A Mulher Na Janela

A Mulher Na Janela A.J. Finn


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Resenhas - A Mulher Na Janela


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Silvana - Blog Prefácio 17/02/2019

Em A mulher na janela vamos conhecer a Dra. Anna Fox, uma psicóloga infantil que sofre de Agorafobia e há dez meses não sai de dentro de casa. Alguns passos no quintal já basta para ela ter um ataque de panico. Por isso seus únicos contatos são sua fisioterapeuta Bina, seu psiquiatra o Dr. Fielding e seu inquilino David, e os telefonemas para seu marido Ed, e a filha Olivia que não moram com ela. Anna passa os dias assistindo filmes antigos, que é uma das suas paixões, jogando xadrez na internet, conversando com outras pessoas com o mesmo problema que o seu em um site especializado, fazendo aulas de francês on line e vigiando a vida dos seus vizinhos. E enquanto faz isso, ela bebe vinho. Muito vinho.

Como Anna não consegue mais viver sua vida como gostaria, vigiar seus vizinhos é como se ela estivesse vivendo a vida através deles. Ela tem uma câmera com uma lente potente que alcança todas as casas ao redor da sua e ela sabe tudo o que acontece com os vizinhos nos mínimos detalhes. Ela sabe os horários de todos eles e tudo o que cada um faz ao longo do dia. Porque além de vigiar com sua câmera, ela segue a vida deles pela internet, seus trabalhos e suas redes sociais. E agora ela tem mais uma família em seu circulo, os Russells. Alistair, Jane e o filho adolescente Ethan acabaram de se mudar para a casa do outro lado do parque e aparentemente eles são uma família perfeita e ela se sente próxima deles porque isso a faz lembrar de sua vida com Ed e Olivia.

Logo Ethan vem se apresentar e em seguida ela conhece Jane e as duas passam uma tarde jogando conversa fora. Mas Alistair não parece muito feliz com essas visitas. Alguns dias depois Anna tem um dia bem ruim e acaba se entupindo de bebidas e misturando com os remédios novos receitados pelo seu psiquiatra. E justo nesse dia ela vê algo terrível acontecendo na casa dos Russells. Anna liga para a policia e com muito esforço ela quase consegue chegar até a casa deles antes de desmaiar. Mas quando Anna acorda, ela está em um hospital e os policiais dizem que não aconteceu nada na casa da frente, que provavelmente tudo não passou de uma alucinação causada pela mistura dos medicamentos com o álcool. Mas será que foi isso mesmo? Porque Anna tem certeza de que tudo aconteceu exatamente como ela viu acontecer.

"A voz dele some outra vez.
— Alô?
Segundos depois ela volta, altíssima.
— Esses comprimidos não podem ser misturados com álcool, ok?"

Esse livro foi um dos suspenses mais comentados no ano passado e não li nenhuma resenha negativa dele, todas elogiavam o livro e principalmente os desfechos, os, porque o livro tem algumas reviravoltas no final. E eu até cheguei a comprar ele, mas coloquei na estante e só agora eu peguei para ler. Foi minha primeira leitura de 2019 e comecei o ano bem. Não foi igual ao do ano passado que comecei com A Melodia Feroz e favoritei a história original criada pela autora. Aqui gostei muito do livro, mas não é muito diferente de algumas histórias de suspense que tem no mercado e por isso dei apenas um "muito bom" para ele.

Logo de cara o enredo do livro lembra livros como A Garota no Trem e As Elizas. O livro é narrado em primeira pessoa pela Anna, e ela é uma personagem não confiável, pois, passa a história toda misturando medicamentos com álcool. Só uma das duas coisas já seria suficiente para colocar a palavra dela em dúvida, as duas juntas então... Mas quando a gente começa a ler qualquer livro do tipo, mesmo sabendo que é um livro de suspense e que vai ter várias reviravoltas na história, a gente parte do principio de que o narrador está falando a verdade. Por isso é impossível não se identificar com ela e não querer entrar no livro para defendê-la das pessoas que não acreditam no que ela fala.

Só que ao mesmo tempo você fica lembrando do que ela ingere o tempo todo e entra aquela pulguinha da dúvida. Até porque a própria começa a duvidar dela mesma e a gente fica roendo as unhas para saber se está acontecendo de verdade ou tudo não passa de uma alucinação. É ai que a gente começa a desconfiar de tudo e de todos. E a formular perguntas sobre algumas situações. Uma das primeiras questões que levantei foi a do porque o marido e a filha não moravam com ela quando era obvio que ela não conseguia morar sozinha, e mesmo eles estando separados, eles se davam muito bem e ele poderia ter aberto uma exceção no caso da doença.

Depois comecei a levantar vários suspeitos, entre eles duvidei do inquilino, do Ethan, de uma pessoa na internet, e até dos policias encarregados do caso e no final acabei não me surpreendendo tanto porque estava certa em algumas coisas. Acho que esse é o mal de quem lê muitos livros do gênero, é dificil encontrar algo absolutamente novo, sempre alguma coisa já foi escrita em alguma dessas histórias que a gente já leu. Mas tenho que deixar claro que isso foi algo bem particular, e isso não tirou o mérito do autor, que criou uma história maravilhosa e que com certeza eu recomendo a leitura. E para finalizar quero falar da capa que tem tudo a ver com a história e quando a gente bate o olho já vê a Anna vigiando a vida dos vizinhos pela janela.

site: https://blogprefacio.blogspot.com/2019/02/resenha-mulher-na-janela-aj-finn.html
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Aline.Rodrigues 16/02/2019

Um thriller psicológico sensacional
Genteee que livro é esse?
Confesso que no início estava achando um pouco chato e cansativo, bateu até aquela vontade de abandonar, mas a curiosidade em saber o que de fato aconteceu falou mais alto.
Em alguns momentos eu odiava a Anna, em outros queria matar a Anna, cheguei até a pensar que estava ficando louca como a Anna, mas a verdade é que de louca a Anna não tem nada.
Anna é uma mulher que sofre de Agorafobia, causada por um grande trauma, vivendo sozinha em sua bela e segura casa, longe do marido e da filha, Anna passa seus dias bebendo muito vinho, se automedicando, conversando com estranhos na internet e vigiando pelas suas janelas cada passo de seus vizinhos.
Até que um dia de sua janela Anna vê sua vizinha, com quem tinha passado horas conversando e jogando xadrez Jane Russell ser assassinada e chama a polícia, mas Anna acaba descobrindo que Jane Russell está mais viva do que nunca e que na verdade ela nunca a conheceu, nunca nem viu por trás de suas janelas. Resta agora a Dr. Anna Fox descobrir o que realmente é real e o que a sua mente inventou, uma coisa um pouco difícil, já que Anna passa seus dias se embebedando e se enchendo de remédios psicóticos.
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Elton 15/02/2019

Incrível
Leitura rápida, bem escrita, cheia de reviravoltas inteligentes.
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Lucas Bosquesi 15/02/2019

Mais uma leitura que achei que ia ter preconceitos, pois me parecia um tema meio clichê, mas que me surpreendeu bastante!

É o tipo de livro que fiquei fazendo suposições dos acontecimentos (por mais que alguns seja previsíveis) do início ao fim. Gosto muito de livros que tem cenários simples, poucos personagens, porém com riqueza de detalhes, bastante presentes nesse livro. Junto à isso, a imersão nos pensamentos da personagem principal também é marcante e bem construída, importante para gerar todo o clima de questionamento de lucidez ou não da própria.

Li o livro inteiro em poucas horas, de uma sentada, é bem gostoso e gera aquele suspense que não dá pra esperar até o próximo dia para ler a página seguinte! Recomendo bastante!
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Letícia 14/02/2019

Como muitos comentários já feitos aqui, é um livro que ou você ama, ou você odeia. Eu particularmente estou no meio termo, gostei em partes, é um livro com uma riqueza de detalhes, uma história bem construída, porém chega um certo momento que que leitura torna-se cansativa. Demorei mais do que devia pra terminar, justamente por ter enjoado dele. Contudo, acho que vale a pena ler, como já disse, muitos amam o livro, é tudo questão de ponto de vista.
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Rafaela.Natalia 13/02/2019

Antes de mais nada, vou deixar claro aqui que é um livro muito, muito peculiar, ou seja, algumas pessoas simplesmente amam e outras odeiam, então já vou dizendo que aqui vou expor a minha opinião, e o que eu achei do livro num todo!! Bora conferir 👇
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O livro é narrado pela Dr. Anna uma psicóloga que sofre de uma doença chamada agorafobia (Medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento.)
Ela não saí de casa a meses e vive a base de remédios fortes e muita bebida alcoólica.
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O maior hobbie de Anna é observar a vida dos vizinhos, o dia a dia deles, para vocês terem uma ideia ela sabe o passo a passo de todas as atividades diárias de seus vizinhos (bem maluca 😂)
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Por vezes Anna conversa com seu marido e sua filha Olívia (e vocês vão ver que ambos são personagens que trazem com eles uma reviravolta bem marcante na trama)
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Dentre os vizinhos Anna bisbilhota a casa dos Russells e acaba conhecendo certo dia Jane Russells a esposa e seu filho, e cria certo vínculo com ambos!! .
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Anna é cinéfila viciada em filmes clássicos e antigos, e esse aspecto me chamou muito atenção no livro, uma vez que me identifiquei (somente nesse quesito) com a protagonista.
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A trama começa bem lenta e começa a ficar envolvente apenas quando Anna vê sua vizinha Jane levar várias facadas na sala de casa e na tentativa de salvar a vizinha consegue sair de casa, mas acorda no hospital e ao chegar em casa e ser questionada sobre o que estava fazendo fora de casa, já que nada tinha acontecido na casa dos vizinhos, Anna não entende o que está acontecendo, não sabe se o que viu na noite anterior é realmente verdade, ou apenas uma invenção e fica mais confusa ainda quando uma outra mulher entra em sua sala dizendo ser Jane Russells e o filho e o marido confirmam tal informação, para delírios do leitor que fica sem saber o que realmente está acontecendo 😱
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O desfecho do livro é bem chocante e eu fiquei bem surpresa, não esperava tal revelação, a trama tem um pouco de a garota no trem e uma pitada do filme Paranóia, se você gosta de um suspense mais parado, vai amar esse livro 👏

site: https://www.instagram.com/diariodeleiturasdarafa/
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Na 01/02/2019

A mulher na janela é um livro que mostra como um trauma pode nos fazer perder as pessoas que amamos, dentre elas, nós mesmos. É uma agonia perceber quão vulnerável uma pessoa fica quando perde o controle da própria mente e como é fácil e tentador manipular alguém nesse estado, ainda mais quando se é uma mulher. O tempo todo me perguntei se os detetives e os outros personagens desacreditariam tanto da palavra de Anna caso ela fosse um homem. Além disso, o autor descreve bem a realidade de uma pessoa com agorafobia, sem fantasiar nem negligenciar o estado mental de quem sofre com essa doença e é muito bom ver o desenvolvimento e a luta da protagonista com seus monstros interiores. Os acontecimentos do livro fazem com que Anna tenha que enfrentar os obstáculos impostos para si mesma afim de que possa provar para todos que não estava delirando e que o que ela viu pela janela realmente aconteceu.
O livro é muito bem escrito e a história muito bem desenvolvida, sem deixar pontas soltas e com um plot twist sensacional no final.
Ansiosa pelo filme!
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Nati 26/01/2019

Suspense dos bons!
O livro me pegou de um jeito que não consegui parar de ler até terminar. É aquele livro que vc fica no ?só mais 1 página? e não consegue cumprir. A cada minuto livre eu corria pra ele afim de dar continuidade a história. Quando terminou fiquei assim ?. Vale muito a pena!
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Adriana 25/01/2019

Plot twist
Gostei bastante do livro, um suspense bem legal! Com várias reviravoltas.
O começo é parecido com Stalker, que eu achei horrível, mas depois vai ficando bem melhor e mais bem escrito. Em alguns momentos, lembrou tb o filme Tully com a Charlize Theron.
Achei interessante que o livro começa com capítulos lineares, bem organizados e conforme a personagem vai ficando confusa, os capítulos parece que seguem seu raciocínio e vão ficando mais desordenados, refletindo o estado de espírito da personagem principal. Nem sei se isso é proposital.
Gostei tb pq tem muitas citações de filmes antigos.
É daqueles livros vc não quer que acabem!
Personagens: Anna, Ed, Olivia, Ethan, Jane, David, Dr Fielding, Wesley
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Syl Streit Tobaldini 25/01/2019

Thriller doméstico cheio de referências e citações cinematográficas.
Li esse livro sem expectativa alguma, sabia apenas que era um livro de mistério, um thriller doméstico.
E eu adorei!
Pode ser que eu tenha me identificado um pouco com a personagem principal? Provavelmente.
Anna Fox é uma mulher agorafóbica, que está há meses sem sair de casa, e passa os dias bebendo vinho, vendo filmes antigos e, claro, cuidando discretamente (nem sempre) a vida de seus vizinhos.
Não tenho agorafobia, mas já tive algumas crises de pânico fora de casa que me fizeram querer isolamento total do resto do mundo, e esse é o primeiro aspecto que rolou identificação com a Anna.
O segundo aspecto é essa paixão por filmes antigos, e se você também gosta de cinema, vai adorar as inúmeras referências e citações de filmes ao longo do livro.
O mistério em si não é nada que não tenhamos visto antes, mas a forma como tudo se desenrola me gradou bastante. Anna vai testemunhar um crime pela sua janela, e como sempre nos thrillers domésticos, sua palavra será posta em dúvida pela polícia e por seus conhecidos, afinal todos sabem que ela é uma esquisita que não sai de casa e mistura remédios com vinho.
Além daqui, eu só daria spoilers.
Ótimo livro para ler quando se quer um mistério rápido e com uma protagonista interessante.
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Carol 24/01/2019

Instigante
Um suspense que me prendeu atenção, com um desfecho que eu não esperava.
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Ellen 18/01/2019

Ellendo - https://ellendo.com/
Não sou muito fã de resenhar livros de suspense e mistério, principalmente por ter medo de dar spoiler sem querer, mas “A mulher na janela” definitivamente merece um post só para si.

O autor conseguiu estrear com um bom livro e isso é ótimo. A história foi bem conduzida, a ponto de eu sentir que era impossível parar de ler. Claro que tem alguns elementos que podem ser considerados clichês do suspense, mas acho que são bem normais e esperados.

A Anna é uma personagem muito fácil de projetar na “vida real”, portanto fica fácil entender quem ela é e toda a situação em que se encontra. Aliás, é bem compreensível ela ter se tornado uma pessoa reclusa e usar a curiosidade pela vida dos vizinhos como única diversão do dia. E gostei que, independente de qualquer coisa, ela foi até o fim para entender o que aconteceu.

O único problema, para mim, foi a demora em falar o que houve na casa do vizinho. Sou uma pessoa curiosa e a sinopse passa que teve algo no mínimo chocante, então eu estava super ansiosa para saber o que era. Mas só depois de mais de cem páginas que o leitor fica sabendo o que é e isso foi meio estressante, porém me motivou a ler mais rápido.
Em compensação, essa também é uma das coisas que mais gostei. No final é possível entender o porquê de o escritor ter “demorado” para introduzir o mistério e é impossível não concordar com a decisão dele. Ele usou muito bem as primeiras páginas para preparar o solo antes de jogar a bomba. E isso facilitou muito na hora de compreender certas partes.

Só consegui adivinhar uma parte do mistério, o que foi ótimo. Normalmente eu descubro tudo antes de ser resolvido na história, sendo assim fico feliz quando não consigo exercer minha mágica e isso entra no saldo de coisas positivas do livro.

Também foi fácil perceber o cuidado que o autor teve ao retratar uma pessoa com transtornos mentais e fobias, logo me agradou bastante. Isso é muito importante porque já tem pessoas demais banalizando e ninguém precisa disso na literatura.

E vai ter adaptação cinematográfica! A estreia está prevista para outubro deste ano e mal posso esperar para assistir.

A título de curiosidade, tive a oportunidade de conhecer o A.J. Finn durante a Bienal do Livro de SP 2018. Ele foi super simpático, me fez algumas perguntas e tivemos um verdadeiro ataque de fangirl quando começamos a falar sobre o livro. O que foi bem engraçado porque parecia que não queríamos dar spoilers um para o outro e ficamos conversando em códigos.

site: https://ellendo.com/2019/01/18/resenha-a-mulher-na-janela-a-j-finn/
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