A Gaiola Dourada

A Gaiola Dourada Vic James


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Resenhas - A Gaiola Dourada


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Isa Books 17/10/2018

Abra a gaiola e liberte-se
Já conclui a leitura há vários dias mas até agora não sei o que falar e o que exatamente pensar sobre ele.
Bem, antes de mais nada A Gaiola Dourada foi totalmente diferente do que eu estava esperando. Engraçado, enquanto lia a sinopse por alguns motivos me lembrava de A Rainha Vermelha, mas a semelhança para aí, pois o conteúdo em nada é similar.

Com uma abordagem sobre escravidão, Vic James demorou a me convencer de alguma coisa; detesto tramas que contenham diferentes focos narrativos, isso me deixa confusa e entediada pra caramba e, quando reparei nesse detalhe, torci o nariz.
Mas as narrações até que conseguiram me deixar atenta (embora algumas fossem tediosas).
Em relação aos personagens tenho ressalvas: diria que foram mal aproveitados. A autora cria algumas personalidades que poderiam ter sido marcantes mas que se perdem em comportamentos toscos, como por exemplo a Abbi - aparentemente a mais centrada e pé no chão mas que só basta olhar para um dos rostinhos bonito dos irmãos Jardine que se derrete mais que sorvete no sol e passa a se comportar como uma menininha de 13 anos.
Já seu irmão Luke me surpreendeu, foi um personagem que teve um crescimento notório na trama, o afloramento de sua maturidade e consciência ao meu ver foram o destaque da trama.

Acredito fortemente que aqui a autora não quer apenas destacar a prisão dos corpos, mas a prisão de mentes. Vivemos constantemente sendo escravos de nossos próprios desejos, ambições, regras. Algumas gaiolas são visíveis, outras invisíveis... mas todos nós estamos dentro de uma.
É uma obra com um certo simbolismo sociológico e filosófico, que nos faz refletir sobre as mais diferentes questões como dever e lealdade.

Há muito a ser explorado, reavaliado e reajustado na trama, quero acreditar que a sequência vai me arrancar 5 estrelas pois o potencial está aí, mas ficou trancado. Abra essa gaiola Vic James, me mostre que essa história ainda pode ser incrível!
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Edméia 01/10/2018

*Quem não é escravo ?!
*Resenha do Livro : A Gaiola Dourada ; Vic James ; ed. Record. - Volume

1 : "Os Dons Sombrios " !!!

Esta é uma distopia que narra a história de uma família que vive numa

sociedade onde só não cumpre os dez anos como escravo as pessoas que são

aristocráticas e possuem Habilidades ; os demais , irão ou para Kyneston

- onde os aristocratas com Habilidade residem - ou para Millmoor onde a

situação do regime escravo se mostrava mais pungente , dolorosa , pesada !

Este livro me agradou muito porque é recheado de ações e surpresas !

Além disso , percebemos sem dificuldade , como nós , brasileiros , somos

escravos e como é abominável a estratégia que os Iguais - a minoria , a

aristocracia - cria , pensa, elabora para tornar todos submissos , para

envolver a todos ! É muita maldade.

Li este livro com facilidade e já espero , com avidez , o segundo

volume que ainda não foi lançado no Brasil !

Recomendo este livro ; dou cinco estrelas para o mesmo e nota 10 !!!

*Guaratinguetá - 30 de Setembro de 2018.

site: www.mesadeestudo.blogspot.com
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Taci.Souza 13/07/2018

🔗 "Cumpra seus dias de escravo muito velho, e jamais sobreviverá. Cumpra seus dias de escravo muito jovem, e jamais os esquecerá."

🔗 Nem só de títulos vive a aristocracia britânica. Além da riqueza, seus membros também são agraciados com habilidades mágicas, como cura acelerada, leitura de mentes e controle da natureza. Os privilégios não terminam por aí: todo plebeu deve servir à nobreza por dez anos. Não ha como escapar da escravidão temporária. A maioria da população comum deseja apenas cumprir seus dias de escravos sem maiores complicações, e quem sabe, retomar suas vidas da melhor forma que conseguirem.

🔗 Ao inscrever a família para cumprir seus dias de escravidão na residência dos Jardine, a mais impiedosa das famílias nobres da Inglaterra, Abi Hadley pensou que estaria lhes fazendo um favor. Mal sabia ela dos horrores que estavam por vir. Seu irmão, Luke, acaba sendo levado para uma das cidades mais brutais para os escravos, e tanto ele quanto Abi precisarão se adaptar a suas novas realidades, e talvez, por um fim aos privilégios de uma elite que busca cada vez mais poder. Enquanto isso, um jovem aristocrata trama para moldar o mundo à luz de seu dom sombrio, e os dias de escravidão podem ser apenas o início de algo muito mais cruel.

💬 OPINIÃO 💬

🔗 Usando elementos como escravidão, despotismo e discriminação, Vic James constrói uma distopia com grande potencial para conquistar os admiradores do gênero. Ao acrescentar magia à trama, esse potencial se estende também aos amantes da literatura fantástica. A fórmula é auspiciosa, no entanto, o trajeto até o produto final deixa algumas lacunas perceptíveis, que dificultam o entendimento da narrativa e tendem a deixar o leitor um pouco confuso. A problemática central, ou seja, o regime de 10 anos de servidão ao qual as pessoas que não possuem "Habilidade" são submetidos, não é bem explicado. A autora não fornece detalhes suficientes para esclarecer o que levou a situação ao estágio apresentado no inicio da história.

🔗 A narrativa dividida em diferentes perspectivas, não funcionou muito bem aqui. Algumas personagens interessantes e determinantes para o desenrolar do enredo, acabaram perdendo espaço para outras sem muita relevância, e não foram tão bem aproveitadas. Aliás o ponto forte do livro, são as personagens, mas até elas apresentam fragilidades em sua construção. Abi, que a principio se mostrava uma jovem forte, determina e inteligente, de uma hora para outra se torna uma adolescente apaixonada suspirando de amores pelo patrão. Em compensação, Luke foi boa surpresa. No início parecia só mais um garoto de 16 anos sem grandes pretensões na vida, mas sua estadia na cidade dos escravos revelou um rapaz forte e corajoso. Infelizmente a autora não aproveitou essa evolução o máximo que poderia.

🔗 Entre os 'Iguais', alguns merecem destaque nessa resenha. Jeren Jardine, um Igual sem Habilidade e descriminado pela própria família, tinha tudo para ser o destaque do livro. Esperava ver ele à frente da revolução, lutando a favor dos escravos e para provar o seu valor. Mas, ele é só mais um componente mal aproveitado. Sylien Jardine, é de longe o personagem mais intrigante dessa história. Uma figura sombria, enigmática e estranha, que não deixa claro em nenhum momento o que realmente quer. O Jovem mestre é o tipo de personagem perigoso e fascinante, que merece destaque, mas que teve a narrativa contada por sua perspectiva apenas uma vez. Outro Igual promissor é o herdeiro Meilyr, mas em nenhum momento a autora aborda sua perspectiva.

🔗 'A Gaiola Dourada' é uma leitura interessante e, ainda que um pouco confusa, não chega a cansar o leitor. Para mim, infelizmente não é um livro perfeito, não chega nem a ser ótimo, mas é bom o bastante para despertar a curiosidade sobre o futuro da trama e de seus personagens. Eu pretendo me aventurar nos próximos livros da série, na esperança de ver essas fragilidades observadas no primeiro volume, serem superadas. Fica a dica: leiam e tirem suas próprias conclusões.
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Júlia Raquel 03/07/2018

A gaiola dourada, de Vic James

Vic James | 415 páginas | Distopia | @galerarecord | Nota: 4🌟’s

Os dias são os atuais, como já conhecemos, mas algo está diferente. A abolição da escravatura nunca aconteceu. Em uma nova Grã-Bretanha onde os ricos e influentes possuem poderes especiais, desde a cura de feridas, poder sobre a natureza e até ler mentes, escravos ainda existem. Para se tornar um cidadão legítimo e ter alguns benefícios a população precisa cumprir dez anos de escravidão, no início da vida ou no fim dela.

É nessa sociedade em que somos apresentados a família Hadley. Abi, a irmã mais velha prestes a se formar no curso de medicina, Luke o irmão do meio, apenas alguns anos mais jovem, e Daisy, ainda uma criança, terão suas vidas viradas de cabeça para baixo. Isso porque os pais deles resolvem cumprir os anos de escravos todos juntos. O que parecia ser a melhor escolha se tornou um pesadelo.

Diferente do restante da população, os Hadley não serão mandados para um campo escravocrata, mas sim para a mansão da família fundadora, os Jardine. O que eles não esperavam era ser separados uns dos outros. Luke não foi aceito e por isso irá para Millmoor, um dos piores campos. Agora a família precisa se adaptar a nova realidade e lutar por aquilo que julgam certo.

Muitas intrigas, sede de vingança, rebeldes lutando pelo fim da escravidão e uma família fundadora com ideologias distintas. Tudo isso marcam as páginas de “A gaiola dourada”. É com um começo mais lento, detalhista e capítulos alternados entre personagens que a autora nos apresenta esse mundo. As coisas começam a melhorar de fato após a centésima página. E Vic James nos entrega um final com gostinho de quero mais.

De longe o meu personagem favorito foi o misterioso Sileyn Jardie, seguido por Luke Hadley. Fui surpreendida com alguns acontecimentos e fiquei extremamente irrita com alguns outros. Posso afirmar que este volume deixou potencial para a sequência.

E ai, você ficou curioso com essa estória? Quem já leu também gostou das páginas? Vamos conversar!

Para ler mais resenhas acesse o Instagram @lunaliteraria ou o blog http://lunaliteraria.com/

site: https://www.instagram.com/lunaliteraria/
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Lucas dos Reis @EstanteQuadrada 23/06/2018

Escravidão ainda existe?
Hoje em dia, com o advento da internet e da globalização, é difícil ter uma história original. De início, o primeiro volume da trilogia Dons Sombrios, que recebe o título de A Gaiola Dourada, pareceu ser um ponto fora da curva com uma premissa inusitada, mas a ideia vai se esvaziando ao longo do livro.

O brilho de novidade me encheu os olhos com a seguinte premissa: A abolição da escravatura nunca aconteceu, e essa sociedade o mundo é como hoje, só que com o aspecto trabalhista ainda do século XV. A única mudança é que a população da Grã Bretanha tem que cumprir 10 anos de escravidão para se tornar cidadãos legítimos, e durante essa década de sua vida, você não tem direito a absolutamente nada.

O início do livro é uma chuva de metáfora, comparando a ficção com a realidade, e principalmente a comparação das nossas condições de trabalho com a escravidão. Mas realmente é só nesse início. Depois de cerca de 100 páginas o a história foca na revolução e na sede de revolta dos rebeldes que não aceitam mais a escravidão.

A história começa de fato quando os pais de três filhos decidem cumprir seus Dias de Escravo. Como dois dos três filhos são menores de idade, eles têm que seguir as ordens dos responsáveis, enquanto a filha mais velha decide acompanhar a família, para que todos cumpram seus Dias juntos. Porém, eles são pessoas especiais, e não vão trabalhar na cidade comum, com máquinas e trabalho braçal.

Continue lendo a resenha: http://estantequadrada.blogspot.com/2018/06/a-gaiola-dourada-dons-sombrios-1-de-vic.html

site: http://estantequadrada.blogspot.com/2018/06/a-gaiola-dourada-dons-sombrios-1-de-vic.html
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Leo Oliveira 24/04/2018

Com uma premissa interessante, uma narrativa (aparentemente) intensa e algumas promessas, "A Gaiola Dourada" tinha todos os elementos necessários para me cativar. No entanto, não foi isso que aconteceu. Infelizmente esse livro me deixou confuso, incomodado com alguns pensamentos e, principalmente, desapontado com a autora. Confesso que as primeiras cinquenta páginas me prenderam bastante, me fizeram dar pulos de alegria e até mesmo colocar o livro na lista de histórias mais originais que já li na vida. Mas, por volta da página cem em diante, a autora me fez perceber o quão importante é não criar expectativas.

O número excessivo de pontos de vista me incomodou (e olha que isso normalmente me deixa feliz). Os personagens não tem um propósito, são mal construídos e me irritaram bastante. A visão do Luke, o protagonista, foi deixada de lado durante o livro todo. Era mais comum ver personagens secundários do que ele próprio.

Fico triste por saber que apostei tanto em um livro e ele acabou me decepcionando no final. A história tinha muito potencial, porém foi muito mal conduzida.
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Ana @aspaceforbooks 12/04/2018

Uma trilogia que têm potencial.
Os dias são "atuais", existe internet, a cidade é moderna, mas algo regrediu, ou apenas está mais exposto nesse mundo distópico: a escravidão. Cidadãos comuns são obrigados a cumprir uma década de trabalho escravo para o governo da Grã-Bretanha, só assim para conseguirem empregos e uma vida melhor, mas a que custo?

"Cumpra seus duas de escravo muito velho e jamais sobreviverá. Cumpra seus dias de escravo muito jovem, e jamais os esquecerá."

Tudo isso controlado por uma minoria de Iguais, pessoas com Habilidade, capazes de curar, silenciar e destruir com um único pensamento. Magia que passa de forma hereditária, controlada pelos que mantém o poder.

E nesse livro duas famílias diferentes se encontram, os Haldey, que conseguiram uma forma de cumprir seus dias de escravidão juntos, na famosa mansão dos poderosos Jardine, ou quase, Luke - filho do meio, foi enviado para Millmoor. Um lugar que me remeteu bastante a cidade industrial, com toda sua poluição e péssimas condições de vida e trabalho. Em Millmoor, Luke encontrará pessoas dispostas a ajudar uns ao outros e fazer o possível para mudar o cenário atual.

Comecei o livro sem saber exatamente o que esperar e me surpreendi com os elementos que a autora apresentou, além da escrita ser bastante fluída, é realmente fácil de ler e difícil de largar.

Em contra partida eu senti falta de mais informações sobre os poderes, os anos obrigatórios de escravidão e como realmente as coisas chegaram nesse ponto.

O livro alterna entre vários personagens, embora o foco esteja nos irmãos Luke e Abi, que nos mostram as realidades em que agora vivem, ambos sem liberdade, sem enxergar realmente a gaiola que os cerca.
Algumas atitudes me irritaram durante a leitura e isso fez com que eu não me apegasse tanto ao personagens, exceto por um deles - um que considero um anti-herói - Sileyn Jardie.

É um livro que traz bons questionamentos sobre vida e libertade, que apresenta uma grande potencialidade para os próximos volumes da triloga, os quais espero algumas respostas - e mais capítulos de Silyen.
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Thalyta 04/04/2018

Não sei como me sinto a respeito desse livro!
Ah, por onde começar? É tanto sentimento conflituoso a respeito desse livro, que fica complicado organizar as ideias, mas vou tentar fazer isso sem dar spoilers!

Inúmeras coisas me incomodaram nesse livro, e ele se salvou de ser uma das piores leituras de toda minha vida por muito, muito pouco. Devo a isso por simplesmente não depositar mais qualquer esperança em livros young adults, porque, sinceramente, a maioria dos best-sellers do The New York Times ultimamente são horríveis e amadores, e devo a salvação desse livro também ao carisma de alguns personagens da Vic James.

Olha, se você é um leitor assíduo de fantasia e gosta de saber da sistemática de um mundo, magia e tudo mais, não leia, você vai sentir muita raiva. A magia é completamente vaga, você não sabe quem pode fazer o quê e nem mesmo os personagens sabem de onde a mágica deles surgiu, só que ela está lá, dentro deles e beneficia apenas alguns. Esse é um velho truque de autor para manter um suspense, mas eu simplesmente achei que a Vic James sequer tinha ideia do que estava pensando ao criar os Iguais e sua dita Habilidade ao escrever Gaiola Dourada. Amador. Ponto!

A construção de mundo se mostra tão frágil que nem mesmo os motivos dos personagens para se submeterem ao regime de escravidão por 10 anos é explicado direito. "Ah, mas se eu não for ser escravo eu não posso viajar para o exterior", meus anjo, DANE-SE! Os personagens continuam podendo trabalhar, estudar e fazer um monte de coisa, e daí se não puderem viajar? Agora se eles não tivessem direito à saúde, à educação e outras coisas muito básicas, eu entenderia, mas porque não podem conseguir todo tipo de emprego ou sair do país é querer demais da minha boa vontade.

No início também eu me estranhei com o tom da narrativa. A escrita dos personagens se mostrava rasa, sem graça, aquela coisa que fala, mas não faz e lenga-lenga de adolescente que me fazia revirar os olhos, e foi assim até finalmente o Luke Headley ser separado dos pais e ir cumprir seus dias de escravo em Millmoor.

No começo eu não estava dando 0,5% de crédito pro Luke. Minha gente, o menino tinha 16 anos, nem estudar ele queria da vida, eu imaginava ele na cidade de escravos chorando e fazendo burrada, MAS NÃO! Que alegria, cara! Não, o Luke não reclamou, ele não pisou na bola, ele se dedicou ao que realmente importava e cresceu tanto que nem parecia mais aquele garotinho de 16 anos do início do livro. Luke se arriscou por um bem maior, mas nunca deixou de pensar na família. Ele usou de todo seu espírito jovem para fazer alguma coisa para mudar esse cenário pavoroso de escravidão e se ferrou lindamente por isso. Sério, o final que ele toma nesse livro deixou até a mim temerosa pelo que pode aguardar esse garoto na sequencia de Gaiola Dourada. Em Millmoor, Luke conheceu pessoas muito corajosas que o tornaram forte, como o Doutor Jackson (que eu só conseguia pensar no Professor de La Casa de Papel hauahua) e a Renie, que me doía o coração toda vez que ela aparecia com o jeitinho de malandra dela. Ao lado desses dois e mais o pessoal do Clube, Luke tacou o terror em Millmoor e abalou o Parlamento dos Iguais. Forte, né? Pena que a Vic James estragou isso também, mas vamos seguir adiante.

Em compensação, a Abi, que se mostrava tão inteligente aprovada em medicina, adolescente mais adulta não há, é tão inútil nesse livro quanto um pé de alface. Credo em cruz, me matem se um dia eu escrever uma personagem sem sal desse jeito, batam na minha cara também, mas não deixem que eu coloque alguém como protagonista e ela só sirva para suspirar pelo patrão! Gente, não tem condição, sério mesmo! A Abigail me estressou muito. Venham aqui comigo, imaginem que cês são escravos e tal, que seu irmão tá sozinho perdido numa cidade de escravos monstruosa, vocês: a) vão fazer altas espionagem, já que estão lá na propriedade dos todos poderosos e se aproximar de quem realmente importa para dissuadi-los a trazer seu irmão para perto de vocês ou b) vão ficar flertando com SEU PATRÃO QUE NA VERDADE TE ESCRAVIZA, MESMO QUE ELE SEJA GENTE FINA? Pois então, não sei vocês, mas a última coisa que eu ia pensar era me envolver com ALGUÉM QUE TÁ ME ESCRAVIZANDO! Abigail, aparentemente, não vê problemas quanto a isso. E assim, ok, que dona Vic James queria manter um romancezinho típico de YA, mas constroi essa porcaria direito, minha senhora! Como que seus personagens interagem vagamente em 2 capítulos e você já faz um auê desse, sendo que tem toda essa implicação de escravidão no meio? NÃO, SÓ NÃO. FORÇADO, FORÇADO E FORÇADO! E por causa disso, Abi perde chances muito boas de ser realmente útil, porque até a Daisy, irmã da Abi que acabou de fazer 10 anos, tem mais função que a própria Abi. Lamentável.

Ah, ainda não falei para vocês dos Jardine, né? Pois bem, a Abi e a família dela vão cumprir os dias de escravo na casa desses Jardine aí, cujo filho mais velho, Gavar Jardine, é um psicotico/bêbado/esquisito que tem fetiche por estourar o que tiver na reta e atirar nas pessoas; o filho do meio e crush da Abi é o Jenner, tão inútil quanto a Abi. Em dados momentos eu até pensei que o Jenner, por não ter Habilidade e por ser rejeitadinho, estivesse tramando o fim dos dias de escravos, mas ele é só mais uma peça solta e não aproveitada; e o filho mais novo, o Jovem Mestre, Silyen, que é o único que merece que eu fale dele.

Silyen é uma incógnita, eu sinceramente terminei o livro sem saber qual é a dele. O moleque é inteligente, muito poderoso e tem uns planos na cabeça, do tipo chantagear uns Chanceler por aí para propor uma lei que acabe com os dias de escravo pra quê ainda nem sabemos direito. O fato é que Silyen é uma ovelha negra de quem todo mundo morre de medo e eu acho que com razão. Ele é esquisito, bucólico e intrigante, um personagem que eu ansiava muito por saber mais, mas que ganhou um mísero POV e sumiu, aparecendo vez ou outra fazendo uma atitude que aparentemente era boa, mas que tinha um fundo de maldade... Cara, não sei o que pensar do Silyen, ele pra mim é que nem o livro que não sei se gosto ou se desgosto! Só espero que ele tenha mais abertura nos próximos volumes, porque ele é uma das poucas coisas que me convenceram a ler o 2° volume dessa trilogia algum dia.

Por fim, preciso falar da treta política. Sim, esse foi um dos pontos positivos, pra não dizerem que eu tô aqui só metendo a ripa no livro. O sistema político é interessante, os debates e toda aquela sujeirada de Parlamento me empolgaram, principalmente que nessas partes eu conheci a Bouda, outra personagem com bastante potencial. Bouda é fria, dissimulada e infelizmente para ela, noiva de Gavar Jardine. Sei pouco dela, mas o suficiente para gostar do que pode vir. Espero também que ela apareça mais nos próximos volumes.

Por fim, o plot do livro, que não foi surpresa para mim, pelo menos, mas que eu imagino que possa surpreender algumas pessoas. E no mais, assim como só vou em festa de criança pela comida, só vou ler o segundo volume por causa do Luke! É isto =)

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Ananda | @bluecandybooks 31/03/2018

Infelizmente não foi dessa vez...
Como a própria sinopse já diz, em uma Grã-Bretanha distópica, os ricos possuem habilidades mágicas capaz de curar, entrar na mente das pessoas, construir coisas e etc, enquanto os plebeus são feito de escravos por essa gente durante dez anos por não possuírem tais habilidades e os aristocratas se sentirem na obrigação de exercer seu poder sobre eles por conta disso. Se cumprirem seus dias de escravos conforme as regras impostas, poderão ser livres após os anos trabalhando arduamente para esses aristocratas do mundo moderno. A Família Hardley é designada para trabalhar na casa da família fundadora dessa nova sociedade, e os mais poderosos do reino, a família Jardine. A mãe, o pai, a filha mais velha, o filho e a filha caçula. Porém, um imprevisto surge e o filho acaba sendo separado da família e indo para uma cidade de trabalho escravo temida por muitos enquanto o resto da sua família é mandada para a casa dos fundadores dessa sociedade.

O livro intercala entre o ponto de vista da Filha ( Abi ) a mais velha, que está na casa dos Jardine trabalhando, o ponto de vista de Luke, o filho que está na cidade escrava trabalhando e agora envolvido com uma resistência, uma espécie de rebeldes com causa. O filho mais novo dos Jardine, o enigmático, ardiloso e cruel Silyen Jardine, o filho mais velho dos Jardine, Gavar e a sua futura noiva Bouda.

Foi exatamente isso que me incomodou na leitura. Apesar de adorar livros com pontos de vistas de vários personagens, esse acabou ficando confuso e maçante. Além de que eu já não sabia dizer se o livro era uma espécie de fantasia de época ou algo moderno e distópico, é bem confuso e tem coisas demais acontecendo apesar de o livro ser bastante parado. Achei a narrativa chata e cansativa, não consegui me conectar com nenhum dos personagens e a história me prendeu em alguns momentos mas nada que me fizesse devorar as paginas. As vezes eu sentia que estava lendo sem de fato mergulhar na história.

A obra em si é bem escrita, mas história é tediosa, tem personagens complexos mas ao mesmo tempo desinteressantes, se é que isso faça sentido. Os personagens que achei legais não foram devidamente explorados, enquanto os mais chatos tinham todo o foco.

A magia que os ricos do livro possuem são chamadas de Habilidade, e elas podem fazer qualquer coisa, mas não explica como surgiu de onde surgiu, porque apenas alguns possuem e outros não... é algo que acho que a autora pode explicar mais pela frente mas que senti falta disso nesse livro. Deixar o leitor na ignorância a respeito do ponto principal da história é algo que me deixou desconfortável para dizer o mínimo. Gosto de me inteirar na história, conhecer o território, saber com o que estou lidando para poder imaginar, mas a Vic James infelizmente não tornou isso possível (pelo menos não por enquanto.)

As pessoas que não possuem habilidade são feitas escravas e precisam trabalhar para os ricos sejam em suas propriedades ou em cidades escravas que operam máquinas e outras coisas em nome dessa sistema repugnante. Podemos ver a diferença na vida de Luke o filho dos Hardley que foi mandado para Millmoor uma cidade escrava onde ele trabalha operando máquinas incansavelmente e a vida da sua família que está na casa dos Jardine pelo ponto de vista de Abi sua irmã mais velha. Apesar que as vezes a vida de Luke parecia o céu perto dos horrores na casa dos Jardine.

O livro fala sobre política, magia, poder, resistência e a forma desumana como um humano com poderes pode tratar outro que não possuem as mesmas habilidades. Mas apesar de todo esse mix de ideias, como eu já disse, as coisas acontecem tão lentamente que chega na metade do livro você já não lembra de mais nada que aconteceu lá atras. Eu fiquei fadigada a maior parte do tempo, principalmente porque os capítulos são longos.

Além de Silyen Jardine com sua habilidade poderosa, misterioso e ambisioso, nenhum personagem me interessou mais. Não achei nenhum personagem muito carismático ou fascinante. Luke Hardley tem seus momentos de pequeno herói no livro, mas nada que faça você se apegar a ele. Abi é bem sem sal, apesar de que os capítulos dela eram mais interessantes do que do irmão por conta da peculiaridade da família para quem ela serve de escrava que foram os que tornaram seus capítulos bons de ser porque a personagem em si é bem parada. Fiquei um pouquinho curiosa mais a respeito dos irmãos Jardine (Gavar, Jenner e Silyen), mas queria dormir durante os capítulos da noiva de Gavar, Bouda. Apesar de se impor, Bouda é daquelas personagens maçantes que fazem o leitor revirar os olhos sempre que ela dá as caras.

Enfim, eu penei bastante para terminar esse livro. Fiquei realmente decepcionada já que estava super ansiosa a respeito dele assim que saiu. Mas foi uma leitura difícil, lenta e que não me agradou. Não vou dizer que não recomendo porque todos têm pontos de vista diferente e alguns podem realmente gostar da história, mas um Gengutsu desse nível infelizmente não funcionou comigo rs. 2 estrelinhas pelas partes minimamente interessantes que me prenderam durante a leitura.
Jaque | Maluca dos livros 03/04/2018minha estante
Nossa! Passei pelo mesmo, pensei que era só eu que tinha achado confuso e massante. Uma pena, pois a premissa é ótima, porém a escrita da autora, com este monte de ponto de vista ficou confuso.


IWOLTER 23/05/2018minha estante
Poxa, detesto essa intercalação de pontos de vista. A narrativa fica tão chata. Acho que nem vou tentar ler esse livro.


Ananda | @bluecandybooks 23/05/2018minha estante
pior é que é o ponto de vista de 5 personagens, e alguns são bem chatos :(




Lidoliver 21/02/2018

Uma das melhores distopias da literatura atual
Fascinante e deslumbrante seriam palavras certas a respeito desta distopia, que mistura o popular tema "realeza" de uma maneira profunda e sombria com "habilidades". Uma das melhores distopias da literatura atual, sem dúvida.

site: https://www.wattpad.com/user/lidoliver
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