A Forma da Água

A Forma da Água Guillermo del Toro
Daniel Kraus


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Hewe @heweachaqescreve 10/02/2019

❝Anomalias como eu existem por todo o mundo. Em que momento uma anomalia deixa de ser algo que foge à regra e começa a ser apenas a maneira como as coisas são?❞
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É 1962, e Elisa Esposito - muda e órfã quando criança – vive uma vida monótona como uma zeladora que trabalha no turno da noite na Occam Aerospace Research Center em Baltimore. Não fosse por Zelda, sua protetora colega de trabalho, e Giles, seu amoroso vizinho, ela não sabe como sobreviveria.
Em uma noite comum Elisa vê algo que nunca foi destinada a ver, o recurso mais sensível da Occam: um ‘homem anfíbio’ capturado na Amazônia para ser estudado e usado para avanços da Guerra Fria. A criatura é aterrorizante mas também magnífica, capaz de se comunicar e de entender as emoções. Logo o afeto se transforma em amor e a criatura se torna o único motivo de Elisa viver.
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História desenvolvida e interpretada por dois artistas nos meios independentes da literatura e do cinema, A Forma da Água entrelaça fantasia, suspense e romance. O livro apresenta ilustrações do artista visual James Jean para criar uma obra que é igualmente emocionante nas páginas e no cinema.
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Eu assisti ao filme no cinema e por isso sempre houve uma excitação em mim para ler o livro. É incrível pensar que dois artistas, trabalhando juntos a partir de uma única ideia, criaram um livro e um filme para lançarem simultâneamente. Por isso não existe necessidade de comparar o livro com o filme nesse caso, pois já é de se esperar que eles sejam extremamente fiéis um ao outro.
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Uma fantasia original que narra a conexão de uma mulher muda com uma criatura; um vilão enlouquecido e dilacerado pelos horrores da guerra; vários personagens que têm uma contribuição especial, pois nenhum personagem inserido na narrativa existe sem um propósito explícito.
No coração dessa história está a necessidade de conexão. Todos nós precisamos ter alguém para se conectar e, como Elisa demonstra, às vezes essa conexão pode vir das mais improváveis ​​fontes. Amar e ser amado em retorno: Essa é a forma da água.
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Book.Obsession 06/02/2019

Na história, conhecemos Richard Strickland, um oficial dos Estados Unidos, perverso, que é solicitado estar à frente da operação e dos territórios afim de capturar uma criatura, na qual chamam deus Brânquia.

Após capturar o ser místico que se parece com um homem-peixe, em território brasileiro e enviado para análise dos cientistas que visam entender mais os mistérios envolvendo a criatura, o deus brânquia é submetido aos horrores da tortura, ficando acorrentado.

"As criaturas mais inteligentes são as que geralmente fazem menos sons."

Do outro lado da história temos Elisa Esposito, uma mulher com seus trinta e três anos, muda e que tem um histórico de vida cheio de marcas e humilhações. Sem muitas companhias, encontra conforto na amizade de Zelda e de Giles.

Trabalhando como servente do laboratório em que a criatura está sendo analisada, ela começa a se interessar pelo ser que está preso e que tanto tem em comum. O silêncio é um desses aspectos e a curiosidade, assim como a empatia, uma conexão da qual não consegue encontrar respostas a faz querer lutar por essa criatura. Inclusive bater de frente com Richard incessantemente. Mas para Richard, sua paz só voltará a reinar depois que der um fim ao deus Brânquia e mesmo que tenha regressado para casa, não consegue esquecer e fica obcecado pela criatura.

"Ela o abraça, ele a abraça, os dois se abraçam, e tudo é escuridão, tudo é luz, tudo é feio, tudo é lindo, tudo é dor, tudo é pesar, tudo é nunca, tudo é eterno."

O livro é narrado em terceira pessoa, confesso que a narrativa não foi muito fluida, tanto que demorei um bom tempo para finalizar a leitura. Como foi adaptado e ganhador do Oscar, queria ler antes de assistir ao filme e espero que seja mais dinâmico, se é que posso dizer assim.

Divido em quatro partes: Primordium, Mulheres Ignorantes, Taxidemia Criativa e Não Preocupe mais seu coração, o enredo se mostra perspicaz e diferente de tudo o que já havia lido.

O deus Brânquia é diferente e por mais que suas características físicas sejam equivalentes a um animal, é impossível negar a inteligência e sua essência fascinante.

A Forma da Água é diferente de tudo que já li até o momento. Publicado pela Editora Intrínseca, Guilhermo Del Toro, surpreende o leitor e me fez sair da zona de conforto com esse enredo cheio de fantasia.

Um livro reflexivo e sensível sobre o amor em todas as suas formas. Envolvendo questões políticas e o uso desmedido para justificar muitas ações. O romance é muito poético, tem pontos fascinantes entre Elisa e o deus Brânquia, mas senti falta de algo mais para me sentir completamente envolvida com a história. Ainda assim, mesmo que não seja favorito, não tirou o brilho de como a forma como foi construída a história e todos os personagens, que por sinal estão bem trabalhados e por isso indico a leitura.

Espero que a adaptação consiga despertar esse algo mais que faltou ao longo da leitura.

site: https://www.bookobsessionblog.com/2019/02/resenha-forma-da-agua-guilhermo-del.html
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Loo - Bruxa Literária 22/01/2019

Romance com Ficção Científica
Esse livro se passa nos anos 50/60 e conta a história de vários personagens em suas vidas comuns:
👠Elisa: uma mulher muda, pobre que trabalha de madrugada na limpeza do laboratório Occam e é viciada em sapatos!
🤚🏻Richard Strickland: homem militar, cientista, casado com Lainie.
👩🏼 Lainie: "bela, recatada e do lar..." Não para sempre!
👨🏼‍🎨Giles: homem velho, artista fracassado.
💃🏾Zelda: amiga de Elisa, também trabalha na Occam como faxineira.
👨🏻‍🔬Hoffstetler: cientista russo, depressivo.
🥚
Strickland tem a missão de encontrar um "homem-peixe" no Brasil, e depois de 17 longos meses o encontra e leva para a Occam.
Lá o homem-peixe/Deus conhece Elisa, e um amor improvável acontece, sem palavras... 🥚
Esse livro me tirou da zona de conforto! Eu adoro romances e ficção científica! E a mistura dos dois ficou ótima! É uma história inusitada (tô tentando não dar spoiler). E com mulheres fodas!💪

site: https://www.instagram.com/p/BsL8JAmg-4V/
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@colecionandolivros 21/01/2019

Ainda não sei bem o que pensar sobre esse livro. Foi uma leitura que avançou no sei proprio tempo, mas que não despertou emoção nenhuma. É uma hístoria legal. Acho que eu esperava um rumo diferente para a narrativa.
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Ezeq 20/01/2019

Maleáveis como a água são as formas do amor
Quando comprei este livro, eu mal podia esperar para começar a ler; porém, quando comecei a ler, eu não via a hora de me livrar dele. Não é um livro ruim: a narrativa é bastante 'poética', em alguns pontos; Elisa é uma protagonista muito cativante e a trama aborda temas bastante atuais, como o racismo, homofobia e machismo (sim, infelizmente esses ainda são temas atuais). O enfoque a este último tema é maior, e é explicitado sobretudo pelo antagonista da história, que está entre os personagens mais insuportáveis que já vi na minha vida. O que eu mais gostei foi ver como Elaine (a esposa do antagonista) foi se fortalecendo e se tornando mais corajosa ao longo da história. Fiquei realmente muito feliz por ela. Enfim, não sei direito o porquê, mas achei o livro meio cansativo e, às vezes, repetitivo demais. Além disso, creio que ter assistido primeiro ao filme fez meu interesse pelo livro diminuir bastante.
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MM 13/01/2019

Belíssimo romance!
Uma das histórias mais belas, emocionantes e envolventes que já li.
Quando o "homem" se confunde em sua própria prepotência, de criador e criatura; então desconta toda a sua fragilidade humana e impotência diante da força do desconhecido... Quando a criatura se contenta com sua natureza e reconhece a sua força diante da fragilidade do homem; então percebe suas semelhanças e diferenças, que os afastam e aproximam.

"...Certa vez, Elisa não segura nada, e ele estende a mão mesmo assim, passa as garras com delicadeza em seu punho e fecha a mão no interior da sua, como se desfrutasse do fingimento do ovo, e deixa que ela feche os dedos em torno dos dele. Esse instante fez de ambos não presente e passado, não animal e humana, mas homem e mulher."
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sam 10/01/2019

Tinha tudo para ser incrível.
A Forma da Água conta a história de Elisa Esposito, uma mulher muda que trabalha como faxineira em um centro de pesquisas (Occam). E lá ela conhece o Deus Branquia, uma espécie de anfíbio humanóide que vivia nas profundezas do Amazonas. Com passar do tempo dos dois se apaixonam e começam a viver um amor além das palavras.
O Livro tinha tudo para ser incrível, sendo que, em minha opinião, a sinopse é fantástica e a ideia diferenciada. Mas o livro é escrito de uma forma totalmente lenta, difícil e nem um pouco envolvente, trazendo as histórias totalmente desnecessárias de outros personagens. Acredito que se focasse somente nos personagens principais (Elisa e o Deus Branquia), a história seria bem mais razoável e gostosa de ser lida.
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Alan.Uemura 06/01/2019

A vida possui várias formas
Em uma maioria esmagadora, os filmes são baseados em filmes. Algumas vezes, acontece ao contrário, quando um longa ganha a sua novelização. A Forma da Água é um caso totalmente à parte. O livro foi escrito junto ao roteiro do filme, o que o torna algo único, como sua irmã gêmea que ganhou as telas e vários prêmios.

Como gêmeos, as duas obras possuem muitas semelhanças, mas seguem alguns caminhos diferentes, principalmente em relação aos personagens. Estes ganham uma introdução- como a captura do Deus Brânquia-, motivos que levam outros personagens a fazerem determinadas ações ou tomarem outras decisões.

site: https://www.thunderwave.com.br/resenha-forma-da-agua-guillermo-del-toro-e-daniel-kraus/
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jaixbooks 02/01/2019

#JAIxRESENHAS A Forma da Água
Um dos melhores livros que eu já li. A história é magnifica e a leitura é muito cativante. É uma mistura de ficção científica, drama e romance.

Os autores souberam muito bem trazer 1962 à tona. Os lugares em que a história se passa são tão perfeitamente detalhados que foi impossível não “entrar” dentro do livro e se sentir andando pelo apartamento de Elisa ou pelos corredores da Occan. Os personagens são apaixonantes, excluindo um ou outro que dá uma vontade de dar uns murros na cara.

As críticas sociais que giram em torno desta obra são tapas na cara dos leitores. Ao ler, o leitor lida com assuntos bastante sérios, como por exemplo a inclusão de deficientes em ambientes de trabalho, racismo e machismo, entre outros. Além disso, temos a premissa fundamental da obra que é “ao amor, em todas as suas formas”. É o típico livro que todo mundo deveria ler.


site: https://www.instagram.com/p/BqqOVyyg2a7/
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Alessandra @leituraromancecafe 27/12/2018

A Forma Da Água
A história deu origem ao filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.
¤¤
Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. ¤¤
Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.
¤¤
Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.
¤¤
Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só um objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.
¤¤
Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.
. Se já leu então corra para ver o filme e se não.... O que você está esperando? ♥♥♥♥

site: https://www.instagram.com/leituraromancecafe/
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Ariane 26/12/2018

O amor é como a água
Assim como o amor a água não tem forma e esta é uma das certezas que temos ao encerrar esta leitura. Sabem aquele trecho da música do Lulu Santos que diz "Consideramos justa toda forma de amor"? Pois então... Nada de histórias piegas de amor, A Forma da Água é uma obra poética, eletrizante e surreal. Mas classificar esta obra como apenas um conto de amor é desmerecer todo um trabalho técnico que se encontra camuflado nas sutilezas e minúcias da história.
Eliza é uma servente sem voz que vive de maneira discreta e sem grandes sobressaltos, seu único hobby são os sapatos, que compra de segunda mão e que representam, até então, o único ato de rebeldia da garota que trabalha em um laboratório americano. Sua vida vira do avesso quando ela se apaixona pela criatura sequestrada na floresta amazônica e levada para ser estudada no laboratório no qual trabalha. Movida pela curiosidade, Eliza passa a utilizar a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura e, para sua surpresa, o homem/anfíbio passa a interagir. Aí está uma das gratas surpresas da obra, uma vez que embora sem a utilização da linguagem falada, são os únicos que conseguem comunicar seus sentimentos. Já os demais personagens se debatem em relações conflituosas, abusivas e retraídas.
A quebra de estereótipos também é um ponto alto nesta obra. O personagem Strickland é o típico cidadão americano: hétero, branco, bem sucedido, “herói de guerra”, mas com sérios problemas psicológicos oriundos das experiências traumáticas na Guerra da Coreia, ele nos é apresentado como o grande vilão da história, escancarando de forma bastante grotesca sua personalidade fascista e violenta. Já o "monstro", o deus brânquia nos seduz a cada aparição, não apenas a vida dos personagens são levadas ao abismo ou redenção com sua aparição, mas acredito que todos que leem são envolvidos por sua magnitude e, desta forma, seduzidos irremediavelmente por ele. E assim somos enredados numa narrativa digna de uma caçada cinematográfica e absorvidos por um enredo que nos faz vivenciar o amor pela visão dos oprimidos. Além disso, vivenciamos o drama de uma corrida contra o tempo que nos proporciona adrenalina e encantamento na medida certa.
E é assim que somos tragados por este mundo incongruente onde o real e o surreal se liquefazem nos confundem e nos transformam.

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Gisele Alves 23/12/2018

Não emplacou
Insisti em ler o livro pela curiosidade, mas confesso que achei muito chato. Tive vontade de desistir várias vezes.
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Desenho 15/12/2018

Amor além das aparências
Acredito que este será o último livro do ano e fico muito contente por ter sido A Forma da Água. Mais um livro que fala sobre o amor. Aqui acompanhamos o encontro de Elisa, uma mulher muda que trabalha fazendo limpeza numa grande empresa tecnológica do governo, com um ser que foi capturado como objeto de estudo chamado pelos cientistas de Deus brânquia. O livro aborda o amor visceral que vai além, muito além, das aparências. Amor daqueles que se percebe apenas no olhar, num sorriso ou em um gesto. As passagens são poéticas e nos faz pensar se realmente estamos expressando nosso amor com toda a força que esse sentimento é capaz de nos fazer sentir.
O livro traz outos personagens importantes, como Strickland, que é militar e capturou o deus brânquia na Amazônia. Sua esposa, Lainie, que ficou vários meses esperando o marido voltar desta missão. Giles, um senhor que trabalha com pintura amigo e vizinho de Elisa. E Zelda, amiga e companheira de trabalho de Elisa. (Ambos buscaram aprender a língua de sinais para poderem conversar com a protagonista). Importante salientar o amor fraternal desenvolvido por Elisa e seus dois amigos.
Uma lição dura e importante que é apresentada é que sempre existe um momento pra você mudar e fazer o que sempre quis. Apesar de tudo que tenha passado e de pensar que as coisas vão continuar iguais. Alguma coisa acontece e a única coisa que você vai poder fazer é mudar. É buscar o seu caminho. Ser você de verdade. "...nunca é tarde demais para melhorar as coisas que você acreditava serem definitivas".
O livro é bom de ler. Os acontecimentos se desenvolvem de forma lenta, fazendo com que você conheça melhor cada um dos personagens. Porém, toda a adrenalina e emoção acontece de forma acelerada na última parte do livro. O final é surpreendente e traz várias reflexões sobre a vida e o amor. Uma das frases mais marcantes que achei foi: "Lá no fundo, você abraça seus inimigos até que eles se tornem amigos". Incrível com um livro pode mostrar tanto sobre o amor que faz o leitor tentar ser uma pessoa melhor e não sentir medo de demonstrar o que sente pelas pessoas.
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C-a-r-l-o-s 02/12/2018

A Forma da Água
O leitor já está acostumado com a expressão "o livro é melhor", certo? Nesse caso, posso dizer que as obras se complementam.
O filme é belo e bem dirigido, apresentando uma fábula moderna que envolve um improvável amor adulto, solidão, medo e discriminação. Há, também, toda aquela atmosfera de suspense da Guerra Fria, dos anos 60, dos programas de TV e das sessões de cinema.
Del Toro sabe explorar de forma magistral as imagens e usar alegorias para conduzir críticas sociais e reflexões acerca de diferenças.
De igual modo é o livro. Junto com Daniel Kraus, nasce uma espécie de romance fantástico e suspense, numa ambientação de laboratórios e cientistas, típicos de narrativas encontradas em ficção científica.
Nessa história improvável, conhecemos Elisa, orfã e muda, que vive em seu solitário mundo, num apartamento antigo, acima de um cinema. O mais próximo de uma amizade que conhece é o seu vizinho Giles, um senhor homossexual, e Zelda, uma negra, colega de trabalho, onde juntas realizam a tarefa de limpeza noturna, nos laboratórios do Centro de Pesquisas Aeroespacial Occam.

?Ela pode ser melhor que isso. Pode equilibrar as coisas. Pode fazer o que nenhum homem jamais tentou fazer com ela: se comunicar.?

O oficial do Governo Strickland, que encontrou a criatura, é a figura obstinada e determinada, fora da casinha, obcecado por exterminar a sua descoberta. Uma lembrança de que o monstro horrível pode estar dentro de nós e não numa aparência exterior e imediata.
E o livro, embora baseado no roteiro, é rico em acréscimos, descrevendo situações diversas do filme, como a captura da criatura na Amazônia, a lenda em seu entorno e a identificação desse ser reptiliano como vindo de um passado milenar. Um devoniano conhecido pelos nativos como deus Branquia.
Passamos a conhecer, também, pedaços de pensamento da mente primitiva da forma da água, algo deixado de lado da versão cinematográfica.

?... Somos exploradores é nossa natureza explorar e estamos alimentados e mais fortes e faz muitos ciclos desde que nós exploramos e por isso nós vamos?

Nessa experiência aquosa, foi possível me transportar totalmente para a atmosfera dessa bela história. Não raro, humanos me observavam a assoviar o Elisa's Theme.
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EstanteColoridadaIsis 16/11/2018

#ResenhadaColorida
📖“A Forma da Água” começa com a caçada de uma criatura aquática na Amazônia, considerada um deus por indígenas locais. Strickland finalmente encontra esse misterioso ser de forma humanoide coberto por escamas e guelras e o leva à Baltimore em Maryland, na OCCAM, um centro de pesquisas, onde o Dr. Hoffstetler irá estudar a criatura para aplicações militares. Eliza, uma moça muda, trabalha no instituto há anos como servente, ficou responsável pela limpeza da sala onde a criatura está aprisionada. Muito curiosa, sente-se cada vez mais atraída pelo tanque de água e pelo que pode estar preso lá dentro. No primeiro encontro com o ser aquático, ela sente uma forte conexão e faz de tudo para visita-lo todos os dias. Um dia, foi quase pega, mas consegue se esconder em um armário, onde acaba testemunhando os maus tratos infligidos por Strickland e os planos que este tem para seu novo amigo. Decidida, Eliza precisa agir e tirar a criatura do laboratório antes que o pior aconteça.
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🗨 “A forma da Água” se encaixa tanto no gênero Romance quanto Fantasia. Devido as citações de momentos históricos e filmes, acredito que a estória se passa entre a década de 50 à 60. A narrativa em terceira pessoa é bastante descritiva, fez com que a leitura não fluísse com rapidez, mas me prendeu totalmente. Além da criatura, que é o centro da estória, acompanhamos a vida de vários personagens, nem todos se conhecem, mas no decorrer do livro, acabam tendo suas vidas entrelaçadas.Tirando a parte do conto de fadas para adultos, o livro aborda de maneira direta a discriminação que acontecia de maneira muito marcante na época. Eliza, a servente muda que mora em um apartamento decrepito em cima de um cinema. Zelda, sua companheira de trabalho, que além de ser mulher e servente, é negra. Elaine, a esposa submissa de Strickland. Giles um senhor gentil e homossexual. Todos sofrem abusos e discriminações de tantas maneiras diferentes que é difícil expressar o tamanho da minha indignação. Esse livro é intenso, brutal, emocionante, estranho, místico e diferente de tudo que já li. Recomendo!

@estantecoloridadaisis

site: www.instagram.com/estantecoloridadaisis
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