Rio Vermelho

Rio Vermelho Amy Lloyd


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Resenhas - O Rio Vermelho


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GETTUB 27/03/2018

RESENHA PUBLICADA NO GETTUB.COM.BR
Quando finalizei a leitura de RIO VERMELHO, fiquei algum tempo digerindo o que havia lido. Não foi muito fácil tentar compreender a história. Isso porque os três personagens principais são doentes. Não fisicamente, mas psicologicamente. E essa construção é muito bem feita, o que explica o motivo de o livro ser premiado. A autora demonstra conhecer vários lados da psique humana que transmitem repulsa e medo.

Nos EUA, Dennis foi preso pelo assassinato de uma garota de onze anos, e é suspeito do desaparecimento de várias outras. Ele está no corredor da morte, mas devido a um processo judicial mal conduzido, provas inconsistentes, testemunhos duvidosos e à sua constante afirmação de que é inocente, é formada uma legião de fãs que lutam pela revisão de seu julgamento e por sua liberdade. Entre esses fãs, está Samantha, uma inglesa que fica obcecada por toda a história de Dennis, a ponto de criar coragem e enviar uma carta para ele. Assim, os dois começam um relacionamento à distância, que resulta em trocas de juras de amor e na ida de Sam para os EUA, com o objetivo de conhecê-lo pessoalmente e ser mais ativa na tentativa de sua liberdade.

Não é spoiler dizer que ela consegue, uma vez que isso acontece já no início do livro. Os dois se casam e, após a morte do pai de Dennis, eles partem para a cidade natal dele, para o enterro e para resolverem o que fazer com a casa da família. Lá, Sam conhece Lindsay, uma amiga de Dennis, e esse relacionamento traz consigo várias descobertas sobre a verdade de toda a história.

Dennis é doente por diversos motivos. Ele sofreu abusos na mãos do pai bêbado e não teve uma mãe presente, uma vez que ela vivia drogada. Maltratado, vivia com fome, roupas sujas, era o pária da escola, mas era bonito, e isso evitava que fosse marginalizado por todos. Mas seu comportamento sempre foi duvidoso, uma vez que era constantemente pego roubando e observando criaturas mortas.

Lindsay também era uma garota problemática. Apaixonada por Dennis, foi rejeitada por ele e acabou ocupando o lugar de melhor amiga. Eles cultuam um relacionamento estranho, cheio de segredos, que por vezes parece ser íntimo, mas não em termo sexuais, mais como se fossem irmãos. Ela não liga para ninguém além de Dennis, nem para seu filho, e é tão desleixada e rude quanto ele.

E tem Sam, a personagem principal. Ela tinha uma vida normal na Inglaterra, mas era dona de uma autoestima totalmente destroçada, não em relação à sua aparência, mas, sim, sobre seu futuro, seu lugar no mundo, na sua necessidade de ter a total atenção de alguém. Por causa dessa carência, ela se envolve com Dennis, mesmo ele sendo um presidiário, mesmo sendo um condenado à morte, mesmo sendo suspeito de matar várias garotas. Ela não acredita em nada disso, ela enxerga apenas alguém de quem ela pode cuidar e que pode retribuir com o amor que ela não recebe de mais ninguém.

Eu, no início, não compreendi onde a autora queria chegar com o comportamento de Sam. Existe um problema narrativo na parte da troca das cartas. Sam acompanhava o caso de Dennis há muito tempo, lia tudo sobre o julgamento e assistia a todos os programas, então consegui aceitar a paixão que ela desenvolve por ele. Entretanto, Dennis confessa seu amor após a troca de apenas três cartas. Achei que não foi convincente, que ficou forçado e apressado, tanto da parte dele, quanto da parte de Sam em acreditar. Mas após metade do livro, compreendi porque ambos agiram dessa forma. E aí volto ao primeiro parágrafo, quando disse que os três são doentes.

Não importa o que Dennis faça, nem o quanto ele minta, nem quem ele seja de verdade, Sam só enxerga nele alguém estragado que ela pode cuidar e que pode ser sua companhia. Mesmo quando ele, após estarem casados, se recusa a ter relações sexuais com ela; mesmo quando Lindsay entra no relacionamento; mesmo quando ela encontra provas de coisas que ela pensava que fossem mentira; mesmo quando ela começa a temer pela própria vida; e mesmo quando ela descobre toda a verdade. Nada disso abala o que ela sente por Dennis. Nada disso importa. Na mente dela, e isso fica claro nas últimas páginas, Dennis existe para que ela cuide dele, para terem um relacionamento assexuado, separado pelos vidros da sala de uma penitenciária, porque assim ela pode receber a atenção e o amor que precisa, e ele não pode fugir disso.

Dennis e Lindsay são como se fossem apenas um. Ela é a motivação, ele é a consequência. Ela tem uma dívida de gratidão por ele, além do laço emocional, e ele vê nela a justificativa para fazer o que gosta de fazer. Ambos são nojentos, com uma mente amoral que não consegue distinguir o quanto suas ações são perversas. O bandido mais perigoso é aquele que não tem compreensão daquilo que perpetua, porque ele não hesita, ele simplesmente faz, sem remorsos, sem culpa. Até o final do livro, não sabemos quem Dennis é de verdade. Nem Lindsay. E quando a verdade aparece, ela não surpreende, porque até essa parte, acontecem tantas coisas dúbias, que eu só me senti aliviado por confirmar que ainda conseguia reconhecer quando uma pessoa era equilibrada e quando ela era totalmente doentia.

RIO VERMELHO é um livro muito bem escrito, com uma construção perturbadora da mente de pessoas estragadas. É uma história que incomoda, com um final que muitos podem não compreender, não porque seja complicado, mas porque representa a escolha de uma mulher, de Sam, que é emocionalmente incapaz de amar alguém que não seja tão doente quanto ela. Eu me senti nauseado. Mas também senti que havia terminado de ler um livro muito bom, porque apenas livros muitos bons conseguem afetar o leitor de forma a que ele não esqueça da história por um bom tempo.


site: http://www.gettub.com.br/2018/03/rio-vermelho.html
Carla 08/07/2018minha estante
Adorei a sua resenha! Ótima percepção. Acabei de ler e sinto o mesmo, uma incapacidade de dizer bem o que senti, mas com a certeza de que o livro é bem escrito!


Claudia.Melo 11/09/2018minha estante
Adorei a resenha! Terminei ontem a noite e também fiquei sem saber como explicar o que senti...Realmente é um livro bem escrito, perturbador e que por um bom tempo vou me lembrar da história!




Naty 08/04/2018

Deixou a desejar em gênero, número e grau
Ao finalizar essa leitura, fechei meus olhos e pensei: “O que estou fazendo da minha vida?” Chegar ao final era uma das minhas metas primordiais, no momento, afinal, seria como concluir um dever de casa que não estamos muito solidários a fazê-lo.

Dennis Danson é o protagonista, ele está preso há mais de 20 anos pelo assassinato brutal de uma jovem em Red River. Famosinho, o prisioneiro passa a ser o assunto principal num documentário a respeito de crimes reais, com o fito de descobrir a verdade e libertar um possível inocente. Sim, eu disse possível porque alguns acham que ele realmente não cometeu o crime. Em contrapartida, Samantha acredita nas alegações de inocência e resolve fazer uma campanha para tirá-lo da prisão. E é aí que as coisas começam a desnivelar e meus olhos querem ser fechados.

Sam passa a escrever cartas ao jovem rapaz. Ah! Detalhe importante é que ele é considerado um cara bonitão, ainda que tenha envelhecido, mas a aparência continua invejável e as mulheres ficam loucas por ele. Não sabemos nada sobre os traços físicos de Sam, a autora apenas foca em dizer que ela tinha complexo com gordura, com o rosto e acaba por aí. O que ela tem de encantador eu não sei, mas Dennis viu algo nas cartas dela; os dois acabaram se apaixonando e ficando juntos.

Rio Vermelho é o típico livro que vai te deixar indeciso, logo no início. Aliás, para ser sincera, ele me proporcionou sentimentos indescritíveis. E não entendam isso como algo mil maravilha. Acredito que esse fator ocorreu por causa dos protagonistas. Em momento algum senti afeto por eles, em parte alguma consegui dar credibilidade à ideia veemente de Sam, nem tampouco ao Dennis – que, cá entre nós, estava enfadonho.

Não vou dar continuidade ao que acontece, mas se vocês derem uma lida na sinopse ela contará, do início ao fim, o destino de ambos – o que, para mim, tirou todo suspense da história. Não é nada difícil descobrir quem é o culpado de tudo. Logo no primeiro capítulo as coisas ficam claras e o mistério não existe. Já iniciei a leitura sabendo o que aconteceria, principalmente quando temos uma sinopse tão de mão beijada. Esse foi um dos pecados mortais, no meu simplório ponto de vista. Não vou adentrar à história tanto quanto a sinopse fez, não vou dizer que eles se casaram, que ele saiu da prisão e nem que... Não, pera!

Vamos analisar de modo profissional o motivo de esse livro fazer tanto sucesso por aí, porém, de não ter me agradado – é melhor do que soltar spoilers. Já aviso de antemão que os pontos que me incomodaram podem ser considerados pontos positivos para vocês, o que não tira o fato de cada um ter o seu exemplar e tirar as próprias conclusões. Ok? Natalia não gostou. A crítica do gênero, a que já leu muitos livros desse estilo e já está um pouco saturada de elementos neutros, bem como a ausência de mistério. Combinado assim?

O incômodo começou logo na narrativa. A autora resolve mesclar a história, em tempo real, com cenas do documentário. Primeiro ponto que deixou a escrita como passos de cágado. O segundo obstáculo enfrentado durante a leitura foi a personalidade de Sam. Ok, eu sei... Já sei isso também. Entendo todo o psicológico que a autora tentou utilizar para criar uma personalidade mais humana, do nosso dia a dia. Ponto para a criatividade dela. No entanto, não acredito que tenha sido tão bem desempenhada.

Quando era estudante de Direito, fiz muitas pesquisas a respeito da mente humana e analisávamos aquelas consideradas doentias, perversas e tantas outras mais – pude perceber que essas coisas realmente existem e são lamentáveis. O fato de existir (friso) não quer dizer que tenha desenvolvido com sucesso. Afinal, a história me pareceu um tanto quanto superficial, no momento em que ela resolveu enviar as cartas. Não consegui captar um elemento envolvente, de início; nem tampouco fui convencida pelas ideias rasas de Sam. A autora teve a ideia de mostrar como uma mente pode se fechar para as coisas do nosso dia a dia, para sentimentos amorosos e não sei mais o quê. Entendo isso. Juro por Deus que entendo. Todavia, não aceito a superficialidade imposta.

O terceiro ponto que considero essencial para abordar é sobre a falha na construção. Dennis ficou 21 anos preso, sem prova concreta sobre si, supostamente havia DNA dele nos dedos da garota (que foram arrancados antes de ser encontrada morta) – o que não fala mais nada, posteriormente. Simplesmente foi preso e, depois de um novo julgamento, com muito protesto, foi absolvido. Esse fato eu nem vou adentrar, pois sei que há falhas no sistema judiciário, tanto para culpá-lo quanto para inocentá-lo.

O quarto e último detalhe que precisa ser falado impreterivelmente: o desfecho. Durante todo o livro tivemos uma narrativa lenta, compassada e até mesmo exagerada em alguns pontos. E quanto ao final? Mais veloz do que Usain Bolt. As palavras foram atropeladas, a revelação foi contada apressadamente. Se vocês acharem que é exagero, na página 253, em apenas um parágrafo, somos apresentados ao (não tão) grande final.

O livro tinha tudo para ser o melhor dos melhores lidos este ano. E podem apostar que muitos vão considerá-lo assim, ele foi até premiado. Porém, quem está acostumado com esse gênero vai encontrar muitas falhas na construção. Para quem gosta de um romance e não é muito leitor de thrillers como esse, certamente vai se sentir mais à vontade para apreciar e degustar uma boa história.

Ainda que você seja fã como eu, não vire a cara ao livro apenas porque eu disse coisas ruins a respeito dele. O que é bom para um não é tanto assim para o outro – e vice-versa. Muitos têm medo de fazer uma resenha crítica por medo de perder parceria com a editora, com os autores ou até mesmo por perder leitores. Mas acredito que seria bem pior se eu viesse contar inverdades e vocês corressem com sede ao pote achando uma coisa e, no final, não ser o que pensou.

Acontece de um livro não ser bom para mim, mas ser para você. Acontece de recebermos um livro, em parceria, que não agrada. Mas temos de ser profissionais e pontuarmos fazendo jus ao que somos. Não sou perfeita, ninguém o é. Porém, eu não fui a única a ter esse ponto de vista.

Aproveitem o exemplar que estamos sorteando, em parceria com a Faro Editorial, e tenha o seu em mãos para ter a sua própria opinião. E desejo que seja uma ótima experiência!

Sobre a edição:
Difícil não gostar dos trabalhos estéticos da Faro. Sempre muito bem impecáveis. A capa é bem bonita, com relevo no título e as páginas dentro, como puderam ver nas fotos, são trabalhadas. A diagramação é excelente. Achei apenas três erros de revisão. No mais, o trabalho ficou show.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2018/04/resenha-rio-vermelho.html
Angélica Patriano 08/04/2018minha estante
Eita Naty. Eu comecei a ler, mas, larguei. Estava achando chato demais e muito tosco. Depois da sua resenha, nem devo continuar.


Naty 09/04/2018minha estante
Hahahaha. Sério que não estava curtindo também? Tente terminar para conversarmos sobre rs


Angélica Patriano 09/04/2018minha estante
Ain. Nem animei pra continuar. Kkkk


Naty 11/04/2018minha estante
Eeeeeeita. Tenta kkkkkk


@donzelaobscura 17/06/2018minha estante
Já não gostei desde o início e realmente ele deixou muito a desejar. Tinha tudo pra ser um livro bom, mas a história desde o princípio muito arrastada e nota-se que os protagonistas são meio perturbados, mas não foi só isso... Algumas lacunas faltaram ser preenchidas e não achei tão suspense assim, já que eu mesma deduzi e acabei acertando o tal mistério. Foi a minha pior leitura do ano até agora e sinceramente fiquei frustrada, com raiva e nem sei se farei resenha dele.




Biialou 21/03/2018

Altamente recomendado para fãs de Investigação Discovery
A narrativa é muito bem feita e lembra muito programas de TV sobre crimes verdadeiros com depoimentos de testemunhas e conhecidos, vídeos e documentos que proporcionam ao leitor uma visão profunda da vida de Dennis e de sua personalidade. Gostei muito de como a escrita varia entre narração, cartas e trechos de outro livro citado dentro deste. A autora consegue durante todo o livro te manter questionando até os últimos capítulos sobre a culpa ou não do personagem.

Minha única ressalva é sobre as páginas finais. Todo o curso do livro foi um suspense de construção lenta e constante, mas então, o final é cuspido em poucas páginas e acabou que tive que ler duas vezes para ter certeza do que tinha acontecido. Ainda sim, é surpreendente e assustador, em um primeiro momento você fica pensando, MAS O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?, e então reflete e percebe que a situação é completamente plausível e que nós já ouvimos algo semelhante na vida real.

Você pode conferir a resenha completa no link abaixo.

site: http://dinastiageek.com.br/livros/review-rio-vermelho
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Daaniih_ 11/09/2018

Gostei, mas esperava bem mais...
Acabei e achei bem doido esse final, fora q foi super apressado. A explicação de tudo, o q realmente aconteceu, se ele realmente era inocente ou não, tudo mto rapido.
Odiei Sam em vários momentos, inclusive amor próprio mandou lembranças linda! Dennis prefiro nem comentar. Carrie foi uma das personagens q mais gostei. Lindsay achei um pouco desnecessária na história, mas no final entendi o pq de ela sempre aparecer.
Mudaria algumas coisas no final, foi uma leitura boa mas não excelente.
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Claudia 27/04/2018

Nota "real" 3,5, já que não tenho ainda o aplicativo.
Pq não dou mais?, 1o., não gostei/ não senti empatia por nenhum personagem. 2o., ficou uma ponta solta que nenhum romance policial sério poderia deixar!!!
Mas a história é boa, a ideia é boa, e o final fez sentido (tirando a ponta solta rsss)
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dayukie 03/04/2018

"Vemos uma história que nos mostra a incompetência policial, um psicopata em pele de cordeiro, uma mulher sem amor próprio e um mistério que ronda a cidade de Red River. Onde a população se comporta como júri e juiz, condenando as pessoas, não protegendo as crianças quando elas precisam, sendo cruéis e omissas.
Um livro incrível, cheio de mistério e suspense, dividido em três partes, ajudando na compreensão dos fatos e transformando a história surpreendente. O final me deixou com um pouco de raiva, no entanto, me fez ficar um pouco, somente um pouco orgulhosa da Sam. Creio que esse foi um dos poucos livros de triller que li e devorei rapidamente, não querendo parar nem para respirar, de tanta ânsia para saber o final."

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/bFz8Ad
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umalivraria 27/10/2018

Resenha @umalivraria - #resenhasdaelay
❝É estranho que as pessoas saibam tanto a meu respeito. Acho que elas sabem mais de mim do que eu mesmo❞

Vocês conhecem aquela música da Britney Spears, onde ela fala “But, mama, I’m in love with a criminal”? É isso que acontece aqui.

Samantha, mais conhecida como Sam, é uma mulher amargurada e que carrega uma grande tristeza. Seu trabalho já não lhe traz alegrias e nem sua vida amorosa. É quando ela conhece a história de Dennis, um homem preso – acusado de um assassinato na Flórida – que pode estar sofrendo acusações injustas.

Ela vê em Dennis uma grande chance de diminuir a sua dor. Quem nunca colocou seus problemas em segundo plano para ajudar alguém? E ainda se viu bem após isso?

Dennis é acusado de matar uma garota na cidade de Red River e está envolvido em outros assassinatos na região. O estranho disso tudo é que não existe nada que comprove que ele realmente é o culpado. Sem corpos, sem impressões digitais e grandes julgamentos contra ele.

Sam e Dennis vão trocando cartas, até ela decidir visitá-lo. E o romance entre eles surge, de uma forma estranha e suspeita, mas surge.

A leitura é bastante envolvente, o leitor se pega curioso em saber o motivo de todos esses julgamentos sem provas contra Dennis, até mesmo em sua cidade natal. Por outro lado, temos um toque de realidade, pois nas redes sociais há vários protestos a favor do homem.

A edição da @faroeditorial está linda, traz todo o cenário e clima que o livro pede. Esse suspense policial mexeu com a minha cabeça e, tenho certeza, que irá mexer com a sua também. Toda essa realidade criminal me encantou ainda mais, saber que casos assim acontecem todos os dias e pode estar mais próximo do que imaginamos.

Personagens coadjuvantes, mas bem importantes para a história, roubam a cena em alguns momentos. O livro é narrado em terceira pessoa e possui um enredo nada cansativo.

site: https://www.instagram.com/umalivraria/?hl=pt-br
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K.G | @entaoeuli_ segue lá bb 02/08/2018

E voce achava que namoro virtual era estranho......
ENTAO EU LI RIO VERMELHO, E PACEIRAS... AS DEFINIÇÕES DE " AMOR CHAVE DE CADEIA" FORAM ATUALIZADAS.

Faz bastante tempo que eu quero começar a ler os suspenses dessa editora, mas por nao ter livro digital era meio complicado, recentemente aproveitei uma promoção pra fazer umas aquisições! ( se voce nao viu o unbox, esta no IGTV aqui do perfil no @entaoeuli_)

e decidi começar por Rio vermelho, e posso adiantar que foi uma boa escolha!

Nessa historia nos conhecemos a Sam, e percebemos que ela acompanha o caso de um jovem condenado ao corredor da morte, pelo assassinato de varias meninas. Samantha acredita que ele é inocente, e decide ENVIAR UMA CARTA PRA ELE.
ao contrario do que ela esperava, ELE RESPONDE A CARTA, e atraves dessa troca de cartas eles começam um relacionamento. E VOCE ACHAVA QUE NAMORO PELA INTERNET ERA SURREAL. E o negocio Meninas, FICA SERIO, ela junta as troxinhas e vai de MALA E CUIA, PRA INGLATERRA ATRAS DO BOFE PRESIDIARIO, e os dois acredite, SE CASAM! afinal, ela acredita que ele vai coneguir provar sua inocencia. A partir dai a historia começa a se desenvolver.
E se desenvolve sobre um ponto de vista TOTALMENTE DIFERENTE do que a gente ta acostumado em ver nesses tipos de livro. Toda a historia é contada sobre uma NOVA PERSPECTIVA dessa historia. A autora nao enrola, logo essa questao da culpa ou nao culpa e resolvida e a historia vai tomando novas formas e novos dilemas, QUE SAO BEM CONTEMPORANEOS, achei a historia MUITO ATUAL, muito CRIVEL, e algo perfeitamente capaz de acontecer na real life ( DE PESSOAS DOIDAS QUE NAMORAM PRESIDIARIOS POR CARTAS)
A narrativa É TODA em terceira pessoa, e o suspense fica por conta das personalidades de cada um dos personagens. Uma historia fluida e QUE PRENDE O LEITOR.
Caminhando pro final a historia RESERVA SURPRESAS, que eu nao sei se gostei ou nao, achei que a autora perde um pouco dessa " inovação" e cai um pouquinho no senso comum, e ficou um pouco corrido, mas por outro lado FECHA DE FORMA MUITO INTERESSANTE E SANGRENTA esse suspense psicologico.
Que levanta questoes importantes, Sobre, a capacidade do ser humano de mudar, do até que ponto alguem é inocente, questões a respeito de preconceito e AS INSANIDADES que podemos cometer quando estamos apaixonados.
4 estrelas.
Isabel.Vilela 02/08/2018minha estante
Estava quase tirando esse livro da lista..agora ele fica!!!




Prof. Angélica Zanin 06/05/2018

Apenas para ter alguém
O que faz uma jovem inglesa apaixonar-se por um norte-americano no corredor da morte? Samantha colocou tudo o que tinha em risco para viver esse amor, para ajudar a provar a inocência de Dennis e, principalmente, para sentir -se parte importante da história de alguém. Absolutamente só, em um país distante, ela só tem a Dennis e as poucas pessoas que ele ainda tem. Condenado por matar uma jovem e suspeito de tantas outras mortes, olhos azuis, branco e membro de uma família problemática, ele é uma constelação de problemas. Mas isso faz dele um assassino em série? Samantha vai descobrir e você também, pois não vai parar até chegar ao desfecho desse thriller emocionante. Muito bom!
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Crika | @PitacosLiterarios 24/05/2018

Dennis Danson foi preso aos 18 anos pelo brutal assassinato de uma jovem em Red River, na Flórida. Hoje, 20 anos depois, ainda existem muitas teorias sobre o caso e há quem acredite em sua inocência. Por conta disso, um documentário é produzido e gera uma grande campanha na internet, tornando Dennis conhecido e com o apoio até de pessoas famosas.

Paralelo a isso, temos Samantha. Ela vive na Inglaterra e está obcecada pelo caso de Dennis. Ela tem a brilhante ideia de escrever pra ele (Oi?!), e assim passam a se corresponder com frequência. Sentimentos surgem e eles se veem envolvidos, mesmo que à distância. Aí Samantha tem outra ideia mirabolante, que é largar a vida dela toda e ir atrás do homem. MEU DEUS!!

Ela realmente acredita na inocência dele e se torna ativa na campanha. Toda essa mobilização surte efeito e o processo é revisto, libertando Dennis da cadeia.

Agora Dennis e Samantha começam uma vida juntos e toda a teoria e ideal de amor presente nas cartas começa a desandar. Dennis é muito esquisito e esconde coisas dela. Cada vez mais, Samantha questiona seu comportamento. E nós também. Afinal, qual é a desse cara?

Rio Vermelho é dividido em 3 partes. O início é mais lento, a respeito das investigações sobre o caso de Dennis. Depois, vem a parte sobre sua soltura e adaptação à liberdade e, por fim, a ida dos dois a Red River, local do passado de Dennis. Passado esse que volta a atormentar.

A história tem uns momentos tensos. Não sei quanto a vocês, mas nesse tipo de livro eu interajo bastante com os personagens, tipo “Samantha, sai daí, pelo amor de Deus!” Hahaha.

Pensa num livro cheio de gente perturbada. A história é interessante e tem algumas reviravoltas, mas não conseguiu me conquistar por completo. Apesar do final bem coerente, achei que deixou um pouco a desejar, podia ter sido mais surpreendente. Mas não que eu tenha achado o livro ruim, não achei mesmo, só não me conquistou. Tenho certeza que muitos de vocês vão gostar.

site: https://www.instagram.com/p/BinKpdxHNRF/?taken-by=pitacosliterarios
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Marcela @ler_sim_ler_sempre 07/09/2018

"Como confrontar quem você ama quando não tem certeza se quer saber a verdade ?! "



Rio Vermelho é um Thriller que realmente te prende do inicio ao fim. Nem que seja pra chamar a personagem de trouxa rsrsrs... ㅤ

Sam se apaixona pela figura de Dennis, um homem preso há 20 anos, suspeito de matar uma jovem. E ao começar a se corresponder com ele, decide sair da Inglaterra e ir de encontro desse "amor"nos EUA. E pouco depois se casar com ele.


O problema que ele é solto logo em seguida.
E o que seria uma solução para uma vida feliz a dois, pode ser um grande desafio.


Aqui a autora vai construindo a trama devagar, fio a fio. Onde vamos desvendado os medos e a vida de Sam. E conhecendo aos poucos a verdadeira personalidade de Dennis.


Dennis foi um personagem mais difícil de compreender, pois hora se mostrava amável e prestativo e um tanto confuso com toda novidade tecnológica, já que havia ficado 20 anos preso, hora mostrava lampejos de crueldade e mistério. Uma pessoa que facilmente conquista o carinho e a atenção das pessoas. 😏 Inclusive eu já estava caindo na dele. 🙋🏻😂... ㅤ

Já Sam desvendei de cara o seu problema : carência. Uma mulher que teve uma relação anterior problemática e que depositou todas as suas fichas em um verdadeiro desconhecido.


Alguns podem achar a narrativa cansativa, pois há vários episódios que não acontece nada. Mas eu achei que cada trecho era necessário para chegarmos no desfecho. Que pra mim, foi brilhante. Bem no estilo thriller bem escrito. Onde os dois me lembraram muito a relação de Amy e Nick de Garota Exemplar.


Enfim, um livro que você terá um verdadeiro caso de amor e ódio pelos personagens e só conseguirá parar quando chegar na última linha. E se surpreenderá ao se vê torcendo por um final "feliz" rsrsrs... E louco(a) para descobrir, qual a verdadeira face de Dennis e de Sam : Bonzinhos ou Simplesmente Loucos ?! 🤔👀 .

ㅤ 🕵🏻‍♀️E vcs, já leram ?! O que acharam ?

site: https://www.instagram.com/p/BkX2e6DnGVX/
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Orlando 12/09/2018

O LIVRO É | RIO VERMELHO, DE AMY LLOYD

Em Rio Vermelho o jovem Dennis Danson é acusado, preso e sentenciado ao corredor da morte ainda muito jovem. O crime atribuído ao garoto na ocasião se referia aos desaparecimentos de várias garotas na cidade interiorana de Red River, onde Dennis levou uma infância e adolescência difícil ao lado dos pais e dos poucos amigos.

Após o julgamento e a sentença ao corredor da morte, Dennis acabou sendo foco de atenção no país todo em uma série de entrevistas, reportagens e acima de tudo, em documentários que abordaram sua história por diversos ângulos. Para o bem ou para o mal, Dennis se tornou uma celebridade.

Pessoas no mundo todo trocavam informações, análises e perspectivas sobre o caso de Dennis Danson em fóruns virtuais e alimentavam a esperança de que a situação do rapaz pudesse ser mudada e novos julgamentos marcados para invalidar provas superficiais e considerar outras mais consistentes surgidas com o passar dos anos.

Assim começa a história em torno de Dennis Danson e de Samantha (Sam), uma jovem professora inglesa que é uma das muitas admiradoras do caso de Red River e que não tarda a trocar correspondências e confidencias com Dennis do outro lado do Atlântico.

NAVEGANDO PELO RIO VERMELHO
Rio Vermelho começa com uma narrativa excelente. Daquelas que nos arrebatam facilmente para o curso narrativo ágil, cheio de informações e pontos de vista. Particularmente tenho muito interesse no tema dos serial killers – e quem não tem? -, e apesar do livro não ser diretamente um livro sobre isso, o crime que cerca a trama principal tem ares de mistério e um culpado cujo julgamento parece um equívoco… Amy Lloyd fisga o leitor na largada.

Justamente por haver muitas incertezas sobre o caso é que Dennis Danson acabou se tornando centro de admiração, dúvida e mistério dentro da narrativa criada por Lloyd, cuja habilidade de conectar a narrativa padrão com trechos de “reportagens” e dos “documentários” sobre o crime atribuído a Dennis nos dão a forte sensação de verossimilhança sobre tudo que está acontecendo.

Lloyd é uma ótima narradora e cria um contexto forte, instigante e os primeiros capítulos do livro são realmente fascinantes. É pouco provável que toda a primeira metade do livro não seja algo no mínimo excelente. Sobretudo na jornada de Sam para chegar ao território americano, se encontrar com Dennis no presídio após a troca de correspondência entre eles e ver os primeiros passos do novo documentário que Carrie está dirigindo.

Ao lado de Carrie, realizadora do documentário Construindo a Verdade: O Assassinato de Holly Michaels, também grande amiga de Dennis, Sam percorre inúmeros locais por onde Dennis passou em sua juventude em Red River, conhecendo amigos, familiares e situações em torno de seu passado para o novo documentário cuja estreia será em breve, abordando novos fatos e perspectivas sobre tudo, inclusive sobre a possibilidade de um novo julgamento para Dennis.

Nesse ínterim a relação entre Sam e Dennis se intensifica mesmo com o vidro de segurança separando os dois. Um pedido de casamento enérgico e aparentemente franco de Dennis desarma Sam e um novo rumo se traça em sua vida a partir disso. Tudo que existia na Inglaterra fica para trás…

E o que parecia impossível se concretiza mais rápido do que se esperava e Dennis é inocentado em um novo julgamento após a revelação de outro assassino cujo DNA na cena do crime é suficiente para libertar Dennis de sua sentença de morte.

Desse ponto em diante se constrói no livro outro foco narrativo e outra estrutura. Enquanto na primeira metade da obra os trechos de entrevistas, reportagens, documentários, livros e opiniões pessoais permeavam o texto de Lloyd com informações e narrativa instigante, a segunda metade da obra desacelera quase que bruscamente eliminando completamente essa abordagem que multifacetava toda a situação de Dennis e a história como um todo.

Lloyd opta a partir do capítulo Red River por nos mostrar a conturbada relação de casal entre Dennis e Sam enquanto se adaptam ao status de casal. Paralelamente aos desentendimentos dos dois, a narrativa mostra Dennis se situando no mundo que se ergueu após sua estada no presídio: um mundo com internet, smartphones, tablets, redes sociais e Netflix.

O relacionamento dos sonhos almejado por Sam vai gradativamente se desmontando ao passo que Dennis vai se revelando uma pessoa difícil, cheia de manias, trejeitos e vícios de quem passou muitos anos vivendo só e num espaço mínimo.

Sempre se distraindo com as novidades tecnológicas e o assédio da imprensa, Dennis também não manifesta nenhum interesse sexual por Sam, o que a deixa extremamente frustrada na relação criada apressadamente por ambos.

Por outro lado, Sam também se mostra uma pessoa com suas próprias manias, anseios e desejos… sem esquecer seu relacionamento anterior cujo desfecho não foi nada positivo.

E tudo piora com as recorrentes visitas de Lindsay, amiga de infância de Dennis, cuja relação com o rapaz parece ser algo além de amizade, o que causa recorrentes crises de ciúme em Sam. Também retorna do passado o amigo Howard, filho do então delgado de polícia na ocasião da prisão de Dennis anos antes. Outra relação com Dennis cuja aparência vai muito além do que é.

Toda a segunda metade da obra, como disse, perde ritmo e força comparada com a primeira metade que antevia algo mais denso e elaborada com a construção em camadas de narrativas criadas por Lloyd: documentários, o livro dentro do livro (Quando o Rio Fica Vermelho de Eileen Turner), as entrevistas televisivas…

O uso dos documentários e trechos de informação de outras mídias que a autora usou tão bem e com tanta maestria são deixados de lado e o recurso que tanto abrilhantou o início do livro perde espaço para a arrastada e quase entediante relação entre Sam e Dennis.

Veja bem, não é que tenha fica ruim, pelo contrário, Rio Vermelho é uma narrativa de muita força e qualidade, só que me senti andando numa montanha russa cuja maior e mais vibrante curva é justamente no começo do passeio, enquanto o restante me parece apenas uma imensa e monótona linha reta com raríssimos solavancos de empolgação.

Claro, a autora segura bem sua proposta mesmo após tirar o pé do acelerador. Seus personagens vão ganhando muitas camadas de significado e aprofundamento, deixando uma série de dúvidas sobre o quadrilátero Dennis-Lindsay-Howard-Sam.

Tanto Dennis quanto Sam, bem como seus coadjuvantes, são ricamente desenvolvidos num texto objetivo, sem excessos e muito elegante.

Como um thriller, claro, não poderia faltar momentos de tensão e expectativas por parte da obra. Ao retornar para a antiga casa de Dennis em Red River, Sam se vê num série de momentos de medo e dúvida sobre a pessoa com quem se casou a ponto de questionar a inocência de Dennis ao longo do trajeto.

Mas Lloyd me pareceu uma narradora mais competente contextualmente do que na execução de momentos de tensão e suspense, pois mesmo essas situações de tensão achei que há pouca força pelo excesso de repetição no estilo das mesmas: a sequência das cenas é exatamente as mesmas em todas as ocasiões em que Lloyd começa a nos pressionar dentro de sua obra. Depois da segunda vez não há surpresa real na previsibilidade.

Isso tudo enquanto Dennis e Sam se arrastam na rotina de limpar a antiga casa de Dennis em Red River, onde a maioria das pessoas da cidade ainda tratam Dennis com extrema hostilidade e aversão. Essa foi outra parte do livro que me desanimou na leitura: limpar a casa, pôr os entulhos pra fora, Dennis sai pra correr, Sam ficava com medo, Dennis voltava, eles se desentendem, começava outro dia, Dennis sai, Sam ficava com medo, eles vão à cidade e são mal tratados… Lloyd parece que se enredou em sua própria teia e começou a percorrê-la em círculos insistentes.

Enquanto Lloyd escreve uma obra inspirada em algo como o documentário seriadoMaking A Murder, cuja história é quase idêntica a de Rio Vermelho (ou vice-versa), temos uma obra espetacular, quando Lloyd decide abordar o que há na vida por trás dos holofotes, temos um livro bom apenas. É quase como se houvesse dois livros em um.

A diferença nas duas abordagens de Lloyd nos deixa claro que a autora é competente, só que é evidente que a maior parte dessa força reside na narrativa focada na cultura da subcelebridade, da construção do freakshow virtual, na dúvida da era da informação. Quando transita para o cotidiano entre duas pessoas problemáticas essa força se dilui em um texto que com absoluta certeza todos nós já vimos em outras obras.

Veja bem, não é algo que prejudique o livro, mas é uma sensação drástica na percepção da obra como um todo. Em um livro com 276 páginas, onde quase exatamente 100 páginas desse conteúdo são destinadas à rotina de limpar a casa, encrencar com alguém na cidade, alguém rondar a casa, Lindsay aparecer, Sam revirar as coisas de Dennis, eles discutirem, depois tudo fica bem entre eles; e aí repete-se tudo outra vez…

Há um quê de frustração na obra que deixa para umas poucas páginas estabelecerem um desfecho rápido demais para algo tão denso e complicado construído ao longo do livro. Lloyd nos entrega uma obra de excelência em cada página, mas ao se alongar na rotina do dia a dia, acaba deixando pouco tempo e espaço para elaborar melhor o encerramento de seu livro.

Para não ser taxado de injusto, um paralelo entre Rio Vermelho e Morte Lenta é exatamente o que imagino para esse tipo de livro e narrativa. Enquanto Rio Vermelhocomeça como num pulo imenso e depois drasticamente vai para uma descida arrastada,Morte Lenta começa nos apontando uma direção detalhada, cadenciada e metódica que vai subindo, subindo e subindo numa curva crescente e não para até atingir um clímax impactante conectando cada passo que demos na narrativa.

O que uma obra tem a ver com a outra? Primeiro ambos são livros de suspense policial/investigativo, segundo ambos são do excelente catálogo da Faro Editorial que vem investindo muito no no gênero ao qual os dois livros pertencem.

O que quero ressaltar aqui é que em termos de força narrativa, Lloyd opta por inverter a curva de sua obra e isso não me pareceu uma boa opção, tirando de seu livro o “Excelente” da avaliação final, enquanto Morte Lenta vai numa crescente de fatos, personagens, situações e desfecho que são de encher os olhos, o que, na época da leitura do mesmo, lhe rendeu o “Excelente”.

Mas independente da minha avaliação/percepção de Rio Vermelho, temos aqui sim um livro de força inegável, tema atual e instigante redigido de forma extremamente fluída no saldo geral, não por acaso o livro é vencedor do prêmio VSD RTL como o melhor thrillerestrangeiro de 2018! A premiação francesa escolhe os melhores suspenses publicados em língua estrangeira e em francês no ano, e Amy Lloyd ganhou seu segundo prêmio.

E claro, soma-se a tudo isso o sempre excelente acabamento físico que a Faro Editorial utiliza em suas publicações: ótimo papel do miolo em alta gramatura, capa em papel cartão com laminação fosca, texto do título em relevo e verniz localizado. Um primor no trato editorial que sem dúvida alguma torna Rio Vermelho um dos melhores lançamentos desse primeiro semestre de 2018 no segmento suspense investigativo/policial.

RIO VERMELHO | SOBRE A AUTORA
AMY L LOYD estudou inglês e escrita criativa na Universidade Metropolitanade Cardiff. Ela ganhou a competição nacional do jornal britânico Daily Mail com este livro.Vive em Cardiff, no País de Gales,com seu parceiro e dois gatos.

RIO VERMELHO | FICHA TÉCNICA
• Título: Rio vermelho
• Autor: Amy Lloyd
• Gênero: Ficção estrangeira
• Seção: Romance
• Formato: 15,7 x 23 cm
• Páginas: 276
• Papel: polen 90grs
• ISBN: 978-85-9581-014-3
• Editora: Faro Editorial
• Página do Livro na editora AQUI

AVALIAÇÃO
PREMISSA: - 100%
DESENVOLVIMENTO - 80%
PERSONAGENS - 90%
CONTEXTUALIZAÇÃO - 100%
PROCESSO NARRATIVO/ NARRATIVIDADE - 75%
CONCLUSÃO/ DESFECHO - 80%
AVALIAÇÃO FINAL: MUITO BOM - 85%

site: https://www.pontozero.net.br/2018/05/25/o-livro-e-rio-vermelho-de-amy-lloyd/
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Thuanne Hannah 25/05/2018

Dennis Danson está preso há mais de 20 anos, acusado de matar uma garota e suspeito de matar várias outras em Red River, Flórida, cidade onde cresceu. Por não existirem provas concretas, muitos acreditam que houve um erro em seu julgamento e que ele deve ser solto o mais breve possível. Muitas pessoas o apoiam, até produziram um documentário sobre o caso e agitam as redes socias.

"Finalmente, o corpo de Holly Michaels foi encontrado. Suspeitaram de tios, padastros e homens solitários. Imaginavam um monstro, um psicopata que tinha os ossos das garotas enterrados sob cimento em seu porão, que guardava as pulseiras delas penduradas num prego em seu armário. "

Sam é uma dessas pessoas. Ela fica obcecada pelo caso e decide enviar cartas a Dennis, afirmando que acredita em sua inocência e que ele deve ser forte, pois logo será libertado. Poucas cartas bastaram para que eles se apaixonassem e Sam decidisse sair da Inglaterra para visitá-lo. Algumas visitas depois, Dennis pede Sam em casamento e mesmo preso, se casaram. Pouco depois, há uma reviravolta no caso e Dennis é solto. Com isso, os dois voltam a Red River, devido a morte do pai de Dennis para acertar algumas coisa e lá, Sam começa a ter várias dúvidas sobre Dennis ser ou não quem diz ser. Com essa premissa, Amy Lloyd nos apresenta essa história.

O livro é narrado em terceira pessoa, com os acontecimentos surgindo num ritmo bem bacana. Durante toda a leitura a dúvida permanece: Dennis fora injustiçado ou é realmente o assassino? Aos poucos, a autora vai nos dando pistas do passado de Dennis, mas sem revelar totalmente sua personalidade, isso foi genial! Para completar, Dennis era agressivo em certos momentos e parecia que algo estava por vir, mas nada acontecia e eu me perguntava se estava com medo à toa.

Sam é uma personagem complicada de entender, pois desde o momento em que Dennis se viu livre, já demonstrou que não tinha o mesmo interesse por ela e mesmo assim ela continuou aceitando tudo o que ele fazia enquanto estavam em Red River. Ela é do tipo de pessoa que demonstrava dependência, e sua obsessão por Dennis alimentou ainda mais essa característica. Ela precisava de alguém, não importando que fosse um assassino ou não, se a tratava da forma adequada ou não. Bastava que ficasse ao lado dela.

"De repente, Sam se sentiu muito só, como se o homem com quem se casou nunca tivesse existido e ela tivesse acordado para uma vida que não reconhecia, no meio de uma história que não entendia."

Em Red River Dennis, tinha uma velha amiga, Lindsay, que também parecia ser obcecada por ele. Os dois pareciam ter vários segredos, apresentando um comportamento bem estranho quando estavam perto de Sam e mesmo assim, ela continuava lá, achando que tudo daria certo no final. Em raros momentos, Dennis era gentil com a esposa e pequenas migalhas de afeto bastavam para que ela permanecesse, criando fantasias de como seria quando tudo acabasse e eles saíssem daquela cidade. Esse ponto foi o que mais me incomodou, é inaceitável que uma pessoa permaneça nessa situação, acreditando que tudo ficará bem, principalmente por mal conhecer a pessoa que se casou.

Já Dennis, é um homem cheio de traumas, sofreu muito com um pai agressivo e uma mãe dependente de drogas que se matou. Só não foi mais humilhado por ser bonito, característica essa que pareceu o livrar de vários problemas e o colocar em outros. Na adolescência, ele causou problemas e isso marcou sua vida, pois muitos acreditavam que ele era um verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Todos ao redor pareciam ficar obcecados por ele. Alguns, acreditando que o rapaz seria incapaz de matar qualquer pessoa e outros, que ele era sim o responsável por todas aquelas mortes.

O final me deixou muito pensativa, não por ser surpreendente, mas inusitado. Tem tanta obsessão envolvida, vinda de vários lados, que impede os personagens de acreditarem na verdade, assim como o leitor. A situação que a autora criou foi muito interessante, ela traçou personalidades doentias, cada uma a sua maneira, tornando difícil para quem lê, se decidir no que acreditar, já que, infelizmente sabemos que existem vários Dennis, Sams, e Lindsays por aí.

Preciso destacar aqui o capricho da editora. O livro ficou lindo por dentro e por fora, as cores, os detalhes internos e externos, tudo ficou muito belo. Até a textura das páginas é boa! A diagramação é bem confortável, tornando a leitura bem agradável.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2018/05/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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Welliton.Rocha 29/11/2018

História interessante porém mal executada.
A premissa do livro é bem bacana mas a construção dele te faz duvidar muito da história pelo modo como ela acontece. A protagonista e o personagem preso não parecem consehui lconseguir ligação entre sí e os sentimentos parecem bem forçados. O final também é muito tosco.
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Blog Stalker Literária 08/06/2018

Muito bom, ainda mais por ser inspirado em um caso real...
Se você está em busca de um thriller com personagens perfeitinhos ou que são um exemplo para a sociedade, é melhor buscar outro livro. Mas se quer uma leitura que vai mexer com suas estruturas, te deixar sonhando com os personagens durante a noite e que vai te deixar incomodado esse é o livro perfeito.

Rio Vermelho é mais um thriller que entrou para minha lista de favoritos, quando comecei essa história simplesmente não sabia nada, afinal detesto ler sinopses, e quanto mais eu lia mais me surpreendia com a escrita de Amy Lloyd, que utiliza de vários estilos de narrativa para criar uma história a lá ID - Investigação Discovery - canal o qual eu sou meio viciada hahaha.

O livro é dividido em três partes, na primeira temos um livro a lá investigação criminal, para quem conhece os livros da Ilana Casoy com certeza vai adorar essa parte, pois aqui há trechos de julgamento, trechos de livros e tudo na tentativa de criar a história mais verídica possível, e explicar aos leitores o que levou Dean a ser preso por um crime que não cometeu.

Essa primeira parte foi uma das melhores pra mim, pois como disse me senti em um episódio do ID desvendando aquele crime, acompanhando relatos de pessoas que moravam perto, relatos de como um jovem só por ser 'badboy' acabou sendo preso sem muitas provas concretas. É nessa parte também que temos diversas críticas ao sistema penal, que muitas vezes sem provas acabam condenando inocentes só porque 'acha' que ele fez aquilo, ou porque 'ele parecia culpado', aquele clichê de: 'ele era pobre, seus pais usavam drogas, ele roubava, então é claro que é um assassino'.

Na segunda e terceira parte é que o livro muda completamente o rumo, e acredito que isso possa afastar alguns leitores, mas pra mim foi completamente emocionante também. Vemos a readaptação de um preso que passou 20 anos longe de tudo e todos os preconceitos, as coisas que tem que suportar na cidade natal, mostrando que mesmo tendo sido comprovado que ele não era culpado, as pessoas ainda continuam achando ele um monstro.

É nessa parte do livro que começamos a entender mais da Sam também, se no começo do livro eu já achava ela meio louca e insuportável, aqui minha cisma com ela cresceu ainda mais. Sam não é muito boa da cabeça, e isso faz com que o leitor se questione em vários momentos de sua condição mental, mas como disse lá no começo aqui não temos personagens certinhos que fazem o que é certo, há um nível de loucura neles, ações que incomodam e que deixam o leitor aflito, mas ainda assim você consegue entendê-los.

O final do livro também será um divisor de águas. Confesso que não desconfiava de muita coisa que foi revelada não, algum detalhe, algumas coisinhas eu até criei teorias, mas quando tudo começou a aparecer eu me vi bem surpresa e tensa com tudo que estava lendo. E o desfecho combina perfeitamente com a loucura do livro, se prepare para ficar incomodado! HAHAHA

Rio vermelho é um thriller para tirar o leitor do conforto, para te deixar angustiado com o que está lendo e te fazer pensar em o quanto as pessoas podem ser loucas. Esse livro com certeza será 8 ou 80, pra mim foi uma das melhores leituras do ano e que me tirou a noite de sono - sério, sonhei com Dean, a floresta, aquela casa a noite toda e foi horrível - e eu simplesmente adorei o modo como a autora conduziu com maestria toda essa história cabulosa.

Inspiração para a obra: Caso West Memphis Three

Vocês sabem que eu sou a louca dos Serial Killers né? Vivo lendo esses livros malucos e adoro pesquisar mais sobre os casos. Pois então, depois de ler uns 80% de Rio Vermelho tive um pensamento: Já vi essa história em algum lugar... No livro O Segredos dos Corpos da Darkside... E não é que eram bem parecidos os casos?

Em 1994 um jovem foi enviado para o corredor da morte acusado de matar três crianças em uma cidadezinha chamada West Memphis. Os garotinhos foram encontrados todos mutilados em um lago da cidade, e o jovem Damien Echols foi preso simplesmente por ser o garoto problema da cidade, sem muitas provas concretas que ligassem ele ao crime.

Ela passou 18 anos preso injustamente, e assim como no livro houveram várias mobilizações para a sua soltura, incluindo do Jonny Deep - como no livro hahahah - foram produzidas séries de TV, biografias... Enfim, basicamente o mesmo caso. E quando eu fui pesquisar mais das inspirações da autora pra esse livro foi justamente essa referência que eu encontrei, ela assistiu a série produzida sobre o caso e quis criar sua versão dos fatos, focando na esposa de Damien Echols, e tudo que ela teve que enfrentar depois que ele foi liberto.... fora algumas coisinhas a mais que ela acrescentou para dar um final a tal história.

site: http://www.stalker-literaria.com/2018/04/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
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