Queria Que Você Me Visse

Queria Que Você Me Visse Emery Lord




Resenhas - Queria Que Você Me Visse


19 encontrados | exibindo 1 a 15
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moumouclair 31/08/2020

Muito mais que uma história de amor
Esse livro foi como uma bomba ao mesmo tempo que foi uma leitura bem leve, sabe? Lindo e problemático. Queria que vc me visse com certeza mudou parte de mim, recomendo muito.
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priimore 24/06/2020

Esse é um dos livros mais leves que já li na minha vida, tratando com delicadeza um assunto que pode ser muito pesado e que na maioria das vezes não vamos saber como lidar. Eu amei demais, acho que fiquei apaixonada por todos os personagens.
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Mileenamsp 26/05/2020

Resenha:
Uma história juvenil e clichê. Isso é o que você pensa quando inicia a leitura. Porém, Vivi em sua passagem por Verona Cove acaba nos mostrando muito mais que isso quando conhece Jonah. Apaixonados porém aprendendo a se doar e conhecer de uma forma bonita e envolvente. Aborbando assuntos importantes sobre bipolaridade e depressão. Uma forma muita bem escrita, que nos faz refletir algumas coisas da vida, como por exemplo não sentir medo ou vergonha em nos aceitarmos com nossos problemas ou de buscar ajuda.

Minha nota de 0 a 10 é 8!!


Milena esteve aqui...
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@universoinfinitodoslivros 02/04/2020

Uma história importante
Um romance bacana onde o foco da história não gira muito em torno do romance, mas sim de problemas de saúde e psicológico entre os personagens principais e seus familiares. Uma leitura com uma carga grande de humor e drama que vale a pena ser estudada.
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Manu 09/03/2020

Muito bom, um dos personagens me estressa um pouco, pois só essa pessoa está certo, o que prejudicou a leitura.
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Duda | @lokadosbooks_ 21/03/2019

Resenha Queria que você me visse
#ResenhaLDB
Livro: Queria que você me visse| Autora: Emery Lord| Editora: Morro Branco| ??= 5??'s+ ??
?" Mesmo as constelações podem nos ver agora: temos dezessete anos e estamos partidos e ainda estamos dançando. Nós temos corações atrapalhados e palpitantes, e somos mais fortes do que qualquer um pode imaginar.??
Jonah Daniels vive em Verona Covey, uma pequena cidade na California, alguns meses após a morte de seu pai, Jonah e seus cinco irmãos estão tendo que fazer um possivel para viver,e ajudar a mãe, que após a morte do marido, vive reclusa. Até que chega Vivi.
?
Vivi Alexander é uma garota da cidade grande, misteriosa e com um jeito um tanto peculiar de ver a vida. Ela encanta a todos por onde passa, com sua alegria e espotaneidade, Vivi simplesmente ama a vida, por isso se recusa a tomar um de seus remédios, pois acha que ele inibe sua alegria. Vivi está passando uma temporada em Verona Covey com sua mãe quando conhece Jonah.
?
O verão em Verona Covey pode ser perfeito para juntar dois corações quebrados. Mas, será que Jonah está disposto a colocar tudo em jogo? e o que está por trás da cicatriz que Vivi leva no pulso?
?
Queria que você me visse foi uma bela surpresa. Comecei achando que seria mais um clichê, mas não, com uma narrativa fluida, Queria que você me visse mostra aos leitores dois jovens apaixonados, que estão tentando lidar com todos os sentimentos que recaiu sobre eles. Vivi é uma personagem muito peculiar, que gosta de aproveitar cada dia como se fosse o último, que ama a vida e faz de tudo para vivê-la da melhor forma. Do outro lado temos Jonah, um adolescente que já carrega um peso enorme, Jonah não gosta de correr riscos, mas mesmo assim se encanta por Vivi. Neste romance, Emery Lord debate com maestria sobre transtornos mentais e dificuldades da adolescência. Um livro real e com personagens muito reais. Um livro simplesmente incrível!
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@desaniversarios 15/11/2018

Hello, guys! Demorei com a resenha de hoje, pois o dia foi super corrido! Mas aqui estou eu, com este livro incrível e super amorzinho para vocês!
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{Sinopse} Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.
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{Minha opinião} Amei os personagens da família Daniels, eles são reais e muito bem construídos. Cada um tem a sua personalidade muito bem definida e isso é um ponto bem peculiar, considerando que eles não aparecem tanto na história. Eles funcionam como plano de fundo para contar a história de Vivi e Jonah, que é o menino mais amor do mundo! Vivi aparece na história e faz tudo que queremos fazer: confortar Jonah. Mas Vivi é uma personagem bem atípica e, de certa forma, muito intensa. Particularmente não gostei da personagem. Achei que em certos momentos ela foi muito imatura e desnecessária.
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{Estrelinhas} Dei quatro estrelinhas pois fiquei com raiva de diversas atitudes de Vivi. Por mais que ela tenha os seus motivos (que poderiam ser melhor explanados) para agir daquela maneira, Jonah merecia alguém mais maduro (que eu nem falarei quem para não dar spoilers haha). Gostei muito do final, achei condizente com a narrativa. Super recomendo para vocês. Li em menos de três dias, e estava super ocupada. É o tipo de livro que você devora em horas.
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Jessica.Santos 09/09/2018

Amei
Gostei demais da escrita. Quando me dei conta o livro já estava no fim. Um romance adolescente que aborda assuntos delicados, intensos e bastante relevantes. Só não dou 5 pq não gstei do final.
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Thuanne Hannah 22/06/2018

Jonah é um jovem que vive em Verona Cove com seus cinco irmãos e a mãe. Seu pai morreu há alguns meses e a família tem passado por momentos difíceis desde então. Os três irmãos mais velhos têm que cuidar dos mais novos, da casa, das contas, já que a mãe se encontra em estado de luto e mal tem saído do quarto.

Vivi é uma garota que gosta de se aventurar, é animada e comunicativa, que leva luz por onde passa, ela consegue tirar sorrisos até da pessoa mais brava da cidade. Ela vai passar o verão em Verona Cove junto com a mãe, que foi para a cidade a trabalho. Quando Vivi e Jonah se conhecem, eles sabem que algo bom está para acontecer, mas resta saber se os dois estão dispostos a viver as mesmas coisas, no mesmo momento.

Sabe aquele tipo de personagem que dá vontade de abraçar? Então, tem um monte deles nesse livro! É uma história tão curtinha, mas com tantos personagens amáveis e que precisam ser abraçados e ouvir que tudo ficará bem. Esse não é um livro só sobre um romance adolescente, é sobre saúde mental, cura, aceitação e relação familiar. Não é uma leitura super densa, com uma escrita simples e delicada, Emery Lord conseguiu abordar muito bem os temas propostos, e creio que se alguém estiver lendo o livro e está passando por problemas parecidos com os dos personagens, se sentirá acolhido e, até quem sabe, procure ajuda.

Muitos personagens aparecem no decorrer da história e são todos muito cativantes à sua maneira. Em poucas páginas, a autora conseguiu criar personalidades totalmente distintas para cada um e isso é bem perceptível, principalmente no caso dos irmãos Daniels. Cada um tem um jeitinho peculiar e suas próprias formas de ver a vida, o que acaba conquistando o leitor. Tenho que destacar aqui Leah, a irmã caçula, que é uma criança muito esperta e gentil.

Vivi é outra personagem que gostei bastante, ela é muito amável, descolada e um pouco impulsiva às vezes. Desde o começo, percebemos que a garota esconde algumas coisas de seu passado e isso está relacionado à doença que tem - e se recusa a aceitar. Por isso ela não toma o remédio que lhe foi prescrito, por achar que ele inibe sua criatividade e sentimentos.

Jonah é um jovem responsável, cheio de sonhos, mas que está preso sem saber o que fazer desde a morte do pai. Ele ama muito sua família, porém sente que o peso de ter que lidar com os irmãos sem os pais está pesado demais para carregar, mas isso é um segredo seu. Ele, assim como Vivi, se encontra em uma situação extremamente complicada, é muito coisa para lidar, principalmente nessa idade onde se tem tanta pressão pra crescer e tomar as decisões sobre qual caminho seguir, eles ainda tem todas essas barreiras para enfrentar, o que dificulta ainda mais suas escolhas.

"Mas cada pessoa quebrada é diferente, e não tem um único jeito de lidar com todas elas. Só um monte de jeitos errados."

A narrativa é intercalada entre capítulos narrados por Vivi e Jonah, complementando-se de uma maneira bem gostosa de ler. Com isso, temos uma escrita mais calma narrada por Jonah, seguida por capítulos mais acelerados narrados por Vivi, e essa mescla dá um bom ritmo à leitura. O relacionamento entre eles acontece de forma rápida e parece ser inevitável. Os dois tem tanta química, que é óbvio, para qualquer um, perceber que os dois se gostam. Ambos tem toda essa preocupação e cuidado com as pessoas ao redor e no relacionamento deles não podia ser diferente, transborda cuidado e carinho.

Enfim, não é uma leitura super profunda, falando sobre saúde mental, mas deixa as portas abertas para que os leitores procurem mais informações sobre o assunto, para que talvez, um dia, possam se ajudar ou ajudar alguém que esteja passando por uma situação parecida. Outras duas coisas me deixaram ainda mais feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro: primeiro, a autora foi muito corajosa em sua nota, compartilhando um pouco sobre sua própria luta; segundo, a editora deixou alguns contatos de grupos de assistência que prestam apoio emocional e prevenção do suicídio, o que é muito importante em obras desse tipo.

site: http://www.gettub.com.br/2018/06/queria-que-voce-me-visse.html
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Gramatura Alta 15/06/2018

http://www.gettub.com.br/2018/06/queria-que-voce-me-visse.html
Jonah é um jovem que vive em Verona Cove com seus cinco irmãos e a mãe. Seu pai morreu há alguns meses e a família tem passado por momentos difíceis desde então. Os três irmãos mais velhos têm que cuidar dos mais novos, da casa, das contas, já que a mãe se encontra em estado de luto e mal tem saído do quarto.

Vivi é uma garota que gosta de se aventurar, é animada e comunicativa, que leva luz por onde passa, ela consegue tirar sorrisos até da pessoa mais brava da cidade. Ela vai passar o verão em Verona Cove junto com a mãe, que foi para a cidade a trabalho. Quando Vivi e Jonah se conhecem, eles sabem que algo bom está para acontecer, mas resta saber se os dois estão dispostos a viver as mesmas coisas, no mesmo momento.

Sabe aquele tipo de personagem que dá vontade de abraçar? Então, tem um monte deles nesse livro! É uma história tão curtinha, mas com tantos personagens amáveis e que precisam ser abraçados e ouvir que tudo ficará bem. Esse não é um livro só sobre um romance adolescente, é sobre saúde mental, cura, aceitação e relação familiar. Não é uma leitura super densa, com uma escrita simples e delicada, Emery Lord conseguiu abordar muito bem os temas propostos, e creio que se alguém estiver lendo o livro e está passando por problemas parecidos com os dos personagens, se sentirá acolhido e, até quem sabe, procure ajuda.

Muitos personagens aparecem no decorrer da história e são todos muito cativantes à sua maneira. Em poucas páginas, a autora conseguiu criar personalidades totalmente distintas para cada um e isso é bem perceptível, principalmente no caso dos irmãos Daniels. Cada um tem um jeitinho peculiar e suas próprias formas de ver a vida, o que acaba conquistando o leitor. Tenho que destacar aqui Leah, a irmã caçula, que é uma criança muito esperta e gentil.

Vivi é outra personagem que gostei bastante, ela é muito amável, descolada e um pouco impulsiva às vezes. Desde o começo, percebemos que a garota esconde algumas coisas de seu passado e isso está relacionado à doença que tem - e se recusa a aceitar. Por isso ela não toma o remédio que lhe foi prescrito, por achar que ele inibe sua criatividade e sentimentos.

Jonah é um jovem responsável, cheio de sonhos, mas que está preso sem saber o que fazer desde a morte do pai. Ele ama muito sua família, porém sente que o peso de ter que lidar com os irmãos sem os pais está pesado demais para carregar, mas isso é um segredo seu. Ele, assim como Vivi, se encontra em uma situação extremamente complicada, é muito coisa para lidar, principalmente nessa idade onde se tem tanta pressão pra crescer e tomar as decisões sobre qual caminho seguir, eles ainda tem todas essas barreiras para enfrentar, o que dificulta ainda mais suas escolhas.

Mas cada pessoa quebrada é diferente, e não tem um único jeito de lidar com todas elas. Só um monte de jeitos errados.

A narrativa é intercalada entre capítulos narrados por Vivi e Jonah, complementando-se de uma maneira bem gostosa de ler. Com isso, temos uma escrita mais calma narrada por Jonah, seguida por capítulos mais acelerados narrados por Vivi, e essa mescla dá um bom ritmo à leitura. O relacionamento entre eles acontece de forma rápida e parece ser inevitável. Os dois tem tanta química, que é óbvio, para qualquer um, perceber que os dois se gostam. Ambos tem toda essa preocupação e cuidado com as pessoas ao redor e no relacionamento deles não podia ser diferente, transborda cuidado e carinho.

Enfim, não é uma leitura super profunda, falando sobre saúde mental, mas deixa as portas abertas para que os leitores procurem mais informações sobre o assunto, para que talvez, um dia, possam se ajudar ou ajudar alguém que esteja passando por uma situação parecida. Outras duas coisas me deixaram ainda mais feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro: primeiro, a autora foi muito corajosa em sua nota, compartilhando um pouco sobre sua própria luta; segundo, a editora deixou alguns contatos de grupos de assistência que prestam apoio emocional e prevenção do suicídio, o que é muito importante em obras desse tipo.

site: http://www.gettub.com.br/2018/06/queria-que-voce-me-visse.html
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Queria Estar Lendo 07/06/2018

Resenha: Queria que você me visse
Queria que você me visse, lançado esse ano pela Editora Seguinte - que nos cedeu um exemplar para a resenha - é um romance jovem adulto de Emery Lord que fala sobre luto, tristeza e doenças mentais.

A pequena cidade praieira de Verona Cove torna-se rapidamente o lugar preferido de Vivi, uma garota excêntrica, artística e recém-chegada. Extrovertida, Vivi rapidamente toca a vida de muita gente pela cidade, em especial de Jonah Daniels - o garoto que acabou de perder o pai e precisa lidar com o luto interminável da mãe e a grande família.

Porém, Vivi guarda um segredo sobre os fantasmas dos quais está fugindo, agora que está passando o verão em Verona Cove. Enquanto Vivi muda a vida de Jonah, ela lentamente espirala para dentro da sua própria doença mental, o que pode colocar os dois em perigo.

Não tem muito para falar sobre o livro porque não tem muitos acontecimentos. É um romance que se desenvolve com cenas excêntricas, devido a Vivi, e nos instiga a nos importarmos com os personagens e permanecermos na leitura para desvendar seus mistérios e descobrir o que o futuro aguarda. Ambientado em uma pequena cidade praieira que poderia ser em qualquer lugar no mundo, o livro passa uma sensação de proximidade entre os personagens e o leitor.

"Mesmo as constelações podem nos ver agora: temos dezessete anos e estamos partido e ainda estamos dançando. Nós temos corações atrapalhados e palpitantes, e somos mais fortes do que qualquer um pode imaginar."

Mas isso não quer dizer, necessariamente, que a gente se identifique ou goste deles.

A Vivi tem dois traços muito marcantes das famigeradas manic pixie dream girl: ela é excêntrica e chega como um furacão na vida do Jonah, mudando tudo como se fosse tão simples. Porém, como acompanhamos seu ponto de vista também, nos aprofundamos em seus problemas e na sua vida. Como o problema que ela deixou em Seattle quando partiu com a mãe, uma pintora, para passar o verão em Verona Cove, e o motivo pelo qual ela sempre joga um de seus remédios no mar.

Eu honestamente achei que gostaria muito da Vivi, o que até aconteceu no começo do livro. Adoro personagens excêntricos, adoro a visão de mundo, e a dela tinha alguns traços muito interessantes, especialmente sua paixão por moda e como ela vê isso como arte - pude me identificar bastante com diversos traços no inicio.

Mas não foi exatamente assim por todo o livro. Eu sempre repito que passado trágico não é desculpa para romance abusivo, então preciso dizer que doenças mentais não são desculpas para ser um babaca. E foi basicamente o que eu achei a Vivi da metade do livro em diante. Eu compreendo que durante um surto ela não tem controle de suas ações, porém o comportamento dela já foi terrível muito antes, como a forma como ela trata Elle, uma garota que sempre foi gentil e simpática com ela, só porque sente que um dia Jonah pode se apaixonar com ela.

"Ninguém nunca diz isso sobre as histórias de amor: só porque acaba, não significa que deu errado. Uma torta de cereja não deu errado só porque você comeu tudo. Foi perfeita enquanto durou. E revelar seu verdadeiro eu para outra pessoa, aquilo que você realmente é, e receber o mesmo de volta, é uma bela fatia de vida. Algo que vai me acompanhar por todos os meus "um dia"."

Ou como ela odeia que a mãe não confie nela, porque é uma alma antiga, já viveu muita coisa e sabe se cuidar - exceto que ela claramente não sabe e está mentindo para a mãe, dando todo o direito no mundo para gerar uma desconfiança. Vivi parece ter sido escrita de uma forma que nos faça "perdoar" essas atitudes, mas eu não consegui passar por cima.

Jonah também não foi muito melhor. É fácil entender a dor dele, o luto da família toda. Mas eu não consigo respeitar esses personagens "cara bonzinho que tem o mundo abalado pela manic pixie dream girl". Sem contar que depois da cena da fogueira entre ele e a Vivi, ele morreu pra mim. O ponto positivo do Jonah é a forma como o relacionamento dele com os irmãos é retratado, soou bastante real e foi uma dinâmica bem bacana.

E não quero que me levem a mal, Queria que Você Me Visse é um livro muito bem feito. Ele é construído de uma forma muito concisa e coerente, os personagens são desenvolvidos muito bem, também. A forma como Emery Lord montou suas personalidades, a forma como eles reagem aos acontecimentos da sua vida, são muito bons.

Eu não tenho nem motivo técnico para não gostar do livro. Eu só não gostei dos personagens. Eu fui instigada a ler o livro todo, não tive vontade de desistir, mas me peguei rolando os olhos muitas vezes para os protagonistas. Não gostei de Vivi e nem de Jonah, não queria ser amiga deles se eles existissem, e não estou interessada em saber mais nada sobre eles. E por isso eu tirei 1,5 da nota final.

"Nós sabemos que tem três pequenas palavras marcadas no meu coração: Jonah Esteve Aqui."

Embora eu tenha ficado com a impressão de que Emery tenha tentado justificar algumas atitudes escrotas da Vivi com a doença mental dela, a forma como ela aborda o transtorno da personagem foi bastante realista. A forma como ela vai decaindo gradativamente. Como esse transtorno é parte de quem é a Vivi, mas não defini ela por completo. Como não adianta você pensar "como seriam as coisas se isso nunca tivesse acontecido?", porque honestamente, isso nunca vai ser uma realidade.

No que toca essa parte da discussão, a Emery Lord mostrou que o transtorno de Vivi é uma pequena parte do que faz ela ser quem é, assim como todas as experiências que vivemos são pequenas partes do que nos transforma em quem somos. É normal de pessoas como ela - e que "normal" é algo que nunca é igual para todo mundo.

Além disso, ela também fala de depressão, tristeza e luto, e as diferenças entre essas situações. Embora eu não concorde exatamente com tudo que ela disse, e a forma como ela disse, ainda é importante abordar o tema. Uma tristeza profunda não é, necessariamente, uma depressão, não existe medida para um tempo "cabível" de luto.

"Ela me redescobriu entre todos os destroços, e isso significa que eu sempre vou ser um pouco dela."

Também gostaria de abrir um parenteses para falar da edição brasileira, cuja capa e título estão bastante diferentes da original. Geralmente eu prefiro quando a tradução mantém a capa e o título o mais perto do original possível, mas a Seguinte fez um trabalho muito lindo e delicado tanto com o título quanto com a capa, que traz elementos importantes para a narrativa. E o título se explica dentro do livro (assim como o original) em uma passagem muito bonita. Então deixo aqui o meu "muito bem!" para a editora, que soube identificar traços especiais na história para fazer uma tradução única.

O saldo final é que Queria que Você Me Visse é um bom livro, ele é bem escrito e aborda temas importantes para serem discutidos. E embora eu não tenha gostado dos personagens, outras pessoas podem (e muitas eu sei que o fizeram) gostar deles. Então é realmente o caso de ler e tirar suas próprias conclusões.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/06/resenha-queria-que-voce-me-visse.html
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Ludy @emalgumlugarnoslivros 06/06/2018

Vivi esteve aqui.
Queria que você me visse - Emery Lord.
352 páginas/Editora Seguinte.

Quando Vivi e Jonah se encontram em um dia ensolarado de verão em Verona Cove suas vidas mudam para sempre.
Vivi está passando o verão em Verona Cove, ela se sente tão empolgada com a cidade que deixa de tomar um de seus remédios; ela sente que ele tira sua vontade de viver.
Jonah está lidando com o luto e com o peso do mundo nas costas; ele se sente responsável pelos irmãos enquanto sua mãe se isola de tudo e de todos.
Então eles se encontram. Vivi se encanta com Leah, a irmã caçula de Jonah, e vê que Jonah tem muito para aprender.
Ela quer colocar um sorriso em seu rosto a cada dia; e faz o impossível para que isso aconteça.

Queria que você me visse me conquistou nas primeiras páginas. Vivi é contagiante, vibrante e fiquei fascinada com sua maneira de viver; Jonah também ficou.
Também fiquei encantada com Jonah, ele é um menino tentando ser o homem da casa.
Quando os dois se juntam, sentem que tudo pode ser possível no universo.
Vivi não se assusta com a família danificada de Jonah, ela se joga nessa família.
Ela sorri, faz eles gargalharem e realizarem sonhos.
Esses são os dias bons, então vem à tona algo que Vivi tenta esconder: ela sofre de um transtorno mental.

Nos melhores dias, Vivi é impetuosa, animada e vive intensamente, mas quando os dias ruins vão se aproximando, tudo o que ela sente triplica.
Em um primeiro momento foi difícil compreender as atitudes dela, mas então ela vai se abrindo e me permitindo calçar os seus sapatos. É doloroso!

Estou apaixonada pela escrita da Emery; a fluidez me fez ficar com vontade de ler até o fim.
Ela escreve sobre os transtornos mentais de maneira leve, mas real.
A mensagem que fica é que apesar dos dias ruins, os dias bons vão prevalecer. E o quanto é importante olharmos para o próximo e escutar.
Aceite e fale, porque sempre terá alguém disposto a ouvir e compreender.
Assim como Vivi desconcertou o Jonah, Queria que você me visse me desconcertou.
O final não foi o meu preferido, mas me deixou com a sensação de esperança.
Enquanto favorito esse livro, sinto que tudo vai ficar bem!

"Vivi esteve aqui."

#resenhaemalgumlugar

site: @emalgumlugarnoslivros
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Aione 16/05/2018

Queria que você me visse é o primeiro livro de Emery Lord publicado no Brasil. Escrito com delicadeza, o livro aborda a questão das doenças mentais sem deixar de abordar temáticas típicas da adolescência que normalmente estão presentes em obras YA.

Jonah perdeu o pai há seis meses. Desde então, ele e os irmãos vêm se desdobrando para se cuidarem, especialmente porque sua mãe continua muito debilitada pelo luto. É quando Vivi chega à cidade e, com seu jeito intenso e espontâneo, traz para essa família uma alegria até então impensável. Porém, a garota também enfrenta os próprios fantasmas — entre eles, sua recusa em tomar os medicamentos receitados por sua médica.

Em primeira pessoa, a narrativa se alterna a cada capítulo entre as perspectivas de Jonah e Vivi, proporcionando ao leitor conhecer intimamente cada um dos personagens. Como a escrita de Emery Lord é bastante simples e cativante, a leitura pode ser feita rapidamente, permitindo que a história avance em grande velocidade. Contudo, o que mais confere essa rapidez à narrativa é a própria Vivi. A personagem é sempre tão acelerada que sentimos seu ritmo na própria leitura, mesmo quando estamos na perspectiva de Jonah — afinal, ele também é afetado pela figura de Vivi.

O trunfo da autora em Queria que você me visse está justamente em ter conseguido transpor para a narrativa características da personagem e da doença que ela enfrenta. Em diversos momentos, me vi em conflito com Vivi e até mesmo me sentia atordoada pelo ritmo narrativo. Dessa maneira, podemos ter um vislumbre do que ela vivencia e nos tornamos mais sensíveis a compreender sua doença de uma forma mais próxima do que por simples palavras esvaziadas de significação, como normalmente acontece ao lermos os sintomas de uma enfermidade. Porém, mais do que tudo, a personagem não é definida por sua doença. Vivi é espontânea, empoderada, consciente de si ao mesmo tempo que tem suas próprias inseguranças e caprichos. Vivenciei uma relação de amor e ódio com ela, sofri por seus traumas e anseios, me enchi de esperança e carinho por sua determinação e visão de mundo. A personagem erra e acerta e nos ensina que essa é a melhor maneira de aprendermos a viver — se isso for possível. Caso não seja, ela ao menos no ensina uma maneira de tentarmos levar a vida da melhor maneira que pudermos.

Apesar de ter sentido muito a presença de Vivi em Queria que você me visse, Jonah e seus conflitos são igualmente importantes na leitura. Emery Lord não apenas foi feliz na maneira como retratou as dificuldades do personagem e de sua família como também conseguiu construir muito bem a complicada relação desenvolvida entre ele e Vivi. O que adorei no romance é que ele passa a sensação de ser real, completamente composto por altos e baixos e tão arrebatador quanto as paixões nessa fase da vida costumam ser. E não apenas a relação entre os protagonistas tem suas complicações, mas também a de Jonah com a mãe e os irmãos. É nítida a mescla de expectativas e receios que permeia a família.

Em linhas gerais, Queria que você me visse me proporcionou uma leitura rápida e leve em sua maior parte, com momentos mais angustiantes e reflexivos em outros. O livro não perde suas características como YA e se propõe a discutir temáticas ligadas às doenças mentais e ao luto de forma sensível, o que torna a obra especial a seu modo.

site: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2018/05/16/resenha-queria-que-voce-me-visse-emery-lord/
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