Quarto de Despejo

Quarto de Despejo Carolina Maria de Jesus




Resenhas - Quarto de Despejo


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Biblioteca Álvaro Guerra 17/09/2019

O mundo da miséria se descortina, retratado pela pobre Maria Carolina de Jesus, a própria vítima da escassez, que viveu quase toda vida na miséria, mas sempre lutando para alimentar seus filhos e seu sonho de escrever.

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site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788508171279
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bell 13/09/2019

Não passou
Um livro com memórias de uma antiga moradora da favela do Canindé onde agora e a marginal Tietê.publicado na década de sessenta nos mostra que infelizmente essa história pode ser uma vida de alguém de ontem ,de hoje do amanhã de muitos brasileiros que sofrem com a fome e a miséria.um livro que nos oprime por ser tão atual que o tempo passou e quase nada mudou.
Ainda veremos muitas carolinas
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Juninho 02/09/2019

Filme
o livro conta as histórias de pessoas que moram na favela e suas rotinas e daria 1
ótimo filme e estou ansioso em ler a biografia da escritora
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Samyle 26/08/2019

"E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual - a fome!"
É difícil entender como o livro que, por muitos anos, foi o mais lido e traduzido entre os livros brasileiros (cerca de 13 línguas e mais de 40 países), pôde ser esquecido. Especialmente tendo uma potência literária e uma história de tamanha relevância social. O seu lugar de direito é ao lado dos demais clássicos da literatura brasileira, mas apenas recentemente um vestibular de prestígio passou a cobrar a sua leitura.

Como explicar tamanha injustiça? Carolina Maria de Jesus nasceu pobre, negra, tendo estudado apenas dois anos. Ainda jovem, mudou-se sozinha para São Paulo em busca de uma vida melhor, onde passou a trabalhar como empregada doméstica numa casa cheia de livros. Lá, dava vazão ao seu amor pela leitura. Contudo, o edílio durou pouco: após engravidar, teve de se mudar para a 1° favela de São Paulo, Canindé, onde passou a trabalhar como catadora de papel. Mas as dificuldades da vida não a abalaram. Os cadernos que pegava no lixo se transformaram em seu material de trabalho, os livros que recolhia dos lixões eram o seu lazer.

Mesmo tendo uma vida sofrida, narrada com maestria em Quarto de Despejo, e indo contra todas as probabilidades, Carolina fez arte, fez história. Ela não tinha um "teto todo seu", tampouco quinhentas libras anuais; muito pelo contrário, acordava diariamente às 5h da manhã, pegava água numa torneira comunitária da favela, trabalhava o dia inteiro catando papel, mas o dinheiro que auferia pouco dava para alimentar a si mesma e aos seus três filhos. A fome é a protagonista de Quarto de Despejo.

Não obstante tudo isso, ela se inteirava do que ocorria no mundo. Seu diário é repleto de referências a políticos e acontecimentos da época, dos quais ela tomava conhecimento através dos jornais que encontrava no lixo. Seu senso crítico nesses momentos salta aos olhos, causa até um certo estranhamento. Como uma mulher de tão pouca instrução poderia ter um pensamento tão afiado? Como poderia escrever uma prosa repleta de construções poéticas?

Chegou-se a alegar que ela não poderia ser a autora. Acerca disso, nada melhor do que repetir as palvras de Manuel Bandeira: "ninguém poderia inventar aquela linguagem, aquele dizer as coisas com extraordinária força criativa mas típico de quem ficou a meio caminho da instrução primária".

Carolina, "a mais necessária e visceral flor do lodo" (Drummond), no entanto, morreu pobre e na obscuridade. Após o sucesso inicial, foi esquecida. Seus livros posteriores foram rigorosamente criticados por não se adequarem à estética padrão e pouco venderam. Hoje, busca-se resgatar sua extensa obra, dar o seu devido valor. Por isso, ler Carolina Maria de Jesus, recusar-se a relegar uma escritora negra ao esquecimento, também é um ato subversivo.

@chez_literatura
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sasá 23/08/2019

quarto de despejo: diário de uma favelada
O livro narra de modo fiel o cotidiano passado na favela. Com uma linguagem simples, mas definida e original, a autora mostra para os leitores o realismo na maneira de contar o que viu,viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos.
Ela pensa muito neles, e fica infeliz por não poder realizar os desejos de todos eles,bem humilde, vive do pouco e tenta fazer seus entes com o pouco.
Deixava de comer para ter alimento para as crianças, o que supria a sua fome era escrever. Seus vizinhos estavam sempre a ajudando, mãe solteira, negra, trabalhava na reciclagem.
Dizia que a escravatura era a fome, sempre que achava algum alimento na rua ainda que estivesse estragado levava para casa, mesmo que não fosse suficiente para todos. Mulher pobre, mas era bem informada e tem uma linguagem super formal comparada com a de outras pessoas que vivem em periferias e favelas
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Rodrigo Brasil 12/08/2019

Atual e triste
Não é um livro fácil de ler.
É pesado, fala do do dia a dia da Carolina, escrito na forma de diário. Ali, descobri um mundo totalmente diferente do meu.
Um mundo com barracões, lixos nas ruas, violência na calçada. A favela não faz parte da minha vida, mas este livro é importante para saber que isso existe. A fome existe. A dor da fome eu não conheço, não posso mais dizer que tenho fome. Carolina fala que a fome dá vontade de suicidar-se e sua visão embaça. Triste realidade do Brasil, ainda atual.
"Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo."
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Laura Aquino 08/08/2019

Quarto de Despejo
Carolina Maria de Jesus foi uma escritora brasileira, nascida em Sacramento – Minas Gerais, que viveu na favela do Canindé em São Paulo com seus filhos. Era catadora de lixo e este foi seu ganha pão por quase toda a vida. Apreciava a leitura e a boa educação, era uma mulher crítica e interessada pela vida, política e tinha uma imensa vontade de vender suas obras.

Em Quarto de Despejo – diário de uma favelada, Carolina conta sua experiência ao viver na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo. As dificuldades que tinha de encontrar lixos em dias de chuva e o paraíso que era em época de eleição – período esse que a deixava indignada com tamanha falta de respeito das pessoas em jogar toda aquela papelada na rua, mas que em sua humanidade e contradição – que todos temos, também se via grata no final do dia ao conseguir algum dinheiro para dar de comer em casa. Essa obra foi publicada em quatorze idiomas.

O plot twist na vida da autora acontece quando um jornalista, Audálio Dantas, a conhece e se interessa pela obra daquela escritora improvável, que em meio a sua dificuldade sonhava em ser conhecida pelo que escrevia. Uma obra necessária para nós, brasileiras e brasileiros, que desejam uma mudança no nível social do nosso país. Também, de enorme importância para o cenário literário de autoras.


Usava da escrita como forma de se libertar da vida doída que levava na favela, onde muitas vezes se viu sem ter o que comer e servir para suas crianças. Esse é um diário daqueles que aperta, espreme, judia do peito enquanto se lê. Ao mesmo passo que propõe aprendizado, visto que uma vida como era a de Carolina, além de sofrida parecia que nunca mudaria de rumo.
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Nicolle.Couto 04/08/2019

Mostra uma realidade que não conhecemos.
Iremos saber como era a rotina de uma catadora de lixo solteira e com três filhos pequenos para sustentar, que morava na favela do Canindé.

Posso dizer que fiquei chocada com o que essa mulher batalhadora teve que passar. Todo dia tinha tormentos e preocupações novas, bem piores do que a maioria de nós já imaginou enfrentar. Saber se teria comida para o dia, se alguém bateu em seus filhos, se furtaram algum de seus pertences.... algo complicado.
Mas também posso dizer que o livro é monótono, pois algumas partes são repetitivas, se leu 50 páginas, você já praticamente o leu inteiro, entende?
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Carolina 29/07/2019

Fome.
Demorei muito pra finalizar esse livro que é tão simples, aparentemente. Pois é, acho que a demora se deu ao fato de não conseguir ler com fluidez um diário de alguém que narra a fome como seu principal sentimento... é triste demais e revoltante ao mesmo tempo.
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Dani 28/07/2019

Raridade
A voz da favelada Carolina Maria de Jesus é uma até hoje uma representação realista da vida na miséria. Já se passaram mais de sessenta anos e tudo se repete. Nós ouvimos ecoar a voz sofrida de Carolina através milhões de brasileiros nos dias atuais. Ela escrevia para não se aborrecer com a vida difícil, e apesar dos erros de português, conseguiu ensinar muita sabedoria a quem leu seu relato com atenção. Quem vive no Brasil precisa conhecer sua história, para que não ignore uma realidade tão presente e se possível, se compadeça de quem mora em outros quartos de despejo.
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Anna 23/07/2019

Triste realidade
Relato nu e cru de uma mulher que teve de enfrentar a pobreza extrema com seus três filhos. A dor da fome!
O dia a dia da favela é expressado em sua inteira realidade.
E como é incrível o poder da educação e da leitura na vida de uma pessoa. É graças a isso que podemos ler esse diário da Carolina. Devido ao seu amor pelos livros e por expressar seus sentimentos através da escrita é que surgiu o Quarto de despejo.
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Sthef 17/07/2019

"Eu classifico São Paulo assim: O Palácio é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos."

Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, mas logo foi para São Paulo trabalhar como empregada doméstica. Contudo, engravidou e foi pra rua, pois não podia mais trabalhar em casa de família. Mais ou menos nessa época, um político importante ia visitar a cidade, então todos os pobres foram ajuntados e despejados na Favela do Canindé.

'Quarto de Despejo' fala simplesmente disso. É um relato nu e cru da vida na favela. Carolina não terminou a escola, mas aprendeu a ler e escrever, ocupava seu tempo livre fazendo isso. Passava para o papel tudo que a afligia, seus medos, a dor de ver os filhos com fome e não poder fazer nada.

Trabalhando como catadora de papel, Carolina fazia o que podia para sustentar sozinha ela mesma e as crianças. A narrativas desse diário é chocante e dolorosa de ler. É notável na escrita, o tamanho da dor que ela e as pessoas na mesma condição carregam consigo. É a narrativa da fome, do sair de casa sem saber se vai voltar com comida, ir dormir sem saber se amanhã terá o que comer. O texto inteiro é carregado quase que de um ódio, uma revolta por levar essa vida e contra todos os governos que só veem a favela como números no período eleitoral.

"Tem pessoas que, aos sábados, vão dançar. Eu não danço. Acho bobagem ficar rodando pra aqui, pra ali. Eu já rodo tanto para arranjar dinheiro para comer."

Essa obra é, provavelmente, o melhor não ficção que já li na vida. Os editores respeitaram fielmente a linguagem da autora, mesmo que contrariando a gramática, esse detalhe deu mais realidade a forma como Carolina via o mundo. Em muitos momentos sofri, senti culpa e fiquei triste, mas esses sentimentos são a prova do quão necessário foi esse livro para minha formação. Todo ser humano precisa ler e, ao menos, tomar um pouco de consciência sobre si e sobre a sociedade em que vivemos.

“Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro."
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Lari 13/07/2019

Forte
Pelo título e nome do autor já esperava que o livro fosse bom. Se trata da história de uma catadora de papel, solteira, com 3 filhos, que mora na favela do Canindé. Muitas vezes passando por apertos financeiros, ela anota no seu diário o que ela ganhou diariamente, mesmo sendo pouco, e assim é claro perceber o quão importante aquilo é para ela, uma vez que seu sonho é sair da favela e poder alimentar seus filhos. Algumas vezes passa fome, e narra a realidade ao seu redor. Com a linguagem de fácil entendimento e com alguns erros gramaticais demonstra a realidade vivida por ela.
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Jose 06/07/2019

Político quando candidato
Promete que dá aumento
E o povo vê que de fato
Aumenta o seu sofrimento


Carolina Maria de Jesus escreveu isso no dia 08/11/1958.


Se nós como povo não conhecemos a nossa história e não temos empatia, não progredimos em vários aspectos da vida.

Leitura de escritas da década de 50 e que ainda mostra a realidade de muitas pessoas em meados de 2019...
...nos faz refletir.
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