Uma Proposta e Nada Mais

Uma Proposta e Nada Mais Mary Balogh


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Resenhas - Uma Proposta e Nada Mais


88 encontrados | exibindo 1 a 15
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Regiane Moreira 07/03/2018

Matei uma deliciosa saudade
É delicioso quando começamos a ler um romance e, sem saber (porque eu não fazia idéia) que reencontraria personagens tão deliciosos de Mary Balogh como Neville e Lily, Kit e Lauren, Wulfric Bedwin e muito mais e sendo apresentada a novos como George, Flavian, Ben, Vincent, Ralph e Imogen. todos membros do clube dos sobreviventes. Personagens marcados, sofridos, uns com sequelas emocionais e outros com físicas também. O tipo de mocinhos e mocinhas que eu gosto, rs.

Ele: Lorde Trentham um filho de comerciante rico, herói de guerra condecorado com um título, membro do clube dos sobreviventes, taciturno, humilde, traumatizado pela guerra.

Ela: Viscondessa Muir, viuva, vinda de um casamento problemático, manca, irmã do conde Kilbourne e cunhada de Lily.

Hugo e Gwen formam um casal diferente dando ao romance uma mistura envolvente, atraente e com um gosto de quero mais.

site: https://meupitacoliterario.blogspot.com/
Caroline Fortunato 09/03/2018minha estante
Ai, menina... Eu ri demais com o Hugo. Ele me lembrou muito o Wulfric em muitos momentos (uma mistura de Wulfric com Adam) só que com um humor mais tranquilo. Adorei esse casal (adoro viúvas).

Quando li "Lady Muir" fiquei com a sensação de já ter lido esse nome em algum lugar e depois lembrei que foi no livro do Wulfric mesmo, numa visita que eles fazem a Kit e Lauren.

Enfim, um livro gostoso de ler.


Dea 18/03/2018minha estante
Amei o livro. Um romance maduro, construído, com personalidade de ambos no relacionamento. Mary, sempre diva.


Regiane Moreira 21/03/2018minha estante
Caroline eu tbm ri muito com ele... é um livro delicioso e o casal me pegou de jeito rs


Regiane Moreira 21/03/2018minha estante
Dea, realmente a Mary nunca desaponta e forma que ela constrói as personagens é fantástica... tenho um fraco por mocinhos e mocinhas com defeitos físcos ou traumas emocionais rs




Nathanny Sena 15/03/2018

Um dos melhores livros da Mary!
Esse livro conta a história de Gwen, Lady Muir, e Hugo, Lorde Trentham e dá inicio da série O Clube dos Sobreviventes. Já no começo do livro somos apresentado aos “sobreviventes” Hugo, George, Flavian, Ben, Vincent, Ralph e Imogen que são personagens afetados pelas Guerras Napoleônicas, seja porque participaram dela ou porque perderam alguém por causa dela.

Eu fiquei extremamente curiosa para conhecer as historias de cada personagem pq de inicio já da pra perceber que apesar de todo o sofrimento experimentado, eles mantém o bom humor e a amizade entre eles é forte de modo que um ajuda o outro. Então não pense que é uma história triste porque eles são engraçados, divertidos e até fazem piadas com as próprias deficiências fazendo a gente se apaixonar por esses personagens logo no inicio do livro.

Quanto ao casal, Gwen e Hugo, ele são pessoas de “mundos diferentes” já que ela é uma aristocrata de nascença acostumada com privilégios e ele um ‘plebeu’ que ganhou um titulo pela sua coragem na guerra mas que não gosta de aristocratas e nem tem jeito de um. Mas então o que eles tem em comum? A solidão. Os dois estão a procura de um companheiro, eles se conhecem ao acaso e se sentem atraídos apesar de não ser algo que eles queiram, já que são conscientes das suas diferenças.

Hugo e Gwen se conhecem ao acaso e acabam passando o fim de semana juntos(com os outros integrantes do Clube dos Sobreviventes) e surge entre eles uma certa atração. De um lado, Gwen, uma flor delicada da aristocracia, do outro, Hugo, um homem rustico do campo. Mas eles não são só isso, os dois são muito mais do que esses estereótipos induzem a gente a pensar e é isso que a Mary vai mostrando no decorrer do livro. Ambos já sofreram muito na vida e carregam feridas internas que um vai ajudando o outro a curar.

O que mais gosto nos livros da Mary é que o sentimento entre os personagens vai surgindo e fortalecendo com o tempo e neste livro isso é trabalhado de uma maneira maravilhosa. A minha parte favorita do livro é quando um vai conhecer o “mundo” do outro o que torna a história um romance de certa forma mais ‘real’, já que os personagens tem a oportunidade de conhecer a realidade em que o outro vive e ver se o sentimento deles sobrevive aos obstáculos que a diferença de classe social e estilo de vida podem ocasionar.

É uma linda história de amor onde personagens com vidas diferentes e aparentemente opostos descobrem que possuem mais coisas em comum do que imaginam. É uma história leve, divertida e emocionante. A Mary, como sempre, consegue tocar a alma da gente com diálogos profundos e cheios de sabedoria nos mostrando que as feridas internas podem ser tão prejudiciais quanto as externas mas que elas também podem ser curadas pois todos merecem uma segunda chance para buscar a felicidade e o amor.

E quem já leu outros livros da Mary com certeza vai amar esse já que o Wulf de Ligeiramente Perigosos(Os Bedwyns) aparece em um momento e “salva o dia” daquele jeito que só ele sabe fazer.
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Cris.Pimentel 19/03/2018

uma história e nada mais
A história é uma história e nada mais, infelizmente.

Não é um romance ruim, mas ao mesmo tempo que faltou magia, sobraram pensamentos, pensamentos, pensamentos, pensamentos...

O livro se arrasta, os personagens são mais velhos - para romance de época - mas se comportam como dois adolescentes marrentos e inseguros.

Tinha tudo para ser ótimo, mas parece que a Mary se perdeu em algum momento e a história não convenceu, a impressão que tive é que era um romance de iniciante e não da mesma autora dos Bedwins, o que é triste.

Mas... aguardemos os próximos.



Rayane Colomes 12/04/2018minha estante
Nossa Cris bom saber...
Eu li o segundo da série e foi bom...




Jéssica - @cjessferreira 06/05/2018

Encantador.
Há um tempo atrás li esse romance de época da Mary Balogh e mais uma vez fiquei encantada pela escrita e pelos personagens que ela criou; a minha impressão é que Mary dá vida à personagens reais, sinceros e verdadeiros naquilo que representam. O primeiro livro da série “Clube dos Sobreviventes” nos conta a história de amor entre Gwendoline e Hugo, duas pessoas maduras, vividas e que já foram machucadas pela vida.

Anualmente, os sete amigos que compõem o Clube dos Sofrimentos se reúnem para conversar e tentar o trauma que sofreram durante a guerra napoleônica. É em um desses encontros que, por acaso, Hugo Ermes - lorde Trentham - encontra Gwendoline Grayson, a viúva lady Muir. Saindo do esteriótipo mocinha ingênua debutante e mocinho libertino, Mary Balogh nos presenteia com uma história mais profunda e cativante pela verdade que carrega. Com uma pitada de humor ácido, o livro ainda me rendeu risadas.

"A senhora não é, de forma alguma, o tipo de mulher que busco para ser minha esposa - disse ele. - E faço parte de um universo muito diferente do marido que espera encontrar. Mesmo assim, sinto um poderoso desejo de beijá-la."

De maneira detalhista, mas nem um pouco cansativa, a atora descreve muito bem o cenário pós-guerra em que tudo acontece. Os personagens são apaixonantes, desde os protagonistas aos secundários. Toda a trama é bem amarrada e faz a gente suspirar em diversos momentos... A única coisa que me incomodou na leitura foi a repetição. Quando a mesma cena era narrada pelos dois pontos de vista (da Gwen e do Hugo) senti que a estrutura narrativa não me agradava cem por cento. No mais, eu não li muitos livros da Mary Balogh, mas os que li eu recomendo sem pensar duas vezes. Uma proposta e nada mais é mais um livro intenso e inspirador que todo fã de romance vai adorar!

"Todos nós precisamos ser amados, Gwendoline, de uma forma plena e incondicional. Mesmo quando carregamos o fardo da culpa e acreditamos não merecer amor. A verdade é que ninguém merece. Não sou religioso, mas acredito que é disso que tratam as religiões. Ninguém merece, mas ao mesmo tempo, todos nós somos dignos de amor."

site: www.instagram.com/cjessferreira
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Laís - Mania de Livro 14/05/2018

[#resenhamaniadelivro] Uma proposta e nada mais - Mary Balogh
[#resenhamaniadelivro] Uma proposta e nada mais - Mary Balogh

Uma proposta e nada mais é o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes. Eu não tenho uma bagagem grande no gênero romance de época, mas eu classificaria esse livro como “maduro”. Acredito que seja por conta da narrativa séria da autora, que deu ao livro um tom intenso e melancólico - quase - na medida certa.

A vida de Gwendoline muda completamente após um passeio despretensioso na praia. Sem querer, ela perde o equilíbrio e acaba torcendo seu tornozelo 😰 Sem muita opção e, claro, sem conseguir andar por conta própria, ela acaba aceitando a ajuda de Hugo, um lorde que também havia pensado na praia como um bom refúgio para seus pensamentos naquele dia.

O temperamento muito arrisco dos dois não é capaz de disfarçar o quanto um se estremeceu com o outro. O problema é que ambos buscam coisas opostas em um relacionamento...

Se você busca por um romance de desenvolvimento lento e penoso, com certa carga dramática, esse livro é pra você. Gwen e Hugo possuem uma química que presenciei em poucos romances! O que me encantou foi ver ambos abrindo mão de padrões e expectativas particulares - digamos que, aqui, ambos tiveram que lutar para que o relacionamento fosse possível amadurecer.

Mas o que não me “convenceu” mesmo foram os meios. Me enjoei de certos diálogos, embora tenha amado outros. Me enjoei de certas atitudes, embora tenha aplaudido tantas outras. No geral, achei uma leitura válida e cativante, mas que da muitas voltas para alcançar um fim óbvio.

Com certeza continuarei a série, numa esperança de me adaptar melhor a narrativa da autora! Senti falta de um pouco de humor (como já vi em tantos romances de época), mas não altera o brilho de uma história bem desenvolvida.

O próximo volume se chama Um acordo e nada mais - sai em breve!

-Livro cedido em parceria com a Arqueiro.

site: https://www.instagram.com/_maniadelivro/
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Faby Dallas 12/05/2018

Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh - Arqueiro
Eu amo a escrita da Mary, ela é o tipo de autora que realmente se dedica a pesquisa e a escrever de acordo com a e´poca, por isso geralmente recomento ela para quem já lê romances de época, pois sabemos que vamos ter uma história com descrições precisas que muitas vezes não agrada aos iniciantes no universos dos romances de época.

E a série dos sobreviventes era uma que eu queria muito, mas muito mesmo, ler, pois trata de amigos que de alguma forma perderam algo, não só fisicamente, mas espiritualmente.

Hugo Emes, o lorde Trentham titulo recém adquirido e que ele não sabe o que fazer com ele (srsrs) ele foi o mais afetado na alma, pois tudo o que sofreu em meio a guerra é muito difícil de lidar ainda mais com tanta notoriedade com seu heroísmo (coisa que ele odeia) ele lutou bravamente e apesar de não ter se ferido fisicamente as feridas em sua alma e espirito sangram todo instante, agora com a responsabilidade do título e com sua meia irmã, ele se vê precisando de uma esposa.

Gwendoline, lady Muir é viuvá e muito jovem, ela carrega um fardo muito grande: A morte de seu marido e isso a mudou muito, mas seu destino dá uma virada quando num simples passeio em meio a praia se depara com Hugo e conhece seus amigos, daí começamos a ver uma história de amor fofa e cheia de momentos engraçadas, sérios e tristes pois cada um dos componentes do Clube de apresenta e já nos apaixonamos por todos ele...

Só posso fizer que é o romance que vai te encantar pela superação dos personagens de sua dor e o aprendizado adquirido com ela.

E já adianto que estou super ansiosa pelos próximos!




site: www.adororomancesdearacaju.blogspot.com
Katia Rejane 16/05/2018minha estante
Essa série é toda linda. Amei!!!




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Quel @queliivro 27/04/2018

#ResenhaQueliivro
Gwendoline, Lady Muir, é a típica aristocrata. Viúva, mora com a mãe e leva uma vida tranquila. Durante os sete anos de sua viuvez, nunca tinha sentido necessidade de casar-se novamente. Após um casamento conturbado, ela estava feliz com a vida que levava. Até que um dia se sente sozinha, e começa a pensar que talvez encontrar um marido que seja calmo igual a ela seja uma boa opção.
Então ela conhece Lorde Trentham, que é o oposto de tudo isso, para começar o seu título foi ganho por causa da sua participação na guerra. Segundo ele é carrancudo, austero e tem uma sinceridade fora do comum. Após a morte do seu pai ele tem a responsabilidade de cuidar da madrasta e da meia-irmã o que o leva a pensar que ele precisa de uma esposa.
Quando eles se conhecem fica óbvio que ambos não pretendem levar a corte adiante. Mas com o passar do tempo um acaba entrando na vida do outro e mostrando que quando o coração quer, status e aparência são irrelevantes.
.
Uma das coisas que mais gosto nos livros da Mary é a forma como ela mostra que o amor não segue uma receita, mesma classe, mesmo gênio e mesmos gostos, pronto um casal perfeito! Não! Nos livros dela vemos pessoas que têm gênios totalmente distintos e que mesmo assim se atraem, se gostam e mostram como o amor é forte.
Nesse livro não é diferente, temos um casal que são os opostos e mesmo assim você vê como um completa o outro.
Quando comecei a ler, a sinceridade do Lorde Trentham me chocou. Não estava preparada, mas com o passar da leitura eu fui me acostumando e apreciando o jeito diferente dele.
Continuo gostando dos livros da autora, e digo sem medo quem não leu os livros da outra série, Leia! Amo os casais nada comuns dela e as mocinhas diferentes para a época!
Recomendo sem dúvida a leitura, Mary Balogh é leitura obrigatória para os fãs dos romances de época!

site: https://www.instagram.com/p/BhxX361AiiL/
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Bruna 30/04/2018

Uma aposta certa em uma história madura e emocionante
Uma Proposta & Nada Mais é um daqueles livros que promete ser leve, divertido, romântico e cumpre o que se propõe a fazer. No entanto, para os que buscam algo mais intenso, regado de emoção, com reviravoltas e aquele amor de tirar o folego, essa pode não ser a obra recomendada. Muito bem escrita por Mary Balogh, essa autora chega com essa nova proposta com a série O Clube dos Sobreviventes pela Editora Arqueiro trazendo uma proposta bem diferente da série anteriormente dela Os Bedwyns também lançada pela editora. Rápida e fluida para leitura, essa é aquela obra que você busca para ler em momentos em que está a procura de leituras despretensiosas e regadas a um romance bonito e maduro de se ver – mas que nem por isso será fácil. Confiram mais detalhes na resenha a seguir:


“Sofremos neste lugar. Nós nos curamos neste lugar. Desnudamos nossas almas uns para os outros. [...] Uma vez por ano, porém, voltamos para recuperar nossa integridade ou para nos fortalecermos com a ilusão de que estamos inteiros.”

Hugo Homes é o único filho de um rico comerciante que tinha a esperança e desejo de que seguisse seu caminho comando seu legado após sua morte, principalmente quando após a morte de sua mãe quando o menino vivia a sombra dele. No entanto, contrariando as expectativas de todos, Hugo surpreende a família ao pedir a seu pai que lhe compre um posto na infantaria inglesa – visto que para fazer parte do exercito era necessário a compra de um lugar; de certa forma decepcionado, o pai concede o desejo do filho, mas comprando apenas um dos lugares mais singelos e afirmando que se ele desejasse subir de posição deveria ir atrás por si só. Determinado, Homes segue trilhando uma árdua trajetória dentro da infantaria, galgando postos cada vez mais altos e realizando feitos gloriosos no exercito que acabam por lhe render o título de Lorde Trentham – concedido pelo próprio rei pelos serviços prestados ao exercito, principalmente diante de uma vitória que todos achavam ser impossível por se tratar de uma missão suicida.

Contudo, longe de ser grato pelo título e até mesmo de se envaidecer com o papel de herói atribuído a ele devido aos seus feitos, Trentan se vê em uma situação difícil... Com cicatrizes profundas, ele se vê sendo levado a passar um tempo ao lado daqueles que virão a ser os melhores amigos de sua vida... Se mostrando um grupo completamente heterogênio, poucos acreditariam que entre cinco ex-oficiais, uma viúva e um duque (o anfitrião) poderia vir a surgir uma amizade. No entanto, contrariando todos mais uma vez, é exatamente isso que acontece; unindo suas dores, o duque vê na chance de ajudar aqueles que assim como ele perderam algo importante na guerra uma saída para ter um pouco de alegria. Com laços fortes criados a partir de muitas confissões, essa amizade é o que os leva a se reunirem todos os anos por algumas semanas na Cornualha de forma a rever uns aos outros e restaurar o equilíbrio de cada um pelas feridas que nem o tempo é capaz de apagar.

“A vida era um pouco como caminhas numa corda bamba fina e desfiando, sobre um abismo profundo com rochas pontiagudas e alguns animais selvagens esperando no fosso. Era perigoso, e empolgante.”

Tendo faltado ao último encontro, por motivos que não condiz dizer aqui, Hugo se vê precisando desse tempo ao lado dos amigos, principalmente agora que o tempo em que podia permanecer isolado sob o pretexto de luto pela morte de seu pai acabou. Com grandes responsabilidades em um negócio prospero e que o fazem ser um dos homens mais ricos por ali, ele se vê diante do dilema de pensar no futuro de sua meia-irmã – por quem tem um carinho enorme - e em propiciar uma boa proposta de casamento para ela; o que o leva a ter a plena certeza de que precisa se casar e rápido com alguém de sua classe, visto que repudia a parte nobre da sociedade , para que ela possa auxiliar sua irmã nessas apresentações e em uma escolha adequada. A única dificuldade é saber onde encontrar essa mulher e como fazê-la se casar com ele...

“Era bela, elegante, bem-vestida, segura de si e encantadora. Tudo o que uma dama deveria ser. E ela o atraía, o que o incomodava.”

Lady Muir é uma jovem que se viu ficando viúva muito cedo com a morte prematura de seu marido; tendo vivido bons momentos, ainda que muitos outros tenham sido conturbados, Gwendoline se considerava uma pessoa feliz e ainda tenta viver e manter sempre um sorriso no rosto mesmo após tudo que aconteceu. Tendo uma família amorosa que não hesitou nem por um momento em acolhe-la, ela não sente falta de ter alguém ao seu lado e está muito bem sozinha... ou pelo menos estava até se ver diante de uma intensa sensação de vazio imensurável...

“Mas e a solidão? Por quanto tempo ficaria à espreita, esperando o momento certo para o ataque? Sua vida era mesmo tão vazia quanto parecia naquele momento?”

A visita a Cornualha deveria ser temporária e agradável, apenas para prestar apoio a uma velha conhecida que havia ficado viúva recentemente; no entanto, conforme passava os dias ao lado da “amiga” ela já não tinha mais tanta certeza assim... Após uma briga, Gwen sai da casa onde estava passando uns dias e resolve passear por ali de forma a esfriar a cabeça, no entanto, o que ela não imaginava era acabar se embrenhando pelas praias do duque que foi aconselhada a permanecer longe e muito menos ter a ideia estupida de subir por um caminho que oferecia tudo menos segurança para qualquer um e que para alguém com um pé machucado como ela, era a perfeita receita para o desastre.

“— A senhora não é, de forma alguma, o tipo de mulher que busco para ser minha esposa – disse ele. — E faço parte de um universo muito diferente do marido que espera encontrar. Mesmo assim, sinto um poderoso desejo de beijá-la.”

Certa de que estava em um grande problema, Gwen se pega imaginando como sair dali quando colocar o pé no chão se mostrava impossível; com mil alternativas passando pela sua mente, a única coisa que ela não imaginava era ter seu caminho cruzado com Lorde Trentam, quem se mostra sua única opção.... Completamente opostos, ambos sabem que qualquer coisa acontecer entre eles era impossível, afinal, desde o primeiro momento fica claro para ambos que enquanto ela é uma completa dama da sociedade, ele é um soldado que não liga para as regras da sociedade e nem tem papas na língua. No entanto, mesmo sabendo disso, Gwen e Hugo não conseguem negar a atração que também surgiu entre eles... Forçados a conviver por um tempo enquanto ela se recupera, ambos irão descobrir que resistir pode não ser nada fácil, mas se entregar pode ser mais difícil ainda... Seria possível mundos tão diferentes encontrarem uma forma de se unir? Em uma batalha entre a razão e o coração tudo pode acontecer, resta saber se ambos estão prontos para enfrentar essa batalha!

“Ou se enfrentava o desafio ou se fugia dele. Ou se era um herói ou um covarde. Ou se era um sábio ou um tolo. Um homem cauteloso ou imprudente. Haveria resposta para alguma coisa nessa vida?”

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Uma Proposta & Nada Mais é um daqueles livros que te fazem ficar refletindo acerca de sua verdadeira opinião sobre ele. Não é que seja uma obra ruim, no entanto, sua história por se tratar de personagens mais madurados (ou assim deveria ser) devido à idade leva o leitor a ficar diante de dúvidas acerca do que realmente sentir ao ler. Longe de ser uma obra que retrata uma bela história de amor, essa é uma obra que apresenta feridas profundas e como elas podem transformar vidas; assim como o preconceito pode impedir que se viva momentos repletos do derradeiro sentimento jamais imaginado ser sentido. Seguindo um ritmo mais lento, regado a muitas cenas onde pouca coisa acontece de diferente, essa é uma daquelas obras que muitos podem associar como enfadonhas, mas que apenas apresenta um lado mais calma junto a uma estória cujo crescimento acontece de forma branda e linear. Definitivamente mostrando um lado seu até então desconhecido, Mary Balogh cria uma história madura feita para ser visto com olhos mais realistas, ainda que regado por um amor que desconhece limites de idade e que a torna uma boa obra do gênero.

Hugo Homes é um protagonista diferente dos que geralmente encontramos por ai visto a sua falta de propensão a gostar de circular entre os nobres, além do inexistente desejo de fazer parte dali – ainda que com as suas bravuras ele se veja sendo considerado como tal – e sua falta de modos capaz de chocar até mesmo o mais singelo soldado. Longe de ser considerado um cavalheiro, ele é um rapaz que se viu por herdar uma pequena fortuna de seu pai, em meio a responsabilidades que não desejou e carregado de traumas que apenas uma vida de guerras é capaz de causar. Complexo, ele é um personagem extremamente fechado e até, de certa maneira, difícil de que o leitor se aproxime; no entanto, seu jeito extremamente real cria um clima intenso, extremamente crível e que emociona até mesmo o mais forte dos homens. Sem tornar de forma alguma ele como alguém superficial, Mary Balogh, cria um protagonista forte, determinado e ao mesmo tempo apresentando um lado sensível, Hugo faz com que seus medos acabam por fazer com que queiramos descobrir mais acerca de si e torcer para que ele consiga deixar as amarras que ele mesmo se impôs para trás.

Por outro lado, Gwen, é uma protagonista que também se mostra diferente de outras personagens do gênero por apresentar um lado que ao mesmo tempo é sensível, sonhadora e romântica, tem em si muito forte uma personalidade regada a uma racionalidade forte onde ela não se deixa por levar por delírios juvenis e nem hesita em enfrentar quem tenta fazer com que ela se sinta inferior ou menos capaz por ser mulher. Sempre certa do que deseja, e sempre tento pensado muito antes de qualquer atitude impensada, ela é alguém que não se arrepende do que decide fazer e que vai até o fim no que se propõe. Cheia de personalidade, ela é alguém que não hesita e muito menos deixa a vida passar diante de si sem ver, cheia de vida ela é uma daquelas mulheres que te inspiram e cativam aos poucos com seu jeito de ser; mostrando-se incapaz de não cativar o leitor, ainda que não venha a se tornar uma personagem favorita. Sem negar a atração que um sente pelo outro, ambos criam uma estória verossímil onde seu desenrolar é algo difícil de ser previsto diante as inúmeras possiblidades existentes. Simples, mas real, em nenhum momento Mary leva o leitor a se ressentir de seus personagens, mas nos emociona através de pequenos gestos e palavras doces!

Com uma construção linear e que se constrói aos poucos, o que por diversas vezes pode vir acabar por criar um sentimento de enfado, essa é uma obra que não se vê determinada a atropelar as coisas tentando se aproximar o máximo da vida real, onde as coisas acontecem de forma lenta e são construídas um dia de cada vez. Mantendo o padrão de escrita leve e fluido, essa é uma obra que não se mostra difícil de ter suas páginas lidas, mas ao mesmo tempo não desperta aquele interesse e euforia de devorar cada página o mais rápido possível. Feito para se ler com calma, esse é um romance de época que se mostra mais maduro que muitos outros por ai e que por isso leva a quem o lê a acompanha-lo de forma devagar e constante. Capaz de propiciar momentos de prazer e um acalentar ao coração, Gwen e Hugo são aqueles protagonistas que parecem impossíveis de acabarem juntos, mas que desejamos com toda a força que aconteça. Se mostrando muito bem pensada em sua construção, esse livro não se perde em seus caminhos e nem se torna confuso; seguindo sua proposta desde o inicio, essa é aquela obra que promete um romance repleto de profundidade e o entrega sem hesitar.

E falando em coisas bem pensadas... A Editora Arqueiro mais uma vez vem mostrando seu talento ao criar uma capa que realmente condiz com sua história e proporcionando a seus parceiros um brinde de deixar qualquer um babando. Mantendo o padrão das folhas amareladas de qualidade, fonte de tamanho adequado e capítulos bem divididos, essa é uma obra que não peca em questão de diagramação. No entanto, pela primeira vez depois de muito tempo eu me deparei com uma revisão que poderia ter sido feita de forma melhor, visto que em vários momentos me deparei com erros gramaticais em sua obra. Mesmo assim, isso não interferiu e nem tirou o brilho da obra, apenas me deixou surpresa visto que esse não é um padrão da editora. De qualquer forma, essa é uma daquelas obras que promete ser encantadora e traz um layout extremamente adequado a sua proposta e cujos próximos volumes também em nada deixam a desejar. Simples, mas muito bem trabalhada, essa é uma obra que acalenta nossos corações e enchem nossos olhos!

Uma Proposta & Nada Mais é aquela obra que mostra mais uma vez que a autora tem em criar estórias tão diferentes, mas encantadoras dentro de si. No entanto, ainda que não tenha vindo a se tornar uma de suas obras que mais me encantou, não posso negar que é um enredo muito mais real e intenso que qualquer outro que eu já tenha lido de sua autoria e que não se torna enfadonho e nem chato em nenhum momento, visto que desejamos descobrir o que poderá vir a acontecer a seguir e qual o resultado que isso trará. Muito real esse é aquele tipo de narrativa que te toca profundamente e que te emociona na mesma medida em que te faz suspirar e torcer com toda a força do seu coração. Muito bem escrito, Mary Balogh é um talento inegável se tratando de romances de época e veio com sua nova série para mostrar que existem muitas maneiras de escrever boas estórias.

Sensível, intensa, rápido e com uma pegada mais racional, essa é uma daquelas obras que se mostra um começo promissor para uma série cujas promessas se mostram altas para seus próximos volumes. Ainda que não seja aquela obra que se torna a mais emocionante ou favorita da vida, Mary não decepciona aqueles que são encantados com sua escrita e sua forma de fazer com que palavras reflitam de forma totalmente sincera e profundamente os sentimentos. Se eu recomendo? Sim, é uma obra que todos deveriam ler para aprender a entender que nem sempre as glórias fazem valer a pena os momentos de escuridão e tensão vividos por aqueles que não só vão ativamente para a guerra, como também para quem fica. Leiam, se permitam e sintam, porque se tem uma coisa que esse livro entrega sem nem fazer esforço é uma história repleta de estórias e emoção!

Um beijo


site: www.brookebells.com
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Book.Obsession 20/03/2018

Apaixonante
O primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, traz a história de Hugh e Gwendoline.

Gwen, a lady Muir, ficou viúva precocemente, porém há anos vem mantendo essa condição.

Com intuito de ajudar Vera que está passando pelo luto de seu marido o Sr. Parkinson, a dama passa uns dias em sua casa e tem que enfrentar o mal humor de sua amiga. Cansada de suas reclamações, Gwen decide dar uma volta para espairecer perto da praia e lá seu caminho cruza com de Hugo, o lorde Trentham.

Hugo, faz parte do Clube dos Sobreviventes e todo ano seus amigos se encontram em Penderris Hall, para colocarem o papo em dia e se consolarem por todas as dificuldades enfrentadas, além das consequências que esse período difícil ocasionou. Nem todos serviram ao mesmo tempo na guerra, mas o destino acabou aproximando-os.

Os amigos George, Ralph, Flavian, Ben, Vincent e Imogen, a lady Barclay, insistem que Hugo precisa arrumar uma noiva o mais rápido possível, principalmente por toda fortuna herdada através dos negócios de seu pai e pelo título que recebeu do rei, depois da sua última missão. Apesar de todo esse título que Hugo tem, esse homem de costumes simples e que adora a paz e tranquilidade de seu lar, não entende o porque das pessoas falarem tanto de sua posição e lhe tratarem como um herói.

“— As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga.”

Ao observar que Gwen está em apuros, Hugo ajuda-lhe a sair das pedras. O problema é que a dama acaba torcendo seu tornozelo, agravando ainda mais sua condição, uma vez que há oito anos atrás, ela caíra de um cavalo fraturando as pernas deixando-a com a marcha claudicante.

Para poupar a dama, Hugo a carrega para Penderris Hall, providencia apoio médico e a hospeda na casa. Assim, Gwen conhece os amigos de Hugo e uma afinidade vai surgindo entre eles.

Como são tão diferentes, ou melhor, de origens diferentes, por Gwen já ter nascido em berço de ouro, a todo momento eles lembram que não devem ceder a essa atração. Mas como não dar voz a essa sensação que tanto insiste em envolvê-los?

“— A senhora não é, de forma alguma, o tipo de mulher que busco para ser minha esposa – disse ele. — E faço parte de um universo muito diferente do marido que espera encontrar. Mesmo assim, sinto um poderoso desejo de beijá-la.”

Hugo está procurando uma mulher que se encaixe no seu estilo de vida e por mais que Gwen mexa com seus instintos, ele tenta manter distância. Só que Gwen é uma mulher de atitudes, não esconde seu desejo por esse homem e fica difícil não ceder à tentação.

Enquanto a carruagem que o irmão de Gwen enviou para busca-la não chega, esse casal começa a conversar e se conhecer cada vez mais. Mas isso não será suficiente para que eles se entreguem facilmente a essa atração.

“Seus olhos encontraram os de Hugo e permaneceram neles por alguns instantes. Ele prendeu a respiração e sentiu o coração bater forte.”

Depois da partida de Gwen, Hugo resolve retornar para sua casa e tudo pode começar a mudar. De imediato, Gwen não aceita se casar com ele, mas insiste que Hugo tem que lhe fazer a corte, enquanto ela ajuda a sua irmã, a ser apresentada a aristocracia, nos bailes de debutantes.

Para Hugo, fica cada vez mais claro o quanto Gwen não está apta para ser uma mulher para compartilhar a vida na fazenda dele, por saber tanto sobre todas as regras de etiqueta, os mais diversos bailes e chás, enquanto na verdade, a única coisa que ele almeja é que sua esposa seja uma companheira que entenda exatamente como comandar uma casa, saiba lidar com ele e na lida da fazenda, além de suprir suas necessidades íntimas.

Mas como conseguir conquistar uma mulher que cumpra todos esses requisitos se ele nem se sente atraído para o casamento? Conseguirá sufocar esse sentimento inquietante? Como firmar um compromisso para toda uma vida se ela não for Gwen?

Que história apaixonante!

Mary Balogh já chegou em seu primeiro livro com um enredo de arrebatar os corações. Na narrativa temos de tudo um pouco, me apaixonei pelo jeito de Hugo, ficou impossível não comparar com Wulf, da série Os Bedwyns. Quem já leu certamente irá associar.

Seu jeito turrão, rústico, teimoso, mas que com o tempo mostra doçura, um coração de ouro e dedicação. Já Gwen, surpreende ao trazer à tona seus segredos, e mesmo sendo uma dama, mostra que também tem seus defeitos, mas nem por isso deixa de ser uma mulher forte, capaz de fazer suas escolhas e de aprender a amar não importando a qual posição social Hugo pertencia, pois só queria dar voz aquele sentimento tão bonito que vinha nutrindo em seu íntimo.

Uma proposta e nada mais é o lançamento da editora Arqueiro do mês de março e conta com uma diagramação simples e uma capa belíssima.

Um romance simples, apesar de todo glamour da época. Em uma narrativa tão envolvente, que não senti a leitura passar, tal foi a química e interação dos personagens. Temos boas doses de humor, muita amizade, diálogos inteligentes que nos faz refletir sobre aproveitar as novas oportunidades que a vida nos dá. Ao final da leitura só aumentou a expectativa para conhecer as próximas histórias.


site: http://www.bookobsessionblog.com/2018/03/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-mary.html
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Kari 23/10/2018

O primeiro livro da série “Clube dos sobreviventes” conta a história de Hugo Emes, o lorde Trentham e Gwendoline Grayson, a lady Muir. Hugo é um soldado que retornou das Guerras Napoleônicas trazendo consigo muitos fantasmas. Apenas quando está rodeado pelos seus amigos que passaram pela mesma provação (o chamado Clube dos Sobreviventes) é que Hugo encontra um momento de paz de espírito, mas infelizmente, o mundo continua a girar ao seu redor.


Com o falecimento do seu pai, ele é o herdeiro e tem a obrigação de administrar todas as propriedades, além de precisar lidar com a madrasta e sua meia-irmã, Constance. Constance está com 19 anos de idade e já deveria ter sido apresentada à sociedade, mas graças à inaptidão de sua mãe Fiona, a jovem se vê presa em um limbo.


Hugo não tem paciência para lidar com o drama de Fiona, mas sabe que Constance merece o melhor e que a jovem precisa de uma mulher mais velha para auxiliá-la a navegar pela maldosa sociedade londrina. Hugo também sabe que está na idade de ter um herdeiro e para isso, precisa de uma esposa. Então a solução lógica para os seus problemas é encontrar uma esposa que se encaixe em seus planos.

Gwendoline é uma viúva de 32 anos de idade que aprecia a tranquilidade e a liberdade que o seu status social fornece, mas que após estar sozinha por sete anos, sente-se solitária. Porém, não está em seus planos arranjar um novo marido. Se teve algo que o casamento lhe ensinou é que após o matrimônio, o marido pode se transformar em alguém completamente diferente e isso é assustador.

Enquanto está hospedada na residência de uma conhecida, o caminho de Gwendoline e Hugo se cruza e os dois começam a desenvolver certo afeto um pelo outro. Hugo tem um jeito grosseirão e meio brusco, mas a protagonista não fica assustada. Pelo contrário, ela sente certa vivacidade em responder os seus comentários e os dois começam a desenvolver sentimentos.


É um romance intrigante, pois não se trata de dois jovens inocentes e sim de adultos maduros que passaram por inúmeras adversidades em suas vidas e por isso, possuem uma maior compreensão sobre a vida, a sociedade londrina e seus próprios sentimentos.


"-Sofremos neste lugar - explicou ele. - Nós nos curamos neste lugar. Desnudamos nossas almas uns para os outros. Deixar esta casa foi uma das coisas mais difíceis que fizemos. Mas era necessário para que nossas vidas voltassem a ter sentido. Uma vez por ano, porém, voltamos para recuperar nossa integridade ou para nos fortalecermos com a ilusão de que estamos inteiros." (p. 45)

site: http://www.alempaginas.com/
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Dai 04/09/2018

Simplesmente encantador, amei como o relacionamento deles aconteceu aos poucos, foi se desenvolvendo e cicatrizando tantas feridas que existiam neles. Uma história deliciosa
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Jéssica Spuzzillo @pintandoasletras 25/04/2018

Romance de época, divertido e intenso! <3
Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e nada mais é um romance de época intenso e muito bem escrito. A série vai contar a história de um grupo de sobreviventes das Guerras Napoleônicas, que formaram um vínculo estreito de amizade e confiança.
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Hugo Emes herdou do pai um império comercial, mas não é mesquinho e tem muito orgulho por trabalhar duro na guerra. Ele é brusco e franzir a testa parece ser a sua única expressão, mas também é um homem simples que gosta de passar o tempo na sua casa de campo com a companhia da sua meia-irmã, Constance.
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Gwen é a dama perfeita, linda, elegante e inteligente. Desde a morte trágica do seu marido, ela não quer outro companheiro e vive satisfeita em poder ajudar e apoiar sua família e amigos. Porém, após um encontro inesperado com Hugo, ela começa a rever a ideia de ficar sozinha e descobre que no fundo ela era uma pessoa solitária.
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Hugo por sua vez, está à procura de uma esposa, mas Gwen, ou melhor, Lady Muir, era vista por ele como “apenas mais uma aristocrata metida”. Ele tenta resistir à atração, mas após conhecer ela de verdade, foi impossível enganar o coração.
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"As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga."
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Amei esse livro! Gwen e Hugo são personagens incríveis. Gwen é uma mulher forte, tem muito senso de humor e o que eu mais admirei foi a força dela durante os momentos difíceis em seu primeiro casamento. Hugo carrega um fardo pesado de culpa por algo que acha que fez de errado na guerra, mas apesar de sua aparência feroz e sisuda, ele era gentil e atencioso.
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O romance é desenvolvido lentamente e isso permitiu com que uma confiança mútua crescesse até que pudessem confiar seus segredos mais profundos um ao outro e isso foi o que mais me encantou na história, adoro romances bem construídos e não amor à primeira vista.
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Que bela surpresa! Meu primeiro contato com a escrita da Mary foi maravilhoso, nesse livro somos apresentados aos outros participantes do Clube dos Sobreviventes que vão aparecer com as suas próprias histórias nos próximos livros, já estou ansiosa!

site: https://www.instagram.com/p/Bh97tkdFZCY/?taken-by=pintandoasletras
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Cris 19/07/2018

Aparência não diz nada
Livro lindo, gostei.
Livros de guerras ou pós guerra mexem comigo, as pessoas nunca são como aparentam ser, porque tem sentimentos envolvidos, marcas da vida, cicatrizes. Julgar pela aparência nunca dá certo...
e quanto perdemos
quando o fazemos,
perdemos pessoas maravilhosas ...
que só conhecemos quando olharmos dentro delas, conhecendo seus medos...
e ver que são só pessoas como nós com medos e insegurança mas com uma vontade enorme de ser feliz e fazer feliz.
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Bárbara Alice 01/07/2018

Hugo Emes pertence a classe média trabalhadora, foi um militar e conseguiu um título de lorde devido a seus feitos na guerra. Após a morte do pai, resolve que deveria se casar para assim dividir a tarefa de cuidar da madrasta e irmã com sua futura esposa mas ele deseja que esta seja de sua classe, pois ele não nutre bons sentimentos com a aristocracia.

Gwendoline adora sua rotina como uma jovem aristocrata viúva, teve sofrimentos no casamento e com isso decide que não quer se casar novamente, sua vida está confortável do jeito que é. Mas num certo dia se sente solitária demais e considera a ideia de arranjar um marido desde que esse seja refinado.

O nome dessa série da Mary (o clube dos sobreviventes) se dá por causa de um grupo de amigos de Hugo, sobreviventes da guerra, que se reúnem todos os anos na casa de veraneio de um deles. E é nessa paisagem que Hugo esbarra com Gwen. Ele a salva de uma situação, assim eles se conhecem e passam a conviver mais juntos a cada dia, até que o inevitável acontece: ambos se apaixonam mas para darem início ao relacionamento,eles terão que lidar com suas divergências de classe e opinião.

Eu gostei muito desse livro, achei ele bem diferente de outros que já li. Mary tem uma narrativa distinta, com um tom intenso e de grande seriedade mas ao mesmo tempo não falta humor nas cenas. Achei que algumas coisinhas mínimas ficaram sem muito aprofundamento na obra,mas nada que impediu de ser uma leitura muito agradável.

Hugo, um honroso militar que não se sente confortável por receber toda a honra e muito menos com o título de lorde e Gwen uma completa lady, então temos um casal pouco tradicional... Mas ela é adorável e ele um amor. O romance deles é sutil, calmo e apaixonante! E a amizade de Hugo com os integrantes do clube dos sobreviventes é muito legal, eles são amigos de verdade e muito divertidos. Super recomendo esse livro!

site: https://www.instagram.com/p/BjdRQBUH1Xs/?hl=pt-br&taken-by=conflito_literario
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