A Ilha do Dr. Moreau

A Ilha do Dr. Moreau H. G. Wells




Resenhas - A Ilha do Dr. Moreau


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Comenta Livros 27/05/2019

Que livro mais doido
Esse livro valeu cada página.

site: http://comentalivros.com/a-ilha-do-dr-moreau-herbert-george-wells/
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Marselle Urman 01/01/2019

Nada além do esperado
Sanei, tardiamente, outra falha de caráter ao ler este clássico. Confesso ainda não ter lido Moby Dick, mas esse já é outro capítulo.

O terror, aqui, apela para a fórmula infalível do desconhecido, do inominável. As terríveis experiências conduzidas pelo Dr. Moreau na ilha, infelizmente, tornam esse romance "datado". Os avanços do estudo da anatomia humana, com elementos químicos, quiméricos e algo alquímicos, estampam um carimbo nessa obra.

O que fica de interessante, e sempre promissor, é o inventor maluco, o homem que quer ser deus. Entendo o apelo da obra à época que foi lançada. Mas nada demais.

SP, 13/12/2018
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Lucas Furlan - Valeu, Gutenberg! 22/09/2018

A ilha do dr. Moreau
Publicado em 1896, "A ilha do dr. Moreau" mistura aventura, terror e ficção científica e é mais uma prova da imaginação fantástica de H. G. Wells.

O romance é narrado em primeira pessoa pelo personagem Edward Prendick, e relata o período que ele passou numa ilha isolada no oceano Pacífico, depois de sobreviver a um naufrágio.

Na ilha, ele conhece Moreau, um controverso cientista que tinha sido banido da Inglaterra devido aos seus polêmicos experimentos com animais. Prendick logo descobre duas coisas: 1) Moreau, ao lado de seu assistente, Montgomery, fez do local o seu novo laboratório, intensificando cada vez mais suas pesquisas; 2) A ilha é habitada por criaturas monstruosas, que têm relação direta com o trabalho do cientista.

É lógico que uma hora vai dar m…

Pra não dar spoilers do livro, não vou mencionar a natureza das experiências de Moreau. Apesar de serem cientificamente inviáveis, elas funcionam no contexto fantástico da obra e ainda são capazes de chocar e assustar o leitor contemporâneo.

Wells compensa a falta de rigor científico com muita tensão e suspense. Prendick nunca sabe até que ponto pode confiar em Moreau e em Montgomery, e as feras que vivem soltas são uma ameaça constante ao protagonista.

O autor também usou "A ilha do dr. Moreau" para fazer várias críticas sociais. Ao longo do livro é possível encontrar alfinetadas contra a Inglaterra colonialista, contra as religiões baseadas no medo e no castigo e também contra o comportamento humano:

"Um animal pode ser feroz e pode ser sagaz, mas para dizer uma mentira é necessário ser um homem de verdade."

"A ilha do dr. Moreau" é divertido, criativo, influente (é difícil não lembrar de "Jurassic Park") e trata de temas que continuam atuais, como a ética com os animais. Uma leitura excelente!

site: www.valeugutenberg.wordpress.com
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Cintya Plem 16/09/2018

A ilha da maldade
Sempre acabo me surpreendendo com as histórias que envolvem as ações humanas, tanto para as coisa boas como também para as más. Essa história retrata a humanidade em seu estado mais deplorável, a ideia errônea de ser um criador.
Charles Prendick é sobrevivente de um naufrágio, depois de alguns dias a deriva ele é salvo por um navio, para sua sorte Montgomery é medico e o ajuda se recuperar. O navio carrega uma carga enorme de animais para Montgomery e o destino é a ilha do Dr. Moreau. Impedido de seguir viagem no navio Prendick é obrigado a ficar na ilha também e é nesse momento que todas suas crenças e entendimentos sobre a humanidade vão ser refutados.
Dr. Moreau se dedica a vivissecção há anos, onde tenta criar homens a partir de partes animais. Foram anos de experimentos, cada qual com sua imperfeição iam sendo deixados de lado depois que começavam a regredir a forma animal, obrigados a se juntarem e viverem sobre uma lei nos arredores das ilhas. Esse povo animal é limitado e extremamente assustador, o que leva Prendick ficar aterrorizado com tudo que presencia.
Quanto mais tempo Prendick vai sendo obrigado a passar junto do povo animal mais ele vai conhecendo-os, suas maneiras vão se alterando e seus temores aumentando.
Quando o mesmo retorna a sociedade se vê enclausurado e temeroso da mesma maneira que na ilha o que nos leva a questionarmos: O que é ser humano? Infligir o que queremos nos menos favorecidos? Tentar mudar/melhorar algo a força? Não dar ouvidos aos gritos e pedidos de socorros que ouvimos? Ou apenas presenciar tamanha maldade e continuar tentando viver?
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Ricardo 28/08/2018

Instinto animal
A razão também opera malefícios. Não basta ser instruído. Seres humanos com sede de poder e autoritarismo usam suas experiências e autoridades para impor sobre os demais as ideias que acham ser corretas. Um doutor Frankenstein ou um doutor Moreau - fantasias à parte - não são tão diferentes de um Abdelmassih ou um Mengele da vida real.
Agora, o instinto animal é o impulso para a sobrevivência. Não pode ser tratado como bom ou ruim. Os seres humanos transformam a natureza ao seu bel prazer e aí que a coisa fica estranha. É mais ou menos disso que trata A ilha do dr. Moreau. H.G. Wells nos oferece na forma do romance um estudo do comportamento do ser humano de seu tempo, cientista, filósofo ou literato.
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Daniel 01/06/2018

Aqui quem dá spoiler é o autor!
Resenha no link abaixo!

site: https://blogliteraturaeeu.blogspot.com/2018/06/a-ilha-do-dr-moreau-island-of-doctor.html


Carol.Ortiz 30/05/2018

O que é Humano na ilha do Dr. Moreau
Olá, leitores! Mais uma vez falaremos sobre esse grande escritor inglês do século XIX: H.G.Wells. Para quem acompanha a coluna, comentamos sobre ele em A guerra dos mundos em momento anterior. Desta vez, entretanto, o livro aqui mostrado é muito mais terror e assombro do que a pura ficção científica.

A ilha do Dr. Moreau narra a história de Charles Prendick, sobrevivente de um naufrágio, que foi resgatado por um navio misterioso. Sem saber se está sendo ajudado ou aprisionado, Prendick vai parar em uma ilha assustadora. Dr. Moreau, dono do lugar e líder de um povo excêntrico, é um cientista exilado e que vive envolvido em experimentos incomuns.

Com uma visão de horror e incredulidade, o leitor é convidado a participar de um mundo inimaginável. A tensão é constante e, à medida em que Prendick vai descobrindo a verdade, um grande mal-estar domina o ambiente. Wells cria um paradoxo: o homem tenta humanizar os animais e, ao mesmo tempo, se animaliza. Buscamos conforto na companhia de outras espécies e, simultaneamente, agimos com instinto cruel contra seres da nossa própria espécie.

Wells, em um outro viés, fez uma grande crítica à sociedade. Questionou sobre a religião e seu fanatismo e controle, sobre o processo colonialista (fato que, particularmente, achei bárbaro! A metáfora escondida de impérios do Velho Mundo encarar os nativos como animais), controle de massas e pânico diante do diferente.

A grande questão, entre todas essas levantadas, é “o que é o ser humano?” Moreau, em si, não é o evento marcante da obra. Talvez seja o vilão, talvez seja um louco, talvez seja só um inconsequente. Mas não, não é o centro de toda a narrativa. O Povo Animal e o funcionamento de sua sociedade semi-humana, as interações entre os personagens bestificados, a descrição de suas formas físicas, seus comportamentos e a falta de identidade são, sem dúvidas, o ponto central da obra. Um misto de pena, horror, raiva e compaixão são os sentimentos que nos envolvem conforme a leitura avança.

Afinal, o que é ser humano num mundo em que “Lá fora os uivos pareciam ainda mais altos. Era como se todo o sofrimento do mundo estivesse concentrado numa única voz. E, no entanto, eu sabia que, se toda aquela dor estivesse sendo experimentada no aposento ao lado por alguém sem voz, acredito (e penso nisso desde então) que eu poderia conviver com ela. É somente quando a dor alheia é dotada de voz e põe os nossos nervos à flor da pele que a piedade brota dentro de nós.

Leiam e preparem-se para questionamentos angustiantes porque “um animal pode ser feroz e pode ser sagaz, mas para dizer uma mentira é necessário ser um homem de verdade.”

site: http://www.ojornalzinho.com.br/2018/05/24/o-que-e-humano-na-ilha-do-dr-moreau/
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Rittes 28/05/2018

Feras e homens
Obra clássica e famosa de Wells, já exaustivamente adaptada para o cinema, com Marlon Brando e Burt Lancaster, entre as mais famosas (e que deve ganhar uma outra adaptação em breve), esta novela de terror com ares filosóficos é bem interessante e, apesar de muito antiga, não envelheceu mal. Jamais o conceito de cientista louco foi tratado com tanta propriedade, assim como a nossa suposta superioridade sobre nosso lado animal. Como disse antes, muito interessante.
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Patricia.Nogueira 18/01/2017

Quando uma leitura te satisfaz
Tenho lido muito da "literatura" atual, e dificilmente me sinto satisfeita com o resultado final dos livros. Por esse motivo decidi investir mais do meu tempo nos clássicos e conceituados livros que são famosos no mundo literário. O primeiro deste ano foi essa intrigante história de um revolucionário cientista e sua ilha misteriosa. Dizem que de médico e louco, todo mundo tem um pouco, mas acho que o Dr. Moreau extrapolou.
Brincadeiras à parte, aqui encontrei uma leitura maravilhosa, curiosa e intrigante que conseguiu prender minha atenção a cada linha. E o mais satisfatório em uma boa leitura, é o fato dela te fazer pensar e refletir sobre a vida, o mundo e as ações humanas.
Recomendo com satisfação a leitura desse livro espetacular.
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Kau 18/11/2016

Para os fortes apenas
Esse é o tipo de livro que nem todas as pessoas conseguiria ler, o que é uma pena, já que é uma das obras que entrou pra minha lista de top 10 desse ano. A narrativa é bem fluída, tem um bom ritmo, o autor sabe te prender na história (mesmo nas partes aflitivas e cruéis das experiências com os animais), é um livro que desde que eu li indico para meus amigos, é difícil explicar o por que foi uma experiência tão boa de leitura, acho que cada um tem que ler e tirar suas próprias conclusões...
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Tauami 17/11/2016

O monstro em cada um de nós retratado no livro clássico de H.G. Wells
Escrito em 1896, A Ilha do Dr. Moreau é tido como uma das obras literárias basilares para os que se dizem entusiastas do gênero terror e ficção científica. Quais seriam as razões que elevam esse livro a tal patamar? Antes de irmos às respostas dessa questão, se faz necessário explicitar as condições históricas em que o livro foi produzido.

Vivissecção é uma determinada conduta cirúrgica feita com propósitos experimentais em organismos ainda vivos. Normalmente, esse processo ocorre em seres que possuem sistema nervoso central para análises mais apuradas sobre as reações dos experimentos efetuados. Atualmente, esse processo é rigidamente controlado por um conselho de ética que estipula normas para que esses processos sejam feitos dentro de condições mínimas de conforto para o ser que está sendo vivesseccionado. Com os avanços da tecnologia, espera-se que esse tipo de procedimento seja abolido. Entretanto, esse movimento contrário ao procedimento é extremamente recente.

A primeira organização a ser criada com o claro intuito de combater a vivissecção foi a NAVS (National Anti-Vivisection Society). Fundada em 1875 por Francis Power Cobbe, no Reino Unido, essa organização criou um profundo e intrincado debate com a sociedade médica que até aquele momento possuía como um de seus fundamentos a prática da vivissecção exploratória. Durante o século XVI, Andreas Vesalius, considerado um dos pais do estudo da anatomia humana, acreditava enfaticamente que estudantes de medicina deveriam se utilizar de animais vivos para aprimoramento de seus conhecimentos sobre anatomia ao invés de debruçar sobre ilustrações feitas em livros. Entre as conquistas obtidas pela NAVS, está incluída a criação de uma ação (Cruelty to Animals Act 1876), aprovada pelo parlamento do Reino Unido, que regulariza os termos em que a vivissecção se torna legal, nos termos da lei. Posteriormente (1898), a British Union for the Abolition of Vivisection também foi criada, endossando os movimentos que lutam até os dias de hoje contra essa prática.

H.G. Wells, que já havia alcançado notoriedade com A Máquina do Tempo, publicada em 1895, estava ciente dessa crescente discussão sobre os limites da intervenção humana. Lembremos que autor era letrado nas ciências biológicas, tendo sido orientado pessoalmente por Thomas Henry Huxley, um conhecido biólogo evolucionista que influenciou profundamente o sistema educacional público inglês. Assim sendo, não há como negligenciar esses acontecimentos na construção da narrativa de A Ilha do Dr. Moreau.

O livro é trabalhado como se estivéssemos diante de um fato ocorrido na vida de Edward Predick, um rapaz abastado que é resgatado do mar após sofrer um trágico naufrágio. No navio de seus salvadores, Predick observa um desconforto geral por parte da tripulação em relação a um de seus passageiros. M’ling, devido sua aparência bestial, acompanhado de Montegomery, médico responsável por manter Predick vivo após o resgate. Ambos esperam a chegada do navio à ilha onde moram.

A medida que os pormenores dos experimentos de Moreau vão sendo expostos, ganhamos o conhecimento de que ele está conduzindo a criação de seres humanoides a partir de animais comuns e que seu sucesso havia sido tanto que esses seres desenvolveram, por meio de preceitos de cunho religiosos postulados pelo próprio Moreau, uma organização social própria.

A trama é trabalhada a partir das memórias de Predick a respeito dos acontecimentos que o cercaram em sua estadia na ilha, o que faz com que o leitor tenha que se ater a ideia de que todo o desenrolar da narrativa é um constructo partindo de um único ponto de vista. Através dos olhos de Predick, enxergamos as abomináveis criaturas feitas pelo injustificável narcisismo de Moreau. Vemos o inconsolável Montegomery se digladiando contra a correspondência entre ele e as bestas. Vemos a similitude entre os preceitos morais pífios impostos por Moreau a sociedade das criaturas e os preceitos morais que regem o nosso mundo dito civilizado.

O tempo e o espaço do livro estão profundamente relacionados. Quando nos lembramos de algo, não conseguimos resgatar todos os dias do passado, apenas aqueles acontecimentos que possuem certo peso para nós. O livro traz isso. Embora Predick passe praticamente um ano preso na ilha, a narrativa não tem tanto volume como normalmente essa quantidade de tempo pediria. Isso decorre em grande parte devido ao local onde ele se encontra. Uma ilha isolada e hostil não é um bom lugar para nutrir boas recordações. Tive a impressão de que, a todo o momento, Wells buscava metaforizar a memória através do que é a ilha, um pequeno punhado de terra (memória) cercada por todos os lados de água (acontecimentos reais).

Agora, voltemos à questão: O que torna A Ilha do Dr. Moreau uma leitura obrigatória? Bom, alguns poderiam dizer que a grandiosidade do livro se encontra na necessária comparação da organização do povo bestial e do mundo civilizado. Outros colocariam que é a inadiável queda do ser humano quando ele busca usurpar o trono de Deus, representado pelo trágico final do Dr. Moreau. Mas, em minha leitura, o brilhantismo da obra se encontra no modo como Wells demonstra que determinados acontecimentos em nossas vidas jamais nos permitirão voltar a ser o que já fomos.

Ao final do livro, depois de escapar da ilha, Predick se torna um homem de letras recluso, incapaz de lidar tranquilamente com a sociedade, pois ele viu de frente tudo o que a humanidade é – apenas um bando de animais. Quando isso se torna claro, não há volta.

Com essa conclusão, a relação que a obra cria a temática da vivissecção de torna mais complexa. Ao se deparar com a animalidade que cada ser humano possui dentro de si, Predick enxerga que abrir um animal para quaisquer que sejam os propósitos tornou-se uma atitude contra a própria noção de humanidade. É como se cada criatura que é vivissecionada pelo Dr. Moreau fosse um ser humano.

Não é possível passar indiferente pela leitura desse livro. A Ilha do Dr. Moreau traz aos nossos olhos que o mais profundo horror se encontra de cada ser humano. E lá esse horror aguarda, pacientemente, uma oportunidade de se manifestar. Com críticas filosóficas apuradas, uma linguagem acessível e a capacidade de ainda ressoar seus incisivos apontamentos, que vão desde vivissecção até o modo como nos relacionamos socialmente, fazem dele um livro necessário.

Ficha técnica:

H. G. Wells – A Ilha do Dr. Moreau – 1896
Tradução: Braulio Tavares
Lançamento no Brasil: 2012
Editora Alfaguara Brasil

site: https://101horrormovies.com
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Jaíne 15/04/2016

Ainda na vibe de ler livros de horror, dei início a leitura da ficção de H.G. Wells.
A Ilha do Doutor Moreau, aborda um tema "complicado" e muito detestado pela minha pessoa. Sou absolutamente contra qualquer tipo de teste envolvendo animais. E se sou contra pegar um ratinho indefeso e implantar doenças nele para ver se descobrem algo que cure a tal doença, imagine então experimentos sem qualquer tipo de nexo ou objetivo aceitável.
É isso que vemos nessa história. Um louco que vive em uma ilha, exilado do mundo e que pega animais indefesos para torturá-los com experimentos macabros que visam um objetivo: transformar animais em humanos.
Bom, é importante considerar essa história uma obra de ficção ao lê-la, como eu disse, sou contra experimentos feito em animais, portanto tentei me lembrar o tempo todo "ISSO É FICÇÃO!", embora lá no fundo a gente saiba que existem sim, humanos desprezíveis que praticam esses tipos de atrocidades.
Voltando ao enredo, em determinado ponto, não é difícil considerar tudo uma obra ficciosa, afinal, os animais "transformados" pelo Dr. Moreau tem diversas características humanas, inclusive a fala.
A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Prendick, um naufrágo que por azar do destino, acabou indo parar na tal ilha do cientista louco.
Li algumas sinopses que tratavam esse livro como "uma sátira sobre a teoria da evolução". Cada um com sua opinião né?
Enfim, é um livro curto e cheio de maldades que vão fazer o sangue de qualquer um que se importe com animais ferver. (Mesmo sabendo ser ficção).
A quem gosta de livros do gênero horror, eu recomendo a leitura, embora eu classifique a história apenas como "boa", e quem não gosta, favor, passar longe desse livro.

E para ler a essa e outras resenhas, acessem:

site: mundodasresenhas.com.br
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Adriano 12/03/2016

A ideia básica deste livro é tratar acerca das polêmicas em torno do nascente campo da biologia e da vivificação no final do século XIX. A obra foi publicada em 1896, e traz a narração em primeira pessoa de Edward Prendick, um náufrago resgatado por um navio e deixado na ilha do Doutor Moreau, que criava híbridos de humanos através da vivissecção (cirurgia experimental em organismo vivos) de animais. Como é comum em obras de ficção científica, oi livro traz uma série de temas filosóficos como dor e crueldade, responsabilidade moral, identidade humana e interferência humana na natureza.



capa da primeira edição de 1896


Como me alertou meu amigo Guilherme Schuhli, não há menção à genética no livro, mas sim à fisiologia à luz das conquistas de técnicas cirúrgicas. Mesmo assim, suas discussões servem bem ao novo ídolo molecular de modificações genéticas. Tanto que os mesmos temas de dor e crueldade, responsabilidade moral, identidade humana e interferência humana na natureza (no caso a própria natureza humana) continuam em evidência e talvez mais contundentes.
(Para alguns desses temas, indico aqui a ótima obra A vida imortal de Henrietta Lacks de Rebecca Skloot aqui)
H.G. Wells é considerado um dos maiores nomes mundiais de obras de ficção científica não por acaso. Suas obras levantam uma série de debates morais além de previsões distópicas sobre o futuro. Wells vinha de um contexto acadêmico que contribuiu para a ambientação de suas obras. Ele estudou no Royal College of Science e fez algumas pesquisas de biologia sob a orientação de Thomas Henry Huxley. (1825-1895), biólogo britânico conhecido como o "buldogue de Darwin", por defender ferrenhamente as ideias evolucionistas. (Uma curiosidade: Thomas Henry é avô de outro grande escritor de ficção científica, Aldous Huxley).
Talvez uma questão fundamental de cunho filosófico esteja na própria figura do Dr. Moreau. Qual o limite moral de experimentos biológicos? Pela boca do doutor, entre uma vivissecção e outra, ouvimos:
" Até hoje a questão ética deste meu trabalho não me preocupou, em absoluto. O estudo da natureza deixa um homem tão despido de remorsos quanto a própria natureza. Fui em frente, sem pensar em nada a não ser nos problemas com que me defrontava"
Um alerta contra a noção de que a ciência deve ser deixada aos cuidados unicamente dos cientistas e de que a filosofia e o estudo da ética são fúteis e desnecessários. H. G. Wells continua atualíssimo.
mais resenhas e textos em http://oracaovalente.blogspot.com.br/
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Vickawaii 18/02/2016

Um excelente thriller de ficção científica
A atmosfera de A Ilha do Dr. Moreau é bastante densa e constitui um verdadeiro thriller, visto que ficamos angustiados com as criaturas feitas pelo Dr. Moreau e ansiosos como Edward Pendrick lidará com a situação, se será submetido a experimentos, se escapará da ilha ou se deixará de ser apenas um observador. Sendo assim, podemos dizer que a narrativa por si só já torna o livro interessante de se ler, mas além da superfície nos envolvemos em uma reflexão filosófica sobre a ética científica, behaviorismo, crueldade, progresso e identidade humana até o impactante desfecho da obra.

site: http://wheresmyneverland.blogspot.com.br/2015/01/book-challenge-11-island-of-dr-moreau.html
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