H.P. Lovecraft

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Resenhas - H.P. Lovecraft: Medo Clássico, Miskatonic Edition


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Dhiego Morais | @liemderry_ 16/01/2018

Lovecraft: medo clássico
?Escrevo isso sob uma pressão mental considerável, já que, à noite, não mais existirei?.

Poderia dizer que esta mesma obra me foi entregue pelo mesmo carteiro responsável pelas cartas de casa e que não havia pressentimento quanto à escuridão fervilhante de terrores cósmicos escondidos entre as páginas. Seria loucura demais? Receio que a curiosidade e a leitura cautelosa não tenha me afastado de presenciar os pavores ciclópicos e inomináveis à mente humana, nem muito menos da sensação pesadelar de algo terrivelmente ancestral. Há uma sombra à espreita. Eu sei disso. Vocês devem saber disso também. Apresso-me para terminar de lhes escrever, pois antes que os tentáculos da loucura me abracem, precisarão se decidir entre fugir eternamente ou atender ao Chamado e adentrar as Montanhas da Loucura.

A primeira frase dessa resenha não é minha, evidentemente, pois pertence ao conto Dagon, presente neste primeiro volume de uma antologia desenvolvida primorosamente pela editora Darkside. No entanto, ela, a frase, é a razão de eu ter, definitivamente, me apaixonado pela genialidade da mente insana e criativa de H. P. Lovecraft. Embora eu nunca tivesse me aventurado pelos textos do autor antes, me surpreende a rapidez com que me convenci de estar curtindo a antologia.

Neste primeiro volume da coleção Medo Clássico, de Lovecraft, temos a reunião de nove contos muito interessantes: Dagon, A Cidade Sem Nome, Herbert West: Reanimator, O Depoimento de Randolph Carter, O Cão de Caça, O Chamado de Cthulhu, Nas Montanhas da Loucura, A Sombra Vinda do Tempo e A História do Necronomicon.

?Morto não está o que pode eternamente jazer, e com éons estranhos até a morte pode morrer?.

Considerado um mestre do horror cósmico, Lovecraft entrega aos seus leitores uma escrita consideravelmente mais rebuscada e recheada de adjetivações que não apenas encorpam mais os seus textos, mas também os tornam mais complicados de imergir completamente na trama sem se perder pelos caminhos obscuros de suas personagens. Justamente por isso, talvez alguns leitores considerem a sua narrativa um tanto quanto exaustiva, porém, não menos recompensadora. À medida que se acostuma com a maneira de escrever e de contar suas histórias, Lovecraft leva cada um de seus expectadores a um show fantástico de reflexão quanto à natureza humana e a sua relevância para o universo, enquanto resgata a realidade de sua época, construindo um cenário de loucura e horror tão elevados que ainda décadas após sua morte, inspira gerações.

Lovecraft, como grande admirador de Edgar Allan Poe, enxerga nos mistérios do universo a sua razão para escrever histórias carregadas de um terror que frequentemente leva suas personagens à loucura. Conhecimentos cósmicos que deveriam permanecer longe das mentes humanas; ciência alienígena; dominação e escravidão; a criação da vida, viagens no tempo e no espaço; cidades ocultas, submersas e enterradas há éons; artefatos ancestrais impregnados pelo mal; loucura e um horror inominável, cósmico; são temas recorrentes, habilidosamente escritos por Lovecraft, que também se utilizava dos conhecimentos científicos de astronomia e biologia que efervesciam na sua época, recurso este que enriquecia seus contos.



A respeito dos contos, citarei os três que mais me impressionaram durante a leitura:

? O Chamado de Cthulhu: esta nada mais é do que a história mais famosa de H. P. Lovecraft, responsável por elevar o seu nome e também a criatura a que dá nome o título a uma das principais figuras do horror. Aqui, os leitores conhecerão a história de um narrador que recebera a herança de seu tio-avô, um professor emérito da Universidade Brown. Com a herança, ele recebe também diversos objetos e papéis que reúnem anotações das pesquisas de seu tio no mínimo estranhas. Desconfiado e curioso, ele deverá seguir os últimos passos do professor, atravessando eventos incomuns que vão de rituais ancestrais ao conhecimento de algo inominável. Trata-se de um conto excelente e que dá mais informações sobre a mitologia cósmica do autor.

?Era o pesadelo encarnado; e contemplá-lo significava a morte. Mas ele fazia com que os homens sonhassem, e assim eles sabiam o suficiente para se manter afastados?.

? Nas Montanhas da Loucura: mais uma das histórias mais famosas de Lovecraft, adaptada em diversas mídias, configurou como o meu conto favorito dessa edição. Embora a escrita do autor requeira mais atenção do que o usual, a leitura dessa obra me despertou sentimentos mesclados de angústia e medo. Aqui, a trama gira em torno de relatos sobre uma expedição científica ao deserto gelado da Antártida, onde cordilheiras imensas são descobertas. Lá, após vencer ventos violentos, parte da expedição encontra vestígios de uma cidade abandonada e, na base das montanhas brancas, fósseis congelados de uma estranha e inédita espécie milenar. Os relatos que seguem são continuamente tensos e valem absurdamente a leitura.

? A Sombra Vinda do Tempo: mais um conto memorável de Lovecraft, que reúne ficção científica ao horror cósmico. Ainda que seja um pouco mais complexo, a leitura é recompensadora. Nesta história, o protagonista, também professor universitário, sofre uma amnésia que se estende por alguns anos. Quando ele começa a recuperar suas faculdades mentais, passa a sofrer sonhos assustadores que lhe sugerem ter a ver com parte do seu passado. A curiosidade e algumas descobertas vindouras o encorajam a procurar respostas no deserto australiano, terras abrasadoras que transformarão tudo o que antes ele conhecia como tempo e espaço. É um conto que aparentemente parece irracional, mas que a medida que se avançam as páginas, atribuem toda a carga de tensão que explode em um dos melhores finais de Lovecraft. É algo que reverbera na mente, mesmo após a leitura.



Além dos contos acima, devo citar também Cão de Caça, Herbert West: Reanimator e Dagon, textos que me impressionaram, seja pela habilidade do autor de escrever parágrafos iniciais fantásticos, seja pela história original ou ainda pelos finais emblemáticos. A edição da Darkside conta ainda com uma belíssima introdução de Ramon Mapa e mais alguns extras, inclusos rascunhos originais de Lovecraft.

?Incessantemente, ressoam em meus ouvidos torturados um guinchar e um farfalhar oriundos de algum pesadelo, e um ladrar débil e distante como o de um gigantesco cão de caça?.

A maneira que Lovecraft conduz o seu texto, quase sempre como um depoimento, um relato, uma confissão ou um alerta; em primeira pessoa, isento de falas, apenas uma narrativa extensa, porém sedutora, impressiona. Ainda que a vida do autor tenha sido polêmica, não há como negar que a sua escrita tem estilo próprio.

Já escuto o som agudo, praticamente inominável se elevando atrás da porta. A tinta rascunha e a caneta grava sulcos no alerta deste papel. A sombra vem do tempo; o chamado, das profundezas do oceano e o som ancestral, das fendas de basalto negro enterradas nas areias. Leia por sua conta e risco e esteja pronto para abraçar a loucura. Ph?nglui mglw?nafh Cthulhu R?lyeh wgah?nagl fhtagn.
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Lydia Perazzo 13/09/2018

NO GERAL GOSTEI DO LIVRO!
Não foi o meu primeiro contato com as obras do autor e pra quem odiou a mitologia criada por ele vai a dica, ele não escreve só histórias que envolvem esses “monstros” pesquise um pouco e verá que tem outros contos ótimos como por exemplo “A cor que caiu do céu” ou “Sonhos na casa da bruxa”, “O intruso”, “Ar frio” e muitos outros.

Nesse livro tem a junção de vários contos/novela que envolvem a mitologia criada pelo autor. Eu recomendo que não leia esse livro de uma vez só, intercale com outro livro de outro autor de sua preferência porque caso contrário pode ser que você ache cansativo! Tive uma sensação de repetição em alguns momentos pois algumas histórias começam com relatos de algum homem sobre algo que já aconteceu... Então de repente mais uma razão pra intercalar os contos com outro livro... Só recomendo que leia na sequência “Nas montanhas da loucura” e “A sombra vinda do tempo” porque eles são sequencia um do outro.

Não leia os contos esperando um final incrível porque alguns deles não têm esse final, em alguns deles o legal da história está no “meio” e não no fim propriamente dito. Lembre-se antes de ler esse livro que as histórias foram escritas de 80 a 100 anos atrás então aqueles tempos eram outros, um conto que hoje você lê e não sente nada metia o maior medo em quem lia lá em 1930!! Lembra que essas histórias são clássicos assim como as de Edgar Alan Poe e muitas outras.
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Herbert West Reanimator é o conto mais diferente de todos os outros contos do livro, frequentemente nas resenhas eu vejo quem não gostou muito do livro diz que só gostou desse conto!! Rs
O Chamado de Cthulhu achei muito bom, comecei a ler e não consegui parar! Mas ele não é perfeito! Leia e vc vai saber do que estou falando (talvez rsrs)
Nas montanhas da loucura tem uma história muito louca! Interessante e até certo ponto eu fiquei super empolgada lendo, mas chega um momento em que ela se torna cansativa, acho que se tivesse sido menor ficaria ótima mas foi o jeito dele de escrever né... ele adorava fazer essas descrições minuciosas dos ambientes e tal não tem como fugir disso. Essa história tbm tem várias termos técnicos e eu tive que buscar um dicionário algumas vezes pra entender plenamente o que estava sendo dito mas isso não foi problema pra mim.
A Sombra vinda do tempo, eu achei incrível! Gente que história maluca é essa?! Mano.. vcs precisam ler isso..!
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Maria 23/08/2018

Primeiro e talvez último contato
Esse foi meu primeiro encontro com H. P. Lovecraft. Sempre fã de terror, as pessoas se assustavam que eu nunca tinha lido nada dele, mesmo sendo fã de obras (livros e filmes) que claramente referenciam seus escritos. Pois bem, ganhei o livro do mozão e comecei a ler. O início foi empolgante, porém o meu problema foi que li todos os contos um atrás do outro. Por isso, achei extremamente repetitivo e me cansei diversas vezes, tendo que voltar em vários parágrafos porque eu viajei! Não me matem! Me cansei das analises "tolkianas" sobre os locais e anatomia dos monstros e me cansei da ordem das narrativas, que se repetiam infinitamente! E outra coisa: encontrei alguns elementos muito racistas e, pra quem disser que "é da época", eu já respondo: RACISMO É ERRADO EM QUALQUER ÉPOCA! Enfim, achei "Herbert West Reanimator" maravilhoso e gostei muito do famigerado "O Chamado do Cthulhu". O início de "Nas Montanhas da Loucura" me empolgou demais, principalmente por ser fã de "Coisa de outro mundo", mas me perdeu no meio do caminho. Bom, reconheço porque é esse grande nome, pela criação e a atmosfera de medo que ele cria. Mas achei muito repetitivo.
Lydia Perazzo 11/09/2018minha estante
Também tive essa sensação de repetição.. Mas não acho que os contos sejam ruins por isso necessariamente


Maria 12/09/2018minha estante
Também não acho ruins, mas achei muito repetitivo.. Essa sensação estragou um pouco o rolê pra mim, hahah




Asttha 27/02/2019

H.P Lovecraft
As histórias parecem meio iguais e se arrasta muito, tem alguns contos bons, mais a maioria achei intediante
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Willouro 04/05/2018

O despertar de um pesadelo para encarar o real
Sendo um primeiro contato com literatura voltada para o terror, também um primeiro contato com o autor, posso dizer que este livro com certeza foi uma ótima introdução ao gênero e uma leitura prazerosa. Infelizmente não tenho outros autores de terror em meu repertório para poder comparar Lovecraft e afirmar o quão bom ele é, mas seus contos apresentam elementos que evidenciam seu valor como escritor.

A edição deste livro é algo encantador: capa dura; ilustrações de encher os olhos; com certeza um belo livro para se ter um exemplar físico. Embora eu tenha lido críticas sobre uma má tradução feita pela editora, acredito que as notas editoriais e material extra apresentado no volume são muito ricos, apresentam referências e inspirações de Lovecraft, da mesma forma pontuam e não amenizam o racismo latente em alguns dos contos do autor. Dessa forma, as notas abrem um leque de referências literárias e pictóricas, mas também conscientizar o leitor sobre um território nebuloso referente ao escritor norte-americano.

A seleção dos contos feita dá cargo de mostrar algumas facetas de HPL. Fica claro alguns dos temas que trabalhava em seus contos, dando uma prévia de seu panteão de criaturas, por fim, deixa palpável o amadurecimento da escrita de Lovecraft dentro de um período de quase 20 anos. Entre essa seleção, podemos identificar contos mais coesos e fechados, contos claramente moldados a uma seriação para serem publicados, e contos maduros que culminam em uma escrita mais sutil e bem estruturada, onde a imaginação e construção de mitos ultrapassam o uso do suspense, do terror e de elementos grotescos.

O lidar com o desconhecido é tido como um elemento fundamental dentro do terror lovecraftiano, tendo o terror cósmico como carro chefe ao se falar do autor, algo que acredito que qualquer um que tenha uma mínima noção sobre o trabalho de Lovecraft deva saber. De qualquer forma, a maior parte dos contos do livro não são voltados a esse terror cósmico. Identifico como tema central dos contos o medo do desconhecido/antigo/oculto, mas acima de tudo, o medo de um falso entendimento sobre a morte e sobre as limitações do ser humano .

Lovecraft trabalha de uma forma muito interessante a narração em primeira pessoa: se a escrita em primeira pessoa já funciona como forma de criação de uma empatia direta e partilhamento de ponto de vista com o narrador, por vezes somos colocados junto a narração não do agente, mas de um cúmplice. Isso significa que partilhamos uma passividade diante de coisas abomináveis em que a impotência dos narradores como agentes secundários não difere do nosso lugar como leitor, por vezes, o simples fato de saber de mais já é a causa do terror dos personagens, e nesse ponto nos damos conta que caímos na mesma maldição que eles por estar tendo acesso ( no nosso caso, indireto) sobre seja lá qual os horrores apresentado no conto que estamos lendo. O ponto alto dessa passividade se dá quando a informação chega para o narrador na forma de alguma mídia. Quando isso acontece temos um relance sobre a própria mídia que o personagem também teve. Isso faz com que os elementos daquele universo ficcional nos pareçam palpáveis. Vez ou outra isso se intensifica pela forma com que o texto é tido como uma espécie de artigo acadêmico, nos dando uma maior sensação de credibilidade ao texto (isso quando o próprio conto não vem nesse formato como um ensaio deixado para posterioridade).
Quando não acompanhamos/somos cúmplices, a narração nos coloca como exploradores. Dessa forma, a escrita dará conta de trabalhar com nossos sentidos. O personagem narrador nos dará suas íntimas impressões de cheiros, visões, sons e texturas. Para que isso seja eficaz, Lovecraft faz necessário o uso quase exagerado de adjetivos, e nesse ponto o terror vem em alguns signos: 1) Uso de elementos escatológicos [que particularmente não me comovem em nada]; 2) Uso de elementos não humanos [escamas e tentáculos, insetos, etc]; 3) Dimensões e geografias absurdas; 4) arcaísmos.
Em primeiro momento, assim como alguns posicionamentos críticos ao autor, achei toda a adjetivação de Lovecraft exagerada. Avaliei suas qualidades como escritor pela sacada de seus temas; pela forma como eles no colocava dentro do universo do conto de maneira passiva; e pela forma com que o ceticismo dos personagens (sobretudo os acadêmicos) era utilizado como breque em certos momentos, tanto para controlar a tensão quanto para aumentar a noção de realidade quando algo estava muito anormal. A própria relação de subjugar homens cultos e acadêmicos, reduzindo seus conhecimentos a nada perto dos reais segredos do oculto e do tempo é muito boa, até me ajudam reforçar a ideia de que os contos tratam sobre a falta de entendimento do ser humano sobre as coisas. Entretanto, ao refletir sobre o seu uso de adjetivos, percebi que o uso exagerado era feito principalmente nas descrições do espaço, de uma forma que nos desorienta, fazendo com que a imagem que formamos em nossa mente com as leituras fiquem confusas e poluídas. Essa utilização de adjetivos faz com que compartilhemos a sensação de estar dentro de um labirinto antigo, assim como os personagem, às vezes claustrofóbicos, as vezes imponentes.
Se Lovecraft sabia utilizar a descrição visual e sonora de uma maneira interessante para o terror, seu máximo potencial cinestésico de evocação de sensações é guardado para a ausência de visão. Assim como o cinema utiliza o fora de campo, temos momentos onde não vemos ações, mas a imaginação nos dá conta do terror. Também é na escuridão onde a descrição de texturas e sensações táteis vão nos trazer arrepios que outras mídias fora a literatura não poderiam nos trazer. Vale ressaltar que nesses momentos Lovecraft sabe ser econômico e bem direto em suas descrições.
Essa coleção de contos nos ajuda a entender a forma com que Lovecraft escreve, entender algumas “fórmulas” do autor que funcionam para se escrever um bom conto de terror, porém nada disso seria tão encantador se não fosse rodeado por temas intrigantes e que com certeza repletos de criatividade: Questionamentos sobre a sanidade e o sobrenatural; sobre nossa sensibilidade em relação a o que se passa em nosso redor e ao oculto; sobre a insignificantemente noção de tempo; sobre todo o conhecimento que possuímos. Não à toa os melhores e mais maduros contos do livro deixam de lado em algum ponto os relatos de acontecimentos e apreensões dos personagens para se dedicar exclusivamente a estruturar um mito e um universo interligado de criaturas. Criaturas além do tempo e do espaço conhecido e entendido pelo homem. Criaturas que desafiam o conceito de morte, que voltam de seus descansos apenas para atormentar e despertar todas as incertezas do ser humano.

“That is not dead which can eternal lie, And with strange aeons even death may die”
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Joao.Vitor 11/02/2018

Mergulho na mitologia hedionda e blasfema de H.P Lovecraft
Após um longo período ouvindo todo tipo de recomendação acerca de suas obras, vendo todo os artistas e obras que foram influnciados por esse escritor, uma curiosidade profunda aflorou em meu âmago. E, finalmente tive a oportunidade de ler alguns de seus contos.

Essa edição da Darkside contém 9 contos, e minhas impressões seram baseadas neles.

O que eu pude perceber nas primeiras histórias foi o uso de uma fórmula, num primeiro momento bem simples, mas que vai se refinando através dos anos. Todos as histórias são relatos em primeira pessoa, variando entre incidentes sobrenaturais acontecidos com o indivíduo que lhe conta a história ou uma investigação acerca de incidentes sobrenaturais. Claro, há exceções, mas em sua maioria seguem essa estrutura.

Em contos como Dagon e Cidade sem Nome, temos uma atmosfera extremamente sinistra sendo criada, mas por eu não saber muito do protagonista que narra a história e pelo término demasiadamente rápido, não consegui aproveitar de fato. Mas são com os contos seguintes que consigo ver o porquê do reconhecimento desse escritor.

Percebi que os momentos que eu mais aproveitei a leitura foram os que os personagens em questão eram desenvolvidos com mais calma, que aliado a atmosfera aterradora criada por Lovecraft, formavam uma catártica tensão.

E o que brilha ainda mais para mim, é a construção de sua mitologia, a criação de suas criaturas, seres cósmicos tão superiores a nós humanos, e com suas formas totalmente indecifráveis para nossas mentes pequenas, alguns deles estiveram aqui milhões de anos antes de nós. É tudo que direi sobre eles, porque descobrir aos poucos a origem e todas as características dessas criaturas foi a parte mais fascinante pra mim durante a leitura do livro.

Enfim, essa era uma leitura que eu ansiava por muito tempo, e que com certeza valeu a pena.
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Tiago 19/04/2018

O medo do desconhecido
Dos contos curtos os que mais curti são Herbert West: Reanimator, que me lembrou Frankenstein e O Cão de Caça. Já os contos grandes foram os que mais gostei, que mais parecem romances pelo tamanho [risos]. Começando por O Chamado de Cthulhu, que tem uma pegada de investigação com horror. E das criaturas é a que me peguei pensando depois de vários dias terminado o conto. E acredito que foi o conto que melhor conseguiu passar tensão e suspense para mim.

Depois o Nas Montanhas da Loucura, que tem bastante ficção científica atrelada ao sobrenatural, que sem dúvida foi inspiração para o universo de filmes do Alien. Mais especificamente ao Prometheus (2012). Gostei apesar de algumas partes serem maçantes.

E para fechar com o melhor conto dessa coletânea, A Sombra Vinda do Tempo. A idéia desse conto é genial, bizarra e fantástica ao mesmo tempo. Não quero dizer do enredo para não estragar para quem não leu. Mas sem dúvida foi fascinante para mim.

Uma coisa em comum nesses três contos é que o autor constrói uma linha do tempo da origem das criaturas e suas influências no atual momento das histórias.

E interessante notar também como as histórias conversam entre si. Com referências que abrangem esse universo incrível do autor.

No final dessa edição da Darkside há também alguns textos complementares que ajudam a compreender melhor as idéias do autor, suas origens e sua influência na cultura pop ( jogos, cinema, música e, claro, literatura). Além das ilustrações ao longo do livro que são muito bonitas.

Para um primeiro contato com o autor, gostei muito do que li.
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Lucas 13/02/2018

Escrevo após quase um mês de loucura e tormento, pois sinto que estou prestes a ruir, dado a natureza hedionda dos meus tormentos. Após a leitura deste tomo horrendo vindo de éons inomináveis e imemoriais, o qual me deu o conhecimento de nossa condição insignificante perante o vasto cosmo e os horrores que nele habitam. Conhecimento demais não é poder, conhecimento demais é loucura. "Morto não está o que pode eternamente jazer,
E com éons estranhos até a morte pode morrer."
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Jessé 17/03/2019

Se você nunca leu Lovecraft (deveria), ao menos já ouviu falar do autor. Se você é um leitor ávido, ou amante do terror, já ouviu falar do mítico Cthulhu (criatura cujo nome ninguém sabe a pronúncia correta até hoje). Lovecraft revolucionou o terror do século XX, e é considerado o criador do Terror Cósmico, que nada mais é do que aquele terror que desafia as leis do espaço-tempo, grandioso demais para ser compreendido pela mente humana, e que nos faz duvidar de nossa própria sanidade.

O livro traz nove dos mais famosos contos do autor (que escreveu muitos, mas muitos contos), como A Cidade Sem Nome, Nas Montanhas da Loucura e O Chamado de Cthulhu. A maioria deles remetendo ao horror cósmico, mostrando que nós, humanos, não fazemos ideia do que veio antes de nós, milhões e milhões de anos atrás. A maioria mostra lugares quase inacessíveis, com informações que deixaria perturbado o mais são dos homens.

A escrita de Lovecraft pode ser considerada um pouco arrastada para quem está acostumado com histórias mais atuais. Os contos do autor quase não possuem diálogo, então preparem-se para longos parágrafos. Em contrapartida, a falta de diálogos é recompensada com uma narrativa bem detalhada, de forma que o leitor sente como se ele próprio fosse o personagem. Ele descreve a temperatura, ambiente, textura dos objetos e, principalmente, a incompreensão humana em meio ao desconhecido. Um medo tão ancestral e indescritível que nossos protagonistas mal conseguem descrevê-los em palavras.

A edição da Darkside Books está simplesmente fantástica. A capa é em baixo relevo, e traz Lovecraft junto de Cthulhu. Há anotações da própria editora e também do tradutor, quando necessário. Em cada nconto, há uma nota de rodapé, mencionando a primeira vez que ele foi publicado.

Se você nunca leu nada do autor e sentiu-se atraído por seus contos, esse livro é uma ótima introdução. Lhe garanto que é diferente de qualquer coisa que você já tenha lido.

site: www.dicasdojess.com
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Na Nossa Estante 18/02/2018

H.P. Lovecraft
As pessoas até podem dizer que não conhecem H.P Lovecraft, mas a verdade é que de alguma forma elas conhecem. O autor expandiu o universo do terror ao ter um estilo próprio, o horror cósmico, que influenciou diversos autores da literatura fantástica, como Neil Gaiman, Stephen King, George R.R. Martin, filmes, séries, músicas e até desenhos animados como The Terror Beyond da Liga da Justiça, Scooby - Doo, Os Simpsons e muitos outros. E tudo isso é contado em detalhes nesta edição da DarkSide® Books em que temos uma verdadeira aula sobre o autor, com uma boa introdução, nove contos e textos sobre suas obras e vida como: Lovecraft e a cultura pop, Edgar Allan Poe & H.P Lovecraft, em que entendemos as semelhança que possuem os escritores, Seguindo os passos de Howard Phillips em Providence, Origens - Anotações e Raras inéditas.

Apesar de ser mais conhecido por conta de suas criaturas místicas, Lovecraft é também um autor gótico e quase filosófico, com uma linguagem por vezes formal, com palavras novas, inventadas e de difícil pronunciação, mas que consegue passar o desconforto de seus personagens e suas angústias.

Dos nove contos da obra, selecionei quatro, os dois primeiros pela fama e os dois últimos pelo gosto pessoal.

O primeiro é Herbert West–Reanimator, um livro que H.P Lovecraft não enxergava muitos méritos, como se tivesse escrito apenas para agradar as massas. No entanto, é uma das obras mais comentadas do autor, sendo considerado um percursor dos zumbis e servindo como base para o filme cult Re-animator de 1985. É difícil não se lembrar de Frankestein com um enredo em que temos um médico decidido a curar a morte! No entanto, na história de Mery Shelly tínhamos um cientista com dor na consciência de seus atos, um monstro inteligente e bem humano e já aqui o que temos é uma figura cada vez mais obcecada com seus experimentos, capaz de fazer qualquer coisa para conseguir chegar a seus intentos, deixando um rastro de mortos-vivos, tudo narrado por um amigo de Herbet. É um conto de terror, com pitadas de humor negro e tudo parece muito louco e fora do controle.

Provavelmente o conto mais conhecido do autor é O Chamado de Cthulhu, sendo o que mais me despertou curiosidade devido a fama. O conto nos mostra a investigação, quase jornalística, sobre uma criatura cósmica, macabra, um ser extraterrestre mitológico e antigo, que recebe cultos de nós humanos ao longo dos séculos. Confesso de início não achei a narrativa nada interessante, mas a medida que o narrador vai descrevendo os cultos e os sonhos eu comecei a ficar com muito medo de sonhar com Cthulhu. No final do conto eu já estava completamente envolvida com ambientação sombria e me sentindo bem assustada, isso porque é tudo descrito de uma forma tão real e verídica que me dei conta de que realmente devem existir pessoas por aí fazendo cultos para criaturas estranhas e demoníacas. Nessa vida, tudo é bem possível. Destaque para a questão da linguagem nessa história, Lovecraft faz com que o narrador tenha propositalmente dificuldade em descrever o horror que os cultos causam, dando um pouco de asas para a nossa imaginação.

Por fim, destaque também para Dagon em que o autor consegue passar toda a angústia do protagonista que sofre um naufrágio e vai parar numa ilha bem misteriosa, tudo numa narrativa bem pessimista e A história do necronomicon, um ensaio ficcional curtíssimo sobre um livro amaldiçoado e proibido que causa consequências terríveis a quem lê.

Ler H.P Lovecraft da coleção Medo Clássico da DarkSide® Books foi uma experiência intensa e gostei de conhecer mais sobre o autor, vida e a influência que até hoje recebemos dele. Tudo numa edição repleta de ilustrações e em capa dura! Quem tiver o app da Darkside é ainda possível brincar com a capa e ver o Cthulhu aparecendo, caso você tenha coragem!

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2018/02/hp-lovecraft-medo-classico-resenha.html
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Alan Martins 18/02/2018

Edição linda, mas peca na tradução
Título: Medo clássico, vol. 1
Autor: H. P. Lovecraft
Editora: DarkSide Books
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradução: Ramon Mapa da Silva
Veja o livro no site da editora: http://www.darksidebooks.com.br/hp-lovecraft-medo-classico-vol-1-miskatonic-edition/

“A coisa mais misericordiosa do mundo, penso eu, é a inabilidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo”. (LOVECRAFT, H. P. O chamado de Cthulhu. In: Medo clássico, vol. 1. DarkSide Books, 2017, p. 118)

O terceiro volume da coleção Medo Clássico, publicada pela DarkSide Books, chegou às livrarias no final de 2017. Trata-se de uma antologia de contos de H. P. Lovecraft, organizados em uma bela edição (como a editora sempre faz). Mas, nesse caso, um provérbio mostra-se bastante verdadeiro: “beleza não se põe à mesa”.

MOVIDO PELOS PESADELOS
Howard Phillips Lovecraft (1890 – 1937), foi um escritor estadunidense, um dos maiores e mais influentes da ficção de horror. Seu sucesso chegou tarde, mas cresceu com o tempo, principalmente após sua morte. Escreveu para revistas pulp, que publicavam contos conhecidos como weird fiction. Os autores que escreviam para tais revistas eram considerados menos habilidosos em técnicas literárias, o que não era o caso de Lovecraft, ou o de seu grande amigo Robert E. Howard.

Hoje, as influências de Lovecraft estão em todo lugar: na literatura, nas músicas, nas séries, nos filmes e nos videogames. Boa parte de seus contos derivam de pesadelos ou de medos pessoais, o medo do desconhecido. Aquilo que não conhecemos sempre nos causa um certo receito, ou até mesmo pavor. Nisso Lovecraft acertou. Uma outra característica do autor é o horror cósmico, que se relaciona ao medo do desconhecido, pois não sabemos o que os cosmos guardam, se há vida extraterrestre. Esse medo retira toda a superioridade do ser humano, evidenciando nossa inferioridade ao universo.

“Não tento, senhores, explicar aquela coisa – aquela voz – nem posso me aventurar a descrevê-la em detalhes, pois as primeiras palavras levaram embora minha consciência […]” In: O depoimento de Randolph Carter, p. 98

O AUTOR DE CONTOS CURTOS
Essa coletânea apresenta nove contos, alguns curtos, outros longos. Com essa leitura, fico com a impressão de que Lovecraft foi um grande autor de histórias curtas, pecando muito quanto escrevia algo longo. ‘Nas montanhas da loucura’ e ‘A sombra vinda do tempo’ são dois contos longos presentes nesse livro, e foram leituras carregadas, lentas. São narrativas em forma de um grande relato (em primeira pessoa) sobre algo que aconteceu com o narrador. Não são histórias de terror, são grandes aventuras exploratórias, e com muitos detalhes que deixam a leitura lenta (me peguei fechando os olhos em alguns momentos).

A maioria dos contos de Lovecraft são em primeira pessoa e em forma de relatos, sem diálogos, apenas a descrição do que ocorreu. Por um lado, isso pode ser chato, deixando o conto monótono, mas funciona bem em outros casos, como nas histórias mais curtas, que cumprem muito bem o seu papel.

Dentre os nove contos presentes, o que mais me agradou foi ‘Herbert West: Reanimator’, uma história de zumbis, talvez uma das primeiras a fazer sucesso. A situação e a atmosfera criadas por essa narrativa surpreendem, ainda mais por ser um conto sem muitas pretensões. Já outros, como ‘O chamado de Cthulhu’ (a história mais famosa de Lovecraf), não foram leituras muito divertidas, ficando presas em grandes relatos e detalhes. Há as partes boas e interessantes, porém a forma em que tudo é narrado não ajuda.

“Como a maioria dos jovens, ele se deliciava em elaborados devaneios de vingança, triunfo e o magnânimo perdão final”. In: Herbert West: Reanimator, p. 60

RACISMO COMO UM ELEMENTO DO HORROR
Muitos críticos afirmam que Lovecraft foi um autor racista. Fica difícil defendê-lo quando está explicito em suas obras esse pensamento sobre superioridade racial. Em ‘Herbert West: Reanimator’, o autor compara um personagem negro a um símio. É interessante notar que a edição da Martin Claret, que já apresentei aqui no blog, modificou essa comparação, a fim de amortecer essa característica preconceituosa. Já essa edição da DarkSide Books manteve o texto sem modificações, acrescentando notas de rodapé para explicar o preconceito do autor.

Lovecraft possuía medos, como o medo de estrangeiros, de negros e de lugares desconhecidos. Cresceu com uma visão aristocrática, além de ter sido um autor recluso, que não viajava muito. Isso reflete-se em seus contos, nesse medo do desconhecido, onde negros passam-se por monstros, estrangeiros não são bem vistos e povos aborígenes são tratados com inferioridade, por termos pejorativos.

Vale observar que pessoas brancas, com características nórdicas, eram, geralmente, retratadas pelo autor como seres com superioridade intelectual, mesmo que fossem vilões. São medos e preconceitos de um homem recluso, que não conhecia o mundo além daquele que o rodeava. Quando você desconhece algo, sente medo, tenta se afastar. Ainda bem que a literatura atual já quebrou muitas barreiras do preconceito.

“O negro foi nocauteado, e um breve exame nos revelou que ele assim ficaria permanentemente. Ele era uma coisa grotesca, parecida com um gorila, com braços anormalmente longos que eu não podia evitar chamar de patas dianteiras e um rosto que conjurava reflexões a respeito dos indizíveis segredos do Congo e batuques de tambor sob a lua pavorosa”. In: Herbert West: Reanimator, p. 67 – Comparação preconceituosa presente nesse conto.

SOBRE A EDIÇÃO
Temos aqui a edição mais bonita, de uma coletânea de Lovecraft, já publicada no Brasil até o momento. Livro em capa dura (com acabamento em soft touch e detalhes em baixo-relevo), páginas em papel off-white de boa gramatura, margens e diagramação de bom tamanho, acabamento na cor verde e uma fitinha para marcar as páginas.

Os contos presentes nessa edição são: ‘Dagon’, ‘A cidade sem nome’, ‘Herbet West: Reanimator’, ‘O depoimento de Randolph Carter’, ‘O cão de caça’, ‘O chamado de Cthulhu’, ‘Nas montanhas da loucura’, ‘A sombra vinda do tempo’, ‘A história do Necronomicon’.

Edição primorosa esteticamente, contando com uma introdução, escrita pelo tradutor, e alguns textos extras: um sobre Lovecraft e a cultura pop, outro sobre Lovecraft e Poe (escrito por Robert Bloch, autor de ‘Psicose’) e um relato do historiador Clemente Penna sobre caminhar na mesma cidade em que Lovecraft viveu. Além disso, a edição conta com ilustrações de Walter Pax e algumas de Robert Bloch. Ao final, a editora inseriu partes digitalizadas de originais de alguns contos presentes nessa edição.

Apesar de todos esses pontos positivos, o livro possui um ponto negativo que pesa muito: a tradução. Ramon Mapa da Silva, o tradutor, é um grande fã de Lovecraft e possui grande conhecimento sobre sua obra. Entretanto, a tradução me pareceu um tanto quanto literal em algumas partes e Ramon escolheu palavras duvidosas para compor seu trabalho, podendo até provocar uma interpretação errônea. Não digo que é uma tradução ruim, mas está longe de ser boa, com muito uso de sinônimos, que talvez não fossem os mais adequados para o contexto dos contos. Mas o fato principal é que os contos são enfadonhos, aí não tem tradução que ajude.

“O fim está próximo. Ouço o barulho à porta, como se um enorme corpo escorregadio investisse contra ela”. In: Dagon, p. 27

CONCLUSÃO
Em geral, os contos não me agradaram. Por serem longos relatos de algo que aconteceu, a leitura torna-se monótona e arrastada. Não há medo, nem grande horror, são apenas narrativas de grandes aventuras de exploração. A seleção dos contos gira em torno dos mitos de Cthulhu e do Necronomicon, o livro amaldiçoado. Lovecraft foi um bom autor de histórias curtas, mas pecava ao escrever histórias longas. Os grandes relatos e detalhes das explorações, como em ‘Nas montanhas da loucura’, quase me fizeram dormir. Esteticamente, o livro é lindo e conta com vários extras legais. Mas, como o que mais importa em um livro é o seu conteúdo, aí a casa cai, pois não são contos muito empolgantes, sem falar na tradução duvidosa, que possui alguns defeitos. Talvez seria melhor se a editora investisse mais em melhores traduções do que em marketing, na parte física de seus livros.

“O homem é tão acostumado a pensar visualmente que quase me esqueci da escuridão e imaginei o corredor infinito de madeira e vidro, em sua monotonia cravejada de arrebites, como se pudesse vê-lo”. p. 38

Minha nota (de 0 a 5): 3,5

Alan Martins

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Vinicius Pereira 13/03/2018minha estante
Concordei em quase tudo. Só abaixo a nota para 2.5 porque minha expectativa era alta em Nas montanhas da loucura, e foi um decepção pavorosa. Reanimator também foi meu destaque positivo.


Alan Martins 13/03/2018minha estante
Esse aí foi o único conto que se salvou. Os demais são muito chatos e nunca chegam ao objetivo, só enrolam, ainda mais com a tradução meio estranha. Uma grande decepção esse livro.


Antony 20/08/2018minha estante
Pulei Nas Montanhas da Loucura, mas pretendo ler o conto numa outra edição (talvez realmente seja a tradução o problema)... Em geral eu gostei, mas as narrativas cansam e o meu tempo pra ler é curto (o que acaba aumentando o desinteresse)




Renato.Vasconcellos 12/02/2018

Essa coletânea é uma excelente introdução ao universo literário lovecraftiano, apresentando facetas do autor para além do tradicional horror cósmico que marca sua escrita. Os clássicos contos estão representados, principalmente pelo Chamado de Chtulhu. Vale ressaltar a belíssima qualidade do encardenamento.
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rbrenno_ 16/01/2019

Vem lembrar sua insignificância perante a imensidão do universo...
O que dizer dessa edição? Simplesmente um trabalho fenomenal que traz ao Brasil o melhor do gênero de terror e ficção cientifica, mas precisamente em um subgênero específico: o terror cósmico. Subgênero esse que o próprio Lovecraft é o seu criador.

Pra começar é bom falar da edição em si. O projeto gráfico é muito lindo. Nessa edição Cosmic Edition que foi a que eu li traz a entidade mais famosa do Lovecraft que é o Cthulhu na capa. Detalhe: a Darkside Books (editora) possui um aplicativo de realidade aumentada que funciona com o livro. Ao utilizá-lo da capa abre-se um portal e o tentáculos do Cthulhu aparecem para pegar o leitor.

Além dos 9 contos, a edição traz vários extras como Introdução ao autor, um texto que nos mostra como o Lovecraft é influente na cultura pop, uma analise feita pelo autor de Psicose relacionando Lovecraft e Edgar Allan Poe, uma especie de guia turístico da cidade de nascença do autor e que se serviu de inspiração para diversos contos do autor, além de várias cartas e rascunhos escritos com a própria letra do autor.

Sobre os contos, a assinatura de Lovecraft é bem perceptível logo desde o primeiro conto e se repete no decorrer dos outros contos, e o fato de Lovecraft ser bastante descritivo em alguns contos faz com que se tenha uma impressão de que a história não anda ou até mesmo que tal conto é muito parecido com outro conto já lido na mesma edição.

Dagon é um dos preferidos, é o menor conto da edição e abre a edição nos mostrando já o estilo de escrita do autor. As descrições do ambiente em que o personagem se encontra são tão críveis que parece que você realmente está junto com o protagonista

A Cidade Sem Nome, não é um dos meus favoritos, mas é perceptível o horror cósmico do Lovecraft ganhando forma

Herbet West: Reanimator no começo não parece com os contos do Lovecraft, mas no decorrer da história, o conto ganha um tons tão nojentos e algumas descrições causam repulsa. Gostei bastante, principalmente pela sensação de nojo e repulsa que o conto traz. Impossível ler e não lembrar de Frankenstein.

O Depoimento de Randolph Carter é genial, simplesmente porque mesmo não mostrando a entidade, é possível sentir o medo e terror dos personagens sobre as coisas que a gente não consegue descrever

O Cão de Caça era o conto que eu tava com um pouco de curiosidade justamente por saber que ele era bastante inspirado em Poe, não sei porquê, mas não curti muito.

O Chamado de Cthulhu era o que eu mais esperava, justamente porque tanto a história quanto o monstro são os mais famosos da literatura lovecraftiana. O começo da história é um pouco confuso, mas do meio por fim, se torna uma história de proporções extraordinárias. Meu preferido

Nas Montanhas da Loucura, é o mais aclamado principalmente por juntar o terror cósmico com a ficção cientifica. Estava ansioso pela leitura, mas a minha experiência é o contrário da anterior. O conto começa muito promissor e muito bom, mas o fato dele ser enorme (são mais de 100 páginas) e ser muito descritivo (descrição essa que no começo enriquece bastante a história, mas com o passar das páginas começa a ficar confusa e deixar a leitura cansativa). Tenho vontade de relê-lo talvez eu mude de ideia.

A Sombra Vinda do Tempo é o ultimo e eu acho incrível. Queria que fosse adaptado pra um filme. Lovecraft nos traz viagem no tempo de uma forma que eu nunca tinha visto. Outro preferido.

Então meu top contos fica:

1 - O Chamado de Cthulhu
2 - A Sombra Vinda do Tempo
3 - O Depoimento de Randolph Carter
4 - Herbet West: Reanimator
5 - Dagon
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Selennie 28/10/2018

Muito engraçado o estilo dele, exagerado nos adjetivos e vocabulário. Pode não dar muito medo e pode ser preconceituoso, mas é divertido de ler.
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