As Crônicas de Artur: O Inimigo de Deus

As Crônicas de Artur: O Inimigo de Deus Bernard Cornwell




Resenhas - O Inimigo de Deus


109 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Anica 14/04/2010

O Inimigo de Deus (Bernard Cornwell)
Segunda parte da trilogia As Crônicas de Artur (que começa com O Rei do Inverno), O Inimigo de Deus continua narrando as histórias do Rei Artur sob o que seria um ponto de vista historicamente possível. Gosto de insistir na questão de que o historicamente possível não significa de maneira alguma o relato mais fiel, uma vez que existem poucos registros sobre o rei bretão que não sejam lendas medievais (obviamente fontes não tão confiáveis).

De qualquer forma, O Inimigo de Deus segue cumprindo com a mesma precisão a proposta de narrar as histórias sem o faz-de-conta e romantismo do que muitos pensam ter sido o tom predominante da época. As batalhas são descritas sem poupar qualquer detalhe mais sangrento, algumas convenções sociais da época podem revoltar assim como outros valores chegam a soar até mesmo ilógicos nos dias de hoje. O trabalho de Cornwell nos hábitos alimentares, religiosos e afins continua sendo um dos pontos altos da trilogia.

O interessante é que se em O Rei do Inverno a magia aparece de forma extremamente dúbia (algumas vezes até mesmo é questionada), em O Inimigo de Deus com uma presença maior de Merlin aparentemente a magia aparece com mais força, em alguns momentos sem dar tanta chance para algum questionamento (como acontecia no primeiro livro, quando quase sempre as coisas eram explicadas a partir do consumo de substâncias alucinógenas). E o que chama a atenção para como esse elemento passa a aparecer ao longo da narrativa, é justamente o fato de que as crenças das personagens passam a ser o eixo principal da obra.

Por um lado temos Merlin, Nimue, Derfel e outros na busca pelo Caldeirão (o Cálice Sagrado?), que traria os deuses antigos novamente para a Britânia. Do outro, temos o cristianismo ganhando cada vez mais seguidores, e com isso a igreja conquistando mais poder e também o atribuindo a figuras como Lancelote (que deusdocéu, nunca imaginei que poderia ser caracterizado como personagem tão desprezível!). Há também Guinevere (vaca!) como seguidora de Ísis e Artur como um ateu. O que cada um acredita passa a ser razão da luta, uma vez que Artur finalmente consegue unificar a Britânia.

Eu ainda me surpreendo com a forma como Cornwell retratou Lancelote. Ele sempre foi um herói nas narrativas arturianas, e mesmo quando se apaixona por Guinevere é como representação típica do amor romântico: amar o que não pode ser seu, o que é impossível. Mas em O Inimigo de Deus ele simplesmente torna-se uma das personagens mais mesquinhas e manipuladoras que já vi em algum romance. E nesse caso é mérito do autor, conseguir fazer de uma personagem que via de regra é sempre tão querida algo tão detestável. Requer muito mais do que coragem, já que o resultado pode ser desastroso (o que não acontece aqui, vale frisar).

Mais uma vez uma ótima leitura, que desta vez deixa ainda maior a curiosidade do que está por vir no último volume da trilogia, até pelo modo como a história termina (o que por razões óbvias eu não posso comentar). De qualquer forma, enquanto não leio Excalibur, continuo aqui com a mesma dúvida que tive ao terminar O Rei do Inverno: como é que não filmaram essa trilogia ainda? Ninguém tem notícia alguma sobre adaptação, nem que seja série de TV de algum canal europeu obscuro? Parece um desperdício tremendo deixar essa história só no papel.
comentários(0)comente

Rique e Polly 18/04/2010minha estante
Ótima resenha. Estou lendo o livro e, até agora, concordo com tudo que vc escreveu.




Evelyn Ruani 20/01/2011

Fascinante!
Acho que me acostumei à densidade e ao ar árido da narrativa de Cornwell, por que achei esse livro fantástico. Desde o começo até a última linha fiquei emocionada e estarrecida diante dos acontecimentos. Claro, são acontecimentos novos para o meu conhecimento da história de Rei Artur e seus cavaleiros, mas foram excepcionalmente narrados nesse volume (devem ter sido igualmente narrados no volume 1, o Rei do Inverno, mas naquele eu ainda não havia me acostumado e estava chocada com as novas versões de personagens e história)

A leitura da saga está me fazendo conhecer personagens até então desconhecidos para mim e me mostrando novas versões dos conhecidos: é uma nova versão de Guinevere, Lancelot, Morgana e até Nimue que fui entender só no final deste livro e lendo a nota do autor que em outros romances ela é chamada de Vivien. Tudo se encaixou, e mesmo assim é uma nova história cheia de muita emoção, realidade, vivacidade e claro: tragédias.

Neste volume há ainda o encanto da lindíssima e tristíssima história de Tristan e Isolda que em minha ignorância eu não sabia ter ocorrido na época de Rei Artur. A história, nesta versão foi lindamente narrada. Como disse Derfel, o narrador (pelo qual acabei simpatizando muito):

"Aquele verão, do modo como agora aprendemos a contar as voltas do sol, aconteceu 495 anos depois do nascimento de Cristo, e foi uma estação bela, cheia de sol. (...) e Dummonia estava em paz. Lembro que também foi um verão de sofrimento absoluto. Porque foi o verão de Tristan e Isolda"

Cornwell me conquistou. Ainda não sei se definitivamente, pois Excabilur me espera, mas neste volume fui totalmente conquistada. Pode não ser a verdadeira história de Artur (e qual será?), mas ele escreveu uma bela versão. Deixo um trecho da nota do autor que acho pertinente:

"Não que eu possa fingir que a trilogia do Senhor das Guerras seja de algum modo uma história precisa daqueles anos; ela nem mesmo é uma tentativa de fazer tal história, é apenas outra variação de uma saga fantástica e complicada que nos veio de uma era bárbara, mas que ainda fascina porque é tão repleta de heroísmo, romance e tragédia"

Perfeito!
Luis Oliveira 25/07/2011minha estante
Olha, Lyani, quando eu li esse volume da trilogia me senti desse mesmo jeito. Acho que captou as emoções da estória de maneira semelhante a mim.
Muito legal a sua resenha.


*Ana Paula* 07/08/2011minha estante
Lyani, muito boa sua resenha.
Li O Rei do Inverno no ano passado e estou com O Inimigo de Deus e Excalibur na lista dos próximos. Após ler sua resenha fiquei mais ansiosa em dar continuidade à trilogia. Curiosa para saber sobre Nimue rsrs




Lena 04/09/2009

Superou todas as expectativas
Bernard Cornwell conseguiu um feito extremamente difícil com esse livro: fez o segundo livro de uma trilogia, geralmente o mais enrolado (pois na maioria das vezes serve apenas de preparação para o último livro), ser totalmente ágil, sensacional e incrível. O primeiro livro é maravilhoso, mas este, com poucas páginas de história, já consegue te prender, pois não há mais aquela enrolação necessária ao primeiro livro para apresentar os personagens. Esse livro possui uma trama cheia de reviravoltas, com batalhas, tempos de paz, grandes revelações, vários elementos novos da lenda do Rei Artur que todos conhecem, e consegue nos surpreender em vários momentos. O tipo de livro deixa você morto de ansiedade e ao mesmo tempo com receio de virar a próxima página para te fazer descobrir uma grande revelação inesperada ou uma completa reviravolta na história. Recomendadíssimo, e já marcado como um dos meus livros favoritos ;)
Serafim 20/04/2012minha estante
Comentário simplesmente, perfeito do que é esse 2° capitulo.


João 25/07/2014minha estante
Não concordo quanto ao segundo livro de uma trilogia ser sempre o mais arrastado: bons exemlos (além de O Inimigo de Deus) são A Faca Sutil, Em Chamas e As Duas Torres. Mais isso, na minha opinião, é válido somente em trilogias, pois em séries maiores, o segundo livro é sempre arrastado. Por exemplo: A Câmara Secreta, A Fúria dos Reis, Cidade das Cinzas (que eu abandonei), O Restaurante no Fim do Universo, entre outros. Isso tudo, é claro, na minha opinião.


João 27/07/2014minha estante
Mas*




Finarfim 05/12/2011

Não é machismo.
Se você é homem tem que ler... não tem desculpa.
comentários(0)comente



Aline Prates 25/09/2012

O Segundo volume da trilogia As Crônicas de Artur (o primeiro é O Rei do Inverno), O Inimigo de Deus segue narrando a história de Artur como sob o relato mais fiel (possivelmente real) de acordo com os poucos registros que existem sobre o rei bretão.

De um lado acompanhamos a comitiva (Merlin, Nimue, Derfel e outros ) que parte em busca do Caldeirão, um artefato mágico extremamente poderoso capaz de trazer os antigos deuses de volta a Britânia. Do outro lado temos o cristianismo que se propaga rapidamente, ganhando muitos fiés e portanto tornando a igreja cada vez mais poderosa. Temos Lancelot (Spoiler) que se converte ao cristianismo e (fim do Spoiler) que passa a ganhar muitos admiradores ( o personagem mais FDP), Guinevere que cultua a deusa Íris e Artur que é ateu, sendo assim a Britânia unificada, de paz pela qual Artur tanto luta e almeja, passa a ter conflitos internos e uma guerra religiosa irrompe tornando a Britânia vulnerável aos ataque saxões.

Mais uma vez Bernand Cornwell surpreende e faz de O Inimigo de Deus um livro inesquecível, ainda melhor que o primeiro. As batalhas ainda são muito bem descritas, ele não polpa o leitor de nenhum detalhe, por mais sangrento que seja. Os valores, custumes e crenças continuam muito bem colocados. E os personagens muito bem explorados. Na minha opinião Bernard Cornwell escreveu a melhor história sobre o rei Artur que existe.

Adorei a forma como ele retratou Lancelot, foi preciso coragem, pois ele é uma personagem que sempre foi tida como herói nas lendas arturianas, até e mesmo seu amor por Guinevere é tratado como o típico amor impossível, mas em O Inimigo de Deus Lancelot é um tirano, covarde e sem caráter, uma das personagens mais manipuladoras que já conheci e isso foi um grande ponto para o autor, fazer uma personagem amada se tornar detestável, foi uma jogada de risco, pois o resultado poderia ter sido péssimo, mas não foi, muito pelo contrário, então mérito do autor!
A magia também ganha mais força, pois a presença de Merlin se torna maior nesse livro, lembrando que não se trata da magia fantasiosa, mas de uma magia baseada nas crenças antigas que são o foco principal do livro.
Devo dizer novamente que amo esse Merlin e também adoro a Nimue.

Ah! Vale mencionar que Bernard também fala sobre Tristão e Isolda em uma parte do livro, ele entrelaça as histórias. Mais uma ideia genial da parte dele.

Enfim, não vejo a hora de poder ler Excalibur, mesmo por que O Inimigo de Deus termina de um jeito que... nossa!
Quem ainda não leu corre, é um MUST READING, imperdível!

Só para encerrar. Uma pergunta que não sai da minha cabeça:" WTF, por que não fizeram filme dessa trilogia ainda???"

Quotes:

"- Não sou mulher de homem nenhum. Só de mim mesma."

"- Somos como homens com um tesouro, Derfel, e dia a dia ele se encolhe e não sabemos como impedir, e nem como fazer mais."

"- A gente nunca deveria encontrar um inimigo cara a cara - disse me - Pelo menos se souber que um dia terá de destruí-lo. Ou isso ou os saxões devem se submeter ao nosso governo. E não vão. Não vão."

"- O destino é inexorável."

http://alinenerd.blogspot.com.br/2011/11/o-inimigo-de-deus-bernard-cornwell.html
comentários(0)comente



Olgashion 12/02/2011

Não sei se Artur é frouxo ou ingênuo demais!! Aff que vontade que dá de bater nele às vezes, meu Deus!!!

Uma ótima história!!! Mal posso esperar para ler o último livro da série!
comentários(0)comente



Guilherme Tisot 16/01/2009

Perfeito
Os escritores costumam concordar que, o livro mais difícil de escrever em uma trilogia, é o segundo. São livros que costumam ser mais "mornos" em relação ao primeiro e menos empolgantes, pois o clímax é deixado para o último livro. Mas isso não acontece aqui, Cornwell nos presenteia com Inimigo de Deus sem deixar a peteca cair, mantendo o nível do livro anterior. O autor dá ainda mais profundidade aos personagens, sem esquecer das batalhas e discussões políticas entre os reinos da Britânia e acrescentando um novo inimigo de Artur: os cristãos, que querem, de todas as formas, acabar com o paganismo.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Matheus.Victor 11/06/2016minha estante
Parabéns pela resenha.Realmente,Cornwell é um mestre em vários quesitos,mas o principal na minha opinião é como ele consegue fazer com que nós nos sintamos dentro da história.Terminei hoje o segundo livro,dei uma pausa de um dia para refletir sobre a história e tentar curar essa "depressão" pós leitura heheh.Quero começar logo Excalibur e já adquiri a triologia do arqueiro(Busca do Graal) pois estou louco para conhecer mais obras do Cornwell.




Wanderlei 31/08/2009

Dando seqüência de maneira sensacional e absolutamente estimulante ao primeiro livro, Cornwell revive a lenda do Rei Arthur de forma brilhante e continua com a brutalidade crua da época. A história é mais centrada nos anos em que a Britânia viveu um período de paz e glória e os confrontos aconteciam entre os seguidores do Cristianismo e da antiga religião pagã. Além disso, temos também mais romance, principalmente no trecho que conta a história de Tristan e Isolda e uma reviravolta no final do livro vai realmente te deixar de queixo caído.

"Prefiro os filhos dos outros; são muito mais agradecidos."
Merlin

"Você quer que o mundo seja justo? Então imagine um mundo sem reis, sem rainhas, sem lordes, sem paixão e sem magia. Você gostaria de viver nesse mundo opaco?"
Merlin

- o amor?
- voce entende esta loucura?
- entendo que é possivel olhar nos olhos de alguem e de súbito saber que a vida será impossível sem eles.Saber que a voz da pessoa pode fazer seu coracao falhar, e que a companhia dessa pessoa é tudo que sua felicidade pode desejar, e que a ausência dela deixará sua alma solitária, desolada e perdida.
- isso já lhe aconteceu?
- nunca aconteceu até este momento!"
Derfel Cadarn, nas Crônicas de Artur
comentários(0)comente



Gustavo Kerezi 25/01/2010

A verdadeira história de Arthur
Segundo livro da Trilogia das Crônicas de Arthur, uma obra-prima de Bernard Cornwell, esse livro continua a história de Arthur de onde o último parou. É interessante que, mesmo que você demore um pouco entre um livro e o outro, logo nas primeiras páginas, a maioria dos personagens são reapresentados rapidademnte, além de um guia no início do livro com os personagens, lugares e um mapa da antiga Britânia. Nessa trama, o Cristianismo invade a Britânia, onde a maioria da população era pagã, e gera grandes problemas à Paz tão desejada por Arthur. Aparece também Guinevere, o Caldeirão de Clyddno Eidin, e histórias sobre trazer de volta os Deuses pagãos à Britânia. Expedições em busca do caldeirão, outras que vão até o Outro Mundo para buscar grandes amigos, e no final, mais guerras, envolvidas com um romance que faz tudo se encaixar suavemente.
|
|
Mais um ótimo livro dessa história, você mergulhará em um mundo totalmente diferente, e saberá como os comandantes pensavam, e o que faziam, vivenciará guerras e magias, no livro onde muitas coisas acontecem, mas que ainda deixam fôlego.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Phelipe Guilherme Maciel 22/10/2019minha estante
Bernard Cornwell é quase um Stephen King do gênero dele. Prolífero demais. Qual seria a melhor série para eu começar a ler o autor?


Lucas 22/10/2019minha estante
Phelipe, do autor até agora somente li os dois primeiros da Trilogia de Artur, mas pelo que vejo as outras pessoas comentarem, a trilogia arturiana é realmente a melhor maneira de começar a conhecer as obras dele, sem falar que é a série de Bernard com menos livros... ele gosta de escrever kkk.




Serafim 09/05/2012

Espetacular, fantastico!
A continuação do 1° livro das crônicas de Arthur é uma das melhores sequências que eu já li (e assisti) como 2° livro.

Normalmente o episodio "do meio" de uma trilogia costuma ser morno e encher a famosa linguiça. No entanto, Bernard arrebenta nesse livro.
Derfel continua sua saga narrado os acontecimentos que envolve ele e seu grande amigo Artur de modo que ficamos mais interessado em sua historia do que na do próprio Artur!!

Tem uma dinâmica espetacular que faz a imaginação do leitor deslizar fácil pra dentro do livro, fazendo com que você fique torcendo,vibrando, se emocionando, chorando e até cuspindo(!) junto com Derfel chegando ao ponto de você torcer pro livro não acabar de tão fantástica que fica a historia.

As reviravoltas surpreendem deixando os personagens flutuando nos conceitos de bom e mal. A gente duvida da integridade do próprio Arthur em um certo capitulo.

Sem duvida um dos melhores livros que já li.
comentários(0)comente



Sybylla 12/10/2012

Sensacional!
Se eu desgostei de O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus parece ter apagado o ranço que ficou do anterior. É um livro intenso, com reviravoltas e com passagens e narrativas impressionantes. Os personagens mais odiados - Lancelot e Guinevere - mostram quem verdadeiramente são e Artur parece enfim ter a noção de que não há outro para governar a Britânia se não ele próprio.

Derfel é intenso, um personagem muito carismático, cuja vida vai se desenrolando aos poucos, deixando sempre um gostinho de quero mais. Realmente, um livro empolgante.
comentários(0)comente



fabiocshark 08/09/2010

fantástico
Um dos melhores livros que eu já li.
comentários(0)comente



Patricia 29/03/2012

Primeiro, eu tenho que dizer que foi Bernard Cornwell que me provou que se pode sim julgar um livro pela capa.


Essa história começa lá pelo ano de 2005, com meu amigo Everaldo Aguiar, no alto de sua marajazez, me pedindo sugestões de livros pra comprar.

Eu nunca tinha achado que a minha opinião para livros fosse muito confiável, além de que minha internet discada me impedia de fazer pesquisas muito vastas. Mas como eu sou uma ótima amiga, e minha ganância por livros sempre foi muito grande, decidi ajudar.

É aí que entra um link do submarino, seguido de um "olha, esse aí tem a capa bonita. Parace bom" (ou algo do gênero).

[O livro em questão era "O Andarilho" da trilogia da Busca do Graal, e a capa é realmente bem bonita.]

Pra resumir, a história termina com o meu amigo comprando as duas trilogias de Cornwell e comigo descobrindo uma imensa paixão por elas...

O porque dessa paixão é fácil de explicar. Bastou buscar na wikipedia:

"As Crônicas de Artur são freqüentemente consideradas o melhor trabalho de Cornwell, sendo aclamado tanto por suas qualidades narrativas quanto pela exatidão em retratar a vida da época. O próprio Cornwell já disse que, dentre todos os seus trabalhos, esses três livros são seus favoritos.

O retrato feito por Cornwell de Merlin como um druida interesseiro, objetivo e irreverente é particularmente memorável, assim como suas pujantes descrições da barbárie da Era das Trevas. Também é interessante sua solução para o problema de integrar a magia do mito de Artur com o contexto da ficção histórica, que deixa para o leitor interpretar e decidir se a magia descrita na história é real ou apenas um conjunto de coincidências, psicologia e tecnologias primitivas."


Os personagens, as paisagens, as batalhas. Tudo é descrito tão bem e com tanta emoção que você se apega a história de um jeito que às vezes dá até vontade de chorar.

E é por isso que, até hoje, eu sempre me empolgo quando lembro. Afinal, eu acho que foi o destino e, como diria Merlin, "O destino é inexorável!"



"É uma boa estação, segundo me disse Igraine, para escrever sobre coisas antigas. Por essa razão me trouxe uma pilha de peles novas, um frasco de tinta acabada de misturar e um molho de penas. Fale-me de Artur, pede-me ela, do Artur de ouro, a nossa última e melhor esperança, o nosso rei que nunca chegou a ser rei, o Inimigo de Deus e o flagelo dos Saxões.

Fale-me de Artur."


Resende 07/07/2012minha estante
Resenha interessante, só não entendi porque não deu uma nota ao livro.




109 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |