Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome André Aciman




Resenhas - Me Chame Pelo Seu Nome


81 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Nat 22/04/2018

Obra de arte fora do museu
Esse livro foi simplesmente o melhor livro que li até agora, chorei muito e continuo chorando, mas é um choro bom, esse livro nos faz sentir coisas que achamos impossível serem sentidas enquanto lemos, é tão sensível e ao mesmo tempo da um soco no nosso estômago como se implorasse para acordarmos pra vida e pras coisas lindas nela, o quanto podemos aprender na vida dos outros. Vontade de viver acho que é a expressão perfeita de o que este livro nos dá, da vontade de sair e conhecer pessoas, errar, chorar, sorrir e se apaixonar, ninguém é capaz de lê-lo e dizer que não sentiu nada com a história. Esse com certeza vai ser um livro que vou querer levar pra aonde for, como uma leitura pra me dar paz e me lembrar das coisas boas da vida. Quero relê-lo e depois de novo, e de novo e de novo pra sempre. Sobre comparar com o filme, acho que na maioria das partes o filme seguiu bem fiel ao livro, somente o final tem mudanças, mas com certeza a escolha dos atores foi perfeita, não podia ter sido melhor, e tudo ficou lindo no filme!
comentários(0)comente



Andrey 21/04/2018

UMA OBRA DE ARTE
Apesar dessa foto bem simples, não se precipite a ponto de pensar isso também do livro. “Me chame pelo seu nome” passa bem longe de ser simples. Com uma carga emocional muito forte, ele é realista e mostra como o destino pode ser cruel.

A história se passa na Itália dos anos 80, com o clima agradável e tranquilo do verão. Oliver, um escritor e professor americano foi convidado a passar uma temporada de verão na casa da família do jovem Elio. Isso acontece porque os pais de Elio sempre recebem um convidado nessa época do ano, com o objetivo de que este possa – além de desfrutar do verão italiano – acompanhar a tradução de um manuscrito seu que será publicado no país e ajudar o pai do jovem com as suas pesquisas acadêmicas.

Elio está de férias, e divide seu tempo entre leituras, transcrições de músicas, e ainda pratica no seu piano, e, assim como nos anos anteriores, já está acostumado com os convidados de seus pais. Entretanto, no momento em que o americano chega, ele já percebe que aquele verão será diferente. As primeiras palavras de Oliver já têm grande influência sobre Elio, que começa a aprecia-lo e analisar cada detalhe dele, abrindo espaço para o que se tornaria uma paixão de verão.

O livro tem um quê agridoce, assim como o relacionamento do jovem italiano e do professor americano. Além disso, ele é bastante imersivo, uma vez que é narrado em primeira pessoa por Elio, sendo possível mergulhar nos pensamentos e devaneios do jovem. Considerando isso, você consegue entender e as vezes até prever os movimentos e comportamentos de Oliver, justamente pelo fato de Elio observar e analisar todos os aspectos em volta do americano com tamanha voracidade, empenho e desejo.

Ambos personagens principais são extremamente bem construídos e possuem características únicas. Nesse sentido, é prazeroso ver a relação dos personagens crescer de forma natural e realista, e ver também como ela toma um rumo imprevisível, forte e arrebatador, capaz de deixar qualquer leitor que tenha entregue seu coração à história de Elio e Oliver, com lagrimas escorrendo pelo seu rosto.

site: https://www.instagram.com/dreybooks
comentários(0)comente



Michele 18/04/2018

Later!
vi o filme por conta das indicações ao Oscar, sem pretensão alguma e me apaixonei assim como Elio por Oliver. Revi o filme e decidi que precisava ler o livro. Comprei a obra original, li, sofri ainda mais que com o filme, e no dia seguinte comecei a releitura. Ambos, livro e filme, se completam e isso é o resultado de um trabalho poucas vezes visto. André Aciman entrou pra lista dos melhores autores que já li e James Wright, roteirista do filme, mereceu aquele Oscar com todos os louvores. Luca Guadagnino, pela visão artística, Armie Hammer e Timothée Chamalet por terem dado vida a Oliver e Elio com tamanho talento, Sufjan Stevens pela sensibilidade em traduzir tudo aquilo em música; enfim, todas as pessoas envolvidas estão mais que de parabéns.

Estou obcecada por essa história, ela exerce um fascínio sobre mim que nem sei por onde começar a descrever. Por isso, reconheço que já está na hora de me afastar um pouco. Later, CMBYN.
comentários(0)comente



Hellen @Sobreumlivro 16/04/2018

Call me by your name, and I'll call you by mine.
"Me chame pelo seu nome" é um livro interessante e um filme incrível! Uma história poética, de uma sensibilidade ímpar que torna difícil a missão de falar sobre ele.

Portanto, hoje trouxe alguns motivos para você ler, ASSISTIR e se encantar por Elio e Oliver.
.
Antes disso, uma breve apresentação:

É verão na Itália, e a casa de veraneio de Elio e sua família está cheia! Seja para um jantar ou um breve passeio, a casa está sempre aberta! E, como todos os anos, abrem-se as portas para um aspirante a escritor.
Desta vez, o intercambista se chama Oliver.
E entre banhos de piscina e passeios, discussões acaloradas, indiferença e medo, um romance floresce.
.
É UMA HISTÓRIA DE AMOR DE VERÃO! Mas não espere um romance comum, é um livro intenso, chocante e descritivo. E, apesar da sinopse transparecer um romance água com açúcar, André Aciman o transforma em uma narrativa crua e metafórica.
.
"Todas as minhas preces eram para o tempo parar. Que o verão nunca acabe, que ele nunca vá embora, que a música toque para sempre."
.
É UM ROMANCE LGBTQ+
Quem costuma ler livros com a temática LGBTQ+ sabe quão difícil é encontrar romances intenso sem grandes cargas dramáticas. Em Call me by your name, é isso que acontece.

NARRATIVA POÉTICA
comentários(0)comente



Manu 16/04/2018

Um suspiro a cada página
É com o coração em frangalhos, semirecuperada de três metros de ranho escorrendo pelo nariz, que venho falar de Me chame pelo seu nome – o livro que está marcando minha volta definitiva à leitura, parcialmente abandonada de um ano pra cá.

O livro foi lançado em 2007, mas demorou isso tudo pra chegar ao Brasil porque só agora foi de interesse dos filhos da puta dos marketeiros, aproveitando o sucesso da adaptação cinematográfica que foi uma das candidatas ao Oscar 2018 e um dos melhores filmes que assisti no ano passado. Bom, a justiça tarda, mas não falha. A divina, no caso. Acho. Porque o que importa é que, mesmo já tendo assistido ao filme, a leitura de Me chame pelo seu nome foi uma das mais prazerosas e marcantes dos últimos tempos.

Eu diria que, desde as primeiras páginas, minha vontade era de largar tudo, antecipar minha cidadania italiana e viajar pra Europa a fim de fazer jus ao tamanho do meu nariz junto aos meus semelhantes. Não sei exatamente qual foi a mágica de Aciman (inclusive, estou estudando isso), mas ele transformou uma história repleta de dias de marasmo em uma linda confissão de desejo e um turbilhão de sentimentos conflitantes que determinaram o ritual de passagem de Elio. Aciman demonstra ser um profundo conhecedor das ações e reações humanas, do que idealizamos, experimentamos e sofremos com o primeiro amor. Me chame pelo seu nome é pura poesia que me deixou absolutamente fascinada e envolvida. É literatura de alta qualidade que parece ter sido amarrada com parágrafos de palavras escolhidas a dedo. Nada sobra, nada falta: tudo feito na medida para arrancar suspiros frequentes.

Em passagens fluidas, Elio nos conta suas lembranças daquele verão dos anos 1980 que o marcaria para sempre em uma linguagem coerente com o perfil de um adolescente acima da média, que lê filosofia e estuda música erudita, mas cheias de visceralidade, delicadeza e erotismo. Me chame pelo seu nome é sobre Elio; sobre autodescobertas, tanto sexuais quanto de identidade no mundo. É impressionante como me peguei ansiosa, como Elio, para descobrir se o que ele tanto queria iria se concretizar, ao mesmo tempo em que o medo era óbvio e angustiante. "É melhor morrer ou falar?" E o Elio queria, e que se reflete totalmente no título da obra, era mais do que observar e amar cada pedacinho de Oliver: era ser o Oliver, estar nele, sob suas roupas, em sua pele, e que Oliver também experimentasse o mesmo. Intenso, como geralmente é.

O filme é muito fiel ao livro, salvo pequeninas mudanças, inclusive no final. A cena do pêssego está presente, e longe de ser escandalosa. Como no filme só podemos interpretar a linguagem corporal de menino Timothée Chalamet e, no livro, o que ele sente é bastante destrinchado, talvez neste fiquem mais "compreensíveis" suas intenções. E para a Galera Chata do Caralho™ de plantão, Me chame pelo seu nome não bate na tecla da homofobia, do ser gay ou não ser, ou da aceitação. Não que a obra original precise confirmar a ausência dessas questões no filme, porque eu sou da opinião de que filme não é obrigado a abordar tema nenhum (como esses, por exemplo, do universo LGBT). E, sinceramente, nem é preciso que o livro diga com todas as palavras; só o fato de Elio e Oliver demorarem tanto para enfim colocarem as cartas na mesa já implica nesse contexto.

Inclusive, pincelando isso com chave de ouro, aquele monólogo MARAVILHOSO do pai do Elio que há no filme está aqui, quase integralmente idêntico. Não vou transcrever porque seria spoiler, mas é algo sobre não evitar sentir dor, porque evitar o que quer que seja é um desperdício. O tipo de trecho de um livro que você tem vontade de grifar, recortar, colar na parede, criar gif e enviar para todos os contatos do Whatsapp, depois de dar um abraço.

Terminei Meu chame pelo seu nome da melhor maneira possível: com a voz de Sufjan Stevens entoando Mystery of love na minha cabeça. Sem fôlego. Certa de que precisaria recomendá-lo ao maior número de pessoas imaginável.


"Encontramos as estrelas, você e eu. E isso só acontece uma vez na vida"

site: http://www.vemaquirapidao.com/2018/04/me-chame-pelo-seu-nome-andre-aciman-resenha.html
comentários(0)comente



Rafa 16/04/2018

Sensível, tocante e único
O livro é narrado em primeira pessoa, com uma prosa poética, por um dos personagens principais, Elio.

Elio é um italiano de 17 anos, extremamente culto para idade, que gosta de transcrever música clássica, de leitura e vive com os pais, em uma cidade denominada B, no norte da Itália. Todo o verão eles recebem um jovem estudante em sua casa, para publicação de livros ou pesquisa de campo e afins.

O livro começa com Elio, obviamente mais velho, relembrando o verão em que ele conheceu Oliver, e se apaixonou por ele.

Acredito que seja um romance de formação, por mais que tenha uma temática LGBT.

Quando iniciei a leitura, tive receio não conseguir prosseguir, do livro em si ser muito cansativo, mas ele é tocante. O romance mesmo demora muito para acontecer, não é algo que Elio e Oliver sabiam sobre si mesmos, eles possuem uma relação "conturbada", mas se tornam amigos e amantes, aprendendo muito um com o outro.

Elio sempre se relacionou com mulheres, é nítido que ele sente prazer sim, porém com a chegada de Oliver, vemos um despertar nele que jamais sentiu antes. Tanto que a descrição dos sentimentos por Oliver são reflexivas, únicas e angustiantes, nos remetendo a nossa própria adolescência e seus exageros.

O título do livro tem tudo haver com a história, em meu entendimento, é um encontro de almas tão forte e arrebatador, que se fundem uma na outra, tornando-se uma só, e por isso Elio e Oliver se chamam um pelo o nome do outro, tornando o extremo de se sentirem a mesma pessoa.

Enfim, é livro diferente do habitual, de grande sensibilidade e com muita reflexão sobre nossas descobertas, quem somos ou seremss, mas principalmente sobre o amor em seu contexto dilacerado. O tipo de livro que sempre descobriremos mais e mais ao refazer a leitura.

"Nas semanas que passamos juntos naquele verão, nossas vidas mal se tocaram, mas nós atravessamos para o outro lado, onde o tempo e o céu alcança a terra e nos oferece o que é divinamente nosso desde o nascimento. Encontramos as estrelas, você e eu. E isso só acontece uma vez na vida".
comentários(0)comente



Pedro.Magalhaes 13/04/2018

A singela inocência do pêssego.
O que falar de ?Me chame pelo seu nome??

Um livro simplesmente lindo, que vai contar a primeira paixão de um jovem adolescente chamado Elio, pelo Oliver que é aluno de seu pai.

Um livro incrível, com uma linguagem meiga de um garoto em suas descoberta. Cenas surpreendentes, que vão fazer você relembrar de como foi a sua descoberta.

Um livro para ser sentido, entendido e degustado. Pois, algumas partes poderiam parecer cansativas, já que possuem referências de escritores e falas em italiano, além é claro da grande oportunidade de você degustar do sabor do pêssego.

Recomendo a todos que estão pensando em ler a lerem. E se não querem ler porque o protagonista é gay, recomendo ler mesmo assim. Pois o livro fala acima de tudo de amor, não importando a sua orientação.

Dei cinco estrelas e daria mais se pude - se. Simplismente estou apaixonado pelo livro.
comentários(0)comente



Pedro Henrique 12/04/2018

sustente meu olhar e me chame pelo seu nome.
terminei de ler o livro faz algumas horas. parei de chorar um tempo depois. conversava sobre o livro com um amigo. decidi deixar gravado aqui as palavras que disse para ele sobre o que senti enquanto lia o livro, porque quero guardar minhas palavras em algum lugar.

"tava lendo me chame pelo seu nome, foi a terceira vez que comecei a leitura mas foi a primeira que cheguei a última página, algo mudou.
a primeira vez foi ano passado, descobri que uma adaptação estava pra sair por um post de um americano num blog em que ele falava que estava ansioso pela adaptação porque tinha lido o livro há cinco anos e que era um de seus preferidos. era madrugada e eu fiquei mais de uma hora procurando um pdf porque ainda não tinha uma edição em português. desisti da leitura depois de umas oitenta páginas.
deixei pra lá até ver o filme no cinema pela primeira vez. comprei o livro e comecei a ler enquanto revia o filme. revi o filme quatro vezes mas doía muito e decidi que tava cansado de sofrer, queria ser feliz. então comprei livros felizes e esperei eles chegarem, sem perceber que enquanto esperava acabei sendo feliz. quando eles chegaram semana passada já não tinham mais serventia.
daí deixei todos de lado e recomecei a leitura. estava prestes a dizer que eu mudei, mas apesar de verdadeira não sei dizer se tal afirmativa tem algo a ver com eu ter terminado dessa vez. não sei dizer se amo essa história, mas posso dizer que estou obcecado desde a primeira vez que tive contato.
acho que a coisa mais sincera que posso dizer sobre o livro é que não sei o motivo dele mexer tanto comigo, poderia dizer que me identifico com o Elio, que a sua maneira de pensar e agir ecoam muito em mim, poderia apontar o óbvio da história ser mesmo triste, dizer que o amor não ser o suficiente me causa as lágrimas, sei lá. todos esses clichês são verdadeiros mas nenhum deles é o motivo real.
a verdade é que eu genuinamente não sei o motivo real. eu choro e não só pela história me emocionar, é claro pra mim que esse choro tem um motivo. eu não sei explicar. talvez eu ainda não esteja pronto pra admitir o motivo pra mim mesmo. seja lá o que for que dói tanto dentro de mim, me assusta muito. ainda não to pronto pra lidar. agora que parei de chorar to me sentindo meio entorpecido. meio vazio.
vou revisitar o filme agora de tarde e deixar doer. depois vou viver mais um pouco. talvez daqui alguns meses decida voltar a história e esteja pronto. talvez passe a vida inteira voltando e sentindo sem nunca entender."

o que deixei de dizer nessa conversa foi que, uma parte de mim, realmente espera nunca entender. a melhor parte nessa leitura foi descobrir que ainda existem tantas coisas dentro de mim que não sei explicar. coisas que não cabem em palavras. transbordam. com certeza vou revisitar essa história outras vezes e espero nunca saber dizer ao certo. enquanto eu não souber, esse vai continuar sendo meu livro preferido.
comentários(0)comente



Dressa 09/04/2018

It's better to speak or to die!?
Não tem como descrever o livro. Eu estava há anos sem ler e voltei por causa dele.

Eu amo tudo relacionado, a forma como o autor escreveu a história e a forma como Ellio retrata sua juventude naquela época é como se estivéssemos ali não somente como um observador, mas um ponto chave. É uma história tátil.

Gosto como Ellio desaflora seus desejos, tanto por Oliver tanto pela Marzia, tudo de uma forma crescente, profunda, duvidosa, sensual e envolvente. A ponto de nos apaixonarmos com Ellio.

O desenvolver de tudo pode te deixa em dúvida a continuar por ser aos poucos, mas você sente todo o sentimento em cada palavra que eles trocam, sentimos o que Oliver quis dizer e também o que Ellio compreendeu, como ele enxergou, como chegou até ele. E como cada coisinha mexe com um turbilhão dentro dele fazendo ele repensar e duvidar de coisas que segundo atrás ele tinha certeza. É ótimo ver como ele deseja o Oliver ao mesmo tempo que ele não sabe se deseja porque ama ou deseja porque está com tesao, mas na verdade debaixo dessa dúvida ele já tem a resposta certa para si.

É indescritível como toda a história segue um rumo inesperado e te traz uma ansiedade a cada momento. Sentimos mais ansiosos e presos que os próprios personagens em suas vidas tão distantes e nos seis desejos guardados e reprimidos. Sentimos vontade de gritar com eles e por eles.

Somos capazes de sentir o amor mais verdadeiro e genuíno entre eles. Um amor totalmente íntimo. É lindo como eles quebram todas as barreiras entre eles até se tornarem um ao outro. Não tem vergonha, não tem timidez, não tem segredos, tem uma intimidade, um mundo somente deles e criado para eles.

E claro eu chorei horrores nas últimas partes, sem passar em branco o diálogo tão maduro entre o pai de Ellio e ele. É uma das partes mais marcantes e importantes.
comentários(0)comente



Lizi Cordeiro 08/04/2018

Só posso dizer
Que a gente termina de ler querendo ler de novo.
comentários(0)comente



Jéssica - @cjessferreira 08/04/2018

“Me chame pelo seu nome e eu vou chamar você pelo meu.”
Falar sobre Me Chame Pelo Seu Nome é algo singular, ímpar em toda a minha vida. Não sei se começo pelo enredo, pela narrativa ou pelo que senti durante as 288 páginas... Ainda sinto um turbilhão de sentimentos por aqui, então vou começar pela ordem que meu coração mandar.

Elio passa os verões numa belíssima e aconchegante casa na costa italiana, acompanho dos pais, vizinhos, amigos, músicas e livros. Filho de um professor universitário, Elio está acostumado a receber hóspedes escritores por algumas semanas em troca de favores com seu pai. O que Elio não esperava era que um hóspede em especial bagunçaria todas as suas melodias, suas palavras, seus sentimentos e sua razão: Oliver.

Entre canções e poesia, o livro de André Aciman me conquistou pela narrativa, pela paixão e pela nudez crua das relações. Um mundo diferente surgiu diante dos meus olhos, e eu disse Entre. Entrem, Elio e Oliver, e permitam-me conhecer um pouco mais sobre o amor.

Eu me senti como Elio. Era capaz de prever os movimentos de Oliver, estudá-lo, sentir sem tocá-lo, imaginá-lo e passar horas interpretando cada expressão, cada silêncio e cada palavra. Eu vivi uma vida inteira nesse livro! Fui à Roma, cumprimentei Heráclito, ouvi piano e nadei no paraíso. Eu fui até o mais íntimo possível de duas pessoas apaixonadas. E eu disse Entrem.
"Se houver dor, cuide dela, e se houver uma chama, não a apague, não seja bruto com ela. Arrancamos tanto de nós mesmos para nos curar das coisas mais rápido do que deveríamos, que declaramos falência antes mesmo dos trinta e temos menos a oferecer a cada vez que iniciamos algo com alguém novo. A abstinência pode ser uma coisa terrível quando não nos deixa dormir a noite, e ver que as pessoas nos esqueceram antes do que gostaríamos de ser esquecidos não é uma sensação melhor. Mas não sentir nada para não sentir alguma coisa… que desperdício!”

Me Chame Pelo Seu Nome é a história de um primeiro amor de verão. É quente, doce, impulsivo e inesquecível. Eu poderia passar horas numa cadeira de praia observando Elio e Oliver, e ainda assim, jamais, saberia o que dizer. Há coisas que só é possível entender, compreender e sentir.

Se não depois, quando?
Se’lamore...
Até depois, Oliver.

site: www.instagram.com/cjessferreira
comentários(0)comente



Clau 04/04/2018

Bem mais ou menos
Conheci o livro através do filme, o qual ainda não tive a oportunidade de assistir, e me interessei bastante pela sinopse.

O livro é dividido em quatro partes, das quais achei a primeira um pouco arrastada, a segunda e a terceira são ótimas, e a quarta mediana. A leitura do livro flui de maneira um pouco lenta, com passagens muitas vezes desnecessárias e repetidas. Confesso que pulei alguns parágrafos por pura preguiça de ler descrições sobre São Clemente e a Tailândia (quem leu saberá a qual passagem me refiro). Entretanto, há algumas passagens maravilhosas, em especial alguns momentos entre as personagens principais, as quais fazem o coração palpitar de animação, por tal motivo achei uma boa estória. É bastante provável que eu não releia o livro, mas é uma leitura relevante para a comunidade LGBT, e fico feliz pelo sucesso que está fazendo.
comentários(0)comente



Thai 03/04/2018

Minha nova obsessão
Li o livro em um único dia depois de ver o filme e quase morrer de chorar vendo, quase perco a alma lendo o livro. A experiência e expectativas do primeiro amor, aquela obsessão sobre a pessoa, a marca que a pessoa deixa mesmo depois de anos. Nossa, esse livro mexeu muito comigo. Entrou pra lista dos favoritos
comentários(0)comente



Maria.Auxiliadora.Durán 03/04/2018

Me chame pelo seu nome
Escrito há dez anos por André Aciman, autor de origem egípcia e radicado nos EUA, ?Me chame pelo seu nome? ganhou tradução no Brasil devido à adaptação da obra para o cinema, em 2017.
.
Elio, jovem de 17 anos, narra um dos verões de sua vida na paradisíaca costa mediterrânea, quando seu pai, professor universitário, recebia anualmente um aluno, para trocas e ajudas acadêmicas. Num destes verões, nos anos 80, a família recebe o americano Oliver, 7 anos mais velho que Elio e jovem escritor prestes a se consagrar.
.
Comecei este livro achando que falava de juventude, paixão e tesão entre dois homens, Elio e Oliver. Terminei compreendendo que narra o amor mais verdadeiro, intenso, transparente e eterno que pode haver entre duas pessoas, aquele que uma vida não é suficiente para fazer esquecer.
.
Não é uma obra para resenhas; é para senti-la, acompanhar toda a descrição sensorial, experimentar o verão italiano, viver todos os sonhos e as frustrações das personagens, tentar aprender com a sabedoria de vida que o livro nos apresenta.
.
É disto que o livro fala: do pertencimento de uma pessoa à outra, independente do que ocorra na vida.
.
?[...] finalmente encontrei a vida que era certa para mim, mas que não pude ter. [...] Nós éramos um do outro, mas tínhamos passado tanto tempo separados que agora éramos de outras pessoas. Posseiros, nada mais que posseiros [...].?
comentários(0)comente



Rodolfo.Vieira 30/03/2018

Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez
A beleza e a dor do primeiro amor. A tristeza no adeus. O amor sem rótulos e sem julgamentos. O deslumbramento, a confusão, a entrega completa. O tempo é o vilão e com ele ninguém pode. Um livro arrebatador.
Gui 31/03/2018minha estante
Fiquei igualmente encantado como tu, e pra mim essa história fala também abertamente sobre o amor, mas não o amor falado e declarado e sim o amor vivido e sentido na forma mais crua possível. O amor ao outro, ao espaço que vivo etc.




81 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6