Endurance

Endurance Caroline Alexander




Resenhas - Endurance


7 encontrados | exibindo 1 a 7


Pedro.Muniz 04/05/2016

Aventura incrível
Um livro incrível narrando uma aventura que apesar de real é quase inimaginável. Sem dúvida um dos melhores livros que li baseado em fatos reais.
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Alexander 26/10/2015

By endurance we conquer
“Dias terríveis, dias deslumbrantes.” Há exatos cem anos Sir Ernest Shackleton e sua expedição passavam por uma das mais incríveis jornadas no gelo polar Antártico, uma viagem que apesar de fadada ao fracasso estaria prestes a ficar para a história. Surpreendente, emocionante e repleta de decisões duras que iriam definir o destino de muitas vidas humanas e não humanas.
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Gustavo Araujo 12/06/2013

A História de um Fracasso Magnífico
Uma das maiores façanhas da história da exploração polar é também uma das melhores documentadas.

A Expedição Trans-Antártica (1914-1917), também conhecida como Expedição Endurance, foi concebida por Sir Enest Shackleton, com o objetivo de realizar a primeira travessia a pé do continente antártico.

Na virada do século XIX para o século XX, o polo sul representava o santo graal dos exploradores. Shackleton, de origem anglo-irlandesa, havia participado de duas expedições inglesas para tentar atingi-lo.

Na primeira, em 1904, comandada por Robert Falcon Scott, foi enviado de volta para casa por conta de problemas de saúde. Na segunda, chamada Expedição Nimrod, capitaneada por ele próprio, Shackleton chegou a 88º23′, meros 190 km do polo, um recorde para a época.

Essa conquista lhe valeu o título de Sir.

O polo sul seria conquistado em 1911 pelo norueguês Roald Amundsen, em um dos episódios mais dramáticos da exploração antártica. Seu concorrente direto, o inglês Scott, morreu quando regressava do polo, já sabendo-se derrotado.

De todo modo, a conquista de Amundsen não arrefeceu o ímpeto exploratório dos homens daqueles dias. Em 1912, Shackleton obteve financiamento para o derradeiro desafio em terras antárticas: a travessia do continente.

Como líder nato que era, Shackleton percebera que o sucesso de qualquer expedição passava necessariamente pela qualidade dos homens da tripulação.

De maneira criteriosa, dentre milhares de candidatos, escolheu um a um todos os integrantes. Do imediato ao cozinheiro, do músico ao médico, dos marinheiros ao geógrafo.

Entre os escolhidos estava Frank Hurley, o extraordinário fotógrafo australiano que acabaria registrando e tornando indelével os momentos mais difíceis da expedição.

Hurley entendeu de imediato como funcionava a cabeça de Shackleton. Era preciso conhecer a fundo os homens da tripulação: quem eram realmente, o que queriam, suas manias, seus objetivos, suas qualidades e defeitos.

Pois bem,a ideia de Shackleton era navegar para o Mar de Weddell e lançar um grupo a partir de Vahsel Bay, em direção ao Mar de Ross, passando pelo polo sul.

Ao mesmo tempo, em sentido contrário, um grupo de apoio partiria do Mar de Ross a fim de fixar uma série de depósitos de suprimentos na Plataforma de Gelo Ross.

Esses depósitos seriam essenciais para a sobrevivência do grupo vindo de Vashel Bay, que não poderia transportar provisões suficientes para a travessia inteira.

Desse modo, a expedição exigiria dois navios: O Endurance sob comando de Shackleton, responsável pelo lançamento do grupo de travessia a partir do Mar de Weddell, e o Aurora, capitaneado por Mackintosh Enéias, que daria o apoio a partir do Mar de Ross.

A realidade, contudo, mostrou-se insensível como uma professora severa.

Ao navegar pelo Mar de Weddell, o Endurance passou a ser acossado pelo gelo. Muito antes de chegar a Vashel Bay, o navio foi imobilizado. Estavam presos e à deriva. Era fevereiro de 1915.

Dia a pós dia, durante o inverno daquele ano, o gelo avançou sobre a embarcação, agarrando e comprimindo o casco de modo inclemente, apesar do esforço desesperado de todos para libertar o navio. Em 27 de outubro de 1915 a tripulação abandonou o navio de vez, refugiando-se no gelo nu sobre banquisas vacilantes.

Com o máximo de suprimentos que puderam salvar, entre os quais três baleeiros, assistiram à agonia final do vaio. Ao som de tábuas se quebrando,o Endurance foi esmagado, retorcido pelo estertor maior e reduzido a uma pilha de tábuas irreconhecíveis.

O objetivo da exploração se perdera. A única preocupação agora era manter os homens vivos. Shackleton optou por continuar à deriva, na esperança de chegar a alguma porção de terra. Acampados de modo improvisado na banquisa, os homens deslizaram por para o norte. As provisões eram poucas. Os cães tiveram que ser sacrificados.

Não havia como saber de modo exato se a deriva os levava para a salvação ou para a morte. Para tornar a situação ainda mais dramática, o gelo rompeu-se e os homens foram obrigados a se refugiar nos baleeiros. O salvação, pelo menos naquele momento, chegou quando desembarcaram na Ilha Elefante, em 14 de abril de 1916.

Sem qualquer possibilidade de comunicação e diante da possibilidade de passarem o resto de seus dias naquele local esquecido, Shackleton escolheu cinco tripulantes para tentar conseguir ajuda.

A bordo de um dos baleeiros, o James Caird, adaptado de maneira improvisada, deixaram a Ilha Elefante dez dias depois da chegada, deixando o restante da tripulação à espera, sob o comando de Frank Wild.

Sob condições climáticas terríveis, que comprometiam a navegação, a segurança e a orientação, o James Caird chegou, após 16 dias e 1300km, à costa meridional da Ilha Georgia do Sul. Shackleton e seus homens estavam no limite da resistência física e mental.

Contudo, por conta dos ventos e do mar agitado, viram-se obrigados a desembarcar no lado sul da ilha, em Haakon Bay, uma região desabitada. Shackleton sabia que as estações baleeiras se localizavam ao norte. Para chegar lá, tinham que escolher: ou atravessar a pé, ou se lançar ao mar uma vez mais. Devido ao estado do James Caird e do estado físico do grupo, optou pela primeira.

Após um breve período de recuperação, Shackleton e dois companheiros, Frank Worlsey e Tom Crean, iniciaram o estirão. Os outros três, Harry Mc Nish, John Vincent e Timothy McCarthy, permaneceram acampados devido ao péssimo estado em que se encontravam

Shackleton não tinha mapa. Para se orientar, era obrigado a subir as montanhas. Sem qualquer equipamento apropriado, com os suprimentos no fim, superaram geleiras, elevações em cadeia, tempestades e ventos inclementes. Caminharam dia e noite, ameaçados constantemente pelo fracasso no último minuto. Enfim, em 21 de maio, chegaram a Stromness.

Imediatamente, os tripulantes que permaneceram no sul da ilha foram resgatados. Incansável, Shackleton organizou uma equipe de busca para os homens que haviam sido deixados na Ilha Elefante.

No final, nenhuma vida foi perdida. Todos voltaram para casa a salvo.

Apesar de reconhecido na época, feito de Shackleton cairia no esquecimento nos anos seguintes. A imprensa inglesa, ávida por fracassos, já havia eleito a ruína de Scott como reflexo da insuperável resistência do homem britânico.

Shackleton morreria em 1922, aos 47 anos, afundado em dívidas, durante os preparativos para uma nova expedição científica. Estava na Ilha Geórgia do Sul quando sofreu um ataque cardíaco. Seu corpo foi enterrado lá mesmo, a pedido da família.

As imagens de Frank Hurley tomadas durante a expedição revelam a dimensão humana dos dramas vividos. Traduzem momentos introspecção, de alegria, de tristeza, de assombro. Seus retratos deram rosto às dificuldades, eternizando protagonistas que, mesmo um século mais tarde, continuam aproximando e inspirando as gerações de exploradores.

O livro de Caroline Alexander é fantástico ao mostrar todos esses aspectos, inclusive o lado psicológico e de Shackleton e de seus homens. Além disso, praticamente todas as fotos feitas por Frank Hurley estão ali, revelando o drama em preto e branco.
Sergio.Pontes 04/09/2017minha estante
Mais de cem anos atras, navegando sem rádio, vivendo acampados precariamente em banquisas de gelo para depois lançar os botes salva-vidas em aguas mais abertas. os 28 sobreviventes comeram focas, pinguins, aves marinhas para se manter vivos durante quase 2 anos de muito sofrimento. É impressionante a disciplina desses homens para manter uma rotina de trabalho diario e a mente sã. não só a força fisica, mas a cabeça boa diante de tantas adversidades. Conseguem se abrigar na ilha Elefante e um grupo de 5 marinheiros e o capitão Ernest navegam por mais 17 dias na intenção de chegar a uma ilha onde havia uma estação baleeira. Havia um carpinteiro no grupo que fez modificaçoes no barco aumentando as amuradas e fechando o barco por cima contra a agua gelada e neve. Navegaram em total precariedade, com folhas de calculos nauticos ensopados, tabua de logaritimos e quase na ausencia de sol ou estrelas com os corpos umidos e gelados. o livro tem muitas fotos que conseguiram ser salvas. fotos maravilhosas de 1915!! Na Estante Virtual é possivel encontra-lo.




Sandro Bier 26/08/2011

Tem que ler!
É um dos meus livros preferidos de aventuras. Já o tenho há mais de 10 anos e sempre dou uma relida e revivo as duríssimas situações que passaram os viajantes do Endurance.

Você tem que ler este livro!

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Kel 13/09/2009

Maravilhoso!
Incrível estória sobre a sobrevivênci de uma fracassada expedição ao pólo sul. Baseada nos diários dos tripulantes e recheado de fotos magníficas!
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Ana 13/06/2009

a expedição ...
já era fascinada pelo Shackleton. Depois de uma viagem pro "fim do mundo" isso virou obsessão! E esse livro é perfeito, bem escrito, uma edição linda, muito bem cuidada, e com todas (as que sobraram) fotos da expedição. É tudo tão impressionante que se fosse ficção seria inverossímil. Emocionante.
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Kelly 30/03/2009

História maravilhosa
História maravilhosa!!!!! Impressionante o relato dos meses que a tripulação passou após o acidente com o navio, mesmo com tanta dificuldade e com tanto tempo, toda a tripulação sobreviveu. Um exemplo de força vontade!!!
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