O maravilhoso bistrô francês

O maravilhoso bistrô francês Nina George




Resenhas - O Maravilhoso Bistrô Francês


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Leticia.Zloccowick 10/07/2018

Bonzinho...
Eu amei o outro livro da Nina George e corri pra ler esse .. mas confesso que me decepcionei um pouco. O livro é bom mas não chega nem perto do outro (A livraria mágica de Paris). A história desse livro é boa, mas se perde um pouco no meio, depois acho que se reencontra e fica ok.. rsrsrs
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Debyh 25/06/2018

Um livro que chegou de forma inesperada, o Maravilhoso Bistrô Francês foi um mimo que a editora nos enviou. Este livro tem um começo um tanto quanto interessante, porém o meio não foi o que eu esperava e apesar de ter um final um tanto quanto agradável, ele ficou apenas na média para mim.
Marianne está há muito tempo em um casamento sem felicidade e essa é uma realidade muito comum. Então um dia ela resolve que tem que acabar com tudo aquilo, em meio quase um final trágico ela acaba se aventurando em outro país, mesmo que fosse algo que ela não planejava ela acaba fazendo coisas novas na sua vida.
(continua no link)

site: http://euinsisto.com.br/o-maravilhoso-bistro-frances-nina-george/
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Bia Kollenz 11/06/2018

O Maravilhoso Bistrô Francês
O Maravilhoso Bistrô Francês é um livro escrito pela alemã Nina George e publicado pela editora Record em 2017. O romance se passa na Bretanha, uma região administrativa no oeste da França que guarda um folclore e uma cultura vastas. Nina George divide seu tempo entre Berlin e a Bretanha, é visível ao longo do livro o amor que ela nutre pela região. Nina faz questão de falar sobre as lendas, a língua e as tradições que foram reprimidas por tanto tempo pelos franceses, eles fizeram questão de apagar os vestígios do povo bretão. Foi só recentemente que os jovens começaram a tomar para si a obrigação de manter a língua e a história de seu povo vivas.

A história é narrada por Marianne, uma senhora alemã que vive um casamento triste. Seu marido é extremamente abusivo e, para fazê-lo feliz, Marianne reprime seus sonhos e desejos. Lothar pouco se importa com a esposa. Depois de enfrentar traições e restrições ao longo de uma vida, ela resolve morrer. Marianne tenta o suicídio em uma viagem a Paris, a tentativa frustrada a leva a uma viagem incrível, onde ela descobre mais sobre si mesma e sobre a magnitude da vida. É em um hospital que ela encontra um azulejo pintado com a paisagem de Kerdruc, um pequeno porto escondido nos confins da Bretanha. Movida pelo sonho de ver o mar e mais uma vez tentar por fim a sua vida, Marianne parte em direção ao litoral sem nada além de suas roupas do corpo.

“O último dia. Quando ainda tinha todos os anos e décadas pela frente, o tempo parecia infinito. Como um livro que espera para ser escrito, assim lhe parecia a vida que ainda estava por vir quando era jovem. Agora, com sessenta anos, as páginas estavam vazias.”

O romance criado por Nina George é encantador. Para quem não sabe, a Bretanha é o lar das lendas de Rei Arthur e de Avalon. Lá fadas, duendes e bruxas são uma realidade. A autora traz muito dessa peculiaridade para a história. As lendas de Avalon também trazem o empoderamento feminino. Os celtas cultuavam a deusa e valorizavam as mulheres, que tinham papel de destaque nos vilarejos, tudo isso faz parte da jornada de Marianne em tomar posse da própria vida.

A personagem criada pela autora é bem crível, em alguns momentos senti que ela não agia conforme a idade, mas levando em consideração o todo da obra, a escritora foi bem sucedida em escrever sobre uma mulher madura. Os personagens secundários também são bem divertidos. Quando havia uma mudança de foco na história isso não me incomodava, tão interessada fiquei com a vida de todos os coadjuvantes. Entretanto, senti que alguns desenvolvimentos ao final do livro foram corridos, nada que atrapalhe, mas deixa um gostinho de quero mais.

“As grandes religiões e seus pastores atribuíram um lugar à mulher ao qual ela não pertence. Relegadas à segunda classe. A deusa se transformou em Deus; as sacerdotisas, em putas; e as mulheres que não quiseram se curvar, em bruxas. (…) Toda mulher é uma sacerdotisa quando ama a vida. Quando ela encanta a sua si mesma e àqueles que são sagrados para ela. Já está na hora de as mulheres se lembrarem de que há poderes ocultos dentro delas.”

Eu já havia me interessado pela autora quando a Record lançou A Livraria Mágica de Paris, sou uma grande entusiasta da França, estudo francês e gosto muito de livros que retratem o país. O que mais me motivou em ler O Maravilhoso Bistrô Francês foi o cenário onde a história se passa. Em geral, estamos acostumados com histórias centradas em Paris, sendo que o país é muito mais rico e cheio de histórias para dar. A magia do povo bretão, o seu idioma, tudo que envolve a história tem um toque especial, assim que terminei o livro quis correr e comprar uma passagem só de ida pra Kerdruc.

Mais do que conhecer esse lugar mágico, eu queria também conversar com todos os personagens, a autora criou tanta coisa apaixonante que eu espero no mínimo um filme. O livro é leve e divertido, a sensação é de passar um fim de semana na praia com amigos. Apesar de ter um enredo simples, a autora foi capaz de discutir algumas questões, como a importância de não se diminuir em um relacionamento. Marianne descobre que ninguém vai te amar mais só porque você desistiu de tudo. Em tempos de girl power essa é uma mensagem importante. Leitura super recomendada pra quem quer passar um fim de semana tranquilo em boa companhia!

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-maravilhoso-bistro-frances-nina-george
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Cheiro de Livro 14/05/2018

O Maravilhoso Bistrô Francês
Lá no final dos anos 1980, em 1987, o filme “Bagdad Café”, de Percy Adlon, conquistou um enorme público ao contar a história de uma dona de casa alemã que briga com o marido e vai trabalhar numa parada de caminhão no meio do deserto nos EUA. O filme fala sobre encontrar sua própria voz depois de anos calada e presa a um casamento infeliz. Aí você está lendo essa resenha e pensando o que isso tem a ver com O Maravilhoso Bistrô Francês, de Nina George. Bom, muita coisa, a premissa dos dois é muito parecida, até a nacionalidade das protagonistas. Enquanto eu lia o livro eu lembrava do filme, com a vantagem de que o livro vai muito além ao falar sobre autodescobrimento e lembrar que nunca é tarde demais para encontrar a própria voz. Eu podia dizer que nunca é tarde demais para encontrar o amor, mas isso não é o mais importante. Ao ler o livro você percebe que o que a personagem principal precisava era se encontrar, se amar e é sobre isso que o livro fala.

A personagem principal é Marianne Messman, uma alemã casada há 41 anos com um homem horrível que nunca a amou e que ela nunca amou também. Em uma excursão a Paris, Marianne decide se matar e se joga no Sena. Acaba sendo resgatada por um mendigo e acaba em um hospital morrendo de vergonha do que fez, seu marido decide voltar para a Alemanha a deixando para trás, sem dinheiro, sem conhecidos e com muito medo. Ainda no hospital, Marianne vê um azulejo com uma bela paisagem de Kerdruc na Bretanha para onde ela foge e recomeça sua vida, trabalhando no charmoso restaurante Ar Mor, onde passa a ter contato com as pessoas mais diferentes e que a ensinam a amar a si própria e a vida.

O fio condutor é exatamente o mesmo do filme “Bagdad Café”, mas O Maravilhoso Bistrô Francês vai além ao falar sobre o quanto Marianne não gosta de si mesma, do quanto ela sempre foi infeliz e acreditava que deveria ser assim mesmo quando se estava em um casamento. O ponto mais positivo do livro é o fato de Marianne já estar com mais de 60 anos e recomeçar sua vida, se permitindo a viver uma aventura romântica como qualquer mocinha de vinte e poucos anos, que são personagens mais comuns em romances. Mas Nina George aproveita para mostrar o lado positivo ao falar também da sexualidade de Marianne. Ela vai a fundo ao discutir vários assuntos tabus e constrói uma história muito bem trabalhada ao falar sobre envelhecer.

O livro é muito atual ao mostrar todas as pessoas que trabalham e vivem ao redor do restaurante, que parecem ter uma vida perfeita. Mas Nina George nos mostra suas inseguranças, as dificuldades que elas também têm em lidar com alguns assuntos internos e o quanto a presença de Marianne entre eles é positiva. No fim Marianne se sente fortalecida por passara conviver com aquelas pessoas, mas seu carinho com elas se mostra muito importante também.

O Maravilhoso Bistrô Francês, da Editora Record e com tradução de Petê Rissati, se vende como um livro sobre uma mulher que descobre o amor, mas ele é muito mais que isso. É um manifesto sobre a importância de se descobrir, de se aceitar e se amar para poder aceitar plenamente tudo o que a vida pode oferecer.

site: http://cheirodelivro.com/o-maravilhoso-bistro-frances/
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Luiza 23/03/2018

O Maravilhoso Bistrô Francês
Sou apaixonada por Nina George desde A Livraria Mágica de Paris, e fiquei louca por este livro desde que soube de sua publicação, no ano passado. Infelizmente, um equívoco de comunicação não permitiu que eu o lesse antes, mas acabei me dando o livro de presente mesmo assim.

site: http://www.oslivrosdebela.com/2018/03/o-maravilhoso-bistro-frances-nina-george.html
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 19/02/2018

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
"Quanto mais tempo uma mulher vivia, mais começava a descobrir - se deixasse de lado os velhos sonhos de casamento, filhos, amor para sempre e sucesso profissional, todos nascidos das convenções, começaria uma vida em que o restante estaria lá para ser conquistado. Apenas quando cada um descobria seu verdadeiro lugar no caminhar das coisas, encontrava um sentido. A vida não era muito curta. Era muito longa para desperdiçar indevidamente com falta de amor, ausência de riso e um nada de decisões. E tudo começa quando a pessoa se arrisca pela primeira vez, falha e percebe que sobreviverá ao fracasso. Sabendo disso, ela arrisca tudo." (página 196)

A história é sobre Marianne, uma alemã de sessenta anos, casada há quatro décadas com Lothar, um homem avarento, especialmente com a mulher. Marianne era obrigada a só comprar comidas que estivessem perto do prazo de validade, pois eram mais baratas, usava um mesmo par de sapatos há quinze anos, vestidos vendidos por menor preço por terem defeitos na costura. Marianne sempre andava a pé, o marido não a deixava dirigir o carro nem trabalhar fora para ganhar seu próprio dinheiro. Mas ele só era pão duro com ela.

"- Champanhe caro/ Deve ser. Sabe quanto custa?!?
- É nosso aniversário de casamento.
- E isso não é motivo para sair esbanjando. Você não pode simplesmente fazer o que quiser com o meu dinheiro.
(...) O dinheiro dele. Marianne gostaria de trabalhar para ter o próprio dinheiro." (página 16)

Até que, um dia, Marianne não quis mais viver. Em uma viagem com o marido para Paris, ela afastou-se sem que ele percebesse, foi até uma ponte sobre o rio Sena e pulou. Mas Marianne não teve sucesso em sua tentativa de suicídio, um homem lhe tirou de dentro das águas.

"Marianne olhou para o homem que a tirara do Sena sem que ela tivesse pedido. Ele era louco. Louco o bastante para achar que só era preciso sobreviver para viver." (página 17)

No hospital, Marianne viu uma pintura, e decidiu que, se na ponte sobre o Sena não foi possível dar fim em sua própria vida, e se Lothar a tratara com tanta frieza após o incidente, então ela iria até aquele lugar retratado na pintura, e lá colocaria um fim em si mesma.

"- A senhora sabia que pessoas com depressão severa tendem a se irritar facilmente, mas o tempo todo se desculpam e voltam as agressões contra si e não contra o desencadeador da agressão?" (página 27)

Chegando à Bretanha (região da França), Marianne acabou conseguindo um emprego no Ar Mor, um restaurante que tinha um jovem cozinheiro apaixonado e que vivia colocando sal demais na comida.

"- Jeanremy pôs sal demais por conta de uma mulher? - perguntou Laurine.
- Está apaixonado. Cozinheiros apaixonados usam sal demais.
- E os infelizes?
- Conhaque demais." (página 69)

Além de turístico, o locar era um ponto de encontro de aposentados da região. Pouco a pouco, Marianne descobriria uma versão de si mesma que nunca pôde deixar aparecer. E sua chegada à cidade portuária de Kerdruc também mudaria para melhor a vida daquelas pessoas, muitas marcadas pela cultura da Bretanha, onde a vida, a natureza e a magia estão completamente ligadas. Mas haveria tempo para Marianne, com sessenta anos, recuperar toda a vida jogada fora ao lado de Lothar? Ou seria tarde demais? Depois de anos como um sanguessuga, ele aceitaria a partida da esposa?

"Desde que ela chegou, não sinto mais falta de nada em terra firme. Entende? Marianne é como o mar, só que na terra." (página 108)
Minha opinião: Nina George inova, ousa e arrisca ao trazer como protagonista uma mulher de sessenta anos, cuja vida não foi nada do que ela esperava. Como vocês se imaginam quando chegarem aos sessenta? Aposentados, "com a vida feita", já tendo trabalhado, construído uma família que não seja a sua de origem? E se nada disso der certo? E se você chegar aos sessenta e perceber que não viveu nada, que não realizou nenhum sonho, que sua vida passou em branco? Vai achar que já é tarde demais e continuar deixando a maré te levar, vai tentar por um fim em tudo ou vai aproveitar o tempo restante para, finalmente, viver?

E não é só a Marianne que já está na terceira idade, boa parte dos personagens também estão nessa faixa etária. Num país como o nosso, que infelizmente não valoriza os idosos, ver sessentões ainda com tanta vontade de viver e amar, pode causar espanto em alguns leitores. Então, é um livro que aconselho ler de coração aberto, deixando os preconceitos de lado.

"(...)quem esperava algo maior depois da vida, esquecia que ela já é o melhor que pode acontecer." (página 197)

O livro começa com bastante emoção, com Marianne se jogando da ponte já no primeiro capítulo. Depois, a leitura tem um ritmo mais calmo, conforme acompanhamos a jornada de Marianne e vamos conhecendo os muitos dramas dos personagens secundários que ela encontra em Kerdruc. Temos a dona do restaurante e seu segredo que a faz olhar para o outro lado do rio incontáveis noites; o amor secreto do cozinheiro; o homem inconformado ao ver a ex-mulher casada com um rapaz mais novo; a dona da galeria de arte; a dona do salão; um homem que está perdendo o controle do próprio corpo para tremores e vê sua esposa tendo momentos de perda de lucidez... As histórias daquela cidade portuária vão se entrelaçando e se desenvolvendo. Até que, nos capítulos finais, o ritmo da trama se torna novamente ágil.

"A mãe e a lua foram tão criticadas: quem entrega seu filho não nascido em troca de um homem não merece o amor de uma criança. E a lua não tem direito à maternidade, pois o que ela faria com um ser de carne e osso?
O que você queria com a criança, lua?
Mas ninguém culpou o homem que matou a mulher por vaidade, por medo, por orgulho estúpido.
É sempre assim, pensou Marianne enquanto a espuma subia pelo vestido, ninguém culpa os homens. É a mulher que tem culpa. Quando ele não a ama, quando ela é fraca demais para ir embora, quando ela tem um filho mas não uma aliança. Somos o sexo que culpa a si mesmo. Lothar matou o amor e a vida, e não consegui culpá-lo!" (página 84, a referência à mãe e a lua é sobre a música "Hijo de la luna", onde uma mulher implora à lua para que lhe traga seu amado, mas em troca a lua pede como pagamento o primeiro filho que essa mulher tiver, como a criança nasce muito branca, o homem, um cigano, acha que foi traído e mata a mulher)

Pela resenha vocês podem perceber o tanto de citações que marquei, pois a Nina George trabalha bem com as palavras, se aprofundando e expressando de forma sensível os sentimentos dos personagens. Ela escreve de um jeito que nos encanta pelos lugares que descreve (especialmente pelo mar), é como se tivéssemos visitado a França através das palavras dela. Além disso, sempre aprendemos alguma coisa em seus livros. Fora a geografia e os novos lugares, conhecemos comidas, músicas, costumes bretões, palavras em francês e alemão (a minha favorita foi "kenavo", um sinônimo para "au revoir" ou "adeus", e também gostei muito de "allez", algo como "vá!", "vamos!"), etc.

"Que louca eu fui. Estava tão orgulhosa de mim mesma e da minha capacidade de sofrer; queria ser perfeita nisso. Quanto maior minha aceitação resignada, maior seria o amor dele um dia. E a maior renúncia, a renúncia à minha vida, me garantiria o amor imortal do meu marido.
Marianne começou a ri.
- Infelizmente, ninguém nunca combinou um reembolso de amor pelo sofrimento - disse ela, e os transeuntes a encararam, confusos. - Para vocês funciona do mesmo jeito! - gritou para eles.
A pessoa deve ganhar o amor com sofrimento?
Lágrimas de riso escorriam de seus olhos. Ela esperava de todo coração que as gerações de mulheres que viessem depois de si que fossem melhores. Mulheres educadas por mulheres que não igualavam renúncia e amor.
(...) Quem se diminui não é amado, é desprezado. Ninguém agradece quando uma pessoa renuncia pelo outro. Essa é a natureza cruel da raça humana." (página 238)

A autora também destaca a repressão feminina, e tem um discurso forte sobre a liberdade das mulheres, liberdade para usar vermelho (acreditem, tem gente que diz que é "cor de puta"), para ter seu trabalho respeitado, para poder ter seus desejos saciados e não apenas ser uma saciadora de desejos, para ser vista como um ser humano com diretos, e não apenas deveres impostos pela sociedade.

"- Uma pessoa pode desperdiçar uma vida olhando apenas para o homem que praticamente só lhe causou a dor.
- Isso é típico das mulheres - disse Madame Ecollier depois de um tempo. - Consideramos isso valentia.
- Considerar a vida do outro mais importante que a própria?
- É. Isso é um reflexo. (...)
- Acho isso uma estupidez.
- Mas só nos últimos tempos, certo? Antes, você também era estúpida e nem sequer percebia. Tudo era mais sagrado que você, e seus desejos eram os mais profanos. (...)
- Você mudou - disse Madame Geneviève, interrompendo os pensamentos de Marianne.
- As pessoas não mudam nunca! - retrucou ela com veemência. - Nós nos esquecemos de nós mesmas. E, quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos." (páginas 176 e 177)

Eu fiz a leitura através de uma "prova exclusiva para leitura antecipada não revisada", então o número das páginas das citações que marquei pode variar. Quando recebi a edição final (que é a que vou sortear para vocês no Top Comentarista), pude ver que a capa é mesmo linda e com corres que remetem à França, as páginas são amareladas, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e já na prova a revisão estava boa. Há uma entrevista muito bacana com a autora no final da obra e algumas informações sobre a Bretanha.

"(...) talvez esse fosse o mais paciente de todos os amores: a amizade." (página 118)

Enfim, "O maravilhoso bistrô francês" foi um livro que eu gostei e que recomendo. Abra sua mente para um romance com personagens adultos, muito bem trabalhados por sinal. Marianne é o retrato de incontáveis mulheres reais, que, como a sociedade machista pede, abrem mão de si mesmas, se colocam em segundo plano, e não ganham nada em troca. Está cheio de maridos como o odiável Lothar por aí, homens que acham que devem ser servidos, ao invés de viver a parceria que um relacionamento pede. Por fim, fica a mensagem de que sempre é tempo para viver e para buscar a felicidade, mesmo que seja muito difícil sair da "comodidade" e abandonar velhos hábitos.

"Mas esta história está longe de terminar! A cada segundo você tem a chance de recomeçar. Abra os olhos e veja: o mundo está aí, e ele te quer." (página 132)

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2018/02/resenha-livro-o-maravilhoso-bistro.html
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Suka - Pensamentos & Opiniões 01/02/2018

Marianne uma mulher de 60 anos, casada com Lothar que não dá a menor atenção a sua esposa. Ela decide tirar sua vida atirando-se da Pont Neuf, nas águas do Rio Sena, em Paris. Ao se jogar acaba sendo salva e no hospital ela irá ver um azulejo pintado que a deixará encantada pelo lugar e simplesmente sai de lá com ele e desejando encontra o lugar e lá se suicidar.
Ao Chegar em Kerdruc ela conhecerá várias pessoas que a tratará tão bem que ela se sentirá em casa, desistirá de se matar, começará a trabalhar e se sentirá viva.
Os personagens são todos maduros, diferente da maioria dos livros.
Marianne, fará bem aquelas pessoas e também se apaixonará.
É um livro que nos faz refletir sobre as escolhas que nós mulheres fazemos, muita vezes deixando nossos desejos de lado por conta dos outros. E nos mostra que nunca é tarde para recomeçar.

site: http://www.suka-p.blogspot.com.br
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Simone.Ribeiro 28/01/2018

Leveza na leitura
Foi tão gostoso de ler quanto a "Livraria Mágica de Paris". O livro te leva as ruas da cidadezinha onde fica o bistrô e de lá você só sai quando o livro acaba, com um gostinho de quero mais. Amei!
Simone.Ribeiro 08/03/2018minha estante
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Del | @nmundoliterario 20/01/2018

Uma história emocionante de redescobrimento
Marianne teve uma criação opressiva que lhe ensinou a seguir padrões rígidos e inflexíveis, ainda jovem casou-se com Lothar um militar intransigente que quase nunca foi capaz de alimentar o amor que a esposa lhe dedicava. Conforme os anos foram passando Marianne aprendeu a guardar seus sonhos e questionamentos para si, era nítido o aborrecimento do marido quando ela se propunha a interações mais questionadoras, então ela se calou, se escondeu em uma casca e aos poucos começou a definhar. Após mais de quatro décadas agradando, servindo e sendo a mulher ideal ela já não se reconhecia mais, não se entendia e tão pouco tinha esperanças ou desejos, dessa forma ela optou por tirar a própria vida. Uma decisão desesperada que não se concretizou graças a um desconhecido que a retirou do rio Sena após ela ter se jogado da ponte Neuf. Ainda no hospital completamente vulnerável pelo ocorrido ela se vê atraída para uma cidadezinha bretã. Ver a graciosa Kerdruc retratada de forma tão singular em um pequeno azulejo desperta na sexagenária o desejo de conhecer aquele pedaço de paraíso antes de enfim desistir de tudo em definitivo, mas o que Marianne não fazia ideia é que esta caminhada rumo ao desconhecido seria a responsável por apresentar a ela não apenas todas as possibilidades que a vida ainda lhe reserva mas também esclarecer inúmeras dúvidas ligadas ao seu passado.

A Nina George possui um escrita extremamente sensível o que torna impossível não sentir verdade no seu texto, mesmo este que está repleto de lendas e elementos místicos me envolveu e convenceu completamente. As descrições são tão belas que soam quase poéticas e conferem ainda mais beleza a narrativa. Os personagens são bem estruturados e tem suas histórias reveladas gradativamente e como um quebra cabeças vemos tudo se encaixando perfeitamente. A chegada de Marianne a Kerdruc da inicio a uma série de aprendizados que contemplam não apenas a personagem mas também a todos que se propõem a conhecer esse enredo inspirador. É na cidadezinha portuária que nossa protagonista começa mesmo que inesperadamente a se reencontrar, é em meio a completos estranhos que ela se sente em casa, abraçada e pela primeira vez em muito tempo, amada. Os habitantes de Kerdruc assim como Marianne possuem seus próprios dilemas, dentre eles destaco Simon o pescador que a muito tempo ama sem ser correspondido, Paul que viu seu grande amor partir com um cara mais novo, Geneviève que a décadas ama e odeia o mesmo homem, Jeanremy o jovem cozinheiro apaixonado que não tem coragem de se declarar, Pascale a bruxa boa acometida pela demência e por último mas não menos importante temos Yann o pintor talentosíssimo que se realiza pintando pequenos azulejos.

Conforme a narrativa se desenrola é possível perceber os pedacinhos de Marianne se encaixando, seus dias ganham sentido, sua vida um novo propósito e depois de esperar durante tantos anos ela enfim encontra a possibilidade de amar e ser amada verdadeiramente. É emocionante acompanhar uma alma tão sofrida se recuperando da dor e da desesperança. Conforme reencontra dentro de si a confiança a muito esquecida a personagem desabrocha e floresce de forma espetacular, o desenvolvimento dela influencia diretamente as tramas dos demais, vista como uma fada boa e detentora de um coração grandioso ela conquista todos que a cercam. Isso por si só torna Kerdruc um lugar fora do comum, que acolhe sem questionar, que não julga ou critica mas que aceita e respeita, o que é muito mais do que Marianne teve a vida toda. O único ponto que me incomodou na história foi o fato de Marianne ter passado por todo um processo de fortalecimento, ter crescido consideravelmente, o que me levou a crer que ela estava pronta para enfrentar a tudo e a todos e na primeira "dificuldade", se é que posso chamar assim, ela desmoronar como um castelo de areia atingindo por uma onda, fiquei muito frustrada e até triste por vê-la recuar tão facilmente, mesmo levando em consideração que é impossível apagar do dia para a noite os acontecimentos de uma vida eu realmente não esperava esse recuo depois de todos aprendizados que ela adquiriu com os amigos bretões.

"E, quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos."

O maravilhoso bistrô francês é uma história emocionante de redescobrimento, que nos mostra a importância da amizade, da reciprocidade e do respeito. Uma história inspiradora que nos ensina que nunca é tarde para recomeçar e que os sonhos se mantém vivos mesmo quando não conseguimos mais acreditar neles. Em um conjunto geral este é um enredo que cativa e desperta empatia, em parte pelos levantamentos reflexivos e em parte porque é fácil acreditar nas possibilidades apresentadas. O tempo não espera o orgulho se dissipar, não pede perdão, não aproveita oportunidades, o tempo apenas passa e muitas vezes estamos tão atolados em sentimentos insignificantes que deixamos passar os que verdadeiramente importam. Essa sem sombra de dúvida é uma obra que eu indico, leiam e deixem-se conquistar também.

site: http://www.nossomundoliterario.com.br/2017/10/resenha-o-maravilhoso-bistro-frances.html#more
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Jefferson Vianna 16/01/2018

Nunca é tarde demais para recomeçar!
Ouvi inúmeros elogios a respeito do livro “O Maravilhoso Bistrô Francês” da autora Nina George e fiquei ansioso para iniciar a leitura o quanto antes. Confesso que “Fui com muita sede ao pote”, li o exemplar em poucas horas, no entanto, até as primeiras 100 páginas o livro cansou-me um pouco, levando-me a abandoná-lo por alguns instantes. Assim que retomei a leitura o livro fluiu maravilhosamente bem e apesar do enredo de certa forma “previsível”, o livro conseguiu prender a minha atenção. As frases mais bonitas e talvez uma das mais belas mensagens do livro foram: “Felicidade é quando amamos o que precisamos e quando precisamos do que amamos.” e "As pessoas não mudam nunca! Nós nos esquecemos de nós mesmas. E quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos." Enfim, é um livro encantador, poético, sensível e profundo que me permitiu mergulhar em profundas reflexões, como por exemplo: nunca é tarde demais para amar e não existe idade para recomeçar e ser feliz! A leitura vale à pena!





Isabella.Moraes 03/02/2019minha estante
Eu também parei logo depois da página 20. Comecei a ler com muita expectativa porque tinha acabado de ler, e amado a Livraria Mágica de Paris. Voltei a pegar no livro agora, um ano depois, e recomecei do início. Simplesmente devorei. Talvez o momento, não sei. Uma bela história, mas bem truncada no início. No entanto, pega fôlego adiante. Gostei bastante.


Jefferson Vianna 14/02/2019minha estante
Que bom que você (assim como eu), insistiu e deu uma segunda chance ao livro Isabella... =)
O livro de fato fica melhor após a página 100... Uma leitura que vale a pena!


Fabricy 23/07/2019minha estante
Bom dia!!!
Comecei ontem e como não conhecia, sem nenhuma expectativa. Estou perto da página 50 e realmente o início é cansativo. Ainda bem que li sua resenha, não vou desistir!




Cláudia.Borges 12/01/2018

Doce como o mel
Como a história de uma mulher que durante 60 anos foi basicamente ignorada e inferiorizada por algumas das pessoas mais importantes de sua vida, e que então resolve a essa altura da vida se reinventar, se redescobrir , se permitir , enfrentando medos, tristezas e dúvidas , nao vai nos encantar ?
Impossível !
O livro é exatamente isso: encantador em toda sua simplicidade.
Recomendado .
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Cris.Pimentel 23/12/2017

O maravilhoso bistrô francês
Acredito que a Nina nunca mais escreverá algo tão bonito quanto a Livraria Mágica, mas este livro tem seus méritos, o que mais gostei, foi a idade dos personagens (a maioria tinha mais e 60 anos).
A estória aborda, principalmente, o que deixamos de fazer e o que nos permitimos sentir durante a vida e, em consequência, acabamos pensando no que ainda dá tempo de fazer com nossa própria vida.
O bistrô não é mágico como a livraria, mas não deixa de ser maravilhoso.
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Lê Golz 08/12/2017

O amor está em todas as idades
O maravilhoso bistrô francês, de Nina George conta a história de Marianne, que passou a vida em um casamento sem amor, até que decide acabar com a própria vida. Ela viaja até Paris e se joga da Pont Neuf, porém, é socorrida por um homem que passava por ali. No hospital ela encontra um azulejo e se encanta com sua pintura, uma linda paisagem de uma cidade portuária da Bretanha, que desperta algo dentro dela. Disposta a seguir sua vontade, ela viaja até Bretanha, onde encontra um restaurante chamado Ar Mor (o mar), onde conhece o pintor Yann e inúmeras pessoas que darão um novo ânimo à sua vida. Porém, chega um momento que ela precisa confrontar o passado e decidir: ficar ou voltar para a antiga vida, a qual ela acredita ser destinada.


"E tudo começa quando a pessoa se arrisca pela primeira vez, falha e percebe que sobreviverá ao fracasso. Sabendo disso, ela arrisca tudo." (p. 196)

A narrativa é feita em terceira pessoa e a escrita de Nina é clara e envolvente. É muito difícil não nos sentirmos na França acompanhando sua narrativa. A autora nos envolve em um mundo de cores, sabores, poesias, romance e até um pouco de misticismo. Com tanta coisa boa para gostar durante a leitura, me apeguei facilmente aos personagens e principalmente a protagonista. Só um detalhe da narrativa me incomodou. O livro possui muitas frases em francês, algumas traduzidas em seguida e outras não. Fiquei sem entender muitos diálogos por conta disso, e acredito que poderia ter algumas traduções no rodapé. Porém, isso foi algo que não tirou o prazer pela história.

O que mais gostei no livro, sem dúvida, foi a criação de uma protagonista de sessenta anos de idade, algo raro na literatura. Marianne é uma mulher, que apesar da idade, não viveu. Ou melhor, não viveu para si, e sim em função de todas as vontades do marido. Seu coração é carregado de angústia e decepção consigo mesma, por todas as coisas que a vida inteira se privou de fazer. Em muitas passagens a autora deixa claro o que acontece em muitos casamentos. Mulheres que abdicam das próprias vontades por acharem que isso as tornará mais dignas do amor dos homens e se culpam quando recebem indiferença. Essa foi a vida de Marianne. Achei muito forte como a autora trabalhou esse tema e como nos aproxima a cada página da alma da protagonista.

O romance está sim presente nesse livro, porém, não é o foco. O espaço maior aqui é para os dramas internos da protagonista e seu recomeço. Seu par romântico é só mais uma de suas descobertas para uma nova vida. Adorei também como isso foi trabalhado na trama, já que Marianne vinha de um casamento em que ela própria se anulava. Os personagens secundários me agradaram muito, quase todos na mesma faixa etária de Marianne, e igualmente com seus anseios e passados dolorosos.

O maravilhoso bistrô francês é um livro maduro, poético, romântico, reflexivo e que com certeza aquece nossos corações. Não há idade para ser feliz nem para se descobrir, muito menos para o amor! Recomendadíssimo!

site: https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2017/11/resenha-o-maravilhoso-bistro-frances.html
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Kari 29/11/2017

Olá, recebi a prova desse livro de surpresa do Catálogo Record e fiquei bem curiosa.

"Foi a primeira decisão que tomou sozinha, a primeira vez que determinou o que devia ser feito."

Esse é o segundo livro que eu leio de Nina George, então eu já conhecia a escrita da autora. Nesta história temos um casamento que está indo ou já foi pelo ralo, sem amor, e o que Marianne deseja é ser livre disso. Afinal viver sem amor, viver uma mentira é um fardo!

Então durante uma viagem a Paris, ela simplesmente se joga no Sena sendo salva, com sua intenção frustrada. Marianne é uma mulher que sempre foi mais submissa, nunca tomou grandes decisões na vida.. Então a primeira que ela toma é a de morrer no Sena. Mas como eu disse acima nem isso ela fez exatamente já que foi salva de um afogamento indo parar no hospital.

O que levou Marianne a querer tirar a própria vida? Não apenas um casamento onde não existe amor.. Mas com um homem abusivo, traidor, canalha, que te trata como um objeto decorativo, um nada sem emoção ou sentimento. Infelizmente aos sessenta anos o que esperar dela? Só quem passa qualquer tipo de situação que te põe no limite de si mesmo, pode entender que as vezes não se vê nada além de um sentimento "simples" - morrer! Entendo Marianne. E nesse momento foi um misto de sentimentos bem confusos dentro de mim, raiva dela, da situação, dele .. de tudo.

Fugindo um pouco o enredo ou melhor a história... Depressão é algo muito muito sério e solitário! Muitos tentam julgar, mas apenas quem vive algo assim sabe o que é estar no fundo do poço, sem esperança, sem ânimo.. Desesperado e com uma tristeza que vem de um lugar tão profundo que é difícil dizer exatamente de onde!

Voltando ao livro; o marido de Marianne vai visitá-la e mais uma vez ele consegue me deixar com asco, a preocupação não é o motivo de Marianne ter tentado tirar a própria vida ou se ela está bem.. Mas sim o que as pessoas iriam pensar disso tudo e claro o valor o valor que sairia de sua conta bancária com essa situação ocorrendo. Eu fiquei imensamente feliz quando Marianne simplesmente resolveu fugir, ir embora, com o mínimo possível, afinal ela não tem muito e deveria se encontrar com o psicólogo. Antes de fugir, Marianne leva algo consigo, algo que chamou sua atenção e te deu uma motivação. Ela pega um azulejo com uma imagem de um porto em Kerdruk e é exatamente lá que ela pretende chegar em sua fuga e assim ter o que tanto deseja ir em paz. Pois ela não aguenta mais sua vida, ela mesma e sua situação!

Esse porto, esse local que seria seu fim desejado se torna o lugar de recomeço, onde finalmente Marianne encontra motivos para viver, percebe seus erros, e dá conta de tudo que tem ao seu redor e do quanto a vida é valiosa! Ela encontra pessoas incríveis, ela encontra a si mesma!

A história nos traz um misto de sentimentos que emociona e enraivece, porém isso é algo plausível em um autor, ele mexer de verdade com seus sentimentos e te transportar para a história a ponto de te fazer refletir, julgar, e aprender com seus julgamentos e até mesmo repensar tudo mais uma vez!

O Maravilhoso Bistrô Francês está repleto de clichês, mas que com o toque certo e um olhar sensível se transforma em uma história encantadora e cheia de altos e baixos, onde temos a oportunidade (mesmo que previsível) de ver um personagem crescer a olho nu e desabrochar não importando seu passado, mágoas, história, dor.. Este livro fala de esperança em dias melhores, mesmo quando não acreditamos em nada além da morte como única forma de paz verdadeira e felicidade!

Agradecida pela prova desse livro encantador!
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Luciane 19/11/2017

Vi uma discussão em um grupo no Facebook sobre o que costuma atrair a atenção dos leitores sobre um livro. Muitos responderam que a sinopse era o principal fator decisivo e, após perceber que mergulhei nesta obra sem nem sequer saber do que se tratava, descobri que minha avaliação foi mais justa. Afinal, a sinopse de O Maravilhoso Bistrô Francês é, definitivamente, um resumo enxuto do que você encontrará nas páginas.

Não serei tola a ponto de achar que a obra toda de George é ruim. Aqui, o famoso cenário parisiense perde lugar apenas para o litoral francês, que não deixa de ser romântico. Outro ponto interessante é o romance atípico, pois foge do padrão de adolescentes sofrendo por amores platônicos e temos uma personagem principal de 60 anos. Isso sem contar à crítica explícita ao machismo, um cenário bastante comum em países europeus.

Com o decorrer da leitura, O Maravilhoso Bistrô Francês causa um misto de sentimentos, da desconfiança até raiva. Marianne é uma mulher indecisa e, apesar de enfatizar que todos somos capazes de encontrar a felicidade, independentemente da idade, acho que faltou um pouco de maturidade na personagem. George também propõe uma quantidade excessiva de personagens, onde todos estão apaixonados por alguém, fazendo com que o leitor leve um certo tempo para entender quem gosta de quem.

site: https://pitacosculturais.com.br/2017/11/19/o-maravilhoso-bistro-frances-george-nina/
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