Os Cinco do Ciclo

Os Cinco do Ciclo Elias Flamel




Resenhas - Os Cinco do Ciclo


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Elias Flamel 28/03/2022minha estante
Saber que o meu livro fez uma leitora voraz não prever nada da história me deixa muito feliz. Comemoro os elogios e encaro a crítica bem feita com seriedade. Muitos leitores já falaram do ritmo do livro e melhorei bastante este ponto ao estudar estrutura narrativa e ter uma mão mais pesada na edição.

Só tenho que agradecer pela sua leitura e sinceridade.




@fabricio.alves__ 18/03/2022

A contemplativa vida de Yosef de Keltoi
Há exatamente um ano o autor me enviou o livro que conta a história de Yosef de Keltoi, sua busca por proteção para sua aldeia e seu temor pela possível extinção do culto aos seus Deuses do Ciclo, que foi uma mitologia não tão explorada, mas que me deixou bem interessado em saber mais, só pelo pouco que nos é apresentado.
A vida de Yosef e a sua gana de proteger seu lugar, sua família e suas tradições são o motor da história e a razão dele se aventurar pelas ruas de pedra da capital do tirano Império de Numitor. Yosef foi um personagem que eu me apeguei demais, mas que às vezes dava vontade de dar um chacoalhões e berrar "acorda meu filho!!". A inocência e a ingenuidade dele mostram o quão puro é seu coração, característica comum aos habitantes mais antigos de regiões bucólicas, como Keltoi.
Já nas primeiras páginas eu associei a conversão de Numitor num reino monoteísta ao que aconteceu no Império Romano do nosso mundo. Numitor, para mim é literalmente o Império Romano kkkk as descrições super detalhadas - descrições que dão um ar até Tolkieniano ao enredo - do autor mostram essa forte inspiração, além da própria história de Numitor.
A história parecia excelente, e ela é. Mas devo confessar que fui com muita sede ao pote. A narrativa é bem parada e isso associado ao detalhismo de descrições e cenas torna o ritmo da leitura por vezes enfadonho. Quando eu achava que começaria a avançar, ela, a história, tornava a parar - não na questão enredo ( aqui ela nunca para), na questão de ritmo mesmo. E isso fez com que eu demorasse a concluir a leitura, após o início da mesma. Coisa que não compromete a história, que é bem contemplativa.
Num geral, foi um livro bem ok. Uma obra que nos apresenta uma história encantadora sobre a necessidade de mudança, manter as tradições e, sobretudo, sobre crer na esperança de existência de bondade no ser humano.
Que os deuses os abençoem!
Elias Flamel 19/03/2022minha estante
Ver o seu apego ao personagem principal me faz sentir muita alegria. A inocência, ainda mais em um pais chamado Brasil, é motivo de espanto. O personagem surgiu por não ver tanta este ser inocente no mundo a minha volta.

Parabéns por ter pego a referência. Adoro o império romano e fiz uma versão alternativa dele. Ainda falando sobre as minhas inspirações, abri um largo sorriso ao ter o meu livro relacionado de alguma forma ao Tolkien.

A sua pontuação sobre o ritmo foi observada por outros leitores. Isso, mais o fato do Yosef ter dominado por completo a minha mente, fez a narrativa ficar vagarosa e muito contemplativa, como você muito bem falou. Estudei o ritmo em uma história, não deixei o Yosef me dominar por completo e a cada dia que passa edito os mais e mais os meus textos.

Tenho e sempre terei que evoluir. Graças a leitores como você, sei onde devo dedicar mais atenção neste processo de amadurecimento.




Alessandro.Aguilera 15/03/2022

Um bom livro
Li a convite do autor. Não me decepcionou na leitura. No começo achei um pouco lento, mas devido a ambientação e descrição das personagens foi bem aceitável. Gostei muito de Yoself, Lucien e Hodar. Até a metade da leitura não sabia que rumo a história iria seguir, foi uma ótima supresa o desfecho do livro. Parabéns pela obra.
comentários(0)comente



Alana.Leitao 19/02/2022

Os Cinco do Ciclo
Yosef é líder de um vilarejo chamado Keltoi, é evidente o amor que esse líder tem pelo seu povo e sua total devoção aos seus deuses, tem uma família maravilhosa e é muito dedicado a ela. Keltoi é subordinada ao Império de Numitor, para o qual paga os seus tributos. Yosef, ao ouvir boatos de que fanáticos religiosos tem obrigado os povos a aceitar a sua religião, faz de tudo para manter seu vilarejo e sua cultura a salvo.

O livro tem uma escrita poética muito linda, tem o ritmo um pouco lento por conta das cenas muito descritivas, mas até isso foi uma coisa boa pq a gente consegue se introduzir no universo, como quando ele descreve a festa na floresta. E o final me surpreendeu, eu não esperava, e consegui sentir os sentimentos do personagem naquele momento.
Elias Flamel 21/02/2022minha estante
As descrições são um convite, uma forma delicada de apresentar cada pedacinho de um universo ficcional. Tenho que ponderar este ponto, mas ele sempre será uma das minhas características mais marcantes.

Sobre o final, até agora não conheci um leitor que não tenha se surpreendido. Alguns até choraram.

Estou leve ao ver que o livro te agradou.




Sarah.Guedes 17/02/2022

Os Cinco do Ciclo é um livro bom, que apresenta um mundo bem construído, uma escrita linda e poética e uma ótima crítica social contra a intolerância religiosa. As personagens são reais e cativantes, elas cometem erros mas nos fazem torcer por elas também, de modo que nos prendem enquanto torcemos para dar tudo certo. O maior problema, ao meu ver, foi a lentidão do início: a trama só começa a se desenrolar pela metade do livro sem muita precisão, o que acaba deixando a segunda metade corrida em relação à primeira. Depois que eu terminei eu descobri que o livro tem uma continuação (que eu quero ler), então talvez a lentidão no começo tenha algo a ver com isso. Recomendo para fãs do gênero e para quem gosta de críticas sociais.
Elias Flamel 19/02/2022minha estante
Senti que você estava adorando, tinha tudo para ser uma leitura bem próxima da ideal, mas faltou ritmo. Você tem razão e melhorei muito este ponto na continuação. O que me deixa feliz é que a minha escrita e os personagens que crio estão no caminho certo.

Te mandei uma mensagem via direct sobre o segundo.
Muito obrigado pela leitura e por sua opinião.




Vinicius 07/02/2022

Obra nacional, recomendo!!
Parabenizo o autor

Recebi esse livro do autor, mas preferi comprá-lo na Amazon Kindle, demorei 1 ano para finalmente iniciar a leitura, queria que fosse feita no momento apropriado e deu certo.

A história é contada num ritmo lento e com detalhes, não acontece muita coisa em boa parte do livro, porém, não achei maçante, tem que iniciar sabendo que vai ser assim.
Acaba sendo inevitável não se apaixonar pela vila de Keltoi e por seus personagens você se sente muito dentro da história, quase como se fosse parte dela ou pelo menos quisesse ser.

Eu achei particularmente genial a alusão ao imperial romano e o início da era cristã com o poder, o tema da intolerância religiosa foi bem trabalhado e o fato de ser narrado por um homem entrando na velhice é outro diferencial, já que o comum é ter adolescentes ou jovens adultos como protagonistas.

O final é chocante, tanto que passei um tempo decidindo se tinha gostado ou não dele, mas acabei por entender.

O autor é bem acessível para conversas sobre a obra, aproveitem enquanto podem rs

"Chorar é esquisito, você sempre pensa que está chorando por um motivo só, e quando percebe, está chorando por um monte de coisas"

"Não importa quantas mudanças o homem faça no mundo, sempre seremos pequenos. Esta é uma boa frase para se dizer instantes antes da morte"
Elias Flamel 08/02/2022minha estante
De inicio conto que também espero o momento certo para ler um livro. Tem obras que estão guardadas há anos e sinto que em algum momento irei lê-las. Um dos exemplos é o Guerra e Paz (tenho que estar em momento da vida calmo, com bastante tempo e com uma boa bagagem cultural).

Acolher o leitor e gerar apego tanto a vila como aos personagens foi a minha intenção. Comemoro por ter conseguido.

Pegou a referência com exatidão. Colocar um contexto histórico em uma obra dá um tempero diferente. E já que falei em ser diferenciado, gosto de ir fora do padrão e é a minha primeira preocupação ao pensar em uma história. Levei isso ao pé da letra e coloquei um velho como protagonista de uma obra de fantasia onde o fantástica começa de forma sutil. Será assim durante toda a saga?

O final é marcante. Hoje em dia, principalmente em obras mais juvenis, existe uma vontade de deixar o público bem. Penso diferente e procuro deixar uma marca que gere reflexão. A felicidade deixa boas lembranças, a tristeza deixa marcas.

Eu gosto de conversar com os leitores porque sempre acabo descobrindo coisas sobre a minha própria obra.

Boa escolha de quotes




Karine M Costa 02/02/2022

Um lider ingênuo de uma pequena Vila
O livro é narrado pelo Yosef, o líder da vila de Keltoi. Os moradores da vila vivem da agricultura e seguem uma religião que cultua a vários deuses. O Yosef passa a ter sonhos recorrentes onde os deuses pedem por ajuda e Hitalo, seu filho mais velho, ao voltar de viagem confirma que fanáticos por um Deus único estão incendiando vilas. A história tem como base o apego do Yosef a fámilia, cultura e a religião. Eu sinceramente achei o Yosef bem ingênuo para um líder. A história até que é interessante mas, acredito que as muitas descrições e exposição de pensamentos do Yosef que não acrescentam nada a narrativa a tornam monótona e cansativa. De qualquer forma me empolguei para ler o próximo livro porque gostei muito do personagem do Hitalo. Ele não é ingênuo como o pai.
Elias Flamel 03/02/2022minha estante
Agradeço a sua sinceridade, ela é parte da minha evolução.

Sobre as descrições, você tem razão. Gosto de construir imagens na cabeça do leitor e este desejo me fez querer que cada detalhe seja imaginado. Conforme a minha pilha de livros lidos aumenta percebo que a descrições podem ser feitas de forma mais sucinta e também com mais movimento. A respeito dos pensamentos do Yosef serei bem sincero. O personagem estava tão vivo em mim que simplesmente quis botar toda esta vida para fora. Faltou uma ponderação ou quem sabe a mão de um editor profissional.

Dito tudo isso fico feliz por você ter gostado do Hitalo e ficar curiosa sobre a continuação. Não posso esquecer de falar sobre a ingenuidade do protagonista. Ver que você não gostou da ingenuidade do protagonista me deixou satisfeito porque a ela foi bem feita (sinto que o personagem foi bem construído).

Muito obrigado pelas sua opinião.


Karine M Costa 03/02/2022minha estante
Os personagens foram muito bem construídos sim. Percebi uma melhora na questão da descrição nos últimos capítulos, pq são mais objetivos. Mas, fico feliz que vc aproveitou as críticas para evoluir na escrita. Um abraço.




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Elias Flamel 24/01/2022minha estante
Agradeço pela sinceridade. Sei dos problemas de ritmo da minha obra e graças as críticas verdadeiras sei onde devo melhorar.

Agradeço pelo elogio referente as histórias contidas dentro do livro e aos nomes inventados. Também não posso deixar de agradecer por ter ido até o final, mesmo não gostando. Um gesto cheio de gentileza.

Abraços e boas leituras.




Marcelle 04/01/2022

Encantador
O início do livro parece meio chatinho, pois um livro beeeeeem detalhista, as descrições são bem realistas e por vezes, um pouco longas, maaaas apesar de ser um livro enorme e cheio de detalhes, e de uma leitura fácil e encantadora. A história de Yosef é envolvente e me levou a reflexão por muitas vezes. Sua fé, seu senso de família, comunidade, por vezes foi emocionante de ler. A verdade é que terminei o livro apaixonada, pronta pra encarar mais muitas páginas do próximo, ansiosa por saber mais dessa história. A escrita do autor me deixou com uma sensação de estar à beira de uma fogueira, numa cidadezinha de interior, escutando os ?causos? contados pelos mais velhos.
Elias Flamel 05/01/2022minha estante
A sensação que desejei transmitir foi alcançada! Obrigado por mostrar que o meu desejo foi realizado.
Essa sensação de história ao redor da fogueira é o que busco. Faço até mesmo uma referência a isto no próprio livro.
Sinto que você vai adorar a continuação. Você viu que ela foi lançada?




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Elias Flamel 03/01/2022minha estante
Começou com um friozinho na barriga criado pela desconfiança e acabou muito bem.

Escolhi o provinciano e o comum em vez de algo épico com uma alma urbana. Acredito que cada um de nós tem alguma relação com um local simples habitado por pessoas humildes. Sobre a representação feminina, ouvir sobre a força de duas personagens me deixa muito realizado. Já recebi críticas sobre este ponto e ver um elogio me deixa mais otimista.

Parabéns por ter notado o olhar do Yosef sobre o mundo. Ver uma mudança incapaz de ser parada o fez apegar-se a cada detalhezinho do mundo que o cerca. Feita esta explicação, não posso me ausentar do fato que faltou uma mão mais forte na edição.

Este choque de realidade entre império e Keltoi é o que torna cada um destes elementos marcantes. O preto fica mais vivo ao se colocado próximo do branco e o branco mais intenso quando está próximo do preto.

Feliz, muito feliz por você ter gostado e espero que também goste da continuação.


Elias Flamel 03/01/2022minha estante
Será que no próximo livro o protagonista será o Hitalo?


Selma 03/01/2022minha estante
Já estou aguardando a continuação e imaginando o protagonismo desta vez do Hitalo, com o ritmo da narrativa mais rápido, acompanhando os agimos e anseios próprios da juventude, tento um Yosef ainda receoso às mudanças, mas com apoio total a seu filho, unidos com um único objetivo: vingança!
Kkkk não custa nada imaginar, mas vai que minhas inferências sejam comprovadas...
Parabéns pelo belíssimo trabalho e aproveite as críticas para melhorar cada vez mais, pois com elas crescemos tbm.
Que neste novo ano vc tenha muito sucesso literário e arrase no novo livro!


Selma 03/01/2022minha estante
Não sei, mas bem que poderia ser kkkkk




Roberto_Silva 29/12/2021

A mudança não espera por nós.
No momento desta resenha, tenho engavetado 21 livros lidos, dentre eles, tenho um carinho especial por aquele que me cativou por primeiro, fazendo se apaixonar pela literatura. Agora, tenho mais um livro para colocar nessa lista de agradecimento.

O ritmo lento de desenvolvimento, ate aproximadamente a metade, me fez demorar mais do que o comum para finalizar a leitura. Entender as razões do porque houve esse detalhismo no início, em nos situar como é a vida do protagonista, antes do acontecimento que acarreta a luta descrita na descrição do livro, desenvolveu a minha paciência como leitor, e a forma como aprecio uma obra literária. Julgando a qualidade do que está sendo contado, ao em vez de qual o propósito daquela cena para a narrativa. A partir de hoje, deixarei essa reflexão para o final.

Agora falando sobre o livro, a última critica negativa que tenho vem do recurso da ilusão/profecia do protagonista, não porque é mal utilizado, pois tem justificativa. Principalmente o primeiro. A intenção de relatar isso é para aqueles que não gostam desse tipo de elemento nas obras, para vocês aviso que não é recorrente. Por isso não se preocupem.

Além da excelente atmosfera do livro, os personagens não ficam para trás. A forma cortês como interagem, e o linguajar de época, me cativaram. E algo belo, mas não complexo. Algo bom para alguém que não curte uma leitura com o dicionário ao lado kkkkkk. Entre eles, os que cativaram a minha simpatia de cara, foram os capitães das embarcações. Principalmente o primeiro, que teve a melhor introdução.

Algo para se ressaltar, é a narrativa explorar o lado sentimental do pai com os seus filhos, e a esposa. Algo que, pelo menos, para min, não é algo comum em ser explorado em qualquer mídia. Normalmente apenas dão uma pincelada superficial, para usar como uma motivação por vingança, por exemplo.

Para finalizar, preciso citar a ótima escrita. O maior momento do seu esplendor sendo no arco do tribunal, conseguindo nos deixar apreensivo com uma construção metódica das cenas, passando um misto de emoções, e uma descrição que nos faz imaginar facilmente o ambiente em que o protagonista se encontra.
Elias Flamel 30/12/2021minha estante
De inicio já falo da grande honra que é estar em uma seleta lista. Me senti importante.

Consegui provocar reflexões e ensinamentos, estou mais do que satisfeito.
Além disto, elogio a sua postura de tentar entender a proposta do autor. Hoje em dia vejo muitos leitores com o desejo de encontrar nos livros a emulação de um filme. O narrar tem diferenças em relação ao cinema. O contar e o como estas sendo contando é importante. Para mim o narrador não é alguém com uma câmera na mão. É alguém com uma vontade de falar, de relatar e de fazer o leitor imaginar. Não posso esquecer de dizer como é maravilhoso a literatura ter poucas amarras. Em um filme tudo serve ao roteiro. Na escrita, as palavras podem servir ao roteiro, solidificar um universo e ampliar a vida de um personagem. Independente dos pontos apontados, faltou uma mão pesada de um editor junto com um refinamento do ritmo. A vida é aprendizado e melhorei estes dois fatores na continuação (quero melhora-los sempre).

Você é o primeiro a falar da ilusão/profecia do protagonista. Pode falar um pouco mais, por favor?

huahauhauhauhauahu falar empolado ninguém merece. Porém, gosto de brincar com a linguagem e construir um fala que remete a uma época diferente da nossa. Sobre os capitães, Hodar é muito querido. Já pensou se tivesse um livro só com aventuras dele?

Muitos livros atualmente são protagonizados por jovens ou adultos recém formados. Ao retratar um velho líder com filhos com personalidades bem formadas as questões sentimentais entre pai e filho surgiram com naturalidade. Fico feliz por você ter feito este apontamento.

Esta resenha vou guardar com muito carinho. Acredita que você é o primeiro que destacou a cena do tribunal como a preferida? A maioria acha ela arrastada. Ali carreguei nas tintas para mostrar toda a vastidão/fraqueza do império.

Obrigado pela sua opinião. Foi um ótimo presente de natal e é uma boa forma de começar 2022.


Roberto_Silva 30/12/2021minha estante
Sobre o recurso de ilusão/profecia, eu peguei ranço devido a minha adolescência. Assistir muitos filmes b de terror, que apelavam para dar sustos usando sonhos. Por conta disso, qualquer construção de cena que envolva não ser real, acaba me entediando. Mas para não ser injusto com as obras[eu sou do tipo que é muito criterioso na hora de dar notas em sites] eu não abaixo a classificação por um desgaste pessoal. Por isso, as quatro estrelas dadas no livro, não foram afetadas por isso.

Quanto ao Hodar, tive pouquíssimo contato com histórias de marinheiro[o máximo foi o filme do pirata do calibe] e me surpreendi com a qualidade nos trechos no mar, por isso certamente gostaria e eventualmente irei atrás de alguma obra com esse tema.

Aproveitando o assunto, estou querendo experimentar um livro com tema espacial, focado em exploração espacial etc. Como alguém com mais experiência na literatura. Teria alguma recomendação?

Quanto a fluidez do livro, acredito que seja melhor um ritmo fluido para alcançar um publico maior. Entretanto, cada conto tem seu ritmo. Para o que você queria comunicar, na minha opinião era preciso esse ritmo para causar o impacto desejado. Uma escolha acertada, levando em conta que foi potencializado a empatia pelos personagens, nos deixando curiosos para a ponta deixada no final.

No arco do tribunal, você conseguiu me cativar pelo interesse que tenho nesse tema. Adoro histórias de época com temática em conspiração/geopolítica. Presenciar a entrada do protagonista no covil dos lobos, criando situações aonde não conseguia prever o desfecho, me fez colocar no top 10 de cenas favoritas do tema.

Obrigado pela resposta, dediquei um tempo prazeroso nessa análise. Estou começando a gostar disso, ajuda a refletir nos seus gostos e comunicar melhor no meu próprio trabalho literário. Como já disse no privado, que tenha um feliz ano novo. E um 2022 prospero.


Roberto_Silva 30/12/2021minha estante
Sobre o recurso de ilusão/profecia, eu peguei ranço devido a minha adolescência. Assistir muitos filmes b de terror, que apelavam para dar sustos usando sonhos. Por conta disso, qualquer construção de cena que envolva não ser real, acaba me entediando. Mas para não ser injusto com as obras[eu sou do tipo que é muito criterioso na hora de dar notas em sites] eu não abaixo a classificação por um desgaste pessoal. Por isso, as quatro estrelas dadas no livro, não foram afetadas por isso.

Quanto ao Hodar, tive pouquíssimo contato com histórias de marinheiro[o máximo foi o filme do pirata do calibe] e me surpreendi com a qualidade nos trechos no mar, por isso certamente gostaria e eventualmente irei atrás de alguma obra com esse tema.

Aproveitando o assunto, estou querendo experimentar um livro com tema espacial, focado em exploração espacial etc. Como alguém com mais experiência na literatura. Teria alguma recomendação?

Quanto a fluidez do livro, acredito que seja melhor um ritmo fluido para alcançar um publico maior. Entretanto, cada conto tem seu ritmo. Para o que você queria comunicar, na minha opinião era preciso esse ritmo para causar o impacto desejado. Uma escolha acertada, levando em conta que foi potencializado a empatia pelos personagens, nos deixando curiosos para a ponta deixada no final.

No arco do tribunal, você conseguiu me cativar pelo interesse que tenho nesse tema. Adoro histórias com temática em conspiração/geopolítica. Presenciar a entrada do protagonista no covil dos lobos, criando situações aonde não conseguia prever o desfecho, me fez colocar no top 10 de cenas favoritas do tema.

Obrigado pela resposta, dediquei um tempo prazeroso nessa análise. Estou começando a gostar disso, ajuda a refletir nos seus gostos e comunicar melhor no meu próprio trabalho literário. Como já disse no privado, que tenha um feliz ano novo. E um 2022 prospero.


Elias Flamel 31/12/2021minha estante
Entendi. Muitos filmes abusam deste recuro do sonho. Aprendi a gostar do sonhar graças ao Sandman. Além disso, vi que nas civilizações mais antigas o sonhar tinha um significado muito importante. Peguei algo que gostava, criei todo um contexto e lá estava o sonho.

A partir desta sua pontuação lembrei que muitos leitores me falavam "Teve muito momento que era tão inacreditável que pensei que fosse um sonho". Isso aconteceu bastante no segundo volume.

Uma das minhas inspirações para as cenas no oceano foi o Velho e o Mar de Hemigway (um dos meus livros favoritos).

Posso te indicar alguns, mas neste gênero tem vários. Há o espacial preso a uma ideia chamado Fundação; já li uma opera espacial com guerras e conflitos políticos chamada Leviatã Desperta; tem a Guerra do Velho que apresenta diversos planetas , mas sempre em um contexto bélico; As Crônicas Marcianas tem o meu conto favorito e é focado em retratar a colonização e exploração de Marte em várias épocas, tem o 2001 que é um clássico da exploração de um novo mundo (ainda não li) e tem o Guia do Mochileiro das Galáxias que tem o explorar de universos malucos com muito bom humor.

Estou contente por você ter entendido a proposta por trás do ritmo. Ela cria toda uma base para o próximo livro como também é o alicerce para todo o impacto do final da obra.

Que sensacional! Quero muito encontrar mais leitores como você e acredito que você vai adorar a Fundação do Asimov. Gostei de entrar no top 10 e fiquei curioso para ver toda a lista huahuahauhauah.




Val 14/12/2021

Lutando por Keltoi
Yosef, líder de Keltoi, uma pequena vila que vive de plantar centeio. Paga impostos ao império Numitor, que, com seu poder, obriga as pessoas a darem muito do que tem. Yosef ouve rumores que uma mudança ocorrendo no mundo, e teme por sua cultura e religião. Ele viaja para o império para pedir ajuda e proteger o seu povo de fanáticos. Yosef terá que lutar para que o seu povo possa viver como desejam e proteger as suas tradições.

Aborda alguns temas, como um sistema político (no caso, um império poderoso) que não se interessa pelas necessidades do povo, mas, primeiro, está preocupado com o seu poder, propagando a fome e a miséria. Qualquer sistema político que não está preocupado com as necessidades das pessoas é um pouco de Numitor. Também aborda a intolerância religiosa, que, querendo obrigar povos a converterem-se derramam sangue, fazendo o contrário da religião.

O livro, muito bem escrito por Elias Flamel é uma escrita poética. Os personagens são bem construídos, mostra as características e as suas emoções. Os diálogos são interessantes, tem muito de sentimentos. A história faz refletir sobre os medos, mudanças, perdas. Só um aspecto negativo são os pensamentos e as descrições de Yosef que são um pouco extensos, as vezes torna a leitura lenta, mas, não menos interessante. É uma fantasia ótima para ler. Fiquei envolvido com o livro, principalmente do meio para o final. O final foi surpreendente. Leiam!
Elias Flamel 15/12/2021minha estante
Obrigado pela leitura e por esta bela resenha.
Fico feliz ao ver que os temas abordados na minha obra geraram reflexão. E você tem razão, Numitor é o reflexo de muitos governos que existem e já existiram.

A escrita poética. Gosto de ouvir este elogio e sinto que ele está relacionado as obras do passados e dos clássicos. Sempre tento me imagino ao redor deles com uma pontinha de cultura Pop para oferecer.

Sou grato pelos elogios feitos aos diálogos, personagens e o enredo em si. Sobre os pensamentos do Yosef, só tenho que dizer que ele me dominou. Por muito tempo ele falava através de mim e não quis perder nenhuma palavra. Faltou experiência, dosar ou cortar estes pensamentos e quem sabe a mão pesada de um editor. Fica o aprendizado.

Todo mundo perde o chão com este final hauhauhauahuah.
Agradeço pela resenha.




ltsalviolo 07/12/2021

A primeira metade desse livro me deixou saudosista. O clima leve de pré-jornada, o cenário rural aconchegante e as descrições intimistas dos habitantes de Keltoi, sob o ponto de vista de um protagonista apaixonado por seu povo, provocaram-me um forte sentimento de pertencimento. Esses elementos, somados à escrita poética do autor, me lembrou de quando ia pra roça com meu avô aos domingos e participava dos eventos da comunidade residente... me lembrou dos passeios pelos cenários medievais dos jogos de RPG enquanto interagia com os amigos das guildas.

Amei como o autor rapidamente me introduziu na dinâmica daquela sociedade, estabelecendo desde cedo que tipo de pai e líder era o protagonista. E amei porque, uma vez consolidada a sua personalidade, a história ganhou novos contornos e me bagunçou inteira! Me perguntei como aquele homem, pai e líder, que conheci na primeira metade do livro, sendo como era, lidaria com as mudanças que começavam a surgir ao seu redor... como os personagens pacíficos, humildes e de forte cultura interiorana poderiam ajudá-lo a enfrentar os perigos que vinham com essas mudanças... o autor me lançou numa jornada de muitos possíveis resultados, e eu amei isso.

Na segunda metade do livro, num ritmo mais fluido, me peguei envolvidíssima na leitura, não só aproveitando cada acontecimento presente, como também antevendo os possíveis destinos reservados à Yosef e seu povo. O melhor é que eu não poderia estar mais enganada em todas as minhas previsões. Que final poderoso (em muitos sentidos)! Corri pra comprar o segundo volume no mesmo dia, de tão empolgada que fiquei!

Um dos melhores livros, do gênero, que já li.
Elias Flamel 07/12/2021minha estante
As palavras de quem, nitidamente, convive com as histórias há um bom tempo me fizeram lembrar do passado. Sou um escritor que demorou para se encontrar com os livros. O conviver com as histórias vem desde a infância. Mergulhar no infinito da literatura foi um presente dado por destino só no final da adolescência. Mal havia começado a enfileirar lombadas finas e grossas na prateleira e já pensava em construir o meu mundo. Um sonho que me fazia imaginar o meu livro ao lado de grandes clássicos da fantasia e também relacionado de alguma forma aos grandes jogos de vídeo game, séries de tv... já até sonhei com uma roda de RPG onde a minha obra era a base para o criar entre amigos. Ver a sua mensagem me deu a sensação de realização, muito obrigado.

Escrevi Os Cinco do Ciclo com intuito de criar cenas na cabeça e fomentar emoções no coração do leitor. Consegui, estou tão feliz por ter conseguido. Hoje me permito ser confiante por completo ao ver como você vivenciou cada palavra da minha história.

Resenha maravilhosa que termina com o seu surpreender. Neste momento só queria estudar mil formas de te dizer obrigado. Uma leitora de J.K. Rowling, George R. R. Martin, Patrick Rothfuss, George Orwell, J. R. R. Tolkien, Rick Riordan, Leigh Bardugo, Bernard Cornwell, Malba Tahan e Stephenie Meyer coloca o meu livro como um dos melhores que já leu. Graças a você me senti muito grande, Priscila Mesquita. Serei eternamente grato, muito obrigado.




Marcel 02/12/2021

Uma história sobre intolerância
Recebi a proposta do Elias Flamel p/ ler o seu livro e agora consegui um tempinho p/ comentar sobre o que li.
Aqui acompanhamos a história de Yosef, líder de uma pequena vila, Keltoi, que está à mercê de um poderoso império mas que ainda consegue conservar seus costumes, seu modo de viver e sua religião (que dá nome ao livro). Mas Yosef vê a ascensão de uma nova religião, de um deus único, que passa a ser usada pelo império p/ ampliar o seu poder, ameaçando a vida de Keltoi e de outras pequenas vilas.
O livro é interessante por ser uma fantasia que trata de intolerância religiosa e de como a religião pode ser usada pela política p/ domar os seus subordinados. Yosef é um protagonista mais idoso, o que leva a história a uma narrativa diferente em comparação c/ tantas outras, onde temos adolescentes, e podemos seu amor genuíno por sua família e seu povo. A única crítica que eu poderia fazer é quanto ao ritmo da leitura: as descrições do ambiente e as reflexões do Yosef são bem extensas, o que pode tornar a narrativa cansativa p/ alguns.
No geral uma boa leitura, que nos faz sentir como que dentro da história.
Elias Flamel 05/12/2021minha estante
É bom ver que a minha obra foi internalizada. Sinto que cada construção foi compreendida e que o temas abordados geraram reflexão. Só posso ficar muito feliz. Apostei no diferente em relação ao protagonista e parece que foi mais um acerto.

Sobre o ritmo, você não é o primeiro a me fazer esta pontuação. Entendi o cerne deste problema, estudei e acredito que ocorreu uma evolução na continuação de Os Cinco do Ciclo.

Obrigado pela leitura.




Liih 22/11/2021

Bom
Eu tenho sempre uma certa dificuldade em engatar um ritmo em histórias deste gênero, porém Keltoi depois de alguns capítulos conquista nossa compaixão, o seu líder Yosef mesmo sendo extremamente cego para as mudanças a sua volta, luta, luta por tudo aquilo que acredita, e isso é admirável.
Yosef e sua família, vivem em uma ilha afastada do Reino e ali produzem centeio, suas vidas tranquilas e simples rodam em torno de suas plantações e seus Deuses, quando o líder começa a ver tudo o que ele lutou para conquistar para si e seu povo sendo ameaçado pela mudança, ele corre em busca de ajuda, mas será que ele continua sendo muito inocente para acreditar na ajuda vinda daqueles que só tentaram sugar suas riquezas a vida toda?

Para mim a história foi muito bem construída e mesmo tendo um desenrolar lento, é justificável, afinal não é fácil construir e nos inteirar de uma realidade fantástica, uma realidade que é tão perto da nossa, os últimos capítulos foram onde para mim tudo começou de verdade e eu só queria mais e (in)felizmente teve um final que só me instigou a querer e torcer por um segundo livro.
Elias Flamel 22/11/2021minha estante
A cada dia que passa vejo leitores não muito familiarizado com a fantasia elogiando o meu livro. Isso me deixa tão feliz. Um dos meus objetivos como escritor é desmitificar o gênero fantástico e mostrar como ele pode ser tão profundo e belo como um clássico da literatura.

Ao ver a sua resenha sinto que você se conectou não só com o Yosef como também com todo o mundo que o cerca. Receber este seu feedback da um sentido a todo o trabalho feito. A sensação de um trabalho realizado é enorme, ainda mais depois de ver que você refletiu sobre a realidade do nosso país.

Este final mexeu com muitos leitores. Ele mostra um ponto sem volta e a minha vontade é que ele causasse impacto no leitor. Acredito que atingi o meu objetivo.

Te informo que a continuação foi lançada e chama-se Herdeiro do Ciclo.
Obrigado pela leitura e por suas considerações.




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