A cor humana

A cor humana Isabor Quintiere




Resenhas - A cor humana


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@apilhadathay 12/06/2020

Demorei a ler, mas valeu a pena
Olha, comprei o livro no ano passado, diretamente com Isabor (cursamos uma ou mais disciplinas juntas na Pós), e demorei muito pra ler. O livro é uma coletânea de contos da autora, são 10 no total:
- Adília e o apocalipse
- Vera se vai
- Madres ?
- Memento mori
- Entrega ?
- Juriscleide e o esmagado ?
- Dona Maria versus tudo ?
- Homem-ilha
- Vitória
- O fim das coisas.

Os meus favoritos foram Madres, Entrega, Juriscleide e o Esmagado, além de Dona Maria versus tudo. Eu me diverti bastante e gostei de como ela mesclou o real com o insólito, particularmente no conto "Madres", que seria uma bela novela ou romance!! Bom livro!
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Raquel 12/01/2021

Uma maravilhosa novidade
A Cor Humana é o primeiro livro de Isabor, uma deliciosa coletânea de 10 contos, que devorei rapidamente numa viagem de São Paulo a Curitiba que fiz de ônibus.

No estilo realismo fantástico, a autora nos transporta para mundos iguaizinhos ao que conhecemos, mas com interpretações, personificações e personagens nunca dantes vistos. Isabor narra as histórias de uma maneira linda, delicada e que nos inspira a cada frase. Você acha que está lendo prosa, quando vê, leu uma poesia bela e profunda.

A estreia de um livro só de Isabor deixa claro que a autora tem muito mais a nos dar. A continuidade de trabalhos maravilhosos como este depende do apoio da sociedade que os cercam. Apoie artistas independentes. Cada obra adquirida e cada elogio são fundamentais. Para quem quiser adquirir a obra, pode entrar em contato direto com a autora pelo Instagram @iquintiere. Recomendo muitíssimo.
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Johniere 05/09/2021

A cor humana: ritonelo e devir-gente
Abrir uma gaveta para limpar e de lá descobrir o apocalipse. Era o fim do mundo que morava ali. E foi uma criança que encontrou um Armagedom num espaço que tradicionalmente remete a organização: uma gaveta. Ou encontrar uma personagem de conto que descobriu, frente ao espelho, a manipulação do narrador em seu estado de vida. De modo que ela decide, por si mesma, ofertar um ponto final no seu enredo.
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Esses são algumas das tramas de "A cor humana". Livro de estreia da autora Isabor Quintieri. A obra se organiza em dez contos, que nos impressionam pela originalidade, pelas descrições e revelações que fogem das expectativas até de um leitor mais astuto e acostumado com a modalidade do conto.
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Quintieri em suas histórias promove dois movimentos: 1) de aproximação e 2) de distanciamento ante a condição humana. E são esses movimentos de mudança de perspectivas em relação ao que somos que é friccionado nas mais variadas dimensões do humano em seu existir: o estranho, o medo, uma árvore centenária, o fim do mundo que nos olha e nos enxerga como crianças, a birra da personagem com o criador de sua história, etc.
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Para tanto, a autora lança mão do maravilhoso e do fantástico, não como uma moda latino-americana. De forma alguma. Ela, na verdade, se prontifica com uma escrita que não performa o modelo pelo molde. Isabor demonstra saber o que quer de sua escrita e, desse modo, entrega ao seu leitor uma escricitura que o faz voltar-a-si para voltar-a-ser; bem como um voltar-a-si de uma forma que se volte-a-ser'outro - mais empático, solidário e firmado na alteridade. Se "A cor humana" fosse uma partitura, alguns contos cairiam bem como ritornelos do devir-gebte. Pois, pouco sabemos da "cor humana" habitada em cada um, que mesmo sendo única, torna-nos unificados, mas não homogêneos.
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Por isso, o DE OLHO NA ESTANTE o convida para se debruçar na leitura do livro "A cor humana".
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Oberdan 15/10/2019

A cor humana
Um livro belo, pequeno de saborear aos poucos.
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Bibi 13/12/2019

Um livro incrível que honra a literatura brasileira contemporânea
Os bons escritores não estão apenas no passado.

Foi pela amiga Eliz que conheci a Isabor e não me arrependi. Essa menina de 25 anos publicou seu primeiro livro de contos reunidos em 2018 e, já em 2019, ganhou o prêmio Odisséia da Literatura Fantástica na categoria Narrativa Curta: Horror por um dos contos presentes no livro, o conto ?Madres?. Se ela não é um incentivo para tantos jovens que pensam em escrever mas vão deixando esse sonho para trás eu não sei o que é.

?A Cor Humana? é composto por 10 pequenos contos que vão desde os mais leves temas - como Vera que tem seu encontro com o tempo e tentava ignorá-lo - ao horror narrado da forma mais materna possível. É uma leitura que flui, mas que dificilmente poderá ser feita em uma única sentada: cada um de seus curtos contos traz reflexões sem-fim a respeito da grandeza e da pequeneza do ser humano quando frente a frente consigo e com o universo.

Dentre os 10 contos, os meus favoritos foram ?Madres? - uma breve história sobre o olhar de uma mãe sobre o seu bestial e carniceiro filho - e ?Memento Mori? - bem sintetizado pelo trecho de Edgar Allan Poe ?Em mim tu existias... e vê em minha morte, vê por esta imagem, que é tua, como assassinaste absolutamente a ti mesmo?. Eu acredito que a preferência se deva pelo suspense criado em cada palavra, pelo incômodo que os contos causaram em mim.

Aguardando pelos próximos contos, crônicas, romances e o que mais sair da mente de Isabor.

Para mais resenhas, procure no instagram: @bibi.dibooks
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Monique.Bens 02/03/2022

Fantástico ansioso
É composto por 10 textos curtos que misturam o insólito ao cotidiano comum. Com uma estética limpa e objetiva, encontramos trechos primorosos sobre o próprio espírito humano. No entanto, os elementos fantásticos aparecem de forma ansiosa: somos jogados a eles logo de início, não abrindo espaço para descobertas e sutilezas. Abro exceção aos textos Madres e O Fim de Tudo. De qualquer forma, vale a leitura.
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