A Mulher Na Janela

A Mulher Na Janela A.J. Finn


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Resenhas - A Mulher Na Janela


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Hobb (@profundez) 09/12/2018

Realmente aconteceu ou é apenas uma alucinação?
Sobre a história:

Antes de sofrer um terrível trauma e passar a viver trancada dentro de sua própria casa, Anna Fox era uma psicóloga infantil e aparentemente tinha uma família feliz e unida. Mas agora ela passa seus dias misturando remédios com vinho e, com o auxílio da sua Nikon, espionando os vizinhos através de suas janelas. Família tradicionais em um bairro tradicional, ou seja, não havia muita novidade... Até a chegada da família Russell e de todos começarem a duvidar de sua sanidade, até ela mesmo.

Sobre os personagens:

Anna Fox é a nossa personagem principal e, de certo modo, é como se também estivéssemos presos dentro daquela casa. Como se tivéssemos de enfrentar todos os medos e até mesmo os ataques de pânico junto com ela. É simplesmente impossível não se colocar no lugar dela e imaginar o quão difícil é ser ela. Apesar de prometer (e cumprir) ser um thriller, o papel desse livro vai muito além disso. Através da personagem principal, o autor consegue explicar de uma forma muito clara como alguém com Depressão e Agorafobia se sente.

Confira a resenha completa no Instagram @profundez
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Lucas.Paulo 08/12/2018

Um bom thriller pra quem está começando nesse tipo de leitura que é o meu caso. Ana é uma personagem muito viva e você viaja facilmente pra pele do personagem, graças a escrita do autor que é fluida e bem limpa. O livro nao tem uma grande reviravolta sob o mistério da trama, acredito que muitas pessoas que leram ja desconfiavam de quem seria o personagem culpado no final da trama. Não decepciona , mas nao tem aquele ??BUMM?? no final . Mas mesmo assim não deixo de indicar gostei bastante, lí super rápido.
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Daniella.Miconi 06/12/2018

A Mulher na Janela
Para quem curte thriller, o livro A Mulher na Janela, da editora Arqueiro e escrito por A. J. Finn, é um prato cheio.

O livro conta a história de Anna Fox, uma psicóloga que sofre de uma depressão profunda que desencadeou uma fobia por lugares públicos: a agorafobia. O motivo dela ter desenvolvido essa fobia é desenrolado no decorrer do livro, onde a gente consegue sentir cada pontinha de angústia e depressão da personagem.

Se fosse um filme, A Mulher na Janela, se daria em um único cenário: sua casa. Rico em detalhes, o escritor A. J. Finn, que inclusive foi crítico antes de se aventurar em suas próprias histórias, destrincha todo e qualquer sentimento que a protagonista sente. Inclusive, me senti parte de seus pensamentos diversas vezes.

É inevitável a lembrança de A Garota no Trem e Objetos Cortantes, onde de todas as protagonistas são mulheres bêbadas e com algum problema psicológico. Sem dar nenhum spoiler, apenas recomendo a leitura, que é um pouco pesada – mas assim como sua série favorita na Netflix, é impossível não devorar a história.

Um ponto (entre muitos) positivo na minha opinião, foram os capítulos curtinhos e sempre com um gancho incrível para o próximo (o que me fazia pensar sempre “só mais um capítulo” rs). Terminei a história assim :O e me surpreendi em diversos momentos. Uma curiosidade é que A Mulher na Janela pode virar um filme, estrelado por ninguém menos que Amy Adams – já vimos ela em sua brilhante atuação como Camile Preaker, não podemos esperar menos se isso for mesmo verdade.

Enquanto o filme não chega, dê uma chance para a leitura, tenho certeza que você irá curtir. Me conta nos comentários se já leu e o que achou.

Bjs,
Dani

site: http://oitulipa.com.br/livro-a-mulher-na-janela/
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Smith 02/12/2018

Muito bom o livro, retratou bem como é a vida de uma pessoa solitária e depressiva que sofre de agorafobia. Teve momentos que até eu mesmo me senti agoniado com a vida da Anna dentro daquela casa. A trama tem muitas reviravoltas com uma excelente escrita.
Mayara.Oliveira 07/12/2018minha estante
Comecei a ler tbm.
Espero gostar :)


Smith 09/12/2018minha estante
Mayara , espero que goste! Suspense muito bom.




Voo com Livros 01/12/2018

Leitura Viciante - IG @VoocomLivros
Uma leitura viciante do início ao fim, onde o autor soube nos conduzir toda a história pela mente confusa da Dra. Anna Fox.
Adoro balancear minhas leituras de romance com um bom thriller psicológico e esse livro me interessou desde o seu anúncio. Ganhei um exemplar e infelizmente só consegui ler há pouco. Terminei com dois pensamentos: Que livro sensacional e por que demorei tanto para ler?
Assim como A Garota no Trem, nesse livro também temos uma protagonista que não está em seu melhor momento o a torna uma pessoa não confiável, mas ao contrário de A Garota no Trem, nesse consegui me envolver desde o primeiro capítulo. Anna Fox desenvolveu agarofobia há 10 meses. Como não consegue sair de casa, sua vida se resume em conversas com seu ex-marido e filha, assistir filmes antigos, aconselhar pessoas online e vigiar seus vizinhos com uma taça de vinho e sua câmera. Sua rotina tem uma mudança quando chega uma família nova na vizinhança e após testemunhar uma cena ela fica obcecada com eles. A questão é: com a mistura de sua medicação com bebida, como ela irá diferenciar o que é real ou não e conseguir convencer a outras pessoas que o que ela diz ter visto é verdade?
“Bisbilhotar é como fotografar a natureza: a gente não interfere no que está vendo. ”
O autor trabalha como crítico literário e com certeza podemos notar na sua escrita que toda a sua experiência o ajudou a criar esse thriller viciante do início ao fim. Depois que comecei a ler, não consegui parar. Ele criou a história com bastante detalhes, o que me deixou bastante atenta. Quando as revelações eram feitas, algumas consegui adivinhar e outras me surpreenderam e me fizeram colocá-lo na minha lista de melhore livros do ano.
Me senti angustiada junto com a Anna e torcendo para ela conseguir desvendar o que estava acontecendo o mais breve possível. Para quem gosta de livros que te fazem pensar, com uma trama envolvente e com um final que muda suas ideias, A Mulher na Janela é uma ótima escolha e que ano que vem estará nas telonas.


site: https://www.instagram.com/p/BmRQMT-ndXD/
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Fabio.Madeira 28/11/2018

No Que Acreditar?
A Mulher na Janela é uma obra que surpreende, indo além das expectativas para um thriller comum e nos permitindo experimentar muito de perto as fronteiras tênues entre realidade e ilusão, ao ponto em que, embora queiramos, não temos mais como confiar plenamente na sanidade da personagem principal. Apesar de que, ao clímax, o autor retorne a uma solução de certa forma comum aos livros de suspense, o resultado final é empolgante.

Em A Mulher na Janela, acompanhamos a narração em primeira pessoa de Anna Fox, uma psicóloga que vive solitária em uma casa de três andares em Nova York. Aparentemente, ela está separada de seu marido (Ed), embora converse diariamente com ele e com a sua filha (Olívia), que se encontram em outra cidade. O motivo da separação não é comentado, porém há a impressão de que o casamento não terminou de fato, e de que Anna está recolhida na casa, buscando se recuperar, para que esteja pronta ao reencontro com a família.

Anna simplesmente não sai de casa há dez meses. Ela sofre de agorafobia, uma doença em que a pessoa evita circular em ambientes ou situações específicas, pelo receio de que, caso se encontre em uma situação em que se veja em risco, não será capaz de encontrar um refúgio, um socorro. A agorafobia está diretamente associada ao transtorno de pânico. O simples pensamento de que algo terrível ocorra em situações fora de seu conforto provoca o isolamento da pessoa que, em casos extremos, não se sente segura nem mesmo sozinha em sua própria casa, necessitando da companhia constante de outras pessoas.

Com grande destreza, o autor nos apresenta gradativamente a rotina de Anna, que consiste basicamente em observar os seus vizinhos pelas janelas da casa (bem como conhecer suas vidas em detalhes, por meio de pesquisas na internet), auxiliar virtualmente pessoas em situação similar à sua, conversar eventualmente com o lacônico David (que vive de aluguel no porão da casa), receber a sua fisioterapeuta e o seu psiquiatra em dias específicos da semana, além de tomar doses cada vez mais frequentes de álcool, misturadas aos diversos remédios com que se trata da doença.

Soma-se a isso o seu hábito de assistir filmes antigos, em preto e branco, especialmente aqueles considerados “noir”, ou seja, as histórias com personagens enigmáticos e crimes aparentemente sem solução, em um cruzamento explícito entre o cinema e o mundo em que Anna estará prestes a se deparar. O autor não esconde a sua inspiração nesses filmes, especialmente no clássico Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock.

Pelo que observamos da personagem, ela está longe de uma cura e, ironicamente, busca ajudar pessoas na mesma situação, por um site. Ao contrário, Anna entra em um círculo vicioso de uso cada mais frequente do álcool (garrafas e garrafas de vinho), sem perceber que está se sabotando, sempre encontrando justificativas para beber mais. A principal recomendação de seu psiquiatra é de que não combine os remédios com bebidas, exatamente o que Anna não hesita em fazer. É angustiante acompanhar como a agorafobia afeta a vida de Anna, e conseguimos entender o seu pavor extremo de sair de casa, ou mesmo de abrir uma única janela. E aqui, adentrando nessa espiral destrutiva, é que Anna acredita testemunhar um crime, em uma casa do outro lado da rua, da recém-chegada família Russell (o casal Jane e Alistair, e o seu filho, Ethan).

Daqui em diante, vemos as tentativas desesperadas de Anna em provar à polícia e a todos ao seu redor de que presenciou de fato um assassinato. A personagem demonstra lucidez e argumenta de forma incisiva, porém não há provas suficientes, sendo que a própria polícia lhe afirma que a “vítima” está viva. Até mesmo Ethan, filho da suposta mãe assassinada e que se sensibiliza com a condição de Anna, rebate os seus argumentos. O autor consegue nos fazer transitar entre a crença e a descrença, e ficamos à deriva, desejando por um lado acreditar que a personagem tem razão e de que há algum ocultamento individual ou coletivo do crime, e por outro não nos livrando da dúvida de o quão consciente Anna está, considerando o seu vício em álcool e os efeitos colaterais dessa combinação com as medicações.

Ela pode ter de fato presenciado algo, porém tudo pode não passar de uma alucinação, e essa indefinição é um dos pontos altos na leitura, elevando o suspense. Não é possível nem ao menos ter a certeza de que as pessoas ao redor de Anna existem de fato. O que parece inicialmente uma história sobre um provável assassinato testemunhado em uma janela, termina por enveredar na observação do processo autodestrutivo de uma mulher, atormentada por um passado obscuro, do qual busca fugir de todas as formas.

E, abordando o passado, o autor nos mostra pouco a pouco as peças que explicam o motivo do isolamento de Anna. Essas passagens são, ao início, bastante curtas, porém vão tomando mais espaço no livro, à medida em que os acontecimentos se aceleram, até o ápice da circunstância dramática vivida por Anna. Uma situação extrema, terrível, contada com maestria por A.J. Finn, em um dos momentos mais emocionantes e viscerais do livro.

A partir da revelação da dor sofrida pela personagem e da tomada de consciência da própria Anna quanto ao que de fato vivenciou, há uma reviravolta muito bem construída pelo autor. Agora a atenção está voltada para sabermos se Anna terá forças para superar a traumatizante realidade em que se encontra, e a vemos em sua luta para não retornar ao círculo vicioso. Esse é o ponto em que o leitor mais torce para que a protagonista vença a situação, e mais sofre ao vê-la flertar com a retomada sutil e explosiva dos mesmos hábitos.

Porém, ao invés de seguir nessa direção e construir um fechamento inovador, invertendo o foco do crime para a jornada desesperada da personagem, o autor decide retornar ao foco anterior o que, se por um lado esclarece definitivamente todas as pontas deixadas ao longo da obra, por outro frustra a expectativa de que caminhássemos para um final mais profundo sobre os medos interiores do ser humano. De qualquer forma, ainda assim o livro tem o seu próprio charme e consegue se destacar no universo das obras de suspense.

Ao final da leitura, a sensação é de que o autor atingiu o objetivo de nos mergulhar no universo particular de Anna e de tantas outras pessoas no planeta, construindo uma personagem com a qual nos identificamos, pela qual tememos por sua vida e, ao mesmo tempo, torcemos para que quebre todas as barreiras que a prendem em seu casulo psicológico.

A obra será adaptada para o cinema, com Amy Adams no papel principal. Um roteiro de alto nível e a escolha dessa fantástica atriz trazem muitas esperanças de que tenhamos uma adaptação de grande impacto nas telas.

"Mais uma Leçon de francês hoje e, à noite, Les diaboliques. Um marido cafajeste, uma mulher frágil, uma amante, um assassinato, um cadáver desaparecido. Existe coisa melhor do que um cadáver desaparecido?"

site: http://www.entrelinhasfantasticas.com.br/
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@donzelaobscura 27/11/2018

Surpreendente!
[Resenha]
? A MULHER NA JANELA
?? A. J. Finn
Páginas: 352 Editora: Arqueiro
Nota: 4,5/5
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Anna, psicóloga, sofre de agorafobia, que a impede de sair de casa e socializar. Passa os dias entre seus remédios, vinho, xadrez online, filmes antigos e espiar a vida dos vizinhos pelas janelas de sua casa já que fora abandonada pelo seu marido e filha. Sua única diversão. Sabe tudo sobre seus vizinhos; O que fazem, horários, quem trai quem, seus programas... Também ajuda pessoas a superar seus traumas em um site da Internet.
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Tudo parecia normal na vizinhaça, até que escuta um grito na casa de um vizinho e avista algo aterrorizante. É a única testemunha de uma cena criminosa. Como provar se o que viu foi real ou fantasia? Como acreditar em uma alcoólatra, viciada em remédios controlados cheia de transtornos psicológicos? Por vezes o livro te deixa em dúvida da sanidade da Anna, o que torna a história fascinante e daí seus segredos começam a vir à tona. A trama foi muito bem desenvolvida, apesar de focar muito na Anna e seus transtornos, porém creio que foi bastante necessário para a criação da personagem que ao meu ver era quase palpável. Minha ansiedade foi a mil em cada capítulo lido! Não demorei a engatar na leitura como pensei que seria, o que foi ótimo, pois não tenho tido muita sorte no gênero em si.
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Com o decorrer da história, as peças vão se encaixando e tornando tudo cada vez mais surpreendente. Confesso que algumas coisas acertei, mas o final foi inesperado pra mim. Não sou muito boa em desvendar mistérios, o que pode ser uma experiência fantástica às vezes. Esse livro me pegou de jeito, de uma forma que ao terminá-lo fiquei sem reação. Indico esse triler psicológico, que foi o melhor que li esse ano! Amo livros que envolvem!
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Essa leitura foi da Leitura Coletiva no Instagram que eu e a Denise do @cafechocolateewifi organizamos entre os dias 05 à 24/11. Adorei participar!
Resenha original no blog:https://apenassentidos.blogspot.com/2018/11/resenha-mulher-na-janela-j-finn.html?m=1

site: https://apenassentidos.blogspot.com/2018/11/resenha-mulher-na-janela-j-finn.html?m=1
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Myrelando 27/11/2018

amei
Sinopse:

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.

Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.

Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? . .

Pois bem, a cada capítulo eu acreditei que Anna era louca, mas chega num ponto da estória (que demorou muito por sinal) que a gente começa a querer acreditar nela, e começamos a apontar suspeitos, a torcer por ela e tbm a sofrer. E digo mais, vc com certeza não imaginava esse final, pq foi contra todos os meus pensamentos e idéias sobre oq realmente aconteceu na casa dos Russeslls, e se tinha acontecido de fato. Muita coisa é revelada e chegamos num ponto onde a gente já não sabe oq é real ou não, e o fato de Anna ser uma Alcoólatra e que ainda por cima toma muitos remédios, faz dela uma pessoa em quem não conseguimos acreditar 100%.
Mas a leitura valeu muito apena, e com uma sinopse dessas, oq resta é vc ler e amar esse livro tanto quanto eu amei. . .

site: https://www.instagram.com/p/BqaRq3MAXe-/?utm_source=ig_web_copy_link
Kawany.Stefhany 28/11/2018minha estante
Estou na metade do livro! É sensacional




diego.dasilvaresende 23/11/2018

Bom !!!
"Nada e o que parece ser", surpreendente, uma revira volta fantástica !!! ótimo livro do gênero !!!
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Rosana 14/11/2018

Suspense instigante
Teve momentos em que pensei seriamente em desistir não pelo livro mas pela protagonista ela é muito deprimente, mas fui persistente ainda bem pois pela metade do livro ele melhora bem e se transforma naquele suspense psicológico instigante, aqueles que você começa e não quer parar mais.
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Lovett (@bloglariteratura) 13/11/2018

Bem-Vindos ao P.A
Hoje vim falar um pouquinho deste outro thriller que, pra ser sincera, fui encorajada a ler só depois que soube que o autor, A.J.Finn, estaria na Bienal 2018 (que acabei nem indo, mas tudo bem). Hahaha.

Vi que minhas amigas estavam lendo e resenhando “A Mulher na Janela”, então fui atrás de ler a sinopse e, por motivos óbvios pra quem gosta de um bom thriller, fiquei com medo de ser mais do mesmo. Se eu for ser bem sincera, realmente é.

Veja bem, isso não prejudicou a história como um todo. Terminei de ler satisfeita de ter dedicado algumas horas da minha vida a história de Anna Fox e sua vizinhança esquisita e, apesar das minhas desconfianças terem se concretizado no decorrer da leitura, não me arrependi de ter persistido ao início lento do livro e seguido até o fim.

Pra quem ainda não leu e gosta de fazê-lo antes da história ir para as telonas, é bom saber que o filme baseado neste livro estreia em outubro de 2019, com a linda da Amy Adams como protagonista. Isso foi outra coisa que me deixou com essa sensação de “mais do mesmo”, já que a Amy também é protagonista da adaptação do livro da Gillian Flynn, “Objetos Cortantes”.

Ambas as personagens vivem bêbadas, o que sempre tira a credibilidade do que quer que seja que elas tenham pra contar, bem no estilo Rachel (de “A Garota do Trem” – Paula Hawkins) e Lo (de “A Mulher na Cabine 10” – Ruth Ware)... Perceberam o que eu quis dizer?
O engraçado é que Finn era crítico literário antes de se tornar escritor e, mesmo assim, resolveu não arriscar em nada e seguiu aquela receitinha básica que as autoras citadas acima já tinham testado e aprovado. Vai entender, né?

Enfim, caso ainda não tenham lido nenhum dos livros acima, recomendo “A Mulher na Janela” sem medo algum. Mas, se eu pudesse recomeçar as leituras das integrantes do P.A (Protagonistas Alcoolizadas), iniciaria esse trajeto com Camille Preaker, de Objetos Cortantes.

Pelo menos duas das quatro mencionadas acima são jornalistas. Confesso que estou preocupada com a possibilidade de ter escolhido a profissão errada. Hahaha.


site: http://instagram.com/bloglariteratura
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50livros 09/11/2018

Livro bom para morrer de medo dos vizinhos
Essa leitura aqui foi uma que fiz de maneira bem despretensiosa. Não conhecia nada da história, não tinha nenhuma expectativa e acho que foi bem benéfico isso, pois vi que tinha muita gente simplesmente amando esse livro. Se tivesse levado isso eu consideração, talvez teria dado uma nota bem menor.

O enredo é bem interessante, ainda mais que tem todo um toque noir e de filmes de suspense antigos que ajudam em muito a dar o clima certo. Os personagens foram incríveis, cumpriram de maneira maestral seus papéis, sendo o ponto alto de todo o livro.

O transtorno mental vivido pela protagonista e todo o mistério em volta do start disso funcionam quase como um personagem, tendo uma história e personalidade próprios. Eu realmente amei como isso integra a trama de uma forma única e que faz todo o sentido para o suspense geral.

Meu problema, de verdade, foi em como a trama começa. Quem acompanha o blog sabe que li "A Garota no Trem", de Paula Hawkins e não foi uma leitura que funcionou 100% para mim e "A Mulher na Janela" começa de maneira muito semelhante, deixando o início das histórias muito próximos. Parecia uma tentativa de inspiração que se tornou mais cópia que o desejado. Eu comecei me decepcionando mais do que curtindo esse início.

Acabei demorando MUITO para engatar na leitura por conta disso. Fiquei durante muito tempo comparando os dois livros e isso me desestimulava demais. Só que, a partir do meio exato do livro, tudo começa a mudar e ganha contornos muito próprios. A trama acabou indo para um lado que nem imaginava, mostrando detalhes que eu ainda não tinha percebido.

Bom, para não dar um spoiler, acontece um crime que só a protagonista, nada confiável, é testemunha. A partir daí, começam a pipocar algumas coisinhas que dão pistas do que realmente aconteceu. Só consegui ligar todas quando finalmente acontece a última antes da grande revelação. Então, não é impossível descobrir o que aconteceu, mas não é nada fácil. Nessa trama aqui, diferente de seu semelhante supracitado, é realmente muito difícil saber o que é verdade ou delírio. Esse é o charme dessa história.

"A Mulher na Janela" é um livro para ser lido sem grandes expectativas, se deixando levar com calma pelos acontecimentos. Não desanime, te garanto que o final valerá muito à pena a leitura.

site: www.50livros.com/single-post/2018/09/11/RESENHA-de-A-Mulher-na-Janela-de-A-J-Finn---PROJETO-PREPARADA-PARA-A-BIENAL
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Aline Lima - Liliteratura 07/11/2018

Surpreendente
A nossa protagonista é agorafóbica: ela tem medo de sair de casa, então seus dias são preenchidos com filmes antigos na TV, (muito) vinho e algumas espiadinhas na vida dos vizinhos. Mas um dia ela vê algo chocante: sua vizinha sendo esfaqueada 🔪 mas quem vai acreditar na mulher que não sai de casa há 10 meses e toma remédios controlados? Eu tive muita dó da Anna em alguns momentos da leitura, do quanto ela é sozinha e não consegue mudar sua situação, da falta de credibilidade que ela tem por conta da doença. Você acaba colocando a sanidade dela em xeque, porque não há nada que comprove o que ela diz que viu. A leitura foi meio arrastada no começo, mas depois de um dado momento não dá pra parar e o final é no mínimo surpreendente. A oportunidade de poder compartilhar com outras pessoas as teorias que vão surgindo na sua cabeça é incrível, e eu digo que algumas das nossas teorias eram melhores do que o final em si haha obrigada @oqueleroficial por ter feito isso acontecer e por todos que entraram nessa!

site: https://www.instagram.com/p/Bomav8Rgl_h/
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Amiga Leitora 07/11/2018

Anna Fox é uma psicóloga infantil que após um acidente envolvendo ela e sua família, acabou desenvolvendo agorafobia, ou seja, Anna tem pavor de se perceber em lugares abertos, e devido a isso ela se isolou no interior de sua própria casa. Único lugar no mundo onde se sente segura.

Por passar muito tempo sozinha e dentro de casa, Anna desenvolveu a mania de observar a vida de seus vizinhos, através das diferentes janelas, dos diferentes cômodos de sua casa, ela consegue acompanhar o dia a dia, os hábitos e costumes de todos os seus vizinhos.

E assim, observando a vida acontecer ao entorno de sua casa que Anna conhece os Russells, uma família que acabou de se mudar para uma casa no outro lado da rua. Um interesse crescente em relação a essa família começa a dominar Anna, principalmente depois que Jane e Ethan, a esposa e o filho de Alistair Russells, a visitam.

Dividida entre a medicação forte e com inúmeros efeitos colaterais, e as diversas garrafas de seu vinho favorito, Anna acaba presenciando um crime horrível. Ou pelo menos isso é o que ela acredita. Desacreditada por todos, inclusive pela policia, devido ao seu estado clínico, assim como a ausência de provas, levam a Anna a começar a desacreditar de si mesma.

Mas quando o passado vem à tona e ela precisa confrontar todos os seus demônios interiores, ela percebe que confiar em si mesma é a única segurança que ela pode ter.

Desde o lançamento desse livro eu fiquei super curiosa para lê-lo, afinal de contas eu amo livros nesse estilo de suspense/thriller. Após conhecer o autor na Bienal do Livro desse ano, e entender um pouco de onde vem a inspiração dele, a forma como ele constrói a história em sua mente, suas influências e tudo mais, tive certeza que a leitura desse livro tinha que estar na minha lista de prioridades.

A primeira coisa que eu preciso comentar é o amor da personagem principal por filmes, e como os filmes favoritos dela vão sendo apresentados na trama e de certa forma vão complementando a narrativa. Já tinha visto alguns, e anotei dicas de outros para ver assim que tiver a chance.

A. J. Finn tem um domínio excelente em relação a sua história, a forma e o tempo no qual ele vai liberando as informações para o leitor, faz com que a narrativa se torne ainda mais envolvente, e fluída. Sério, 'A Mulher na Janela', é um livro que a gente senta para ler e quer fazer isso em um único fôlego.

Com um final de fazer o leitor prender a respiração 'A mulher na Janela' é um livro que com certeza entra para a lista dos favoritos desse ano, e um que eu SUPER recomendo a todos os leitores! Aproveitem para ler antes do filme sair, e se surpreenda com essa história MARAVILHOSA.

* RESENHADO POR ANA LUISA DO BLOG AMIGA DA LEITORA *

site: http://www.amigadaleitora.com/2018/11/resenha-mulher-na-janela-editoraarqueiro.html
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