Quase Memória

Quase Memória Carlos Heitor Cony




Resenhas - Quase Memória


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Oz 15/09/2017

Abrindo o pacote de Cony
Esse foi o primeiro livro que recebi como assinante da TAG e não penso que a experiência poderia ter sido mais metalinguística do que foi, onde a ficção se torna um simulacro da realidade, ou vice-versa. Afinal, não é um dos objetivos desse clube de leitura enviar um pacote surpresa para seus associados? Pois então, qual não foi minha surpresa quando dentro desse pacote havia um outro, embrulhado em papel amarelo e amarrado por um nó meticulosamente centrado no barbante. Esse pacote estava endereçado para ser entregue, em mãos, a Carlos Heitor Cony, que, de modo um tanto quanto solidário, endereçou o mesmo pacote a nós, leitores.

Se compartilhamos da mesma experiência física que o narrador ao recebermos um pacote em mãos, também compartilhamos suas quase memórias. Porque o livro é sobre isso: lembranças que vêm à tona sem pedir licença, envoltas em pequenas fantasias e distorções que o passar do tempo prega em nossas mentes. E, como se não bastasse essas pequenas coincidências - coincidências não, causa e consequência, como dizia "o pai" -, compartilhamos também a inevitável linha genealógica que faz com que cada um de nós paguemos o tributo de nossa existência a nossos pais.

Existe melhor forma de pagar esse tributo do que com belas lembranças? O livro é justamente sobre isso, sobre as lembranças que nosso narrador-autor tem do seu pai, falecido há dez anos. No entanto, não é um pai qualquer, até porque nenhum pai é qualquer. Se trata de um homem que sempre está a fazer grandes coisas, utiliza suas técnicas únicas em tudo que faz e, assim, vai colecionando seus troféus. Dos balões feitos de papel de seda roxo, passando pela viagem nunca feita à Itália e culminando nas castanhas natalinas minuciosamente cortadas com um canivete já enegrecido, as recordações do pai pintam na memória um quadro cheio de ternura. Nós, leitores, estamos lá, admirando juntos esse mesmo quadro e nos permitindo pintar o nosso, com nossas quase memórias.

site: www.26letrasresenhas.wordpress.com
davidhennrique 15/09/2017minha estante
Este é o meu primeiro livro da Tag também??


Tati 16/09/2017minha estante
Adorei sua resenha sobre o livro. Estou lendo e é realmente sensacional!!


Oz 16/09/2017minha estante
Legal, espero que gostem tanto quanto eu!


davidhennrique 16/09/2017minha estante
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Bea 24/10/2020

amo de paixão
Livro lindo e muuuito sensível... também me perdi nas memórias do autor e senti como se estivesse conversando com um amigo ?
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Paula 13/08/2020

Quase romance, quase memória
Publicado em 1995, Carlos Eduardo Cony conta de maneira fantástica as anedotas da vida de seu pai. Leitura tranquila, recomendo
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Soliguetti 14/06/2020

Maestria
Só mesmo um escritor da envergadura de Carlos Heitor Cony poderia conseguir prender a atenção de um leitor por mais de 250 páginas apenas com a premissa de um envelope recebido misteriosamente. A técnica da amarração, as letras com informação do destinatário, a tinta, o cheiro, tudo é esmiuçado e dá início às quase memórias do autor e seu relacionamento com o pai. Ótimo livro, com ótima escrita e condução.
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Ju Furtado 28/05/2020

Nostalgia
Que livro gostoso! Cony nos presenteia com memórias criadas ou relembradas, numa grande homenagem ao pai. Uma declaração de amor! Ri pra valer, me emocionei e, principalmente, nesses tempos de pandemia, essa obra foi excelente companhia para sair da dura realidade e viajar por um tempo em que a vida era menos conectada e mais vivida. Leiam, imperdível!
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Ruth Diniz 11/04/2020

Um livro gostoso de ler...
Passei o livro apreciando as memórias e com a crescente curiosidade de saber o que haveria naquele embrulho...É um livro gostoso, fala de memórias e de um relacionamento entre um pai e o filho
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Malu 27/06/2020

Quase mesmo
O livro fala da relação entre pai e filho e das construções feitas dessa relação através da Quase memória do autor. É divertido em varias partes e uma leitura agradável.
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Ronan 08/10/2017

Lembranças
Do que você se lembra da pessoa que mais ama? Em quase memória o personagem principal recebe um pacote de seu falecido pai, que se foi a dez anos. Além da surpresa, o pacote desperta lembranças paternas. Cada detalhe deste pacote é um pedaço do pai que se foi, cada centímetro uma memória. Cheiros, cores e formatos, tudo remete ao pai. Após ler este livro senti que são nas memórias das pessoas nos amam que nos tornamos imortais.
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Yara 22/04/2020

Quase memória
Fui com muita sede ao pote influenciada pela experiência de uma amiga. A conexão familiar me tocou demais, mas achei, no geral, uma leitura cansativa.
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Tony Nando 21/09/2017

Perfeito
Leitura fluiu maravilhadamente, faz com que relembremos nossos Arquivos pessoais; a memória de coisas boas é uma dádiva.
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Cristiano.Goes 22/04/2018

Adorei o livro Quase Memória de Carlos Heitor Cony. Me vi em muitas das histórias no meu relacionamento com meu pai, o qual já nos deixou. Adorei.
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Pedro 15/03/2018

"Era a letra do meu pai. A letra e o modo. Tudo no embrulho o revelava, inteiro, total."
Não foi fácil ler Quase Memória. O personagem se parece demais com meu pai, e foi preciso eu parar a leitura de vez em quando para repensar as memórias que eu guardo dele, e interpretá-las de um jeito mais maduro. Contudo, ao contrário do personagem principal deste livro, meu pai encontra-se vivíssimo, e ainda faz seus malabares, me entregando vez ou outra um pacote já aberto e sem laço.

Apesar do livro ser sobre memória, são retratadas somente as memórias que o autor tem do seu pai. E somos arrastados para memórias doces como mangas, aos casos surpreendentes sobre criação de perfumes e jacaré, até passar por histórias engraçadíssimas que possuem relação com a política do nosso país.

Portanto, leia devagar, reflita sobre como você lida com seu tempo, o que quer fazer da sua vida, sobre sua coragem, e sobre o quanto você às vezes cede pelo bem do outro. Faça do livro uma viagem para suas próprias memórias, pois com certeza vale a pena a passagem.
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Pandora 01/10/2017

Uma declaração de amor ao pai. Esta quase memória é um apanhado de fatos, personagens (alguns fictícios), situações, rituais, histórias - e são tantas! - que Cony presenciou, viveu ou ouviu de seu pai. E que pai! Singular, excêntrico, otimista, criativo, apaixonado, ele vivia cada dia de uma maneira única e emocionante!

"Amanhã farei grandes coisas!"

Curioso que este livro tenha tido como cenário inicial o hotel Novo Mundo, no Flamengo, onde me hospedei com meu pai, ele também um homem singular, do tipo ame-o ou deixe-o... que eu admirava e que me envergonhava ao mesmo tempo, porque parecia fazer o que queria o tempo todo, com uma alegria de viver invejável, mas que se colocava - e a nós também - em algumas situações embaraçosas. Com ele a vida era rica, havia sempre novidade, havia sempre alegria e havia excessos de humor. Por isso nas páginas finais eu senti uma identificação muito grande com estas memórias e comecei a me emocionar até chegar às lágrimas.

Um livro como a vida: a gente ri, a gente chora. E a gente agradece por ter vivido.
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Wendell.Vita 26/01/2019

Lindíssima história
Sensibilidade , eu acho que seja a palavra que melhor define esse livro. Vencedor do prêmio Jabuti de 1996, o livro marcou o retorno do jornalista Carlos Heitor Cony como romancista após 20 anos. Tudo começa quando o personagem central, no caso o próprio autor, recebe em embrulho muito bem embalado e amarrado. Nesse não existe sinais de quem foi o remetente, mas o jeito da dobradura, o tipo de nó da amarração, a caligrafia com a qual foi escrita seu nome, tudo lembra seu pai, Ernesto Cony. Todavia o que instiga-o é quem entregou esse pacote, uma vez que seu pai já havia falecido há 10 anos. A partir de então Cony mergulha nas lembranças do pai desde as travessuras da infância dele roubando mangas no cemitério do caju no RJ até e sua velhice. Vamos passar por períodos políticos intensos:populismo, ditatura, redemocratização. Conhecer bastidores nunca contados em livros de história. Vamos rir com o lado inventivo e supersticioso do pai, mas também refletir e se emocionar com seu afeto e dedicação na hora da educação. Vamos viajar de ônibus, trem, navio. Passaremos por SP, RJ e Niterói, que fique registrado rsrs, MG, Recife e até no exterior. Teremos chegadas e partidas de todas as formas também. Ernesto Cony não foi um santo, como todos, mas tentou fazer o melhor para sua familia e seu país. Lendo esse livro senti um afago, lembrei muito do meu pai, que não tem insta para marca-lo. Lembrei dos momentos em que esperava-o chegar do serviço no fim da tarde para tomar café, das idas ao clube do bairro para brincar ou nadar na piscina, dos sábados lavando o velho fusca branco na garagem de casa, dos churrascos e que diga-se de passagem meu pai é craque. Em fim muita coisa passou na minha cabeça. Gostei de mais desse livro, dessa história. Sem dúvida um livro para minha vida
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