Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome André Aciman


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Resenhas - Me Chame Pelo Seu Nome


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Tibúrcio 13/12/2018

Gostaria de começar essa resenha propondo um desafio: feche os olhos e pense em como foi sua primeira paixão. Pronto, foi assim o primeiro sentimento mais forte que senti quando adentrei ao mundo particular de Élio.
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A história acontece na Riviera italiana durante o verão na década de 80. Todos os anos o pai de Élio recebe em sua casa um jovem acadêmico para ajudá-lo nas pesquisas universitárias. O escolhido dessa vez é Oliver, um rapaz americano encantador tanto quanto evasivo.
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A narrativa na visão de Élio me trouxe a sensação de voltar à adolescência, com todos os conflitos internos e a descoberta da sexualidade. Seus anseios e desejos causou-me imediatamente empatia por ele e a construção (ou seria desconstrução?) De Oliver arrebatou-me de tal forma que me senti atraído por este. Oliver se torna o centro de todos os pensamentos de Élio. A paixão chega arrebatadora, não há como esconder esta inquietação. Acabam mergulhando e entregando-se um ao outro numa troca íntima que os marcarão pela vida inteira.
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De uma sensibilidade gigantesca, André Acima torna este este livro um dos mais incríveis que já li nos últimos anos. Ler "Me chame pelo seu nome" é mergulhar numa paixão de forma tão crua que rasga a alma e deixa uma sensação que não se consegue descrever.
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Nathalia Pereira Jardim 06/12/2018

Elio é Oliver. E Oliver é Elio. E nós somos os dois.
Me chame pelo seu nome é uma história preciosa pois nos mostra sentimentos e caminhos que não conhecíamos ou tínhamos propositalmente esquecido, para que não mais pensássemos neles, tratando memórias como um sonho e, desta forma, questionando se um dia vivemos isso. Parece tão mais fácil desta forma, mas é no desespero travestido de sobriedade que acabamos por perder o que de mais precioso temos.

Neste livro, encontrei a paz de entender que sentimentos bons e não tão bons podem coexistir e que é com essa relação de nuances que nos construímos e nos humanizamos e nos tornamos quem somos, um amontoado de memórias e vidas e lembranças. É através de quem encontramos e do que vivemos que nos conhecemos e conhecemos o mundo. Viver é precioso e mágico e é na possibilidade de amar e ser amado de volta que está a real razão de estarmos aqui.

"Me chame pelo seu nome" porque assim eu serei você. Porque eu já sou você. Porque eu te amo e te desejo e quero nada senão o melhor para você, assim como quero pra mim. Só sou inteiro agora que tenho você. Como pessoa, como lembrança, como pedaço de minha história, que também é a sua.

"Eu nunca havia andado por aquele mundo. Mas o amei. E amaria ainda mais quando aprendesse a falar a sua língua, pois era a minha língua, uma forma de abordagem na qual os desejos mais profundos são proferidos como gracejos, não porque é mais seguro colocar o sorriso naquilo que tememos que possa chocar, mas porque as inflexões do desejo, de todo desejo, naquele mundo novo no qual entrei, só poderiam ser transmitidas pela brincadeira" (pág. 216, § 7).
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Tonyfuckin 06/12/2018

Esplêndido
Confesso que o hype da obra me deixava desanimado, apostei piamente que seria um livro superestimado. Tanto que quando decidi comprar, foi por acaso, apenas para ter mais um assunto em comum com alguém que achava interessante.
Decidi então abrir o livro e ler as três primeiras páginas... Foi o suficiente para que a narrativa me encantasse. As referências, a delicadeza e intensidade tornam o livro, apesar de clichê em sua mensagem, uma obra única, talvez previsível, mas indispensável. Tentei de todas as formas possíveis fugir do desfecho. Não por medo, mas por já não me imaginar distante dos personagens, pois nas últimas páginas, se torna doloroso lidar com o fim.
Delicado e avassalador. Impossível dar menos que 5 estrelas.
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Vanessa @LarLiterario 02/12/2018

Um livro tão sensível quanto sensual.
Elio está acostumado a receber hóspedes na casa de verão da família. Uma vez que eles oferecem acomodação e alimentação a um escritor iniciante por algumas semanas nessa época do ano e dessa vez, o selecionado foi Oliver.

Oliver é alguns anos mais velho que Elio, o que não impede de Elio se sentir atraído por ele e deixa claro isso durante a narrativa. Acontece que Elio está na fase de descoberta de sua sexualidade e apesar de se relacionar com algumas garotas, ele sempre teve um interesse particular em homens.

Narrado por Elio, o livro inicia no momento em que ele conhece Oliver e passa a contar como é estar com o escritor durante as seis semanas que ele fica lá. De certa maneira, os dois têm muitas coisas em comuns, mas há uma certa tensão entre os dois logo no início, e aí as coisas vão se desenrolando. Vamos acompanhar um sentimento único e verdadeiro entre eles.

? "É por isso que as pessoas dizem 'talvez' quando querem dizer 'sim', mas esperam que você pense que é 'não' quando o que realmente querem dizer é: Por favor, pergunta de novo, e depois mais uma vez?"

Eu acho que uma coisa que Aciman conseguiu colocar muito bem na narrativa de Elio é como a mente de um adolescente apaixonado costuma funcionar: os diálogos criados na mente, as discussões com seu eu interior, as teorias de conspiração... você consegue se colocar no lugar do personagem. O livro tem poucos diálogos, o que poderia fazer com que a leitura fosse lenta e arrastada, mas muito pelo contrário.. é uma escrita tão leve, poética e gostosa que você facilmente lê o livro em um ou dois dias.

Não dá pra ignorar toda a ambientação que Aciman consegue fazer daquele lugar maravilhoso no interior da Itália. Cada detalhe é capaz de fazer você ver o mar em sua mente, conseguir sentir a brisa daquele clima contagioso e inesquecível, de uma maneira que poucos autores conseguem.

Gostei bastante da história, da narrativa e da profundidade contida em cada página desse livro, teve alguns pontos que me incomodaram mas nada que conseguisse estragar minha experiência.
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ayala.mariane 01/12/2018

ESTOU SEM AR.
O livro é uma poesia intensa, é sensorial, você sente cada vento descrito, cada fruta colhida e mordida, cada mergulho e toque. Em momento algum é usada a palavra amor, mas ele não precisa dizer o que é para ser sentido. O próprio autor conta que esse livro conta a história de duas almas que se encontram e encaixam tão perfeitamente que uma começa a se confundir com a outra, por isso, me chame pelo seu nome, e como o próprio Ellio disse: “finalmente perceberíamos que ele era mais eu do que eu mesmo tinha sido, porque, quando se tornou eu e eu me tornei ele”. É incrivelmente doce a forma como o sexo é normalizado, a sexualidade é descrita de forma silenciosa mas leve e gostosa. Ainda digerindo mas gostando da sensação.
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Candy 24/11/2018

“A natureza tem maneiras astutas de descobrir nossos pontos fracos.”
Não me lembro de ter ficado tanto tempo ofegante depois de findar um leitura. Que livro incrível, inteiramente incrível. 'Me Chame Pelo Seu Nome' é uma celebração do ideal do amor perfeito. Me chame pelo seu nome é um livro que trata de amor, paixão, desejo e descobertas. A história decorre de modo surpreendentemente intenso, que faz com que percamos o ar juntamente com Elio.
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Prof. Angélica Zanin 16/11/2018

Até Depois ...
Uma história de amor muito bem contada. Riqueza nas descrições de lugares italianos, personagens muito bem preparados intelectualmente, a persuasiva pessoalidade da primeira pessoa, mas, inegavelmente, emocionante pelos sentimentos trazidos pelas palavras, pela verdade, pela autenticidade do amor e por sua eternidade "feito tatuagem que é pra dar coragem de seguir viagem quando a noite vem". Lindo, lindo, lindo! Não é sexo, não é opção sexual, não é obscenidade, é amor. Amor entre dois homens, amor de um pai por seu filho, amor de um escritor por seus leitores, amor de um estrangeiro por uma país exótico, amor por uma amiga, por um funcionário, por livros, pelo mar, por amar e, acima de tudo,...amor por si mesmo. Me chame pelo seu nome...Angélica, Angélica, Angélica, obrigada, André Aciman.
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Larissa.Carvalho 13/11/2018

O livro é de uma importância social tremenda. Durante praticamente metade de seu enredo, diversos questionamentos são colocados a si mesmo pelo personagem principal, mas recaem sobre os ombros do leitor. Dessa forma, quem lê este livro, é convidado a uma reflexão sobre o que é o amor, o desejo, e principalmente, como o descobrimos quando ele não corresponde ao que esperávamos - quando ele não obedece à heteronormatividade da sociedade em que estamos inseridos.

Embora seja embebido em uma atmosfera ultrarromântica que em alguns momentos se torna maçante, isso não parece de forma alguma ter sido feito acidentalmente. Os elementos ultrarromânticos funcionam bem como forma de identificação para aqueles que, efetivamente, precisam do livro, por estarem passando por uma situação análoga.

O que se pode dizer do enredo, então, é que ele traz diversos elementos interessantes - as paisagens e a cultura italiana, presente nas palavras de Elio e na atmosfera geral do livro -, mas que poderia facilmente ser reduzido. Proporcionalmente, os momentos de "não realização" do desejo ultrapassam muito o tempo em que ele é efetivamente realizado. Isso enriquece a narrativa com os questionamentos pertinentes, mas dá uma atmosfera de vontade insaciada à história.

A linguagem utilizada para construir esse romance é simples, pontuada por uma ou outra metáfora de ótimo gosto, e por algumas um pouco duvidosas. Embora escrito de forma simples, não é uma leitura fluida, e em vários momentos deixa de ser prazerosa. É notável que há flutuações entre períodos pequenos e parágrafos gigantes, que tomam uma página inteira. Obviamente, isso quebrava o ritmo de leitura em vários momentos, e tornava necessário voltar algumas vezes para o mesmo ponto.

Em geral, é um livro que deixa o leitor com bons questionamentos e boas quotes. Os bons questionamentos trazidos por ele são muitas vezes ofuscados por uma escrita de qualidade duvidável, devido à inconsistência de estilo, mas nada que impeça um leitor que se reconheça nesta história.
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DaniM 08/11/2018

Me chame pelo seu nome – Andre Aciman
Livro que deu origem ao filme lindo, que concorreu ao Oscar deste ano. São cbras que celebram o amor e a diversidade, refletem sobre a aceitação e a autoaceitação e desconstroem mitos e preconceitos com uma pureza e delicadeza ímpares.
Que bom seria se todos pudessem ser livres de amarras pessoais e sociais para amar quem quisessem, da maneira que a cada um conviesse.

Livro indicado pra quem acredita na beleza do amor. E pra quem não aceita que ele seja rotulado ou cerceado

'Alguns se recuperam, alguns fingem se recuperar, alguns nunca voltam, alguns se acovardam antes mesmo de começar e alguns, por medo de fazer qualquer desvio, acabam levando uma vida errada até morrer'.
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Carol.Cuofano 05/11/2018

Delicado e intenso
Comecei a ler esse livro sem nenhuma expectativa, talvez por isso tenha demorado um pouco para começar a gostar. O romance é narrado em primeira pessoa por Elio que rememora o verão de 1983, que foi muito intenso, significativo e recheado de descobertas e angústias. É nesse verão que ele conhece Oliver, jovem filósofo que viaja à Itália para acompanhar a tradução de seu livro se hospedando na casa dos pais de Elio, e se descobre atraído pelo hóspede de uma maneira inicialmente confusa, mas muito bonita e muito intensa, sobretudo quando os dois personagens decidem viver uma história juntos. Nesse verão também, ele experimenta a atração por uma garota que é significativa, mas nem de longe tão marcante. Achei o livro sensível e cativante, porém não recomendo para pessoas que se incomodem com descrições de atos sexuais, não por serem chocantes ou depravadas, mas por serem minuciosas.
Livro muito delicinha.
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Thata 03/11/2018

?A natureza tem maneiras astutas de descobrir nossos pontos fracos.?
Um dos melhores livros q já li, a construção do romance é muito bem feita, deixando com q o leitor (pelo menos eu) fique obcecado por mais, mesmo q não goste do gênero romance
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Bcamilly 02/11/2018

Meu livro favorito
Oque dizer desse livro? MARAVILHOSO

Primeiro romance gay de época que me tira o fôlego.

Elio e Oliver
O romance deles dois foi tão intenso
A escrita é tão boa e envolvente
Eu vivi aquele verão junto com eles
Mas mesmo assim esse livro me fez chorar muito
O final foi tão..... ? É isto
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Karine 01/11/2018

Lírico e sensível.
Um livro sensual e sensível ao mesmo tempo. Não sei se foi a intenção do autor ou se há algum significado oculto na maneira às vezes desastrosa e afetuosa que a trama se desenvolve, mas senti uma calma inexplicável lendo-o. De fato, é justamente por causa do tempo que sofremos pelo amor.

Li pela pirmeira vez em 2017, ainda na versao em inglês que me fez rir bastante em alguns momentos. Agora que li em português o encanto não se perdeu; se solidificou. Muito necessário e íntimo, um relato de quem se apaixonou primeiro pela vida e depois pelas pessoas. Sejam elas quem forem.

Confundi o estilo dele até com Roberto Bolaño, principalmente em se tratando dos críticos literários e daquela viagem louca por Roma. Navegou por tantos temas e não se perdeu. Achado da década em questão de romance .
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Thi 24/10/2018

O mundo de Elio
O livro, originalmente chamado Call Me By Your Name, começa com Elio expressando as dúvidas sobre seus sentimentos e questionando o medo de assumir a realidade dos fatos. Ambos compartilham da juventude, a única conexão, até então, é percebida pela compreensão da intelectualidade por trás da pele que o outro deseja. Até onde somos capazes de ir para reprimir a pureza de nossos sentimentos com o medo de ser julgado? O livro aborda reflexões e questionamento onde desenvolvemos pontos de vista diversos e externos a nossa mente, liberando o extinto criativo a quebrar as barreiras da repressão e desvendar o futuro desencadeado que se desenvolverá a partir das consequências da decisão. As semanas passam, novos eventos afloram sentidos e desejos secretos que domam seus corpos a ponto de ultrapassar a racionalidade, extinguir o medo e deixar o desejo por pele explorar novos ambientes jamais imaginados por ambas perspectiva. A relação entre ambos é um fio instável, e quando para de vibrar, é necessário um toque para criar ondas que põe em risco o que foi construído. Contudo, há uma força que segura as pontas, costura um novo futuro e enlaça as almas em uma dança em que os corpos são alimentados por desejos e o único meio de os separar é a morte.
Até o final das seis semanas, será que Elio estará decidido a seguir seus extintos primordiais e saciar seus desejos mais obscuros? Oliver está dando sinais?
Elio, um jovem escritor muito talentoso.
Oliver, um jovem músico com muito conhecimento.
Não, eu não troquei os papéis.
Me chame pelo seu nome e eu te chamo pelo meu.
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