Rio Vermelho

Rio Vermelho Amy Lloyd




Resenhas - O Rio Vermelho


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GETTUB 27/03/2018

RESENHA PUBLICADA NO GETTUB.COM.BR
Quando finalizei a leitura de RIO VERMELHO, fiquei algum tempo digerindo o que havia lido. Não foi muito fácil tentar compreender a história. Isso porque os três personagens principais são doentes. Não fisicamente, mas psicologicamente. E essa construção é muito bem feita, o que explica o motivo de o livro ser premiado. A autora demonstra conhecer vários lados da psique humana que transmitem repulsa e medo.

Nos EUA, Dennis foi preso pelo assassinato de uma garota de onze anos, e é suspeito do desaparecimento de várias outras. Ele está no corredor da morte, mas devido a um processo judicial mal conduzido, provas inconsistentes, testemunhos duvidosos e à sua constante afirmação de que é inocente, é formada uma legião de fãs que lutam pela revisão de seu julgamento e por sua liberdade. Entre esses fãs, está Samantha, uma inglesa que fica obcecada por toda a história de Dennis, a ponto de criar coragem e enviar uma carta para ele. Assim, os dois começam um relacionamento à distância, que resulta em trocas de juras de amor e na ida de Sam para os EUA, com o objetivo de conhecê-lo pessoalmente e ser mais ativa na tentativa de sua liberdade.

Não é spoiler dizer que ela consegue, uma vez que isso acontece já no início do livro. Os dois se casam e, após a morte do pai de Dennis, eles partem para a cidade natal dele, para o enterro e para resolverem o que fazer com a casa da família. Lá, Sam conhece Lindsay, uma amiga de Dennis, e esse relacionamento traz consigo várias descobertas sobre a verdade de toda a história.

Dennis é doente por diversos motivos. Ele sofreu abusos na mãos do pai bêbado e não teve uma mãe presente, uma vez que ela vivia drogada. Maltratado, vivia com fome, roupas sujas, era o pária da escola, mas era bonito, e isso evitava que fosse marginalizado por todos. Mas seu comportamento sempre foi duvidoso, uma vez que era constantemente pego roubando e observando criaturas mortas.

Lindsay também era uma garota problemática. Apaixonada por Dennis, foi rejeitada por ele e acabou ocupando o lugar de melhor amiga. Eles cultuam um relacionamento estranho, cheio de segredos, que por vezes parece ser íntimo, mas não em termo sexuais, mais como se fossem irmãos. Ela não liga para ninguém além de Dennis, nem para seu filho, e é tão desleixada e rude quanto ele.

E tem Sam, a personagem principal. Ela tinha uma vida normal na Inglaterra, mas era dona de uma autoestima totalmente destroçada, não em relação à sua aparência, mas, sim, sobre seu futuro, seu lugar no mundo, na sua necessidade de ter a total atenção de alguém. Por causa dessa carência, ela se envolve com Dennis, mesmo ele sendo um presidiário, mesmo sendo um condenado à morte, mesmo sendo suspeito de matar várias garotas. Ela não acredita em nada disso, ela enxerga apenas alguém de quem ela pode cuidar e que pode retribuir com o amor que ela não recebe de mais ninguém.

Eu, no início, não compreendi onde a autora queria chegar com o comportamento de Sam. Existe um problema narrativo na parte da troca das cartas. Sam acompanhava o caso de Dennis há muito tempo, lia tudo sobre o julgamento e assistia a todos os programas, então consegui aceitar a paixão que ela desenvolve por ele. Entretanto, Dennis confessa seu amor após a troca de apenas três cartas. Achei que não foi convincente, que ficou forçado e apressado, tanto da parte dele, quanto da parte de Sam em acreditar. Mas após metade do livro, compreendi porque ambos agiram dessa forma. E aí volto ao primeiro parágrafo, quando disse que os três são doentes.

Não importa o que Dennis faça, nem o quanto ele minta, nem quem ele seja de verdade, Sam só enxerga nele alguém estragado que ela pode cuidar e que pode ser sua companhia. Mesmo quando ele, após estarem casados, se recusa a ter relações sexuais com ela; mesmo quando Lindsay entra no relacionamento; mesmo quando ela encontra provas de coisas que ela pensava que fossem mentira; mesmo quando ela começa a temer pela própria vida; e mesmo quando ela descobre toda a verdade. Nada disso abala o que ela sente por Dennis. Nada disso importa. Na mente dela, e isso fica claro nas últimas páginas, Dennis existe para que ela cuide dele, para terem um relacionamento assexuado, separado pelos vidros da sala de uma penitenciária, porque assim ela pode receber a atenção e o amor que precisa, e ele não pode fugir disso.

Dennis e Lindsay são como se fossem apenas um. Ela é a motivação, ele é a consequência. Ela tem uma dívida de gratidão por ele, além do laço emocional, e ele vê nela a justificativa para fazer o que gosta de fazer. Ambos são nojentos, com uma mente amoral que não consegue distinguir o quanto suas ações são perversas. O bandido mais perigoso é aquele que não tem compreensão daquilo que perpetua, porque ele não hesita, ele simplesmente faz, sem remorsos, sem culpa. Até o final do livro, não sabemos quem Dennis é de verdade. Nem Lindsay. E quando a verdade aparece, ela não surpreende, porque até essa parte, acontecem tantas coisas dúbias, que eu só me senti aliviado por confirmar que ainda conseguia reconhecer quando uma pessoa era equilibrada e quando ela era totalmente doentia.

RIO VERMELHO é um livro muito bem escrito, com uma construção perturbadora da mente de pessoas estragadas. É uma história que incomoda, com um final que muitos podem não compreender, não porque seja complicado, mas porque representa a escolha de uma mulher, de Sam, que é emocionalmente incapaz de amar alguém que não seja tão doente quanto ela. Eu me senti nauseado. Mas também senti que havia terminado de ler um livro muito bom, porque apenas livros muitos bons conseguem afetar o leitor de forma a que ele não esqueça da história por um bom tempo.


site: http://www.gettub.com.br/2018/03/rio-vermelho.html
Carla 08/07/2018minha estante
Adorei a sua resenha! Ótima percepção. Acabei de ler e sinto o mesmo, uma incapacidade de dizer bem o que senti, mas com a certeza de que o livro é bem escrito!




Biialou 21/03/2018

Altamente recomendado para fãs de Investigação Discovery
A narrativa é muito bem feita e lembra muito programas de TV sobre crimes verdadeiros com depoimentos de testemunhas e conhecidos, vídeos e documentos que proporcionam ao leitor uma visão profunda da vida de Dennis e de sua personalidade. Gostei muito de como a escrita varia entre narração, cartas e trechos de outro livro citado dentro deste. A autora consegue durante todo o livro te manter questionando até os últimos capítulos sobre a culpa ou não do personagem.

Minha única ressalva é sobre as páginas finais. Todo o curso do livro foi um suspense de construção lenta e constante, mas então, o final é cuspido em poucas páginas e acabou que tive que ler duas vezes para ter certeza do que tinha acontecido. Ainda sim, é surpreendente e assustador, em um primeiro momento você fica pensando, MAS O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?, e então reflete e percebe que a situação é completamente plausível e que nós já ouvimos algo semelhante na vida real.

Você pode conferir a resenha completa no link abaixo.

site: http://dinastiageek.com.br/livros/review-rio-vermelho
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Naty 08/04/2018

Deixou a desejar em gênero, número e grau
Ao finalizar essa leitura, fechei meus olhos e pensei: “O que estou fazendo da minha vida?” Chegar ao final era uma das minhas metas primordiais, no momento, afinal, seria como concluir um dever de casa que não estamos muito solidários a fazê-lo.

Dennis Danson é o protagonista, ele está preso há mais de 20 anos pelo assassinato brutal de uma jovem em Red River. Famosinho, o prisioneiro passa a ser o assunto principal num documentário a respeito de crimes reais, com o fito de descobrir a verdade e libertar um possível inocente. Sim, eu disse possível porque alguns acham que ele realmente não cometeu o crime. Em contrapartida, Samantha acredita nas alegações de inocência e resolve fazer uma campanha para tirá-lo da prisão. E é aí que as coisas começam a desnivelar e meus olhos querem ser fechados.

Sam passa a escrever cartas ao jovem rapaz. Ah! Detalhe importante é que ele é considerado um cara bonitão, ainda que tenha envelhecido, mas a aparência continua invejável e as mulheres ficam loucas por ele. Não sabemos nada sobre os traços físicos de Sam, a autora apenas foca em dizer que ela tinha complexo com gordura, com o rosto e acaba por aí. O que ela tem de encantador eu não sei, mas Dennis viu algo nas cartas dela; os dois acabaram se apaixonando e ficando juntos.

Rio Vermelho é o típico livro que vai te deixar indeciso, logo no início. Aliás, para ser sincera, ele me proporcionou sentimentos indescritíveis. E não entendam isso como algo mil maravilha. Acredito que esse fator ocorreu por causa dos protagonistas. Em momento algum senti afeto por eles, em parte alguma consegui dar credibilidade à ideia veemente de Sam, nem tampouco ao Dennis – que, cá entre nós, estava enfadonho.

Não vou dar continuidade ao que acontece, mas se vocês derem uma lida na sinopse ela contará, do início ao fim, o destino de ambos – o que, para mim, tirou todo suspense da história. Não é nada difícil descobrir quem é o culpado de tudo. Logo no primeiro capítulo as coisas ficam claras e o mistério não existe. Já iniciei a leitura sabendo o que aconteceria, principalmente quando temos uma sinopse tão de mão beijada. Esse foi um dos pecados mortais, no meu simplório ponto de vista. Não vou adentrar à história tanto quanto a sinopse fez, não vou dizer que eles se casaram, que ele saiu da prisão e nem que... Não, pera!

Vamos analisar de modo profissional o motivo de esse livro fazer tanto sucesso por aí, porém, de não ter me agradado – é melhor do que soltar spoilers. Já aviso de antemão que os pontos que me incomodaram podem ser considerados pontos positivos para vocês, o que não tira o fato de cada um ter o seu exemplar e tirar as próprias conclusões. Ok? Natalia não gostou. A crítica do gênero, a que já leu muitos livros desse estilo e já está um pouco saturada de elementos neutros, bem como a ausência de mistério. Combinado assim?

O incômodo começou logo na narrativa. A autora resolve mesclar a história, em tempo real, com cenas do documentário. Primeiro ponto que deixou a escrita como passos de cágado. O segundo obstáculo enfrentado durante a leitura foi a personalidade de Sam. Ok, eu sei... Já sei isso também. Entendo todo o psicológico que a autora tentou utilizar para criar uma personalidade mais humana, do nosso dia a dia. Ponto para a criatividade dela. No entanto, não acredito que tenha sido tão bem desempenhada.

Quando era estudante de Direito, fiz muitas pesquisas a respeito da mente humana e analisávamos aquelas consideradas doentias, perversas e tantas outras mais – pude perceber que essas coisas realmente existem e são lamentáveis. O fato de existir (friso) não quer dizer que tenha desenvolvido com sucesso. Afinal, a história me pareceu um tanto quanto superficial, no momento em que ela resolveu enviar as cartas. Não consegui captar um elemento envolvente, de início; nem tampouco fui convencida pelas ideias rasas de Sam. A autora teve a ideia de mostrar como uma mente pode se fechar para as coisas do nosso dia a dia, para sentimentos amorosos e não sei mais o quê. Entendo isso. Juro por Deus que entendo. Todavia, não aceito a superficialidade imposta.

O terceiro ponto que considero essencial para abordar é sobre a falha na construção. Dennis ficou 21 anos preso, sem prova concreta sobre si, supostamente havia DNA dele nos dedos da garota (que foram arrancados antes de ser encontrada morta) – o que não fala mais nada, posteriormente. Simplesmente foi preso e, depois de um novo julgamento, com muito protesto, foi absolvido. Esse fato eu nem vou adentrar, pois sei que há falhas no sistema judiciário, tanto para culpá-lo quanto para inocentá-lo.

O quarto e último detalhe que precisa ser falado impreterivelmente: o desfecho. Durante todo o livro tivemos uma narrativa lenta, compassada e até mesmo exagerada em alguns pontos. E quanto ao final? Mais veloz do que Usain Bolt. As palavras foram atropeladas, a revelação foi contada apressadamente. Se vocês acharem que é exagero, na página 253, em apenas um parágrafo, somos apresentados ao (não tão) grande final.

O livro tinha tudo para ser o melhor dos melhores lidos este ano. E podem apostar que muitos vão considerá-lo assim, ele foi até premiado. Porém, quem está acostumado com esse gênero vai encontrar muitas falhas na construção. Para quem gosta de um romance e não é muito leitor de thrillers como esse, certamente vai se sentir mais à vontade para apreciar e degustar uma boa história.

Ainda que você seja fã como eu, não vire a cara ao livro apenas porque eu disse coisas ruins a respeito dele. O que é bom para um não é tanto assim para o outro – e vice-versa. Muitos têm medo de fazer uma resenha crítica por medo de perder parceria com a editora, com os autores ou até mesmo por perder leitores. Mas acredito que seria bem pior se eu viesse contar inverdades e vocês corressem com sede ao pote achando uma coisa e, no final, não ser o que pensou.

Acontece de um livro não ser bom para mim, mas ser para você. Acontece de recebermos um livro, em parceria, que não agrada. Mas temos de ser profissionais e pontuarmos fazendo jus ao que somos. Não sou perfeita, ninguém o é. Porém, eu não fui a única a ter esse ponto de vista.

Aproveitem o exemplar que estamos sorteando, em parceria com a Faro Editorial, e tenha o seu em mãos para ter a sua própria opinião. E desejo que seja uma ótima experiência!

Sobre a edição:
Difícil não gostar dos trabalhos estéticos da Faro. Sempre muito bem impecáveis. A capa é bem bonita, com relevo no título e as páginas dentro, como puderam ver nas fotos, são trabalhadas. A diagramação é excelente. Achei apenas três erros de revisão. No mais, o trabalho ficou show.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho.html
Angélica Patriano 08/04/2018minha estante
Eita Naty. Eu comecei a ler, mas, larguei. Estava achando chato demais e muito tosco. Depois da sua resenha, nem devo continuar.


Naty 09/04/2018minha estante
Hahahaha. Sério que não estava curtindo também? Tente terminar para conversarmos sobre rs


Angélica Patriano 09/04/2018minha estante
Ain. Nem animei pra continuar. Kkkk


Naty 11/04/2018minha estante
Eeeeeeita. Tenta kkkkkk


Isis Danielle 17/06/2018minha estante
Já não gostei desde o início e realmente ele deixou muito a desejar. Tinha tudo pra ser um livro bom, mas a história desde o princípio muito arrastada e nota-se que os protagonistas são meio perturbados, mas não foi só isso... Algumas lacunas faltaram ser preenchidas e não achei tão suspense assim, já que eu mesma deduzi e acabei acertando o tal mistério. Foi a minha pior leitura do ano até agora e sinceramente fiquei frustrada, com raiva e nem sei se farei resenha dele.




Claudia 27/04/2018

Nota "real" 3,5, já que não tenho ainda o aplicativo.
Pq não dou mais?, 1o., não gostei/ não senti empatia por nenhum personagem. 2o., ficou uma ponta solta que nenhum romance policial sério poderia deixar!!!
Mas a história é boa, a ideia é boa, e o final fez sentido (tirando a ponta solta rsss)
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dayukie 03/04/2018

"Vemos uma história que nos mostra a incompetência policial, um psicopata em pele de cordeiro, uma mulher sem amor próprio e um mistério que ronda a cidade de Red River. Onde a população se comporta como júri e juiz, condenando as pessoas, não protegendo as crianças quando elas precisam, sendo cruéis e omissas.
Um livro incrível, cheio de mistério e suspense, dividido em três partes, ajudando na compreensão dos fatos e transformando a história surpreendente. O final me deixou com um pouco de raiva, no entanto, me fez ficar um pouco, somente um pouco orgulhosa da Sam. Creio que esse foi um dos poucos livros de triller que li e devorei rapidamente, não querendo parar nem para respirar, de tanta ânsia para saber o final."

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/bFz8Ad
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Prof. Angélica Zanin 06/05/2018

Apenas para ter alguém
O que faz uma jovem inglesa apaixonar-se por um norte-americano no corredor da morte? Samantha colocou tudo o que tinha em risco para viver esse amor, para ajudar a provar a inocência de Dennis e, principalmente, para sentir -se parte importante da história de alguém. Absolutamente só, em um país distante, ela só tem a Dennis e as poucas pessoas que ele ainda tem. Condenado por matar uma jovem e suspeito de tantas outras mortes, olhos azuis, branco e membro de uma família problemática, ele é uma constelação de problemas. Mas isso faz dele um assassino em série? Samantha vai descobrir e você também, pois não vai parar até chegar ao desfecho desse thriller emocionante. Muito bom!
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Crika | @PitacosLiterarios 24/05/2018

Dennis Danson foi preso aos 18 anos pelo brutal assassinato de uma jovem em Red River, na Flórida. Hoje, 20 anos depois, ainda existem muitas teorias sobre o caso e há quem acredite em sua inocência. Por conta disso, um documentário é produzido e gera uma grande campanha na internet, tornando Dennis conhecido e com o apoio até de pessoas famosas.

Paralelo a isso, temos Samantha. Ela vive na Inglaterra e está obcecada pelo caso de Dennis. Ela tem a brilhante ideia de escrever pra ele (Oi?!), e assim passam a se corresponder com frequência. Sentimentos surgem e eles se veem envolvidos, mesmo que à distância. Aí Samantha tem outra ideia mirabolante, que é largar a vida dela toda e ir atrás do homem. MEU DEUS!!

Ela realmente acredita na inocência dele e se torna ativa na campanha. Toda essa mobilização surte efeito e o processo é revisto, libertando Dennis da cadeia.

Agora Dennis e Samantha começam uma vida juntos e toda a teoria e ideal de amor presente nas cartas começa a desandar. Dennis é muito esquisito e esconde coisas dela. Cada vez mais, Samantha questiona seu comportamento. E nós também. Afinal, qual é a desse cara?

Rio Vermelho é dividido em 3 partes. O início é mais lento, a respeito das investigações sobre o caso de Dennis. Depois, vem a parte sobre sua soltura e adaptação à liberdade e, por fim, a ida dos dois a Red River, local do passado de Dennis. Passado esse que volta a atormentar.

A história tem uns momentos tensos. Não sei quanto a vocês, mas nesse tipo de livro eu interajo bastante com os personagens, tipo “Samantha, sai daí, pelo amor de Deus!” Hahaha.

Pensa num livro cheio de gente perturbada. A história é interessante e tem algumas reviravoltas, mas não conseguiu me conquistar por completo. Apesar do final bem coerente, achei que deixou um pouco a desejar, podia ter sido mais surpreendente. Mas não que eu tenha achado o livro ruim, não achei mesmo, só não me conquistou. Tenho certeza que muitos de vocês vão gostar.

site: https://www.instagram.com/p/BinKpdxHNRF/?taken-by=pitacosliterarios
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Thuanne Hannah 25/05/2018

Dennis Danson está preso há mais de 20 anos, acusado de matar uma garota e suspeito de matar várias outras em Red River, Flórida, cidade onde cresceu. Por não existirem provas concretas, muitos acreditam que houve um erro em seu julgamento e que ele deve ser solto o mais breve possível. Muitas pessoas o apoiam, até produziram um documentário sobre o caso e agitam as redes socias.

"Finalmente, o corpo de Holly Michaels foi encontrado. Suspeitaram de tios, padastros e homens solitários. Imaginavam um monstro, um psicopata que tinha os ossos das garotas enterrados sob cimento em seu porão, que guardava as pulseiras delas penduradas num prego em seu armário. "

Sam é uma dessas pessoas. Ela fica obcecada pelo caso e decide enviar cartas a Dennis, afirmando que acredita em sua inocência e que ele deve ser forte, pois logo será libertado. Poucas cartas bastaram para que eles se apaixonassem e Sam decidisse sair da Inglaterra para visitá-lo. Algumas visitas depois, Dennis pede Sam em casamento e mesmo preso, se casaram. Pouco depois, há uma reviravolta no caso e Dennis é solto. Com isso, os dois voltam a Red River, devido a morte do pai de Dennis para acertar algumas coisa e lá, Sam começa a ter várias dúvidas sobre Dennis ser ou não quem diz ser. Com essa premissa, Amy Lloyd nos apresenta essa história.

O livro é narrado em terceira pessoa, com os acontecimentos surgindo num ritmo bem bacana. Durante toda a leitura a dúvida permanece: Dennis fora injustiçado ou é realmente o assassino? Aos poucos, a autora vai nos dando pistas do passado de Dennis, mas sem revelar totalmente sua personalidade, isso foi genial! Para completar, Dennis era agressivo em certos momentos e parecia que algo estava por vir, mas nada acontecia e eu me perguntava se estava com medo à toa.

Sam é uma personagem complicada de entender, pois desde o momento em que Dennis se viu livre, já demonstrou que não tinha o mesmo interesse por ela e mesmo assim ela continuou aceitando tudo o que ele fazia enquanto estavam em Red River. Ela é do tipo de pessoa que demonstrava dependência, e sua obsessão por Dennis alimentou ainda mais essa característica. Ela precisava de alguém, não importando que fosse um assassino ou não, se a tratava da forma adequada ou não. Bastava que ficasse ao lado dela.

"De repente, Sam se sentiu muito só, como se o homem com quem se casou nunca tivesse existido e ela tivesse acordado para uma vida que não reconhecia, no meio de uma história que não entendia."

Em Red River Dennis, tinha uma velha amiga, Lindsay, que também parecia ser obcecada por ele. Os dois pareciam ter vários segredos, apresentando um comportamento bem estranho quando estavam perto de Sam e mesmo assim, ela continuava lá, achando que tudo daria certo no final. Em raros momentos, Dennis era gentil com a esposa e pequenas migalhas de afeto bastavam para que ela permanecesse, criando fantasias de como seria quando tudo acabasse e eles saíssem daquela cidade. Esse ponto foi o que mais me incomodou, é inaceitável que uma pessoa permaneça nessa situação, acreditando que tudo ficará bem, principalmente por mal conhecer a pessoa que se casou.

Já Dennis, é um homem cheio de traumas, sofreu muito com um pai agressivo e uma mãe dependente de drogas que se matou. Só não foi mais humilhado por ser bonito, característica essa que pareceu o livrar de vários problemas e o colocar em outros. Na adolescência, ele causou problemas e isso marcou sua vida, pois muitos acreditavam que ele era um verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Todos ao redor pareciam ficar obcecados por ele. Alguns, acreditando que o rapaz seria incapaz de matar qualquer pessoa e outros, que ele era sim o responsável por todas aquelas mortes.

O final me deixou muito pensativa, não por ser surpreendente, mas inusitado. Tem tanta obsessão envolvida, vinda de vários lados, que impede os personagens de acreditarem na verdade, assim como o leitor. A situação que a autora criou foi muito interessante, ela traçou personalidades doentias, cada uma a sua maneira, tornando difícil para quem lê, se decidir no que acreditar, já que, infelizmente sabemos que existem vários Dennis, Sams, e Lindsays por aí.

Preciso destacar aqui o capricho da editora. O livro ficou lindo por dentro e por fora, as cores, os detalhes internos e externos, tudo ficou muito belo. Até a textura das páginas é boa! A diagramação é bem confortável, tornando a leitura bem agradável.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2018/05/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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Blog Stalker Literária 08/06/2018

Muito bom, ainda mais por ser inspirado em um caso real...
Se você está em busca de um thriller com personagens perfeitinhos ou que são um exemplo para a sociedade, é melhor buscar outro livro. Mas se quer uma leitura que vai mexer com suas estruturas, te deixar sonhando com os personagens durante a noite e que vai te deixar incomodado esse é o livro perfeito.

Rio Vermelho é mais um thriller que entrou para minha lista de favoritos, quando comecei essa história simplesmente não sabia nada, afinal detesto ler sinopses, e quanto mais eu lia mais me surpreendia com a escrita de Amy Lloyd, que utiliza de vários estilos de narrativa para criar uma história a lá ID - Investigação Discovery - canal o qual eu sou meio viciada hahaha.

O livro é dividido em três partes, na primeira temos um livro a lá investigação criminal, para quem conhece os livros da Ilana Casoy com certeza vai adorar essa parte, pois aqui há trechos de julgamento, trechos de livros e tudo na tentativa de criar a história mais verídica possível, e explicar aos leitores o que levou Dean a ser preso por um crime que não cometeu.

Essa primeira parte foi uma das melhores pra mim, pois como disse me senti em um episódio do ID desvendando aquele crime, acompanhando relatos de pessoas que moravam perto, relatos de como um jovem só por ser 'badboy' acabou sendo preso sem muitas provas concretas. É nessa parte também que temos diversas críticas ao sistema penal, que muitas vezes sem provas acabam condenando inocentes só porque 'acha' que ele fez aquilo, ou porque 'ele parecia culpado', aquele clichê de: 'ele era pobre, seus pais usavam drogas, ele roubava, então é claro que é um assassino'.

Na segunda e terceira parte é que o livro muda completamente o rumo, e acredito que isso possa afastar alguns leitores, mas pra mim foi completamente emocionante também. Vemos a readaptação de um preso que passou 20 anos longe de tudo e todos os preconceitos, as coisas que tem que suportar na cidade natal, mostrando que mesmo tendo sido comprovado que ele não era culpado, as pessoas ainda continuam achando ele um monstro.

É nessa parte do livro que começamos a entender mais da Sam também, se no começo do livro eu já achava ela meio louca e insuportável, aqui minha cisma com ela cresceu ainda mais. Sam não é muito boa da cabeça, e isso faz com que o leitor se questione em vários momentos de sua condição mental, mas como disse lá no começo aqui não temos personagens certinhos que fazem o que é certo, há um nível de loucura neles, ações que incomodam e que deixam o leitor aflito, mas ainda assim você consegue entendê-los.

O final do livro também será um divisor de águas. Confesso que não desconfiava de muita coisa que foi revelada não, algum detalhe, algumas coisinhas eu até criei teorias, mas quando tudo começou a aparecer eu me vi bem surpresa e tensa com tudo que estava lendo. E o desfecho combina perfeitamente com a loucura do livro, se prepare para ficar incomodado! HAHAHA

Rio vermelho é um thriller para tirar o leitor do conforto, para te deixar angustiado com o que está lendo e te fazer pensar em o quanto as pessoas podem ser loucas. Esse livro com certeza será 8 ou 80, pra mim foi uma das melhores leituras do ano e que me tirou a noite de sono - sério, sonhei com Dean, a floresta, aquela casa a noite toda e foi horrível - e eu simplesmente adorei o modo como a autora conduziu com maestria toda essa história cabulosa.

Inspiração para a obra: Caso West Memphis Three

Vocês sabem que eu sou a louca dos Serial Killers né? Vivo lendo esses livros malucos e adoro pesquisar mais sobre os casos. Pois então, depois de ler uns 80% de Rio Vermelho tive um pensamento: Já vi essa história em algum lugar... No livro O Segredos dos Corpos da Darkside... E não é que eram bem parecidos os casos?

Em 1994 um jovem foi enviado para o corredor da morte acusado de matar três crianças em uma cidadezinha chamada West Memphis. Os garotinhos foram encontrados todos mutilados em um lago da cidade, e o jovem Damien Echols foi preso simplesmente por ser o garoto problema da cidade, sem muitas provas concretas que ligassem ele ao crime.

Ela passou 18 anos preso injustamente, e assim como no livro houveram várias mobilizações para a sua soltura, incluindo do Jonny Deep - como no livro hahahah - foram produzidas séries de TV, biografias... Enfim, basicamente o mesmo caso. E quando eu fui pesquisar mais das inspirações da autora pra esse livro foi justamente essa referência que eu encontrei, ela assistiu a série produzida sobre o caso e quis criar sua versão dos fatos, focando na esposa de Damien Echols, e tudo que ela teve que enfrentar depois que ele foi liberto.... fora algumas coisinhas a mais que ela acrescentou para dar um final a tal história.

site: http://www.stalker-literaria.com/2018/04/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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Minha Velha Estante 10/05/2018

Resenha da Adriana Medeiros
Rio Vermelho é o novo thriller da Faro Editorial que vai tirar você da sua zona de conforto. Sim, você vai ficar cheio de caraminholas na cabeça, meu amigo!

Em Rio Vermelho, duas histórias pessoais se cruzam: a de Dennis Danson e Samantha.

Denis é fruto de um lar conturbado, com uma mãe omissa e um pai violento, que se envolveu com as pessoas erradas na juventude e está preso a 20 anos, desde os seus 18, acusado de assassinar, com requintes de crueldade, uma garota de 11 anos e pelo desaparecimento de outras tantas. Crimes esses que dividem opiniões por falta de provas conclusivas. Após ser sentenciado à morte, haverá uma comoção do público que o considera inocente.

Samantha e se encanta pela história de Dennis ao assistir um documentário que tenta inocentá-lo. Abandonada pelo namorado, Sam começa a se dedicar a fóruns que discutem a inocência de Dennis e começa a se corresponder com ele. Muito rapidamente, essa troca de cartas a leva a acreditar em um sentimento forte entre os dois. Sam, que já está sozinha, vivendo uma vida que ela não sonhou, em um trabalho que ela odeia, depressiva, afastada da família por pelo relacionamento difícil que tem com a mãe, resolve dar um tempo e vai da Inglaterra para os EUA para visitar Dennis e tornar real esse amor virtual.

“Dennis,Não fale assim. Nunca. Eu te amo. Você é tudo o que eu quero. Não me importa que estejamos distantes agora.”

Carrie está filmando uma série para Netflix e Sam vai para Red River, cidade natal de Dennis e onde aconteceram os possíveis assassinatos, envolvida em uma campanha para livrá-lo da prisão. Eles se casam e, à medida em que Sam conhece pessoas do passado de Denn, o caso sofre uma reviravolta e ele é inocentado e libertado.

Ansiosa por viver o seu casamento com Dennis, Sam começa a se surpreender com o comportamento frio e distante de Dennis e a sua ausência constante, já que ele é requisitado por canais de tv e por seu agente a maior parte do tempo.



Numa mistura instável, você vai acompanhando um relacionamento conturbado entre Sam e Dennis. Afinal, o que esperar de duas almas solitárias, com um passado de abandono e alma inconstante que resolvem ficar juntos?

Amy Lloyd mexe com a sua cabeça, colega! E você terá que decidir sozinho se Dennis é inocente ou não, e se as intenções de Samantha são realmente boas. Mas, até chegar à sua conclusão pessoal (sim! Por que a autora não vai te confirmar muita coisa, e você dependerá, em grande parte, do seu faro de agente do FBI, Quântico ou NCIS.), você vai desconfiar de todos e vai se pegar olhando por sobre o ombro em alguns momentos mais tensos da leitura.

A história nos mostra: o quanto confiar em alguém pode ser perigoso; que precisamos deixar de lado aquela crença de que ‘não acontece comigo’; que existem pessoas que são capazes de nos dominar psicologicamente sem fazer muito esforço, só conhecendo as nossas fragilidades e abusando delas; que tem gente que está tão fragilizada que não consegue perceber isso ou, até percebe, mas acredita que é o que merece; e que pessoas que maltratam animais nunca serão boas pessoas.


Um enredo não convencional, cheio de reviravoltas, que te alimenta gradualmente com pistas que ora te fazem avançar um passo, ora te fazem recuar dois na tentativa de decidir pela culpa ou pela inocência de Dennis e pela coparticipação de algum outro personagem...

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2018/04/rio-vermelho-amy-lloyd.html
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Claudia 16/03/2018

Previsível.
Não há surpresas .Muito barulho mas só isso.
Isis Danielle 17/06/2018minha estante
Exatamente assim. Não vi esse suspense todo, já que bem próximo ao final que as coisas começaram a ter um pouco de adrenalina.




Helana O'hara 23/05/2018

Um livro assustador
Rio Vermelho é um livro que me chamou atenção na capa, o rosto de uma mulher em tons de preto e esverdeado me chamaram muita atenção. O livro tem cerca de 270 páginas, divido em três partes e 40 capítulos, curtos e diretos, o que me deixou muito feliz, acho que livros de suspense precisam ser diretos em alguns pontos, assim o leitor entende a história melhor.

Dennis está preso, ele foi condenado pelo assassinato de uma jovem em Red River, agora o Mundo está focado nele, já que um documentário mostrando assassinatos reais gera uma polêmica grande, já que o foco é Dennis e mostra que um homem foi condenado erroneamente.
Do outro lado está Samantha, uma mulher, carente que mora na Inglaterra, ela assiste os documentários e para ela Dennis foi acusado de forma injusta. Começa então uma troca de cartas entre ambos até que ela resolve ir para Flórida, conhece Carrie Atwood, diretora do documentário. Fica mais próxima de Dennis. Quando ela está perto de se casar com ela, Sam acredita que terá seu final feliz, com um homem que julga ser inocente e que vai fazê-la feliz.
As coisas começam a caminha de forma estranha, depois que Dennis é liberado, Sam mostra-se uma pessoa sem alto confiança, vive questionando seu relacionamento com Dennis, se deve ou não ir para a cama com ele. E por outro lado Dennis começa a mostrar que tem personalidade forte, é cabeça dura e isso começar a ser um fato importante para as investigações. Com o público um homem carinho, fora dele uma pessoa taciturna e sombria e agora? Ele realmente é o assassino.
Rio Vermelho é um livro que conseguiu me deixar com um ponto de interrogação na cabeça durante a leitura toda. Desconfiei demais de Dennis na história toda e confesso que comecei a ficar com a pulga atrás da orelha com a Sam também, uma personagem obcecada, sem personalidade, ás vezes eu achava que ela escondia algo também. A história é sombria, pois a obsessão de Samantha perante Dennis é grande e a falta de confiança nele também.

O livro é sensacional, um thriller que te prende do começo ao fim com uma história coerente e personagens que convencem o leitor.
Outro ponto legal é que autora usou redes sociais pró liberação de Dennis, nada mais atual do que apelar para a massa e conseguir bons resultados, foi inteligente usar desse artificio na história.
Abordar o uso das redes sociais para inocente ou culpar alguém, abordar ainda o fato das pessoas julgarem pela aparência é outro ponto inteligente da história – vendo o fato de que Dennis é um homem atraente e Sam nem tanto.
Rio Vermelho é um livro que surpreende do começo ao fim, inteligente, assustador e moderno. Vale a pena.
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Alex Nascimentto 16/04/2018

Dennis está preso há mais de vinte anos nos EUA, no presídio de Altoona, após ser condenado pelo assassinato de uma garota de apenas onze anos, Holly Michaellys, e também é suspeito pelo desaparecimento de tantas outras garotas que nunca foram encontradas. Ele, desde os 18 anos de idade está nesse presídio, já não sabe mais o que é viver desde que foi levado de sua pacata cidade, Red River. ????????????????????
? Ainda assim, existem pessoas que acreditam que ele está sendo alvo de uma enorme injustiça, como a Carrie, que é a pessoa responsável pelo documentário que envolve toda essa questão, assim como Johnny Depp e Angeline Jolie. ????????????????????
? Do outro lado do mundo temos Samantha, professora, e que se comove com a situação do Dennis e envia-lhe uma carta, ela nem esperava uma resposta e chega. Entre os dois passa-se a formar um elo de carinho, respeito e amor. Sam não mede esforços, abandona família e trabalho para ir ao encontro de seu amado presidiário que, logo após o casamento e investigações, é inocentado. ????????????????????
? Apesar de casados os dois não tem nada de intimidade. A pobre Samantha acredita que seja por causa do trabalho de Dennis, já que ele é uma celebridade, bonito e milionário. Decidem então voltar a Red River, onde tudo começou, e não demora para que o passado passe a atormentar a vida do casal. ????????????????????
?? Adorei a escrita da autora e o trabalho magnífico da editora. O livro flui e o final é daqueles que você nem imagina. Espero que vocês possam ler! ????????????????????
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Cris.Pimentel 09/06/2018

Rio (quase) vermelho
O livro é bom, mas a propaganda sobre ele é melhor.
Esperava mais suspense, mais surpresas e mais carisma dos personagens.
Veja bem, o livro é bom, vale a pena ser lido, mas não escutei a "música" com prometido na contracapa.
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Malucas Por Romances 16/04/2018

Resenha completa no blog
Acabei Rio Vermelho na quarta-feira, já se passaram alguns dias e ainda não sei direito o que falar. Essa história foi tão diferente dos thrillers que estou acostumada a ler, que acabou me pegando de surpresa. Vou tentar ser breve pra evitar spoiler, e peço que se você começou a resenha sem ler a sinopse, permaneça assim, porque infelizmente a sinopse contem spoiler. Agora se você curte um spoiler ele não vai interferir em nada com a leitura.

Pra começar a resenha, gostaria de falar que a autora se baseou nesse livro em uma história real, mas só uma parte da história o restante é ficção, pelo menos até onde sei. Ela se inspirou na história de Damien Echols, que inclusive possui um livro publicado aqui no Brasil com o nome de Vida após a morte. Vou deixar abaixo alguns trechos extraídos da internet sobre o caso Damien Echols.

"Damien Echols teve inclusive um documentário sobre sua história, conhecido como Paradise Lost, Damien foi foi condenado em 1994 (junto ao melhor amigo, Jason Baldwin, e o colega, Jessie Misskelley) pelo assassinato brutal de três crianças – Christopher Byers, Michael Moore e Stevie Branch –, todas de 8 anos de idade. Em maio de 1993, os corpos dos meninos foram encontrados submersos em um lago lamacento, com as mãos e os pés atados pelos cadarços dos próprios sapatos, em West Memphis, no estado do Arkansas. Byers foi o mais machucado: teve os órgãos genitais mutilados e extraídos.
Sem respostas, a comunidade da cidade, localizada na área conhecida como “Bible Belt” (o cinturão da Bíblia), começou a crer na presença de um culto satânico.
A libertação deles foi concedida após a realização de exames de DNA incapazes de vinculá-los ao crime, que ocorreu quando os três eram adolescentes. Uma audiência judicial marcada para dezembro deve acolher essas provas no processo."

Fontes: https://www.deadgoodbooks.co.uk/amy-lloyd-interview/ http://rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-76/memorias-do-corredor-da-morte

Baseado nessa história Amy escreveu o livro Rio Vermelho, que conta a história de Samantha, uma mulher que após ver um documentários sobre Dennis e seus supostos crimes se encontrou obcecada pelo caso. Com isso uma troca de cartas se inicia entre eles, e aí começa uma luta pela justiça. Samantha se encontra tão obcecada que decide largar toda sua vida pra visitar e acompanhar uma campanha para libertação dele, isso incluí não só investigar os casos, mas também as visitas que ela faz pra ele na prisão.

Dennis foi preso aos 18 anos pelos assassinato de uma jovem em Red River, na Flórida, e agora que ele apareceu em um documentários sobre crimes reais, a luta pela inocência retorna com todo gás. E é nesse clima de suspense e dúvida que a autora fez essa história fantástica.

“É estranho que as pessoas saibam tanto a meu respeito. Acho que elas sabem mais de mim do que eu mesmo.”
O livro foi dividido em três partes, na primeira parte a gente se vê um pouco mais de perto as investigações que estão sendo feitas pra provar sua inocência. Eu em diversos momentos me senti dentro dos programas de investigação da Discovery na segunda e terceira parte, vocês terão que ler pra saber kkkkkk.

A autora criou dois personagens que você não vai cair de amores por eles. Muitas vezes quando senti que estava sentindo uma certa "simpatia" por algum deles, a autora colocava algum detalhe ou uma reviravolta que me irritava, e meus sentimentos que começavam a surgir iam por água abaixo. Diversas vezes eu tentei entender Samantha e sua obsessão, as dúvidas que ela teve em diversos momentos só me fez questionar a sanidade dela, porque era tão óbvio que eu particularmente não teria dúvidas de nada.
É algo que forasteiros nunca entenderão, porque não estavam aqui, não conheciam as famílias como nós e não conheciam Dennis. Não como ele era então, antes de vocês o tornarem o que ele é agora. Antes de ele aprender a se mostrar como presa, e não como o predador.”
O livro por mais que na segunda parte eu já tivesse criado minhas teorias, e no final muitas delas estevam certas, não foi realmente o que me prendeu. Por mais estranho que pareça foi as personalidades dos personagens que de alguma forma me atraia. O suspense que a autora colocou na terceira parte me deixava certa das minhas teorias, mas quando eu achei que nada poderia mudar ela me mostrou que eu mesmo certa precisa enxergar ainda mais longe.
“Finalmente, o corpo de Holly Michaels foi encontrado. Suspeitaram de tios, padastros e homens solitários. Imaginavam um monstro, um psicopata que tinha os ossos das garotas enterrados sob cimento em seu porão, que guardava as pulseiras delas penduradas num prego em seu armário. ”
Dennis é aquele personagem que te conquista no primeiro capítulo e fará com você o mesmo que fez com Sam, te deixará cego. Muitas vezes nessa história você entrará em dúvida se realmente está certo. Mas a partir da segunda parte algumas coisas mudam, e é nesse momento que você enxerga a maestria da escrita da autora que te faz desconfiar de tudo e todos.

A autora criou personagens secundários tão importante na história que por muitas vezes parecia personagem principal, a influência deles é de extrema importância. O livro foi todo escrito em terceira pessoa e sempre pelo ponto de vista de Sam, o que vai fazer você questionar ela diversas vezes.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: https://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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