O maravilhoso bistrô francês

O maravilhoso bistrô francês Nina George




Resenhas - O Maravilhoso Bistrô Francês


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Adriana Lulho 08/08/2018

Leitura maravilhosa
Daqueles livros deliciosos de ler.
Para redescobrir a si mesmo nas entrelinhas de cada página.
Um afago no coração de leitores que gostam de belos cenários e personagens bastante humanos.
A personagem principal mostra como uma nova vida é bela, mas nem sempre fácil. Que muitas vezes não nos sentimos merecedores do que recebermos... Que às vezes é preciso se perder para se encontrar.
Amei.
Henris.Andrade 09/09/2018minha estante
Amei a resenha, hoje fui na Saraiva comprar o livro!!! Ansiosa para ler??


Adriana Lulho 12/09/2018minha estante
Que bom que gostou da resenha. Espero que goste do livro. Pois eu amei cada página dele.


Henris.Andrade 04/08/2019minha estante
Foi uma leitura maravilhosa. Ela veio ao Brasil para lançar O Livro dos Sonhos, já está na minha lista.
Beijos e até breve!




Jefferson Vianna 16/01/2018

Nunca é tarde demais para recomeçar!
Ouvi inúmeros elogios a respeito do livro “O Maravilhoso Bistrô Francês” da autora Nina George e fiquei ansioso para iniciar a leitura o quanto antes. Confesso que “Fui com muita sede ao pote”, li o exemplar em poucas horas, no entanto, até as primeiras 100 páginas o livro cansou-me um pouco, levando-me a abandoná-lo por alguns instantes. Assim que retomei a leitura o livro fluiu maravilhosamente bem e apesar do enredo de certa forma “previsível”, o livro conseguiu prender a minha atenção. As frases mais bonitas e talvez uma das mais belas mensagens do livro foram: “Felicidade é quando amamos o que precisamos e quando precisamos do que amamos.” e "As pessoas não mudam nunca! Nós nos esquecemos de nós mesmas. E quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos." Enfim, é um livro encantador, poético, sensível e profundo que me permitiu mergulhar em profundas reflexões, como por exemplo: nunca é tarde demais para amar e não existe idade para recomeçar e ser feliz! A leitura vale à pena!





Isabella.Moraes 03/02/2019minha estante
Eu também parei logo depois da página 20. Comecei a ler com muita expectativa porque tinha acabado de ler, e amado a Livraria Mágica de Paris. Voltei a pegar no livro agora, um ano depois, e recomecei do início. Simplesmente devorei. Talvez o momento, não sei. Uma bela história, mas bem truncada no início. No entanto, pega fôlego adiante. Gostei bastante.


Jefferson Vianna 14/02/2019minha estante
Que bom que você (assim como eu), insistiu e deu uma segunda chance ao livro Isabella... =)
O livro de fato fica melhor após a página 100... Uma leitura que vale a pena!


Fabricy 23/07/2019minha estante
Bom dia!!!
Comecei ontem e como não conhecia, sem nenhuma expectativa. Estou perto da página 50 e realmente o início é cansativo. Ainda bem que li sua resenha, não vou desistir!




Nani 29/07/2018

Confesso que demorei um pouco para conseguir entrar na leitura, quase desisti, acho que até lá pela página 100 é um pouco lento e até meio confuso, apresentando personagens e eu tentando entender onde estavam e o que estava acontecendo. Depois me deixei levar pela maneira diferente da escrita e me entreguei ao livro. É bonito, é sobre amor e não raras vezes me peguei refletindo em citações do livro. Vale a pena.
João Bruno 07/08/2018minha estante
Também achei meio confuso algumas partes e me perdi um pouco ... Os nomes de alguns personagens também me confundiram , cheguei a pensar que Emile e Pascale eram um casal gay rsrsrs ...


Nani 07/08/2018minha estante
rsrsrs! Verdade, João! Também pensei nisso!! É que os nomes não ajudam, não é? Emile, ele - Pascale, ela! Desconfiei, demorei um tantinho pra ter certeza e depois volta e meia precisava me concentrar com essa troca de nomes, lá normal, aqui estranho.




spoiler visualizar
Leitura e . 29/05/2020minha estante
Oii.. boa tarde, tudo bem? Desculpa interromper sua leitura, mas gostaria de te convidar para seguir meu instagram literário e me acompanhar em minhas leituras... E vai rolar sorteio de um livro no Domingo!! Te espero la! Obrigado ? ??

@leituraeponto


Elda.Pimentel 30/05/2020minha estante
Obrigada pelo convite ?




Gaby 26/10/2017

Nunca é tarde demais para o amor
O Maravilhoso Bistrô Francês é o segundo livro da escritora alemã Nina George publicado no Brasil pela editora Record. Sua publicação anterior, A Livraria Mágica de Paris, conquistou milhares de leitores e foi best-seller na Alemanha e em vários outros países. Apesar de não ter lido a obra de maior fama da autora, não resisti a leitura desse lançamento quando recebi sua cópia não finalizada; no mesmo dia eu já comecei a ler, e não parei até chegar ao fim. O livro chegará às livrarias em Novembro!

Este livro já começa com nossa protagonista, Marianne, tomando uma difícil decisão, uma das poucas que tomou sozinha na vida: ela decidiu morrer, se jogando nas águas do rio Sena. Presa em um casamento abusivo, com um marido infiel e controlador, que nunca demonstrou sentir amor por ela e que jamais a incentivou a buscar seus sonhos, nem mesmo trabalhar e ter seu próprio dinheiro, Marianne, aos 60 anos de idade, já não tem mais perspectiva para o futuro e, em uma viagem à França, resolve por um fim em tudo.


Sua tentativa de suicídio é frustrada quando é salva por alguns nativos e mandada a um hospital. Lá ela recebe a temida visita do marido, que não parece preocupado com ela de fato, mas com sua própria reputação e os gastos que teria com ela. Mas Marianne não passa muito tempo ali e, antes da consulta com um psicólogo, ela foge, levando consigo nada mais que uma bolsa e um pequeno objeto que roubou da enfermaria: um lindo azulejo pintado à mão ilustrando um lindo porto, o Porto de Kerdruc. Encantada com aquela imagem, ela vai embora decidida a encontrar aquele lugar; ali, naquela paisagem paradisíaca, ela finalmente partiria em paz.


"Eu queria ter afundado nele - disse Marianne, baixinho. - Teria enterrado tudo. Primeiro, teria me arrastado para longe, e depois me esqueceria. Assim deveria ter sido. Eu buscava a morte.
_ Mas então? - Perguntou Pascale, temerosa.
_ Então a vida se intrometeu."

Sua viagem é cheia de pequenas coincidências, alguns mal-entendidos e muitas surpresas. Mas as surpresas mais agradáveis, com o poder de mudar sua vida, ela encontraria em seu destino final, o porto. Ao chegar naquele lugar agradável e conhecer os moradores dali, tão receptivos e calorosos mesmo com uma estranha que não sabia mais que duas palavras em francês, Marianne percebe o quanto esteve perdida, o quão pouco viveu de verdade e tudo o que estava perdendo do mundo; ali, ela reencontra a vida, e está decidida a vivê-la.

O Maravilhoso Bistrô Francês é um livro para ser devorado; sua narrativa em terceira pessoa é envolvente e instiga o leitor a continuar. Os capítulos, bem curtos, também contribuem para uma leitura rápida. E, realmente, quando comecei o livro não via o tempo passar: estava totalmente imersa nessa história.

Acompanhar a trajetória de Marianne para reencontrar a si mesma, seus sonhos, desejos e sua própria voz, foi inspirador. Uma senhora de 60 anos, que já não vê mais sentido na própria vida, decide acabar com tudo, mas essa decisão desencadeia uma série de episódios que a levam para mais perto felicidade e a independência tão desejada.

"Quantos desvios, atalhos e mudanças definitivas de rota uma mulher pode tomar até encontrar seu caminho - e só porque ela se adapta cedo demais, cai cedo demais na corda bamba do código moral, defende-se dos velhotes tarados e de suas carrascas, as mães que queriam para as filhas apenas os mais valorosos. E perde um tempo imenso se refreando para se ajustar às convenções! E quanto tempo ainda sobre para corrigir o destino. (...) E ainda assim. A vida da mulher determinada não é um mar de rosas. É um grito, uma batalha, é uma preparação diária contra a acomodação. "

Não vi, de fato, a necessidade de um envolvimento amoroso, mas ele existe sim e, apesar de a trama não girar em torno deste fato, eu apreciei muito as escolhas da autora, inclusive sobre o interesse amoroso da protagonista, outro personagem muito bem construído.

Este é um livro muito poético, carregado de dramas, conflitos, e muita emoção. Um verdadeiro drama francês, com uma ambientação incrível e personagens secundários que fazem toda a diferença e, acrescentando ainda mais no drama, todos são bem trabalhados.

Eu estranhei um pouco, no começo, o estilo narrativo do livro. Em terceira pessoa, acompanhamos os vários personagens que compõe a obra sem um ponto de vista principal, que neste caso eu esperava que fosse o da protagonista. Fiquei bem surpresa, mas acostumei depressa e, como disse ali no começo, devorei o livro; não existe outra forma de realizar a leitura. Quando você vê, já acabou.

"As pessoas não mudam nunca! Nós nos esquecemos de nós mesmas. E, quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos."

Não é um livro perfeito, e alguns pontos ficaram, em minha opinião, perdidos na trama, como a inserção de algumas características do realismo mágico. Por exemplo, existe aqui uma cena onde a personagem principal consegue afirmar, ao tocar a barriga grávida de uma outra personagem, que o bebê é uma menina. Em outra cena, ela, com suas mãos, consegue trazer calma e uma sensação de bem estar a outro personagem. A autora também introduz na história um pouco de lendas celtas, o que no final acaba tendo uma ligação com a própria protagonista, mas não é explicado.

O livro cumpre o que promete, trás assuntos interessantíssimos para reflexão. O Maravilhoso Bistrô Francês é sobre amizade, tempo; sobre nunca deixar de sonhar, muito menos de correr atrás do que se realmente quer. Nunca é tarde para amar e para recomeços. Vemos tudo isso na dinâmica entre os personagens do livro, a maioria na casa dos 60, nos diálogos calorosos, nos romances e nos afetos. Um livro que aquece o coração.

Não posso escrever nada sobre a edição, pois recebi a cópia não revisada, mas logo logo o livro estará nas livrarias e vocês poderão conferir a obra por si mesmos :)

Acesse o blog para mais informações e fotos do livro:

site: http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2017/10/o-maravilhoso-bistro-frances-de-nina.html#more
Fernando Lafaiete 26/10/2017minha estante
Excelente resenha. Não conhecia este livro e pela sua resenha ele aparenta ser um livro bem profundo. Talvez eu dê uma chance a ele ano que vem! :)




Simone.Ribeiro 28/01/2018

Leveza na leitura
Foi tão gostoso de ler quanto a "Livraria Mágica de Paris". O livro te leva as ruas da cidadezinha onde fica o bistrô e de lá você só sai quando o livro acaba, com um gostinho de quero mais. Amei!
Simone.Ribeiro 08/03/2018minha estante
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João Bruno 09/08/2018

História superficial ... Mensagem profunda
Gosto muito de histórias com belos cenários, como é o caso desse livro, lugares muito bonitos e que conseguimos "ver" o que o lugar passa ao personagem no momento.
Porém a história em alguns momentos fica um pouco confusa, os nomes em francês que não distingue os gêneros dificultam um pouco também.
Os personagens coadjuvantes não são bem detalhados, e não nos envolvemos com nenhum deles, apenas a principal.
O livro é razoável ...
Agora quero falar sobre a mensagem do livro, essa sim vale a pena, nos faz pensar sobre os arrependimentos que temos, do que fizemos ou não, e também de como contribuímos para a felicidade de outros que nos rodeiam ... ou não, como vemos a vida e como reagimos a cada obstáculo que ela nos apresenta.
Uma excelente mensagem passada com clareza, mas uma história que poderia ter sido melhor trabalhada.
Não sei se fui contraditório, mas é isso.
Bel 15/10/2018minha estante
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Ma Oda 09/07/2019

É bom
Achei a história boa, mas é realmente arrastado como li em algumas resenhas. Outra coisa são os inúmeros personagens que aparecem, vão e voltam na história de repente.. me perdi tentando lembrar quem era tal pessoa em algumas partes. Pelo menos curti bem mais do que "A livraria mágica de Paris".
Roseli.Ronchesi 29/09/2019minha estante
Eu me perdi muitas vezes tb por conta disso. Mas achei o conteúdo bem interessante!




Thay Moreira 24/02/2019

O maravilhoso bistrô francês
Esse ano, minha meta de leitura envolve simplesmente entrar numa livraria e olhar livros - aqueles com as sinopses mais interessantes, eu levo. Não procuro resenhas, sugestões, nada: só pego e vou na fé. Assim aconteceu com O Maravilhoso Bistrô Francês, de Nina George, lançado aqui no Brasil em novembro de 2017 pela Editora Record. O romance conta a história de Marianne Messmann após sua tentativa de suicídio no rio Sena, em Paris. No hospital para onde é levada, ela encontra um azulejo, o desenho representando uma cidade portuária na Bretanha, e num impulso, é para lá que ela vai. Marianne acaba na pousada Ao Mor, onde conhece não apenas novas pessoas e realidades, mas também uma nova versão de si mesma - ou, como ela afirma no meio do livro, apenas encontra a parte de si que estava adormecida. É um romance sobre identidade, superação, amor, sensualidade, amizade e segundas chances.

Isso é o que a sinopse do livro promete, mas o resultado vai tão além do prometido que é impossível não terminar essa história com a sensação de querer voltar ao começo e viver tudo de novo. Minha primeira surpresa é em relação à idade dos personagens: todos eles já são idosos, com cinquenta e cinco para cima (exceto Jeanromy e Laurine, na faixa dos vinte ainda). Quantos romances nós conhecemos com protagonistas nessa idade, falando sobre as expectativas dos mais velhos? Pessoalmente, o único que eu li antes desse foi Noites de Tormenta, do Nicholas Sparks, há um milhão de anos atrás. Sei que esses livros existem, mas como são poucos, não é? Falamos muito de representatividade, mas essa é uma que as pessoas parecem não se lembrar com frequência: falar da velhice, da relação que se tem com o passado, o agora e o futuro - que para muitos parece se resumir à morte, enquanto para outros se resume a uma vontade ainda maior de estar vivo. Marianne viveu sempre dentro das expectativas como filha e esposa. Não era feliz não apenas em seu casamento, mas em sua vida - nunca pôde fazer o que queria, nunca foi livre, e a morte parece ser a melhor opção. No entanto, o que ela encontra em Bretanha a faz despertar e perceber que mesmo aos sessenta anos, não é tarde para começar uma vida nova da forma que sempre quis, ou encontrar o amor, ou fazer novos amigos, encontrar uma profissão, e até mesmo se descobrir sexualmente.

Ao mesmo tempo, por mais que a idade seja um diferencial especial na história, Marianne - e os outros personagens, como Genevieve, Simon, Paul - não são tão distantes de nós, os mais jovens. A todo tempo, consegui me identificar com Marianne; o desejo de despertar aquele que realmente somos, sem medo de julgamentos e das adversidades; o desejo de encontrar amor - não, como Paul descreve arduamente, o amor morno ou o selvagem que só deixa um coração partido. O amor que te faz viver, se alimentar, trabalhar, seguir em frente e morrer pensando que é por ele que tudo é feito. Todos nós temos esse desejo de alguma maneira, seja porque é inerente a nossa natureza ou porque o sistema quis assim (cada um acredita no que quer, afinal). Por outro lado, também somos Marianne quando temos aquela pessoa que insiste em não nos permitir avançar porque estamos em uma posição cômoda. A pessoa que nos diminui, nos entristece, e com quem criamos uma relação tão forte que se torna difícil nos afastar. À priori, parece que ela é tudo o que temos, e é para ela que precisamos voltar. Mas esse é o "pulo do gato" para esse romance - Marianne e os personagens de Ao Mor nos lembram a todo instante que somos donos do nosso próprio destino. Ninguém pode escolher o que é felicidade por nós.

Eu poderia seguir falando de cada personagem e cena, mas esse é o tipo de livro que o melhor mesmo é ler sem saber muito o que esperar e o que vai acontecer - exatamente como aconteceu comigo. É uma leitura mais do que recomendada: ela é necessária.

Podem achar essa e outras resenhas no meu blog aqui!

site: https://aestantedathay.blogspot.com/
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Kari 29/11/2017

Olá, recebi a prova desse livro de surpresa do Catálogo Record e fiquei bem curiosa.

"Foi a primeira decisão que tomou sozinha, a primeira vez que determinou o que devia ser feito."

Esse é o segundo livro que eu leio de Nina George, então eu já conhecia a escrita da autora. Nesta história temos um casamento que está indo ou já foi pelo ralo, sem amor, e o que Marianne deseja é ser livre disso. Afinal viver sem amor, viver uma mentira é um fardo!

Então durante uma viagem a Paris, ela simplesmente se joga no Sena sendo salva, com sua intenção frustrada. Marianne é uma mulher que sempre foi mais submissa, nunca tomou grandes decisões na vida.. Então a primeira que ela toma é a de morrer no Sena. Mas como eu disse acima nem isso ela fez exatamente já que foi salva de um afogamento indo parar no hospital.

O que levou Marianne a querer tirar a própria vida? Não apenas um casamento onde não existe amor.. Mas com um homem abusivo, traidor, canalha, que te trata como um objeto decorativo, um nada sem emoção ou sentimento. Infelizmente aos sessenta anos o que esperar dela? Só quem passa qualquer tipo de situação que te põe no limite de si mesmo, pode entender que as vezes não se vê nada além de um sentimento "simples" - morrer! Entendo Marianne. E nesse momento foi um misto de sentimentos bem confusos dentro de mim, raiva dela, da situação, dele .. de tudo.

Fugindo um pouco o enredo ou melhor a história... Depressão é algo muito muito sério e solitário! Muitos tentam julgar, mas apenas quem vive algo assim sabe o que é estar no fundo do poço, sem esperança, sem ânimo.. Desesperado e com uma tristeza que vem de um lugar tão profundo que é difícil dizer exatamente de onde!

Voltando ao livro; o marido de Marianne vai visitá-la e mais uma vez ele consegue me deixar com asco, a preocupação não é o motivo de Marianne ter tentado tirar a própria vida ou se ela está bem.. Mas sim o que as pessoas iriam pensar disso tudo e claro o valor o valor que sairia de sua conta bancária com essa situação ocorrendo. Eu fiquei imensamente feliz quando Marianne simplesmente resolveu fugir, ir embora, com o mínimo possível, afinal ela não tem muito e deveria se encontrar com o psicólogo. Antes de fugir, Marianne leva algo consigo, algo que chamou sua atenção e te deu uma motivação. Ela pega um azulejo com uma imagem de um porto em Kerdruk e é exatamente lá que ela pretende chegar em sua fuga e assim ter o que tanto deseja ir em paz. Pois ela não aguenta mais sua vida, ela mesma e sua situação!

Esse porto, esse local que seria seu fim desejado se torna o lugar de recomeço, onde finalmente Marianne encontra motivos para viver, percebe seus erros, e dá conta de tudo que tem ao seu redor e do quanto a vida é valiosa! Ela encontra pessoas incríveis, ela encontra a si mesma!

A história nos traz um misto de sentimentos que emociona e enraivece, porém isso é algo plausível em um autor, ele mexer de verdade com seus sentimentos e te transportar para a história a ponto de te fazer refletir, julgar, e aprender com seus julgamentos e até mesmo repensar tudo mais uma vez!

O Maravilhoso Bistrô Francês está repleto de clichês, mas que com o toque certo e um olhar sensível se transforma em uma história encantadora e cheia de altos e baixos, onde temos a oportunidade (mesmo que previsível) de ver um personagem crescer a olho nu e desabrochar não importando seu passado, mágoas, história, dor.. Este livro fala de esperança em dias melhores, mesmo quando não acreditamos em nada além da morte como única forma de paz verdadeira e felicidade!

Agradecida pela prova desse livro encantador!
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Cris.Pimentel 23/12/2017

O maravilhoso bistrô francês
Acredito que a Nina nunca mais escreverá algo tão bonito quanto a Livraria Mágica, mas este livro tem seus méritos, o que mais gostei, foi a idade dos personagens (a maioria tinha mais e 60 anos).
A estória aborda, principalmente, o que deixamos de fazer e o que nos permitimos sentir durante a vida e, em consequência, acabamos pensando no que ainda dá tempo de fazer com nossa própria vida.
O bistrô não é mágico como a livraria, mas não deixa de ser maravilhoso.
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Cláudia.Borges 12/01/2018

Doce como o mel
Como a história de uma mulher que durante 60 anos foi basicamente ignorada e inferiorizada por algumas das pessoas mais importantes de sua vida, e que então resolve a essa altura da vida se reinventar, se redescobrir , se permitir , enfrentando medos, tristezas e dúvidas , nao vai nos encantar ?
Impossível !
O livro é exatamente isso: encantador em toda sua simplicidade.
Recomendado .
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Del | @nmundoliterario 20/01/2018

Uma história emocionante de redescobrimento
Marianne teve uma criação opressiva que lhe ensinou a seguir padrões rígidos e inflexíveis, ainda jovem casou-se com Lothar um militar intransigente que quase nunca foi capaz de alimentar o amor que a esposa lhe dedicava. Conforme os anos foram passando Marianne aprendeu a guardar seus sonhos e questionamentos para si, era nítido o aborrecimento do marido quando ela se propunha a interações mais questionadoras, então ela se calou, se escondeu em uma casca e aos poucos começou a definhar. Após mais de quatro décadas agradando, servindo e sendo a mulher ideal ela já não se reconhecia mais, não se entendia e tão pouco tinha esperanças ou desejos, dessa forma ela optou por tirar a própria vida. Uma decisão desesperada que não se concretizou graças a um desconhecido que a retirou do rio Sena após ela ter se jogado da ponte Neuf. Ainda no hospital completamente vulnerável pelo ocorrido ela se vê atraída para uma cidadezinha bretã. Ver a graciosa Kerdruc retratada de forma tão singular em um pequeno azulejo desperta na sexagenária o desejo de conhecer aquele pedaço de paraíso antes de enfim desistir de tudo em definitivo, mas o que Marianne não fazia ideia é que esta caminhada rumo ao desconhecido seria a responsável por apresentar a ela não apenas todas as possibilidades que a vida ainda lhe reserva mas também esclarecer inúmeras dúvidas ligadas ao seu passado.

A Nina George possui um escrita extremamente sensível o que torna impossível não sentir verdade no seu texto, mesmo este que está repleto de lendas e elementos místicos me envolveu e convenceu completamente. As descrições são tão belas que soam quase poéticas e conferem ainda mais beleza a narrativa. Os personagens são bem estruturados e tem suas histórias reveladas gradativamente e como um quebra cabeças vemos tudo se encaixando perfeitamente. A chegada de Marianne a Kerdruc da inicio a uma série de aprendizados que contemplam não apenas a personagem mas também a todos que se propõem a conhecer esse enredo inspirador. É na cidadezinha portuária que nossa protagonista começa mesmo que inesperadamente a se reencontrar, é em meio a completos estranhos que ela se sente em casa, abraçada e pela primeira vez em muito tempo, amada. Os habitantes de Kerdruc assim como Marianne possuem seus próprios dilemas, dentre eles destaco Simon o pescador que a muito tempo ama sem ser correspondido, Paul que viu seu grande amor partir com um cara mais novo, Geneviève que a décadas ama e odeia o mesmo homem, Jeanremy o jovem cozinheiro apaixonado que não tem coragem de se declarar, Pascale a bruxa boa acometida pela demência e por último mas não menos importante temos Yann o pintor talentosíssimo que se realiza pintando pequenos azulejos.

Conforme a narrativa se desenrola é possível perceber os pedacinhos de Marianne se encaixando, seus dias ganham sentido, sua vida um novo propósito e depois de esperar durante tantos anos ela enfim encontra a possibilidade de amar e ser amada verdadeiramente. É emocionante acompanhar uma alma tão sofrida se recuperando da dor e da desesperança. Conforme reencontra dentro de si a confiança a muito esquecida a personagem desabrocha e floresce de forma espetacular, o desenvolvimento dela influencia diretamente as tramas dos demais, vista como uma fada boa e detentora de um coração grandioso ela conquista todos que a cercam. Isso por si só torna Kerdruc um lugar fora do comum, que acolhe sem questionar, que não julga ou critica mas que aceita e respeita, o que é muito mais do que Marianne teve a vida toda. O único ponto que me incomodou na história foi o fato de Marianne ter passado por todo um processo de fortalecimento, ter crescido consideravelmente, o que me levou a crer que ela estava pronta para enfrentar a tudo e a todos e na primeira "dificuldade", se é que posso chamar assim, ela desmoronar como um castelo de areia atingindo por uma onda, fiquei muito frustrada e até triste por vê-la recuar tão facilmente, mesmo levando em consideração que é impossível apagar do dia para a noite os acontecimentos de uma vida eu realmente não esperava esse recuo depois de todos aprendizados que ela adquiriu com os amigos bretões.

"E, quando nos redescobrimos, pensamos que mudamos. Mas isso não é verdade. Não se podem mudar os sonhos, apenas matá-los. E alguns de nós somos assassinos muito bem-sucedidos."

O maravilhoso bistrô francês é uma história emocionante de redescobrimento, que nos mostra a importância da amizade, da reciprocidade e do respeito. Uma história inspiradora que nos ensina que nunca é tarde para recomeçar e que os sonhos se mantém vivos mesmo quando não conseguimos mais acreditar neles. Em um conjunto geral este é um enredo que cativa e desperta empatia, em parte pelos levantamentos reflexivos e em parte porque é fácil acreditar nas possibilidades apresentadas. O tempo não espera o orgulho se dissipar, não pede perdão, não aproveita oportunidades, o tempo apenas passa e muitas vezes estamos tão atolados em sentimentos insignificantes que deixamos passar os que verdadeiramente importam. Essa sem sombra de dúvida é uma obra que eu indico, leiam e deixem-se conquistar também.

site: http://www.nossomundoliterario.com.br/2017/10/resenha-o-maravilhoso-bistro-frances.html#more
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Duda 20/08/2020

Eu não achei a história ruim em si, mas achei muito arrastada, muitos personagens que vem e vão, senti que a autora quis colocar todos os clichês românticos no livro, mas, não construiu bem os casais
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Camille.Pezzino 18/09/2019

AO DESEJO DE VIVER
O tempo, alguns dizem, é um inimigo implacável, tão nefasto que é capaz de agir lenta ou rapidamente – a depender de quão mal ou bem você se sinta, respectivamente. As horas podem passar vagarosamente quanto ansiamos que ela passe de uma vez; da mesma forma, quando desejamos que o tempo não passe, e até que pare, as horas se transformam magicamente em segundos.

Marianne viveu uma vida que pareceu ter passado em um instante, até perceber que não poderia chamar o que tinha passado de vida, pois ela nada tinha vivido. Perceber isso, para a personagem, foi tão nefasto que a narrativa começa com uma tentativa de suicídio.

A autora começa a cena de maneira ritualística. O que seria apenas um suicídio nas mãos de outro escritor, Nina George transforma em um rito de passagem e aceitação da morte, de uma morte tão bem-vinda que chega a ser aterrorizante para qualquer um que for minimamente apegado à vida.

Com a queda – na verdade, Marianne arruma tudo meticulosamente – das peças de roupa, a personagem, que é uma mera desconhecida, vai ganhando forma. Nós conhecemos um pouco de seu passado e também de sua personalidade, principalmente, a sua bondade, pois a cada momento, é capaz de pensar em alguém que nem sequer conhece. Dessa forma, também entendemos porque a personagem se doou demais sem receber quase nada em troca.

Marianne tem sessenta anos, ela não é uma protagonista comum na flor da idade que está buscando por um sonho ou uma aventura. Pelo contrário, a narrativa trabalha uma personagem que nunca pôde ter uma aventura, presa nas convenções do matrimônio. Logo, é impossível não a encaixar em figuras femininas que nós já conhecemos, como nossas mães e avós.

Com um passado tão regrado em tradicionalismos, e em uma família que a impõe essa tradição a todo instante, Marianne é uma personagem que pertence ao século XXI: alguém desesperada para fugir da família, do marido e das convenções e simplesmente viver.

Essa narrativa, embora conte com romances para todos os lados – algo que me incomoda, porque nenhum personagem do ciclo principal fica realmente sozinho –, não é sobre romance. Uma característica muito marcante da autora, desde A Biblioteca Mágica de Paris, é apresentar uma ideia que pareça ser um romance, mas não é.

A história de Marianne trabalha com muitas ideias e reflexões, também encontradas com Perdu, personagem de seu livro de estreia no Brasil, mas que vão muito além. A trama se entrelaça aos estigmas sociais presentes no século passado e aos comodismos tradicionalistas, ao empoderamento feminino e também a recomeços e, principalmente, à vida.

O ciclo da personagem é muito interessante, pois ela começa com uma fuga psicológica e, antes do meio da narrativa, a sua fuga se torna física – o que demonstra o quão devastada estava. Nós todos estamos propensos a fugir de nossos problemas, alguns muito mais do que outros. Marianne permaneceu neles durante tantos anos que se esqueceu dessa possibilidade, até finalmente ter a chance de dar uma oportunidade a si mesma.

Nesse processo de fuga, Marianne foge de alguém que se tornou pelo casamento e pela anulação da própria identidade para se tornar alguém que era antes do matrimônio; uma pessoa que esbanjava qualidades. O mais interessante dos livros de Nina George, ao menos dos dois lançados no Brasil, é essa constante busca de encontrar a si mesmo, antes de tentar encontrar alguém.

Entretanto, há algo que realmente me incomodou durante a leitura. Em uma parte do livro – na verdade, foi uma frase literalmente – me pareceu que a personagem pensa que parte desse caminho de encontrar a si mesma está conectado demais com o romance que surge entre ela e um dos personagens. Contudo, por sorte, isso é deixado de lado quando a personagem fraqueja.

Esse incômodo é breve, mas reflete algo que ocorre muito durante as narrativas: a dependência demasiada do romance para encontrar o seu verdadeiro caminho. Nós somos fadados a desejar romances, não necessariamente porque queremos, mas porque a sociedade nos diz que precisamos. A literatura, por muitas das vezes, confabula com esse pensamento e extrapola um limite muito tênue entre um eu e um nós.

Nós podemos amar e sermos amados, mas, antes de tudo, nós precisamos nos reconhecer e nos amar. O livro de Nina George nos demonstra isso, ainda que tenha me dado um susto por um breve momento. Por conta disso, acabo considerando esse livro como tapas na sociedade.

O primeiro tapa é a ideia de que um protagonista não precisa ser jovem, ele não precisa estar conectado a atualidade e nem ser belo ou seguir um estereótipo definido. Temos uma protagonista que possui sessenta anos! É um estigma social prezar mulheres de boa aparência, logo, aquelas com mais idade estão fadadas ao esquecimento em diversos meios.

Quer saber mais? Acesse em: https://gctinteiro.com.br/resenha-95-ao-desejo-de-viver/

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