Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome André Aciman




Resenhas - Me Chame Pelo Seu Nome


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Ricardo Pereira 17/06/2018

LINDO, VERDADEIRO, SURPREENDENTE, E PROFUNDAMENTE NOSTÁLGICO NO FINAL.
"Uma vez conversando sobre esse livro eu disse que seria muito para mim chegar ao final e fecha-lo, porque não aguentaria viver sem aquele verão, sem a música, sem as frutas, Elio, Oliver, Mafalda, Anchise, Nimive, Marzia. Que essa história era tão forte que saia do papel ao nosso encontro (ou seria o contrário, nós é que mergulhavamos nela?). Que após terminado o livro e o fechado nunca mais seria a mesma pessoa, que ficaria marcado para sempre pela cicatriz que ele me deixou. Hoje percebo o quanto estava enganado, não é uma cicatriz, é uma ferida, eterna, porque nunca vai cicatrizar."

Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By You Name) foi escrito por André Aciman (Alexandria, Egito) e publicado originalmente em 2007. Aqui no Brasil a publicação do livro (pela editora intrínseca) se deu após a grande visibilidade do filme e aprovação dos críticos. O filme foi aclamado pela crítica especializada, que elogiou as atuações, roteiro, direção e música. Foi considerado como um dos 10 melhores filmes do ano pelo National Board of Review e American Film Institute. Além de indicação para quatro Oscar, sendo eles: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Música Original e Melhor Roteiro Adaptado, vencendo como Melhor Roteiro Adaptado.

Todos os anos os pais de Elio que são professores universitários selecionam alguém para passar as seis semanas do verão com eles na Itália, essas pessoas podem ser alunos, escritores, pesquisadores, ou no caso de Oliver, filósofo. Isso meio que já é um costume da família, e sempre que essa pessoa chega à casa deles, Elio tem de abrir mão de seu quarto para o hóspede e ir para um quarto menor. No verão narrado no livro, Elio recebe em sua casa não tão animado assim o misterioso Oliver, professor e filósofo, que desde o início já parece lhe provocar com seu modo de se despedir das pessoas um pouco rude e até frio demais na sua opinião.


[''Até depois!'' As palavras, a voz, a atitude. Eu nunca tinha ouvido alguém dizer ''até depois'' para se despedir. Parecia brusco, seco, desdenhoso, pronunciado com a indiferença velada de uma pessoa que talvez não se importe se vai revê-lo ou saber de você novamente.]


O objetivo por trás dos hóspedes a cada verão é meio que proporcionar uma troca de conhecimentos, o visitante pode está trabalhando em um projeto e o pai de Elio está ali para orientá-lo assim como o visitante também acaba o ajudando nos seus trabalhos o que chamam de labuta prandial.


[Os hóspedes de verão não precisavam pagar nada, podiam usufruir de toda a casa e praticamente fazer tudo o que quisessem, desde que passassem por volta de uma hora por dia ajudando meu pai com sua correspondência e papelada em geral.]


O livro é narrado em primeira pessoa, pelo próprio Elio, que vai nos contando a história desse verão em que eles receberam Oliver na casa deles, Elio nos leva pelas memórias que tem daquele tempo e vai nos envolvendo na história sob sua perspectiva. Nos tornamos praticamente um só, sabemos seus pensamentos, suas emoções e sentimos tudo o que ele sente.


[O que as pessoas fazem por essas bandas? Nada. Esperam o verão acabar. O que as pessoas fazem no inverno, então? Ri da resposta que estava prestes a dar. Ele captou o espírito da coisa e disse: - Não me diga... Esperam o verão chegar, certo?]


Me Chame Pelo Seu Nome nos mostra uma história de amor, o primeiro amor, uma história de autodesberta, do que é amor, desejo, e isso é explorado de uma forma tão profunda, real, poética e principalmente intensa como todo primeiro amor é. Conseguimos acompanhar todo o processo de Elio se apaixonando por Oliver, estamos na cabeça do Elio, vemos tudo. Suas dúvidas, angústias, seu medo, seu desejo, algo que chega a beirar a obsessão.


[Mas talvez tenha começado bem mais tarde do que acredito, sem que eu percebesse. Você vê a pessoa, mas não a enxerga de verdade, ela simplesmente está por ali. Ou até enxerga, mas nada bate, nada ''chama a atenção'' e, antes mesmo que você perceba uma presença ou algo incômodo, as seis semanas que lhe foram oferecidas já passaram e a pessoa já foi embora ou está prestes a ir, e você fica lutando para aceitar algo que, sem que você soubesse, vinha ganhando forma bem debaixo do seu nariz, trazendo consigo todos os sintomas daquilo que só pode ser chamado de desejo. Como eu não percebi? Você se pergunta.]


As vezes pelo livro ser narrado na percepção do Elio nós podemos ficar meio que receosos quanto ao que ele estava nos dizendo, vendo, acreditando, pois Elio é muito intenso. Apesar de não ser um adolescente qualquer de 17 anos por ser muito inteligente para sua idade, no decorrer da história até ele mesmo percebe que se equivocou em algumas situações. Como quando achava que Oliver estava pegando toda a B, quando na verdade Oliver estava sentado nas pedras olhando o mar. É lindo isso, enquanto é sábio sobre diversos assuntos, Elio como qualquer outro adolescente na idade, sabe pouco sobre o amor, ele está o conhecendo agora.


[Era quase como se ele estivesse fazendo de propósito; me dando cada vez mais bola e, de repente, arrancando qualquer sinal de companheirismo.]


Outro ponto que muitas pessoas acabam deixando passar é o de que Elio e Oliver não são homossexuais, ambos são bissexuais e isso fica nítido no livro. Elio sente atrações por Oliver, ele está completamente perdido em Oliver porém ao se aproximar de Marzia ele também se sente atraído por ela, não chega a ter a mesma intensidade que ele tem com Oliver mas é atração. E a forma como o livro aborda a questão da descoberta da sexualidade é tão sincera, tão mansa, não é algo brusco, jogado do nada. A forma como a história vai sendo contada é tão delicada.


[Não fomos escritos para um único instrumento; eu não fui, nem você.]


A narração, descrição dos lugares, do verão, dos sabores, os pomares, até os sons as sensações são narradas. Gente isso parece até uma pintura de tão lindo.


[Penso naquele verão e não consigo acreditar que, apesar de todos os meus esforços para viver com o ''fogo'' e o ''desfalecer'', a vida ainda me permitiu momentos maravilhosos. Itália. Verão. O som das cigarras no início da tarde. Meu quarto. O quarto dele. A varanda que nos separava do restante do mundo. O vento suave que trazia os aromas do jardim até meu quarto. O verão em que aprendi a amar pescar. Porque ele amava. A amar correr. Porque ele amava. A amar polvo, Heráclito, Tristão. O verão em que ouvia o canto de um pássaro, sentia o perfume de uma flor ou o vapor subir pelos pés em dias quentes e ensolarados e, como meus sentidos estavam sempre em alerta, automaticamente pensava nele.]


É uma história cheia de camadas, a forma como o narrador vai e volta no tempo no decorrer da narração pode parecer estranha até confusa no inicio mas no decorrer do livro isso é quase a cereja do bolo, é como ele nos deixa ansiosos querendo ver o que vai acontecer, se vai acontecer o que a gente quer que aconteça. E tem até momentos em que ele nos prepara pro fim e esses são os mais doloridos. Em todo o momento a gente só quer que dê tudo certo e que eles fiquem juntos.


[Então seria ele meu lar, meu regresso? Você é meu regresso, Oliver. Quando estou com você e estamos bem juntos, não há nada que eu queira além disso. Você me faz gostar de quem eu sou, de quem me torno quando você está comigo. Se existe alguma verdade no mundo, ela existe quando estou com você, e se eu tiver coragem para contar minha verdade a você um dia, me lembre de acender uma vela em cada altar de Roma para dar graças.]


Os personagens são destrichados, principalmente Elio e Oliver, conseguimos amar todos, se apegar a todos, enxergamos todos ali na casa, Anchise, Mafalda, o motorista marido dela, Marzia, os pais de Elio (que fofos, os melhores), Nimive (até hoje quero chorar quando lembro),


[Ele sabia interpretar qualquer pessoa, exatamente porque a primeira coisa que procurava nos outros era aquilo que tinha visto em si mesmo e não queria que os outros vissem.]


Quando nós terminamos e fechamos o livro, quando secamos as lágrimas, quando ficamos chateados com o final ou tristes, quando fazemos aquilo que o pai de Elio o ensinou a fazer, sentir a sua dor. Quando fazemos isso nós entendemos tudo. Eu já senti isso, já aconteceu comigo, como toda primeira história de amor. É um rito de passagem. Elio e Oliver se encontraram, se conheceram, cada um foi muito importante pro outro, cada um acrescentou algo ao outro, é irônico como a relação deles acabou sendo como as labutas prandiais do pai dele, uma troca de conhecimentos.


[Sentado à mesa redonda, trabalhando em minhas transcrições durante aquelas manhãs, não queria a amizade dele, não queria nada. Só levantar a cabeça e encontrá-lo ali, protetor solar, chapéu de palha, calção vermelho, limonada. Levantar a cabeça e encontrar você, Oliver. Pois logo chegará o dia em que levantarei a cabeça e você não estará mais ali.]


O que dizer desse que se tornou meu livro favorito da vida? Como descreve-lo? Como passar para os outros o que senti?
Música, arte, poesias, conhecimentos, Grécia, Roma, paisagens, gostos, sabores (todos eles), sol, Itália, italiano (língua), napolitano (língua), piano, violão, esculturas, água, sal (na água), calções de banho (azuis se possível), piazzeta, livros, Heráclito, bicicleta, penhasco, o paraíso (e suas coisas), o Príncipe e a princesa (ele contou?), é melhor falar ou morrer?, Se l'amore, São Clemente, pêssego.
Sara 17/06/2018minha estante
Essa história é maravilhosa


Ricardo Pereira 17/06/2018minha estante
É sim, linda demais.


Roma 18/06/2018minha estante
Com certeza essa história reverberará por muitos e muitos anos em meu coração.


Ricardo Pereira 18/06/2018minha estante
Concerteza.


Ricardo Pereira 18/06/2018minha estante
Garanto que sim.




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Thiago Barros 17/06/2018minha estante
estou lendo e adorando ??


Ricardo Pereira 17/06/2018minha estante
Amei sua resenha. Compartilho os mesmos sentimentos. Também fiquei revoltado com final, não o fato de eles não ficarem juntos mas o total desprendimento que você cita. Quando eu terminei fiquei muito triste, chateado , mas depois quis fazer o mesmo que você. Eu até pensei em reler de cara, mas o melhor a fazer agora é guarda-lo com carinho e esperar até que esteja mais maduro (ou até a ferida cicatrizar). Eu amei a mensagem do livro sobre rito de passagem, o que um trouxe pro outro, mas o final gente meu Deus, o que me matou foi esse final. Preferi até o final do filme onde termina com o oliver dizendo ao telefone que se lembra de tudo e depois o Elio chora na lareira. Era isso o que eu queria.




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leonardo 10/06/2018

Sublime!
Não sou a melhor pessoa pra coincidir com o conceito (bizarramente maravilhoso, achei) de amor que André Aciman inseriu no livro retratando a história de um jovem e um homem apaixonados de um modo platônico um pelo outro, dado que mal conheço tal termo com mero dezesseis anos de vida, mas se foi uma coisa que aprendi aqui, é que o amor vem de todas as form?
Adaptação errada. O amor, não importa o gênero, pode ser mais forte que tudo. Me encontro surpreso com o relacionamento breve do Elio e do Oliver que aconteceu naquele verão. Foi significante pra mim acompanhar os pensamentos do Elio. Depois de anos, este foi o primeiro livro que pus em minhas mãos, e não me arrependi. Lembro que terminei no mesmo dia para me atualizar nos assuntos e não perder a adaptação cinematográfica que estava por vir, que obviamente ganhou também um lugar especial no meu coração. Então, fico muito feliz de ter lido essa história retratando esse amor, que não foi nada como já vi antes. Eu simplesmente amei. E agradeço ao André Aciman e Luca Guadagnino pelas obras de artes! De qualquer jeito, na minha segunda lida, irei escrever uma resenha decente e específica, justamente porque esse livro merece uma.
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Beatriz 10/06/2018

Call me by your name.
Call me by your name.
Pensar nesse livro me faz sentir que passei o verão em uma cidadezinha da Itália, trás um sentimento de casa para o peito, aconchego.
Se apaixonar pelos personagens, querer sentir o sol e se deitar no paraíso. Um livro inteligente, e com afeto, é o que me vem na mente. Não quero nunca esquecer Elio e Oliver, não quero esquecer o pai do Elio, não quero esquecer as tardes de verão e nem as frutas do pomar. Não quero esquecer de como esse livro me fez pensar "Já pensou ter uma amor desses?".
Me chame pelo seu nome é um livro calmo, e tem um significado incrível é sobre se descobrir e descobrir a vida, é sobre voltar para os anos 80 em algum lugar da Itália e ter esse sentimento que primeiro te assusta, mas o medo é mais um sentimento humano, e depois você sente amor,e acba que vai morrer se parar, e depois a dor, mas nas palavras do pai do Elio "Não afaste a dor, a sinta, agora dói, mas vai doer menos algum dia".
Entre tantas frases marcantes uma me chamou mais a atenção, "Nada tinha mudado. Eu não tinha mudado. O mundo não tinha mudado, e mesmo assim nada era como antes".
Me apaixonei em como o Elio é inocente pelos sentimentos humanos, e como um menino de 17 anos pode ser tão inteligente, ainda bem que Oliver também viu isso.
Oliver, eu posso ver seus cabelos loiros refletindo o sol enquanto está cercado de papéis, sentado ao lado da juventude, e com a beleza ao seu dispor.
Até depois!
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aaadfo 05/06/2018

resenha para o Instagram @resenhalit
No início, é difícil gostar de Elio, mas não no sentido de ele ser irritante, mas sim pelo fato de que não se sabe muito sobre ele, demoramos para perceber como é sua personalidade, porém quando percebemos, passamos a amar e nos identificar com o protagonista.

É difícil não gostar de Oliver, mesmo no início quando não sabemos muito sobre ele.

O livro é maravilhoso pelo simples fato de ser sobre um amor REALISTA, não é nada fantástico ou infantil, é apenas real.

Ao longo, nos sentimos cada vez mais imersos no amor de Elio e ao mesmo tempo na Itália, é ótimo nos sentirmos italianos e ótimo nos sentirmos tão apaixonados quanto os dois.

Me Chame Pelo Seu Nome nos deixa felizes, tristes, com raiva, apaixonados e acaba deixando uma lição incrível e necessária no final.
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Douglas 04/06/2018

Resenha - Me Chame Pelo Seu Nome
Vou confessar logo de cara que esse livro em especial foi um pouco contraditório pra mim. Ao passo que eu queria muito ler ele, tinha algo que me prendia de fazer isso. Acho que era toda a pressão que colocaram por conta do filme e do sucesso de crítica que teve a adaptação dele para os cinemas, e também o próprio livro. Não é surpresa dizer que “Me Chame Pelo Seu Nome”, de André Aciman, foi mais do que uma surpresa agradável para mim e entra para a minha lista de livros preferidos.

Bem, é meio óbvio dizer que a sinopse já nos conta muita coisa sobre o livro, mas para resumir à minha maneira, a obra conta a história de Elio e de Oliver, um escritor que acaba sendo um dos hóspedes da casa de verão da família de Elio, algo quase tradicional da casa: receber hóspedes. Voltando à história, o livro inicia no momento em que Elio conhece Oliver e ele mesmo passa a contar como é estar com o escritor durante as seis semanas que ele fica lá. De certa maneira, os dois têm muitas coisas em comuns, ainda que uma diferença de sete anos, mas há uma certa tensão entre os dois logo no início, e aí as coisas vão se desenrolando...

Eu acho que uma coisa que Aciman conseguiu colocar muito bem na narrativa de Elio é como a mente de um adolescente apaixonado costuma funcionar: os diálogos criados na mente, as discussões com seu eu interior, as teorias de conspiração... é um verdadeiro drama, se quer saber, a ponto de, no início, eu pensar: “cara, que garoto louco. Para de ser dramático, Elio”. Se eu pudesse, falaria isso pra ele. Isso me fez pensar um pouco na ingenuidade de Elio, ainda que tenha 17 anos, e que já tenha certa experiência e maturidade – ainda há uma sombra de ingenuidade nele, pouco percebida.

"É por isso que as pessoas dizem 'talvez' quando querem dizer 'sim', mas esperam que você pense que é 'não' quando o que realmente querem dizer é: Por favor, pergunta de novo, e depois mais uma vez?"

Não dá pra ignorar toda a ambientação que Aciman consegue fazer daquele lugar que, para todos, é maravilhoso, no interior da Itália. Você consegue ver o mar em sua mente, consegue sentir a brisa daquele clima contagioso. Tudo isso contrastado à incrível e muito bem colocada sensualidade da história. Ainda que o local traga uma certa paz e tranquilidade, a sensualidade vem trazendo o caos, ainda que somente para Elio e Oliver, e para os leitores.

Eu divido o livro em quatro partes, pra mim mesmo, pelo menos. A primeira é o momento da descoberta dos sentimentos de Elio por Oliver, essa paixão que ele sente sem nem mesmo saber disso, ou saber como lidar com isso, sem perceber os sinais claros de uma possível reciprocidade. O segundo momento é quando as cartas estão todas a mostra e isso nos revela muita coisa e nos traz momentos muito importantes e interessantes.

O terceiro, e mais intenso, para mim, é quando os dois viajam para Roma, um presságio do fim dos momentos juntos para Elio e Oliver. Lá, mesmo em poucas páginas, acontecem coisas tão mais intensas quanto o resto do livro. E não falo de sexo, mas da intensidade de sentimentos e de crescimento para o próprio Elio, conhecendo um mundo novo, um mundo que, para Oliver, é tão comum, mas que logo Elio se encaixa. O quarto momento, é o depois... o depois é sempre tão doloroso quanto intenso, e surpreendente. Definitivamente não era como eu esperava que as coisas aconteceriam...

"Ser feliz talvez não fosse tão difícil, afinal. Eu só precisava encontrar a fonte de felicidade dentro de mim em vez de esperar que ela viesse dos outros na próxima vez"

Bom, sem querer me prolongar mais, e sem querer dar mais spoilers (espero ter pegado leve), apenas queria dizer que ainda não assisti ao filme tão aclamado, o que farei em breve. Mas eu tenho dúvidas se ele é tão intenso quanto o livro é, porque, sim, eu pessoalmente prefiro os livros às adaptações. Não há formas de expressar melhor certas coisas do que com as palavras, pois elas têm um significado tão grande que é difícil superar sua importância no momento de nos passar emoções. Mas, claro, isso sou eu. Se você se sente assim também, me avise, pra eu saber que não sou o único.

Se vocês tiverem esse impasse quanto à leitura desse livro, assim como eu, meu único conselho é: leiam. Não percam tempo. Quando começar, você logo verá que não tem como se arrepender, nem o que temer. Esse é um livro em que não importam as convenções sociais tão discutidas hoje em dia. O que realmente importa é o sentimento que essa paixão nos transmite, são as lições que são tão bem construídas por Aciman, ainda que nas entrelinhas...

site: https://estacaoimaginaria.wordpress.com/2018/05/18/resenha-me-chame-pelo-seu-nome/
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Eris 30/05/2018

Não achei legal.
Talvez por não ser uma leitura ao qual estou acostumado, achei o livro chato, a leitura não é fluida e o final é um tanto sem graça.
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Ju Furtado 27/05/2018

Cansativo
O livro tem passagens lindas, um enredo maravilhoso e páginas demais.
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De Olivato - @olivatobooks 26/05/2018

É isso
Este livro se passa na costa italiana e traz a história do Elio que tem 17 anos e é o filho de um professor universitário importante que durante o verão abre a sua casa para receber um novo escritor. Neste verão, o escritor escolhido se chama Oliver.

Oliver tem 24 anos e veio dos Estados Unidos. Elio se encanta desde o primeiro momento por esse estrangeiro que chama a atenção por ser espontâneo e bonito. A convivência entre eles não é fácil, mas passado esse momento, os dois começam a conviver mais e a paixão de Elio vai aumentando até que para sua surpresa, começa a ser retribuída por Oliver e promete ser a experiência mais intensa de sua vida.

Não me senti encantado por esse livro e vou dizer o porquê. Não gostei do amor obcecado que o Elio sente, teve um momento do livro que ele pensou que poderia matar o Oliver para se livrar do sentimento, ele até pensou em causar um acidente que deixasse o Oliver paraplégico porque pelo menos assim, nas palavras dele “saberia seu paradeiro e seria fácil encontra-lo”, isso não é saudável nem fofo.

Outra cena que eu não vi necessidade foi quando o Oliver usa o banheiro e o Elio pede pra ele não dar descarga porque ele quer ver – eu vou pensar que era apenas o xixi pra não tornar essa cena ainda pior – e criar uma maior intimidade entre eles.

Não gostei da forma como o Elio usa uma garota como se ela fosse apenas um objeto, inclusive ele gostava de transar com ela e depois transar com o Oliver pensando que ele estava sentindo no corpo do Elio o cheiro da garota. O livro é cheio de joguinhos onde um finge pro outro desapego e indiferença.

Mas não são apenas coisas ruins, o livro tem várias frases lindas, amei o significado do título, a aceitação narrada no livro também foi incrível. Ainda consigo sentir o impacto da última página. No Skoob, eu dei 3 estrelas, pensei em dar 2,5, mas as coisas ruins não anulam todas as boas. É um livro bem descritivo, acho que a maioria das cenas ficariam melhores em filme mesmo – que ainda não vi, mas quero ver.

site: https://www.instagram.com/p/BhMLi7IloFp/?taken-by=olivatobooks
Tonný 26/05/2018minha estante
Só expectativas para este livro...


De Olivato - @olivatobooks 26/05/2018minha estante
Não gostei muito, infelizmente




Vorspier 16/05/2018

Me chame pelo seu nome
O livro é muito melhor que o filme, e muito mais triste também.

(Mas eu fiquei com muita raiva do Elio, com um desejo incontrolável por Oliver, ao mesmo tempo não indo direto ao ponto. Uma sensação do tipo "Eu quero MUITO ele, mas eu quero que ele descubra pelos sinais que estou dando! Ele precisa corresponder!"; ou "Pelo amor de deus, não faça tal coisa comigo que senão eu morro".)
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Marcela 09/05/2018

Resenha do blog mulhericesecialtda.com
"O verão em que aprendi a amar pescar. Porque ele amava. A amar correr. Porque ele amava. A amar polvo, Heráclito, Tristão e,. O verão em que ouvia o canto de um pássaro, sentia o perfume de uma florou o vapor subir pelos pés em dias quentes e ensolarados e, como meus sentidos estavam sempre alerta, automaticamente pensava nele." pag. 26

Me Chame Pelo Seu Nome é um livro de muitas faces. Altamente erótico e sensível, a estória é contada por seu protagonista Elio. Ele é um rapaz de 17 anos, bissexual, muito culto, filho de pais intelectuais e liberais, e esta passando as férias de verão na Itália.
Oliver foi o candidato aceito pelo pai de Elio, que todo ano recebe um jovem acadêmico em sua casa para ajuda-lo com as pesquisas universitárias.
O livro já começa com o narrador querendo entender como essa atração entre os dois começou. O leitor é contagiado por esse clima de desejo e torce para que Elio seja correspondido, mas até certo ponto Oliver se mostra indiferente e distante, com o tempo os dois se permitem entrar num mundo de prazer e paixão.

Não indico a leitura para adolescentes, eu achei algumas partes bem eróticas, o que não é necessariamente ruim, mas acredito que seja um conteúdo adulto.
O livro é dividido em 4 partes e a quarta e última, para mim, é a mais bonita, com uma sensibilidade ímpar.
Em alguns momentos achei excessivo o uso da descrição de paisagens e lugares ou até mesmo os diálogos em italiano e as explicações sobre escritores.

"-Me chame pelo seu nome e eu vou chamar você pelo meu.
Era algo que eu nunca tinha feito na vida e, assim que disse meu próprio nome como se fosse dele, fui levado a um domínio que nunca tinha compartilhado com ninguém, e que não compartilhei desde então." pág. 158

Confesso que em algumas partes fiquei sem ar...o autor soube como poucos a descrever cenas e atos sensuais.
As reflexões de Elio sobre esse amor, sobre a indiferença de Oliver, sobre a distância entre eles é muito bonita e até mesmo as reflexões sobre o sexo. Não se trata apenas de um romance LGBT, mas de um romance entre pessoas que se gostam e se sentem atraídas. Fica claro que pouco importa se são dois homens, são sobre tudo dois seres apaixonados.

Paguei R$22,90
Ricardo Pereira 15/06/2018minha estante
Amei sua resenha.




Bia 06/05/2018

2.75
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