A máscara de flandres

A máscara de flandres Cristiane Krumenauer




Resenhas - A máscara de flandres


4 encontrados | exibindo 1 a 4


Glauber Vieira 29/02/2020

Boa surpresa
Concluí a leitura com grande surpresa, pois nunca havia lindo algo da autora.
Cristiane domina a técnica do romance, escreve de uma forma que prende a arenção do leitor até o fim.
A organização é por pequenos capítulos que alternam o foco sobre os personagens principais, a policial e o criminoso.
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Kênia Cândido 20/06/2020

Muito Bom.
Ler A Máscara de Flandres deixou uma sensação agridoce na minha leitura. Achei o início um pouco confuso, porque não era o tipo de começo que eu esperava, mostrando acontecimentos de 1843. Porém a história deu um pulo nos anos e eu fui entrando mais na história. Fui sentindo mais clima do enredo e no final, estava adorando a história. A Máscara de Flandres conta a história de Alice Stoifeld, uma investigadora da polícia civil com trinta e quatro anos que tentar diariamente reafirmar como mulher num universo dominado pelos homens. Sentia-se um pouco desfavorecida por ser mulher perante aos outros investigadores machistas que certamente eram apoiados pelo chefe.

Enquanto enfrentava mais um dia tedioso de trabalho, Alice percebeu o policial militar Jackson, um dos poucos policiais que ela considerava um homem bom, chegando com a notícia que percebeu a janela aberta do Museu que ficava numa antiga cafeeira do século XIX durante a ronda pela madrugada. Como Aline não estava com humor para encontrar com Delegado Rovert na parte da manhã, resolveu ir com Jackson até o Museu. Quando Alice e Jackson chegaram ao museu para conversar com a curadora conhecida como Senhora Mello e verificar a situação do museu, eles perceberam que a sala que exibia objetos de tortura estava completamente vazia e todos os instrumentos utilizados pelo capataz no período da escravidão havia sumido, deixando a curadora totalmente desconsolada.

Diante ao roubo, Alice estava pronta para iniciar as investigações, porém após quatro dias dos fatos ocorridos, Iana Mattos, uma jovem de vinte quatro anos, desapareceu de forma misteriosa e Alice temia que o pesadelo estivesse de volta à cidade depois de dois séculos. Porque o desaparecimento da moça negra poderia associar com o roubo dos instrumentos de tortura que pertencia ao museu. A história é curta, sendo assim fica difícil aprofundar no enredo sem revelar alguns fatos. Então optei em deixar a resenha um pouco artificial para não estragar a surpresa do leitor. Entretanto, é legal acompanhar Alice Stoifeld na caça do criminoso.

Gostei muito da personagem principal, a policial Alice Stoifeld. Ela foi uma protagonista praticamente perfeita, narrando a história mostrando seu passado durante a infância e ao mesmo tempo, investigando uma história de roubo com sequestro de mulheres negras em uma pequena cidade. Alice é criada na mente de maneira forte, mesmo sendo uma peça de jogo para o criminoso. Consegui obter apreço pela personagem nas primeiras páginas, no entanto os pensamentos do criminoso é sensacional. Foi ele que me prendeu na história, infelizmente, eu descobri quem era ele antes da revelação do seu nome. O motivo do roubo museu e dos sequestros das moças que foi a grande surpresa.

O vilão contém uma personalidade bem transtornada e completamente alucinada. A investigação conclui de forma rápida devido a história ser pequena, no entanto é bem construída. Tudo que encontrei na história foi suficiente para ficar pressa nela, só fiquei um pouco confusa com o primeiro capítulo e logo em seguida, no segundo capítulo, caí de pára-quedas nos acontecimentos. A escrita da Cristiane Krumenauer é bem tranquila sendo centralizada exclusivamente no gênero policial. Eu já conheço os outros livros que a autora publicou anteriormente e são histórias bem interessantes. Cada livro contém uma história única, não tem nenhuma ligação entre elas e vale a pena conferir cada livro.

Outro detalhe que amei na história foram os capítulos serem minúsculos, mas com quantidade suficiente de informação. Isso ajudou demais a velocidade do livro ou quando precisava fazer uma pausa na leitura sem atrapalhar o desenvolvimento do enredo. A diagramação está simples, mas muito boa nas folhas amareladas. A capa contém a ilustração da máscara de flandres, um objeto usado no período da escravidão no Brasil e na história é um dos objetos roubados do museu. Os capítulos são destacados por dias e horas dos fatos ocorridos.

No modo geral A Máscara de Flandres é um livro muito bom. Contém um suspense bacana que consegue despertar a curiosidade. Recomendo para leitores que valorizam a literatura nacional principalmente do gênero policial. Pode ter certeza, será uma experiência literária bem legal e pode surpreender bastante.

site: https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/2018/11/resenha-mascara-de-flandres-cristiane.html
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Manoel 28/05/2018

Resenha A Máscara de Flandres
A história do livro, num primeiro momento, nos transporta até o ano de 1843, onde nos é apresentada uma época assolada pela escravidão, em que a prática de maus tratos contra pessoa negras eram parte do cotidiano. Em seguido, somos levados aos dias atuais, nos deparando com o dia a dia da investigadora da policia civil Alice Stoifeld, que deseja ser reconhecida em seu trabalho que é predominantemente masculino, o que torna as coisas mais difíceis, já que os próprios companheiros de trabalho não a consideram capaz o suficiente de estar ali.

Mais um dia tedioso se passava na vida de Alice quando ela é chamada pelo policial Jackson, um de seus melhores amigos, dizendo que durante a sua ronda na madrugada anterior havia visto que uma das janelas do museu da cidade encontrava-se aberta. Achando aquilo estranho, eles se dirigem ao museu para verificar. Chegando ao museu, que no século XIX era uma antiga Casa de Café, para falar com a curadora, e são surpreendidos ao encontrarem a antiga sala onde eram expostos os instrumentos de tortura da época escravista completamente vazia, além disso, um antigo diário também havia desaparecido.
(LEIA MAIS EM OSPAPA-LIVROS.BLOGSPOT.COM.BR)

site: http://ospapa-livros.blogspot.com.br/2018/05/200-resenha-mascara-de-flandres.html
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Paraíso das Ideias 25/10/2018

Ei pessoal, a sumida voltou! Ministério do leitor advert: Desencadear muitas funções causa estress e falta de tempo kkkkk

Hoje vamos falar sobre um romance policial nacional que eu recebi da querida parceira Cristiane Kramenaus e só consegui ler agora!

=> ?Só se perde o rumo se não for o caminho certo.?

Em a máscara de Flandres vamos conhecer a policial Alice Stoifeld, uma agente que trabalha e mora numa cidade do interior e que sobre preconceito por sua antiga e atual profissão e principalmente por ser mulher. Antes de ser policial, Alice foi manicure, e seu chefe machista não deixa que ela esqueça isso por um segundo questionando a todo momento a sua capacidade como policial, mas enfim uma grande caso acontece na cidade e Alice terá a chance de provar que é infinitamente capaz de exercer sua função.

O caso é que o museu da cidade foi assaltado, alguém entrou durante a madrugada e levou todo o arsenal do museu que continha equipamentos de tortura da época da escravidão, e não só o material, mas também o diário de Geraldo Medeiros, o filho de um dos grandes fazendeiros daquela época que ficou marcado na história por torturar escravas e matá-las, esse mesmo homem nos será apresentado logo no início da leitura nos levando em uma viagem a 1843.

Quando alguns dias depois uma Iana Mattos, uma das moradoras da cidade desaparece, Alice percebe que mais que um roubo, o criminoso pretende reescrever os passos de Geraldo praticando atrocidades contra a população.

Em uma busca desenfreada por salvar Iana e prender o criminoso, Alice aprendera mais sobre o seu passado e descobrirá coisas jamais imagináveis. Uma personagem forte e dedicada que mostra que não podemos ter medo de ser aquilo que aspiramos independente da opinião alheia.

A autora teve recentemente um de seus livros publicações pela Novo Secuko e foi apontada como a estrela do romance policial nacional, e sem duvida alguma pra mim ela é. Esse não é o primeiro romance que leio das Cris e você pode encontrar as outras resenhas aqui no blog.

A máscara de Flandres assim como os outros livros da autora, possui um enredo firme e bem elaborado, com pano de fundo no Brasil. Abordando temas atuais como preconceito e machismo, Cris coloca em debate pontos de vista forte e a situação da mulher perante a sociedade e principalmente exercendo cargos que as pessoas acreditam ser exclusivos de homens.

Em a máscara de Flandres ela nos traz um crime antigo, e um serial atual que se inspira em crimes do passado tentando trazê-los de volta ao nosso presente, a autora carrega o mistério de quem é o assassino até o último minuto, confundindo o leitor e fazendo-o apontar todas as suas certezas na direção errada.

Minha única ressalva com relação ao livro é que no início a leitura era lenta e até um pouquinho cansativa, e quando enfim deslanchou, tudo acabou rápido demais, esse com certeza é um livro que poderia e devia ter tido mais páginas!

Tirando isso a leitura foi muito boa, conseguiu me enganar e me prender quando enfim a emoção chegou ao ápice. Só posso dizer que não vejo a hora de ler o mais novo romance da Cris e saber o que ela nos reservou!

site: http://www.paraisodasideias.com
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