O Alforje

O Alforje Bahiyyih Nakhjavani




Resenhas - O alforje


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Tony 16/02/2018

A prova de que a diversidade faz parte do nosso mundo
Durante a leitura, tive a sensação de ler um romance diferente a cada capítulo. É impressionante como a autora trabalha as diferentes perspectivas e histórias. Cada personagem, objeto e ambiente se tornavam coisas completamente diferentes na medida que a os capítulos passavam e a estória se desenvolvia pelos pontos de vista de cada personagem. O principal efeito do livro, pelo menos para mim, é dar ao leitor a pespectiva de que uma verdade nunca é absoluta e, como uma "impressão digital psicológica", será diferente em cada indivíduo. Nada nunca é o que parece e, para entender bem, é necessário um grande exercício de compreensão e empatia para com o outro. Com essa ótima e nada cansativa narrativa, a autora nos faz analisar as pessoas de forma menos descartável e rotulada, como normalmente estamos acostumados, e nos faz ter um olhar mais humano. Esse é um livro que dificilmente alguém esquece.
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Leka 17/04/2018minha estante
Gostei do seu texto... mas, não gostei do livro!




Leituras do Sam 12/02/2018

Vale pela edição e ineditismo
Se valendo de muitas vozes diferentes para narrar a história e falardas complexas relações religiosas do Irã a a escritora consegue prender a atenção do leitor, mas a mim em particular não conseguiu cativar.
A história de váriosvidas que se cruzam através de um misterioso alforge é repetitiva e cansa nos seus últimos capítulos.
Queria muito ter gostado, mas não foi dessa vez.

@leiturasdosamm
Nana 12/02/2018minha estante
Estou lendo e tendo a mesma sensação, está difícil me envolver. A edição está nota 10!


Raya 23/03/2018minha estante
ao final já não existia mais envolvimento com a história, foi bem cansativo mesmo! ?


Leka 17/04/2018minha estante
Concordo com vc...


Adriana.Silva 25/09/2018minha estante
gostaria de comprar usado, alguém quer vender?




Zelinha.Rossi 19/02/2018

Sempre leio um novo livro buscando não ter nenhum contato anterior com qualquer coisa que se refira a ele - nem mesmo as "orelhas" ou a contracapa. Isso muitas vezes é minha melhor decisão (já evitei muito spoiler assim, bem como também já me surpreendi muito com a trama ou com a forma de narrar do escritor). Em outros casos, após a leitura da obra e destas suas "referências", penso que a experiência poderia ter sido mais enriquecedora se tivesse feito diferente do meu costume. "O alforje" foi um desses casos. O "Sobre a autora" ao final do livro e principalmente a revistinha da Tag teriam tornado muitos pontos da obra muito mais esclarecedores.
Claro que não estou afirmando que não valeu a experiência de ler; pelo contrário, ela foi excelente. É incrível a forma como a escritora costura as histórias e a forma como ela conta a mesma coisa por diversas vezes sob muitos pontos de vista completamente distintos entre si. A cada capítulo, a mesma trama vai se revelando mais e mais, novos personagens que depois serão protagonistas de seus capítulos vão aparecendo e a vontade de ver suas visões posteriores vai ficando cada vez maior. E o final de cada capítulo traz uma beleza particular, com uma lição que tanto serve aos personagens quanto a nós, leitores: a certeza de que não somos melhores do que ninguém, de que podemos reconstruir nossas vidas de formas melhores, de que a verdadeira riqueza está longe dos valores materiais, de que o amor é maior que os conflitos e a intolerância.
Agora, saber antes da leitura que o livro está intimamente relacionado à crença religiosa da autora, segundo a qual, por exemplo, a verdade é relativa e progressiva (o que tem íntima relação com o que acontecia com os pontos de vista dos personagens das diferentes origens e religiões e a contínua apresentação de novos fatos) me permitiria maravilhar ainda mais estas mensagens que foram colocadas sutilmente no texto.
Há muitos sentidos, muitos ensinamentos, muito mais a explorar sob que é explícito na obra, mais até do que os que percebi ao ler sobre Bahiyyih. E isso é impressionante!
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Toni 02/05/2018

Já nos advertia Edward Said em um livrão que recomendo demais — "Orientalismo" — que o Oriente como o conhecemos é uma ficção ideológica perpetrada pelo Ocidente e, como tal, exige um esforço constante pelo seu desbaratamento. Se lido com espírito hospitaleiro "O alforje", livro da @taglivros de fevereiro deste ano escrito pela iraniana Bahiyyih Nakhjavani, é um passinho poético, elegante e transformador rumo àquela síntese (impossível mas almejada) do conhecimento do outro defendida no longo ensaio do Said. Lindo.
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O romance está dividido em 9 partes, cada uma seguindo o ponto de vista de personagens diferente que são aproximadas pela passagem de uma caravana pelo deserto entre Meca e Medina, assim como pelo alforje que dá título à narrativa. Densamente sensorial, filosófica e lírica, a escrita de Nakhjavani, oriunda dos mil focos da cultura árabe, dos textos de diferentes religiões e da tradição literária de outras línguas (como The Canterbury Tales e o Decamerão) se lê como um complexo bordado (para lembrar outra iraniana, a Marjane Satrapi) de motivações, angústias, encontros com o divino, com a morte, com a felicidade e o nirvana, mistérios inexplicáveis e iluminadores da verdade que cada um leva dentro de si. De novo: lindo.
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Como a linguagem dos desertos, mutável e transformadora, a autora subverte a apresentação de seus capítulos (nomeados pela condição de cada personagem — o ladrão, o cambista, a noiva) e traz dentro deles uma miríade de novas facetas para cada protagonista, quebrando, com isso, as posições estanques e muitas vezes maniqueístas das narrativas focadas em tipos. Somos universais, parece dizer a escritora, e dentro de cada um cabe o mundo inteiro. Sim, muito lindo.
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Michel 20/02/2018

Capacidade de Imersão
O livro tem uma capacidade de imersão muito grande. Cheguei a sentir os grânulos de areia no rosto durante a tempestade, o cheiro azedo do cadáver e da boca do peregrino e o calor e caos do porto de Jidá.

Um livro com um toque místico. Um visita ao íntimo de cada um dos personagens.

Livro muito bem escrito. Não é simples narra o ponto de vista de cada um dos 9 personagens de maneira crível.

Depois de 3 livros mornos (Três Marias, Praça do Diamante e Retorno a Brideshead) a TAG presenteou seus associados com um estupendo livro.

Superou o livro As Alegrias da Maternidade.
Danielle.Godoy 25/02/2018minha estante
jura que achou "A Praça" morno?


Michel 26/02/2018minha estante
Achei demais! Mas, são impressões pessoais.
Pelo tempo que tenho assinado a TAG, de cada 3 livros, 2 são mornos.
Morno não significa ruim. Rs




Kristine Albuquerque 14/03/2018

Sobre respeito, empatia e coletividade.
Século XIX. Nove personagens, com experiências de vida singulares, se encontram no deserto do Oriente médio. Uma história sob nove perspectivas, e um exercício de empatia e humanidade.

Um alforje une o caminho de nove pessoas. A partir desse encontro, no qual cada um atribui um sentido único para o objeto e o seu conteúdo, suas vidas são ressignificadas. Pode parecer um enredo bem simples, mas carrega consigo reflexões profundas e atuais sobre respeito às diferenças, empatia e convivência. Cada um dos personagens possui uma religiosidade diferente, o que influencia a interpretação dos acontecimentos pelos quais estão passando. Mas a essência dessas interpretações acaba por se convergir de alguma forma. A narrativa assume um aspecto de fábula, ou uma história contada, e coincide com uma questão que acompanha a humanidade - a ligação entre o humano e o divino, para além de religiões.

Com uma escrita sensível, poética, sensorial e imersiva, a autora nos conduz junto aos personagens durante a peregrinação no deserto e acompanhamos a percepção de cada um sobre o que está acontecendo. Indo além, vemos também o presente, passado e futuro dos personagens, seus sentimentos, suas memórias, dúvidas e angústias. A leitura não se torna cansativa em nenhum momento, pois as perspectivas de cada um levam a dimensões e significados diferentes. A narrativa é em terceira pessoa e onisciente, nos aproximando ainda mais da história.

Acredito que essa é uma obra aberta - não por ter um final aberto, o que não é o caso, mas por suscitar reflexões e interpretações subjetivas a cada leitor/a. Claro que toda experiência de leitura é única, pois caminha com uma história de vida única de quem lê. Mas aqui isso vai além, por dialogar com algo que é único, íntimo, mas também coletivo - fé, religiosidade, identidade, sentido da vida e da morte... Além das interpretações metafóricas, a autora também trabalha questões bem atuais, como imigração, intolerâncias, diversidade... Unindo sua própria história à escrita, o fio condutor da narrativa é a Fé Bahá'í, crença que a autora exerce desde a infância. Longe de impor uma verdade absoluta, a obra nos mostra exatamente o contrário disso: toda verdade que temos é relativa e parcial, pois a verdade absoluta é incompreensível. Essa noção é explorada com cada um dos personagens, pois, ao conhecer cada um de perto, suspendemos os julgamentos criados no capítulo anterior e passamos a compreendê-los. E que ponto maravilhoso é esse, onde através da literatura exercitamos a empatia, em um mundo cada vez mais egoísta. Nessa história olhamos para o outro, para nós mesmos, refletimos e questionamos a cada capítulo, e somos convidados a ser mais humanos uns com os outros.
Si 17/03/2018minha estante
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Santcor 12/03/2018

Perfeito
Um livro maravilhoso. Sério candidato a melhor leitura do ano. Vamos ver.
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Bookdodia 11/04/2018

O ALFORJE
O ALFORJE, Bahiyyih Nakhjavani

O Alforje, livro de março da TAG, me proporcionou justamente o que eu mais amo nesse clube literário: o acesso a um livro que, de outra maneira, eu não teria contato. Afinal, a autora é iraniana e a tradução da obra para o português foi feita de forma inédita pela TAG.
A beleza da capa e das ilustrações do livro, aliados com o mimo do mês - um frasco contendo uma essência que seria mencionada ao longo das páginas, proporcionando ao leitor uma experiência olfativa aliada a leitura -, juntamente com a possibilidade de ingressar numa cultura tão diferente da minha, me conquistaram e criaram interesse pela leitura.
Uma jovem noivinha (quatorze anos!) juntamente com sua caravana atravessam o trecho sagrado do deserto entre Meca e Medina na Arábia Saudita para a consumação do seu casamento arranjado com um velho turco, no caminho, a fim de tornar a travessia mais segura, se unem a um grupo que transporta um cadáver pelo mesmo trecho, acabam se aliando com mais alguns personagens e atraindo outros que nos serão apresentados ao longo da narrativa: o Ladrão, o Líder, o Cambista, a Escrava, o Peregrino, o Sacerdote, o Dervixe e o Cadáver.
Em que pese a simplicidade do enredo, a história desses nove personagens é complexa e será conectada por um Alforje que passará pelas mãos de cada um, modificando e interligando esses destinos. Vemos o mesmo objeto pelos olhos de dez pessoas (afinal, os nossos olhos também repousam sobre eles) e cada uma o vê e o recebe de forma completamente diferente.
De fato, é justamente o misterioso Alforje que determina o protagonismo da história, a cada capítulo somos convidados a conhecer a mesma história, contada pelo protagonista da vez: aquele cujo destino será marcado pelo alforje. Nove capítulos, nove personagens, nove histórias, nove versões da mesma história que se interliga de forma muito bem amarrada e nós, como leitores acabamos, inevitavelmente, marcados também pelo alforje, somos o décimo personagem, aquele cuja história não chega a ser retratada no livro, mas que será o nosso filtro para tradução das palavras que ali estão reunidas.
E assim visitamos nove vezes o mesmo intervalo no tempo e no espaço, mas, cada vez, pelo olhar e protagonismo de um dos nove personagens, o que nos força à reflexão e à conclusão de que não existe uma verdade absoluta, cada pessoa está vivendo a sua própria história, influenciada pelas vivências anteriores, pelas verdades e conflitos individuais e quando temos acesso a estes fatores percebemos o quão cruel é julgar o outro de acordo com nossas próprias verdades, somos convidados a calçar os sapatos do outro antes de julgar os seus passos. Tão oportuno para os dias de hoje, não?
A percepção de que acessamos a versão de cada personagem, pelas lentes da nossa própria história nos leva à conclusão de que cada leitor reconstrói a narrativa, moldando-a de acordo com aquilo que conhece, ou seja, as camadas de compreensão que eu atingi foram forjadas pelas minhas próprias experiências de vida e pelos meus conhecimentos, o que torna o prazer da leitura tão singular.
Apesar de tudo isso, gostei do livro, mas não amei. Me possibilitou acesso a uma cultura rica e em vários aspectos completamente desconhecida para mim, pude aprender e até rir em determinados momentos de alívio cômico dessa história, por exemplo, com a revelação de que o pai da noivinha, que a ama profundamente, acha o casamento com o velho Turco uma ideia excelente, afinal, o marido morrerá logo fazendo com que a amada filha retorne para casa em breve.
Apesar disso, tive dificuldade de me relacionar com alguns personagens, achei a trama monótona e cansativa, embora seja óbvio que o foco narrativo era a história comum dos personagens, senti falta de maiores inserções da vida de cada um, que tornariam a trama menos repetitiva. Apesar de amar a TAG e ter ficado maravilhada com a beleza gráfica da edição, não entendi a construção do glossário, além de não terem sinalizado as palavras que encontraríamos no glossário ( grande parte do vocabulário é próprio da cultura e não tem um correspondente em português), o fez de forma pobre e incompleta, me obrigando à pesquisa de vários termos, alguns não encontrei nem no dicionário, essa escolha infeliz me deixou com a sensação de que tiveram que terminar o livro rápido e não se importaram com o acabamento.
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Michele 27/02/2018

Atravessando o deserto da humanidade com O Alforje
Bahiyyih Nakhjavani narra o livro como se contasse uma história de verdade. Assim como nós contamos às vezes repetindo frases, voltando às mesmas coisas, ela também o faz.

No início isso me complicava a leitura. Resmunguei o primeiro capítulo inteiro achando que não ia conseguir me adequar à leitura. Mas assim que cheguei ao segundo capítulo, começou a fluir.

Cada capítulo aprofunda na história de algum personagem e nos dá mais pontos de vista de coisas que aconteceram em comum entre eles. Assim é a nossa vida: vivemos do nosso ponto de vista, julgamos os outros conforme nossas histórias pessoais, mas cada outro personagem na nossa vida tem também sua própria história e costuma ser bem diferente do que imaginamos.

O livro trouxe passagens que mexeram com as minhas entranhas, desejando estar lá em meio aos personagens e aliviando seus fardos. Mas o livro também aliviou fardos meus em alguns momentos.

No capítulo do líder: "toda a criação, no tempo e no espaço, havia abrigado milhões que desfilaram por um breve tempo. (...) todos aqueles milhões inumeráveis tinham, como ele, sem exceção, sido completamente esquecidos, juntamente com suas volúpias e seus poderes fúteis. (...) todos aqueles milhões, e tudo na criação, era menos, muito menos do que aquilo que existe dentro da pupila do olho de uma formiga morta."

Por quê vivemos com fardos tão pesados se nossa passagem é tão breve? Foi um dos questionamentos que me vieram. Mesmo com nossas dores e alegrias, não estamos todos apenas tentando sobreviver da melhor maneira que pudemos? De que maneira nossas vidas se entrelaçam?

Foi a minha primeira leitura iraniana (e contato com a Fé Bahá'í), e também primeiro kit TAG Curadoria (por Alberto Manguel - que já teve uma biblioteca com 35 mil livros e escolheu este).

Um universo de vivências completamente diferente do que estamos acostumados, mas por dentro é como se fôssemos as mesmas pessoas, humanos atravessando desertos.
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Samantha 24/02/2018

O alforje
Livro muito bem escrito que te levar para o deserto da Pérsia, nove personagens se entrelaçam em torno de um alforje.
Lizardo.Romero 22/03/2018minha estante
Não estou encontrando um link ou uma loja para comprar.
quero comprar, o Alforge, se alguem souber onde que posso comprar me fale.
Obrigado




Aletheia (@almaletrada) 27/03/2018

Imaginem um livro que em cada capítulo a estória é recontada. O livro é dividido em 9 partes e temos o mesmo fato sendo contado, capítulo após capítulo, por cada uma dessas personagens. Acrescente a isso, que a obra é quase que inteiramente narrada (praticamente não existem diálogos) e com parágrafos longos. Juntando todos esses ingredientes e fazendo uma mistura, a leitura tem tudo para ser extremamente chata.
Não podia estar mais enganada! A escrita da autora é extremamente atraente e nos faz imergir em cada detalhe do que é narrado ou descrito. Sensações, percepções, aromas (bons e ruins) são descritos de tal maneira, que podemos vivenciar esse universo descrito no livro.
A narrativa se dá em terceira pessoa, sempre na perspectiva das 9 personagens. O protagonista aqui não é uma pessoa específica, mas um alforje que cria uma teia de conexão à medida que é passado entre as pessoas.
Em cada capítulo a autora explora a vida íntima de cada um, descrevendo medos, sensações, inseguranças, amores, esperanças e toda a leva de sentimento que uma travessia no deserto pode suscitar.
Em todos os momentos a religiosidade está presente em diferentes níveis, cada um a interpreta de acordo com sua própria verdade, sempre buscando seus objetivos individuais.
Sem dúvida me surpreendeu, imergir numa caravana rumo ao desconhecido da cultura iraniana, me trouxe excelentes reflexões e ponderações acerca das diferenças. Fiquei encantada pela autora, estória, personagens e escrita. Recomendo demais!!!!


site: www.instagram.com/almaletrada
Vivi 17/04/2018minha estante
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Natani 19/02/2018

Caravana do conhecimento.
O livro da iraniana é uma caravana ao desconhecido. Desconhecido por nós ocidentais.
Ok. Nem tão desconhecido assim, mas nós não nos aprofundamos na cultura e nas religiões árabes.
Se não fosse a TAG Livros eu jamais conheceria este título e esta autora. Obrigada, TAG!
A história gira em torno de um alforje e é contada pela visão de 9 personagens (cada capítulo é sobre um), sendo o ladrão, o líder, a noiva, o cambista, a escrava, o peregrino, o sacerdote, o dervixe e o cadáver.
Embora pareça ser repetitiva, não é! Cada capítulo há um ponto de vista da história diferente e em cada uma há uma lição, bem como a introdução à uma religião diferente.
Eu fiquei encantada pela história, pelos personagens, pela autora e pela escrita.
Recomendo muito esta leitura!!!
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Jorge Luiz 01/04/2018

Histórias entrelaçadas
Dizem que o foco é o alforge, mas na minha opinião, o alforge é só pra chamar atenção.
O ponto comum entre os personagens é o encontro com o que há de humano em cada um. Esse ponto, está ligado a fé da própria dos autora. Livrar o todos do preconceitos e que somos iguais com virtudes e fraquezas.
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Priscila 25/02/2018

Uma experiência sensorial e apaixonante
A escrita da autora é divina, extremamente sensorial e com grande capacidade de imersão, conseguimos sentir a textura e a secura da areia do deserto em nossos lábios, os cheiros envolventes dos banhos da noiva, o pútrido odor do cadáver e os ventos cortantes na pele. Tudo narrado com um toque místico que nos remete aos contos de Sherazade em Mil e uma noites.

A narrativa se dá em terceira pessoa sob a perspectiva de cada um dos 9 personagens, todos vivendo um mesmo evento em um mesmo tempo. A delícia está na forma como a autora costura todos esses personagens em uma só trama com acontecimentos que, mesmo sendo trágicos, místicos ou amorosos, interligam a todos de forma poética.

Quanto aos personagens, todos construídos de forma magistral, são praticamente palpáveis, em cada capítulo a autora explora a vida íntima de cada um, com suas vivências, medos, inseguranças, alegrias, amores, esperanças e os motivos que os levaram a atravessar o deserto. Literalmente estão todos em uma caravana, ou à sua espreita, fazendo uma travessia por uma estrada que liga Meca à Medina, muito usada pelos islâmicos em suas peregrinações. Mas a alusão que a autora faz vai muito mais além, a travessia no deserto pode ser vista também como uma forma de transcendência onde cada um, em sua peregrinação pessoal, está em busca de seus objetivos, nem sempre de fundo religioso, podendo ser também uma aspiração, um fim ao qual precisam chegar depois da árdua caminhada pelo deserto de grandes privações.

Cada um dos personagens tem suas formas de perceber a vida e de se comunicar com a sua verdade, seja através da própria tradição religiosa, de visões, de presságios, de sinais da natureza, de adoração entre outras… Durante todo o evento os personagens se encontram e se conectam de alguma forma. Em algum momento todos têm contato com o alforje e essa experiência os modifica de uma forma única com um desfecho surpreendente para cada personagem, alguns acessando uma sabedoria profunda, atingindo a iluminação, falecendo em transe espiritual, ou mudando seu estilo de vida.

Leia a resenha completa no blog Literalmente.blog :)

site: https://literalmente.blog/2018/02/25/o-alforje-bahiyyih-nakhjavani/
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