Antes da Tempestade

Antes da Tempestade Dinah Jefferies




Resenhas - Antes da Tempestade


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Dryh 15/12/2017

Decepcionante
Se você chorar porque o sol desapareceu da sua vida, as lágrimas vão impedi-lo de ver as estrelas. – Rabindranath Tagore, página 123

Recebendo uma oportunidade que pode mudar sua carreira, a jovem Eliza viaja para Rajputana, na Índia, para fotografar a família do marajá (como um “rei”) em seu “habitat natural” e enviar para o acervo da coroa britânica. Ela hospeda-se então no castelo da família do marajá, onde deveria ficar por um ano, e passa a fotografar tudo ao seu redor, desde a família até as pessoas mais pobres. Mas ali não era exatamente um lugar seguro para ela, considerando os sentimentos que o irmão mais novo do marajá lhe trazia, e também os velhos costumes do povo local. Só que ela não podia ir embora. Ainda não.

Eliza tinha morado na Índia com seus pais quando criança, mas sua mãe a levou para a Inglaterra após a morte de seu pai, e desde então, ela não havia pisado em solo indiano. Ao voltar para o país, Eliza sente-se em casa, como se ela devesse ter estado ali desde sempre. Mas as pessoas do palácio não são tão gentis quanto ela esperava, (principalmente porque havia em muita gente o desejo de independência da Índia, e havia também o medo de que algum golpe pudesse ocorrer) já que ela é inglesa e represente tudo o que eles odeiam: o domínio inglês.

Além disso, Eliza era viúva. Seu marido havia morrido num acidente de ônibus, mas isso era irrelevante para a cultura local. Na antiga cultura indiana (realmente espero que isso tenha ficado no passado), era obrigação da mulher cuidar do marido, então quando o mesmo morria primeiro, ela deveria suicidar-se deixando ser queimada numa fogueira. Quando isso não acontecia, as mulheres eram amarradas e enfiadas na fogueira do mesmo jeito. Somado isso ao fato de que parecia que sempre havia alguém observando Eliza, ela não estava se sentindo muito segura, apesar de ter Jayant ao seu lado.

Aquele não era um mundo confortável para ela ou para mulher alguma, pensou, refletindo sobre sua própria segurança. Ela também era viúva. Qual seria a sensação de ser executada de forma tão sofrida? A dor insuportável, o medo, a brutal crueldade deveriam ser muito piores do que imaginava. – página 101

Como eu disse antes, estava bastante curiosa para ler este livro, principalmente por ele se passar na Índia, país que quero muito visitar um dia. E ainda mais por se passar na Índia quando a mesma ainda era colônia inglesa, e quando vi que Eliza estaria em contato com a “realeza” de Juraipore (lugar fictício), a curiosidade só aumentou. Eu nem estava esperando tanto do livro, apesar da curiosidade que sentia em lê-lo, mas, ainda assim, eu acabei me decepcionando.

Começando pelo fato de que os personagens não foram totalmente desenvolvidos, de maneira que eu sentia que mal conhecia Eliza e Jayant (principalmente ele), então eu não sentia afeição por nenhum deles e nem conseguia engolir o romance que foi surgindo entre os dois. Isso não significa que eu não torci para que tudo desse certo no final, isso eu sempre faço, mas eu não queria que eles terminassem juntos, pois a maneira como se tratavam não me agradava.

Sendo um rajá, Jayant deveria se casar com uma princesa ou alguém que estivesse na mesma posição social que ele, e sendo o sucessor de seu irmão (caso o mesmo morresse), era ainda mais importante que se casasse com alguém à altura. Ele falava o tempo todo sobre como os casamentos indianos não eram regidos por amor, e sim dever, mas se esquecia de tudo isso quando estava com Eliza, e não bastando ter ficado próximo a ela quando não deveria (ambos sabiam que um romance era impossível, e que deveriam manter distância um do outro) ele ainda a magoou quando não precisava tê-lo feito. Então não, eu não gostei nada de Jayant, e também não consegui gostar muito de Eliza ou de qualquer outro personagem.

Somado a isso, achei a escrita da autora muito cansativa, de maneira que a leitura foi um pouco arrastada, e eu demorei para engatar na mesma. Na verdade, não havia nada para me prender à história; nenhum personagem encantador, nenhum acontecimento que me deixasse tensa ou com as emoções à flor da pele, nenhum romance apaixonante. Nada. Sem contar que o final me deixou com o queixo caído, pois me pareceu muito fácil e isso realmente não bateu com o restante da história. Ao meu ver, ficou um pouco sem sentido, e eu só fiquei feliz porque consegui finalmente finalizar o livro.

Eu sei que eu deveria ter desistido dos livros da autora, mas vi que ela escreveu mais um (A separação) que ainda não foi publicado por aqui, e mesmo que nem Antes da tempestade nem O perfume da folha de chá tenham me encantado ou se tornado histórias que me marcaram, ainda assim eu quero ler A separação. Mas prometo não criar expectativas, e nem ficar torcendo para que a história seja melhor que as outras duas. Vamos ver no que dá.

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Douglas 15/12/2017minha estante
Olá, tenho este livro e talvez deixe para um outro momento.


Tamara 15/12/2017minha estante
Dri, eu li O perfume da folha de chá, e amei ele, então, fiquei meio que cheia de expectativas para esse aqui, mas que livro torturante! Ta conseguindo entrar para a listinha dos mega chatos de 2017. Concordo com todos os seus pontos, e nenhum personagem conseguiu me cativar. Estou em 60% do livro,e a leitura está sendo bem forçada, porque não sinto vontade de continuar, e só tô continuando porque não sou de abandonar livros. Não vejo a hora de acabar e ir ler algo melhor.


Daiana.Benck 18/12/2017minha estante
Nossa, estou louca para ler esse livro e fiquei um pouco apreensiva com a sua opinião. Mas, como eu amei "O Perfume da folha de chá", diferentemente de vc, vou tentar esse também e depois te conto o q eu achei...


Dryh 18/12/2017minha estante
Apesar de eu não ter gostado muito, pode ser que vocês gostem :) realmente espero que gostem...haha'




Lucélia 05/03/2018

Antes da Tempestade
O que dizer de um país preso a tantas tradições, usos e costumes? Como um romance poderia dar certo entre um príncipe que luta com todas as forças para reverter tudo isso e uma fotógrafa inglesa e viúva? Índia, um país místico e hipnotizante. Rico em sua beleza exuberante, um país com sua cultura devotada. E mesmo assim, em meio a um drama, com tanta opressão, nasce o amor verdadeiro entre dois mundos tão diferentes. Que o próprio destino se encarregou de tudo desde o início.

O que achei: mesmo com tanta opressão pela crença daquele povo, que é sabido que todos os usos e costumes são reais e muitos se mantém até os dias de hoje. Com tudo, um lindo conto de fadas (sem fada) acontece nesse mundo onde as mulheres sofrem e são desvalorizadas. Mas é onde a inglesa acredita que a vida pode valer a pena. Mesmo depois de tudo!
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Wilza Mary 26/02/2018

Simplesmente perfeito
Quando vi o lançamento desse livro -Antes da tempestade - não resistir. Já tinha lido o livro anterior dessa escritora, O perfume da folha de chá e foi muito bom, maravilhoso. Minhas resenhas vocês encontram na #resenhamary_itbook .
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Apresento a vocês: Eliza.
Uma mulher que sofre com o seu passado. Destino ou não, ela se vê viajando para a Rajputana, Índia , 1930, com sua companhia inseparável - sua máquina de fotografia. Elisa é fotógrafa e foi ?contratada? para se hospedar durante um ano no castelo da família real local.
Sua missão: fotografar, para o acervo da Coroa Britânia, a vida no Estado principesco de Juraipore.
Tarefa nada fácil pois haverá situações onde a intriga, inveja, ciúmes a rodearão impedindo de conseguir o seu objetivo. . Ela queria captar a essência daquela gente. Fugir do tradicional. .
É na Índia onde ela se encontra. Seu passado tão escondido no seu eu, não consegue mais ficar trancafiado. Seus medos são expostos as situações que nem o Marajá conseguiria impedir. E sem falar que ela, ?arrancou? seu coração, colocou em uma caixa de ferro e o jogou ao mar. Só que eu tinha uma esperança que um certo príncipe, Jayant, conseguiria nadar e trazer de volta essa caixa. Será que ele consegue?
A Elisa apresenta através das suas fotografias, uma terra marcada por contrates- com paisagens de beleza incomparável, cultura rica e vibrante e , ao mesmo tempo, a mais devastadora das misérias.
Elisa só não esperava que essa aventura transformaria sua vida. .
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Adorei a forma como a Dinah Jeffereies relata todos os problemas sociais, econômicos da Índia naquela época. É triste saber que algumas tradições mesmo proibidas hoje em dia, ainda ocorre. .
A leitura flui em uma magnitude que em certos momentos pensei que era eu a andar pelos labirintos no castelo, era eu a ver o deserto e suas belezas e desafios.
Super recomendo. .
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Blog Stalker Literária 06/04/2018

"Antes, ela nunca tinha pensado em alma. Para ela, os relacionamentos eram uma coisa complicada, que era melhor evitar e não aquele processo triunfal de revelar outro ser humano, ao mesmo tempo que era revelado."

Antes da Tempestade, trás à bela - e às vezes cruel - vida uma nação à beira da mudança, um país onde o domínio britânico está sob crescente pressão e a ameaça de rebelião cresce a cada dia . E o calor é combustível para dois amantes aparentemente contrários. Uma jovem inglesa fugindo de seu passado e o outro, um príncipe indiano lutando sob o peso do costume e da expectativa. À medida que a tensão aumenta e as monções se aproximam, eles devem tomar decisões que mudarão suas vidas para sempre.

Quando a viúva de 29 anos Eliza Fraser vence uma comissão do governo para fotografar a família real de Juraipore em Rajputana, um estado principesco na região desértica do Império Indígena da Grã-Bretanha, parece "um segundo nascimento." Dezoito anos antes, Eliza deixou a Índia, com pressa, com sua mãe, depois que uma tragédia levou a vida de seu amado pai. Mas na Inglaterra ela sempre teve um sentimento de "não pertencer". Agora sua mãe bebe demais e desde a morte súbita de seu marido, a única companheira de Eliza tem sido sua câmera fotográfica. Esta terra de areia, céu azul e calor impiedoso oferece a chance de fazer um nome para si mesma como fotojornalista.

Quando Eliza chega ao palácio, ela conhece o príncipe Jayant (Jay) Singh Rathore, o irmão bonito e taciturno do marajá e sente uma "conexão de alma" instantânea com ele. À medida que sua amizade se transforma em amor, Eliza desperta Jay para a terrível pobreza de seu povo e ele mostra as injustiças do domínio britânico. Logo Jay e Eliza descobrem que têm mais em comum do que pensam. Incluindo o desejo de ajudar a tirar o povo indiano da miséria diária que afeta suas vidas. Mas há inimigos no palácio determinados a frustrar seus planos e destruir seu amor. Eventualmente, Jay e Eliza terão que escolher entre fazer o que é esperado ou seguir seus corações. Em uma história repleta de atmosfera, emoção, ação, segredos, suspense e romance, a vencedora é novamente a perfeição que a autora tem em descrever as paisagens.

“..Em poucos instantes, a luz já havia mudado. Ela foi acolhida por uma manhã de extraordinária beleza, com um céu do mais profundo rosa transformando-se em um laranja pálido (..) “

Uma profusão hipnotizante de cores, visões, sons, cheiros e calor sufocante. À medida que as ações ferventes entre Jay e Eliza atua contra a temporada de monções, desfrutamos de vislumbres tentadores das zenanas, dos misteriosos quartéis femininos onde fofocas, esquemas e erotismo formam o coração palpitante do palácio, visitamos cidades medievais com fortes inexpugnáveis ​​e viagem através de desertos onde os ventos levantam areia ardente e engrossam o ar pesado. É um mundo excitante, mas perigoso, onde o Oriente encontra o Ocidente, onde as culturas se chocam e as práticas antigas podem ser cruéis, onde os espiões estão ativos em ambos os lados da divisão e onde há obstáculos aparentemente intransponíveis para os casamentos mistos. Será que as politicagens e os costumes seculares de um povo serão postos de lado a favor de um amor aparentemente impossível?

“Eliza sorriu em meio as lágrimas. Então virou-se e foi embora. Sentiu-se mais triste do que nunca, mas não fazia sentido adiar aquele momento.”

A escrita da Dinah continua extremamente envolvente e instigante. De forma madura, ela consegue levar o leitor para dentro da história por meio dos detalhes e da ambientação, a Índia de 1930 ficou clara e real. Seus personagens são muito bem construídos, diálogos elaborados e conflitos coerentes e bem desenvolvidos.

Eu particularmente fiquei um pouco decepcionada com a leitura. Esperava muito deste romance, pois me apaixonei perdidamente pela história de O perfume da folha de chá, e talvez tenha criado altas expectativas quanto a esse livro. Foi uma leitura agradável, porém não me senti tão envolvida e encantada como fiquei com o primeiro livro.

Para os fãs de romance histórico, a obra Antes da Tempestade é uma ótima dica. A escrita é um pouco rebuscada, mas é acessível e é uma oportunidade de se desafiar e ler algo mais consistente. Uma obra com uma pesquisa excelente, personagens fortes e conseguimos sentir diversos sentimentos por eles e um amor proibido em que seus sentimentos vão mudando e intensificando gradativamente.

A edição da Paralela está linda, com a capa da obra original, muito colorida e com temas indianos. A diagramação é boa, com páginas amareladas e confortável para leitura.

site: http://www.stalker-literaria.com/2018/04/resenha-antes-da-tempestade-dinah.html
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Tuanny 30/12/2017

Ultimo livro do ano com chave de ouro
Contrastado em mostrar todos os detalhes e modos de vida da Índia, o livro ainda veio recheado de personalidade e romantismo com um pouquinho de - acredite no destino.
Para começar eu amei a personagem Eliza, só por ela amar fotografia e querer seguir uma carreira nela. Depois amei cada pedacinho de Jay. Eu podia sentir o calor do personagem como se estivesse do meu lado. Dá pra acreditar?
A história de Eliza é bem forte, e eu chorei no meio do percurso da sua história com a mãe. A vida de Jay parece mais fácil e cheio de subidas e decidas, mas ele luta por um futuro melhor e com sua amada junta, e isso não se torna fácil na Índia.
O romance que acontece no livro me deu entusiasmo o suficiente para devorar o livro em dois dias! Pela voz de Eliza em alguns momentos do livro, dava pra sentir cada pedacinho de sentimento que existia entre os dois e sofrer junto.
Eliza vai para Índia fazer uma exposição de fotografia e acaba se apaixonando por Jay, mas tarde ela descobre que ele foi o menino que lhe ajudou quando ela viu seu pai falecer. Antes disso acontecer ela já estava apaixonada pelo príncipe, porém o que ela não sabia era que ela teria que mover o infinito para poder estar ao seu lado um dia. Diante disso o irmão, parentes e até a mãe tenta atrapalhar esse romance, assim como matar o pai de Jay para assumirem o trono. Tudo acontece ao mesmo tempo de forma incrível.
Eliza é chantageada ao longo da história e precisa casar com Cliffort para poder salvar Jay. Apesar de não ser um rapaz de má índole, ele faria qualquer coisa para ter Eliza nos braços. Porém nem isso faria esse amor dar errado. Na primeira vez que se encontram após a morte de sua mãe, Eliza se entrega a Jay de novo e larga o noivado. Jay também desiste de ficar no trono para ter o amor de sua vida em seus braços.
Existe muita pobreza e dificuldade na Índia, muita traição entre a família, mais muito amor sobrando entre duas pessoas que estavam preparadas para esperar o destino os unir novamente.

site: www.omundodatutty.com
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LT 20/12/2017

Vocês acreditam em destino? Que alguém pode ser predestinado a outro desde que nasceu? Eu acredito, mas esse livro me mostrou algo melhor ainda...

Eliza nasceu em Delhi, mas após o atentado contra o pai, ela foi embora, deixando sua cidade para morar com os Ingleses, contudo nada seria bom dali para frente. Ela se culpava pela morte do pai e sua mãe, Anna, não era mais a mesma por causa do álcool.

::: Eliza correu para se ajoelhar a seu lado, mas tropeçou e quase caiu. Assustada, ela o envolveu nos braços, empapando o vestido com o sangue da pessoa que mais amava no mundo. (…) Foi então que, em meio ao burburinho cada vez maior da multidão, o menino disse, educadamente: “Senhorita, por favor, deixe-me ajudá-la a se erguer. Ele se foi”. :::

A vida segue e após vários anos ela retorna, depois da morte do marido, para um trabalho em Rajputana que pode alavancar sua carreira como fotógrafa. Eliza perdeu tudo que poderia ter, e sua melhor escolha foi a fotografia, poder retratar o que gosta transformando as imagens em algo esplêndido. Eliza teria de retratar a vida da família Marajá para o acervo britânico.

::: Aos vinte e nove anos, aquele era o serviço mais importante que lhe encomendavam desde que se tornara fotógrafa profissional. Não estava claro para ela por que Clifford Salter a escolhera. :::

Com o passar do tempo ela notou que não teria apenas que fotografar, mas sim que conheceria o local, iria ter que ser uma espiã mesmo não querendo. Salter queria que ela espionasse mesmo sem saber. No entanto, esse não era apenas um pequeno contratempo, quando conheceu Chatur (conselheiro do rei), ele não gostou dela por ela ser inglesa, e tentou limitar e destruir tudo que ela fazia.

Jayant, o filho da rainha, é um aventureiro (não conhecemos muito dele), se algo acontecesse com seu irmão, ele subiria ao trono e teria de casar-se com uma princesa. Ao longo do livro conhecemos um pouco de cada um, nada muito detalhista, mas conhecemos, e cada vez mais Eliza e Jay ficam mais próximos.

::: “O senhor costuma acampar?” – perguntou ela. “Sempre que posso. É minha fuga, sabe?” – “E precisa fugir?” – “Acho que todo mundo precisa.” :::

Ao decorrer do enredo e muito próximos, eles conseguem entrar em um acordo: ela faria suas fotos e ele conheceria mais sobre a pobreza do lugar. Por ter passado muito tempo longe a realidade daquele povo lhe era algo meio desconhecido. E ao notarem as coisas eles decidiram montar um sistema para ajudar a população. Mas Eliza não contava com um pequeno detalhe, o de ela se apaixonar por ele.

Segredos do passado da nossa mocinha vem à tona, de quando ainda era uma menina, coisas pelas quais ela se culpava foram desvendadas. Era como se Eliza precisasse voltar para relembrar o que aconteceu, e descobrir mais. No entanto, como tudo poderia ser realmente descoberto? E se ela acabasse sendo revelada como viúva que de fato era? E se Jay fizesse algo errado? Ou se outra pessoa se apaixonasse por ela em meio aos acontecimentos com que ela se depara?

O livro é maravilhoso – em partes, porém nada parecido com o que já li. Gostei de conhecer a cultura de outro lugar, de como as coisas são vistas pelos olhos de outro povo, do modo deles. Todavia algo que me incomodou na leitura, acredito que possa ser por eu não estar acostumada, foi o fato dos diálogos estarem sempre entre aspas. Alguns detalhes me incomodaram um pouco em relação aos personagens, acredito que eles poderiam ter sido melhor explorados, mais detalhados, que merecíamos conhecer mais sobre eles.

Ah, também gostaria de que, a parte em que temos de compreender a cultura, palavras e detalhes da nação na qual o enredo se passa, que o livro nos trouxesse legendas, pois não conhecemos a cultura e temos que procurar fora do livro no decorrer da leitura para entender certas palavras e isso corta um pouco o clima.

A história é linda, a proposta é ótima, o enredo fala sobre escolhas, decisões e destino, algo que todos um dia pensamos sobre, mas deixa a desejar nesses pequenos detalhes. Confesso que apesar dos pesares li a obra rapidamente e ela me prendeu, por isso recomendo que confiram, mas estejam preparados para esses pequenos incômodos.

Resenhista: Analuiza Amorim.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Lê Golz 22/02/2018

Lindo demais!
Você sabe quando o livro é maravilhoso, quando vira a última página e sente vontade de abri-lo e ler tudo novamente. Foi isso que senti quando terminei essa leitura. A história de Antes da tempestade, escrito por Dinah Jefferies, a mesma autora de O perfume da folha de chá, tem como pano de fundo a Índia colonial. Rajputana, 1930. Eliza é uma jovem viúva inglesa que viveu na Índia quando era criança, e que agora retorna por causa de um convite do governo britânico: hospedar-se no castelo da família real local e fotografar a vida no Estado principesco de Juraipore para o acervo da Coroa britânica. Ao aceitar o convite ela só queria firmar sua carreira profissional como fotógrafa, mas nunca imaginaria os meses intensos que viveria. Ao conhecer o príncipe Jayant, irmão do marajá, ela passa a conhecer muitos lados da Índia, com suas paisagens incríveis, mas também sua devastadora miséria e as injustiças do domínio britânico. A verdade é que, cheios de afinidades, Eliza e Jay fazem muitas descobertas juntos e se apaixonam imensamente. Porém, a Índia é um mundo completamente diferente do de Eliza, e Jay terá que escolher entre a honra e o amor, em um país onde as viúvas são lançadas ao fogo.

A escrita de Jefferies mais uma vez me encantou. Com uma narrativa em terceira pessoa, somos totalmente envolvidos e seduzidos por esse romance. É o segundo livro que leio da autora e pude perceber que sua marca registrada deve ser criar protagonistas femininas delicadas e ao mesmo tempo fortes, em uma sociedade injusta para as mulheres. Adorei a criação dos personagens e a ambientação. Tudo se encaixou perfeitamente.

É impressionante como a autora trabalhou os detalhes ao descrever as paisagens e construções da Índia, tornando tudo visível em nossa mente sem deixar a leitura cansativa. Em meio a uma cultura tão vibrante e cheia de cores, vamos nos encantar ainda mais quando começarmos a acompanhar o envolvimento de Jay e Eliza. Apesar de culturas totalmente diferentes, eles possuem inúmeras afinidades. Adorei como a convivência foi permitindo o surgimento do amor. E um amor mega proibido por sinal. O grande abismo que existe entre o casal não é somente a origem de Eliza, mas também seu estado civil (viúvas são consideradas desonradas na Índia*). Amo amores assim, considerados impossíveis! E toda a proibição desse amor, bem como os diálogos misteriosos de Jay, que tornam a narrativa, nos momentos românticos do casal, tão envolvente e viciante. O leitor sente a intensidade daquele sentimento e já lamenta pelo desfecho do livro, torcendo para se surpreender. Eis que nasce meu novo crush literário... Jayant! (risos)

É possível entender aqui um pouco da cultura indiana, principalmente no período em que os ingleses dominavam o país, mesmo que não de maneira aprofundada, já que a autora cede muito mais espaço para o romance. O que gostei foi como a autora trouxe essa cultura, que é tão diferente da nossa e da dela própria, afim de nos impressionar e indignar, ao mesmo tempo ensinar a respeitar seu lado místico. E o título fez todo o sentido. Um sonho vivido antes da tempestade que chegaria a Índia - as monções -, e com ela uma própria chuva torrencial chegar na vida de Eliza.

"Alguma coisa no semblante dele a fez sentir mais do que queria. Estaria brincando com ela? Eliza mexeu no cordão de prata que sempre usava, com uma pequena pedra preciosa, depois sentiu o próprio pulso disparado. A Inglaterra lhe pareceu muito distante. Na verdade, cada vez que ele olhava para ela, seu país parecia um pouco mais longe." (p. 118)

Antes da tempestade foi a primeira leitura que favoritei no ano. Ainda que eu tenha pequenas ressalvas sobre algumas revelações no desfecho, o que mais conta em minha avaliação é o coração. O romance em si me arrebatou! Uma história linda, linda e que vale a pena ler! Deu para sentir que se você ama romance, tem que ter esse na estante, não é?

site: https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2018/01/resenha-antes-da-tempestade-de-dinah.html
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Cheli 08/01/2018

"Se você chorar porque o sol desapareceu da sua vida, as lágrimas vão impedi-lo de ver as estrelas." Rabindranath Tagore Pág. 123
Espetacular... Que riqueza nos detalhes ao descrever as paisagens e os castelos indianos.
É o primeiro livro que leio da Dinah Jeferries e já me apaixonei por sua escrita.
Esse livro conta a belíssima história de Eliza Fraser, uma fotógrafa inglesa contratada para registrar a vida cotidiana na terra dos Rajaputes. Ao longo de doze meses, ela deve permanecer na residência do marajá para fotografar a família real e nesse meio tempo ela conhece o príncipe Jayant, que apresentará a Eliza um país muito mais belo e complexo do que ela poderia imaginar. Os dois acabam se apaixonando e Jay terá uma escolha difícil... Seguir o coração ou honrar a tradição que o circula desde que nasceu.
Simplesmente perfeito. Super recomendo
Lê Golz 27/01/2018minha estante
Terminei ontem e simplesmente AMEI também! Fiquei suspirando, muito lindo! rs
Quando puder leia O perfume da folha de chá, da mesma autora. É maravilhoso!!




Rubia 08/11/2018

Finalmente terminei de ler...
Eu não sei o que aconteceu com esse livro...eu li o Perfume da flor de chá como uma louca de tão nervosa que fiquei para saber como tudo se resolvia...Comprei esse e pensei, pela sinopse, promete ser ainda melhor!! Mas tô me arrastando para acabar de ler esse faz mais de seis meses.. Tinha parado na pagina 200 +- então segunda feira passada resolvi pegar ele para acabar de vez e não é que o livro deu uma guinada e ficou ótimo!! Amei muito depois disso e também o final..Acho que ela deixou coisas sem explicação no final, parece que o que enrolou no inicio ficou com pressa de acabar no final, mas foi um final bem lindo...eu não sei se indico ele não, pq levando em conta que tive que ler mais de 200 páginas para gostar, acho que cada um deve decidir se lê ou não, não vou ser responsável por indicar!! Agora uma coisa é certa, aprendi muito sobre a cultura indiana e sobre os lugares, nesse ponto foi nota 10!
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spoiler visualizar
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Silvana - Blog Prefácio 28/01/2018

Eliza Fraser viveu sua infância na Índia até seus dez anos, quando a tragédia aconteceu. Seu pai David era um oficial de alto escalão do governo britânico e participou do desfile em um dos cinquenta e três elefantes que vinham seguindo o vice-rei Lorde Hardinge, quando foi selado o acordo onde Delhi ia se tornar a sede do governo britânico na Índia. Mas em um piscar de olhos seu pai estava morto. Uma explosão devastadora tirou a vida da pessoa que Eliza mais amava no mundo. Eliza voltou para Londres com sua mãe, mas agora aos vinte nove anos ela está de volta à Índia para realizar o trabalho mais importante dela como fotógrafa profissional até então. Sua mãe que não estava feliz com a profissão escolhida por Eliza, pediu a Clifford Salter, afilhado de David, que conseguisse uma vaga numa firma de advocacia para Eliza.

O que ela não esperava era que Clifford fosse apoiar Eliza e ainda mais mandar ela para a Índia, onde enfim a mudança da sede terminou. E sua mãe não pode fazer nada a respeito já que Clifford só responde ao chefe político de Rajputana. Eliza vai passar um ano no interior do castelo da família real em Juraipore, local onde vai criar um novo acervo para a Coroa Britânica. Ela acha que está é sua chance de mudar de vida depois de ficar viúva, mesmo que isso signifique que ela não vai ter muita liberdade já que os moradores locais ainda acreditam que as mulheres deveriam continuar escondidas pelo véu. Assim que chega, Eliza conhece Laxmi, mãe do soberano de Juraipore e seu segundo filho, o príncipe Jayant Singh Rathore.

Eles começam a conviver e se tornam amigos. É nos passeios com Jay que Eliza acaba aprendendo mais sobre as tradições e os costumes do povo, costumes esses onde a mulher não vale quase nada e ela fica horrorizada ao ver uma viúva sendo queimada viva. Mas ela consegue ver também o sofrimento do povo com a pobreza excessiva e quando Eliza questiona Jay, ele diz que está de mãos atadas já que vivem debaixo do domínio britânico e o povo sofre por isso também. E essa convivência entre os dois faz com que eles acabem apaixonados. Um amor que já começa condenado, já que nem os britânicos, nem os indianos, vão aceitar uma união entre eles.

" Para conhecer o amor verdadeiro, é preciso se deixar levar por ele."


Quando vi esse livro sendo lançado, já entrou na minha lista de desejados já que amei o outro livro da autora que li no ano passado, O Perfume da Folha de Chá. E fiquei imensamente feliz quando ganhei ele de presente da editora. Veio embalado para presente junto com um incenso e por isso durante toda a leitura eu sentia aquele cheirinho gostoso. Meu muito obrigada a editora pelo carinho e consideração. Mas voltando a história. Infelizmente antes de começar a leitura comecei a ler bastante resenhas desanimadoras do livro. Todas que li disseram ter se decepcionado com o livro. Por isso já fui com minhas expectativas lá embaixo para não acontecer o mesmo comigo.

E até o meio do livro eu estava gostando muito. A autora tem uma escrita bem detalhista e por isso somos transportados para um cenário incrível. Mas foi então que comecei a me irritar com a protagonista. Tem gente que é ingênua, mas a Eliza era tonta mesmo. Até tentei entender suas atitudes, mas não deu. Ela está vendo que as folhas são verdes mas se vem alguém e diz que é azul ela acredita. O mulher fácil de enganar. E não foi apenas uma vez, e por várias pessoas diferentes. Isso me irritou imensamente. Isso e o fato de estar esperando um romance e não consegui ver amor entre eles. Da parte do príncipe me pareceu bem mais curiosidade por ela ser completamente diferente das mulheres que ele está acostumado ou então até mesmo como um rompante de rebeldia do que amor. E da parte dela achei carência mesmo por nunca ter ninguém que a tratasse com um mínimo de carinho desde que seu pai morreu.

Agora o que tenho que reconhecer é que a autora sabe como escrever os antagonistas. Eu já tinha odiado Verity em O Perfume da Folha de Chá e agora odiei outros 3 personagens desse livro. Pelo menos nessa parte não tenho do que reclamar. E também da parte histórica do livro. Me vi envolvida com as tradições e depois fui até pesquisar para saber mais sobre. Mas infelizmente o romance deixou a desejar. Mesmo tentando deixar as expectativas baixas, não tem como não querer uma história como foi em O Perfume, uma história que me acabei de chorar. Mas ainda assim como um todo, achei o livro muito bom e indico ele para quem gosta de romances históricos. E essa capa o que dizer dela. Está maravilhosa. Quando estava lendo ele no ônibus as pessoas até paravam para olhar. E deixava ela bem a mostra porque não sou dessas que lê no ônibus e esconde a capa e os leitores presentes tem que rebolar para conseguir ver que livro é. Fica a dica para quem lê no ônibus hehe.

site: https://blogprefacio.blogspot.com.br/2018/01/resenha-antes-da-tempestade-dinah.html
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Tami 16/01/2018

Só conhecem o amor aqueles que o amor destrói.
Quem nunca foi trollado pelo monstrinho da expectativa que atire a primeira pedra. O Perfume da Folha de Chá foi uma das minhas melhores leituras do ano passado e eu sou aquele tipo de leitora que, quando ama um livro de determinado autor, acha que vai amar tudo o que ele escreve. Culpa do autor? Jamais! Culpa minha, óbvio! Cada trama é única e singular, e a história de Eliza e Jayant não tem nada a ver com a de Gwen e Laurence. A única semelhança está na incrível e sensorial narrativa de Dinah, que novamente consegue fazer o leitor enxergar cores e texturas e sentir os aromas descritos ao longo da história. E como a trama é ambientada na Índia, país tão colorido e conhecido por seus temperos fortes e perfumes, o que não faltou foi essa projeção que tanto amo e que pouco acontece, pelo menos comigo.

Dinah é uma autora detalhista, ela gosta de descrever tudo com minúcia e há quem não curta muito isso... eu sou uma dessas pessoas. Gosto de histórias mais sucintas, que vão direto ao ponto sem muitos rodeios. Mas por incrível que pareça meu problema não foi esse, pois, como já mencionei acima, amo a narrativa da Dinah. O que não me agradou em Antes da Tempestade foi a história em si, que infelizmente não conseguiu me conquistar. Fiquei muito mais encantada com tudo o que estava sendo descrito do que com a própria história.

Esse livro tem um teor bem sociopolítico, teor este que foi e ao mesmo tempo não foi bem explorado, entendem? Ele estava ali sendo mencionado, estava ali atravancando as coisas para os protagonistas, mas ao mesmo tempo não foi aprofundado de uma maneira relevante. O mesmo acontece com o romance, que não é instantâneo, o que é uma vitória, mas que ficou ali na superfície e não fez com que eu torcesse para dar certo.

Continue lendo a resenha no blog! ;)

site: http://www.meuepilogo.com/2018/01/resenha-antes-da-tempestade-dinah.html
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Garotas Devorando Livros 15/08/2018

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E eu digo que como fiquei ansiosa para saber como a história ia se desenrolar e vê a forma que o amor de Elisa e Jayant iria acontecer de forma gradual, e deixo aqui uma pergunta que só vai ser respondida com a leitura do livro, será que o destino vai querer que eles fiquem juntos?

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CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG!!!


site: http://www.garotasdevorandolivros.com/2018/04/resenha-antes-da-tempestade-dinah.html
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Sil 21/01/2018

Era o que eu precisava ler.
Olá,
Recentemente tive o prazer de ler Antes da tempestade, um livro para pessoas que amam saber sobre culturas diferentes. Brasileira, e descendente de cultura germânica como sou, esse livro não poderia ser mais diferente do que costumo viver no meu dia a dia. Trata-se de um mergulho profundo nas injustiças e nas maravilhas da cultura indiana.
Eliza, uma mulher entristecida e sozinha, recebe uma proposta para fotografar a família real de Juraipore. Carrega no peito, a tristeza da morte de seu pai em uma tragédia na infância, nesse mesmo país. Carrega também a morte de seu esposo, outra fatalidade que Eliza não conseguiu evitar. E por último, carrega a decadência de sua mãe, que após a morte do pai, resolver beber desenfreadamente. Decidida á recomeçar sua vida e se firmar como fotógrafa, Eliza aceita a proposta e é levada de volta ao país que conheceu na infância.
O convite partiu de Clifford, britânico e amigo de sua mãe que vive na Índia e atua em favor da Inglaterra no país. Eliza fica muito grata pela oportunidade, mas logo percebe que existe uma outra intenção por trás da proposta. Deixada do castelo real para melhor desempenhar seu papel, Eliza tenta se enturmar, as pessoas porém são fechadas e desconfiadas. Eliza também logo percebe que não existem segredos no palácio e muito menos lugares seguros. Eliza ouve sussurros e percebe presenças misteriosas.
No mesmo dia que chega ao palácio, é apresentada ao rajá Jayant, irmão do marajá. Logo surge uma amizade divertida entre ambos, e essa amizade vira uma paixão desenfreada, um sentimento que Eliza nunca teve com seu ex marido. Ao leva-la para conhecer as localidades mais afastadas do palácio, porém muito bonitas de se visitar, Eliza percebe a pobreza que cerca certos lugares, e dessa observação, surge um projeto onde ambos irão trabalhar juntos. Essa convivência não passa despercebida por nenhum dos lados, e os rumores correm.
Como podemos imaginar esse relacionamento não é bem visto e muito menos aceito: um príncipe precisa casar com uma indiana que possui terras e laços políticos para fortalecer o seu reinado, e então as dificuldades surgem. Para completar o quadro da tragédia, uma revolução vai se formando aos poucos, e essa revolução promete expulsar os britânicos de vez da Índia, devolvendo-a aos seus verdadeiros donos.
Entre as cores e festas, e entre regras rígidas e unilaterais, entre sussurros e rumores, Eliza e Jayant precisam decidir entre dever e amor.
Esse é um romance perfeito para nos fazer sofrer e ao mesmo tempo aquecer o nosso coração. Delicada, detalhista, romântica, essa é a escrita da autora Dinah Jefferies, que com maestria nos desenha uma Índia maravilhosa e cruel. Leitura muito mais que recomendada. Só não recebeu cinco estrelas pelo fato de na sinopse constar que Jayant é o caçula da família, coisa que não é.
Abraços.


site: www.revelandosentimentos.com.br
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Marlene C. 07/08/2018

Resenha – Antes da Tempestade
Antes da Tempestade é mais um livro arrebatador da autora Dinah Jefferies, que também escreveu o romance: O perfume da folha de chá, que foi sem dúvida, uma das minhas melhores leitura do ano passado.

Nesse livro, conheceremos a história Eliza, uma jovem viúva que recebeu um convite do governo para fotografar o Estado principesco de Juraipore, para o acervo da coroa britânica. Eliza é uma jovem que sofreu bastante com a perda do seu pai e o afastamento da sua mãe, que desde o ocorrido, não tem sido a mesma. Ela ver esse convite, como uma oportunidade de firmar a sua carreira como fotógrafa, no entanto, o que ela não esperava, era encontrar o amor.

Logo que chega ao castelo da família real local, Eliza conhece Jayant, o irmão mais novo do marajá, que passará a ser seu companheiro de viagem. As fotos de Eliza, são uma faca de dois gumes, de um lado temos riquezas e posses, do outro, temos um povo negligenciado, que sofre com o domínio britânico na Índia. Logo os sentimentos começam a surgir entre os personagens, mas esse romance não pode evoluir, afinal, Jayant tem as suas obrigações para com a coroa e deve se casar com uma nobre.

"Antes, ela nunca tinha pensado em alma. Para ela, os relacionamentos eram uma coisa complicada, que era melhor evitar e não aquele processo triunfal de revelar outro ser humano, ao mesmo tempo que era revelado."

Em meio a um cenário de miséria, Eliza e Jay descobriram o amor e mesmo que esse sentimento já esteja destinado ao fracasso, eles irão viver esses momentos roubados, o mais intensamente possível. Jayant está dividido entre o amor que ele sente por Eliza e o seu dever, para com a sua família e o seu povo.

Antes da Tempestade foi uma leitura incrível e muito impactante. A narrativa se passa no ano de 1930, em pleno domínio britânico sobre a Índia. Os cenários descritos pela autora, ainda estão vivos na minha cabeça, as diferenças culturais, as cores, o cenário politico e social, tudo foi dosado da maneira correta, de modo que, a leitura não se tornasse algo cansativo.

O romance foi arrebatador e muito proibido, não só pela origem de Eliza, mas também pelo fato de que na índia, as mulheres viúvas são consideradas desonradas e acabam sendo executadas. Eu torce muito pelo casal, apesar de não ver como isso tudo terminaria bem, pois, tudo estava contra eles.

" Para conhecer o amor verdadeiro, é preciso se deixar levar por ele."

Eu gostei bastante de Jay, ele é um homem que mostrou ter uma real preocupação pelo seu povo e o seu carinho e empatia pela Eliza foram um dos pontos que eu mais gostei na sua personalidade. Eliza é uma mulher forte, que teve a sua cota de perdas na vida, ela descobriu a sua paixão pela fotográfica e fez disso o seu projeto de vida, o que claro, a torna ainda mais especial.

A narrativa é feita em terceira pessoa, a escrita da autora é extremamente fluída e envolvente. E apesar de não ter sido o que eu esperava, o livro me conquistou. Os personagens ganharam o meu coração, o contexto histórico foi muito bem trabalhado, o que me deixou curiosa para conhecer mais da índia e a sua cultura hoje. A parte física do livro está bem simples, folhas amareladas e letras confortáveis, essa capa é linda e expressa bem o que vemos durante a leitura.

"Só conhecem o amor aqueles que o amor destrói." Rumi, Masnavi.

No contexto geral, Antes da Tempestade é um livro rico em detalhes históricos, que traz um cenário cultural e social muito bem trabalhados, sem deixar de lado o romance, é claro, que é de tirar o fôlego.
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