Belas Adormecidas

Belas Adormecidas Stephen King
Owen King




Resenhas - Belas Adormecidas


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Queria Estar Lendo 27/12/2017

Resenha: Belas Adormecidas
O novo título do consagrado autor Stephen King foi composto em parceria com seu filho, Owen King. A editora Suma das Letras cedeu esse exemplar para resenha; a premissa é bem similar a algumas outras obras do King pai, e apesar de ter um início bacana, Belas Adormecidas prometeu e não cumpriu.

Ambientada na cidade fictícia de Dooling, a história acompanha uma mulher chama Evie, recém chegada no lugar. Ela carrega uma uma aura misteriosa e segredos obscuros. E traz consigo uma praga bizarra; todas as mulheres da cidade caem em sono profundo e têm os corpos envoltos em estranhos casulos. A trama gira em torno desse mistério e, claro, dos muitos personagens que compõem o cenário caótico.

Stephen King sabe construir personagens maravilhosamente bem - aqui não foi o caso. Os livros dele costumam ser muito bons ou muito decepcionantes; nem preciso dizer que Belas Adormecidas se encaixa na segunda opção, certo?

O começo é promissor. Um pouco arrastado, mas constrói o cenário caótico e tenso muito bem. O mistério envolvendo o sono das mulheres, o vírus Aurora que se espalhou entre as habitantes da cidade, é tudo bem interessante. Traz curiosidade e mantém a narrativa em um suspense bacana. Mas, daí para frente, as coisas desandaram bastante.

Os autores não conseguiram sustentar 728 páginas em uma premissa que bate de frente com outras tantas já usadas pelo autor veterano. É impossível ler e não comparar a praga e a sensação de isolação à de Sob a Redoma; os muitos personagens compondo a trama principal não se sustentam. A figura mais interessante foi Evie, com certeza, fazendo referência a dramas bíblicos e com uma construção de personalidade bem impactante, mas de resto, dispensáveis. King tem o dono para dar vida a personagens cativantes, reais, humanos, e aqui minha decepção foi grande por não encontrar nenhum nome com o qual me conectei. Nem mesmo figuras antagônicas desenvoltas ganharam atenção na narrativa.

Belas Adormecidas é extremamente prolongado, e talvez isso tenha sido o grande problema da história. Um livro de suas 300, 400 páginas talvez entregasse uma atmosfera melhor, menos enfadonha. Não é o tipo de arrastado que dá vontade de continuar lendo, é o exemplo de tédio que te obriga a quase largar a leitura.

Esse lançamento não é uma leitura ruim, mas com certeza não foi uma leitura boa. O final teve algumas reviravoltas bem construídas e algumas cenas intensas, envolvendo bastante da natureza humana e daquela coisa de reagir ao inesperado caótico, mas, infelizmente, não salvou o livro.

Belas Adormecidas prometeu uma história tensa e aterrorizante, mas acabou entregando uma decepção. Para um livro de estreia dos autores como uma dupla, certamente foi um escorregão; mas estamos falando da família King, afinal. Um escorregão não significa uma queda, mas um pequeno deslize que com certeza vai ser consertado em um próximo lançamento.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/11/resenha-belas-adormecidas.html
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Hugo.Kenji 28/03/2018

De certa forma "real e aterrorizante"...
Belas Adormecidas - Stephen & Owen King

Livro lançado pela editora Suma de Letras contendo 728 páginas.

O que aconteceria se todas as mulheres do mundo simplesmente entrassem em um sono profundo e nunca mais acordassem? Todas essas mulheres além de Adormecidas elas ficam cobertas por um tipo casulo que não se pode retirar pois as consequências são fatais?A estória se passa em uma cidade chamada Dooling, que é o centro de todo esse caos e talvez o único lugar onde possa ser entendido e solucionado toda essa suposta epidemia.

Adorei este livro, apesar de se tratar de uma estória fantasiosa ela retrata com sucesso muitos aspectos feministas. Por exemplo, como o mundo poderia ser diferente sem as mulheres, ou melhor, sem os homens?

É relatado como um homem pode se tornar vítima dele mesmo sem as mulheres, pois mesmo nos tempos de hoje à homens que sequer se dão o trabalho de saberem se virar (cozinhar, lavar/passar uma roupa, etc). Mas mesmo sabendo de todos esses ?defeitos? masculinos, as mulheres sabem o valor que um homem pode ter em suas vidas, coisa que a maioria dos homens não percebem do contrário?

Este livro aborda questões feministas e machistas, indo de intolerância por parte dos homens a abusos, sejam de autoridade ou abusos sexuais.

Leitura recomendada! Incrível como King sabe fazer terror com temas cotidianos, tornando algo simples em algo que pode ser aterrorizantes.
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Alessandro 03/11/2017

Não é um dos melhores de Stephen King
“Belas Adormecidas” saiu no Brasil um mês depois que foi publicado Estados Unidos. Ao contrário do que se pensava essa é uma obra mais de fantasia do que terror/horror, o que pode decepcionar alguns leitores de Stephen King. Sua trama se passa totalmente na cidade fictícia de Dooling,no interior dos Estados Unidos, onde aparece uma mulher misteriosa chamada Evie, - referência à Eva, a mítica personagem da Bíblia-, que causa um estranho fenômeno nas mulheres que moram em Dooling.
Misteriosamente, elas caem em um sono profundo e seus corpos são envolvidos em casulos. A partir dessa situação insólita, de forma semelhante “A Sob a Redoma”, outro romance de Stephen King, instaura-se um contínuo clima de caos em Dooling e no mundo, no qual os homens gradativamente perdem o controle emocional, e quando tentam acordar suas companheiras, esposas e filhas, elas agem de forma violenta como se fossem zumbis.
Após a parte inicial interessante e empolgante, na qual se destaca a proliferação do vírus Aurora entre as mulheres, em que predomina uma atmosfera constante de terror, mistério e suspense, “Belas Adormecidas” começa a evidenciar suas falhas. Um dos problemas do romance é ausência de um grande vilão. Desta vez, King e seu filho não foram capazes de criar um personagem cativante o suficiente para mexer com as emoções do leitor, a exemplo de Randal Flag de “A Dança da Morte”. Nem mesmo Evie pode ser considerada uma vilã.
Owen King se mostra pouco criativo, e somente é capaz de imitar um pouco seu pai na descrição de alguns eventos extraordinários, que transcorrem de forma tranquila, sem lances surpreendentes. Por outro lado, em outras passagens de “Belas Adormecidas” vemos a mão de Stephen King na escrita chula e cheia de palavrões, que evidenciam seu “estilo bruto”, nas sequencias de ação de ritmo cinematográfico e, principalmente nas cenas de terror/horror que parecem ser menos assustadoras do que em outros livros do autor.
Stephen King também exagera na caracterização dos personagens masculinos. Com exceção de Clint Norcross grande parte deles são broncos, violentos e têm pouca paciência para lidar com a delicada situação que atinge Dooling e o mundo todo.
Do meio para o final há uma série de situações que se tornam repetitivas envolvendo doses cavalares de violência, - para mim totalmente desnecessária-, e foco recai em personagens (femininos e masculinos) que não tem muita importância dentro da trama. Tais artifícios usados por King “esticam” a narrativa, e retardam o desfecho do romance, que me pareceu um pouco previsível.
De modo geral, “Belas Adormecidas” não é um livro ruim e conseguiu prender minha atenção. O romance não é o pior e nem o melhor de Stephen King. Ele está na média equiparando-se a outros do autor, tais como “Duna Key” e nos faz lembrar situações descritas em “Sob a Redoma”.
No entanto, ao fim da leitura, “Belas Adormecidas” me deixou com a forte sensação de decepção. Sendo um romance de Stephen King e sua primeira parceria com seu filho Owen, eu esperava que “Belas Adormecidas” tivesse mais originalidade na configuração do elemento fantástico, assim como uma escrita mais elaborada.
Ka Sthéfany 06/11/2017minha estante
Oi, Alessandro. Gostei sua resenha, mas não concordo em alguns pontos. Não me incomodei com a caracterização violenta dos personagens, muito pelo contrário, acredito que em meio ao caos é bem isso que acontece. O que me incomodou mesmo foi a impunidade depois de tudo resolvido. O Frank por exemplo, super violento e babaca, e no fim das contas ficou por isso mesmo. Detestei. Mas em geral é como vc disse, nem o melhor e nem o pior. Eu esperava mais por causa da junção de dois autores que eu gosto, mas não foi ruim.


Alessandro 09/11/2017minha estante
Tem razão Sthéfany. Mas, acho que o Frank não pode ser definido como "mau". Ele tem um problema de raiva intensa, e no final parece que isso é controlado. Eu entendi o motivo que faz ele ir atrás da Evie - acho que ela é a pior personagem do livro, mal desenvolvida porque não se entendemos muito bem qual é sua motivação. Fica somente sugerido que ela quer alguma coisa com as mulheres -criar uma comunidade feminina, um "mundo feminino" - isso fica nas entrelinhas. Para mim se o livro tem um vilão é Don, o policial, principalmente por seus atos terríveis dentro do presídio. Mas, mesmo assim, senti falta de um personagem vilanesco que gostamos de odiar, mas ao mesmo tempo tem carisma, tais como Randal Flag - se não leu sugiro que leia "A Dança da Morte", considerado um clássico do autor. Não achei o livro ruim, mas por ser de King em parceria com o filho, é bem decepcionante. Abraço.


marco.palestrino.5 12/11/2017minha estante
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Glaucio 13/01/2018minha estante
Exatamente a minha impressão estando com 85% já lido. Personagens em excesso, situações repetitivas, falta de carisma dos personagens e uma história que poderia ser abreviada. Me decepcionei.




geórgea 13/12/2017

Belas Adormecidas
Em 2017, na pequena cidade de Dooling, uma mulher misteriosa aparece. Evie Black, dotada de grande beleza e certas peculiaridades, chega para mudar a vida dos habitantes deste pacato lugar. Juntamente com sua chegada, as mulheres de todo o mundo começam a cair em um sono profundo, onde uma espécie de casulo as envolve e faz com que elas não acordem mais. E o pior, quando tentam rasgar esse véu para acordá-las, elas levantam furiosas e agressivas atacando quem se atreveu a incomodar o seu sono, voltando a dormir logo após resolver o assunto. Para surpresa geral, a única mulher que parece não ser afetada por essa, que muitos tratam como a doença Aurora, é a própria Evie.

Em pouco tempo quase todas as mulheres do mundo estão envoltas em casulos. E cada vez vemos mais mariposas rondando os lugares. Ninguém entende o que está acontecendo e o medo do desconhecido assola os sobreviventes. Logo constata-se que apenas as mulheres são afetadas por essa doença. E é na penitenciária feminina de Dooling, que a estranha mulher que consegue dormir e acordar está. Surge a necessidade de descobrir quais os segredos e planos que essa mulher guarda. E cabe ao doutor Clint Norcross, psiquiatra da instituição, manter a ordem e descobrir com o que eles estão lidando. Ele conta com a ajuda de diversas pessoas, principalmente sua esposa, a xerife Lila que reluta em dormir e abandonar a cidade e aqueles que ama.

“Seus olhos estavam fechados. A expressão de fúria tinha desaparecido. Uma expressão de serenidade inabalada assumiu o lugar dela. De repente, ela sumiu, escondida pela substância branca. A mãe da criança a segurou no colo, a aninhou e começou a beijar os dedos sujos de sangue.”

É claro que toda situação de caos gera o medo. E não demora para que os homens fiquem divididos. Alguns querendo proteger suas mulheres e outros querendo destruí-las. Assim formam-se as Brigadas do Maçarico. Que veem no ato de atear fogo nessas mulheres, uma forma de destruir essa doença. É assim que conhecemos a história dos habitantes desse lugar, desvendamos seus segredos e motivações. E vemos, na estranha figura de Evie, uma grande dúvida. Quem é ela? As mulheres estão mortas? Elas vão acordar algum dia?

Minha Opinião

Sabe aqueles livros que você sente falta após terminar? Que você começa a “economizar” as páginas quando percebe que está chegando ao final? Pois é. Foi muito difícil me despedir das mulheres de Dooling. Esse livro tão intenso e cheio de personagens marcantes, nos deixa ávidos por desvendar mais mistérios, por conhecer mais sobre o passado de todos esses habitantes fascinantes dessa pequena cidade. Essa história me conquistou completamente, tanto pelo tema, que é algo que me interessa, quanto pelas pessoas que fizeram parte dessa narrativa. Nos dias que sucederam o término da leitura, me senti quase uma órfã.

Já gostaria de deixar claro que: mesmo sendo fã do Stephen eu simplesmente NÃO CONSEGUI notar diferença na escrita dele para a do Owen. Digam que eu não sou fã de verdade, que sou cega ou louca. Mas foi realmente muito difícil encontrar diferenças. Ambos possuem a mesma formar de apresentar uma história, esmiuçar eventos paralelos e buscar uma maneira de criar um laço entre leitor e escritor. Algo que encontro também nos livros de Joe Hill, outro filho do King. O que posso fazer se a família adora escrever sobre o mesmo gênero e segue os mesmos passos para confeccionar uma excelente história? O livro é bem extenso, com mais de 700 páginas. Porém, por incrível que parece, não sentimos o peso dele. A ânsia por chegar a um desfecho prende o leitor de uma maneira única, clássica do King pai e, agora, do King filho.

“Com teias de aranha no cabelo e a morte na ponta dos dedos.”

Algumas pessoas reclamaram do grande fluxo de personagens, não achei isso um ponto negativo. Principalmente por existir, logo no começo, uma lista completa com seus nomes, idades e profissões. Isso auxiliou logo no início, quando ainda não conhecia eles, mas depois que fiquei familiarizada com cada um, não precisei mais consultar essa ajuda. Acredito que tantas personagens são inevitáveis quando a trama passa em uma cidade, que é o centro da história juntamente com esses eventos.

Nesse livro temos uma história clássica do King. Cidade pequena, moradores e seus segredos mais profundos, conhecemos os maus, observamos o que eles escondem no obscuro da sua mente, vemos os bons pagando por algo que não tem culpa, conhecemos os mesmos personagens cheios de problemas, até a chegada de algo estranho e devastador, recheado com críticas sociais jogadas sutilmente no decorrer do texto. Essa é a fórmula King para fazer uma boa história. E que, claramente, ele conseguiu passar para seu filhote.

Em um primeiro momento, pensar em um evento desse tipo, nos remete a vários questionamentos. Você pode pensar que também vira uma fera quando é acordada, mas nesse caso, as mulheres são capazes de realmente matar. Em outro momento, nos colocamos no lugar dessas mulheres e também dos homens, que percebem o quanto seriam inúteis em sua existência sem as mulheres, por favor, não me levem a mal. Mas se fosse ao contrário, a vida não seria extinta, em razão das diversas clínicas de fertilização. Sem as mulheres, esse seria o fim da humanidade. E, em um terceiro momento, as pessoas podem alegar que essa é mais uma história de apocalipse, das tantas que existem por aí. Ledo engano. Aqui temos questionamentos acerca de religião, moral e machismo.

“Era tão errado se aproveitar um pouco de vez em quando? Pelo amor de Deus, antigamente, se você não metesse a não na bunda de uma garçonete, ela ficava decepcionada. Se você não assobiasse para uma mulher na rua, ela ficava se questionando para que tinha se dado ao trabalho de se arrumar. Elas se arrumavam para mexerem com eles, isso era fato. […] Não se podia mais nem elogiar uma mulher.”

“Para todas as mulheres malvadas que existem, existe um homem por trás disso”. Pode até ser um exagero generalizar dessa forma, mas apenas para e pense em todas as histórias que conhecemos. No quanto ainda existem mulheres oprimidas na nossa sociedade, no quanto esse tipo de situação seria uma bênção na vida daquelas que sofrem nas mãos de homens que abusam física e psicologicamente delas. Esse é um livro para pensar. Para relembrar e questionar tudo aquilo que aprendemos desde a mais tenra idade e que somos levadas a acreditar que é “normal”. Algo que achei completamente inusitado nesse livro foi ser escrito por dois homens.

Entretanto, eles conseguiram expressar o que queriam passar, sem soarem como idiotas. Acho que para esse livro ser perfeito, ele deveria ser escrito por Tabitha e Naomi King também. É nos mínimos detalhes que encontramos as maiores críticas ao machismo. Seja uma frase, situação ou até algo que apenas ficou no ar e que nós, mulheres, que estamos sempre lidando com isso, conseguimos identificar. Achei isso genial.

Por várias vezes doía ler o que cada uma das mulheres passava ou passou na mão dos homens. O pior é saber, que muitas dessas histórias são reais e acontecem todos os dias. Mulheres que achariam essa doença bem-vinda. Mulheres que só querem dormir para se livrar dos homens que fazem parte das suas vidas. Também temos que segurar a raiva enquanto lemos, ao nos depararmos com comentários machistas dos homens remanescentes e que são tão usuais por aí, pois acredito que muitas de nós também já ouvimos algo do tipo.

Algo que achei fantástico foi conhecer um pouco da história de cada presidiária e, também, o motivo que as levou a parar lá. Eu poderia ficar horas desvendando o passado de cada uma delas. Buscando uma forma de entender cada uma, quais suas motivações, no que cada uma acredita. Diversas são as personagens que se destacam nessa narrativa. Tiffany, que possui problema com drogas e com homens abusivos, Angel, que cansou de ser machucada pelo sexo masculino e, claro, Evie, aquela que dá as melhores respostas e que faz os homens pensarem no que eles fazem. No começo pode parecer que ela fala muitas loucuras, mas depois tudo passa a fazer sentido.

Também odiaremos algumas pessoas. O casal Frank e Elaine será responsável por despertar diversas sensações entre os leitores. Alguns afirmam sentir pena, eu apenas senti asco. Frank é extremamente explosivo e é uma perfeita descrição da maioria dos homens que existem. Sempre achando que são donos da verdade e cheio de atitudes impensadas que são motivos de arrependimento depois.

O que as mulheres serão capazes para se manterem acordadas? Como lidar com o desespero perante o desconhecido? O pânico se alastrou e elas estão adormecidas dentro de casulos, ainda a mercê de homens que querem ver o seu mal. O lado mais babaca de alguns homens aflora e observamos seu desespero para entender o que está acontecendo. Ao mesmo tempo que nos deparamos com uma guerra travada entre os homens que restaram. Os diálogos são maravilhosos e as mulheres representam a força feminina. Não deixe de ler esse livro! É uma leitura altamente recomendada por mim para todas as mulheres e, principalmente, os homens.

site: http://resenhandosonhos.com/belas-adormecidas-stephen-king-owen-king/
Carolina J 16/12/2017minha estante
Nossa, concordo plenamente com o quê você disse. Parabéns, escreve muito bem!


Jaqueline 01/03/2018minha estante
Terminei de ler o livro, e de todas as resenhas que li ate agora.A tua foi perfeita com certeza foi o que os autores quiseram passar. Concordo plenamente com tudo;parabéns otima resenha.


geórgea 05/03/2018minha estante
Muito obrigada, meninas! Fico muito feliz em saber que vocês gostaram! :) s2




Marselle Urman 05/04/2018

Uma perda de tempo
Fiquei chateada por ter me sentido enganada pelo nome do mestre King na capa desse livro.
Eu provavelmente teria dado a chance de ler o livro do seu caçula, assim como li - sem arrependimento nenhum - os livros excelentes de Joe Hill, seu filhote mais velho.
Mas King assinou aqui só pra ajudar seu rebento comercialmente, em um livro muito fraco. Tenho certeza que não escreveu nem uma linha.
A premissa é original e boa, e Owen Hill conseguiu jogá-la descarga abaixo.
A narrativa teria cabido com folga num volume com um terço do tamanho. Além disso, os personagens parecem manequins de plástico - uma diversidade cultivada artificialmente. Alguns pontos sexistas me incomodaram muito ( o tom de "as mulheres são espetaculares e os homens inferiores" que permeia o livro todo chega a dar ânsia ).
Sem mencionar a visão ingênua, quase infantil, dos fatos e seus desdobramentos. Compare com o "A dança da morte" do pai dele. Esses eventos do Aurora teriam levado o mundo ao caos só pra começar, ninguém iria sair pra trabalhar - por quê iriam? A visão de cada fato acontecendo em Dooling é bairrista, limitada, maniqueísta, pequena.
Tudo parece culminar pra uma batalha sem sentido, extremamente boba, que é claro que acaba em nada.
No fim, o livro é longo, cansativo, raso, chato.
Sinto, mas Owen Hill não herdou o talento da família.

SP, 05/04/2018
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Daniel Felipe 14/11/2017

Desnecessário.
Decepção poderia ser uma das palavras para definir esse livro. Mas prefiro defini-lo como desnecessário.
Nada ali é novo. A história é requentada de várias outras do próprio King (Dança da Morte, Sob a Redoma, Celular): Um cataclisma atinge a terra e os personagens tem que se virar nesse novo mundo.
Só que a história gira, gira, gira e não sai do lugar.
Desnecessariamente longo, desnecessariamente cheio de personagens. Poderia muito bem ser um livro de 300 paginas ao invés de 700.
Os personagens são rasos e sem motivação nenhuma para serem como são.
Infelizmente não agradou. Não é o pior do King, mas talvez entre na lista de 5 mais fracos.
Glaucio 13/01/2018minha estante
Estou finalizando e tenho a mesma opinião antes mesmo da metade do livro


Marselle Urman 05/04/2018minha estante
Só não considero um dos piores do King porque não reconheço esse livro como dele...mas minha opinião foi muito parecida com a tua




Thalita Branco 19/02/2018

Resenha ~ Belas Adormecidas - Stephen King e Owen King
De um dia para o outro, mulheres do mundo todo não acordam. Conforme a terra faz a sua rotação, mulheres de qualquer idade, até mesmo bebês, adormecem e tem o rosto coberto por teias que com o passar do tempo se transformam em um casulo branco perolado. E coitado de quem mexer nesse casulo! Com exceção de crianças muito pequenas, qualquer um que tente violar a proteção será violentamente atacado!

As notícias chegam a Dooling, pequena cidade do Maine onde se passa a história. A xerife Lila Norcross, após uma noite difícil, só quer saber de dormir, mas se mantém acordada e encontra Evie Black, uma assassina que é levada a prisão onde o marido trabalha como psiquiatra. Dr. Clint Norcross logo se interessa pela nova detenta, ainda mais quando ela é a única mulher que dorme e acorda livremente além de possuir alguns poderes inexplicáveis.

Claro que a informação vaza, e conforme os dias passam e mais e mais mulheres adormecem os homens da cidade se tornam desesperados por respostas. Frank Geary, responsável pelo controle de animais da cidade, passa a arquitetar um plano de invadir a prisão e obter respostas, enquanto Evie elege Clint como o Homem, um grande salvador, que precisa cuidar de sua segurança pelo bem da humanidade.

Para evitar spoilers citei acima um mega resumo da trama principal, mas ela é composta de inúmeras histórias paralelas que convergem entre si envolvendo dezenas de personagens diferentes, tanto que ao abrir o livro o leitor dará de cara com a lista deles.

A ideia do livro é sensacional e os Kings pensaram de forma muito abrangente. Acompanhamos inúmeras situações após o começo da crise, como quedas de aviões provocadas por passageiros enraivecidos, invasões a supermercados em busca de energéticos e, claro, homens em pânico. Não conheço a escrita do Owen, mas não é tão difícil identificar a do Stephen, principalmente em uma frenética cena da prisão.

Mas existem problemas no caminho. Eu não tenho medo de livros grandes, mas as 728 páginas de Belas Adormecidas são um excesso. Algumas histórias se prolongam demais, como é o caso de suspeita de adultério de Clint com uma antiga amiga que se arrasta por páginas. Pelo menos o texto é fluido e consegui lê-lo em pouco tempo quando me propus a termina-lo, mas existem momentos cansativos.

Não tive grandes problemas com a quantidade de personagens, mas o mesmo não pode ser dito em relação ao seu desenvolvimento. A maior reclamação vai para Frank, cujo desenvolvimento parece ter sido esquecido em dado momento da história.

A crítica social feita pelos autores é muito interessante, principalmente a forma como abordaram um tema central da história: o machismo. A variedade de mulheres é imensa e seus traumas totalmente realista, rendendo boas alfinetadas e nos fazendo refletir sobre o papel da mulher na sociedade. Mas me incomodou muito a pouca importância dada por elas aos seus filhos. Entendo desprezarem pais, amigos, namorados e maridos, mas o pouco amor referente aos filhos em determinada parte da história pareceu irreal e sem nenhum sentimento.

Belas Adormecidas vale a leitura? Não sei. Ele com certeza traz uma boa discussão, mas seu desenvolvimento de forma geral poderia ser melhor e o final me desagradou bastante :(

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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Leticia.Mazarin 24/07/2018

Meu primeiro contato com King não foi dos melhores
Comecei o livro empolgada, já que a premissa me parecia interessante. O que aconteceria em um mundo onde todas as mulheres adormecessem de forma permanente? Para onde estavam sendo "levadas"? O que aconteceria com elas? E com os homens que seguiam acordados?

Entretanto, ao longo da história fui perdendo interesse e já não me importava com o que aconteceria com os personagens. Na verdade, não consegui estabelecer uma conexão com nenhum personagem e nem me identificar com o drama deles.

Foi um sacrifício conseguir terminar o livro, sempre que começava a ler parecia que eu também era invadida pelo fenômeno que incidia sobre as mulheres do livro e me vinha um sono tremendo. Em suma, achei o livro muito prolixo, um camalhaço que poderia ter sido resolvido em muito menos páginas, além de ter me decepcionado com o final.
Leticia.Mazarin 24/07/2018minha estante
Errata: **calhamaço


Pedrinho 31/08/2018minha estante
Sempre sugiro que as pessoas comecem pelo O Cemitério ou os livros de contos, como Pesadelos e Paisagens Noturnas. Os calhamaço costumam ser muita encheção de linguiça mesmo, mas não desista do King, ele é muito bom


Patty 12/11/2018minha estante
Divido com você o sentimento de ser acometida pelo sono. Pela primeira vez na vida, cada vez que abro o livro o sono me persegue. Mas não desanime! King é maravilhoso e tem uma vasta seleção de livros ótimos.




Nana 29/01/2018

Antes de iniciar a leitura, temos uma lista com os mais de cinquenta personagens, que serão apresentados ao longo das setecentas e tantas páginas. Não se espante, porque é bem provável que você se lembre da maioria deles ao finalizar e lê-la novamente.

As mulheres estão adormecendo ao redor do mundo. Mulheres: idosas, adultas, adolescentes, crianças e bebês. É a chamada AURORA. Não adianta prolongar, uma hora o sono chegará e logo, os fios brancos as moldarão, as protegendo em um casulo. E talvez, a resposta esteja no condado de Dooling, aonde a história se passa, com o aparecimento de uma misteriosa jovem chamada Evie Black. A xerife Lila Norcross, a encontra nua pela estrada e sabe que algo aconteceu. Evie deixou um cenário horroroso para trás, após assassinar alguns traficantes locais, e Lila a leva para a prisão. A única não-ferida é uma jovem grávida chamada Tiffany Jones, que logo adormece. Evie é a única que pode dormir e acordar. Ah, e ela também fala com os animais.

O marido de Lila, o Dr. Clint Norcross, trabalha como psiquiatra no presídio feminino de Dooling. Ao conhecê-lo, Evie insiste que ele é o Homem - o grande salvador - mas, ele precisa protegê-la, já que ela garante que pode despertar as adormecidas. Porém, os boatos sobre Evie ser imune à Aurora começam a se espalhar até que chegam em Frank, um homem conhecido por seu gênio difícil e que está desesperado, pois sua única filha adormeceu. Não é difícil adivinhar que ele consegue manipular outros homens para chegar até o Dr. Norcross e Evie. Mesmo assim, as coisas não fluem bem para o lado dele e só resta uma solução para ter o que deseja: ameaçar e derramar sangue!

"Aurora não era um vírus, era um feitiço, e Evie Black não era como nenhuma outra mulher - nenhum outro humano - que já tivesse existido."

Esse é um resumo básico sem spoilers, MAS os autores expandem a situação entre outros personagens, através de narrativas focadas neles. Temos as detentas, algumas dóceis, outras estressadas e Evie que todas acham louca. Os/As guardas da prisão - um tem a melhor morte do livro porque vamos combinar que mereceu - e a diretora do presídio. Outros personagens masculinos e a maneira como lidam ao verem as esposas ou filhas adormecerem, o desespero deles trás impulsos tanto negativos quanto positivos. A galera dumau que só quer ver o mundo incendiar, aproveitando para fazer atrocidades. Pois é, há quem acredite que seja necessário queimar os casulos - graças a um boato nas redes sociais - e tenho que sinalizar que essas partes me deixaram com medo, pelo tom real. Claro que esse tipo de coisa aconteceria se a Aurora realmente surgisse. Se estão matando os macacos...

Também temos a imprensa em destaque com Michaela, filha da diretora do presídio. O quanto que essa moça luta para ficar acordada, só geezuis na causa. Ela e a assistente da delegacia fizeram um bom embate. Eu achei engraçado que Michaela meio que rouba a estrela de badass da história, da Lila.

Infelizmente, o primeiro livro de Stephen King que eu não via a hora de finalizar. E demorou! Digo a vocês que não tenho problemas com livros grossos. É aquela coisa, se a leitura for boa, a gente nem sente. Mas, Belas Adormecidas peca e muito pela falta de carisma na maioria dos personagens, o que ocasiona na falta de interesse em acompanhar a história sob o ponto de vista de alguns deles, mesmo que em terceira pessoa. Eu adoro narrativas cheias. Acredito que elas movimentam ainda mais um enredo, principalmente com teor misterioso, como este. Então, me soa estranho torcer por poucos nessa história que é muito criativa, interessante e se encaixa perfeitamente com as discussões atuais, nas redes. Deixo como exemplo de desinteresse Jared, filho de Lila e do Dr. Norcross. Sério! Os autores poderiam ter poupado algumas folhas, dando informações sobre o personagem, através das narrativas dos pais. O menino está doido para perder o BV, porém é muito lesado. Por outro lado, me impressionou o crescimento de alguns personagens, como a repórter Michaela.

"- Eu precisei fazer aquilo. Todos os homens que matei me machucaram, ou teriam machucado se eu tivesse dado oportunidade."

Conhecendo a trama, é nítido que a abordagem masculina não seja agradável e os que salvam, o emocional acaba por ficar perturbado. Gosto do Dr. Norcross e torci para que resolvesse seus problemas em casa e ajudasse no presídio durante o ataque. Suas interações com Evie despertam curiosidade a cada conversa, pois é difícil não ansiar pelas aparições da personagem, já que é o grande mistério da trama. Também há um personagem que se apresenta de forma negativa e se torna ainda mais com passar das páginas, contudo os autores o redimiram. Até agora, não sei se gostei disso. Talvez seja porque ainda vejo mais motivos para odiar do que livrar. O cara é um dos motivos do confronto ter iniciado, colocando em risco a vida de várias pessoas. Imagina, dos poucos personagens legais que restam, parte pagam com a vida devido às escolhas dele.

Nunca li nada de Owen King, então, não sei muito sobre sua escrita. Mas Stephen, vocês conhecem e sabem que se precisar ele te conta até quando foi a primeira cagada de suas criações. Os dois ministram bem a história, com escrita fluída e com referências culturais - com um tom mais moderno do que outros livros de Stephen - e claro, políticas. Na era de Trump, os autores não perderiam a oportunidade de dar umas alfinetadas. Só não entendi a obsessão com o cara da piscina. Ha! E há vários pontos no enredo que lembram outras obras do King Pai. O plot da Evie só me fez pensar em À Espera de um Milagre, cof, cof. E falando em Evie, a construção das personagens femininas, principalmente as detentas, despertou meu interesse e me fez simpatizar com uma delas. Tanto que foi inevitável não se emocionar com sua conclusão.

A trama se mantém com o mistério em torno de Evie, as cenas no presídio e o confronto. Aliás, o confronto no presídio é de tirar o fôlego! Me lembrou aquele episódio de The Walking Dead, do Governador e a galera atacando a turminha do Rick, na prisão. Ai você vai pensar: só faltam os zumbis, então? Er....será? Porém, devo ressaltar que desejei mais sobre a Evie. Ela é uma personagem encantadora - fiquei até imaginando como seria se adaptassem, tem que ser uma atriz bem destemida para interpretá-la - e nas primeiras cem páginas, as informações me soaram migalhas e no fim, achei as explicações dela bem apressadas.

“A internet é uma casa iluminada acima de um porão escuro com piso de terra. A falsidade cresce como cogumelos nesse porão. Alguns são gostosos; muitos são venenosos."

A edição está ótima. Geralmente, as fontes dos gigantes me incomodam, pois algumas editoras optam por tamanhos pequenos. Mas, gostei e muito da escolha de uma fonte em bom tamanho e que deixa a leitura fluir bem. Ótima revisão e como sempre, a Suma respeita o trabalho do autor. E adorei o fato dos King terem dedicado essa história à memória de Sandra Bland, jovem negra que morreu dentro de um presídio no Texas. Muitos acreditam que ela tenha sido assassinada e não suicídio. Ela foi presa por não dar sinal ao mudar de faixa e se negar a apagar um cigarro.

site: http://cantocultzineo.blogspot.com.br/2018/01/livro-belas-adormecidas-stephen-king.html
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Lê | @lelendolido 22/01/2018

Belas Adormecidas
De repente, todas as mulheres do mundo, independentemente da idade, ao dormirem, têm seus rostos envoltos em uma espécie de fibra branca que parece um casulo. Contudo, apesar desse estranho fenômeno, elas continuam a viver, porém não acordam. Caso alguém tente arrancar o material de seus rostos, elas acordam numa fúria sobrenatural, matam o responsável pelo ato e voltam a dormir. Quando a notícia desse estanho acontecimento começa a surgir, as mulheres tentam, de todas as maneiras, ficar acordadas, e esse misterioso evento ganha o nome de Epidemia Aurora.
Na cidade de Dooling, a polícia é acionada pois dois homens, traficantes da região, foram mortos. Assim no caminho para o local, a xerife Lila encontra uma misteriosa mulher, Evie Black, que sendo a suspeita dos assassinatos é levada ao Sistema Prisional Feminino de Dooling. Mas conforme as horas passam, e a Aurora atinge as mulheres da cidade e do mundo, Evie dorme e acorda normalmente, e, ao que tudo indica, ela é única mulher no mundo a conseguir fazer isso. Esse fato chama a atenção de algumas pessoas no presidio, e o Dr. Norcross, o psiquiatra da prisão, fica responsável por investigar melhor as coisas que Evie fala, pois ela afirma estar ligada aos acontecimentos.
Contudo, conforme mais mulheres dormem, os homens entram em desespero total, alguns tentam acordar suas mulheres e morrem, sem falar nos filhos pequenos que ficam sozinhos ao lado de mães que dormem. Mas nem todo mundo está tentando ajudar, alguns homens se aproveitam da situação e outros defendem que queimar as mulheres é o deal. Até que relatos de que há uma mulher no presídio imune a “doença” se espalham pela cidade, ocasionando no sexo masculino uma espécie de revoltam, pois eles querem acordar suas mulheres e filhas.
No meio de toda essa confusão, Evie pede ajuda do psiquiatra e ainda há mulheres que lutam para ficar acordadas. Norcross tem uma missão e está disposto a cumpri-la.
Minha opinião
A primeira coisa que você precisa saber sobre o livro é que ele tem dezenas de personagens. Mesmo com uma trama central, há outras subtramas ligadas a ela, por isso o número de personagens é bem grande. Mas não se assuste, pois logo no início do livro há uma lista com o nome, idade e profissão de cada um, contudo garanto que você não vai precisar consultá-la, pois King e Owen nos transportam para a cidade de Dooling de uma forma tão profunda e intensa, que é como se conhecêssemos cada um dos todos os habitantes, assim, conforme avançamos na trama, conhecemos a história de cada personagem, seus problemas e o modo como encara o problema da epidemia.
Mesmo com esse grande número de personagens, facilmente conseguimos identifica-los na história, pois a construção deles foi feita gradualmente, todos ganham suas características, assim não confundimos ninguém. Alguns personagens secundários apareceram bastante, o que dá uma importância igual à dos principais. Sem falar que King e Owen apresentam homens e mulheres tão completos, mostrando suas histórias além do momento presente.
A narrativa em terceira pessoa tem como foco vários desses personagens, isso aproxima ainda mais o leitor a eles. Em muitos momentos, é comum ver do que os homens perdendo a razão ou usando de seus instintos mais animais sobre as mulheres. Há uma referência bíblica muito interessante na história, que traz alguns questionamentos sutis. Como a escrita do King é sempre detalhada, não consegui diferenciar os dois autores, pois nesse livro isso também acontece, contudo não achei o texto tão prolixo assim, o que pode ser influência de Owen. Mesmo com todas as informações mais detalhadas, que podem parecer desnecessárias, e as dezenas de personagens, tudo aqui está ligado.
E, sem dúvidas nenhuma, a melhor coisa do livro é a abordagem que os autores dão às diferenças de gênero, o que foi uma surpresa tento em vista que o livro foi escrito por dois homens. Eles conseguiram passar muito bem, situações e pensamentos machistas, fazendo disso uma crítica social. É claro que eles mostram que nem todos os homens são assim e que muitos são preocupados com aspectos de igualdade. O relacionamento entre homem e mulher e como cada um vê seu lugar dentro dele também foi o foco, contudo o lado feminino ganhou maior destaque. King e Owen mostraram que as mulheres estão sempre dispostas a mudar e a lutar pelo que querem, mas que não são obrigadas a aceitar o que é imposto.
Levantar o questionamento de como seria uma sociedade formada, ou por um sexo, ou por outro foi uma ótima sacada. King e Owen foram perfeitos em explorar e mostrar a essência humana e o mais terrível que isso pode ser em momentos de desespero. Através de temas, como machismo, índole e princípios, eles apresentam uma trama elaborada e com um foco na força feminina. Baita livro!!


site: http://www.lelendolido.com.br/2018/01/resenha-belas-adormecidas-stephen-king.html#
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Giuliana Sperandio 24/02/2019

Gostei, mas não me surpreendeu.
Algo faz com que as mulheres durmam e não acordem mais, casulos se formam em seus corpos, quando as pessoas tentam acordá-las e tirar os casulos elas acordam de maneira agressiva e animalesca.
Apenas uma mulher dorme sem ser afetada.
É um livro que levanta vários questionamentos, seriam os homens os responsáveis por todas as desgraças no mundo? Se mulheres que sofreram nas mãos de homens abusivos tivessem uma chance de viver em um novo mundo sem os homens, será que escolheriam viver nele para sempre sem seus maridos, filhos, pais e amigos?
Levanta questões sobre o meio ambiente, armas, relações familiares , ou seja, todos ingredientes que fazem dos livros do King um prato cheio e rico com uma história viva e intensa.
Gostei muito como foi conduzida, mas não achei nada muito inovado, apenas por isso dei 4 estrelas ao invés de cinco.
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Vinny Britto 08/07/2018

Aquém de outras obras do King
Confesso que esperava muito mais se tratando de Stephen King (se é que realmente ele escreveu algo aqui).

Inegavelmente tem uma premissa muito boa mas que facilmente poderia ser contada num livro com um terço do tamanho atual.

Então basicamente na minha opinião o maior problema é a narrativa, que por vezes se mostrou arrastada. Num livro mais enxutinho eu teria aproveitado muito mais.
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Fernando Lafaiete 07/04/2018

Belas Adormecidas: Vale a pena ou é realmente uma perda de tempo?
***Não possui spoiler***
Nota: 3.5

Belas Adormecidas era um lançamento o qual eu estava louco para ler. Tudo me chamava a atenção. O plot, os autores, a ambientação..., Tudo! Com o passar do tempo, comecei a me deparar com opiniões bastante negativas de leitores que informavam que o livro era uma completa decepção porque nada acontecia e porque o desenvolvimento era horrível. Pensei: se os apontamentos são esses, então não irei me decepcionar. Pois ouvir esses adjetivos de um livro do King não é novidade. O autor é amado por muitos e detestado por vários outros. Algo que já me acostumei.

Stephen King e Owen King criam um mundo onde mulheres ao dormir não acordam. Elas passam a hibernar e são envoltas por casulos. Quando qualquer pessoa tenta tirá-las e acordá-las, elas despertam de maneira bestial e completamente agressivas. O livro tem um começo espetacular e a ambientação intercala entre a cidade de Dooling e uma penitenciaria feminina. O grande foco se dá pela descoberta de uma mulher que dorme e acorda sem medo algum de entrar nessa hibernação. Quem ela é? Por que ela é a única mulher a não temer o sono?

A junção da escrita de pai e filho me agradou, mas senti muito mais a de Owen do que do mestre do terror. As cenas de agressão não são tão gráficas quanto as que estou acostumado nos livros solos de Stephen King. Isso me decepcionou um pouco, mas não foi de fato um problema. A questão é que o livro tem uma primeira metade que me agradou demais, mas uma segunda metade que me deu nos nervos, além de um desfecho não funcional.

Em comparação com outros livros do autor, como Sob a Redoma por exemplo (um dos meus preferidos de King), os mocinhos de Belas Adormecidas são melhores no quesito inteligência. Eles são ativos e não são manipulados o tempo inteiro pelos personagens tidos como maus (mas não são melhores desenvolvidos). Os pseudo-vilões são ruins e decepcionam muito. Não consegui sentir ódio por nenhum deles e senti falta dos autores brincarem um pouco com esta parte do meu emocional. A estória promete mas demora muito para entregar. O desenvolvimento de Evie, a mulher misteriosa que dorme sem medo, é precário. Ela não possui um background descente e suas motivações não são claras. Toda a parte fantasiosa do livro traz um aspecto espiritual que muito me lembrou uma das cagadas que Justin Cronin realiza na trilogia A Passagem. Sendo King fã da trilogia supracitada, nada me surpreende com ele inserir esta referência. O surgimento de animais que falam, em especial três, uma cobra, um tigre e uma raposa, muito me lembrou os três animais que Dante de A Divina Comédia encontra antes de embarcar em sua Jornada Espiritual. Pesquisando um pouco mais, descobri que no espiritismo, a cobra representa a transmutação de uma vida para outra. O processo de cura e o renascimento. A Raposa representa a comunicação entre a natureza e o mundo material. E o tigre representa a racionalidade. O poder de pensar antes de agir. Quando analisado o plot proposto e as cenas desses animais, principalmente a interação deles com os humanos da estória, tudo faz muito mais sentido. Mas os diálogos desses seres espirituais eu achei uma completa baboseira assim como as cenas em que a tal da Evie se comunica com ratos. Uma completa idiotice! Momentos ao meu ver bem descartáveis.

Outro aspecto que me incomodou foi a inserção de uma representatividade que me soou como forçada. Os autores citam rapidamente a cor de pele de um personagem em um parágrafo e me foi bem claro que tal inserção foi feita apenas para mostrar que havia representatividade no livro. Isso acontece também sobre a sexualidade de uma importante personagem. Peso nulo para a narrativa e esse tipo de representatividade enxergo como desrespeito e não como algo bom. Esse tipo de coisa eu prefiro que nem tenha se for para inserir dessa maneira porca como fizeram aqui. Falando nisso..., onde estavam as mulheres trans? No meio desse caos que passou a acontecer no mundo, me perguntei assim como outros leitores: O que aconteceu com essas mulheres? Nenhum autor é obrigado a nada, mas dependendo do assunto abordado, deve-se tomar cuidado para que perguntas como essa não fiquem sem resposta. Se você é uma pessoa preconceituosa, me poupe de comentários depreciativos a esse respeito.

O problema principal é global, mas não senti nenhuma urgência mundial fora alguns poucos vislumbres da reação das pessoas ao redor do mundo com cenas mínimas de reportagens na TV. Terminei a leitura com perguntas não respondidas e com um final ilógico demais até para um livro de ficção. Qual a real razão para Dooling ter sido a cidade escolhida? São tantos finais “sem sentido” criados por King, que leio seus livros já esperando esses finais fracos. Leitores mais assíduos do autor sempre afirmam que são sem sentido para quem não leu a série A Torre Negra. Já estou começando a ficar de saco cheio dessa justificativa que já está se tornando bem conveniente. Não sei se esse final escroto tem ligação com a famigerada série, mas se você já leu ambas as obras, se puder me confirmar ou desmentir, eu agradeço.

Não detestei o livro, me diverti bastante e gostei da estória. Para mim este livro é cheio de problemas e poderia ter apresentado uma narrativa com um peso dramático maior e com uma tensão melhor desenvolvida. Mas repito: me diverti e acho que valeu a pena a leitura. Para quem diz que a culpa do livro não ser excelente é de Owen e que provavelmente King colocou o nome na capa apenas para ajudar o filho a vender, afirmando também que Owen não herdou o talento do pai não começando com o pé direito como Joe Hill; eu devo dizer que discordo. Na minha opinião, Belas adormecidas é melhor que livros como Joyland, que possui problema de estruturação narrativa, o qual eu considerado mediano. Melhor que Carrie, que acho péssimo. Melhor até do que Trocas Macabras. Me entreteve muito mais. E sobre Joe Hill, este livro é melhor que Estrada da Noite que achei horrível e melhor que A Tribo, conto que Hill escreveu com King, cujo estória eu achei mais que péssima e que chegou a me dar dor de cabeça. Resumindo, não tive ainda uma experiência positiva com Hill e por enquanto não acho ele tão fenomenal assim.

Toda a visão repetitiva da obra, focada na afirmação que todos os homens são ruins, o grande mal do mundo e que as mulheres são a solução para a construção de um mundo melhor, também me cansou. Diferente do que acontece em As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, que apresenta um conceito inverso, aqui os autores batem o tempo inteiro nessa tecla. Ficou cansativo; faltou equilíbrio.

A cena de guerra do final também achei mal escrita e infantilizada. Motivações que não levaram a lugar nenhum. Parecia que eu estava lendo crianças brincando de rouba bandeira. Os desfechos dos arcos dos personagens eu achei todos horrorosos. Tanta luta para um final desagradável e que me deixou até com uma sensação de perda de tempo. Foi como nadar para morrer na praia.

Fora os pontos que citei, a leitura fluiu e a narrativa me chamou a atenção. Quando não estava lendo sentia falta do livro. Fiquei curioso sobre o que viria e alguns momentos me prenderam, além de eu ter achado tudo bem imersivo. Não sei se a intenção era escrever algo que agradasse as mulheres, mas não acho que tenha sido satisfatório para esse público se esse era o objetivo dos autores. Tentei muito, mas não consegui relevar questões como representatividades mal inseridas, desfechos ruins, falta de explicações, inferiorização de gênero e diálogos bobos entre animais ou com animais. Para quem é fã do autor, vale a pena. Até para quem não é vale a pena a leitura. Um livro com pontas soltas, mas que não é um completo lixo. Existem livros muito piores por aí!
Jhony 07/04/2018minha estante
Se não leu ainda, indico Nosferatu do Hill, o melhor que li dele.


Fernando Lafaiete 07/04/2018minha estante
Está na minha meta desse ano Jhony. Espero gostar, porque apesar dos apesares estou com expectativas. :)


Esdras 07/11/2018minha estante
Estava ansioso para vir aqui ler essa resenha.rs.
Concordo com um monte de coisas que você falou.
Mas minha decepçao não foi tanta assim, porque eu não tinha tantas expectativas.
Acato a ideia de que o King só emprestou o nome pra dar um empurrãozinho e deixou o filho tomar todas as rédeas da história. Bom, quem sabe ele melhora no aprofundamento dos aspectos de seu próximo livro, não é mesmo?rs.
Longe de estar entre os melhores livros que li, ainda assim, foi um ótimo passatempo e eu estava muito curioso sobre como tudo ia terminar. Faltou alguma coisa ali, ou várias coisas.
Mas decidi avaliar a obra como "reflexiva", de uma maneira positiva. '--(´. ´)--'


Fernando Lafaiete 15/01/2019minha estante
Só agora vi seu comentário Esdras porque o Skoob não está me enviando notificações de comentários (:/). Eu achei este livro tão mais ou menos. Fiquei meio irritado com tanta coisa nada a ver que eu encontrei; principalmente com o desrespeito com a questão envolvendo as mulheres trans. Mas no geral é um livro Ok. Bem longe de ser um dos melhores livros "do King". Acredito realmente que foi o filho e não ele que o escreveu... mas tudo bem! Rrsrs




Daia 13/08/2018

O primeiro King a gente nunca esquece...
Sempre recebi de amigos muitas sugestões desse autor, mas nunca senti vontade ou me chamou a atenção profundamente, mas Belas apareceu na minha frente e foi amor a primeira vista. Li muitos comentários do tipo "muito mais do mesmo", "desfecho pobre" e talos.
Mas preciso confessar que o livro quando levanta a questão uma sociedade, ou melhor" duas sociedades "alternativas" , me colocou pra pensar e pasmem fiquei besta com a forma como tudo ocorre, como algumas coisas mudam e de como, se isso realmente ocorresse , no caos em que ficaríamos.

Adorei a forma como foi mostrado coisas que muitas vezes ignoramos e em como a sociedade trata e vê as mulheres, junte isso à um ser incrível feito a senhorita Evie Black e se encante com paginas de tirar o fôlego e fala muitos "pqp". Observar tudo do ponto de vista de dois homens narrando rotinas, momentos de loucura, alegrias , desespero e união é surpreendente e nos faz pensar um pouco mais sobre!!!
Belas Adormecidas é incrível SIM!
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PorEssasPáginas 13/01/2018

Resenha: Belas Adormecidas - Por Essas Páginas
Uma parceria inédita entre pai e filho: dois Kings escrevendo um único livro. Apesar de isso ser bem interessante, não foi por isso que escolhi ler Belas Adormecidas (mas claro que foi um item que contribuiu); mas foi a premissa interessante da obra que me atraiu. Como seria um mundo completamente masculino, no qual todas as mulheres adormeceram? Seria tão diferente assim (afinal, nós ainda vivemos em um mundo masculino, no qual as mulheres precisam lutar dia após dia para conquistarem seu espaço)? King e King imaginaram um cenário apocalíptico e perturbador, em uma leitura que angustia e nos faz refletir.

O livro se passa na pequena cidade de Dooling, e nós começamos a história dentro da penitenciária feminina que fica nos arredores da cidade, o que foi uma inserção brilhante e muito bem-vinda. A maioria dos personagens que acompanhamos está neste núcleo, e alguns dos melhores também. Somos apresentados a todos eles – e também aos principais habitantes da cidade – de maneira orgânica e gradual, o que é um alívio em se tratando de uma obra escrita, em parte, por Stephen King. Mas, assim como o vinho, ele também um autor que, mesmo já sendo brilhante, conseguiu se tornar ainda melhor com o passar dos anos, e em seus livros mais recentes temos esses inícios das suas obras e a apresentação dos personagens feita de maneira muito mais natural do que era realizada em livros como A Dança da Morte, por exemplo, que por mais que eu seja fã do cara, é um livro maçante em seu começo.

O que aconteceria se todas as mulheres do mundo dormissem? Quando o livro começa, na primeira manhã da Aurora – como fica conhecida a “doença” -, o mundo já está começando a sentir os efeitos e as primeiras mulheres do outro lado do planeta já adormeceram. Algumas sequer acordaram. A coisa toda está chegando aos Estados Unidos e o senso de confusão e pânico já começa a se instalar. Tudo fica ainda mais aterrorizante quando são transmitidas imagens de um homem que tentou remover o estranho casulo que cresceu em torno de sua esposa e aí… ela ataca. Quando os casulos são removidos, as mulheres se tornam seres bestiais e matam tudo o que encontram pela frente, especialmente homens.

Quando comecei a ler Belas Adormecidas, tive um pouco de receio do livro. Meu medo era que ele focasse demais nos personagens masculinos, já que toda a população feminina do livro estaria adormecida. Mas Stephen e Owen foram extremamente criativos e manobraram com habilidade este fato, e as personagens femininas são excepcionais e têm uma participação muito mais ativa e importante que as dos homens. Há aquelas que lutam contra o sono, procurando maneiras absurdas de se manterem acordadas; há as que adormecem e despertam em um local novo e misterioso e lá formam uma nova sociedade; e, claro, por último e não menos importante, há Evie Black.

Evie é uma mulher estranha, que é presa pela xerife de Dooling, Lila Norcross, logo após matar violentamente dois traficantes de metanfetamina, enfiando a cabeça de um deles na parede um trailer. Ela é levada à penitenciária feminina, para ficar em custódia do psiquiatra do local – e também marido de Lila -, Clint Norcross. Mas aos poucos o que ele percebe – assim como todos que entram em contato com Evie – é que ela está longe de ser uma mulher comum: seus ferimentos se curam em questão de horas, ela consegue dominar ratos, flutua e, o mais chocante: ela dorme e acorda como se nada tivesse acontecido, diferente de todas as mulheres do planeta.

É incrível como Stephen e Owen conseguiram criar tanta história – olha só o tamanho do livro, mais de 700 páginas! – em tão pouco tempo. A chave, talvez, seja acompanharmos vários personagens e suas diversas reações ao que está acontecendo, com seus pequenos e grandes conflitos, mas sem jamais perder o foco na história principal. Tudo se passa em questão de dias e, quando cheguei à metade do livro, ainda havia várias mulheres acordadas e eu não sabia muito bem para onde as coisas estavam caminhando, mas mesmo assim não conseguia parar de ler. Há algo de fascinante, apesar de horrendo, em como a sociedade humana é frágil e pode ruir ao menor sinal de mudança. Assustadoramente rápido, os homens se mostram incapazes de manter a ordem e a destruição toma conta. O absurdo se torna aceitável, a violência é a nova lei. Homens começam a atear fogo em mulheres encapsuladas, conflitos armados se iniciam. A questão que paira no ar é quanto tempo os homens conseguirão sobreviver sem se exterminar. Enquanto isso, as mulheres despertam em um novo mundo, sem homens, e lá começam a criar sua própria sociedade, que está longe de ser uma utopia, mas é muito mais gentil e organizada. É fascinante o contraste, e você fica realmente pensando: e se isso acontecesse, e se o mundo fosse reiniciado e as mulheres fossem responsáveis por construí-lo, como seria?

“Aquele era um mundo em que uma garotinha podia voltar andando para casa sozinha, mesmo depois de escurecer, e se sentir segura. Um mundo em que o talento de uma garotinha podia crescer junto com os quadris e os seios.” Página 558

E não é apenas este questionamento que o livro traz à tona: este foi um dos livros do King – e talvez aí esteja a influência de Owen, que claramente traz um frescor à obra – em que a diversidade está presente em todas as páginas, de todas as maneiras, novamente de maneira brilhantemente orgânica, como é o mundo, afinal: diverso. Há, obviamente, várias mulheres importantes no livro, e elas são negras, brancas, jovens, idosas, crianças, homossexuais, heterossexuais, mães, solteiras, casadas, viúvas, sem filhos, agentes da lei, presidiárias. E há também uma incrível quantidade de homens diversos. Portanto, o questionamento sobre minorias e igualdade está sempre presente. Um dos que mais me tocou foi sobre a violência policial contra os negros, somente um exemplo de uma questão levantada na obra. Há várias outras, tornando impossível fechar o livro e não se perguntar: o que estamos fazendo com nosso mundo e como estamos tratando as outras pessoas? O livro esfrega na nossa cara algo essencial: somos todos iguais.

Belas Adormecidas não é apenas um livro para fãs de Stephen King e de obras de terror, mas uma obra importantíssima, uma leitura reflexiva e perturbadora em vários níveis. É muito bom ver que um escritor consagrado não parou no tempo e também é capaz de evoluir. E também foi ótimo ler esta parceria e encontrar a mão de Owen King na obra. Não se assuste com as mais de 700 páginas do livro: elas passam num instante, é quase impossível largar o livro (apesar dos braços cansarem!). Assustador mesmo é conhecer a natureza violenta humana. Não há nada sobrenatural que seja mais aterrorizante que nós mesmos.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-belas-adormecidas
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