Quarto de Despejo

Quarto de Despejo Carolina Maria de Jesus




Resenhas - Quarto de Despejo


100 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7


Cris 16/03/2019

Dolorosamente real!
Não acredito que levei quase 20 anos para ouvir falar de Carolina de Jesus! O livro dela deveria estar em todas as escolas e também ser adaptado para a TV. A realidade de muitos daquela época e também dos dias atuais que muitas vezes preferimos não ver.
comentários(0)comente



Aline Teodosio 11/03/2019

O quarto de despejo é o lugar onde se joga tudo aquilo que não tem serventia, que não presta, mas que, por algum motivo não pode livrar-se por completo. Então, aquelas tralhas incômodas permanecem lá, esquecidas e ignoradas até que pereçam por si só.

É com esse sentimento de abandono que Carolina, mulher, negra, favelada e mãe de três filhos que dependiam dela para tudo, escreve esse livro/diário/denúncia. Nele ela deposita suas dores (do corpo e da alma), retratando a miséria dilacerante da favela de forma crua e sem floreios.

Ela escreve para aliviar suas angústias e sua falta de esperança. Escreve para ter forças para continuar a luta diária, árdua e desesperadora. Escreve para esquecer da fome que assombra seu barraco todos os dias. Escreve porque as palavras são para ela verdadeiras válvulas de escape.

É aterrador acompanhar todo aquele sofrimento, a repugnância do lixo, os atritos sociais, a violência doméstica, os abusos sexuais, o crime banal, a marginalidade. Sem dúvidas uma leitura difícil de digerir, que causa incômodo, repulsa e revolta. Mas, o mais revoltante ainda é saber que esse descaso governamental continua o mesmo, que os que estão no poder só se preocupam com votos angariados e que ainda existe boa parcela da população em situações de vida sub humanas.

Um livro escrito na metade do século passado, mas que, infelizmente as mazelas aqui denunciadas continuam mais atuais que nunca.

"Não há coisa pior na vida do que a própria vida."
comentários(0)comente



Capitu 08/03/2019

Quem mora na favela, sabe que o cotidiano ainda não mudou, ainda sendo mulher, negra, mãe e solteira, as dificuldades e sonhos por um país melhor ainda sobrevivem
comentários(0)comente



Capitu 08/03/2019

Quem mora na favela, sabe que o cotidiano ainda não mudou, ainda sendo mulher, negra, mãe e solteira, as dificuldades e sonhos por um país melhor ainda sobrevivem
comentários(0)comente



Capitu 08/03/2019

Quem mora na favela, sabe que o cotidiano ainda não mudou, ainda sendo mulher, negra, mãe e solteira, as dificuldades e sonhos por um país melhor ainda sobrevivem
comentários(0)comente



Camila 08/03/2019

Muito impactante
A leitura é bem fluida, mas por outro lado, a cada novo relato da Maria Carolina sobre a luta diária contra a fome e a revolta de viver naquela favela é despertada uma sensação de desconforto e angústia no leitor.
O livro nos faz refletir sobre a dura realidade da vida na favela, mas não sob a ótica do "senso comum" e sim sobre quem realmente viveu tudo aquilo. Nos transporta à década de 50, mas a sensação é que a vida nas favelas não mudou muita coisa do que era antigamente.
comentários(0)comente



Gabi Buarque 26/02/2019

"o Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome"
"o Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. a fome tb é professora. quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças"
Carolina Maria de Jesus relata em um diário sua rotina como favelada, mãe de 3 filhos e catadora de papel. o livro possui algumas reflexões, inclusive poéticas. a leitura é difícil, não só pelo formato, mas pq apresenta uma realidade sofrida, onde a fome é personagem principal. Percebe-se que a favela do Canindé, na São Paulo de 1959 não é diferente do Brasil de 2019, de volta ao mapa da fome.
comentários(0)comente



Juliana 19/02/2019

MUITO BOM!
Livro super interessante e real!
comentários(0)comente



Vans 11/02/2019

Imaginem o que significou, na década de 50, uma mulher, negra, favelada, mãe, solteira, catadora de lixo, e... escritora! Sim, senhores, Carolina foi uma transgressora. Não por acaso, era chamada de soberba e de negra metida, até mesmo pela população da favela, apenas pelo fato de lutar para ser quem ela queria ser.
Carolina não se contentou com o lugar que a sociedade queria que ela ocupasse.
Causava espanto por saber ler, escrever e ser crítica, apesar do pouco estudo, e sempre fez questão de que os filhos fossem educados.

Quarto de despejo é um retrato feio de São Paulo na transição Vargas/Kubitschek. Um retrato daqueles mal feitos, sujos, que ninguém quer comprar.
As favelas começavam a se formar às margens da cidade, aglomerando os miseráveis, em sua maioria ex-escravos e imigrantes. Sabemos que a abolição não libertou ninguém, já que o racismo e a carestia tratou de perpetuar o regime escravagista. Como a própria autora narra, eram agora escravos da fome.
A fome, aliás, é a protagonista da obra. Não há 1 dia em que ela não seja lembrada nas páginas do diário, em meio à exaustiva e custosa vida de favelada. Aqui, conhecemos o dia a dia dos excluídos, sob o ponto de vista de uma mulher que se recusava a chamar a favela de lar.

Já adianto que esse livro da sensações físicas estranhas, mexe com a gente. O sofrimento é tanto que não sabemos como nos portar. Senti vergonha, senti compaixão, senti raiva, senti admiração, senti dor.

Interessante mencionar que a história da mulher negra no Brasil e em todo o mundo é bem diferente da branca. Vide obras de Djamila Ribeiro, Angela Davis e Bell Hooks. Aqui, por exemplo, nesse período, as mulheres brancas estavam preocupadas em conquistar direitos civis e autonomia para trabalharem e saírem da barra da calça dos maridos. Enquanto isso, as negras, como Carolina, eram espancadas e exploradas por seus companheiros, faziam tripla jornada de trabalho, juntavam as moedas todos os dias pra colocar uma mísera comida na mesa dos filhos, quando conseguiam, ou se enveredando pelas latas de lixo em busca de algo que ainda não estivesse podre.

{Vesti os meninos que foram para a escola. Eu sai e fui girar para arrancar dinheiro. Passei no frigorífico, peguei uns ossos. As mulheres vasculham o lixo procurando carne para comer. E elas dizem que é para os cachorros. Até eu digo que é para os cachorros...} (p. 105)

O que fica após essa leitura é, acima de todos os aprendizados, uma profunda admiração por essa fortaleza de mulher chamada Carolina Maria de Jesus, a quem o sistema não conseguiu conter.

Meu IG: @livrices

site: instagram.com/livrices
comentários(0)comente



Pedro Henrique 08/02/2019

Uma carta à Carolina
Senhora Carolina,

Preciso te agradecer. É sério, agradecer por transformar esses relatos de sofrimento um combustível para a vida. Em algum lugar o seu espirito está para que esse agradecimento genuíno chegue até a senhora.

Não foi fácil né? Como leitor, o incômodo que sentia, a dor nas suas palavras que fizeram parte da minha relação com a sua obra me transformou.

Me sinto um pouco inútil com essa nota de agradecimento, pois me pego imaginando o quanto de Carolinas já cruzaram o meu caminho e nada fiz para tornar o dia menos doloroso.

Mas algo mudou, e te agradeço. Te agradeço por ter transformado os meus verdadeiros heróis!

Uma obra obrigatória para o ser humano. Leiam!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Lari 02/02/2019

Impactante
Fiquei impactada!!
Que livro!!
Que sofrimento!!
Impossivel ser o mesmo após a leitura deste livro.
Que mulher incrível! Lutadora, forte, sonhadora, perseverante!
comentários(0)comente



Bruno Aquino 31/01/2019

Sexo Frágil?
Quarto de despejo é uma edição dos diários de Carolina Maria de Jesus, mãe solteira, catadora de papel, apaixonada pela escrita e pelos livros e moradora da favela do Canindé, primeira grande favela em São Paulo até meados de 1960.
O livro tornou-se um best-seller, traduzido para 13 idiomas, atingindo a marca de 100 mil exemplares. Os diários de Carolina Maria de Jesus relata a amarga realidade dos favelados, os costumes dos habitantes, a violência, a miséria, a fome e as consequentes dificuldades para sanar suas necessidades básicas e narra ainda as paixões e conflitos amorosos que envolvem as relações humanas.
É um livro que deveria causar espanto e constrangimentos aos leitores, entretanto, tudo o que é descrito nos diários de Carolina Maria de Jesus continua sendo uma dura realidade na vida de milhares de pessoas lançadas em quartos de despejo espalhados por todo o país e que insistimos em invisibiliza-los.

“Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.” (Pág. 37)
comentários(0)comente



Bruna.Menegildo 26/01/2019

O diário de uma triste realidade
Uma obra impactante, realista, triste, muitas vezes revoltante... Um retrato real do cotidiano na favela. É de levar pra vida inteira a leitura desse livro.
Carolina de Jesus é um exemplo de mulher, mãe, força e sabedoria. Vale a pena a leitura.
comentários(0)comente



Beatriz 15/01/2019

O diário é incrível! Não incrível por conta da miséria. Isto é triste, a fome, a incerteza da comida na mesa para ela e os filhos, os abusos sexuais, agressão à mulher, mas isso é a realidade de Carolina e de muitas favelas. E talvez seja a crueza que ela usa, junto de sua linguagem propria, mais a fluidez de sua narração. Ela escreve seu dia a dia, sua rotina de catar papel, a preocupação com os filhos, o descontentamento com a vida, mas isso nao torna sua narrativa chata. Por algum motivo ela é dinamica, não é passiva, tem posição sua posição acerca de política e da condição da favela e dos favelados.

Enfim, é um livro que retrata fielmente a população à margem da sociedade brasileira. É triste como ouvimos falar pouco ou nada nas escolas ou faculdades sobre Carolina Maria de Jesus. Ela é uma jóia na nossa literatura por ser uma das pouquíssimas escritoras negras que temos no Brasil.
comentários(0)comente



100 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7