A liberdade é uma luta constante

A liberdade é uma luta constante Angela Davis




Resenhas - A Liberdade É Uma Luta Constante


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Regiane 30/12/2020

O filme "A 13a Emenda" na Netflix complementa muito bem esse livro. Pra mim vale a máxima "só sei que nada sei". "O pessoal é político" é uma triste verdade. É preciso reumanizar o ser humano.
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Mari Amaral 31/07/2021

Um pouco mais sobre a mulher que tocou o terror para o FBI em 1970
Você já ouviu falar de Angela Davis? Militante negra, intelectual, professora e já foi uma das mulheres mais procuradas pelo FBI. Esse foi meu primeiro contato com os escritos da ativista política Angela Davis e reúne uma seleção de artigos, discursos e entrevistas realizadas entre 2013 a 2015 e foi organizado por Frank Barat. Esse livro é uma boa introdução para a obra de Davis que é publicada no Brasil pela editora Boitempo.

O livro é curto e tem menos de 140 páginas, o que acredito ser ideal para iniciantes, como eu, nos pensamentos da Angela. O livro traz reflexões sobre lutas históricas do movimento negro, feminismo, luta contra o apartheid na África do Sul, abolicionismo prisional (eu preciso ler mais sobre isso aqui), luta na Palestina, violência contra mulher e violência do Estado. Achei muito interessante quando ela discorre sobre o papel masculino na luta feminista.

Angela milita contra o encarceramento em massa desde quando foi integrante do grupo político Panteras Negras e em 1969 foi considerada terrorista pelo FBI, ela tinha 24 anos, foi presa e quase condenada à morte. Esse julgamento é famoso e mobilizou gente do mundo inteiro, inclusive John Lennon e os Rolling Stones se manifestaram pedindo a liberdade de Davis. Ela foi inocentada e assim que libertada passou a militar contra a pena de morte e prisões arbitrárias.

O livro apresenta um pouco mais sobre a saga de Davis contra diversas formas de opressão, algumas palavras tiveram um significado especial para mim em virtude do momento crítico que estamos passando, onde muitas das vezes tenho que lidar com um grande desânimo em relação a todo esse retrocesso na política, economia, na ciência...Alguém conseguiu acessar o Lattes hoje? É triste viu...

"Não acho que tenhamos outra alternativa senão permanecer otimistas. O otimismo é uma necessidade absoluta. O que tem me mantido atuante é o desenvolvimento das nossas formas de comunidade. Não sei se eu teria sobrevivido caso os movimentos não tivessem sobrevivido. Acho que essa é uma época que temos que encorajar a noção de comunidades. É na coletividade que encontramos provisões de esperança e otimismo."


@thereader2408



site: https://www.instagram.com/p/CR7hMP_LWvq/
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Rodrigo | @muitacoisaescrita 24/04/2020

Para nós, pessoas negras, a luta por liberdade é constante. Nos EUA, a luta não acabou após o fim da escravidão, após a luta por direitos civis, após a derrubada das leis Jim Crow ou da Ku Klux Klan - a luta é constante, diária e tão atual quanto antes. No Brasil, o cenário é o mesmo. Estando num país de capitalismo dependente, ouso dizer que, aqui, as táticas imperialistas são um adicional à nossa listinha de males. Escravidão, miscigenação (leia-se estupro de mulheres negras), genocídio, epistemicídio, perseguição... O cenário não parece tão diferente; novamente, a luta é constante.
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Neste livro de Davis, temos reunidas algumas entevistas e palestras que ela realizou durante 2013 e 2015. Não é um livro teórico, mas sintetiza muitos dos pensamentos de Davis enquanto comunista, feminista, negra, abolicionista prisional, e por aí vai. Dois dos diversos assuntos aqui tratados me chamaram a atenção: a G4S e Assata Shakur.
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A G4S é uma empresa que lucra enormemente com o complexo industrial-prisional. No livro, aliás, Angela nos alerta sobre a imensidão deste complexo, como ele depende de outras indústrias, a relação com as guerras e o imperialismo, complementando seu pensamento em "Estarão as prisões obsoletas?". A articulação da G4S é visionária, num péssimo sentido: a empresa conseguiu enxergar o quanto o complexo é lucrativo e, fornecendo itens de guerra e "segurança", lucra horrores com isso. Sobre Assata Shakur, que atualmente está em Cuba e se tornou a primeira mulher na lista de procurados pelo FBI como terrorista, Davis nos conta como é preocupante o nível de organização do coletivo e o que significa Shakur ser nomeada como "terrorista". No fundo, o FBI e os EUA têm medo das mulheres negras e no seu potencial revolucionário. Davis só me deixou mais ansioso pra ler a autobiografia de Assata Shakur, ainda sem tradução para o português.
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instagram.com/muitacoisaescrita
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Manu 01/11/2020

Esse livro é muito bom e necessário. Um livro curto, me tornei fã da Ângela Davis, essa mulher é muito necessária!!!!
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Renata (@renatac.arruda) 07/01/2021

Durante o 2° mandato de Obama, que embora seja muito carismático não significou grandes avanços para a situação carcerária da população negra nos EUA, a redução do racismo no país e o fim do imperialismo estadunidense, Angela Davis comentou que o que faltou não era o presidente certo, pois não estariam melhores com outro, mas movimentos de massa bem organizados, capazes de fazer pressão para que o chefe de estado adotasse medidas mais progressistas, em vez de paralisar a esquerda.

É verdade que é difícil comparar a situação da época com a calamidade do governo Trump (e o de Bolsonaro) que temos visto, mas acho que a ideia central permanece válida: aprendemos com os movimentos sociais, tanto lá quanto aqui, que é sim possível conquistar avanços quando as pessoas se organizam e pressionam. O que não se pode fazer é apenas esperar que governos resolvam problemas que são estruturais.

Me vem à cabeça uma manchete recente da Folha que dizia que "Década colocou negros na faculdade" e muita gente apontou a artimanha do jornal de evitar dizer "O governo PT colocou negros na faculdade". No entanto, o que escapou a alguns é que pessoas negras tiveram acesso ao ensino superior no governo PT após décadas de luta do movimento negro. Foi a conquista de uma demanda por direitos finalmente atendida, não uma mera benevolência.

E este é um dos assuntos tratados por Angela Davis no excelente "A liberdade é uma luta constante". Em entrevistas, ensaios e palestras, ela nos lembra do caráter coletivo das lutas que aconteceram e acontecem ao redor do mundo, ressaltando como só será possível atingir mudanças estruturais através da solidariedade entre povos e da interseccionalidade das lutas antirracistas, feministas, indígenas, abolicionistas, LGBTQ+s, das pessoas com deficiência, dos imigrantes. Ela lembra ainda que a liberdade é mais ampla que direitos civis: a liberdade é uma questão econômica concreta, de acesso amplo à educação, saúde e moradia.

Citando Martin Luther King, ela compartilha o que acha que deveria ser o lema de todos os movimentos e serve pra gente refletir: "A injustiça em qualquer lugar do mundo é uma ameaça à justica em todo o mundo".

@renatac.arruda
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Luiza Riveiro 28/02/2020

Livro para ser consultado ao longo da vida
A liberdade é uma luta constante é uma coletânea de entrevistas e discursos que nos permite ter contato com a visão de mundo e a história de Angela Davis. Nessa obra, a professora discute não apenas o racismo, mas também a homofobia, o machismo, a xenofobia, a islamofobia e o sistema carcerário, tecendo um laço que une essas formas de violência e opressão.
É fácil para qualquer um pensar na relação entre o sistema prisional e o racismo. A violência da polícia afeta e mata as vidas de negros todos os dias. Mas qual a relação disso com o feminismo? E com a situação da Palestina? Segundo Angela Davis, essa violência prisional influência na ?violência individual? e ?íntima da família?. Da mesma forma, a G4S, corporação que vende segurança está presente nas prisões (e nas escolas) americanas e palestinas.
Ao mostrar essa realidade, a filósofa busca nos conscientizar de que a luta da Palestina também é nossa, a luta das mulheres, dos negros, dos homossexuais também é nossa. Uma luta influencia a outra.
Esse é um livro reflexivo e muito importante. Uma leitura essencial para todas e todos por nos fazer refletir sobre a nossa realidade e a do outro e nos mostrar que devemos lutar sempre e por todos. Eu amei a leitura e sei que vou consultar as palavras dessa filósofa ao longo da vida.

Se você gostou dessa resenha, não deixe de olhar o Instagram literário @nocaminhoumlivro Lá, eu e minha amiga Isa postamos resenhas, discussões, indicações e também fazemos leituras conjuntas!
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Carlos 29/05/2020

De fato, a Liberdade é uma Luta Constante
Não dá para descrever a paixão que o pensamento de Angela Davis desperta. O discurso dela é mais que inspirador, é fôlego para nossa resistência.

A pensadora salienta que vivemos continuamente entre o passado escravagista e o racismo estrutural profundamente arraigado na sociedade. Sabemos que a maioria da população negra está sujeita ao racismo social, econômico, educacional e carcerário, estando nesse último muito bem representado pelo denominado "sistema industrial-prisional".

Davis assevera que "o aprisionamento é cada vez mais usado como uma estratégia para desviar dos problemas sociais subjacentes, como racismo, pobreza, desemprego, ausência de educação e assim por diante." (p. 23)

Mas ativista nos relembra que o povo pode se unir e superar o fascismo, em todos os cantos do planeta, da segregação racial no Brasil ao apartheid sofrido pelo povo palestino.

Não devemos pensar de forma individual, mas coletivamente. As lutas progressistas precisam ser coletivas.
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Pedrohenriqp 15/05/2021

Excelente.
Cada capítulo ressalta reflexões muito contundentes com a contemporaneidade. Já tinha lido "Estariam as prisões obsoletas?", também da Angela, e muitas ideias foram exploradas novamente. A leitura não cansa, os capítulos não são muito extensos.
Recomendo muito!
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Antônio 20/10/2020

"A liberdade é uma luta constante" é o penúltimo livro publicado por Angela Davis até o presente momento, reunindo discursos e entrevistas realizadas pela mesma sobre pautas como abolicionismo prisional, interconexões entre as lutas das pessoas oprimidas na sociedade, solidariedades transnacionais e reflexões gerais sobre ativismo na atualidade. Na minha opinião, é um dos melhores livros publicados pela autora devido às suas contribuições para os mais diversos campos do ativismo.

Durante o livro, a autora faz críticas à era Obama em razão do apoio do seu governo aos genocídios autorizados no Oriente Médio. Em todos os capítulos, Davis fala sobre a causa da Palestina, reforçando o nosso dever de prestar solidariedade à luta pelo fim do apartheid e da ocupação na região, além de apoiarmos o movimendo BDS - o movimento por boicote, desinvestimento e sanções anunciado pela sociedade civil palestina.

Deixo aqui uma das melhores passagens do livro: "Pelo mundo afora, as pessoas dizem que desejamos lutar juntas, enquanto comunidades globais, para criar um mundo livre de xenofobia e racismo. Um mundo do qual a pobreza tenha sido expurgada e a oferta de alimentos não seja submetida às exigências do lucro capitalista. Eu diria um mundo onde uma corporação como a Monsanto seja considerada criminosa. Onde a homofobia e a transfobia possam ser chamadas de relíquias históricas, juntamente com a punição por meio do encarceramento e as instituições de confinamento para pessoas com deficiências físicas, e onde as pessoas aprendam a respeitar o meio ambiente e todos os seres vivos, tanto humanos quanto não humanos, com quem coabitamos".
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Iara.Borges 30/09/2021

O tema é a ideia do livro são super interessantes, os assuntos abordados são importantíssimos. Mas, por serem um compilado de discursos da Angela, a leitura não é fluída e os assuntos são abordados de uma forma não linear. É uma leitura bem difícil.
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Guynaciria 11/04/2021

A liberdade é uma luta constante- Angela Davis
@boitempo
Nota 10

O livro tem uma introdução da autora Conceição Evaristo, que nos dá uma ideia geral do que encontraremos nessa obra incrível.

Angela Davis é uma personalidade no mundo literário, ela integrou o grupo Panteras Negras, e já foi candidata a vice-presidente dos Estados Unidos.
Em 1997, ela veio ao Brasil, onde ministrou um curso.

Nesse livro ela novamente aborda o assunto da mercantilização das prisões e formas de acabar com esse sistema falho, que vítima as populações mais pobres e de minorias éticas.

Também trata da situação da Palestina, onde quase 40% dos homens já foram em alguém momento aprisionados, muitos deles eram presos políticos, que lutavam por uma Palestina livre.

Atualmente temos visto diversas reportagens a cerca da violência policial nos Estados Unidos, Angela já vem criticando a forma de atuação desse núcleo há muito tempo. Ela fala de forma incisiva sobre a militarização da polícia local, que produz o encarceramento em massa.

Levando em conta que a própria Angela foi presa injustamente, e por anos mantida na lista dos 10 mais procurados dos Estados Unidos. Lista que consta nomes de assassinos, terroristas e pessoas realmente perigosas para a sociedade. Daí podemos ver o absurdo desse sistema.

Esse livro vai te fazer entender que o racismo estrutural vem ceifando vidas a séculos e que não podemos permitir que ele continue a fazer isso.

#racismo #obama #prisoes #angeladavis #liberdade #panterasnegras
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Laureen.Scarelli 16/01/2021

O que seria do mundo sem Angela Davis? O que seria do ativismo sem ela? O que seria de mim? Fico me perguntando. Estou mais do que ansiosa para ler os próximos dela. Esse livro abriu meus olhos para a interseccionalidade: sou mulher, sou preta e sou pobre. Como não sentir as dores de se perceber no mundo?
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jhagmolina 06/04/2020

Figura importante e indispensável do feminismo.
Uma reunião de diversas entrevistas de Angela Davis estão nrste livro e oferecem um resumo muito interessante de seu pensamento ligado ao movimento feminista, sua atuação junto ao grupo dos Panteras Negras e sua atuação no pensamento comunista americano.
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bea 25/06/2020

Angela Davis
Querida Angela Davis,
Parabéns por ser uma pessoa tão incrível e batalhadora como você é.
Livro incrível, uma junção de discursos e entrevistas sobre o racismo, homofobia, entre basicamente tudo que faz nosso mundo podre. Ela tem uma visão sonhadora do nosso futuro e espero que a minha geração e a próxima consigam fazer com que esse sonho se torne realidade.
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Be B 21/03/2021

Todas as lutas são uma só
A liberdade tem um preço muito alto na sociedade capitalista. Porém a única coisa que resta ao povos explorados e oprimidos é lutar para conquista-la! Entender que todas as lutas estão conectadas é um ponto chave para avançarmos até a vitória ?
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