Quase Memória

Quase Memória Carlos Heitor Cony




Resenhas - Quase Memória


52 encontrados | exibindo 46 a 52
1 | 2 | 3 | 4


Ronan 08/10/2017

Lembranças
Do que você se lembra da pessoa que mais ama? Em quase memória o personagem principal recebe um pacote de seu falecido pai, que se foi a dez anos. Além da surpresa, o pacote desperta lembranças paternas. Cada detalhe deste pacote é um pedaço do pai que se foi, cada centímetro uma memória. Cheiros, cores e formatos, tudo remete ao pai. Após ler este livro senti que são nas memórias das pessoas nos amam que nos tornamos imortais.
comentários(0)comente



Pandora 01/10/2017

Uma declaração de amor ao pai. Esta quase memória é um apanhado de fatos, personagens (alguns fictícios), situações, rituais, histórias - e são tantas! - que Cony presenciou, viveu ou ouviu de seu pai. E que pai! Singular, excêntrico, otimista, criativo, apaixonado, ele vivia cada dia de uma maneira única e emocionante!

"Amanhã farei grandes coisas!"

Curioso que este livro tenha tido como cenário inicial o hotel Novo Mundo, no Flamengo, onde me hospedei com meu pai, ele também um homem singular, do tipo ame-o ou deixe-o... que eu admirava e que me envergonhava ao mesmo tempo, porque parecia fazer o que queria o tempo todo, com uma alegria de viver invejável, mas que se colocava - e a nós também - em algumas situações embaraçosas. Com ele a vida era rica, havia sempre novidade, havia sempre alegria e havia excessos de humor. Por isso nas páginas finais eu senti uma identificação muito grande com estas memórias e comecei a me emocionar até chegar às lágrimas.

Um livro como a vida: a gente ri, a gente chora. E a gente agradece por ter vivido.
comentários(0)comente



Fabio Henrique 29/09/2017

Muito bem escrito. Leve, engraçado, emocionante.

Daqueles livros pra ter e reler.
comentários(0)comente



Camys 25/09/2017

Tem uma narrativa bem fluida. É um deleite passear pelas quase memórias. Sem dizer que essa edição da Tag é maravilhosa!
comentários(0)comente



Adriana Scarpin 22/09/2017

Só tenho uma coisa a dizer sobre esse livro: Homens não admiram mulheres, homens só admiram outros homens.
Oseas.Carlos 04/11/2017minha estante
No geral, esta foi uma das mensagens do livro.


Marverosa 24/12/2017minha estante
Acho que minha implicância com o livro foi um pouco disso.... embora eu não concorde.

Mas a narrativa é adimiravel. Vai construindo nos personagens através das memórias, como um pequeno quebra cabeças.




Tony Nando 21/09/2017

Perfeito
Leitura fluiu maravilhadamente, faz com que relembremos nossos Arquivos pessoais; a memória de coisas boas é uma dádiva.
comentários(0)comente



Oz 15/09/2017

Abrindo o pacote de Cony
Esse foi o primeiro livro que recebi como assinante da TAG e não penso que a experiência poderia ter sido mais metalinguística do que foi, onde a ficção se torna um simulacro da realidade, ou vice-versa. Afinal, não é um dos objetivos desse clube de leitura enviar um pacote surpresa para seus associados? Pois então, qual não foi minha surpresa quando dentro desse pacote havia um outro, embrulhado em papel amarelo e amarrado por um nó meticulosamente centrado no barbante. Esse pacote estava endereçado para ser entregue, em mãos, a Carlos Heitor Cony, que, de modo um tanto quanto solidário, endereçou o mesmo pacote a nós, leitores.

Se compartilhamos da mesma experiência física que o narrador ao recebermos um pacote em mãos, também compartilhamos suas quase memórias. Porque o livro é sobre isso: lembranças que vêm à tona sem pedir licença, envoltas em pequenas fantasias e distorções que o passar do tempo prega em nossas mentes. E, como se não bastasse essas pequenas coincidências - coincidências não, causa e consequência, como dizia "o pai" -, compartilhamos também a inevitável linha genealógica que faz com que cada um de nós paguemos o tributo de nossa existência a nossos pais.

Existe melhor forma de pagar esse tributo do que com belas lembranças? O livro é justamente sobre isso, sobre as lembranças que nosso narrador-autor tem do seu pai, falecido há dez anos. No entanto, não é um pai qualquer, até porque nenhum pai é qualquer. Se trata de um homem que sempre está a fazer grandes coisas, utiliza suas técnicas únicas em tudo que faz e, assim, vai colecionando seus troféus. Dos balões feitos de papel de seda roxo, passando pela viagem nunca feita à Itália e culminando nas castanhas natalinas minuciosamente cortadas com um canivete já enegrecido, as recordações do pai pintam na memória um quadro cheio de ternura. Nós, leitores, estamos lá, admirando juntos esse mesmo quadro e nos permitindo pintar o nosso, com nossas quase memórias.

site: www.26letrasresenhas.wordpress.com
davidhennrique 15/09/2017minha estante
Este é o meu primeiro livro da Tag também??


Tati 16/09/2017minha estante
Adorei sua resenha sobre o livro. Estou lendo e é realmente sensacional!!


Oz 16/09/2017minha estante
Legal, espero que gostem tanto quanto eu!


davidhennrique 16/09/2017minha estante
undefined


davidhennrique 16/09/2017minha estante
null


davidhennrique 16/09/2017minha estante
null




52 encontrados | exibindo 46 a 52
1 | 2 | 3 | 4