romance. O livro intercala passagens de vários personagens, o que nos permite conhecer melhor a estória de todos.

E aí vem o "grand finale"! Eu simplesmente não estava preparada para o que foi o final desse livro! Indico para todos que estejam buscando uma aventura extraordinária, que transcenda o tempo e as leis da física. É com certeza uma fantasia completa!

site: https://www.instagram.com/p/Bbcq3YkgSOQ/?taken-by=livrosdanati
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Dhiego Morais | @liemderry_ 10/08/2018

O Último dos Magos
Não restam muitas opções. As águas ansiosas por recebê-lo já se encontram logo abaixo. Ele se vira, dessa vez, de costas para o destino iminente. Não há voz. Não há sussurro. Mal se pode ouvir a respiração entrecortada do público. Rente ao próprio corpo existe a chave para o futuro, mas nem todos têm ciência disso. Você é uma sombra na multidão, um resquício de outra época, e nada pode fazer a não ser assisti-lo despencar, fração por fração de segundo. Manipule o tempo. Pare o mago. Roube o livro. Salve o futuro.

Depois de muito postergar a leitura, finalmente terminei de ler O Último dos Magos, primeiro volume de uma série YA (Young Adult), escrita por Lisa Maxwell, crescida em Ohio, EUA. Lembro muito bem do hype na época do lançamento aqui no Brasil, entre o público fiel de fantasia jovem-adulta, e, aliada a uma arte de capa fabulosa, idealizada por Craig Howell, se tornou bem difícil resistir ao encanto da obra, ainda mais pela sinopse que prometia uma mescla entre ficção histórica, fantasia e romance — e por que não uma dose agradável de sci-fi? Pois muito bem. Valeu a pena protelar tanto a leitura? Valeu. Mas cá entre nós, fica o gostinho de que eu deveria ter lido bem antes!

“A vida se tornara uma apresentação, um longo golpe, o mais próximo que conseguiria chegar da liberdade.”

Em O Último dos Magos, Lisa Maxwell reconstrói e reinventa uma Nova York deslumbrante, com o ar nostálgico do começo dos anos 1900. Embebida entre um clima de magia sedutora e do perigo oculto nas ruas escuras, somos guiados diretamente para um começo impactante e de caráter cíclico. Da ponte do Brooklyn, assistimos sem chance de impedimento o suicídio do Mago, que, em último recurso contra a Ordem, leva consigo o Livro. É o prelúdio e o epílogo. Então começa o primeiro ato.

Esta é uma jovem órfã que vive sob a tutela do Professor Lachlan, além de conviver com outros em uma espécie de comunidade, em um grande prédio solitário. Lachlan é influente, inteligente e ajuda pessoas tão especiais quanto Esta, sob uma bandeira em comum de luta contra a Ordem da Ortus Aurea, uma sociedade secular que não apenas discrimina os Mageus — pessoas que possuem habilidades inumanas, conhecidas popularmente como magia e, entre os mageus, como afinidade —, mas também os caça e os impede de fugir dali.

Esta Filosik possui uma afinidade incomum até mesmo entre os próprios mageus: ela é capaz de manipular o tempo, desacelera-lo e, com os recursos certos, enxergar entre as tessituras do tempo, de eras passadas, e viajar por elas de volta ao passado. Claro que há certas limitações, como o de não poder se deslocar no espaço — se ela estiver na Ponte do Brooklyn e voltar para o passado, aterrissará exatamente na mesma ponte ou aonde ela viria a existir — e o de necessitar de pedras especiais, uma delas denominada Chave de Ishitar.

Não apenas Esta, mas Logan e Dakari fazem parte do grupo do Professor especializado em roubos de objetos através do véu do tempo. Dessa maneira, Esta recebe a missão de retornar ao começo dos anos 1900, com o objetivo de impedir o Mago de destruir o Ars Arcana, o Livro que conteria o segredo e o poder para derrubar a Ordem e destruir a Beira, uma espécie de redoma invisível que mantém todos os mageus presos, impedidos de saírem, já que o resultado de cruzar os limites antinaturais e frios da parede é a subtração da parte intrínseca dos magos: a sua própria magia. Muitos que cruzaram, em busca da sonhada fuga ficaram com sequelas que vão da insanidade ao uso de drogas devido à depressão e às dores persistentes, até mesmo à morte.

“A maioria das pessoas não está disposta a testemunhar uma dor que não pode ser remediada. A maioria acha mais fácil simplesmente dar as costas.”

Por consequência, os leitores são levados por uma série de viagens temporais, partes delas situadas nos primeiros vinte anos do século XX. Todo o cenário, a ambientação, plano de fundo, os costumes da época são habilidosamente retratados, fato que nos transporta sem muitas dificuldades para uma Nova York cheia de mistérios, de perigos e de magia.

Outro ponto muito interessante de se citar é justamente as questões sociais levantadas por Maxwell nesse primeiro volume de sua série. Com sua escrita, assistimos o soerguimento de uma sociedade dividida nitidamente entre classes econômicas e entre classes políticas que lutam silenciosamente pelo poder daquela Nova York. Pobreza e riqueza se contrastam com frequência, bem como os entraves entre gangues criminosas e as classes burguesas. Existe representatividade em O Último dos Magos, seja pelo protagonismo feminino — com Esta Filosik, dona de afinidades e de dons para o roubo bastante ímpares, bem como de uma personalidade independente, firme, inteligente e não menos cativante, capaz de estabelecer um vínculo com o leitor, de maneira empática —, seja por minorias sociais que são inseridas com bastante naturalidade, sem deixar de situar sua importância na trama. Em tempo: ciência e tecnologia rondam o estabelecimento e o enfraquecimento da magia na obra, unindo-as na medida em que a trama progride.

A respeito das personagens, é válido comentar sobre Harte Darrigan, o Mago, que consegue tumultuar a cada capítulo os sentimentos dos leitores, que ora compreendem suas decisões, ora se enervam com tanta desconfiança. Ainda assim, Harte consegue se sobressair entre as inúmeras personagens de Lisa Maxwell, marcando com facilidade a memória de quem se aventura na história. Jianyu, Nibs, Dolph, Viola, Professor Lachlan e Jack; há uma diversificação muito agradável nesse leque, por suas histórias, suas trajetórias e por suas personalidades e desejos. O tema da imigração é bastante recorrente quando analisamos essas personagens, e, infelizmente, não é algo tão abordado na literatura fantástica, porém, não deixa de ser mais atual.

“Mas, até aí, os mentirosos são os melhores magos. E ele, por acaso, era excepcional.”

Ao ancorar no passado, Esta deverá enfrentar uma Nova York em que a magia estava mais fortalecida, onde mageus eram indesejados e perseguidos, devendo manter uma vida dupla, oculta, para sobreviver. Em busca de resgatar o Livro e salvar o futuro, a jovem precisará de todo o treinamento que teve, atenta aos perigos e ciente de que para conseguir o que deseja deverá trair a todos, sem exceção.

Unindo fantasia e ficção científica, Lisa Maxwell delineia a sua versão de um mundo em que a magia resiste, embora a duras penas. Com uma carga histórica agradável, o leitor encontra um romance YA sem a avaria da romantização extrema, que apaga a própria ficção fantástica, mas recarregado de uma contemporaneidade, de temas que versam desde conflitos de classes e disputas territoriais, até viagens no tempo que modificam a história e se transformam pela magia. Gangues, incêndios, intrigas pelo poder, ciência; costurados numa trama de escrita fluida e audaciosa.

É a sua vez de tentar parar o mago.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/992-o-ultimo-dos-magos
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Ianca 26/06/2020

Melhor do que eu esperava
Eu comecei lendo esse livro com um pé atrás. Não me chamava tanto a atenção, mas via muitos comentários positivos, então decidi que estava na hora de ler ele. Ainda bem que decidi fazer isso, esse livro é muito bom! Esta é umas das personagens mais inteligentes que eu já conheci. Estou ansiosa para ler a continuação!
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Cat 27/02/2020

Incrível
Um dos melhores livros de fantasia que já tive o prazer de ler!
Admito que no começo, não achei que essa livro fosse me impressionar, imaginei que fosse mais uma das enormes ficções que embarcaram no sucesso de obras como Harry Potter e Percy Jackson e mais parecem fanfics.
No entanto, fiquei positivamente surpresa quando comecei a ler. A autora retrata a magia - um tema clichê - com uma roupagem bem diferente da que estamos acostumados, o que a possibilitou criar seu próprio universo com suas próprias regras.
Misturando fantasia, viagem no tempo e ficção histórica, esse livro acabou pegando uma parte do meu coração.
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