Nunca Olhe Para Dentro

Nunca Olhe Para Dentro Amanda Ághata Costa




Resenhas - Nunca Olhe Para Dentro


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Dryh 06/10/2017

Sempre olhe para dentro
“Três narcisos secos. Três narcisos novos em um buquê. Várias pétalas envelhecidas boiando no lago.”

Quando tinha 8 anos de idade, Betina perdeu os pais em um acidente de carro ao qual, milagrosamente, sobreviveu. Desde então ela vive com a tia, que está sempre procurando motivos para humilhá-la e fazê-la se sentir mal. Mesmo tendo 20 anos agora, Betina ainda não conseguiu se livrar daquela garotinha assustada que havia perdido os pais e as cores de seu mundo numa noite que deveria ter sido feliz. Estudante de psicologia, ela sempre fora apaixonada pelas cores e por pintura, mas desde que passou a viver com Cecilia, Betina nunca mais pegou num pincel.

Toda sexta-feira, Betina se permite sentir a dor da perda dos pais e volta ao lago onde o carro da família afundara 12 anos antes, levando narcisos. Durante todo esse tempo, ela nunca perdeu a determinação e a esperança de encontrar o responsável pelo acidente. Como poderia, se lhe haviam tirado tudo o que ela tinha?

“Não vou deixar que a chance de descobrir o culpado também morra. O caso já ocasionou mortes demais. A confiança não pode ser a próxima a morrer.”

Mas ela não estava mais sozinha, nunca esteve. Paola, sua melhor amiga (e personagem que eu simplesmente precisava mencionar nessa resenha) sempre esteve ao seu lado, apoiando-a inclusive quando sabia que Betina merecia melhor. Além dela, Betina também podia contar com Caio, e com uma nova aquisição ao grupo: o maravilhoso Nicolas. Ainda quero saber como faço para conseguir um para mim.

Acabei de terminar o livro e ainda estou me sentindo um pouco boba. "Nunca olhe para dentro" é o tipo de livro que te envolve já nas primeiras páginas, e, mesmo que eu quisesse entrar na história para dizer umas poucas e boas para a Betina de vez em quando, ela é uma personagem incrível. Ver o quanto a protagonista amadurece ao longo da história, junto ao fato de que Nicolas é um amor (sério, como faço para encomendar um para mim?) e a história foi muito bem escrita... Bem, eu não tinha nenhuma chance: o livro me pegou de jeito! Além da capa maravilhosa, do casal apaixonante e dos amigos mais incríveis que alguém poderia ter, o livro também traz uma mensagem muito importante, que a autora soube abordar perfeitamente.

“...não sei de que cores sou feita quando estou com Nicolas. O amor não é feito de apenas uma cor. É composto por todas.”

Meu peito chegou a doer pela Betina de oito anos que perdeu os pais e foi morar com uma pessoa horrível que a odiava, doeu pela Betina de 20 anos que não conseguia se livrar de seu passado, e doeu pela menina que, há muito tempo, não se sentia mais laranja. Mas eu também sorri quando Betina encontrou Nicolas, e em todas as vezes em que seus amigos estavam ao seu lado. Assim como Betina, eu fui todas as cores neste livro, e não pude evitar ler a última página me sentindo vermelho.

Paro na beirada, reparando no meu reflexo formado na água. As pétalas secas de outras semanas ainda estão boiando. Por um segundo, posso visualizar milhares de pétalas iguais àquelas, todas que foram despejadas em homenagem a eles. Milhares de narcisos perdidos no lago. [...] Permaneço de pé, embora a vontade seja de cair de joelhos e me desmanchar até o ponto em que não sobre mais água para ser expelida pelos olhos. Busco uma força que não sei de onde surge, mas que faz com que eu continue erguida, determinada a terminar o que comecei.

Nunca olhe para dentro é um livro com uma mensagem muito importante por trás de Betina, e eu estou muito feliz por tê-lo lido. Mesmo contendo quase 500 páginas, o livro é tão envolvente que acaba mais rápido do que deveria, e eu já adianto que o Epílogo é a coisa mais linda! Para quem gosta de um romance “diferente” e mais elaborado, este é o livro certo! Os personagens foram muito bem construídos, são incríveis (cada um à sua maneira, mas Paola é incrível em todos os aspectos), a escrita da autora é leve e envolvente, e....resumindo, o livro é simplesmente lindo, e vocês vão terminar a leitura suspirando!

"Quer continuar olhando para dentro ou quer parar de olhar? Porque se quer saber o que eu quero, não tem nada no mundo que pode me fazer mais feliz do que olhar para um futuro com você."


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Tamara 17/10/2017minha estante
Lendo o livro por causa da sua resenha, Dri.




Bruna 06/10/2017

As suas cores podem ser mais especiais do que imagina, você está pronto para olhar para dentro?
NOPD ou Nunca Olhe para Dentro é aquela típica obra que nos atrai desde o primeiro olhar com sua capa de tirar o folego, sua diagramação impecável e seu enredo que acaba por cativar através de uma história regada de profundidade que surpreende e arranca suspiros e lagrimas na mesma intensidade. Agregando os melhores elementos da literatura, nos deparamos com um livro completo e intenso que vêm abrir os olhos daqueles que insistem em olhar apenas para dentro de si mesmos sem prestar atenção ao outro. Real e intenso, essa é uma história que vem para atribuir cor à vida daqueles que a leem e mudar todos os paradigmas de uma vida. Conheçam mais sobre essa nova obra da autora Amanda Ághata Costa a seguir:


"Para uma criança o pouco é muito, enquanto para os adultos tudo às vezes é nada."

Betina aos oito anos de idade é um prodígio. Apresentando grande habilidade na arte de pintar, seu talento se torna nítido para aqueles que têm contato com suas telas; motivo pelo qual mesmo tão jovem ela já possuía dois de seus melhores quadros em destaque em sua primeira exposição na cidade de Ostala. Embalada em um clima de alegria juntamente aos seus dois maiores apoiadores - seus pais - ela jamais esperaria ver seu mundo repleto de cor se transformar no mais completo preto no caminho para casa. Contudo, ao ter seu carro arremessado diretamente em direção a um dos lagos mais escuro e gelados, Betina vê tudo mudar enquanto seu mundo afundava cada vez mais...

"Um ser humano normal pode suportar até mesmo dez minutos embaixo da água. Dependendo das condições e da temperatura, esse número cai para três, mas por alguma razão inexplicável, eu pude aguentar vinte longos minutos dentro de um inferno sem escapatória."

Mesmo tendo sobrevivido, Betina ainda não consegue superar aquela noite a doze anos atrás. Tentando entender o que ocorreu verdadeiramente naquele dia, ela mantém sua investigação em busca do culpado mesmo que mais ninguém o faça. Vivendo sua vida da melhor maneira que pode, ela intercala seu tempo entre suas pesquisas, sua faculdade de psicologia e suas visitas ao lago toda sexta-feira acompanhada de seus três narcisos - um para cada pessoa que se perdeu naquele lago.

"Uma simples palavra pode mudar todo um contexto, assim como uma noite pode destruir todos os planos de uma vida."

Como se apenas isso já não fosse demais para alguém tão jovem enfrentar, sua casa se mostra um lugar de puro terror... Convivendo com uma tia que faz questão de demonstrar todo seu desgosto, Betina se vê sem compreender a razão pra que Cecília a odeie tanto. Mas se por um lado suas razões se mostram confusas, as constantes violências físicas e verbais juntamente a ameaças sem fim confirmam o quão pouco querida ela é ali naquele local. Tendo sempre as pessoas afastadas de si por palavras falsas ditas de propósito pela sua tia, Betina já se acostumou ao silêncio e solidão e a presença de seus poucos, mas verdadeiros amigos, que a conhecem há uma vida toda...

"A vida é que ensina da pior maneira que as teorias nem sempre funcionam na prática."

No entanto, quando em seu caminho surge um médico pra abalar suas estruturas e atiçar sua língua afiada, Betina vê mais uma vez sua vida dar uma mudada por completo. O que era para ser apenas um final de semana perdido em um estágio obrigatório da faculdade acaba por se tornar o começo de algo desconhecido. Com uma atração nítida entre ela e o Dr.Nicolas, nos vemos acompanhando o surgimento de algo forte e intenso. Mas temendo sempre se aproximar de pessoas e com sua política de não olhar para dentro de suas memórias, se deixar envolver por alguém não será fácil... Seria Nicolas insistente o suficiente para mudar isso? Poderia ela recuperar suas cores e voltar a ser amarelo?

"—Se eu puder, vou te dar todas as cores que escolher, não importa quais sejam. Todas elas serão suas. Porque você merece, Betina. Você merece um arco-íris inteiro."


Amanda Ágatha Costa iniciou sua carreira no gênero fantasia, mas ao escrever seu primeiro romance já mostra todo o talento que possui para essa narrativa. Com uma história emocionante, bem construída e repleta de personagens reais e profundos, Nunca Olhe Para Dentro veio para transformar a visão dos leitores com uma obra que mostra um drama que não é exagerado, nem se perde em meio à ficção, e que é capaz de transformar vidas com o brilho que possui. Repleto de cor, amor e sentimento, quem se envolve em sua trama irá se deparar com páginas que cativam através de uma escrita que é completamente apaixonante e que vale a pena cada minuto!

Betina é uma protagonista que foge aos padrões; tímida, reclusa e um prodígio desde quando era criança, ela é alguém cuja vida desde cedo foi repleta de emoções. Com seu jeito único de ver o mundo pelas cores, ela sempre encantou a muitos com sua doçura e seus quadros repletos de emoção e intensidade que a levou a grandes feitos. Extremamente próxima de sua família, ainda jovem ela acaba por ver seu mundo ser destruído, ao perder os pais em um fatídico acidente, e mudar por completo a se ver obrigada a passar de um ambiente familiar amoroso repleto das mais diversas tonalidades para uma vida de medos e inseguranças ao lado de alguém que nitidamente a odeia.

No entanto, mesmo tendo todos os motivos para se tornar alguém amargurada, Betina acaba por se mostrar alguém extremamente sensível, companheira, que não se acanha diante das dificuldades e ama com intensidade ao mesmo tempo em que teme fazê-lo. Sarcástica ao mesmo tempo em que se mostra alguém divertida e engraçada, ela é alguém real cujas inseguranças se mostram tão nítidas quanto sua força que ultrapassa barreiras e a fazem suportar situações insuportáveis. Com uma construção pensada nos mínimos detalhes, essa é uma protagonista que cativa o leitor logo nas primeiras páginas com sua perspicácia e seu senso de amizade, levando a todos a torcerem por seu final colorido - mesmo que a um primeiro momento isso se mostre algo distante e inexistente.

E o que falar do protagonista, o dono do super olhar, Dr. Nicolas? Sensível, lindo de morrer, um medico de tirar o folego e um romântico nato, ele é a combinação feita para acabar com os corações das leitoras que se vem babando por ele (entendemos vocês Paola e Caio) desde sua primeira aparição. No entanto, ao contrario do que geralmente ocorre nas histórias, ele não se mostra alguém fútil ou que se apoia em sua beleza para garantir tudo; modesto, vamos acompanhando suas cenas com atenção ao nos depararmos com um mocinho longe de ser perfeito, mas mais apaixonante do que fosse. Real, intenso, sarcástico e com muito humor, aos poucos Nicolas vai ultrapassando as barreiras criadas pela Betina se mostrando alguém determinado e um homem de verdade. Com pequenos gestos ele acaba por nos cativar de forma natural e rápida nos fazendo ansiar pela sua presença e torcer por sua felicidade tão poucas vezes sentida.

E, obviamente, eu não poderia deixar de falar sobre os personagens secundários mais incríveis já vistos. Paola e Caio tem o dom de roubar a cena a cada aparição e trazer o toque de equilíbrio que a história pede nos momentos em que se torna muito intensa. Muito bem construídos eles chegam a se assemelhar aos protagonistas pela sua contribuição a história principalmente no quesito amizade, algo que eles são o exemplo perfeito. Já Cecília ganha destaque não pelos motivos positivos, se mostrando uma mulher amargurada e cruel, ela poderia muito bem ser comparada as típicas vilãs dos contos de fada e ainda sairia perdendo. Essencial na história para alertar sobre um mal tão comum na sociedade, ela é alguém que mesmo odiando faz com que sua presença seja necessária; sem entendermos a razão de tanto ódio por alguém que não lhe fez mal, vamos acompanhando sua maldade ganhar força até o ponto em que tudo que queremos é que ela sofra as consequências de seus atos, mas será que haverá justiça quando a sociedade insiste em condenar as vitimas? Bem elaborados, inseridos nos momentos certos de forma a não parecerem fora do lugar, esses personagens dão um toque a mais a obra levando-a um patamar superior merecido.

Com um enredo linear que vai evoluindo e se construindo com bases fortes sem deixar pontas soltas ao se dirigir ao clímax da história, NOPD é uma obra que se mostra bem organizada em sua construção que se mantém simples sem se tornar banal e não precisa de rebusques para torná-la atrativa. Lidando com temas complexos e sérios, Amanda soube abordá-los de forma real sem se tornar extremamente pesado e nem tirar a seriedade do tema. Com partes intensas regadas a sensações de agonia e tristeza essa é uma obra que veio para abrir os olhos de muito sobre realidades cruéis que insistimos em não olhar, mas que se mostram impossíveis de serem ignorados através dessa narrativa em primeira pessoa que envolve a todos de forma natural nos levando para dentro de sua trama.

Possuidora de uma capa que atrai olhares e se encaixa perfeitamente a história juntamente a uma diagramação feita com esmero, essa obra se mostra completa desde sua primeira página. Agregando elementos essenciais da história através de detalhes sutis que remetem a ela, fica nítida a dedicação que a autora teve em transformar meras páginas em branco em uma verdadeira obra de arte. Com uma revisão caprichada para que o produto final chegasse o mais perfeitamente possível nas mãos de seus leitores, Nunca Olhe Para Dentro chega em um nível de qualidade capaz de se equiparar às feitas por grandes editoras surpreendendo graficamente tanto quanto em sua história.

Diferente de tudo que você já viu, esse é um livro que irá lidar com situações difíceis e que causam profunda dor, mas que emocionam na mesma medida. Essa história não é apenas um mero romance, é sobre saber enxergar a vida com as cores que ela possui. Meloso sem ser exagerado, essa autora soube desenvolver uma história que poderia beirar a perfeição, mas que não se deixa ir por esses caminhos para se ligar a realidade. Para todos aqueles que buscam um enredo capaz de mudar vidas, que possuem cicatrizes, Betina veio para mostrar que existe sempre a chance de recomeçar...

Nunca Olhe para Dentro é uma obra que poderia se perder no meio a tantas já existentes, mas que possui um dos melhores diferenciais: sua capacidade de nos inserir em sua trama e transformar vidas. Inovando na forma de usar suas cores, essa é uma história que surpreende e encanta na mesma intensidade cativando rapidamente os corações dos leitores e emocionando os na mesma intensidade. Bem escrito, cercado de valores e ensinamentos esse livro mudará a vida de todos ao ensinar a olhar para as memórias de uma forma nova e amar cada uma delas. Mais do que recomendado essa é uma leitura obrigatória a todos os apaixonados por romance reais e completos. Definitivamente esse é um livro que já conquistou o lugar de melhor do ano, por isso confiram e se permitam olhar pra dentro!

site: www.brookebells.com
May 13/11/2017minha estante
Super querendo ler este livro!!parece ser Muito bom!!




Nath 09/10/2017

Resenha do blog Pobre Leitora
[...]
Tenho livros favoritos de todos os tipos, do romance ao terror, e NOPD entrou pra essa lista, mas entrou com um toque diferente, com um quê que poucos livros tem. NOPD é o tipo de história que eu agradeço por existir e por ter tido a oportunidade de ter lido, é quase uma conexão de alma.

Betina era uma pintora talentosa já aos 8 anos de idade, mas infelizmente perde seus pais em um acidente de carro pavoroso que quase tira sua vida também. Sua guarda é dada para sua tia Cecília, que por algum motivo que não sabemos, odeia Betina com todas as forças e faz de tudo para deixar isso claro, variando entre as agressões físicas e psicológicas desde cedo. O tempo passa e agora Betina já está quase terminando sua primeira graduação em Psicologia. A pintura e as cores não existem mais em sua vida, ela só tem dois amigos inseparáveis e o forte desejo de descobrir quem foi o culpado pelo acidente de seus pais. Sua vida é permeada por medo e investigações, até que surge o médico Nicolas e junto, a esperança de novas cores.

NOPD é um romance lindo, que traz o tipo de amor que ultrapassa todas as dificuldades. Também é um drama que toca no fundo do nosso coração, deixa ele apertadinho com o pesar e resplandecente com o amor. NOPD também é um livro que ajuda ao abordar a violência doméstica e mostrar que ninguém precisa sofrer dentro de sua própria casa, nas mãos de uma pessoa próxima sem escrúpulos. Este é um dos pontos principais do livro e que me faz querer que ele seja lido por todo mundo. Violência doméstica é um assunto muito sério e infelizmente, muito comum. Quem sofre com isso, muitas vezes não consegue sair, principalmente pelo trauma psicológico que sofre, e quem está de fora mas sabe do que acontece, não sabe como ajudar. A autora mostra pro seu leitor que há esperança, que há como lutar contra isso. A história de Betina é fictícia, mas ao mesmo tempo é verdade, pois é a realidade de muitas Betinas por aí. NOPD não é só mais um romance bonitinho, é um livro forte, um livro que inspira.
[...]
LEIA O RESTO DA RESENHA NO LINK

site: http://pobreleitora.blogspot.com.br/2017/10/resenha-nunca-olhe-para-dentro-amanda.html
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Renata 08/10/2017

MARAVILHOSO ?
O QUE É ESSE LIVRO MINHA GENTE? Vocês sabem o que é um livro mexer em todas as suas emoções? Eu senti toda a vida da Betina passando pelos meus olhos, senti toda a perda, toda a dor, todo o medo, toda falta de cor! Que escrita mais maravilhosa! Conhecer a Betina e seus amigos nos da esperança na amizade, na justiça e no amor! Só posso dizer que TODOS deveriam ler! Todo vermelho do mundo pra vocês! ??
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Fany 08/06/2020

Três narcisos
Betina, quando tinha oito anos, exalava um grande talento em suas telas. Infelizmente, um trágico acidente moldou toda a sua vida. Futuramente, após tantos ocorridos, ela ainda se vê nas mãos de sua tia, que nada faz bem a ela. Em uma aula no hospital, ela conhece seu parceiro de romance, o qual vai dar cores tão vivas à vida de Betina. Há muita coisa a se esperar, mas não que seja um romance de total clichê.
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Karoliny 05/10/2017

Maravilhoso
Um narrativa super envolvente e me surpreendeu muito pois a tempo não lia nada igual a esse livro.
Esse livro me conquistou já nos primeiros capítulos, sofri com Betina em seus momentos difícil e amei quando ela amou .
amei muito esse livro ?
Estou sem palavras para expressar o que to sentindo depois de terminar essa leitura .

site: https://www.instagram.com/aurorakaroliny/
Amanda Ághata Costa 05/10/2017minha estante
Fico muito feliz por saber que a história te encantou, Aurora.
Obrigada por compartilhar o que achou. Beijos,
Amanda.




Tammy (Livreando) 09/10/2017

NOPD (Livreando)
Betina é uma personagem bastante centrada e incrivelmente acessível. Ela tem uma força que o leitor consegue perceber logo de cara, apesar da personagem ter medo de encontrá-la. Eu particularmente me tornei sua amiga e a amo.

"Se não posso ser maior que os dois, que eu seja mais insistente. Não saí viva daquele acidente por acaso. Não vou agir como se tivesse sido."

Tudo pelo que ela passou, realmente não são todos que aguentam. Viveu em meio a tanta violência física e emocional que não tenho outro adjetivo para identificá-la a não ser... guerreira!

Betina nos mostra tantas percepções sobre o mundo. Confesso que algumas vezes não estava preparada para olhar a parte de dentro de toda a sua vida.

O mais interessante em tudo isso é que ela em nenhum momento se passa por coitada ou frágil, apesar de suportar muitas coisas e preferir não bater de frente, enxergamos a sua força.

"Talvez Nicolas não veja as cores, mas possa ver um pouco da minha alma, que, embora remendada, continua visivelmente destruída."

Nicolas é aquele homem que só traz pontos positivos. Tenho a percepção que ele conseguiu enxergar a alma de Betina de cara, mas resolveu seguir um passo de cada vez para não assustá-la. E que cavalheiro ele consegue ser! Apaixonante? idem!

Paola e Caio são outros amores em todo esse contexto, com certeza sem eles, Betina não cruzaria muitas etapas. Paola é uma louca sincera e Caio é a leveza dessa relação com seus diálogos divertidos, eu realmente amei cada um deles.

E sobre o enredo? Sim, ele é de matar! Primeiro traz questionamentos sobre tantos casos de violência doméstica, de maneira bem sensível e real, tão palpável que você faz parte dele. Depois, entramos no patamar do abuso de autoridade em favor próprio, onde as consequências são irreparáveis. As pinceladas da autora nesse item foi essencial para a história.

Junto a tudo isso, temos o drama e as diversas emoções no decorrer da leitura. Gente, esse livro além de falar de todos os itens que descrevi acima, ela também transmite muitas emoções, e diversas delas. Chorei, ri, fiquei apreensiva, irada, tensa, senti alívio e paz. Imagine sentir tudo isso em uma sequência completamente esmagadora! Foi isso que a autora Amanda Ágatha Costa fez comigo. E se você já está com a caneta na mão para colocar na sua lista (que eu sei que é enorme, mas essa obra vale a pena), aqui vai uma dica...

Junte todas as forças, porque a partir de um certo capítulo é só "tiro, porrada e bomba" e você tem que está preparado para isso.

Em resumo, o que mais amei em Nunca Olhe Para Dentro, foi essa troca com a personagem principal e suas emoções. De forma tão vívida essa "amarelinha" nos transporta para sua vida em um estalar de dedos. Outra coisa que amei foi que a autora se mantém coerente com todo o enredo que criou. As cores não estão na história por nada, aqui elas simbolizam de forma prática as emoções que passam pelos olhos de Betina, e é impossível você não viver isso junto com ela.

Veja a opinião completa no link abaixo.

site: http://www.livreando.com.br/2017/10/resenha-nunca-olhe-para-dentro-nopd.html
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Tamara 17/12/2017

*Resenha postada na íntegra e originalmente no blog Rillismo

Há algum tempo eu vejo nas redes sociais a Amanda e seu trabalho, embora nunca tivesse lido nada dela, uma vez que seus primeiros livros foram enredos com um foco voltado para o gênero fantasia, e eu não sou muito fã dessa vertente. Porém, recentemente, encontrei uma resenha muito elogiosa sobre o Nunca olhe para dentro, e percebi, com surpresa, que a Amanda havia escrito um New Adulte. Logo, o adquiri e pretendia deixá-lo para ler no futuro. Porém assim que abri a primeira página e li o prólogo, senti que necessitava ler aquele livro imediatamente. E foi o que fiz. Na mesma hora, embarquei no enredo, que me proporcionou uma viagem muito interessante ao lado de Betina, conhecendo seus maiores traumas, dores e desejos.

O que mais me cativou nessa obra foi a escrita que é  Poética e bem feita, e nos deixa com vontade de ler mais e mais, nos envolvendo de uma forma bem intensa, a ponto de nos fazer imaginar cada cena que está sendo descrita. Ainda, achei incrível a inserção da sinestesia como uma característica bem especial da protagonista, e através das cores de Betina, consegui entender um pouco mais sobre tal fenômeno. Além disso, achei que Amanda conseguiu transmitir com muita competência os diversos sentimentos, desde o luto até a paixão pela pintura. Outro fator muito bacana foi a violência doméstica que é abordada de uma maneira realista aqui. Através dela o leitor é capaz de refletir, entender e se emocionar, e a violência doméstica foi o que deu origem a um dos epílogos mais originais e deliciosos que já tive a oportunidade de ler.

Quanto ao romance, não senti que ele foi o foco exclusivo do livro. Enquanto ele acontece, a protagonista também vai fazendo descobertas sobre si mesma e sobre o mundo ao seu redor, e ele foi um acréscimo em todo esse crescimento na vida dela. Este romance também se mostrou diferente e fascinante, pois mostrou personagens que não precisaram fazer grandes mudanças em suas vidas um pelo outro, e sim encaixaram-se e aconchegaram-se nos espaços já existentes, aceitando um ao outro exatamente como eram.

Os fatores negativos da história que encontrei foram muito poucos. Mas o principal deles foi uma situação que foi aberta e, na minha opinião, não tão bem fechada, o que me deixou querendo mais explicações. Além disso o achei um romance bem reflexivo, e com uma dose de drama, e para os leitores que não gostarem desse tipo de enredo pode não ser uma dica tão agradável, o que não foi o meu caso, uma vez que adoro.

Os personagens são bastante cativantes, e o protagonismo não fica só por conta de Betina, e podemos encontrar cenas maravilhosas sobre os amigos dela e outros conhecidos que recebem igual atenção. Conforme já falei, Betina é uma garota que teve suas cores retiradas depois que passou a viver com a tia, mas admito que não a achei uma pessoa tão melancólica e triste, e ao mesmo tempo que ela tinha todos os seus medos, também a achei com uma força que não se apaga. Já Nicolas, o par romântico de Betina, é um rapaz que não conseguimos conhecer tão a fundo pois vemos tudo pelo ponto de vista de Betina, mas todos os vislumbres que temos dele são de uma pessoa atenciosa e que tem um grande amor para dar. Paola e Caio, os dois melhores amigos da protagonista, são pessoas marcantes, e carregam em si alguns pontos que poderiam os fazer sofrer, mas eles optam por se tornar pessoas alto astral e que vivem a vida de forma intensa.

A narração foi feita em primeira pessoa, por Betina, e é dividida em cinquenta e dois capítulos, além de prólogo e epílogo. Ainda, a edição foi lançada pela plataforma Amazon, em formato ebook, e a revisão está com uma boa qualidade.

Recomendo para os leitores que desejam conhecer novos autores brasileiros, e para aqueles que gostam do gênero new adulte, bem como de histórias que tocam e nos deixam um gostinho de "quero ler mais coisas desse autor".

site: http://www.rillismo.com/2017/11/resenha-nunca-olhe-para-dentro-por.html
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Thayza Fonseca 14/01/2019

Li as primeiras impressões desse livro antes do seu lançamento em 3/10/17, ao longo de um ano eu tentei voltar para a leitura, mas sem ter tempo fui adiando, até que abriu uma brecha e eu enfim consegui concluir a história da Betina.

Nunca olhe para dentro entregou mais do que eu esperava, não fazia ideia, nem mesmo já tendo lido as primeiras impressões que a história da Betina ia me deixar tão sem fôlego e cheia de cores diferentes ao longo da leitura. Não posso dizer que foi uma leitura fácil, por vezes tive que parar e respirar fundo, não sei explicar, mas essa história me fez mergulhar fundo nas emoções e senti-las de uma maneira que a muito tempo não acontecia durante uma leitura. Senti muita aflição com as coisas que acontecem com a personagem e a cada escolha “errada” eu me via mais ansiosa para que tudo chegasse a um desfecho merecidamente feliz.

'As atitudes não devem ser lembradas pelo rosto de quem as fez, e sim pelas próprias atitudes. Alguém me salvou, é tudo o que importa."

Antes de falar mais um pouco sobre a história, quero dizer que a Amanda tem o dom da escrita, é possível reparar em todo amor que ela coloca nas páginas e esse trabalho em particular merece muito reconhecimento. Além de muito talentosa a autora é uma simpatia só, tive a oportunidade de estar com ela duas vezes e sempre fui recepcionada com muito carinho. Espero encontrá-la mais vezes pelas bienais da vida e espero que nas próximas eu tenha que enfrentar uma fila enorme para conseguir um abraço, pois é merecido.

"Ontem eu fui. Anteontem também. Agora, eu acabei de ser."

Sendo bem sincera não sei apontar o centro dessa história, já que a princípio seria a descoberta de quem causou o acidente que matou os pais da personagem e isso de fato preenche as páginas e tem um final impressionante, mas ao longo da narrativa a autora colocou elementos e assuntos tão importantes quanto e dessa forma é difícil apontar apenas um como principal. Temos aqui violência doméstica, um tema de suma importância que foi tratado com segurança e empatia. A amizade e o poder que esse sentimento e relacionamento tem para vida de uma pessoa, amar sem julgamento, aceitar sem porém e apoiar acima de tudo. Temos o amor em toda sua glória vermelha, que é altruísta e insistente, tão apaixonante e tão verdadeiro que faz todos os outros meio opacos. Vemos aqui perdão, aceitação, busca pela justiça e principalmente a dor da perda, que acontece de maneiras diferentes para pessoas diferentes, mas não existe comparação, pois cada uma é única a sua maneira.

Procurei olhar essa história de uma maneira única, assim como é a protagonista e foi mágico. Fui feita de trouxa no desfecho e adorei, que reviravolta, ainda estou sem acreditar direito no que aconteceu para falar a verdade. Amanda apresentou pela perspectiva da Betina o amor pelas artes plásticas, a personagem tem a tendência de definir sentimentos por cores e isso é um ponto alto da história que nós faz ficar mais e mais envolvidos. Enfim, Betina tem adoração por cores e isso colore também a vida do leitor. Amanda fala de arte como um todo de uma maneira bem apaixonante, sem defender seu próprio tipo de arte, a escrita. Mas é notável a voz que ela dá para algo tão incompreendido como a pintura, já que buscamos sempre um significado quando na verdade só devemos sentir.

"As melhores lições são aquelas que não têm a menor pretensão de existir."

A verdade é que posso ficar por horas falando de Nunca olhe para dentro e mesmo assim não vou conseguir transmitir tudo o que a história tem, é impossível descrever o quanto eu amei esse livro, o que vocês precisam fazer e ler e se deixar encantar também. Fica aqui a minha indicação de leitura nacional da melhor qualidade que me deixou toda laranja.

Beijos
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Natália | @tracandolivros 23/04/2019

Tinta pra todo lado
Aos oito anos de idade, Betina, uma menina completamente apaixonada pelas cores, uma ótima pintora; perde os pais num acidente de carro. Eles estavam voltando de um museu onde Betina estava expondo seus trabalhos. Na rodovia um carro acabou perdendo o controle na outra faixa, entrando na contramão e fazendo o pai dela desviar; caindo no lago e afundando.

Todos os médicos dizem que ela nasceu de novo depois do acidente. Que era impossível ter sobrevivido depois de tanto tempo naquela água congelante. Mas Betina está ali para provar que teve uma segunda chance na vida. Porém a vida dela não foi nada tranquila depois do acidente. Com a guarda dela passada a sua tia, irmã de sua mãe, ela sofreu demais. Sua tia sempre a machucou e maltratou, e Betina nunca nem soube direito o porquê.

Para continuar vivendo Betina se prendeu aos dois melhores amigos, Paola e Caio. Além disso ela também não desistiu de encontrar o culpado pelo acidente. A polícia já arquivou tudo porque não há provas de outro carro, não existem marcas na pista, não houve colisão entre os dois; apenas a memória perturbada de uma criança de oito anos.

Nessa luta pela verdade Betina vai conhecer o Dr. Nicholas na sua aula prática na faculdade. E num primeiro momento eles não se dão bem, mas o crescimento do romance e da aproximação dos dois foi algo muito bem trabalhado, eu que não sou fã de romance vi ali crescendo o amor aos poucos.

Esse livro me prendeu direto, li ele correndo em dois dias, mesmo passando das 400 páginas. Contudo, eu imaginei quem era a pessoa que tinha causado o acidente direto no prólogo do livro; achei isso completamente clichê, porque apenas uma pessoa teria real relevância para a trama. E as motivações da tia dela para odiá-la também eram óbvias. Entretanto, o livro tem uma mensagem linda demais, e um ritmo muito gostoso. Quem gosta de romance e drama com certeza vai tirar bom proveito dele.

site: https://www.instagram.com/p/BeQWevvgy6m/
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16/02/2018

Inspirador, doloroso e lindo
“O que é bonito não precisa de retoques, pode ter qualquer aparência, pois o que está escondido por trás do que se vê, é onde justamente ele se mostra mais bonito.”
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🎨Betina era uma criança prodígio. Aos oito anos ela era uma artista, e a vida dela teria sido um belo quadro se os seus pais não tivessem morrido num acidente de carro logo depois da sua primeira exposição. Como se não bastasse esse sofrimento, ela foi obrigada a morar com a tia sua guardiã legal. Uma vilã muito pior que a madrasta da Cinderela, que tirou todas as cores da sua vida, e não quer saber de nada além de um cinza para ela. Ela conseguiu um ou outro amigo ao longo da vida, mas não consegue manter contato com pessoas por muito tempo por causa das ameaças da sua Tutora, que não suporta a ideia de vê-la feliz. 🎨
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🌺O acidente que matou os seus pais nunca saiu da sua mente e mesmo depois de 12 anos ela ainda acredita ser capaz de encontrar o culpado.Todas as sextas Betina vai ao lago, o local do acidente, e deixa três narcisos amarelos em respeito à sua família. Numa vida ser cor e sem perspectiva de mudança é que Betina conhece Nicolas, o médico bonitão e nada modesto com quem ela não se dá bem logo de cara. Com ele e seus dois melhores amigos, Betina vai tentar juntar os seus cacos espalhados, vai continuar numa busca desenfreada que talvez não dê em nada, mas acima de tudo, vai redescobrir as cores do mundo.🌺
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✒Com essa sinopse você pode até pensar que é um livro clichê, mas eu posso te jurar que não é. Amanda conseguiu falar de forma tão sublime e delicada sobre assuntos sérios que eu não pude deixar de me emocionar. Ver Betina como vítima do abuso da sua tia me cortava o coração, e vê-la se apaixonando, dando uma chance a si mesma, me deixava tão feliz. Esse foi um livro cheio de reviravoltas incríveis que me deixava super ansiosa para ler o próximo capítulo, mas, muito além disso, é um livro que nos acorda para as coisas ruins que insistimos em negar. É um livro que PRECISA ser lido. Estou apaixonada pela sua escrita, pela força da Betina e pelo amor do Nicolas.

site: http://www.marshmallowcomcafe.life/
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Gabriela 24/10/2017

Nunca olhe para dentro
O livro que me fez olhar para dentro. Já começa te deixando curioso. A cada página lida uma ansiedade. Nos faz enxergar o que as pessoas podem estar passando e nós nem podemos imaginar!! Só posso dizer que amei. E que to indicando a todooos!! ??
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MaH 21/01/2018

Palavras coloridas
As reviravoltas da vida
Betina era uma criança prodígio de Ostala. Aos 8 anos, com um talento nato para a pintura, teve a maior alegria de receber uma prêmio por seu talento. Aquele dia que deveria estar marcado em sua memória como o primeiro de muitas conquistas que suas pinceladas e cores poderiam lhe trazer, foi borrado de preto: um acidente de carro atingiu a toda a família. Foi um acidente que separou esta família. Foi um lago que levou os pais de Betina, mas mesmo com as densas e frias águas que abraçaram esta família, como que por milagre, a garota sobreviveu.

Como toda criança órfã é necessário que alguém seja seu tutor. E não poderia ser mais óbvio do que ficar com alguém da sua família que entenderá este momento de dor, te trará todo carinho e acalanto necessário por perder seus pais ainda tão jovem, não é mesmo? É aí que está o engano. Cecília, a irmã da mãe de Betina, é agora a responsável pelo zelo da garota. E que zelo? Betina precisa é ser zelada contra esta tia horrorosa e ruim.

12 anos se passaram, mas a dor que a garota sente nunca se foi. Betina é uma pessoa sinestésica e se antes enxergava todas as cores no mundo e nas pessoas, agora tudo ficou mais difícil. O luto por seus pais ainda não acabou e sua luta para descobrir o verdadeiro culpado pelo acidente também não. A investigação do acidente dos seus pais foi arquivada por falta de provas e assim, a culpa recai sobre o único motorista da situação: seu pai. Ela não pode deixar isso de lado. A verdade tem que aparecer. Ainda que a tia faça de tudo para que Betina tenha a vida mais miserável possível, os melhores amigos do mundo, Paola e Caio, estão sempre ao seu lado. Elas são amaigas desde o jardim da infância e Caio surgiu depois, já na faculdade e assim como qualquer grupinho de amigos são bem diferentes uns dos outros e é isso com que faz que a sintonia entre eles seja algo maravilhoso e puro. Mas nem só de escuridão é feita a vida de Betina. O galanteador dr. Nicolas fará com que aos poucos sua vida tenha as merecidas cores de volta.

É imprescindível que eu comece a minha opinião repetindo algo que já disse nas minhas primeiras impressões: o amadurecimento da Amanda como escritora me deixou nas nuvens. Amarela, laranja, vermelha… De verdade! Ela conseguiu mesclar assuntos completamente densos – e extremamente necessários – com uma sutileza e maestria de dar inveja. Ao terminar a leitura você está encantado e não desesperado com o pensamento de que existem sim pessoas ruins no mundo, em diversos aspectos. São abordados temas como o luto, agressão em seus diferentes aspectos, crueldade, inveja… Alguns com maior profundidade e outros menos, uns mais urgentes de serem discutidos por nós e outros nem tanto, mas nunca perdendo sua cor.

A construção dos personagens foi ótima também. Já disse umas mil vezes e repito: amo personagens palpáveis e passíveis de existirem de verdade. Todos, sem exceção, tem essa construção. É perfeito. Todos tem comportamentos e nuances de variação dos mesmos pertinentes às suas idades, passados e realidade de vida. São incríveis. Confesso que tive que ter um pouco de paciência com a Betina, porque meu estilo é muito mais parecido com a Paola, mas respeitei a personagem até mesmo a julgando por ser bem chatinha às vezes. E toda e qualquer coisa era completamente apagada da minha memória quando Nicolas estava presente. Não há ninguém mais excepcional neste livro, ele rouba a cena. Seu jeito de pensar, seu carinho, sua rispidez e humor nas medidas mais que certas e com certeza o carinho que ele tem por Betina é seu charme.


“A vida pode ser um belo quadro se você souber pintá-lo com o pouco que tem”


Bom, com certeza vocês perceberam que amei este livro. Amanda continue me surpreendendo positivamente, por favor! Este livro foi uma paleta de cores, das mais belas que eu já poderia ter visto.

site: www.oquedissealice.com.br
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Ale Salvia @estantedaale 02/11/2017

NODP no blog 'Estante da Ale'
Para quem ainda não conhece o livro, vou contar um pouquinho sobre... A protagonista é a Betina, uma garota que perdeu os pais em um acidente de carro e agora mora com a tia irritante e mal amada. Sua nova meta de vida é encontrar o responsável por quem tirou as cores de sua vida. Pois é... Betina é uma garota bem especial, com alma de artista que vê no mundo os sentimentos através das cores e confesso que isso torna a obra bem delicada e especial.

Eu já tinha feito um post de primeiras impressões super positivo, porém agora que finalmente consegui concluir a leitura, digo com mais propriedade que nunca: esse livro vale a pena as lágrimas que você irá derramar. É uma leitura intensa, pois as temáticas abordadas não são simples, há uma discussão muito relevante sobre morte e abuso psicológico/físico. Até porque, não pensem que só o estupro é um abuso físico, qualquer tipo de violência é errado e precisa ser denunciado. Porém, claro que nem sempre a vítima consegue ter a iniciativa para mudar. E é essa batalha diária que vemos em Betina.

A presença dos amigos torna a obra mais emotiva, são eles que sempre estão ali e dão a coragem a nossa protagonista. Além de Nicolas, um médico super prestativo, irônico, sexy... Eu ficaria até amanhã o elogiando, rs. Ele é o porto seguro de Betina, ele consegue ver através das máscaras que ela o impõem. Sempre disposto a ajudar, Nicolas se torna aquele personagem que você quer para você!

site: http://estante-da-ale.blogspot.com.br/2017/10/livro-nunca-olhe-para-dentro.html
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dayukie 21/11/2017

"Com essa capa incrivelmente linda, diagramação impecável , revisão excelente sem nenhum erro ortográfico, essa história mexeu tanto comigo, mudou tanto minha vida e o modo de enxerga-la, que eu recomendo que você tire um momento da sua vida para ler e se envolver no mundo da nossa protagonista tão sofrida, que mostrou que apesar das dificuldades, foi capaz de dar a volta por cima, e assim como Betina se perguntou diversas vezes durante o livro, você está pronto para olhar para dentro?"

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/d38bap
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