O Arroz de Palma

O Arroz de Palma Francisco Azevedo




Resenhas - O Arroz de Palma


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Dirce 13/02/2015

Da magia à sedução
Arroz de Palma provoca encantamento logo na capa pela delicadeza e beleza - contornada por rendinhas tendo no centro um coração preenchido com arroz. Arroz, o grão mágico e sagrado “ caído do céu” como chuva sobre os noivos ( José Custódio e Maria Romana) , e que a literalmente encantadora tia Palma ,face a fome e a pobreza que assolava Portugal, não hesitou em recolher o arroz, grão por grão, resultando em 12 quilos de arroz - tudo o que tinha para ofertar aos noivos. Entretanto, para o seu irmão José Custódio esse presente estava mais para um presente de grego e, ironicamente, é ele ( o presente) o causador da primeira briga do casal . Briga de recém-casados não dura muito e a paz reinou, porém o que o enfezado (literalmente) José Custódio não ficou sabendo é que o arroz deixou Portugal juntamente com o casal e a tia Palma rumo ao Novo Mundo – Brasil. Era o ano de 1.908.
Essas são as primeiras lembranças do octogenário Antonio ( cozinheiro por profissão), que ao preparar um jantar comemorativo – o centenário de casamento dos seus pais- , onde reuniria membros de várias gerações da sua família , se vê menino, sentado no colo de tia Palma, ouvindo e vendo embevecido as narrativas e encenações da tia Palma.
Eu, embalada pela escrita musical, como um passe de mágica, sentei, sem pedir licença, junto a quarta cadeira e a tia Palma e me tornei também uma sua espectadora e ouvinte. Acompanhei por meio dessa escrita compassada, como a batida do coração, a saga familiar do octogenário Antonio, até o ano de 2008. Acompanhei também as transformações ocorridas nesse intervalo do tempo: 100 anos – um século de inovações tecnológicas e de mudanças de hábitos e comportamentos, porém a família permaneceu com os ingredientes de sempre: ressentimentos, brigas, partidas, distanciamentos, apaziguamentos e a redenção, ingredientes que torna família, como dizia Antonio: um prato difícil de preparar.
O enredo traz um toque do realismo fantástico, o arroz não se deteriora em 100 anos, como não se deteriora as nossas idealizações, principalmente quando se trata de nossos filhos. Nosso filho real quase nunca ( ou nunca) corresponde ao nosso filho ideal, mas é ele que nos passa um ensinamento precioso. Filhos não são nossas extensões. Filhos têm vontade própria e, portanto, as suas escolhas não são as nossas escolhas e, muitas vezes, essas escolhas ,que à priori, condenamos, nos trazem muitas alegrias. Antonio não fugiu à regra e teve sua quota de aprendizado, já Isabel ( esposa do Antonio), talvez por ter menos expectativas em relação aos filhos, teve uma reação que surpreendeu o marido e o filho diante dessas escolhas.
Arroz de Palma está longe de ser uma obra-prima, mas é um livro que nos envolve como um abraço. É um livro que fala sobre um presente com poderes mágico e eu tive a felicidade de ser presenteada com esse livro pela Marta ( minha amiga virtual, mas não menos real) e pude desfrutar de uma leitura enternecedora, diria até mágica, e fui completamente seduzida pela narrativa do menino octogenário .

Marta 13/02/2015minha estante
Dirce, eu também concordo que não é uma obra prima, mas é um livro gostoso de ler, poético em certo sentido.
Eu me sentia sentada na cozinha da fazenda ouvindo Antonio contar sua história enquanto eu bebericava minha caneca de café.
Adorei a resenha. (vai eu chovendo no molhado, sempre gosto de suas resenhas)


Renata CCS 19/02/2015minha estante
Também quero ouvir as histórias da tia Palma. Quinta cadeira reservada para mim!


Helder 26/05/2015minha estante
Dirce, eu já acho que é uma obra de arte. Há tempos não era tão tocado por uma leitura. Posso dizer que li o livro inteiro com lagrima nos olhos. Uma preciosidade!


Ana Karina 23/06/2016minha estante
Excelente resenha, Dirce! Acabei a pouco a leitura e já deixou saudades!




Helder 18/01/2015

Saborosas Lições de Vida
É difícil tentar fazer uma resenha quando você encontra uma obra tão especial como essa. Minha vontade é escrever a resenha mais especial e interessante a ponto de convencer todos a lerem este livro, pois ele tem que ser lido.
Eu tenho uma opinião de que existem livros que devem ser lidos em certas idades. Alguns, se você passar da idade vai achar um saco (Apanhador no Campo de Centeio, A Vantagem de Ser Invisivel, Demian, etc). Outros, se você for muito novo talvez não entenda nada e não tenha paciência (Clássicos como Anna Karenina ou livros modernos como Precisamos Falar Sobre Kevin). Existem outros que devem ser lidos a cada 10 anos, pois sempre lhe trarão uma mensagem diferente (O pequeno príncipe, O Menino do Dedo Verde).
Arroz de Palma é uma mistura de tudo isso. Não deve ser lido por adolescentes, pois ainda estão muito longe daquela vivencia. Talvez a melhor idade para começar a lê-lo seja aos 40, como eu fiz, mas agora ao termina-lo, sei que precisarei lê-lo de novo aos 50, 60, 70, 80 e até quando meus olhos ainda conseguirem.
Quem nos conta a estória de um arroz muito especial é Antônio, cozinheiro profissional, que hoje aos seus 88 anos está preparando um almoço onde toda a família voltará a se encontrar para comemorar os 100 anos de casamento de seus pais. Com ele, voltamos ao passado dessa família. O casamento de seus pais em Portugal, a viagem para o Brasil, o nascimento dos filhos, os filhos saindo do campo e indo buscar a vida na cidade, a separação destes irmãos pelo tempo, os netos, e até os bisnetos. Tudo isso sendo acompanhado pela evolução do tempo. Das canetas tinteiros sendo substituídas pelo Messenger.
Parece uma estória simples, e é, mas numa linguagem tão poética que precisamos ter um lápis para sair marcando os trechos. No começo existem as metáforas comparando a vida em família com a culinária, mas aos poucos a linguagem vai ficando mais abrangente e vamos ficando cada vez mais emocionados, pois vemos nossos sentimentos explicitados no papel. E me pergunto: Como uma pessoa pode escrever daquele jeito? Teria o autor 88 anos também e toda aquela vivência? E são muitas as passagens. Impossível de lista-las aqui, sem deixar esta resenha com diversas paginas.
Começamos conhecendo Tia Palma com toda sua sabedoria e seu jeito teatral de ser. Existe um "quê" de realismo fantástico que a envolve. Vem dela o arroz, que seguirá durante anos nesta família. Palma vem para o Brasil junto com Joao e sua esposa, e vão morar numa fazenda, onde nasce Antônio e onde ele conhece Isabel, e ambos são abençoados pelo arroz trazido de Portugal. Mas “família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes”. Existem os irmãos, e depois seus filhos.
E Antônio vai nos contando a estória destes e vamos vendo características de nossas vidas ali. O tempo muda as vidas. Aquilo que antes era só um núcleo vai se ramificando e os interesses já não são os mesmos. Cada um vai seguindo seu caminho e parece que já não existe mais tempo para se encontrar no velho núcleo. E deixamos de lado aquilo que nos era tão importante e focamos no novo “ramo” que estamos formando e que a partir de agora passará a ser nossa família. E foi ai que o livro me pegou completamente.
Em minha vida vivo um momento muito forte de reencontro familiar e recomeço, onde existe toda uma incerteza com relação ao futuro “idealizado” e o que possa vir a ocorrer. Estamos mudando de cidade. Nova escola para nossos filhos. Como serão seus amigos? Como eles serão quando crescerem? Que caminhos seguirão? Quais “temperos exóticos” trarão para nosso seio??
Como não se emocionar com a relação de Antônio e seus filhos. Posso dizer que li as ultimas 70 paginas dos livros com lágrimas nos olhos. Quando Nuno resolve ir para Paris e explica sua decisão de vida para seu pai, tão claramente e sem medo. O casamento de Rosário. O jantar em Nova York. Os velhinhos do lado de fora do restaurante. O encontro com Damião no parque.
Que eu seja capaz de compreender e aceitar meus filhos como Antônio e Isabel conseguiram. Que meus filhos sempre me vejam como uma porta aberta e não tenham medo de dividir seus problemas comigo. Que nossos filhos possam nos amar tanto quanto Nuno e Rosário amavam Antônio e Isabel.
Mas lendo Arroz de Palma, recebi um pouco de conforto e algo ali me disse: Deixe rolar e assista. O filme da sua vida vai ser bonito. Apenas acredite e siga em frente.
Daqui a 10 anos, volto com certeza para reencontrar Antônio e os seus, e tenho certeza que as mensagens captadas já serão diferentes, e o mesmo daqui a 20 anos e assim a cada década, e te convido a fazer o mesmo.
Sente-se em uma das 12 mesas com oito lugares e toalha bordadas para o dia de Reis, e venha se fartar com o Arroz de Palma e as maravilhosas receitas de vida de Antônio.

“Meus filhos me mudaram. Cada filho é aprendizado, lição de vida. E ao mesmo tempo, muito dever de casa, exercícios complicados, que nós, pais, vamos tentando resolver com paciência a cada dia pela vida afora.”

“Neto faz bem a saúde. Se avô é pai com açúcar, neto é filho com proteínas, vitaminas e sais minerais. Um abraço de neto a cada 24 horas substitui perfeitamente qualquer tipo de medicamento”

“ Fiz ver a ele que não adiantam micro ondas com programação computadorizada, congelados, sopas instantâneas e tantas outras modernidades: sempre haverá sustos numa cozinha. Sempre haverá aprendizado. Maquinas se reproduzem e evoluem com tamanha rapidez que nem há tempo para conflitos entre uma geração e outra. Mas nós, humanos – mesmo os de ultima geração – somos lentos demais. Nossos progressos são imperceptíveis. Demoramos décadas para perceber êxitos e fracassos. Quando, depois de muito esforço, nos tornamos mestres na arte da culinária, quando, de olhos fechados, acertamos o ponto do doce, muitos já se foram. A família que se senta à mesa é outra. Já não somos netos, mas avós.”

“ A memoria afetiva do mundo vai se apagando, enquanto os dados do planeta cabem todos num computador”

“ Nossos defeitos e picuinhas nos tornam humanos e iguais a todos os demais neste planeta”

Leiam!!
Renata CCS 19/01/2015minha estante
Que resenha cativante e apaixonada, Helder! Está em minha lista de futuras aquisições, mas com essa resenha, vai para a sacola de compras ainda este mês!


Dirce 20/01/2015minha estante
Não dá para ficar imune a esta resenha. Quero ler esse livro.


Paty 21/01/2015minha estante
Resenha 5 estrelas!


Nanci 29/01/2015minha estante
Linda resenha, Helder.
Confesso que esse livro estava esquecido na minha estante. Graças a você, agora entrou na minha meta de leitura. Achei o livro comovente e fiquei encantada com o tom poético do narrador.


Eloiza Cirne 01/02/2015minha estante
Helder, a impressão que tive do livro é a mesma que você: merece ser lido por todos nós. Adorei sua resenha.


Helder 26/05/2015minha estante
Obrigado por todos os comentários, e fico feliz em ter conseguido despertar a curiosidade de todos pelo livro também. Leiam e publiquem suas resenhas por aqui também. Gostaria muito de ouvir outras opiniões.


Manuella 14/07/2017minha estante
Helder, que resenha maravilhosa. Ganhei o livro de uma amiga queridíssima, que conhece bem o meu gosto literário, mas sei lá por qual motivo, ainda não me dediquei a ele. Acho que toda a expectativa alimentada por ter sido presenteada e por ela ter gostado tanto a ponto de me recomendar. Ou o momento turbulento que passei, enfim, são apenas desculpas para entender o que não me puxou ainda. Sua resenha era o que eu esperava. Obrigada!


Aline.Elias 22/08/2017minha estante
Vim pesquisar sobre o livro, pois recebi um trecho dele no zap, aí encontro essa belíssima resenha. Parabéns Helder, já me emocionei ao lê-la, imagine lendo o livro, obrigada por despertar ainda mais em nós o desejo de ler "O Arroz de Palma".




Isabella 06/02/2021

“Família é afinidade, é ‘à Moda da Casa’. E cada um gosta de preparar a família a seu jeito.”
A premissa de “O Arroz de Palma” chamou minha atenção e acreditei que poderia ser conquistada por sua narrativa. Uma história familiar contada por um integrante mais velho, misturando passado e presente? Comecei com as expectativas lá em cima, mas terminei decepcionada.

Antonio é um homem de 88 anos que está preparando um almoço importante para o reencontro de sua família, algo que não acontece há décadas. Durante essa manhã atribulada, o protagonista começa a narrar todos os acontecimentos que o trouxeram até ali.

As primeiras páginas foram cativantes através do casamento entre José Custódio e Maria Romana, além da relação de gato e rato de José com sua irmã, Palma. Depois da cerimônia, o jovem casal recebe da cunhada como presente o arroz que foi jogado para o alto durante a saída da Igreja e se torna presença constante em todas as fases de suas vidas.

Por parte da leitura eu fiquei envolvida, mas o foco ser em Antonio (primogênito de Custódio e Romana) me atrapalhou bastante. Eu simplesmente achei o protagonista chato, presunçoso e insípido. Já que ele é o narrador, sobrou pouco espaço para que os outros personagens pudessem brilhar, personagens esses que, talvez, poderiam ter tido uma atração maior para mim – de todos, Palma e Nuno foram aqueles que mais me chamaram a atenção.

O livro é bom, a escrita é poética – apesar de achar um pouco lenta – e sensível. A família retratada aqui é real, com erros e acertos que podem fazer com que o leitor se perceba através de suas próprias experiências. Pensei em abandonar em alguns momentos, mas decidi insistir para ver o que aconteceria nessa reunião familiar. Apesar de não ter amado como esperava, recomendo a leitura.
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sonia 29/01/2014

Família – bom em album de fotografia, mas ninguém inventou ainda nada melhor.
A incrível história de um arroz que ficou bom por mais de 40 anos, sem gorgulhos, sem fungos, sem esfarelar...milagre?
A história é contada por Antonio, sobrinho de tia Palma, que deu o arroz a seu irmão no dia do casamento dele; quando Antonio casa-se com Isabel, o mesmo arroz é passado de presente para ele.
Aos 88 anos, a preparar o jantar para o almoço da família, Antonio vai relembrando as passagens mais siginificativas da história da família, com tenura e muito humor.
O estilo é bem agradável.
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Paula 20/12/2011

Fiquei feliz por ter achado esse livro, uma belíssima estréia de Francisco Azevedo. A delicadeza da capa também está presente no texto, que nos conquista pela simplicidade e doçura com que essa história de família é contada. Dá pra sentir o cheiro do café fresquinho e do bolo saindo do forno, dá pra lembrar de nossas próprias histórias de família, dos avós, das travessuras de infância, do primeiro amor. Desafio qualquer um a ler "O arroz de Palma" e não se identificar com o que o autor conosco compartilha. Porque família somos todos e todos teremos, no mínimo, alguma lembrança querida, alguma história engraçada, pra contar. Ler esse livro foi um mergulho em lembranças que a correria do dia a dia às vezes nos faz esquecer, mas que merecem ser recontadas. Um livro com gosto de saudade, de nostalgia, e que se parece mesmo com um almoço de domingo em família. Recomendo.
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Tiago 22/07/2020

Arroz (levemente) queimado
Interessante o percurso deste livro, que mesmo com pouco marketing conseguiu ser um pequeno sucesso comercial e gerou bastante burburinho. Fiquei curioso para ler também pelo fato de haver uma ou outra comparação de semelhança com "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", que eu amei. Acho inclusive que até existe entre ambos os livros uma estrutura similar construída em torno de histórias familiares e pequenas doses de humor. Mas de forma geral "O Arroz de Palma" não me cativou.

A faísca de vida que o livro obtêm quando foca a trama no casamento e nos conflitos entre Palma e seu irmão dão a impressão que teremos uma leitura deliciosa pela frente. Mas infelizmente o foco e narrador da trama é Antônio, sobrinho de Palma e que é um chatonildo de marca maior.

Antônio para mim é aquele personagem insuportável. Dono da verdade, unidimensional e adepto de discursos clichês. Não cativa em nenhum momento e infelizmente consome quase toda a trama, deixando pouco espaço para seus irmãos e demais familiares.

No geral apesar da ótima premissa e um ou outro bom momento, "O Arroz de Palma" tem aquele gosto de arroz levemente queimado. Você fica com pena de jogar fora e acaba comendo, mas o gosto ruim está lá e acaba estragando um pouco a refeição (ou leitura, neste caso).
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Manoela Pontual 31/08/2020

INCRÍVEL!!!
Esse livro me foi indicado faz algum tempo, mas com a lista de leitura quase infinita acabei deixando sempre para depois. E como me arrependo de ter esperado tanto para ler essa obra prima. O autor tem uma escrita poderosa e sensível e consegue te envolver na vida dessa família e do arroz de tia Palma, que é praticamente mais um personagem dessa história incrível.
Amo histórias onde o tema principal é família, histórias que falam de amor, falam de perdão, das brigas e reconciliações, falam das idas e vindas, dos que chegam e dos que partem, falam de momentos marcantes, sejam eles felizes ou tristes. É impossível não comparar em vários momentos essa família fictícia com a nossa própria e relembrar pessoas e acontecimentos.
Esse livro é uma obra de arte, tem uma escrita lírica que fascina completamente, é sensível, é poético, é maravilhoso. Com certeza entrou para a lista dos meus livros favoritos da vida e vou indicar para quem eu puder.
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Flavia 21/01/2021

"Família é prato difícil de se preparar..."
Um dos livros mais lindos que li na vida, cheio de lindas metáforas para falar de família, lembrando que nenhuma delas é perfeita, longe disso, mas que cada pequeno momento as faz tão únicas e especiais, "que quando acabam, nunca mais se repetem".
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Eliege 16/01/2021

Família
O bom é saber que onde quer que esteja ou como é, todas tem a essência de que Família que é prato difícil de se preparar!
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Diogo Matos 03/04/2021

A história de uma família
A obra retrada a história de uma família portuguesa desde os seus primórdios.

A história é contada por Antônio, um homem de 88 anos, e primeiro brasileiro nascido na família. Muito próximo de sua tia Palma, irmã de seu pai, ela sempre o surpreende com relatos de sua família, e principalmente todo sentimento e tradição que envolve o arroz do título.

O livro mostra os costumes e tradições de uma típica família portuguesa.
Uma história bastante tocante, principalmente a aqueles oriundos de família portuguesa, como é o caso daquele que vos escreve.
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Nana 07/08/2017

A.D.O.R.E.I !!
Encontrei este livro aqui no Skoob por acaso, em alguma estante (não lembro de quem) e me interessei pelas ótimas resenhas. A leitura foi uma daquelas surpresas boas que temos de vez em quando, iniciei meio desconfiada e me encantei totalmente.
Um livro lindo, sensível, delicado, apaixonante, poético, cheio de lições de vida e que nos faz sentir saudade! Saudade da infância, saudade da família, saudade daqueles que já se foram e até das brigas com os irmãos.
Que alegria e orgulho um livro de literatura brasileira ser tão prazeroso!
É muito difícil escrever sobre ele pois não tenho o dom deste escritor para expressar tudo que senti durante a leitura. O que posso dizer é que a estória é muito mais do que diz na sinopse. Leiam que vale a pena!
​ Recomendadíssimo e favoritíssimo!!!
MARCIA 07/06/2019minha estante
Estou acompanhando suas resenhas, que são ótimas! Estou adicionando vários livros a minha estante graças a voce! Obrigada por compartilhar!




Luiza.Andrade 13/01/2021

Família somos todos
Receita de família não se copia, se inventa. Não existe receita perfeita, existe receita adaptada, umas mais apimentadas, outras mais agridoces, tudo depende da pitada de cada membro familiar. Enfim, família é um prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
Um excelente relato de lembranças familiares, com todos seus sabores E temperos.
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Isadora 19/05/2020

MELHOR LIVRO QUE LI NA MINHA VIDA.
Não sei como explicar o que é esse livro. Ele trata de família, de vida. Ele é sobre indas e vindas, separações e recomeços, brigas e perdões. A história é sobre a coisa mais antiga do mundo, o amor incondicional, com um quê de poesia de Francisco Azevedo.
O livro é contato por Antônio que, ao cozinhar pra família, relembra as boas histórias que abraçam suas memórias mais antigas e queridas, que sempre são acompanhadas do arroz. Arroz esse que, ao ser recolhido pela sua tia Palma, após o casamento dos seus pais, foi sendo passado como tradição da família, estando presente em momentos bons como ruins, e é ele, o vínculo forte da trama.
Contando assim, nem parece grandes coisas. Não posso dizer que não me emocionei. Não sei também se era o momento em que vivia ou se todas as situação retrataras são o espelho de todas as famílias, a questão é que vale a pena ler, pois essa é, não só uma grande história, mas como também uma ótima escrita.
Mais que recomendado!

@uma_almaliteraria
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Patricia 05/12/2020

Enquanto Antônio, um Sr. de 88 anos, prepara o almoço que será servido a toda sua família ele relembra várias histórias de seus entes queridos desde a vinda de seus pais e sua tia Palma de Portugal para o Brasil. O livro é muito sensível e com uma linguagem leve. Gostei de que mostrou personagens com suas qualidades e defeitos, as alegrias e os problemas familiares, afinal "família é prato difícil de se preparar."
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