A Mulher Na Janela

A Mulher Na Janela A.J. Finn




Resenhas - A Mulher Na Janela


149 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Virgílio César 07/04/2018

Muita enrolação para pouca história. Final ridículo sem nenhuma criatividade, com aquela luta mortal do mocinho contra o bandido (como acaba a maioria dos livros de aventura).

Concordo em gênero, número e grau com as palavras de Isa Books:
O desenrolar da trama que não me agradou. Enfadonho, arrastado e muito, mas muito monótono. Eu me sentia impaciente e agoniada de ficar presa naquela casa escutando aquela mulher com seu monólogo, reclamando da péssima vida que levava enclausurada em sua residência bonitona.
Lincoln Salles 29/05/2018minha estante
Concordo


CAF 09/06/2018minha estante
Concordo com você Virgílio Cesar, muita enrolação e um final ridículo.




Isa Books 27/03/2018

Dessa janela não consegui ver nada, o vidro estava embaçado
Inicialmente, quando li a sinopse, percebi que A Mulher na Janela reunia todos os elementos que me instigam a ler um livro, aquele suspense velado típico de thrillers psicológico (um dos meus gêneros preferidos).
Esse é um daqueles livros sensação do momento, em que todo mundo está lendo e amando, então obviamente pensei: "opa! Livrão a vista". Quebrei a cara.

É notório a similaridade com a obra de Paula Hawkins A Garota no Trem, que na época de sua publicação foi aquele alvoroço. Adorei, me deixou bem doida, mas esse também me deixou doida, mas doida de raiva.
A Anna Fox é uma daquelas personagens que tem tudo para ser grandiosa: sofre de uma grave fobia, vive a base de bebida e remédios e passa o dia stalkeando os vizinhos tanto através das redes sociais quanto através de sua janela com sua máquina fotográfica. Uma voyer total e completamente.
Mas foi o desenrolar da trama que não me agradou. Enfadonho, arrastado e muito, mas muito monótono. Eu me sentia impaciente e agoniada de ficar presa naquela casa escutando aquela mulher com seu monólogo, reclamando da péssima vida que levava enclausurada em sua residência bonitona.

Os personagens são tão apagados e sem qualquer emoção que estava me dando sono. Fiquei quase até metade do livro esperando os impactos, os choques e... cadê eles?
A únicas 3 coisas que salvaram o livro de 1 estrela foram... não posso falar né?! Seria spoiler, os momentos finais foram bem interessantes do tipo "eita! Como é que é?"
Infelizmente esse poucos acontecimentos não salvaram a obra, só contribuíram para eu aumentar a quantidade de estrelas.

Em suma é isso pessoal, A Mulher na Janela foi um livro que iniciei cheia de expectativas e fiquei extremamente decepcionada.
Mas olhem que contraditório: será adaptado para as telonas e já estou louca para assistir, vai que por um milagre do destino o filme fica melhor que o livro não é mesmo?
Ryllder 27/03/2018minha estante
Mais um livro que não entrega o que promete...


Isa Books 27/03/2018minha estante
Exatamente


Maria 27/04/2018minha estante
Talvez como filme funcione mais. Descobri todos os "mistérios", realmente não me surpreendi com o final.


Elisa 02/05/2018minha estante
Talvez o filme seja melhor que o livro, porque provavelmente não vai ter toda aquela enrolação.... esperamos né


Isa Books 02/05/2018minha estante
Estou apostando todas as minhas fichas de que o filme será excelente.




Rita.Cacavelo 11/06/2018

Livro superestimado. Leitura arrastada e demora para as coisas acontecerem. O final é surpreendente, mas cansei de esperar.
comentários(0)comente



Fefa 22/02/2018

Impactada
A Mulher na Janela conta a história de Anna Fox, uma psicóloga que mora sozinha em uma bela casa. Anna é separada do marido e da filha, ela sofre de agorafobia, tem medo de estar em locais abertos, justamente por isso ela nunca sai de casa, passa os seus dias reclusa, bebendo muito vinho, assistindo filmes antigos, conversando na internet com pessoas que sofrem da mesma doença e curiosamente, espionando os seus vizinhos.



Os Russells acabam de se mudar para a casa do outro lado do parque e Anna fica obcecada em descobrir tudo sobre a família. Alistair é o pai, Janet a mãe e Ethan o filho. O filho aparece na casa de Anna, levando um presente a pedido de sua mãe Janet, que logo depois também aparece na casa de Anna.



Anna começa a perceber que as coisas são meio estranhas com os Russells, mas tudo piora quando uma certa noite, ao bisbilhotar os vizinhos pela lente da sua câmera, ela vê algo bizarro. Anna acredita ter testemunhado um crime, mas ninguém parece acreditar nela, nem mesmo a polícia. Será que tudo o que ela viu realmente aconteceu? Ou será sua imaginação falando mais alto?



Recebi a prova antecipada desse livro e iniciei a leitura com grandes expectativas, que foram atendidas. A Mulher na Janela é um suspense psicológico completamente vicioso, passei a madrugada inteira lendo o livro, foi impossível não se agarrar a narrativa feita exclusivamente por Anna, que deixou tudo ainda mais fascinante.









Confesso que tive dificuldade em iniciar uma crítica desse livro, tamanho o meu impacto pós leitura. O livro foi muito além do que eu esperava, há tempos eu não via um thriller psicológico tão incrível. A.J. Finn consegue manter o mistério do livro até o momento crucial do fim, passei o livro inteiro formando mil teorias diferentes para no final não ser nada do que eu imaginei.



Esse é um livro que não tem um momento de clímax, ele é o próprio clímax, um livro só com pontos de extrema tensão, não tem como não passar o livro inteiro tenso e nervoso com o enredo, que por sinal é tão cheio de reviravoltas que me deixou largada no chão.



Anna é uma protagonista nada confiável, ela mistura seus remédios com bebida alcoólica, então a todo momento você se pergunta se os questionamentos dela são de fatos verdadeiros ou tudo fruto de alucinações. Admito que apesar de confiar nela desde o início do livro, em momentos de reviravolta do enredo em que fatos do passado são revelados, eu duvidei sim de sua sanidade, mas nada perto do que o autor propôs ao livro. A.J Finn foi de uma genialidade extrema.



Os personagens secundários são muito intrigantes e conseguem cumprir o seu papel de colocar em xeque a sanidade de Anna.



Alguns mistérios do livro vão caindo a medida que o enredo vai avançando, mas o autor soube muito bem guardar o grande segredo para o final e a forma com que tudo acontece, realmente me deixou atordoada. O final foi realmente de arrepiar.



Talvez seja muito cedo para falar isso, mas tenho quase certeza que A Mulher da Janela será um dos melhores livros de 2018.



Então, se você adora suspenses assim como eu, não tenha dúvidas na hora de ler A Mulher da Janela. O livro lança agora em Março e se eu fosse você já garantiria um exemplar.



site: www.lendoeesmaltando.com
comentários(0)comente



Jeff.Rodrigues 19/02/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Houve um período, por volta das décadas de 1950 a 1960, em que o suspense psicológico esteve em alta nos cinemas com produções que entraram para a história. O grande nome por trás da maioria desses filmes foi o de Alfred Hitchcock, um mestre na arte de contar e adaptar histórias. Vem dessa época obras como Psicose, Um Corpo que Cai, A Dama Oculta, entre outros. Todas originárias de livros, alguns não tão conhecidos do público brasileiro ou fora de catálogo a muitos anos. Esse estilo de contar histórias não acabou, mas é fato que o suspense psicológico perdeu muito espaço para tramas em que a figura de um detetive ou investigador protagoniza a história em sua busca pelo vilão da vez. A Mulher na Janela, lançamento da editora Arqueiro, vem, portanto, suprir essa carência com uma qualidade digna dos grandes clássicos que mencionei acima.

O ponto primordial em qualquer suspense psicológico de qualidade é sua capacidade de envolver e confundir o leitor. A obra precisa se assemelhar a um labirinto em que podemos tomar caminhos diversos, confusos e errados. Às vezes certezas são desfeitas no capítulo seguinte ou dúvidas ganham contornos maiores. O estreante A.J. Finn seguiu a receita e fez de A Mulher na Janela um livro viciante e impossível de largar. Narrada pela cativante protagonista Anna Fox, a obra é de uma leitura deliciosa e nos conduz por sua rotina diária: tomar conta da vida alheia. Presa em casa por conta de uma fobia a lugares abertos, Anna passa seus dias assistindo a filmes, bebendo e cuidando da vida dos vizinhos de forma obsessiva. Tudo isso narrado de forma ágil, com frases rápidas e descrições econômicas. Assim, o livro flui sem se arrastar em nenhum momento.

Ao traçar a rotina de vida, deixando claras as limitações de saúde e problemas com bebida da protagonista, o autor constrói o cenário para lançar a dúvida. Aquele mistério que vai perdurar até as sequencias finais sustentando duas perguntas: aconteceu algo? Se aconteceu, de quem é a culpa? Pronto. Temos em mãos uma das melhores histórias para começar o ano! A partir desse ponto cabe aos leitores a atenção necessária para ir desfazendo os nós e identificando o que pode ser verdade e o que não passa de ilusão. Existem vilões nesse livro ou tudo é apenas fruto de uma mente perturbada?

Para além dos mistérios, alguns inclusive fáceis de serem percebidos muito antes do fim, A Mulher na Janela é uma grande homenagem aos clássicos filmes de meados do século XX. Os capítulos são recheados de referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea do cinema. O desenvolvimento da história acaba sendo tão bom que ficamos tentados a ir em busca de alguns títulos para assistir e fazer companhia para a protagonista (cheguei a me perguntar se determinados títulos citados serviriam de pistas para a solução do mistério, mas ainda não verifiquei). Essa aura cinematográfica acaba contaminando tão bem a obra que acho impossível aos leitores não imaginar claramente as cenas como se estivéssemos em um cinema nos tempos do preto e branco.

Os personagens secundários que dão suporte à trama cumprem à risca seu papel de “complicadores” do mistério. Todos com atitudes que mudam da confiança para a desconfiança em poucas páginas. No fundo, ninguém é o que parece e, por mais observadores que possamos ser, o desfecho passa bem longe do imaginado. Um desfecho bem clássico, sem furos e digno de comparação com as grandes obras do gênero.

Para os saudosistas de bons suspenses psicológicos, como eu, A Mulher na Janela é uma grata surpresa. A obra reúne todas as credenciais para ser um dos melhores lançamentos do ano, que está apenas começando heim! Sirva-se de um Merlot, acomode-se na poltrona e tenha excelentes papos com Anna Fox. E lembre-se, ela pode saber mais da sua vida do que você imagina!

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/02/19/resenha-a-mulher-na-janela-a-j-finn/
Junior.Silva 19/02/2018minha estante
Excelente resenha, Jeff. Quero muito ler esse livro.


Danilo 20/03/2018minha estante
Muito boa resenha




Galáxia de Ideias 26/03/2018

Quando você se der por sí... vai estar devorando o livro...
**Resenha postada originalmente no blog Galáxia de Ideias**


A mulher na janela se tornou o livro mais difícil do qual já fiz uma resenha. Parece que qualquer coisa que eu fale pode tirar uma completa experiência de leitura, e ele merece ser lido e degustado sem que o leitor saiba muito sobre ele, dessa forma começo dizendo que é um livro que pega todos os clichês e os torna únicos.


A narrativa é feita através do ponto de vista da Anna em primeira pessoa, e devo dizer que esse é,sem dúvidas o maior acerto do autor na obra. É genial acompanhar todo enredo pelo ponto de vista da única personagem da história não confiável. Tudo o que ela fala, faz e age é colocada à prova pela sua forma de vida. Não é somente a sua doença que não a torna confiável, mas sim todo o contexto onde ela mistura remédios fortes com bebida... Muita bebida! Nós como leitores ficamos totalmente perdidos e divididos entre acreditar no que ela fala, vê e sente como também vemos todas as coisas que a contradizem. Parece que tudo na história foi colocado única e exclusivamente para que o leitor questione. Coisas simples podem se tornar enormes. Como por exemplo ela esquecer onde colocou as chaves, ou ela não conseguir desbloquear o celular, ou até mesmo os flashbacks que tem sobre o passado. Tudo levanta as orelhas daqueles que leem trhiller e ficam atentos a cada detalhe para desvendar o que realmente está acontecendo.


Há dois mistérios no livro, a razão pela qual ela virou agorafóbica e a veracidade daquilo que Anna vê através da janela na casa dos Russells. O primeiro pode ser um choque para aqueles que não o descobrirem antes (eu descobri e mesmo assim fiquei um tantinho chocada pela crueza dos sentimentos envolvidos). Já o segundo é algo extremamente perturbador pelo simples fato de não sabermos nada. Cheguei num ponto da história que não sabia o que era o que. Não sabia se ela viu o que viu mesmo, não sabia se estavam armando um complô contra ela. A mente dela é extremamente confusa e o autor colocou diversas situações que a colocavam numa situação de descrença. E esse é o maior ponto positivo do livro. A.J. Finn pegou diversos clichês do gênero e os transformou em únicos. Mesmo que durante a leitura descobri diversos elementos chaves, quando de fato o autor mostra é sensacional porque a explicação é que vale a pena. Ele pegou o clichê e deu um novo sentido a ele. Nada no livro está ali por acaso, tudo foi muito bem pensado para confundir e fazer o leitor pensar.


Contrariando a própria crença da história já que Anna não sai de casa, o livro trás diversos personagens secundários. Como o David, inquilino e faz tudo que mora no porão da casa dela. Também temos a família Russell, com Ethan filho do casal que se mostra um jovem doce e prestativo, como também demonstra traços de que sabe exatamente o que esta acontecendo, mas morre de medo de falar. Além de Alistair Russell que frisa que Anna é maluca e está perturbando sua família, como também os policiais envolvidos na história. Outros personagens importantes na história são Bina, fisioterapeuta e amiga de Anna. Mas os que merecem destaque mesmo são Ed e Livy. Eles conversam sempre por telefone e mesmo afastado Ed dá muitos conselhos e a orienta em momentos difíceis.


Algo que precisa ser dito é que assim como todo thriller bem construído, A mulher na janela começa de forma lenta, apresentando as peculiaridades da personagem, mostrando seu estilo de vida e sua condição. Sou uma pessoa impaciente e gosto de livros agitados e que fluem rápido, no entanto me vi completamente presa após ler cinquenta páginas e queria muito saber o que estava acontecendo. O enredo é previsível em alguns pontos, mas como disse as explicações compensam totalmente. O mais impressionante e a razão de todo frisson em torno do livro é o seu final. O autor conseguiu colocar um plot twist em cima de um plot twist. Fiquei atônita e não imaginava mesmo o final. Tudo fez sentido!


A edição física do livro dispensa elogios. A capa trás muito sobre a história, as linhas horizontais estão em alto relevo e texturada lembrando realmente a uma cortina, além disso, ele trás orelhas em ambas as capas. Internamente o livro é tão belo quanto por fora, as letras estão num tamanho perfeito com margens espaçosas e confortáveis para uma boa pegada. As folhas são amarelas e cada começo de capítulo trás a data do dia em questão e o número do capítulo. Também não encontrei nenhum erro durante a leitura.


Os direitos de A mulher na janela foram comprados para o cinema e logo veremos essa maravilha nas telas. Estou muito ansiosa e querendo saber quem serão os atores e se o filme conseguirá trazer a tona toda a genialidade que o A.J. Finn colocou no papel. Com toda certeza ele ganhou uma fã. Recomendo o livro com força, ele é sem dúvidas um dos melhores livros que li esse ano, e duvido que outro thriller despertará meu interesse como A mulher na janela despertou. O livro envolve, questiona a veracidade da personagem, as situações e ainda nós mesmo como leitores e nossa capacidade de análise e percepção. Enfim, um livrão que merece ser lido.


site: http://www.galaxiadeideias.com/2018/03/resenha-mulher-na-janela-por-aj-finn.html
comentários(0)comente



Aione 16/03/2018

Como fã assumida de thrillers psicológicos, me interessei por A mulher na janela desde que vi o anúncio de seu lançamento pela editora Arqueiro. Romance de estreia de A. J. Finn, crítico literário, pertence ao mesmo estilo de títulos como A garota no trem e Antes de dormir, que trazem como protagonistas mulheres cujas memórias estão comprometidas e, por isso, geram dúvidas em relação a terem ou não vivenciado (ou testemunhado) algum crime.

Anna Fox vive reclusa há quase um ano. Após ter se separado do marido e da filha e de ter desenvolvido agorafobia, ela não consegue sair de casa. Sua existência, então, se resume a assistir a filmes antigos, conversar com estranhos na internet, observar a vida dos vizinhos e tomar muitas taças de vinho para acompanhar sua medicação psiquiátrica. Quando uma família se muda para a casa em frente a sua, Anna fica obcecada por eles até testemunhar algo que a deixa transtornada. Porém, seu maior desafio será diferenciar realidade da imaginação: só assim ela poderá convencer os que estão ao seu redor sobre o que ela viu.

A leitura de A mulher na janela foi simplesmente viciante. Logo nos primeiros parágrafos, me vi imersa na narrativa em primeira pessoa e, consequentemente, nos pensamentos de Anna. A.J. Finn soube muito bem como mesclar o caráter introspectivo da obra com os elementos externos à personagem, fazendo com que o contexto da obra como um todo seja bastante completo. Não foi difícil visualizar as cenas, como se estivesse assistindo a um filme, nem a de compartilhar com a protagonista seus sentimentos e sensações.

O que mais se destacou em A mulher na janela para mim foi a atenção de A.J. Finn aos detalhes: a trama é extremamente bem construída. Nada do que é colocado no enredo ou na narrativa aparece por acaso, tudo tem um propósito — seja para conectar acontecimentos entre si, seja para atribuir camadas interpretativas à leitura. O trabalho feito aqui pelo autor é nitidamente o de alguém que conhece com profundidade a estrutura de uma obra, conhecimento esse muito provavelmente advindo de sua função de crítico; ao analisar leituras, passa-se a compreendê-las em todos seus níveis.

Como fiquei encantada pela maneira de como A. J. Finn construiu cada detalhe da história, minha atenção a ela foi também redobrada. Dessa maneira, consegui desvendar os mistérios que ela apresenta antes mesmo deles serem revelados. Contudo, isso não fez de A mulher na janela menos surpreendente ou atrativo; ao contrário, finalizei a leitura extremamente satisfeita com tudo que ela me proporcionou: entretenimento, o prazer de ter passado horas incríveis imersa nas páginas, o trabalho mental de procurar por pistas, a satisfação de ter sido capaz de conectá-las.

Aos que apreciam leituras instigantes e extremamente cativantes, A mulher na janela é uma excelente opção. Foi sem dúvidas uma das melhores leituras de 2018 que fiz até agora, tanto pelo grau de envolvimento que me proporcionou quanto por sua construção primorosa.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2018/03/16/resenha-a-mulher-na-janela-a-j-finn/
Rebeca 16/03/2018minha estante
Já quero!




Lincoln Salles 29/05/2018

Não é isso tudo
A leitura é fácil e flui bem. Tem várias reviravoltas, mas não o suficiente para surpreender o bastante. O único personagem com densidade é a protagonista, todos os demais são rasos.
Eu já desconfio quando vejo um livro na lista dos mais vendidos. Parece um livro para adolescentes, bem rasinho....
comentários(0)comente



Minha Velha Estante 10/05/2018

Resenha da Adriana Medeiros
Que livro foi esse, Arqueiro????

Já tinha um tempo que não lia um suspense como esse. Sabe aquele livro que faz você ficar olhando por sobre o ombro pra ter certeza de que não tem ninguém atrás de você? A Mulher da Janela se enquadra perfeitamente aí!

Vamos conhecer Anna Fox. Anna mora sozinha em uma super casa no Harlem e não sai dela a quase 1 ano. Ela sofre de agorafobia (medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos).

Mas nem sempre foi assim, Anna já foi casada e tem uma filha, mas sua família não está mais com ela. Ela também já foi uma psicóloga de crianças. Mas depois de um grande trauma que viveu, Anna é apenas a mulher estranha que vigia os vizinhos através da janela com uma super câmera, assiste filmes antigos, bebe muito vinho e toma uma infinidade de remédios para os seus problemas psicológicos.

Seu contato com o mundo além da sua casa é feito pela internet, onde conversa com outras pessoas como ela e dá conselhos, e por telefone. Ela só recebe as visitas de seu psicólogo e da fisioterapeuta, que é praticamente uma amiga. Além do seu inquilino, que faz alguns serviços pra ela.

Tudo parece bem monótono na vida de Anna até a chegada de novos vizinhos e testemunhar o que parece ser um assassinato. Mas será que Anna viu o que ela realmente acha que viu? Por que ela não fotografou esse fato? Será que ela estava sóbria naquele momento? Ou será que ela misturou álcool e remédios e está alucinando?

A partir daí a história ferve! Anna terá que saber diferenciar imaginação de realidade e juntar provas para que as pessoas realmente acreditem nela.

Mas esse não é o único mistério a ser desvendado em A Mulher na Janela, a vida de Anna também é um mistério que, por si só, já valeria o livro.

A narração em primeira pessoa foi perfeita para dar mais suspense à história, porque acompanhar os pensamentos de Anna faz com que você não só sinta a sua angústia e desespero, mas também faz com que você perceba como as pessoas olham pra ela com preconceito. Cada elemento ou personagem tem uma razão de estar naquele lugar e naquele momento, o autor tem uma motivação para praticamente tudo e todos que aparecem ao longo da narrativa.

Ah, e uma dica: o ser humano não é bom, quando isso acontecer: se assuste!


O livro é incrível, te prende de maneira inquietante de um jeito que você não vai parar de pensar nele até desvendar toda a história. Uma mistura perfeita de suspense e thriller psicológico, com uma pitada de terror. Daquelea que vão te deixar com a sensação de: ‘Poxa, como eu não percebi?!?!?!’ Os fãs do gênero vão amar!!!

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2018/04/a-mulher-na-janela-aj-finn.html
comentários(0)comente



Kelly Brandão 11/06/2018

O Thriller do ano? Poooooorra nenhuma!
E vai ter filme dessa bagaça ainda.... ?
Achei muito arrastado, difícil de acompanhar a confusão mental da protagonista. Eu sei que a intenção é exatamente essa, porém, 350 páginas de bebedeira e comprimidos é pá cair o cu da bunda né?
Tive que insistir na leitura pra dar conta de terminar, quase duas semanas lendo essa bosta, e é exatamente o que falei na publicação de uma amiga: "Esse é o tipo de livro escrito pra fazer o leitor de otário. Primeiro deixa a gente mais doido que a doida da protagonista, depois que a gente "descobre" as coisas, esfrega na nossa cara que a solução era a mais óbvia possível"
Desconfiei das pessoas certas, das situações certas, óbvio que não imaginei o motivo de tudo, óbvio que tive umas surpresas no decorrer da leitura, poucas mas tive. O final, pra mim, não foi surpreendente.....
Enfim, não gostei, mas recomendo! Até pq não sou dona da razão, leiam e tirem suas próprias conclusões.
comentários(0)comente



Carolina 20/03/2018

Morno
Anna é uma psicóloga de crianças, ou melhor era, após algo muito grave que aconteceu em sua vida ela não consegue sair de casa. Morando sozinha, seu principal passatempo é bisbilhotar a vida dos vizinhos através de sua janela e assistir filmes policias antigos.
Tudo vai mais ou menos bem até a chegada dos Russels à vizinhança. Anna conhece Ethan, o filho do casal, e Jane, mãe de Ethan. Após passar algumas horas com Jane, Anna sente que poderiam ser amigas. Mas Anna, através de sua janela, vê Jane ser assassinada. Desconfiada do marido, Anna chama a polícia e a partir daí nada é como deveria ser.
Jane, a esposa de Allistar, está viva, ou será uma impostora? Ou será que aquela não era a verdadeira Jane? Ou Anna enlouqueceu de vez?

A premissa do livro é basicamente essa, Anna faz uso de muito álcool e remédios, o que põe sua sanidade em xeque, além de pesar os motivos pelos quais ela ficou agorafóbica.

Achei o começo muito arrastado, contando a rotina de Anna, com ela xeretando os vizinhos, vendo filmes, dando conselhos na internet e por aí vai. Quando o assassinato acontece você acha que o livro vai ganhar mais ritmo e isso não acontece.

Algumas reviravoltas acontecem, algumas previ com bastante antecedência, principalmente as razões que a deixaram doente. Acho que não lia algo tão triste a muito tempo.

O livro dá uma acelerada só no final mesmo, que apesar de interessante achei que faltou um aprofundamento, parece que o autor somente quis uma reviravolta e procurou uma solução fácil.

Enfim, pra mim o livro não é um thriller, é um suspense morno, longe de alcançar os grandes suspenses que o livro faz questão de citar.

Spoiler...... De leve...rs

Achei meio mórbida a fantasia de Olívia para o Halloween.

E onde está o sigilo de médico/paciente, minha gente? O médico de Anna conta todo o histórico médico dela pra polícia e ela nem está sob investigação. Achei um furo bem grande.


site: www.primeiroscapitulos.blogspot.com.br
Giancarlo 21/03/2018minha estante
Olá Carolina. Eu gostaria de algumas sugestões de livros neste estilo. Comecei agora a ler thrillers e é toda indicação é bem vinda.
A propósito, adorei sua resenha. Terminei o livro e também achei meio morno... Não gostei também do sumiço de David, isso podia ser melhor explorado.
Enfim, aguardo algumas indicações suas.


Val 21/03/2018minha estante
Estava achando que só eu tinha achado o livro fraco! Não conseguiu me empolgar.


Carolina 22/03/2018minha estante
Oi Giancarlo, li recentemente Deixada para trás - Charlie Donlea (tem resenha no meu blog, www.primeiroscapitulos.blogspot.com ), e gostei bastante. Também gosto muito dos livros da autora Karin Slaughter, sugiro começar Cega. Espero ter ajudado :)




Carol 21/03/2018

RESENHA ORIGINALMENTE POSTADA NO BLOG ANNE & CIA
“A Mulher na Janela” é o romance de estreia de A. J. Finn, lançamento do mês de março da Editora Arqueiro que acertou e muito em trazer esta obra para o Brasil! A tal da mulher na janela é a dra. Anna Fox, uma psicóloga infantil, com 38 anos que não sai de casa há mais ou menos dez meses em função de sua agorafobia. Esse transtorno é resultado de um episódio traumático que aconteceu em sua vida, que ocasionou no distanciamento de seu esposo e sua pequena filha, Olivia.

Assim, Anna passa seus dias jogando partidas de xadrez online, conversando com outras pessoas que sofrem de agorafobia em uma plataforma digital, assistindo aos filmes antigos de que tanto gosta, conversando com seu esposo e sua filha e ocasionalmente vendo seu psiquiatra e sua fisioterapeuta. Ah, além disso, Anna também passa um tempo vigiando a vida de seus vizinhos e confabulando sobre o que se passa em suas vidas.

E assim somos inseridos em seu dia a dia, através do ponto de vista da própria Anna, vamos sendo apresentados à vida de uma pessoa que sente pavor em dar dois passos além da porta de saída de sua própria casa. Que se sente segura apenas em espaços fechados e conhecidos, que recebe todas suas compras através de delivery e não possui muitos amigos e, por isso, quase não tem contato com outras pessoas. Anna tem um inquilino que mora em seu porão que a ajuda com consertos na casa, mas seu relacionamento não passa disso. Tudo vai relativamente normal até que uma nova família se muda para a vizinhança, Anna começa a acompanhar a nova família, busca informações sobre os novos moradores na internet para saber seus nomes, e até recebe a visita de dois dos novos moradores, e fica surpresa com isso. Anna conhece Ethan, o filho da família, e Jane, a mãe. Jane chega a passar um tempo com Anna em sua casa, conversando e jogando xadrez de verdade.

Então, em uma de suas bisbilhotadas na casa dos novos vizinhos, nossa dra. Fox acaba sendo testemunha ocular de um crime. Desesperada, ela entra em contato com a emergência e é nesse ponto que a história dá uma virada. Ou melhor, sua primeira virada! Porque até o final dessa história, o autor vai nos fazer de trouxas mais algumas vezes.

Anna tem certeza do que viu acontecer, porém, todas as evidências e provas que ela acredita ter para provar o que viu são refutadas por todos, inclusive pela polícia. Isso porque, em função de sua agorafobia, toma vários medicamentos fortes. Mas tem outro detalhe… além disso, ela também bebe muito vinho. Assim, com a mistura dos medicamentos e álcool, todos acreditam que ela tenha imaginado o que diz ter visto. Além do mais, a família tem como provar que nada do que ela diz que aconteceu é verdade.

Como toda a história é contada do ponto de vista de Anna, o leitor acaba ficando confuso, afinal, não dá pra saber se o que ela diz estar vendo é realidade ou imaginação, se o que ela está pensando realmente faz sentido ou se ela está apenas distorcendo a realidade ao seu redor para se encaixar no que ela acredita. E quando você acredita nela, também acaba sentindo raiva das pessoas ao seu redor que a desacreditam e insistem que ela está maluca. Porém, depois de uma revelação que dá outra virada na história, o leitor começa a se questionar de tudo que leu até aquele momento. E quando achei que a história havia se estabilizado e a solução e explicação de tudo iria finalmente aparecer, o autor veio mais uma vez puxar meu tapete com novas revelações e elementos que me fizeram largar o livro por um minutinho e ficar olhando pra parede tentando lembrar meu nome. (Eu nem estou brincando, hein!)

Um suspense psicológico muito bem conduzido ao longo de seus cem (porém, rápidos) capítulos, uma trama bem resolvida e fechadinha e com personagens secundários muito importantes. Desconfiei de vários personagens em vários momentos, e, antes de chegar ao fim da história, eu senti um desconforto ainda maior em relação a um personagem específico… mas em momento algum poderia ter chegado perto de imaginar o desenrolar da história da maneira como aconteceu. E aliás, a 20th Century Fox já tem os direitos da história para produzir um filme baseado no livro, então vamos aguardar por essa adaptação no futuro. E se você gosta de um bom mistério e de autores que sabem como enganar seus leitores, mais do que recomendo a leitura de “A Mulher na Janela” de A. J. Finn.

site: http://anneandcia.blogspot.com.br/2018/03/a-mulher-na-janela-de-j-finn.html
comentários(0)comente



Helder 10/06/2018

Não é tudo isso não.
A mulher na janela chama-se Anna Fox. Ela é uma psicóloga que sofreu um grande trauma e agora sofre de Agorafobia, ou seja, ela não consegue sair da casa onde vive sozinha, pois seu marido e filha estão morando em outro local. O autor nos apresenta sua vida atual, onde sua rotina consiste em jogar xadrez na internet, participar de um site para pessoas com o mesmo problema que ela, ver filmes antigos de suspense, falar com seu marido por telefone, beber muiiiiiitttto , tomar remédios junto com estas bebidas e espionar seus vizinhos com sua mega câmera fotográfica. Nessa rotina ela percebe que tem novos vizinhos, os Russels, que consistem em um pai estranho, um filho amoroso e uma mãe que de repente torna-se sua amiga. Para ela a rotina está bem, até que ela testemunha um assassinato.
Mas será que realmente houve um assassinato? Como confiar numa testemunha tão instável que mistura remédios com álcool em quantidades extremas?
Esta era uma das premissas do livro. Fazer o leitor ter a mesma duvida da personagem, mas o que temos aqui é uma convenção tão grandes de clichês que sinceramente fica difícil ter grandes surpresas. Eu estava com tanta vontade de ler este livro que ele acabou sendo uma pequena decepção. Para mim é somente um livro ok para iniciantes em thrillers. Se você como eu, já leu muitos thrillers e até assistiu Janela Indiscreta, as coisas aqui são muito devagar e quando aparecem as “surpresas”, você ao invés de dizer Uau, simplesmente tica mais um item no seu checklist de thrillers, garantindo que o livro seguiu o manual do curso de literatura americana atual.
Nos EUA existem cursos que ensinam pessoas a escrever romances. Tudo me leva a crer que a primeira lição é que um livro de suspense deve ter uma mulher mal amada que afoga seus problemas em bebidas, vide A Mulher no Trem, Em um Bosque Muito Escuro, A Mulher na Cabine 10. Ai estas veem um crime e ou perdem a memoria ou são desacreditadas pela policia. Que tal mudar de assunto? Dá para mulher se deprimir e roer as unhas só para mudar um pouco?
Só por curiosidade dei um Find na palavra “Taça” no meu aplicativo de leituras e a palavra aparece 78 vezes. Quase uma taça a cada 4,5 páginas. Ou seja: Anna Fox bebia tanto que até o leitor fica alcoolizado. Ai fica difícil se apegar a mocinha, e quando o vilão aparece e esfrega na cara dela o quanto ela é burra, fica difícil não concordar.
O final, para mim é outro problema. Ok, a surpresa da identidade do vilão é interessante. Cheguei a pensar nesta pessoa, até porque não tem tanto personagem assim para a gente desconfiar, mas não tinha como descobrir a motivação, simplesmente porque em nenhum momento tivemos nenhuma dica para aquilo. Como o nosso ponto de vista era da protagonista, acabamos tendo uma visão deturpada até daquilo que ela deveria ser craque, que é conseguir reconhecer problemas psicológicos. Ela não era uma boa psicóloga? No fim, é uma personagem tão coitada que só me deu pena. Ainda não me conformo com a cena com o inquilino bonitão. E se não fosse o vilão ser um(a) 'psicopata arrogante e convencido(a) igual a vilão do Batman" (Mais um clichê ai, gente, o vilão só falta dar gargalhadas satânicas e amarrar nossa doce psicóloga em uma armadilha para morrer devagar) e desenhar para ela tudo o que ele(a) fez , o livro não teria um final, pois a protagonista não descobre nada sozinha.
Nota 3,0 e está muito bom. Autor tem potencial, mas precisa se soltar um pouco mais dos clichês. Bom para ler num domingo de chuva, pois é melhor que programação de TV aberta no fim de semana, o que não é grande Curriculum, certo?.
Tem thriller bem melhor no mercado.
Kelly Brandão 11/06/2018minha estante
Achei esse livro deprimente.... Dei duas estrelas pra ele.


Helder 11/06/2018minha estante
Fui um pouco mais bonzinho que vc. Achei chatinho. Preciso de livros de suspense onde o suspense comece logo. Aqui só acontece algo mais interessante pra lá da metade.


Claudia 11/06/2018minha estante
Esse, decidi: NÃO VOU LER. Basta de lançamentos vazios!


Helder 11/06/2018minha estante
Claudia e Kelly, vcs leram Por Trás dos seus olhos? Este eu curti muito. Fiz resenha ontem tb. Este pra mim foi o mês dos psicopatas. Li este chatinho, li Você que tb é fraco e o dos olhos que valeu a pena, mesmo com o fim doido.


Claudia 11/06/2018minha estante
"Você que tb é fraco"?


Helder 11/06/2018minha estante
Sim. Não curti muito não. Vou fazer resenha.


Claudia 11/06/2018minha estante
Não achei o livro aqui no site. Bom, aguardo a resenha.


Renato 12/06/2018minha estante
Temos gostos parecidos mesmo, rsrs.


Helder 13/06/2018minha estante
Vi hoje na net que vai mesmo virar filme. O diretor é um cara especialista em filmes de época chamado Joe Wright. Dirigiu uma linda versão de Anna Karenina. Anna Fox será Amy Adams. Não sei se assistirei.


Giovane.Rezende 16/06/2018minha estante
Eu ia ler esse livro, mas agora tô achando que tomei spoiler depois de ter lido sua resenha estou me perguntando se a parte "E se não fosse o vilão ser um 'psicopata arrogante e convencido igual a vilão do Batman" foi para referir-se ao gênero do vilão ou um uso genérico da palavra mesmo. AAA




Letícia 18/02/2018

Resenha pro blog Série Myron Bolitar - Harlan Coben
Esse é aquele tipo de livro que cada nova página parece uma nova cena de tão bem escrito, um final eletrizante que me fez ficar aflita junto com Anna Fox para descobrir toda a verdade, mesmo que ela não seja agradável.

Graças a Editora Arqueiro, já deixo desde já mais uma vez o agradecimento, o blog foi selecionado para que a gente possa ler antes do lançamento, que será mês que vem (março). Compartilhamos com vocês em primeira mão nossa resenha e já vai juntando dinheiro, porque esse vai ser um #mustread para todo #HarlanLover.

Nos primeiros capítulos achei o livro um pouco cansativo, demorei bastante para ler as primeiras cinquenta páginas, porque A. J. Finn precisa nos ambientar e construir todos os personagens, principalmente a principal Anna Fox, ou para quem não tem intimidade Dra. Fox, mas depois que a gente se ambienta o livro fica eletrizante, então fica a dica inicial: não desamine no início, toda a ambientação vai fazer sentido.

Anna Fox possui agorafobia, uma doença que faz com que ela tenha que ficar dentro de casa, em seu ambiente seguro, para ela ir no seu próprio jardim é um desafio, comemorado quando atingido. Ela é fã de filmes policiais antigos, aqueles em preto em branco, como os de Hitchcock, estão entre os seus favoritos. No passado ela fora médica psicanalista especialista em crianças, mas já faz alguns meses que sua casa é seu único refúgio, como hobbie para o tempo vago, além dos filmes, Anna gosta de bisbilhotar a vizinhança, com sua câmera fotográfica ela vai observando o dia-a-dia dos vizinhos, sabe que de um lado uma esposa trai o marido assim que ele sai, em outra casa tem um adolescente músico que toca muito bem por sinal, uma das vizinhas promove um clube do livro, que Anna inclusive lê os livros que por lá são discutidos, nada muito tóxico, afinal ela só precisava distrair a mente e não fazia mal algum acompanhar de longe a vida dos vizinhos, não é mesmo?

Tudo começa a mudar quando uma nova família, os Russels, se muda para uma casa que fica a uma praça de distância da casa de Anna, ela subitamente desenvolve uma fixação por descobrir mais sobre os recém-chegados, quem são eles? O que fazem? Por que se mudaram? E não é lá muito fácil ter respostas a essas perguntas quando não tem contato físico com as pessoas.

Certo dia quando Anna precisa ir até a porta de casa porque as crianças estavam jogando alguma coisa, ela dá de cara com Jane Russel, a tal nova vizinha, que resgata Anna após um escorregão e o mais inusitado é que Anna a convida para entrar e as duas passam a tarde conversando. Anna achou Jane uma mulher incrível, super alto astral, imaginou que poderia ter uma amizade com ela.

Só que algumas coisas estranhas começam a acontecer, que cominam com Anna vendo através de sua câmera Jane ser esfaqueada lá do outro lado do parque. Ela tenta ir até lá, mas perde as forças, entra em crise e é resgatada por uma ambulância no meio do parque. Tudo fica mais estranho quando ao acordar no hospital, Anna descobre que os detetives não encontraram nenhuma mulher esfaqueada, a Sra. Russel estava em casa, passando muito bem de saúde.

Nesse momento preciso contar mais um detalhe sobre Anna, ela tinha um hábito muito ruim de misturar bebida alcoólica com a medicação, mas não era uma taça, era uma ou duas ou quem sabe mais, garrafas de vinho. Então, ficamos pensando junto com os detetives que claro, ela estava delirando, ninguém foi esfaqueada, o combo: remédios, álcool e filmes policiais a fez ter alucinações, óbvio.

Até poderia ser, mas o problema é quando ela descobre que a Sra. Russel que estava em casa, não era a mesma mulher que a visitara dias atrás, quem era essa mulher? E porque estava se passando pela verdadeira Jane? Então não era um delírio, a Sra. Russel fora substituída, mas cada nova constatação da Anna fazia os detetives e todos ao seu redor desacreditarem ainda mais dela.

Nem mesmo quando Anna sente que alguém está entrando em sua casa de noite, em uma sequência de arrepiar, ninguém acredita nela, mas ela continua dizendo: Eu sei o que vi.

Durante todo o livro a gente desconfia da sanidade da Anna, será que a gente pode acreditar nela, será que isso tudo é uma viagem louca comandada por remédios e álcool? Um coisa eu garanto, faz muito sentido a Anna estar do jeito que ela está, há um segredo sobre a sua vida, que quando desvendado me tirou lágrimas e pude entende-la. Vamos descobrindo sobre ela e seu passado aos poucos, juntando os fragmentos para enfim descobrir a verdade, a dica final é cuidado com a sua janela.

Quem curte os livros policiais com uma pegada mais psicológica, como por exemplo, ‘Garota Exemplar, ‘A garota no trem’ ou até mesmo o filme ‘Paranoia’ com Shia LaBeouf vai curtir esse livro, apesar das personagens principais do ‘A garota no trem’ e o ‘a mulher na janela’, em um primeiro olhar parecerem idênticas devido a bebida e ver o que viram algo que não deviam, os livros são completamente diferentes, e estas duas características são as únicas que as aproximam.

Anna Fox é uma personagem forte, que sofre com as consequências das ações de seu passado, o livro tem duas reviravoltas bem impactantes, uma delas eu descobri antes da revelação devido a uma pequena pista, depois de ler todos os livros do Harlan a gente fica sempre atento, não é mesmo?! Mas a segunda delas, me pegou muito de surpresa e mesmo com minha teoria na cabeça precisei virar as páginas rapidamente para descobrir se eu estava certa ou se tinha entrado numa espiral de teorias loucas, se prepare para criar as suas teorias e virar as páginas com aflição com esse livro que está sendo sucesso de vendas onde é lançado.


site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com.br/2018/02/resenha-mulher-na-janela-j-finn.html
Bruna 22/02/2018minha estante
Já ia falar sobre a semelhança da sinopse entre esse livro e a garota no trem, parece ser a mesma premissa... Bebida, ver o que não deveria ver, mas já que informou que é só isso que é parecido, vou colocar na listinha =)




Vinícius 23/05/2018

Reviravoltas, romances psicológicos e o diferencial de A mulher na janela
Enfim, terminei de ler o livro A mulher na janela de A.J Finn e preciso falar com vocês sobre ele.

A sinopse é bem provocante e faz parte dos famosos romances psicológicos que já firmaram seu nicho no mercado literário a um certo tempo. Reclusa, Anna Fox vive sozinha em sua casa por ter contraído Ágorafobia. Ela passa a maior parte do seu tempo observando seus vizinhos através de uma câmera fotográfica, além de ser conhecida por beber o tempo todo.

Quando começa a mostrar sinais de melhora após iniciar um relacionamento com seus novos vizinhos, Anna se vê diante de uma armadilha, que talvez pode ser um engano de seus olhos ou algo que realmente aconteceu.

O autor narra a vida confusa de Anna de uma forma bem crua e direta. Ela geralmente passa a primeira parte do livro em devaneios dos seus próprios pensamentos, além de várias referências de filmes, pois Anna os vê constantemente.

Uma parte muito interessante da história é ver como autor colocou as nuances da protagonista a frente da própria história principalmente pelo fato Anna Fox ter alguns momentos de lucidez e outros que coloca o leitor em dúvida. Claro que, isso é típico desse tipo de romance, mas foi bem executado e bem sutil.

Em outro aspecto, a leitura de A mulher na janela só pega corpo após a 170 primeiras páginas onde a história toma um novo rumo – para os apressadinhos, o conselho é continuar até o fim.

Em síntese, A mulher na janela é um livro que provavelmente vai surpreender o leitor, tanto pela história coesa como pelas reviravoltas que o autor introduz, fazendo o leitor mudar o ponto de vista a cada página virada. Livraço.




site: https://anatomiadeumaestante.wordpress.com/2018/04/16/reviravoltas-romances-psicologicos-e-o-diferencial-de-a-mulher-na-janela/
comentários(0)comente



149 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |