O peso do pássaro morto

O peso do pássaro morto Aline Bei




Resenhas - O Peso do Pássaro Morto


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Gabi 25/01/2020

Lindo e doloroso!!!
"Entendo que o tempo
sempre leva
as nossas coisas preferidas no mundo
e nos esquece aqui
olhando pra vida
sem elas."

(apaguei a luz).
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Book.ster por Pedro Pacifico 26/02/2020

O peso do pássaro morto, de Aline Bei - Nota 9/10
A leitura desse livro de pouco mais de 150 páginas chamou muito a minha atenção… e por vários motivos. Em primeiro lugar, pela forma como ele é escrito: um "romance em versos", uma narrativa extremamente poética e que utiliza do próprio espaço daquela página, inicialmente em branco, para construir a sua história.

Em segundo lugar, pela temática abordada: a perda. Acompanhamos a trajetória de uma protagonista sem nome, em diferentes fases da sua vida, que vão desde os 8 até os 52 anos de idade. É uma história repleta de perdas, com a certeza de que o presente é o que temos, o passado deixa saudades e que o futuro é assustadoramente imprevisível.

Além disso, me chamou atenção também a idade da autora. No começo de seus trinta anos, Aline Bei consegue despertar reflexões no leitor, tratando de temas que exigem uma sensível e tocante maturidade - normalmente atribuída a alguém que já viveu muitos anos e muitas perdas. Algumas passagens me deixaram com uma sensação de que a autora poderia ter ido mais fundo, desenvolvido mais aquele momento vivido pela protagonista, mas isso é só um detalhe: a obra é muito impactante e realmente nos faz sentir - seja raiva, tristeza ou compaixão - enquanto os versos são lidos.

Por fim, me impressionou muito o fato de esse ser o romance de estreia de Bei. “O peso do pássaro morto” já foi ganhador de relevantes prêmios literários, mas o maior presente que ele nos dá é a certeza de que estamos acompanhando apenas o início de uma carreira que tem muita coisa boa a nos apresentar!

“entendendo que o tempo
sempre leva
as nossas coisas preferidas no mundo
e nos esquece aqui
olhando pra vida
sem elas"

site: https://www.instagram.com/book.ster/
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Peleteiro 05/10/2017

Um livro encantador!
Já curtia o trabalho da Aline, mas, confesso que fiquei surpreso com a profundidade dessa obra. Eu realmente sentia falta de um pouco da inocência trazida pelo livro, através da coloquialidade, na literatura brasileira. Acho que tanto a nossa fala quanto a sabedoria popular possuem bastante riqueza, e é por isso que esse romance mais se parece um poema extenso, que você não quer que termine nunca, mesmo nos momentos mais tristes... Apesar de reconhecer o peso da vida durante toda a narrativa do livro, pude terminar a leitura celebrando a existência. Alegra-me notar que, mesmo sendo um livro de temática dura, que exige maturidade, há muito da bonita sabedoria infantil nele, o que pulsa durante toda a obra. Comecei a folhear assim que o recebi, apenas por curiosidade, e, acidentalmente, só parei quanto li a última página.


May 24/03/2020

Triste, triste
Essa é a história de uma mulher, narrada dos 8 aos seus 52 anos de idade. É uma vida marcada por perdas, tristezas e alegrias muito singelas. A personagem leva a vida de maneira tão simples, tão anônima, que vejam só: não ficamos sabendo ao menos o seu nome.

É um livro muito curto, mas capaz de tocar de uma forma muito profunda.

O final do livro me incomodou bastante, já que todo ele é escrito em primeira pessoa mas o último capítulo é explicado em terceira pessoa. Achei que quebrou um pouco o ritmo da leitura. Mas nada que o desabone no geral.

Atenção aos leitores desavisados, pois é um livro que contém cenas bem fortes e expõe de forma muito clara algumas cenas impactantes. Então pode conter alguns gatilhos.
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Isadora.Michels 29/03/2020

Profundo
O peso do pássaro morto nos faz refletir sobre como alguns acontecimentos moldam nossa personalidades e como podem marcar profundamente nossas almas.
Me traz uma reflexão sobre as pessoas que cruzam os nossos caminhos todos os dias... será que passam por problemas como esse? Na grande parte nós nunca saberemos, por isso devemos nos esforçar para tratar os demais com gentileza, um simples ato gentil também pode marcar a alma de forma profunda e positiva.
Livro duro e necessário.
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Rodrigo Silvestre 03/02/2020

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Uma leitura rápida, mas super pesada e real


Mila F. @delivroemlivro_ 14/02/2020

Que difícil vir escrever sobre um livro tão visceral!
Sem dúvida nenhuma posso afirmar que O Peso do Pássaro Morto foi um dos livros mais viscerais que li na vida, que emociona, comove e nos faz refletir ao passo que vamos acompanhando uma trama cativante com uma estrutura marcante de narrativa ancorada em um estilo de prosa poética extremamente madura e bem estruturada - sobretudo por ser um livro de estreia.

Em uma primeira vista a trama pode parecer bem simples, afinal vamos acompanhar uma personagem ao longe de várias etapas de sua vida, mas especificamente, dos 8 aos 52 anos de idade, e no decorrer desse tempo vamos percebendo todo o ambiente que a personagem vive, seus relacionamentos, conflitos, emoções... Seu amadurecimento.

O Peso do Pássaro Morto é dividido em 9 capítulos e cada um deles vai remeter aos acontecimentos vividos por essa menina-mulher aos longo de alguns anos de sua vida, assim teremos os capítulos-anos de idade: 8, 17, 18, 28, 37, 48, 49, 50 e 52 anos.

O interessante em acompanhar essas fases da vida da personagem é que vamos ficar diante de uma linguagem que irá remeter a "idade" e a "maturidade" da narradora, por exemplo, no primeiro capítulo temos uma linguagem mais infantil, já que a menina tem 8 anos, e vai trazer os dilemas e dúvidas próprios da idade, já no último temos uma linguagem de uma mulher, já que a personagem tem 52 anos, e vai trazer toda uma bagagem de vida e reflexões maduras para sua idade.

Mas não é só a estrutura narrativa original e bem desenvolvida que chamaram minha atenção para O Peso do Pássaro Morto mas, sim, a trama. A história dessa personagem vem nos colocar diante de inúmeras situações vividas por mulheres e o impacto que as coisas que vivemos tem sobre todo o desenrolar de nossa vida.

O enredo é forte, é legítimo, é cruel, é visceral. Em vários momentos da leitura eu precisava parar, respirar funda e tentar segurar as lágrimas, porque é claro que todas as mulheres já passaram por situações de perda, de solidão, de assédio, de violência, de medo, de raiva, de desespero... Temos tudo isso aqui e em vários momentos não é fácil de ler. É doloroso.

É pertinente mencionar que O Peso do Pássaro Morto possui diversos gatinhos sobre violência, estupro, solidão, pensamentos maus e uma pessoa que não está psicologicamente tão bem, ou que esteja fragilizada, essa leitura pode ser ainda mais cruel e depreender outros significados.

O fato é que, todas as situações vividas por esta progonista, tiveram um grande impacto em toda a sua vida e trouxeram consequências que muitas vezes é difícil pensar, sobretudo, para quem não viveu na pele... Então, O Peso do Pássaro Morto, serve como uma ponte para nos sensibilizar para tais situações e, praticar a empatia e a sororidade.

Apesar de ser um livro "fininho", devo admitir que não consegui lê-lo de uma sentada só (como imaginei que seria quando comecei a leitura), mas a leitura foi tão emocionante que precisei de várias pausas, vários momentos para acalentar meu coração.

Vir escrever sobre esse livro está sendo uma experiência incrível, afinal precisei de várias semana para poder processar tudo o que li, no entanto, sei que o que estou escrevendo sobre O Peso do Pássaro Morto não chega nem perto da grandiosidade do que é esse livro, então, se você estiver bem para fazer essa leitura, prepare-se ainda mais e invista nessas páginas... elas são realmente importantes.

site: www.delivroemlivro.com.br


@kahyohanna 01/04/2020

ESTOU DEVASTADA, D E V A S T A D A!
Esse livro é diferente de tudo que venho lendo ultimamente. Ontem zanzando pelo Kindle unlimited o vi e pensei, PORQUE NÃO? Um livro curtinho, era o que eu estava precisando porque senti que estava ameaçando entrar em uma ressaca literária.

Só depois que comecei a ler, suspeitei (por causa da minha péssima memória) que a muito tempo assisti uma resenha no canal da Bel Rodrigues sobre ele, e que só assisti o vídeo inteiro porque por ser em verso tinha certeza que não o leria. Não gosto de assistir resenha antes de ler o livro porque me gera muitas expectativas.

Comecei a ler, e apesar de ser um livro escrito em versos, algo que não estou acostumada, a leitura me prendeu que se eu não tivesse me forçado a ir dormir com certeza leria tudo de uma vez.

Não sei nem se consigo falar sobre o livro em si, só sei que ele me devastou de uma forma que nenhum livro já fez.

Me peguei relendo trechos e me admirando tanto com o que estava escrito, são sutilezas, coisas do dia a dia que passam despercebido e estavam ali descritos de uma forma tão incrivelmente simples que me dava um calorzinho no coração que até por um momento esquecia o murro que estava recebendo página por página.

O livro retrata a trajetória da personagem, em primeira pessoa, dos 8 anos de idade aos 52. Passando desde a inocência da infância e os questionamentos de como a vida funciona, à fase adulta e a redescoberta de que a viver pode ser belo, apesar de tudo. Fala sobre Deus (deusinho), morte, abuso, distanciamento, dor, amor...

Tão completo em poucas páginas. Tão simples mas tão denso. Tão doce mas com tantos chutes na boca do estômago.

Estou devastada.


Guilherme 13/02/2020

O Pássaro que Morreu em Mim
‘’QUANDO UM BEBÊ NASCE UMA FLOR BROTA NO PEITO E SAI PELO LEITE DA MÃE. É ASSIM QUE OS BEBÊS CRESCEM SE ALIMENTANDO DESSA FLOR INVISÍVEL, ALGUMAS PESSOAS CHAMAM ELA DE AMOR.’’

O peso desse pássaro, que cabe morto na palma da mão, pesa em mim como se eu mesmo o segurasse e como se, ao invés dos pequeninos órgãos mortos do canário, fossem na verdade pequenas âncoras cheias de um peso condensado dentro de seu corpinho mole.

Pois essa leitura foi brutal, eu não tinha sido avisado do quão doloroso poderia ser esse livro. Surpreso, pois não imaginava que a obra de estreia de @alinebei pudesse ser tão emocionalmente madura e ja tão própria em si, estilisticamente elaborando sua prosa simples e certeira na estrutura poética dos versos, o que permite brincadeiras com os aspectos gráficos do texto e uma cadência que, por vezes, multiplica a emoção de certas palavras.

Temos, então, um romance de formação que se atém aos principais eventos da vida de uma mulher no período dos 8 e 52 anos, através de ‘’pulos’’ no cronologia da história. A cada pulo avante, um tombo a espera. Cada evento é um abismo que chama outro abismo e as perdas acumulam-se umas sobre as outras. Mas não ficamos presos a essas quedas, e sim às tentativas cotidianas, às vezes penosas e malsucedidas, da personagem de levantar-se e escalar-se de volta à superfície da vida.

Com uma prosa toda melancólica, sentimos as marcas dos traumas que ainda gritam e permeiam todos os relacionamentos da vida da personagem, como as pessoas que foram embora e aquelas que abandonou inconscientemente. sobre todos os telefonemas ignorados e não feitos. sobre as transferências de culpa e fardos, que por não aguentar sozinha, jogou sobre o ''vizinho'' sem pedir permissão. sobre os abusos que penetram a inocência. sobre a morte que espreita na esquina e que, apesar de universal, parece ter uma rixa individual com a protagonista.

A narrativa da Autora é delicada como a Mão de quem vacina-nos e nem sentimos a agulhada que entrou, mas que depois de algumas horas dói cada vez mais o braço picado. Aline aprendeu a destilar sentido de colocações simples, elevando-as à contemplações que permanecem.


site: https://www.instagram.com/livrissimu/
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Rodrigo | @muitacoisaescrita 25/02/2020

Belo e trágico
Qual o sentido de uma vida? Qual o sentido de nossas vidas? Infância, adolescência, fase adulta... como lidamos com essas coisas e por que lidamos de determinadas maneiras? Por que certas coisas nos impactam tão fortemente? Tantos por ques, mas essas perguntas não são respondidas neste livro. Pior: ele nos faz questionar acerca dessas temáticas - e, às vezes, não chegamos em nenhuma resposta sozinhos.
Lê-lo é extremamente necessário, porém doloroso em algumas partes. É lindo e profundo. Doce e amargo. Nostálgico e preocupante.
Morte, estupro, maternidade, morte, morte, morte... Poderia resumir o livro desta maneira, mas ele é muito mais do que isso. Ele nos faz refletir sobre como, por exemplo, interpretamos a morte em diferentes fases da nossa vida.
As pessoas que amamos vão pro céu, quando somos crianças. Depois, adultos, a morte se torna preocupante: como lidar com ela quando ela acontece com quem você ama?
Uma vida de perdas. Não só de pessoas, mas de pedaços de si mesma - um estupro. Perda do sonho de ser aeromoça, perda, de certa forma, de alguém que saiu de dentro de você mas que você não sente aquela conexão, perda do seu animal de estimação, perda de si...
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Italo Sena 02/02/2019

Um grito preso no ar
"Quantas perdas cabem na vida de uma mulher?" Uma. A perda do grito!
Esse livro mora na gente muito mais tempo que a gente gasta pra lê-lo.
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Istudart 21/02/2020

Gente, que livro maravilhoso! Comecei a leitura sem saber naada sobre a história e me surpreendi demais. Inicialmente pensei que fosse um livro que tratasse sobre a morte voltado para o público infanto juvenil, mas com certeza não é um livro pra crianças...
Amei a estrutura, amei os versos e amei as palavras que foram utilizadas, amei também como a narrativa segue a idade cronológica da protagonista. A história é contada de maneira rápida, mas densa, e o sentimento de impacto ficou grudado em mim mesmo um tempo depois de eu terminar a leitura.
Recomendo muito pra quem encara leituras mais pesadas!


Haru 15/02/2020

Uma leitura rápida porém pesada. A autora narra acontimentos da vida da personagem desde seus 8 anos até seu falecimento. Uma vida difícil que já começa com perda e dor na sua infância. Um acontecimento traumático em sua adolescência muda toda a sua vida.

Profundo e triste mas que vale muito a leitura.
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Helen 22/03/2020

Detalhes
Um livro denso, cheio de detalhes e realidade. Vale a pena a leitura.
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Maiara.Torchelsen 07/03/2020

Nossa esse livro dói na alma.. Mas ele é ótimo
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