Rio Vermelho

Rio Vermelho Amy Lloyd




Resenhas - O Rio Vermelho


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Carlos Lucio 27/03/2018

RESENHA PUBLICADA NO GETTUB.COM.BR
Quando finalizei a leitura de RIO VERMELHO, fiquei algum tempo digerindo o que havia lido. Não foi muito fácil tentar compreender a história. Isso porque os três personagens principais são doentes. Não fisicamente, mas psicologicamente. E essa construção é muito bem feita, o que explica o motivo de o livro ser premiado. A autora demonstra conhecer vários lados da psique humana que transmitem repulsa e medo.

Nos EUA, Dennis foi preso pelo assassinato de uma garota de onze anos, e é suspeito do desaparecimento de várias outras. Ele está no corredor da morte, mas devido a um processo judicial mal conduzido, provas inconsistentes, testemunhos duvidosos e à sua constante afirmação de que é inocente, é formada uma legião de fãs que lutam pela revisão de seu julgamento e por sua liberdade. Entre esses fãs, está Samantha, uma inglesa que fica obcecada por toda a história de Dennis, a ponto de criar coragem e enviar uma carta para ele. Assim, os dois começam um relacionamento à distância, que resulta em trocas de juras de amor e na ida de Sam para os EUA, com o objetivo de conhecê-lo pessoalmente e ser mais ativa na tentativa de sua liberdade.

Não é spoiler dizer que ela consegue, uma vez que isso acontece já no início do livro. Os dois se casam e, após a morte do pai de Dennis, eles partem para a cidade natal dele, para o enterro e para resolverem o que fazer com a casa da família. Lá, Sam conhece Lindsay, uma amiga de Dennis, e esse relacionamento traz consigo várias descobertas sobre a verdade de toda a história.

Dennis é doente por diversos motivos. Ele sofreu abusos na mãos do pai bêbado e não teve uma mãe presente, uma vez que ela vivia drogada. Maltratado, vivia com fome, roupas sujas, era o pária da escola, mas era bonito, e isso evitava que fosse marginalizado por todos. Mas seu comportamento sempre foi duvidoso, uma vez que era constantemente pego roubando e observando criaturas mortas.

Lindsay também era uma garota problemática. Apaixonada por Dennis, foi rejeitada por ele e acabou ocupando o lugar de melhor amiga. Eles cultuam um relacionamento estranho, cheio de segredos, que por vezes parece ser íntimo, mas não em termo sexuais, mais como se fossem irmãos. Ela não liga para ninguém além de Dennis, nem para seu filho, e é tão desleixada e rude quanto ele.

E tem Sam, a personagem principal. Ela tinha uma vida normal na Inglaterra, mas era dona de uma autoestima totalmente destroçada, não em relação à sua aparência, mas, sim, sobre seu futuro, seu lugar no mundo, na sua necessidade de ter a total atenção de alguém. Por causa dessa carência, ela se envolve com Dennis, mesmo ele sendo um presidiário, mesmo sendo um condenado à morte, mesmo sendo suspeito de matar várias garotas. Ela não acredita em nada disso, ela enxerga apenas alguém de quem ela pode cuidar e que pode retribuir com o amor que ela não recebe de mais ninguém.

Eu, no início, não compreendi onde a autora queria chegar com o comportamento de Sam. Existe um problema narrativo na parte da troca das cartas. Sam acompanhava o caso de Dennis há muito tempo, lia tudo sobre o julgamento e assistia a todos os programas, então consegui aceitar a paixão que ela desenvolve por ele. Entretanto, Dennis confessa seu amor após a troca de apenas três cartas. Achei que não foi convincente, que ficou forçado e apressado, tanto da parte dele, quanto da parte de Sam em acreditar. Mas após metade do livro, compreendi porque ambos agiram dessa forma. E aí volto ao primeiro parágrafo, quando disse que os três são doentes.

Não importa o que Dennis faça, nem o quanto ele minta, nem quem ele seja de verdade, Sam só enxerga nele alguém estragado que ela pode cuidar e que pode ser sua companhia. Mesmo quando ele, após estarem casados, se recusa a ter relações sexuais com ela; mesmo quando Lindsay entra no relacionamento; mesmo quando ela encontra provas de coisas que ela pensava que fossem mentira; mesmo quando ela começa a temer pela própria vida; e mesmo quando ela descobre toda a verdade. Nada disso abala o que ela sente por Dennis. Nada disso importa. Na mente dela, e isso fica claro nas últimas páginas, Dennis existe para que ela cuide dele, para terem um relacionamento assexuado, separado pelos vidros da sala de uma penitenciária, porque assim ela pode receber a atenção e o amor que precisa, e ele não pode fugir disso.

Dennis e Lindsay são como se fossem apenas um. Ela é a motivação, ele é a consequência. Ela tem uma dívida de gratidão por ele, além do laço emocional, e ele vê nela a justificativa para fazer o que gosta de fazer. Ambos são nojentos, com uma mente amoral que não consegue distinguir o quanto suas ações são perversas. O bandido mais perigoso é aquele que não tem compreensão daquilo que perpetua, porque ele não hesita, ele simplesmente faz, sem remorsos, sem culpa. Até o final do livro, não sabemos quem Dennis é de verdade. Nem Lindsay. E quando a verdade aparece, ela não surpreende, porque até essa parte, acontecem tantas coisas dúbias, que eu só me senti aliviado por confirmar que ainda conseguia reconhecer quando uma pessoa era equilibrada e quando ela era totalmente doentia.

RIO VERMELHO é um livro muito bem escrito, com uma construção perturbadora da mente de pessoas estragadas. É uma história que incomoda, com um final que muitos podem não compreender, não porque seja complicado, mas porque representa a escolha de uma mulher, de Sam, que é emocionalmente incapaz de amar alguém que não seja tão doente quanto ela. Eu me senti nauseado. Mas também senti que havia terminado de ler um livro muito bom, porque apenas livros muitos bons conseguem afetar o leitor de forma a que ele não esqueça da história por um bom tempo.


site: http://www.gettub.com.br/2018/03/rio-vermelho.html
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Biialou 21/03/2018

Altamente recomendado para fãs de Investigação Discovery
A narrativa é muito bem feita e lembra muito programas de TV sobre crimes verdadeiros com depoimentos de testemunhas e conhecidos, vídeos e documentos que proporcionam ao leitor uma visão profunda da vida de Dennis e de sua personalidade. Gostei muito de como a escrita varia entre narração, cartas e trechos de outro livro citado dentro deste. A autora consegue durante todo o livro te manter questionando até os últimos capítulos sobre a culpa ou não do personagem.

Minha única ressalva é sobre as páginas finais. Todo o curso do livro foi um suspense de construção lenta e constante, mas então, o final é cuspido em poucas páginas e acabou que tive que ler duas vezes para ter certeza do que tinha acontecido. Ainda sim, é surpreendente e assustador, em um primeiro momento você fica pensando, MAS O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?, e então reflete e percebe que a situação é completamente plausível e que nós já ouvimos algo semelhante na vida real.

Você pode conferir a resenha completa no link abaixo.

site: http://dinastiageek.com.br/livros/review-rio-vermelho
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dayukie 03/04/2018

"Vemos uma história que nos mostra a incompetência policial, um psicopata em pele de cordeiro, uma mulher sem amor próprio e um mistério que ronda a cidade de Red River. Onde a população se comporta como júri e juiz, condenando as pessoas, não protegendo as crianças quando elas precisam, sendo cruéis e omissas.
Um livro incrível, cheio de mistério e suspense, dividido em três partes, ajudando na compreensão dos fatos e transformando a história surpreendente. O final me deixou com um pouco de raiva, no entanto, me fez ficar um pouco, somente um pouco orgulhosa da Sam. Creio que esse foi um dos poucos livros de triller que li e devorei rapidamente, não querendo parar nem para respirar, de tanta ânsia para saber o final."

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/bFz8Ad
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Naty 08/04/2018

Deixou a desejar em gênero, número e grau
Ao finalizar essa leitura, fechei meus olhos e pensei: “O que estou fazendo da minha vida?” Chegar ao final era uma das minhas metas primordiais, no momento, afinal, seria como concluir um dever de casa que não estamos muito solidários a fazê-lo.

Dennis Danson é o protagonista, ele está preso há mais de 20 anos pelo assassinato brutal de uma jovem em Red River. Famosinho, o prisioneiro passa a ser o assunto principal num documentário a respeito de crimes reais, com o fito de descobrir a verdade e libertar um possível inocente. Sim, eu disse possível porque alguns acham que ele realmente não cometeu o crime. Em contrapartida, Samantha acredita nas alegações de inocência e resolve fazer uma campanha para tirá-lo da prisão. E é aí que as coisas começam a desnivelar e meus olhos querem ser fechados.

Sam passa a escrever cartas ao jovem rapaz. Ah! Detalhe importante é que ele é considerado um cara bonitão, ainda que tenha envelhecido, mas a aparência continua invejável e as mulheres ficam loucas por ele. Não sabemos nada sobre os traços físicos de Sam, a autora apenas foca em dizer que ela tinha complexo com gordura, com o rosto e acaba por aí. O que ela tem de encantador eu não sei, mas Dennis viu algo nas cartas dela; os dois acabaram se apaixonando e ficando juntos.

Rio Vermelho é o típico livro que vai te deixar indeciso, logo no início. Aliás, para ser sincera, ele me proporcionou sentimentos indescritíveis. E não entendam isso como algo mil maravilha. Acredito que esse fator ocorreu por causa dos protagonistas. Em momento algum senti afeto por eles, em parte alguma consegui dar credibilidade à ideia veemente de Sam, nem tampouco ao Dennis – que, cá entre nós, estava enfadonho.

Não vou dar continuidade ao que acontece, mas se vocês derem uma lida na sinopse ela contará, do início ao fim, o destino de ambos – o que, para mim, tirou todo suspense da história. Não é nada difícil descobrir quem é o culpado de tudo. Logo no primeiro capítulo as coisas ficam claras e o mistério não existe. Já iniciei a leitura sabendo o que aconteceria, principalmente quando temos uma sinopse tão de mão beijada. Esse foi um dos pecados mortais, no meu simplório ponto de vista. Não vou adentrar à história tanto quanto a sinopse fez, não vou dizer que eles se casaram, que ele saiu da prisão e nem que... Não, pera!

Vamos analisar de modo profissional o motivo de esse livro fazer tanto sucesso por aí, porém, de não ter me agradado – é melhor do que soltar spoilers. Já aviso de antemão que os pontos que me incomodaram podem ser considerados pontos positivos para vocês, o que não tira o fato de cada um ter o seu exemplar e tirar as próprias conclusões. Ok? Natalia não gostou. A crítica do gênero, a que já leu muitos livros desse estilo e já está um pouco saturada de elementos neutros, bem como a ausência de mistério. Combinado assim?

O incômodo começou logo na narrativa. A autora resolve mesclar a história, em tempo real, com cenas do documentário. Primeiro ponto que deixou a escrita como passos de cágado. O segundo obstáculo enfrentado durante a leitura foi a personalidade de Sam. Ok, eu sei... Já sei isso também. Entendo todo o psicológico que a autora tentou utilizar para criar uma personalidade mais humana, do nosso dia a dia. Ponto para a criatividade dela. No entanto, não acredito que tenha sido tão bem desempenhada.

Quando era estudante de Direito, fiz muitas pesquisas a respeito da mente humana e analisávamos aquelas consideradas doentias, perversas e tantas outras mais – pude perceber que essas coisas realmente existem e são lamentáveis. O fato de existir (friso) não quer dizer que tenha desenvolvido com sucesso. Afinal, a história me pareceu um tanto quanto superficial, no momento em que ela resolveu enviar as cartas. Não consegui captar um elemento envolvente, de início; nem tampouco fui convencida pelas ideias rasas de Sam. A autora teve a ideia de mostrar como uma mente pode se fechar para as coisas do nosso dia a dia, para sentimentos amorosos e não sei mais o quê. Entendo isso. Juro por Deus que entendo. Todavia, não aceito a superficialidade imposta.

O terceiro ponto que considero essencial para abordar é sobre a falha na construção. Dennis ficou 21 anos preso, sem prova concreta sobre si, supostamente havia DNA dele nos dedos da garota (que foram arrancados antes de ser encontrada morta) – o que não fala mais nada, posteriormente. Simplesmente foi preso e, depois de um novo julgamento, com muito protesto, foi absolvido. Esse fato eu nem vou adentrar, pois sei que há falhas no sistema judiciário, tanto para culpá-lo quanto para inocentá-lo.

O quarto e último detalhe que precisa ser falado impreterivelmente: o desfecho. Durante todo o livro tivemos uma narrativa lenta, compassada e até mesmo exagerada em alguns pontos. E quanto ao final? Mais veloz do que Usain Bolt. As palavras foram atropeladas, a revelação foi contada apressadamente. Se vocês acharem que é exagero, na página 253, em apenas um parágrafo, somos apresentados ao (não tão) grande final.

O livro tinha tudo para ser o melhor dos melhores lidos este ano. E podem apostar que muitos vão considerá-lo assim, ele foi até premiado. Porém, quem está acostumado com esse gênero vai encontrar muitas falhas na construção. Para quem gosta de um romance e não é muito leitor de thrillers como esse, certamente vai se sentir mais à vontade para apreciar e degustar uma boa história.

Ainda que você seja fã como eu, não vire a cara ao livro apenas porque eu disse coisas ruins a respeito dele. O que é bom para um não é tanto assim para o outro – e vice-versa. Muitos têm medo de fazer uma resenha crítica por medo de perder parceria com a editora, com os autores ou até mesmo por perder leitores. Mas acredito que seria bem pior se eu viesse contar inverdades e vocês corressem com sede ao pote achando uma coisa e, no final, não ser o que pensou.

Acontece de um livro não ser bom para mim, mas ser para você. Acontece de recebermos um livro, em parceria, que não agrada. Mas temos de ser profissionais e pontuarmos fazendo jus ao que somos. Não sou perfeita, ninguém o é. Porém, eu não fui a única a ter esse ponto de vista.

Aproveitem o exemplar que estamos sorteando, em parceria com a Faro Editorial, e tenha o seu em mãos para ter a sua própria opinião. E desejo que seja uma ótima experiência!

Sobre a edição:
Difícil não gostar dos trabalhos estéticos da Faro. Sempre muito bem impecáveis. A capa é bem bonita, com relevo no título e as páginas dentro, como puderam ver nas fotos, são trabalhadas. A diagramação é excelente. Achei apenas três erros de revisão. No mais, o trabalho ficou show.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho.html
Angélica Patriano 08/04/2018minha estante
Eita Naty. Eu comecei a ler, mas, larguei. Estava achando chato demais e muito tosco. Depois da sua resenha, nem devo continuar.


Naty 09/04/2018minha estante
Hahahaha. Sério que não estava curtindo também? Tente terminar para conversarmos sobre rs


Angélica Patriano 09/04/2018minha estante
Ain. Nem animei pra continuar. Kkkk


Naty 11/04/2018minha estante
Eeeeeeita. Tenta kkkkkk




Claudia 16/03/2018

Previsível.
Não há surpresas .Muito barulho mas só isso.
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Alex Nascimentto 16/04/2018

Dennis está preso há mais de vinte anos nos EUA, no presídio de Altoona, após ser condenado pelo assassinato de uma garota de apenas onze anos, Holly Michaellys, e também é suspeito pelo desaparecimento de tantas outras garotas que nunca foram encontradas. Ele, desde os 18 anos de idade está nesse presídio, já não sabe mais o que é viver desde que foi levado de sua pacata cidade, Red River. ????????????????????
? Ainda assim, existem pessoas que acreditam que ele está sendo alvo de uma enorme injustiça, como a Carrie, que é a pessoa responsável pelo documentário que envolve toda essa questão, assim como Johnny Depp e Angeline Jolie. ????????????????????
? Do outro lado do mundo temos Samantha, professora, e que se comove com a situação do Dennis e envia-lhe uma carta, ela nem esperava uma resposta e chega. Entre os dois passa-se a formar um elo de carinho, respeito e amor. Sam não mede esforços, abandona família e trabalho para ir ao encontro de seu amado presidiário que, logo após o casamento e investigações, é inocentado. ????????????????????
? Apesar de casados os dois não tem nada de intimidade. A pobre Samantha acredita que seja por causa do trabalho de Dennis, já que ele é uma celebridade, bonito e milionário. Decidem então voltar a Red River, onde tudo começou, e não demora para que o passado passe a atormentar a vida do casal. ????????????????????
?? Adorei a escrita da autora e o trabalho magnífico da editora. O livro flui e o final é daqueles que você nem imagina. Espero que vocês possam ler! ????????????????????
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Malucas Por Romances 16/04/2018

Resenha completa no blog
Acabei Rio Vermelho na quarta-feira, já se passaram alguns dias e ainda não sei direito o que falar. Essa história foi tão diferente dos thrillers que estou acostumada a ler, que acabou me pegando de surpresa. Vou tentar ser breve pra evitar spoiler, e peço que se você começou a resenha sem ler a sinopse, permaneça assim, porque infelizmente a sinopse contem spoiler. Agora se você curte um spoiler ele não vai interferir em nada com a leitura.

Pra começar a resenha, gostaria de falar que a autora se baseou nesse livro em uma história real, mas só uma parte da história o restante é ficção, pelo menos até onde sei. Ela se inspirou na história de Damien Echols, que inclusive possui um livro publicado aqui no Brasil com o nome de Vida após a morte. Vou deixar abaixo alguns trechos extraídos da internet sobre o caso Damien Echols.

"Damien Echols teve inclusive um documentário sobre sua história, conhecido como Paradise Lost, Damien foi foi condenado em 1994 (junto ao melhor amigo, Jason Baldwin, e o colega, Jessie Misskelley) pelo assassinato brutal de três crianças – Christopher Byers, Michael Moore e Stevie Branch –, todas de 8 anos de idade. Em maio de 1993, os corpos dos meninos foram encontrados submersos em um lago lamacento, com as mãos e os pés atados pelos cadarços dos próprios sapatos, em West Memphis, no estado do Arkansas. Byers foi o mais machucado: teve os órgãos genitais mutilados e extraídos.
Sem respostas, a comunidade da cidade, localizada na área conhecida como “Bible Belt” (o cinturão da Bíblia), começou a crer na presença de um culto satânico.
A libertação deles foi concedida após a realização de exames de DNA incapazes de vinculá-los ao crime, que ocorreu quando os três eram adolescentes. Uma audiência judicial marcada para dezembro deve acolher essas provas no processo."

Fontes: https://www.deadgoodbooks.co.uk/amy-lloyd-interview/ http://rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-76/memorias-do-corredor-da-morte

Baseado nessa história Amy escreveu o livro Rio Vermelho, que conta a história de Samantha, uma mulher que após ver um documentários sobre Dennis e seus supostos crimes se encontrou obcecada pelo caso. Com isso uma troca de cartas se inicia entre eles, e aí começa uma luta pela justiça. Samantha se encontra tão obcecada que decide largar toda sua vida pra visitar e acompanhar uma campanha para libertação dele, isso incluí não só investigar os casos, mas também as visitas que ela faz pra ele na prisão.

Dennis foi preso aos 18 anos pelos assassinato de uma jovem em Red River, na Flórida, e agora que ele apareceu em um documentários sobre crimes reais, a luta pela inocência retorna com todo gás. E é nesse clima de suspense e dúvida que a autora fez essa história fantástica.

“É estranho que as pessoas saibam tanto a meu respeito. Acho que elas sabem mais de mim do que eu mesmo.”
O livro foi dividido em três partes, na primeira parte a gente se vê um pouco mais de perto as investigações que estão sendo feitas pra provar sua inocência. Eu em diversos momentos me senti dentro dos programas de investigação da Discovery na segunda e terceira parte, vocês terão que ler pra saber kkkkkk.

A autora criou dois personagens que você não vai cair de amores por eles. Muitas vezes quando senti que estava sentindo uma certa "simpatia" por algum deles, a autora colocava algum detalhe ou uma reviravolta que me irritava, e meus sentimentos que começavam a surgir iam por água abaixo. Diversas vezes eu tentei entender Samantha e sua obsessão, as dúvidas que ela teve em diversos momentos só me fez questionar a sanidade dela, porque era tão óbvio que eu particularmente não teria dúvidas de nada.
É algo que forasteiros nunca entenderão, porque não estavam aqui, não conheciam as famílias como nós e não conheciam Dennis. Não como ele era então, antes de vocês o tornarem o que ele é agora. Antes de ele aprender a se mostrar como presa, e não como o predador.”
O livro por mais que na segunda parte eu já tivesse criado minhas teorias, e no final muitas delas estevam certas, não foi realmente o que me prendeu. Por mais estranho que pareça foi as personalidades dos personagens que de alguma forma me atraia. O suspense que a autora colocou na terceira parte me deixava certa das minhas teorias, mas quando eu achei que nada poderia mudar ela me mostrou que eu mesmo certa precisa enxergar ainda mais longe.
“Finalmente, o corpo de Holly Michaels foi encontrado. Suspeitaram de tios, padastros e homens solitários. Imaginavam um monstro, um psicopata que tinha os ossos das garotas enterrados sob cimento em seu porão, que guardava as pulseiras delas penduradas num prego em seu armário. ”
Dennis é aquele personagem que te conquista no primeiro capítulo e fará com você o mesmo que fez com Sam, te deixará cego. Muitas vezes nessa história você entrará em dúvida se realmente está certo. Mas a partir da segunda parte algumas coisas mudam, e é nesse momento que você enxerga a maestria da escrita da autora que te faz desconfiar de tudo e todos.

A autora criou personagens secundários tão importante na história que por muitas vezes parecia personagem principal, a influência deles é de extrema importância. O livro foi todo escrito em terceira pessoa e sempre pelo ponto de vista de Sam, o que vai fazer você questionar ela diversas vezes.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: https://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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Resenhas Teen. 12/04/2018

Rio Vermelho
Oie pessoal! Tudo bem com vocês?
Demorei um pouco para trazer a resenha dessa obra para vocês, porque eu não consegui gostar do desenvolvimento dela, a obra é sim boa, mas não tanto para me conquistar.
Mas vamos lá, explicar isso parte por parte, quando li a sinopse dessa obra e vi toda a divulgação que a editora estava fazendo em cima dela, eu não pensei duas vezes em solicita-lo para a leitura.
Acredito que fui com muita sede ao pote, e quebrei a cara...
A proposta da autora para a história é simplesmente muito boa, não posso dizer que não, porque senão eu estaria mentido, é aquela base para qualquer história de suspense, tanto se for em um filme/série quanto para um livro.
Entretanto quanto mais eu me envolvia na história, e mais me aprofundava no desenvolvimento da escritora, menos eu gostava do que estava encontrando.
Para começo de história para mim faltaram aqueles pontos: A e B: ele é inocente, e C e D: ele é culpado.
Na leitura só encontramos que ele foi preso por ter matado uma mulher, e que uma grande maioria dizia que ele havia sido preso injustamente, mas a autora não dizia o porque que essas pessoas tinham essa ideia na cabeça.
A gente vi que tinha documentários sobre o caso, muitas pessoas dizendo que ele era inocente e pedindo para que ele fosse solto, mas nunca o porque disso.
Até ai eu fiquei beleza, pensei com meus botões: acredito que mais para frente isso muda...
Agora a gente chega na outra parte que eu não gostei, a personagem principal se apaixonou muito rápido pelo personagem masculino.
Eles trocaram algumas cartas, e quando eu vi estavam dizendo que se amavam, eu fiquei tipo: espera tem coisa errada ai, isso foi muito rápido...
Tirando que eu não consegui sentir aquela emoção emanando das páginas, eu não conseguia me sentir próxima dos personagens e da história que a autora estava contado.
Mas aqui que me matou mesmo e eu soltei um palavrão em alto bom som, foi quando li que a Angelina Jolie estava vestindo uma camiseta dizendo que o personagem era inocente também.
Ai simplesmente a obra ficou estragada para mim, senti que a autora apelou demais em um ponto de visão que ela não dava argumentos para ele.
E quanto mais eu avançava na história, mais indignada eu ia ficando, mas o que mais me deixava boba era que todos estavam gostando dessa obra, e eu lá brigando com Deus e o mundo por causa dela.
Algumas vezes parei e pensei: o que diabos tem errado comigo!? Mas em minha defesa, cheguei a conclusão que não era eu e sim o jeito que a obra foi desenvolvida.
É aquela história tipica de psicopatas, eles são uns fofos para se disserem inocentes, mas quando a gente para e começa a conviver com eles diariamente (que foi o que aconteceu com a personagem principal) e começa a reparar bem a fundo como eles são realmente como pessoas, notamos que tem coisa errada... e aquilo que acreditávamos não era completamente verdade...
Acredito que para mim a melhor parte mesmo foi o final, eu cheguei a rir da ironia daquele desfecho e das descobertas da personagem principal, foi exatamente aquela moral maravilhosa: não confie completamente em ninguém, nunca sabemos quem eles são de verdade até que seja tarde.
Como vocês podem ter notada, essa foi uma obra que simplesmente não funcionou comigo, acredito que se a autora tivesse desenvolvido a história diferente eu teria gostado mais, mas desse jeito que foi escrita...
Enfim, me desculpem pelo desabafo, sei que muitos amaram essa obra, mas ela não funcionou comigo, mas é aquilo leiam, tirem suas próprias conclusões, daqui a pouco vocês gostam! Nunca se sabe!
Quem já leu me contem o que acharam, e sim não citar o nome do casal principal na resenha foi proposital...
Bjss, até a próxima pessoal!
Nay =D

site: http://resenhasteen.blogspot.com.br/
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Clayton Lucena 04/04/2018

Louco e Perturbador
"No momento em que a gente acha que está no controle ou que o entende, é quando está realmente fodida."
.
Há 20 anos, Dennis Danson foi preso pelo assassinato brutal de uma jovem, ele acaba virando personagem de um documentário sobre crimes. Logo após as redes sociais são inundadas de campanhas para libertação de Dennis, alegando falhas no processo e que Dennis foi condenado erroneamente. Nessa parte somos apresentados a Sam, que por algum tempo esteve em contato com o condenado por cartas, confiando desde que descobriu o caso pela internet em sua inocência. Sam é conquistada por toda a atenção dele e parte para a cidade onde o mesmo está preso, logo depois da campanha e com novos suspeitos em jogo Dennis é solto e parte para viver com Sam. Será que Dennis é realmente inocente? O suspense começa com a escritora colocando novos personagens em jogo (todos bem esquisitos) e abordando um pouco do passado sombrio de Dennis, a construção dos personagens é muito boa, a escrita no começo é um pouco truncada, porém depois da página 80 deslancha e li tudo em uma tacada só, o suspense te prende a cada nova descoberta, os conflitos internos dos personagens deixam tudo mais crível e ainda Lloyd coloca em jogo como a rede social pode agravar uma situação com apenas um comentário. Será que Sam quer mesmo saber a verdade? E vc...quer saber? Um livro bem intenso que vai te deixar pensando na história por muito tempo.
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Kalyne @oreinodaspaginas 16/04/2018

Resenha
Rio Vermelho
Quando uma pessoa é acusada de homicídio, mesmo sem provas, e acaba sendo condenada a prisão, um sentimento de duvida permeia a mente das pessoas. Será que essa condenação foi realmente justa? Afinal, sem corpo há crime?
Um documentário sobre crimes reais resolve contar a história de Dennis Danson, um homem que foi preso há mais de 20 anos, acusado de assassinar brutalmente uma jovem na região de Red River, localizada na Flórida.
Dennis se torna uma pessoa famosa através do documentário e gera uma comoção em milhares de pessoas ao redor do mundo, que pedem por sua libertação, devida abundantes falhas no processo de sua prisão. Mais um ser humano poderia ter sido vitima da ineficiência do regime prisional e ter sido condenado falsamente.
“- Você gosta de assassinos de crianças, hein?
- Como é? – Sam virou-se. Então, sorriu, certa de que entendera mal.
- Você tem uma queda por caras que matam garotinhas. Vi com quem você estava falando.” (Página 26)
Quase 7.000 quilômetros de distancia não foram suficientes para impedirem a obsessão de Samantha pelo caso de Dennis Danson. Entrando em fóruns de discussões online sobre a possível inocência dele e sobre diversas teorias acerca do crime, Sam se sente cada vez mais ligada a Dennis.
Em um ato de coragem, Samantha envia uma carta a Dennis, e ao ser respondida por ele, os dois passam a se conhecer melhor através de cartas, e um sentimento forte e potente surge entre eles.
Samantha decide abandonar sua vida simples como professora na Inglaterra e partir para os Estados Unidos atrás do homem que passou a amar e se casar com ele. Participando da campanha pela libertação de Dennis ela acredita fielmente que ele será livre, e quando por um milagre isso acontece, eles decidem viver na antiga casa de seu marido até estabilizarem tudo.
“Muitas vezes a resposta mais obvia é a correta, aquela que está bem na sua frente o tempo todo.” (Página 67)
A casa fora construída no meio de uma floresta, sem vizinhos, e rodeada pelo som do silêncio. E é nessa convivência pacata e isolada, que Samantha descobre coisas sobre o passado de Dennis, sobre sua personalidade e sobre segredos que ele esconde que mostram a verdadeira pessoa que seu marido é.
Poderia Dennis ter sido injustiçado? Ou ele merecia toda acusação? De uma coisa Samantha tem certeza: ninguém é tão inocente nesse mundo e todos escondem algo...
Que trillher foi esse meu caros! Amo quando um livro tem o poder de me enganar, surpreender, aterrorizar e jogar-me dentro da história, desvendando as pistas, os segredos, e fazendo parte de todo o mistério.
“- Ele me assusta.
- Por que?
- Não é possível que uma pessoa passe décadas na prisão e seja normal. Não dá.” (Página 115)
Amy Lloyd criou uma história envolvente e que faz o leitor questionar tanto a eficácia do regime prisional, quanto à capacidade que o ser humano possui, tanto para bem quanto para o mal. Com personagens sensíveis, metódicos e humanos, a autora nos mostra que todos podem errar, todos sem exceções são suscetíveis ao erro.
Até que ponto a verdade existe? O que é considerado amor e o que é obsessão? Esse é um livro que fará o leitor questionar a verdade da primeira a ultima página, manterá o leitor acordado a noite, pensando se Dennis realmente é inocente ou não. Afinal, nada nunca é o que parece não é mesmo?
Recomendo esse livro a todos os adoradores de um bom thriller de deixar os olhos abertos e a cabeça pegando fogo rs. E parabenizo a Editora Faro pela diagramação maravilhosa e por trazer uma história surpreendente a nós leitores.
“Havia vezes em que ela se esquecia de que ele não era uma pessoa a ser descoberta, uma narrativa a ser desvendada. Dennis era uma pessoa confusa e complicada. Igualzinho a ela.” (Página 178)



site: http://oreinodaspaginas.blogspot.com.br/
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Ronaldo 17/04/2018

A primeira parte é bastante confusa. A autora reconstitui os crimes pelos quais Dennis foi acusado através de depoimentos de pessoas ligadas ao possível assassino ou às vítimas, além de trechos de um documentário sobre o caso. A partir da segunda parte a trama fica um pouco mais fluída, com Dennis já em liberdade e toda a comoção envolvendo sua saída. Mas é só na terceira parte que o livro fica interessante, descrevendo a convivência do casal após se isolarem numa cabana. O clima de tensão é envolvente, com as desconfianças de Samantha sobre a verdadeira índole do marido, as esquisitices de Dennis, que começa a mostrar um lado bastante sinistro de sua personalidade e a presença de alguém rondando o local. Mas se a autora é bem sucedida em criar um clima de suspense que prenda o leitor, ela falha na construção dos personagens, todos muito superficiais. Dennis não convence como um presumido assassino em série, agindo muito mais como um boboca. E Samantha é rasa demais. A autora tinha nas mãos a oportunidade de explorar um assunto fascinante, que é o de desvendar o que leva mulheres se corresponderem com criminosos na cadeia, mas tratou o assunto com muita superficialidade. Tudo bem que Samantha tinha zero de auto estima, que acabara de sair de um relacionamento complicado, que a condição de Dennis o colocava numa dependência dela, diferente do que ela estava acostumada. Mas a autora poderia ter ido mais a fundo. Ainda assim, gostei de acompanhar aquela insólita relação, revoltado com as humilhações a que a protagonista se sujeitava. Aquele tipo de história onde a convivência de pessoas confinadas no mesmo espaço vai causando atritos, acumulando-se suspeitas, para que só no final os acontecimentos se precipitem. Não justifica esse monte de elogios, a autora poderia ter se esforçado mais, mas me rendeu bons momentos de leitura.
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Matheus Souza 09/04/2018

Perturbador
Com uma narrativa no incio lenta e com personagens duvidosos. O livro vai se desenvolvendo aos poucos, Sam uma personagem perturbadora e interessante em suas ações, Dennis aquele personagem misterioso e sem muito carisma. Historia sombria e intrigante, com momentos tensos. Mas no que trás, personagens que não trazem nenhum carisma e nenhuma.vontade de torcer por eles. Os outros personagens tem uma personalidade forte e até as vezes irritante.
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Naia 07/04/2018

Red River
"São os casos não resolvidos que nos perseguem."

Em Red River, Altoona, adolescentes são inexplicavelmente desaparecidas, uma delas é descoberta brutalmente dilacerada e as suspeitas caem sobre o problemático Dennis. Mesmo sem provas cabíveis ele é condenado a pena de morte.

21 anos depois a lacuna ainda existe, e a falta de provas faz crescer uma multidão inconformada pelo descaso da justiça. Por todo o país levantam-se seguidores na batalha para retirá-lo do cárcere, por meio de campanhas, documentários e até mesmo a publicação de um livro, mostrando que nenhum esforço é medido para sua inocência.

Na Inglaterra, Sam, uma das fanáticas seguidoras, viciada em documentários de níveis duvidosos, se une também a luta pela liberdade do acusado. Através do contato com um fórum online, ela inicia uma troca de correspondência com Dennis. As poucas e profundas cartas impregnadas de carinho e confidências faz nascer o amor e a reciprocidade levando-os rapidamente a se casar.

Uma reviravolta nas investigações liberta Dennis finalmente das grades e sua vida começa a seguir o rumo esperado, mas, com o falecimento do pai, Dennis precisa voltar à casa antiga. Sam então conhece Linds, amiga de infância de seu marido. Dar-se início um jogo doentio e hostil entre os três, com muitas desconfianças e acontecimentos bizarros inimagináveis na sinistra Red River...

"Não há versões. Não há história. Há apenas o que todos por aqui sabem que é verdade."

No início da leitura percebi que trata sobre pessoas solitárias com altos níveis de problemas psicológicos, mas, é claro, que até certo ponto errei em algumas suposições sobre Sam e Dennis.

Sam se isola de todos e não tem vínculo familiar, é insegura e a visão que tem sobre si é sempre ruim. Dennis tem traços de desvios mentais por conta do seu lar sem afeto, que o tornou mais um pária no mundo. Por fim, conheci Linds, outra que é problemática, fechando o círculo de forma insana e obsessiva na trama, que apresenta os desajustes e discriminações diversas sobre eles, mesmo que todos saibam sobre suas precariedades, amarguras, frustrações e revoltas.

A obra não faz parte dos suspenses que aprecio, no entanto, sua elaboração é interessante, tanto que me deixou curiosa sobre os crimes e as consequências diante dos atos cometidos. Achei que levou muito tempo para fechar as pontas da trama, mas isso não causou enfado, tanto que o li rapidamente porque os monólogos são sintéticos e os diálogos compreensíveis. O final, a princípio não me agradou, mas, depois ponderei que se ele foi inesperado, significa que jamais preveria tal encerramento.

Enfim, boa leitura!

site: http://www.leiturasdapaty.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho.html
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Tânia (@ritmoliterario) 12/04/2018

Dennis Danson está preso há vinte anos, acusado de assassinato e desaparecimento de várias garotas na cidade de Red River. Ele alega inocência, e ainda luta por sua liberdade.

O caso de Dennis é muito conhecido, tanto que fizeram documentários e há movimentos para que ele possa ser julgado novamente. Isso desperta interesse entre muitas pessoas, gerando fóruns virtuais para debate e apoio à sua liberdade.

Samantha é uma das que acreditam na inocência dele, cada vez mais fica interessada na história e mostra apoio à Dennis. Eles acabam desenvolvendo um vínculo que com o passar do tempo se fortalece, e se torna essencial para ambos. É como um relacionamento a distância.

Quando enfim Dennis e Samantha tem a chance de poder viver como um casal, eles tem que superar não somente a “novidade” de estarem juntos, como todo o assédio e especulações da sociedade. E com o passar dos dias Sam começa a perceber que esse conto de fadas não é tão lindo como imaginava.

Rio Vermelho é aquele livro que te faz questionar a todo momento, ficamos tentando desvendar o mistério que cerca Dennis e todo seu passado. Será mesmo que ele foi injustiçado? Será que Samantha agiu certo em confiar nele?
Um livro cheio de perguntas, com personagens nada confiáveis. Não há mocinho e nem vilões.

Considero essa leitura muito interessante, não é aquele suspense de tirar o fôlego, e sim aquele livro que foca mais nas personalidades dos personagens, que nos mostra o quão somos frágeis e omissos, e que fazemos tudo pelo nosso bem-estar, mesmo agindo de forma errada.

Gostei muito da leitura, porém queria mais ação, queria mais entusiasmo dos personagens, por muitas vezes achei Sam e Dennis chatos e repetitivos, não consegui me conectar com eles, não senti empatia, mas, em contrapartida, eles me intrigaram com suas atitudes e o final eu achei justo. Sam e Dennis meio que se merecem no final das contas.
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