O Mau Exemplo De Cameron Post

O Mau Exemplo De Cameron Post Emily M. Danforth




Resenhas -


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Lauraa Machado 03/05/2021

Lento e detalhado demais, mas bem escrito
Eu tinha esse livro já há bastante tempo quando resolvi ler. Estava enrolando fazia meses, porque algo me dizia que seria uma leitura lenta e parada e que eu não gostaria tanto. Por isso, principalmente, aproveitei que tinha o audiobook dele para ouvir enquanto lia. Foi uma escolha perfeita, porque a narradora do audiobook é excelente, conseguia introduzir emoções até nas informações mais corriqueiras e desinteressantes, dando a impressão de que era uma amiga me contando sobre sua vida nos mínimos detalhes.

O próprio livro passa essa impressão, essa de que é alguém contando sobre sua adolescência anos depois, quando já é adulta. Existem pequenos comentários aqui e ali que deixam isso claro, como a Cameron dizer que anos depois ela descobriu o que era comum para psicólogos quando fez um comentário sobre terapia, mas é algo sutil. Esse jeito de narrar com a distância de anos entre o que aconteceu e a narradora deixou o livro frio e desconectado das emoções e dos sentimentos da protagonista.

O problema desse tipo de narrativa é que tira a oportunidade do próprio leitor de se sentir parte das cenas e na pele da protagonista. Sem esse tipo de emoção, o livro fica ainda mais longo e demorado, o que já era um problema dele antes.

Esse é de longe um dos livros mais detalhados que eu já li. Os detalhes passam bastante do limite, quase nunca são relevantes e, apesar de ajudarem a construir a ambientação no começo dos anos 90, atrapalham tanto o ritmo do livro, que não valem a pena. O enredo não é dos melhores também e contribui para a sensação de que é uma "biografia", já que nenhum acontecimento é mirabolante e as coisas são bem lineares. Essa impressão de ser a história de uma vida real fica ainda mais clara por ter tantas cenas e relações desnecessárias, que não chegam a ir a lugar nenhum.

Quando a Cameron vai mesmo para o acampamento de "cura cristã", já está no último terço da história, o que é bem ruim, considerando que faz parte da sinopse e de como vendem o livro. Fiquei com a impressão de que a autora não soube escolher se falava do acampamento e do que levou a ele ou se falava do que veio antes. Confesso que se tivesse tirado o primeiro terço do livro, teria já encaixado bem melhor, mas ainda sobraria bastante a ser editado.

Além disso tudo, acho que algumas coisas precisavam ser bem mais claras, como a própria opinião da Cameron sobre homosexualidade. Ela dá por entendido que o leitor nunca vai considerar o que fazem no acampamento como algo bom, mas não é sempre assim, infelizmente. É muito fácil ler esse livro e achar que talvez não seja "tão ruim assim" o que eles fazem lá, por exemplo, o que seria péssimo. Queria que ela fosse mais clara e direta em certas coisas, dissesse com todas as palavras, porque o impacto dos personagens tentando mudá-la acabou sendo muito maior do que das opiniões dela.

Aliás, a própria Cameron Post é uma personagem fraquíssima infelizmente. Ela tem pouquíssima personalidade, está mais para uma boneca de pano que vai para onde é empurrada. Só depois do acampamento que ela começou a tomar suas próprias decisões e a sentir raiva de vez em quando, mas ainda foi de um jeito bem discreto e passivo. Até então, ela fazia o que falavam para ela fazer e nunca tomava uma atitude sem alguém a incentivando. Por isso mesmo, achei estranho o quanto ela aceitou ir ao acampamento, como ela aceitava todo o resto. Foi só por alguns comentários sutis que percebi que ela era contra.

Acho que o pior foi mesmo o ritmo. Se fosse um livro detalhado, mas com acontecimentos interessantes de vez em quando, com um enredo que criasse expectativa e que levasse a algum lugar na hora certa, teria sido bem melhor. Mas o fato é que nem tem um clímax, não tem um grande problema a ser solucionado, é tudo bem anticlimático e ainda acaba com um final muito aberto para um livro que nunca teve um começo e meio bem delineados. Ficou como quase quinhentas páginas de uma parte da vida de uma pessoa, não como um livro de ficção.

É difícil pensar que foi uma leitura ruim, porque não foi, e o audiobook realmente ajudou bastante e a prosa da autora é boa. Mas infelizmente não foi ótima, não conseguiria dar mais de três estrelas, e acho que precisava ter sido bem melhor editado, para aproveitar a escrita competente da autora. Do jeito que ficou, o livro acaba perdendo sua força e tudo que tem de bom nele é ofuscado pelo ritmo lento e os detalhes desnecessários. Ainda assim, estou feliz de finalmente ter lido.
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Mari 22/04/2021

Só faltou Chloe Moretz cantando "What's up?" em cima da mesa
Demorei bastante pra ler. Assisti ao filme há uns anos e, apesar de ter gostado, o livro é infinitamente melhor. As histórias paralelas que afetam a Cameron aparecem mais, dando para entender com maior clareza a narrativa.
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mai 28/03/2021

(...)
? ... e ali estava eu, enviando sinais errados para as pessoas certas de maneiras erradas. De novo, e de novo, e de novo.?
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rasquel 26/03/2021

O livro é bom, mas um pouco arrastado, demorei muito pra ler ele por conta disso. Não curti muito o final também, porém é um livro bom.
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Gabi 23/03/2021

Esse livro me deixou muito ansiosa nas primeiras 100, 200 páginas, mas eu totalmente amei ele. Só que queria saber o que acontece com a Cam, a Jane e o Adam depois que eles fogem.
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evy 15/03/2021

incrível
a escrita é adorável o que ajuda a leitura a fluir com facilidade e a representativade e todo o processo de descobrimento e aceitação são muito bem abordados.
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Ibagcaetano 13/03/2021

Difícil
É difícil ser lésbica e reconhecer ao longo na leitura sentimentos e não pertencimento.

Me vi na vivência na protagonista e lembrei da minha própria dor enquanto lia a dor dela;

Ser lésbica nunca foi fácil, ler a trajetória de outras, é reviver algumas memórias já esquecidas.

De forma geral, além do grande impacto emocional causado pela semelhança nas vivências, há uma narrativa gostosa e fluida, envolvendo a gente em cada página.
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Rosiane 24/02/2021

Quando os pais de Cameron Post morrem em um acidente de carro, a primeira coisa que ela sente, para sua própria surpresa, é alívio. Alívio que eles nunca vão precisar saber que, algumas horas antes, ela estava beijando uma menina.

Mas o alívio não dura, e Cam é forçada a morar com sua tia ultraconservadora e sua bem-intencionada mas antiquada avó. Ela sabe que, daqui em diante, tudo será diferente. Sobreviver nessa pequena cidade rural de Montana exige que Cam finja ser igual a todo mundo e evite assuntos indelicados (como diria sua avó), e ela é boa nisso.

Até que Coley Taylor chega à cidade. Coley é perfeita, e tem um namorado perfeito para completar. Ela e Cam forjam uma amizade intensa, que parece deixar espaço para algo mais. Mas assim que isso começa a parecer possível, a religiosa tia Ruth decide que é hora de ?consertar? sua sobrinha, a mandando para God?s Promise, um acampamento de conversão que deve ?curar? sua homossexualidade. Lá, Cam fica frente a frente com o custo de negar quem ela é ? mesmo que ela não tenha certeza que sabe realmente quem é.

O mau exemplo de Cameron Post é uma estreia literária inesquecível e impressionante sobre descobrir quem você é e ter a coragem de viver de acordo com suas próprias regras.
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priscillacarriel 22/02/2021

O MAU EXEMPLO DE CAMERON POST
Cameron é uma menina de 12 anos que está descobrindo sua sexualidade. Ela se apaixona por uma amiga e esporadicamente as duas se beijam, até que numa noite os pais de Cameron sofrem um acidente de carro e ela se vê órfã e sentindo uma mistura de tristeza pelo luto e alívio por saber que seus pais jamais descobririam o seu segredo. Com a avó já idosa, a tia de Cameron, uma mulher extremamente religiosa, toma as rédeas da vida da sobrinha em questões de criação e a estimula a ir para uma igreja. Ela insere Cameron no cristianismo e conforme ela vai crescendo, se depara com o dilema entre gostar de garotas e ser repudiada pela religião. Apesar desse repúdio, obviamente nada a impede de sentir o que sente e Cameron se vê novamente apaixonada por uma menina, dessa vez uma menina que frequenta a mesma igreja e tem um namorado. Sem controlar os sentimentos, Cameron acaba se envolvendo com Coley, mas é traída por ela, quando Coley arrependida pelo o que fez conta sobre o envolvimento de ambas para a própria mãe que por sua vez conta para a tia de Cameron. Revoltada, a tia manda Cameron para um internato cristão de reversão sexual, mais conhecida como ?cura gay?. Com pouco contato com o mundo exterior, Cameron faz descobertas muito reflexivas sobre sexualidade, religião, amizade e família. A leitura é um misto de tristeza, mesmo sendo uma ficção dá muita agonia imaginar como é ser mandada para a terapia de reversão sexual e entusiasmo pra que Cameron se livre logo daquela prisão. Eu gostei bastante e aproveitei pra ver também a adaptação pro cinema, o título é o mesmo e a história difere bem pouco do livro.
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phantomhives 06/02/2021

Cirúrgico
Eu amei! A autora descreveu perfeitamente o processo de crescimento de autodescobrimento de uma criança que se torna adolescente, quase adulta, num mundo que não a aceita de verdade. A riqueza dos detalhes me comoveu de verdade, dá pra perceber que tem um toque de "experiência própria". Tornou-se um dos meus livros favoritos.
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Isadora.Brito 05/02/2021

Admito, esse livro demorou mais de um mês para conseguir ler. Por que? bem, por ser um relato da vida de Cameron, havia vezes que eu estava bem entediada com a historia, assim como em momentos da vida de qualquer um. A narrativa longa e detalhada, me distraia um pouco. No entanto, a sinceridade e intimidade que senti com Cameron me tornava uma amiga dela. Me identifiquei bastante com ela, nas suas descobertas, decepções e tristezas. Imagino a dificuldade de ser LGBT em uma década tão difícil, e os pensamentos que podem atordoar uma garota. Fiquei encantada com uma intensidade de amizade tão rápida que surge no final do livro (e que queria que eles fossem meus também). Enfim, obrigada Cameron Post você foi necessária para milhares de mulheres não se sentirem só e saber que são representadas, e não apenas estranhas nesse mundo.
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