As Crônicas de Olam - Vol. 3

As Crônicas de Olam - Vol. 3 L. L. Wurlitzer




Resenhas - As Crônicas de Olam - Vol. 3


4 encontrados | exibindo 1 a 4


Luiz Miguel 21/12/2017

Uma Conclusão Magnífica!!!
O livro é excelente, a história se desenrola de modo excepcional e a leitura é muito prazerosa e não tem trechos cansativos como o treinamento de Ben em Ganeden no livro 1 e a passagem pelo submundo no livro 2, as vezes, alguns trechos são até bem corridos. As batalhas são incríveis e emocionantes e os personagens tem um bom desenvolvimento, exceto Adin que, no livro que tem a maior participação, se torna o mais insuportável dos trio principal, mas isso só até certo ponto... Dentre os personagens secundários, Icarel, mais uma vez, se destaca. Meu personagem favorito! E dá uma certa saudade de Enosh, o velho latash teri asido muito útil aqui.

O livro é bem grosso...

Outra característica é que existem muitas reviravoltas, muitas mesmo, em certo ponto nem sabia mais o que aconteceria ou não, mas foi bem legal, além de acontecimentos e revelações surpreendentes e inimagináveis.

A batalha final é fantástica, épica mesmo! Digna de um grande filme como "O Retorno do Rei".

Entretanto, o principal vilão, Helel, chamado de "o senhor da escuridão", tem pouco espaço e, praticamente, só aparece em um capítulo. Depois do seu aparecimento no livro dois, pensei que sua parte na história seria mais explorada e outras coisas importantes ficam sem explicação, mas não vou falar para evitar spoilers.

Notei que as citações a El são maiores e mais explícitas neste livro, bem como as aplicações espirituais, bíblicas e teológicas, muito mais que nos dois anteriores, fato que me agradou bastante. É o livro que mais se aproxima de uma alegoria dentre os três. Também notei várias semelhanças com "O Senhor dos Anéis", mas não sei se foram propositais e uma provável brincadeira do Leandro com hiper-calvinistas e arminianos representados em dois povos que, inclusive, ficam discutindo, quando deveriam estar ajudando.

Parabenizo o Leandro Lima pela maravilhosa trilogia e a FIEL pela ótima produção. É uma pena que acabou, mas o autor já afirmou que escreverá um livro sobre Herevel, contando a origem da fantástica espada e que será num tom mais juvenil e leve. Ficarei no aguardo!

Esta obra, especialmente por ser escrita por um brasileiro, me animou a dar um passo de realizar um desejo de infância, escrever um livro de fantasia. Se Deus permitir, iniciarei esta jornada em 2018.

Termino com um dos trechos mais marcantes do livro:

" - Perfeito - retruco Leannah. - Uma obra prima de El, reservada para poucos olhos que tê coragem suficiente para vir até aqui.
- Se fossemos apenas contemplar, eu o admiraria de bom grado... Mas escalá-lo?
- Você já se perguntou por que as coisas mais espetaculares frequentemente estão nos lugares mias distantes e inacessíveis?
- Para que ninguém seja louco o bastante de ir até lá? - Ironizou Ben.
- É um modo de El instigar nosso espírito de aventura, para que não nos acomodemos em nossa vida. É uma forma de percebermos que sempre é possível ir além, que há algo maior lá fora, além das fronteiras, além do conforto do ambiente conhecido que, de certo modo, nos torna limitados, domesticados demais. Definitivamente, o criador jamais desejou que ficássemos estacionados. Há dois modos de encarar as adversidades: Lutando com elas ou, quando é possível, usando-as a nosso favor. Mas nunca recuando, exceto se for para ganhar mais impulso." Página 127

Boa leitura!

site: http://diamanteseternos.blogspot.com.br/2017/12/analise-do-livro-as-cronicas-de-olam-3.html
Kidjaka 21/12/2017minha estante
Uma coisa que achei interessante: porque precisamos saber tudo? O epílogo mostra um pouco da curiosidade atrás de respostas das quais não existe necessidade... Minha perspectiva à esse respeito é frustração nos momentos de ira e quando entendo o propósito de evitar saber ou entender, verifico que aquilo da qual temos muita ciência pode nos tornar uma pessoa indiferente Ásia pequenos detalhes... Humildade pra evitar querer respostas pode ser um caminho muito árduo da qual ninguém tem certeza de querer continuar


Kidjaka 21/12/2017minha estante
Às*


Luiz Miguel 21/12/2017minha estante
Verdade amigo, gostei disso também. Aliás, boa parte dos ensinos transmitidos ao longo da história foram bem proveitosos!




Abner Barbosa 07/08/2018

Simplesmente Épico
Que final épico!!! Que final, meus amigos. Fantástico encerramento para essa trilogia maravilhosa que me cativou e me fez dar asas a imaginação do começo ao fim. Sem dúvida os três livros estão entre os meus favoritos. Todo o desenrolar da história, as batalhas, o mistério e as reviravoltas te deixam vidrados durante toda a trama. Ouso dizer que Leandro Lima conseguiu sim com essa épica narrativa chegar ao nível de lendas das histórias de fantasia como C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien. Recomendo veementemente a leitura desses livros. Com certeza você não irá se arrepender.
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Rene 21/03/2019

Excelente
Fiquei apaixonado pela trilogia.
Um verdadeiro representante da fantasia nacional e que merece ser lido.
Fui do início ao fim com a mesma empolgação e interesse, cada personagem estava ali por um motivo, passei momentos de raiva por conta de alguns para, depois, perceber que tudo foi feito com um propósito. Consegui imaginar cada cena, cada situação.
E agradeço por não ter aquela melação romântica chata, ou descrições gigantescas e enfadonhas.
A história ainda me fez lembrar muito a ideia de "troca equivalente", nada é de graça, tudo tem um preço mesmo que não tenhamos consciência disso.
Não vou ficar entrando em detalhes, mas realmente valeu cada minuto investido na leitura.
Tirando uns errinhos aqui e ali, talvez por falha na revisão, principalmente no último livro.
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Emerson 13/09/2018

Uma digna obra de fantasia nacional
Atenção: esta resenha possui spoilers dos livros anteriores.

Sempre que finalizamos o segundo livro de uma trilogia já começamos a teorizar e tentar prever os eventos finais do terceiro livro. É certo que muitas vezes o desfecho de uma trilogia é meio previsível, e em outros casos o autor esfrega em nossa cara elementos presentes nos livros anteriores que sequer notamos. Não que Morte e Ressurreição seja este último caso, mas é um livro cheio de eventos dos quais eu não esperava.

Não há vitória sem sacrifício.

O fracasso do Guardião de Livros em impetrar o juízo final sobre Olam abriu novas possibilidades. Com o retorno do senhor da escuridão e dos shedins aprisionados no Abadom, o poderio das trevas está em seu auge. Se não bastasse isso, o cashaph movimenta grandes poderes em Nod. O pequeno exército de rebeldes que antes precisava contar com o acaso para vencer, agora enfrenta simultaneamente todos os inimigos.
À medida que se aproxima o desfecho na pior de todas as batalhas, outros conflitos muito mais íntimos seguem sem solução para Ben. A reaproximação com Leannah, os mistérios que ainda envolvem sua identidade, seu direito a usar Herevel, despertam nele sentimentos contraditórios. Será que, finalmente, o Olho de Olam e Herevel vão agir conjuntamente, ou novos desencontros os colocarão em posição oposta?

O início deste terceiro volume passas-se algumas semanas após os eventos de Mundo e Submundo. E o ciclo repete. Novamente um final inesperado com derrotas por parte dos exércitos das forças do bem e com os exército da Sombra cada vez mais forte. Mas citando um quote deste livro que gostei bastante, ainda há esperanças para os humanos e seus aliados.

”Mesmo quando falhamos, o plano que rege a existência segue seu curso, sem falhas. Peças numa grande engrenagem simplesmente servem aos propósitos de quem as projetou. Não podem esperar ser mais do que isso.”

O destino é que rege a vida dos protagonistas dessa trilogia. Há sempre um plano maior, não há somente justiça, mas também escolhas difíceis serão importantes para um bem maior que rege o mundo. Só há bem maior quando existe um bem menor, grandes coisas vem de pequenas escolhas, e fazer o certo em cada pequeno ato é garantia de que os grandes aconteceriam. Tudo influência no curso do mundo.

”Se há um destino, ele é um tirano.”

E no meio de tudo isso está Ben, que após descobrir sua origem, e que sua alma é dividida tanto pela luz quanto pelas trevas, acaba questionando se não é ele o catalisador de toda esta guerra e qual é seu papel nisso tudo. O jovem guardião de livros ainda possui sua essência, mas já não é o mesmo.

”O ser humano luta contra seu pior inimigo quando enfrenta a si mesmo e olha para dentro de si…’‘

Como eu disse, os eventos desse livro me foram inesperados, agora vou explicar o meu ponto. Desde o início da trilogia, é profetizada uma guerra final, uma espécia de apocalipse ou armagedom, então eu esperava ação do início ao fim, mas não é bem assim que acontece, há sim uma guerra, mas antes desse evento acontecer, os personagens ainda tem papéis a cumprir.

Leannah, ao contrário do livro anterior, possui um grande destaque. Cabe a ela o papel de se infiltrar onde as Trevas estão localizadas para destruir a rede de pedras sombrias que o senhor das trevas está quase terminando de estabelecer. Agora com a posse do Olho de Olam, ela está mais forte do que nunca. Com certeza minha personagem favorita da série. ❤

”Não há mulher mais bela no mundo,

no submundo ou nos altos céus

Como aquela que remove as trevas

como quem remove um véu.

Agradecemos por deixar contemplarmos

sua sabedoria em laurel.

A qual desde agora será para nós

como o maior de todos os troféus.''

Já Adin traiu o movimento. Não resistiu ao sofrimento lhe imposto, mas de certa forma ainda possui um papel a desempenhar, eu li os capítulos dele com total desprezo, mas seus capítulos neste livro são bastante interessantes e importantes. Porém ele é imaturo demais e só faz cagada. Mas quem sabe ele não consiga se redimir? Seus capítulos são cheios de arrependimentos, principalmente sobre o que aconteceu nas terras bárbaras. Seu temperamento impulsivo desempenhou a morte de centenas de inocentes e agora ele está nas mãos de antagonistas aliados as Trevas, mas que possuem seus próprios desejos de poder.

”Quem pode dizer quais as consequências de nossos atos? O certo é que eles sempre têm consequências. Faz parte da vida enfrentá-las. O amor que você sente pode ser responsável por grandes mudanças. Não seria a primeira vez… Nem a última…”

Tzizah e Ben possuem capítulos interligados em praticamente no livro todo. Ambos possuem papéis a desempenhar juntos, principalmente de forma política para atingir um bem maior.

Este último livro é muito mais dinâmico e fluido que os outros dois. Não possui nenhum arco que que acaba se tornando enfadonho, como a viagem ao Submundo, por exemplo. Muito pelo contrário, todos os arcos são interessantíssimos e de suma importância para os eventos finais do livro. E não posso citar todas as reviravoltas inesperadas que este volume possui, mas muitas coisas me surpreenderam. As cenas de ação protagonizadas pelos personagens são excelentes, principalmente a batalha final que é muito bem escrita e épica. Consegui visualizá-las e aproveitar cada trecho e por ventura gostar mais ainda desta incrível narrativa.

A trilogia como um todo realmente vale a pena. O autor L.L Wurlitzer sabia o que estava fazendo desde o início e conseguiu de forma plena ligar todos os pontos que foram apresentados lá em Luz e Sombras, no início da trilogia. E não posso deixar de citar a narrativa que é realmente muito boa, os livros são muito bem escritos, a narrativa é surpreendentemente boa e muitos trechos são poéticos. O lirismo das músicas criadas pelo autor é incrível. Eu diria que a narrativa é o ponto forte dos livros.

Sabemos também que o autor é pastor da Igreja Presbiteriana, mas isso não quer dizer que ele nos empurra goela à baixo sua religião, muito ao contrário, sempre há duvidas dos personagens em relação a El, o criador, se ele existe mesmo de fato e se todos possuem um papel no que rege o universo. E embora o autor mescle a ficção com a religião, os elementos presentes no livro somente são inspirados em conceitos da cultura Hebraica, como nomes de personagens, objetos e lugares, da mesma forma que Tolkien mescla a ficção com a religião em seus livros não incomodando a crença de nenhum tipo de leitor.

Sendo assim, Morte e Ressurreição merece quatro estrelas. Uma digna obra de fantasia nacional e com certeza um divisor de águas nessas terras brasileiras.


site: https://leitoresvigaristas.wordpress.com/2018/09/11/resenha-as-cronicas-de-olam-morte-e-ressurreicao-l-l-wurlitzer/
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