Estamos Todos Completamente Transtornados

Estamos Todos Completamente Transtornados Karen Joy Fowler




Resenhas - Estamos Todos Completamente Transtornados


8 encontrados | exibindo 1 a 8


romulorocha 09/11/2020

Estamos todos completamente transtornados - Nota 8,5/10
A obra foi vencedora do PEN/Faulkner Award e finalista do Man Booker Prize 2014, vindo a ser publicado no Brasil em em 2018 pela Rocco.
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Em Estamos todos completamente transtornados, Rosemary Cooke é filha de um casal de psicólogos americanos que realizam estudos comportamentais com chimpanzés. Na trama, Rose relata suas lembranças e vivências sendo cercada por pesquisadores e entrevistas desde sua tenra idade ao lado de Fern, uma chimpanzé que considera como sua irmã. Quando Rose tem 11 anos, com a falta de financiamento para pesquisas, seus pais se desfazem de Fern, sem explicações e despedidas. A partir deste momento, surgem para Rose uma série de questionamentos e descobertas sobre o paradeiro de Fern e o que de fato seus pais haviam feito todos estes anos.
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O livro aborda a temática da pesquisa envolvendo animais de forma tocante e sensível. Alguns dados, inclusive, apontados na narrativa são reais. É um excelente livro para nos ajudar a compreender a realidade de boa parte das pesquisas envolvendo animais e o seu impacto na vida não só dos animais quanto das famílias envolvidas.
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?Os psicólogos não deixavam o trabalho no escritório. Eles o levavam para casa. Conduziam experiências na mesa do café da manhã, transformavam suas próprias famílias em um espetáculo de aberrações, e tudo isto para responder perguntas que pessoas decentes nem pensariam em fazer?.

?Eu lhes conto que Fern é um chimpanzé e imediatamente vocês deixam de pensar nela como minha irmã. Em vez disso, acham que aamávamos como se ela fosse uma espécie de animal de estimação?.
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Patricia.Pereira 04/04/2020

Achei a leitura interessante, no entanto a forma como foi escrito me deixou ansiosa. É um vai e vem. Foi como entrar na cabeça de alguém que tenta organizar seus pensamentos. Alguém falando em voz alta suas ideias e angústias mas sem conclusões e fechamentos claros. Ela fala de coisas duras num tom casual e gasta muitas páginas em coisas superficiais. Parece que ela tinha muito a dizer mas usou as palavras para nos distrair e nos fazer esquecer o que ela tinha de mais profundo pra contar.
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SMiletic 04/08/2018

O quanto um chimpanzé pode afetar uma vida?
Conhecemos Rosemary Cooke aos 40, mas ela começa a nos contar sua história pela metade, quando tinha 22 anos, havia acabado de entrar para a universidade e "fugia" do seu passado, da perda de sua irmã e do desaparecimento de seu irmão mais velho. Na verdade, fugia de qualquer coisa relacionada à estranha infância que teve em uma família que incluía um pai pesquisador científico e um chimpanzé.

Alguns compram livros pela capa, eu comprei Estamos Todos Completamente Transtornados por causa do nome. Como um livro com um nome como esse não será muito divertido? Eu não fazia ideia de sua história, mas ele é da mesma autora de O Clube de Leitura de Jane Austen.

E esse nome? Pois bem, se você como eu está em busca de diversão, esse não é seu livro.

Não que ele seja ruim, não me entendam mal, ele é apenas bem diferente do que qualquer um que não leu a sinopse possa imaginar. Você leu a sinopse oficial? Se sim você sabe o quanto o tal fato de existir um chimpanzé na família afetou o passado, presente e futuro de Rose.

O livro fala do uso de animais para fins científicos e da vida e características dos chimpanzés. Fala de grupos hoje considerados terroristas nos EUA por destruírem laboratórios e parques e soltarem animais na natureza.

Fala de vida familiar e segredos e de como a forma como nos lembramos de nosso passado pode não corresponder ao que realmente aconteceu.

Ele não é um livro divertido, mas com certeza é interessante. Diferente. Curioso. #livros #livros2018 #euamolerkindle
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malyricbum 15/07/2018

Hoje começo essa resenha sem saber ao certo como, mas, seguindo o conselho do livro em questão, começarei pelo meio.
Rosemary Cooke é uma estudante universitária com poucos amigos, calada e que evita a todo custo matérias que envolve estudo com primatas.
Ela costumava ter dois irmãos, mas hoje, se vê como filha única indo aos jantares de Natal em família onde o nome de seus outros irmãos jamais é mencionado.
Quando criança, Rosemary era conhecida por não conseguir calar a boca e hoje, aos vinte e poucos anos, ela simplesmente não consegue abrir. "Tenho uma família normal" é o que ela diz quando questionada sobre sua história, o que é uma mentira. Mas afinal, não estaríamos todos mentindo se afirmasse que tem uma família normal?
Um certo dia, ela conhece Harlow do Departamento de Teatro e acaba indo pela primeira vez para a cadeia. Essa nova amizade desperta nela sentimentos e sensações que antes ela sempre lutou para esconder.
Este livro não é um romance e muito menos um mistério. É um relato de que muitas vezes na expressão "ser humano" o "ser" tem mais valor que o "humano". É um livro surpreendente e eu sou extremamente grata por ter a honra de lê-lo. Não posso falar muito sobre a história dele, afinal, isso acabaria com toda a emoção.
"Estamos Todos Completamente Transtornados" é um livro incrível e merece ser lido por todos.
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Rittes 05/07/2018

Perdas e ganhos
Difícil classificar um livro como esse, mas acho que diferente seria uma palavra quase adequada, embora incapaz de traduzir o que fica depois da leitura. Gostei bastante, tanto que levei só dois dias para começar e terminar. Mas, não sei se vai agradar a todo mundo. Perdas, ganhos e suas consequências ao longo dos anos são a temática desta história comovente e muito bem contada. Experimente.
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Ladyce 24/06/2018

Houve profundo conflito entre minhas expectativas e o resultado da leitura de "Estamos todos completamente transtornados", de Karen Joy Fowler. Obra aclamada, finalista do Man Booker Prize, vencedora do Pen/Faulkner Award não passou de uma leitura mediana, às vezes irritante pelo gancho, muito forçado, pelo jogo de esconde-esconde com o leitor, numa tentativa de atiçar o interesse até descobrirmos, só na página 88, (nesta tradução de Geni Hirata), o verdadeiro segredo da irmã desaparecida.

A narrativa é fácil de ser seguida, a linguagem é moderna quase coloquial mas, como a própria narradora admite, a história começa no meio. Esse ir e vir do passado ao presente e ao meio da história, essa narrativa picada, cortada em pedacinhos, não adiciona nem tem grande valor estilístico. É obra plena em humor. Mostra personagens interessantes. Mas a profusão de eventos, de memórias, de atividades de personagens secundários, que recebem nome e sobrenome, descrições detalhadas e inúteis, é irritante. Há uma abundância do desnecessário, detalhes que distraem a atenção do drama familiar acumulam curiosidades factuais dispensáveis, veladas pela constante mudança na linha do tempo. Mais de uma vez questionei se iria ou não terminar a leitura.

Não gosto de literatura com agenda, ou seja, literatura que defende um ponto de vista político, luta social, direitos humanos, direitos dos animais, religiões, e outros assuntos do dia a dia. Ensaios, dissertações, artigos em revistas especializadas se prestam para isso. A boa literatura mostra, não pontifica. A literatura perde quando se encontra com estas “boas intenções” dos autores. A narrativa em defesa de um argumento empobrece e estreita a mente, características que se opõem à literatura. Livros com agendas temáticas parecem-se com obras de autoajuda ou religiosas. Infelizmente, "Estamos todos completamente transtornados" pertence a este grupo. Por usar o subterfúgio da narrativa na primeira pessoa, a autora evita argumentos contrários. Temos então uma obra proselitista, de catequese. Uma história, um romance, que não passa de apostolado, de propaganda de causa, com excesso de números, dados, informações científicas, sem disfarce.

Não vou revelar a causa, nem a virada da narrativa quando descobrimos a verdadeira natureza de Fern, irmã de Rosemary, filha caçula da família Cooke. Mas não gostei de me sentir manipulada em diversos níveis. Primeiro nesta descoberta, e depois na pregação, no partidismo em favor da agenda da autora, que muito me comove, e com a qual posso até concordar plenamente. No entanto, submeter valor literário a qualquer causa como esta, é depreciar a imensa porta para o auto conhecimento, para a imaginação, para a maturação emocional do leitor revelados pela leitura. Há aqui uma reversão de valores que acho detestável.
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