Piquenique na Estrada

Piquenique na Estrada Irmãos Strugátski




Resenhas - Piquenique na Estrada


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Ju 23/05/2019

Daquelas gratas surpresas literárias
Como no próprio prefácio da Ursula K Le Guin (que é ma-ra-vi-lho-so, por sinal), a FC combina extraordinariamente bem com a subversão; nas entrelinhas dos contatos com inteligências externas, entremeadas às tecnologias desconhecidas e à falta de um como e um porquê, vemos nessa obra críticas à nossa sociedade - como ela é, como foi há 50 anos atrás, e, provavelmente, como continuará a ser por mais centenas de anos.
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Biblioteca Álvaro Guerra 16/05/2019

Piquenique na Estrada
"A narrativa criada pelos autores soviéticos tem um sem-número de estranhezas e um estilo bem diferente para quem está acostumado à literatura dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. É uma leitura peculiar, mas isso é apenas um dos aspectos que torna Piquenique à beira da estrada uma obra marcante."

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

Link da resenha completa: https://blogsemserifa.com/2017/11/21/resenha-piquenique-na-estrada/

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788576573890
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mpin 18/04/2019

Sem respostas
Piquenique na estrada subverte algumas regras de ouro da ficção científica. O mundo não é distópico, os alienígenas não querem nos eliminar e, apesar de eles terem passado por aqui, simplesmente não os compreendemos. Prova disso é a Zona, no universo do livro, conhecida por conter diversos objetos misteriosos da tecnologia alienígena que a humanidade usa sem saber ao certo a finalidade delas. É uma obra que, para mim, coloca a humanidade no seu devido lugar, arrancando-a desse antropocentrismo que caracteriza a literatura ocidental como um todo. A mesma sociedade que cobiça o acesso a uma tecnologia tão notável é a mesma que pune os stalkers que arriscam a própria em vida quando tentam obtê-la na Zona, região isolada pelo exército. Homens rudes morrem por uma tecnologia que não compreendem e por uma glória e riqueza que nunca virão. Redrick se vê diante da própria humanidade em diversos momentos, por mais que tente se distanciar dela e pensar que seu trabalho são apenas negócios. É interessante lembrar que o livro foi escrito mais de uma década antes do desastre nuclear de Chernobyl, mas já adianta diversos elementos trágicos de uma nação assolada por um desastre com uma tecnologia que não compreendem tão bem. E, assim como a invasão alienígena, Piquenique na estrada não traz respostas. Em vez disso, traz a instigante provocação, sintetizada em um diálogo entre Redrick e Richard Noonan: os alienígenas entraram em contato com a gente e não percebemos, eles optaram não entrar em contato, ou estão entre nós e ainda não temos a tecnologia para entender isso? O universo é alheio à existência humana, e, como sempre, cabe aos subalternos da sociedade sujar as mãos para que a sociedade do livro possa descobrir mais sobre esta tecnologia que os fascina e mata ao mesmo tempo. Recomendado.
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Roberto 11/04/2019

Tarkovsky fez um filme tão extraordinário que atrapalhou bem a experiência do livro. Obviamente, não tira o mérito da obra, originalidade.
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Maiani - @minhavidaforadeorbita 21/03/2019

Iniciei essa leitura sem ler a sinopse e consequentemente, sem expectativas. Não esperava uma história divertida (não sei o que isso pode dizer sobre o meu humor, mas dei muita risada!) e que coloca o ser humano em seu devido lugar; Somos apenas uma poerinha nesse Espaço gigantesco, então, vamos baixar a bola!

A leitura demora um pouco para entrar no ritmo, porque primeiro temos as explicações e apresentação ao universo em questão. Mas essa é uma parte essencial nesse livro, entender o que está acontecendo e que diabos é essa Zona. Depois, conhecemos nosso protagonista Redrick, ou apenas Red, que me lembrou, e muito, o típico brasileiro (esse livro é russo, mas ele me pareceu muito tupiniquim), que faz o que pode para sobreviver, inclusive se tornar um Stalker.

Acompanhamos como essa cidade foi modificada após a visitação de alienígenas, os grupos sociais que surgiram, as formas de controle para os artefatos que foram deixados para trás. Na verdade, esse controle excessivo me lembrou muito a política do período em que o livro foi escrito (Guerra Fria). Um diálogo em específico que ocorre perto do final do livro tem um teor filosófico maravilhoso, que pra mim, chegou a ser catártico em alguns aspectos.

O que mais me intrigou ao longo da leitura, foi o desinteresse dos alienígenas pela Terra. O sentimento é de que não significamos nada, ou pior, que eles nos viram como seres inferiores, assim como enxergamos certos animais, por isso não somos dignos de sua atenção. A explicação para o título do livro foi genial e aumentou ainda mais esse sentimento de desamparo intelectual dos humanos.

Os nomes que eles dão para os cacarecos e os eventos relacionados a Zona são muito bons! Alguns exemplos são Careca de mosquito, oco, olhos de carangueijo e caldo da bruxa. Mas em alguns aspectos, achei que o livro peca por não apresentar maiores detalhes sobre coisas estranhas que estão acontecendo no mundo em decorrência dessa visitação.

Essa é uma leitura muito boa, um scifi soft, focado nos humanos, e não na parte científica no pós contato.
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Antonio Cesar 04/01/2019

“... E quem nunca carregou um oco que tente: é igual a segurar 15 litros de água sem balde. ...”

Pág.: 56
5º período
Piquenique na estrada
(ПИКНЙК НА ОБÓЧИНЕ)
Arkádi & Boris Strugátski.

Uma historia de contato sem contato. Uma exaltação a nossa insignificância. Uma historia assaz Interessante.
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Alexandre 27/09/2018

Lá vem os Russos...
“Piquenique na Estrada” é uma obra multifacetada. Trata de diversos temas com a profundidade devida e com a velocidade necessária, por isso apesar de discutir epistemologia, política, sociedade de consumo e luta de classe, o texto consegue, ainda, ser um verdadeiro thriller de ação e suspense, prendendo o leitor a cada linha. Some a isso, os personagens. Red, o personagem principal, é um anti herói que rivaliza com o Capitão Joycelyn de “Rumo as Estrelas”. Porém, ao contrário do último, o primeiro não quer salvar a humanidade, apenas garantir o sustento da família e muito álcool. Contudo, sendo um anti herói, acaba por fazer aquilo que, inicialmente, não queria e nem pensava fazer. Por fim, o post scriptum do livro é uma agradável surpresa. Os autores, ambos soviéticos, descrevem como foi difícil fazer o livro ser aprovado pela censura. Censura que não conseguia entender que o texto era uma crítica contundente ao capitalismo e à classe média. Uma Classe média que joga a vida fora em troca de rendimentos que lhe garante uma vida sem sentido e vazia. Mostra como, no final, apesar de toda ideologia do indivíduo que se auto constrói, self-made man, o que pode salvar a todos nós é um ato de compaixão e solidariedade.
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Joao.Vitor 08/09/2018

Extraterrestres simplesmente não ligam pra gente
Há 30 anos atrás, a terra foi visitada por alienígenas, eles pousaram em diferentes partes do globo, ficaram por um tempo e foram embora, sem estabelecer contato algum. 30 anos depois, cientistas ainda especulam o propósito da vinda desses seres à partir dos resquícios que deixaram por aqui.

E esse é somente o pano de fundo do livro Piquenique na Estrada, escrito pelos irmãos Strugàtski. Nós acompanhamos a história atráves dos olhos de Redrick Schuhart, um stalker, basicamente um contrabandista de artefatos deixados nas zonas durante a Visitação.

Durante a leitura eu senti uma dispersão no andamento da trama, eu não conseguia ver o propósito dos acontecimentos mostrados, e acho que o real destaque do livro são os diálogos entre os personagens, especialmente aqueles com um cunho existencial, onde se questionava vários aspectos do comportamento humano. Esse é um livro de várias camadas, e o leitor tirará mais proveito dele se o encará-lo logo de cara como um estudo da natureza humana.

É interessante acrescentar que ele foi publicado pela primeira vez nos anos 70 na União Soviética, e acabou sendo alvo de censura. Nos extras um dos autores conta como foi processo o conturbado de publicação e os motivos esdrúxulos das editoras para que se fosse mudado o texto original. O livro ainda conta com uma adaptação cinematográfica pelo renomado diretor Andrei Tarkóvski.

Piquenique na Estrada foi uma marco na história da ficção científica soviética e com certeza vale a leitura.
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Delirium Nerd 21/08/2018

Piquenique na estrada
Este é o 2º lançamento da Aleph que nos traz um livro que foi adaptado pelo cineasta russo Andrei Tarkovski.

Alienígenas visitaram o planeta e foram embora. Mas deixaram uma vasta área com toda sorte de lixo desconhecido para trás. Essa área é conhecida como Zona, local protegido pelo exército e com entrada proibida. Neste contexto conhecemos a figura do Stalker Redrick Schuhart. Stalker é o nome dado às pessoas que se aventuram nesta zona proibida atrás de itens dos mais diversos, com a finalidade de vendê-los.

Cada incursão na zona é uma aventura, muitas vezes, mortal. Líquidos capazes de corroer tudo o que os toca, áreas gravitacionais que podem esmagar qualquer coisa que passe por elas, trechos de calor intenso, com capacidade de incinerar em segundos. Acompanhamos cada ida de Red à zona com apreensão e extrema curiosidade. E curiosidade é uma das principais premissas do livro. Mesmo que cientistas tenham descoberto algumas funções para poucos dos itens encontrados na zona (bateria energética infinita, por exemplo), a grande maioria ainda é um completo mistério.

A representação feminina é praticamente inexistente e serve apenas para colorir a narrativa em determinadas partes. Esposa, filha e mais uma mulher que aparece rapidamente têm papéis insignificantes e um tanto quanto estereotipados. A filha de Red sofreu uma mutação genética, por causa das visitas do pai à Zona. E com o tempo, a garota passa a se assemelhar mais a um animal irracional do que a um ser humano, tanto fisicamente quanto mentalmente. Esta é uma parte da história que poderia ter sido abordada de maneira mais demorada e detalhada. No entanto, ela serve apenas para motivar e dar contornos ao personagem masculino.

Em muitas resenhas, a obra é destacada como uma alegoria em relação à guerra fria e como uma crítica à URSS. Mas Piquenique na estrada é muito mais do que isso - é uma genuína obra de ficção científica que atravessou décadas e, ainda hoje, tem sua relevância ao propor importantes reflexões sobre a natureza do ser humano, sobre necessidade, conhecimento, ética e, principalmente, sobre a nossa insignificância.

site: https://www.instagram.com/p/Bmb0U2jnm8b
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Felipe Miranda 21/04/2018

Piquenique na Estrada - Boris Strugatsky, Arkadi Strugatsky por @ohmydogestolcombigods
Piquenique na Estrada já virou filme. Aliás, ganhou uma versão para os cinemas em 1979 intitulada de Stalker. Pelo que li sobre a produção cinematográfica, a história é um pouco diferente. Escrita durante a união soviética, a obra dos irmãos Arkádi e Boris Strugatsky é sobrecarregada de metáforas e entrelinhas. O texto não chega a ser incompreensível, mas existe um peso ali. Algo que pode ser explicado pelo momento histórico em que foi escrito. Calma, você vai conseguir ler tranquilamente, só vai precisar de atenção e tempo para entender tudo. Não é um livro para ler de qualquer jeito.

Na edição da Editora Aleph, um conteúdo extra no fim do livro explica a legítima saga que existiu para que a obra fosse publicada na Rússia, na década de 70. Foram necessários 8 anos de reedições, discussões e embates entre os autores e a editora. Quase uma década para que o livro saísse o menos censurado possível. Apesar das centenas de modificações existentes, a versão que chega ao Brasil é a original, sem uma vírgula ou palavrão fora do lugar. Dito isto, vamos à trama.

Redrick Schuhart ganha a vida invadindo áreas proibidas. Arriscando a vida em terrenos que um dia foram lugares comuns e seguros, mas que hoje não passam de sinônimo de morte. Há alguns anos naves alienígenas pousaram na terra. Em cada um dos pontos onde os seres extraterrestres estiveram, objetos estranhos e incompreendidos pela mente humana foram abandonados. Não se sabe o motivo para o ocorrido, se algum dia os E.T’s voltarão ou o que significa essa visita. A única coisa que a ciência consegue afirmar é que adentrar os campos hoje vistos como zonas proibidas é a mesma coisa que pedir para sofrer.

Mutações genéticas e fenômenos que desafiam as leis da física e geografia são tudo o que se ouve e vê daqueles que invadiram as zonas. Uma espécie de comércio negro se instituiu. As peças e construções que os chamados “stalkers” conseguem roubar desses lugares representam avanços inexplicáveis para a vida em sociedade. Baterias inesgotáveis, por exemplo. Já pensou? Schuhart é nosso protagonista. Um ladrão de tesouro alienígena quase aposentado que se vê obrigado a voltar à zona por amor à sua família. Uma família que carrega na pele as marcas dessa decisão.

Clássico da Ficção Científica, Piquenique é dividido em apenas quatro capítulos. São mais de 300 páginas e isso pode cansar o leitor. A carga emotiva da história também é considerável. Existe um sentimento de irmandade que une e movimenta a comunidade de stalkers. Mais que isso, existe um vínculo e paixão muito forte pela cidade de Harmont, onde se passa a história. A visita extraterrestre marcou a região e isso traz impactos negativos e positivos. Existe mais que isso ali, sabe? Mais que restos deixados por visitantes indesejados.

O que guia toda a história são as idas e vindas de Schuhart e seus companheiros à zona. As transações que são feitas e as consequências disso. As punições. A grande questão que o livro levanta é sobre nossa relevância no mundo. Sobre o que representamos entre bilhões de pessoas, seres vivos e galáxias. Como lidamos com o desconhecido e como o novo pode afetar nossa sanidade e perspectiva de certo e errado. A obra me fez pensar sobre algo que me tirava o sono quando eu era apenas um adolescente. Como tudo que conhecemos foi criado? Quem criou a vida que existimos e quantas outras realidades devem renascer e explodir por aí?

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com.br/2018/01/resenha-piquenique-na-estrada-irmaos.html
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C-a-r-l-o-s 12/04/2018

Piquenique cósmico
Ninguém sabe porque vieram. Ninguém sabe como se foram.
Mas, como um piquenique, como uma parada em uma estrada cósmica, deixaram vestígios antes de partirem.
E nós, sem nada entender, começamos a procurar na zona de pouso, entre as coisas deixadas para trás, procurando coletar maravilhas e milagres tecnológicos. E sem saber, começamos a utilizar objetos que fogem à nossa compreensão. E a questionar, pois nunca houve sequer comunicação entre os visitantes e a humanidade.
Na trama, Redrick Schuhart é um stalker, aquele que busca os objetos com vistas à negociação, procurando sempre obter um bom preço, pois sua família depende disso para sobrevivência.
Num ritmo um tanto quanto vagaroso, pode afastar aqueles que procuram uma leitura mais dinâmica. Em todo caso, não perde a qualidade. Agora, vou procurar assistir a adaptação cinematográfica, que parece ser igualmente excelente.
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Franklin 02/04/2018

A Terra é alvo de uma série de visitas alienígenas. Nas áreas onde ocorreram tais contatos surgiram zonas que contêm artefatos perigosos, e com isso nasce uma nova atividade: a de coletar os objetos existentes nessas áreas proibidas.

Escrito num período de forte censura na Rússia, o texto original de Piquenique na Estrada só foi publicado nos anos 90. A proposta da história é bem pouco expositiva: o foco não é no significado das visitas alienígenas ocorridas no passado, e sim no impacto social causado por elas. Os objetos e fenômenos deixados para trás pelos aliens tem um profundo impacto na sociedade, e grupos de pessoas buscam tanto a pesquisa como o lucro desmedido com a exploração destes itens. Para o contexto da vida do protagonista Schuhart, é irrelevante o verdadeiro propósito do que é encontrado nas zonas. Seja fruto de uma grande experiência dos aliens, seja apenas lixo deixado para trás (a consequência de um “piquenique na estrada”), o resultado para ele é o mesmo.

É pelo ponto de vista de Redrick Schuhart que somos apresentados para as estruturas e personagens da cidade de Harmont. Trata-se de um protagonista cáustico, desagradável e irritadiço, que se importa muito pouco com as outras pessoas e até consigo mesmo. Infelizmente, com a exceção do capítulo final, Redrick se mostra um personagem unidimensional, o que enfraquece o prospecto em conjunto com uma história que não tem um foco narrativo forte e uma prosa que é intencionalmente pouco descritiva. Muito acontece fora da vista do leitor e, apesar de ser uma abordagem realista, não tem tanto apelo narrativo, e os saltos no tempo levam a uma desconexão que reduz o impacto das cenas. Mas, apesar das fraquezas, os temas de capitalismo e desumanização se sustentam até hoje.

O livro é dividido em quatro atos, e num deles acompanhamos Richard, e neste capítulo é perceptível a diferença que um personagem mais envolvente proporciona na dinâmica criada pelos Strugatsky. O ato final volta a Redrick, e traz questões morais e filosóficas de valor, mas chega tarde demais numa conclusão relativamente flácida. Pode ser parte da intenção dos autores, mas a sensação que Piquenique na Estrada deixa é a de potencial não explorado. Um livro de ótimas ideias e proposta intrigante, Piquenique na Estrada é um clássico da ficção científica que merece ser lido, tanto pela importância histórica como pela influência que seu material causou no gênero. É um texto de âmago forte e beiradas fracas.

site: franklinteixeira.com.br
Nykolas Braga 29/06/2019minha estante
"Potencial não explorado" perfeito! Isso diz tudo sobre o livro, pra mim. Apesar se ter gostado e ter classificado com 4 estrelas, esperava mais. A ideia do livro é muito boa.




ReinaldoFerraz 05/03/2018

Um livro para ser lido com contexto histórico
A história é um pouco lenta, mas o foco é sobre as pessoas e não aliens. Grande parte da história acontece por lembranças e conversas, talvez por isso o ritmo lento. O barato é pensar com esse conteúdo foi escrito na década de 70 na URSS e manteve a versão original do autor (numa época que as publicações passavam por uma certa "revisão" do governo)
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