A Política Sexual da Carne

A Política Sexual da Carne Carol J. Adams




Resenhas - A Política Sexual da Carne


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itslara 18/07/2021

meu livro de cabeceira, sem dúvidas.
veganismo é sobre libertação animal (e humana), política, luta por soberania alimentar, poder popular e anticapitalismo.
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Maiara 11/07/2021

“?Os animais são o referente ausente no ato de comer carne; tornam-se também o referente ausente nas imagens das mulheres subjugadas, fragmentadas ou consumíveis.
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O consumo da carne é para os animais o que o racismo dos brancos é para os negros; o que o antissemitismo é para o povo judeu; o que a homofobia é para os gays e as lésbicas, e a misoginia é para as mulheres. Todos estes são oprimidos por uma cultura que não quer assimilá-los plenamente em seus termos e com seus direitos.
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Comer animais é uma prática que funciona como um espelho e uma representação dos valores patriarcais. O consumo da carne é a reiteração do poder masculino em cada refeição. O olhar patriarcal não vê a carne fragmentada dos animais mortos, e sim uma comida apetitosa. Se o nosso apetite reitera o patriarcado, nossas atitudes em relação à prática de se comer animais reificarão ou constetarão essa cultura recebida. Se a carne é um símbolo do domínio masculino, então a presença da carne proclama a retirada do poder de decisão das mulheres.
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Do sofrimento diário infligido às fêmeas animais vem o desprezo por aquelas que sofrem por nós e sequer são notadas; nomes associados ao sistema reprodutivo feminino tornam-se insultos; vaca, porca, galinha, jararaca, cadela, todos têm conotações negativas? termos voltados para as mulheres e que são derivados de fêmeas que não têm nenhum controle sobre suas escolhas reprodutivas.
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Onde existe uma virilidade (ansiosa) se encontrará o consumo de carne.”?
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Ana 08/07/2021

Bom, mas...
O livro foi meu pontapé inicial para realizar minha transição para o vegetarianismo e, agora, para o veganismo. As teorias sobre o sofrimento de fêmeas humanas e não humanas é incrível. Entretanto, em diversas passagens, notei a autora se referir a vegetarianos como "pessoas boas, de caráter notável e empatia excepcional ", o que achei fora da realidade. Comer vegetais não faz ninguém melhor que outra pessoa, nem comer carne te faz pior. Achei uma visão sem recortes sociais que eleva veganos a um patamar que não deveria existir.
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Ailauany 05/07/2021

“Por trás de toda refeição com carne há uma ausência: a morte do animal cujo lugar é ocupado pela carne. O referente ausente é o que separa o carnívoro do animal e o animal do produto final. A função do referente ausente é manter nossa carne separa de qualquer ideia de que ela ou ele já foi um animal […] evitar que algo seja visto como tendo sido um ser […] tornando-se, em vez disso, uma imagem que não está ligada a nada”
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Bia 13/06/2021

Esse livro deveria ser lido por toda a humanidade
Resenha/Opinião
??A Política Sexual da Carne??

Eu não consumo carne a um ano e nove meses (29/08/2019), e nunca vou me arrepender, foi Melhor Decisão da Minha Vida.

Esse livro abriu minha mente para um mundo totalmente novo, nunca tinha percebido a analogia do feminismo com o vegetarianismo e como esses dois movimentos caminham de mãos dadas.
Essa edição é em comemoração ao vigésimo quinto aniversário da primeira publicação do livro. Apesar da primeira edição ter sido publicada em 1990 as citações, ideias e argumentos são extremamente atuais. "O olhar patriarcal não vê a carne fragmentada dos animais mortos, e sim uma comida apetitosa."
Meu sonho é ser Médica Veterinária, e na minha percepção nenhum médico deve comer, devorar o seu paciente para seu bel prazer. Eu prezo pela libertação animal aonde os animais serão vistos como Sujeitos não Objetos.
São inesistentes e desestruturados os argumentos que justifiquem continuar a consumir carne, já que foi comprovado que a fisiologia do ser humano é adaptada para ser vegetariana, então pelo menos deixe de ser hipócrita e assuma que está comendo carne pelo PRAZER.
Após terminar de ler o livro minha alma ficou despedaçada, está despedaçada... o ser humano é imundo, podre!
Esse livro deveria ser lido por toda a humanidade, um clássico.
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Pamela.Christine 01/06/2021

Uma bibliografia obrigatória..
Como feminista e vegetariana, esse livro ficou um bom tempo na minha lista e nada melhor do que as feiras do livro para garantir a compra! E poxa, que livro necessário!

Foi uma leitura demorada, pois cada capítulo é recheado de exemplos e reflexões!

Carol J. Adams fornece diversos elementos para analisar como a carne é um símbolo do domínio masculino (sobretudo branco), desde explicar o que é o 'referente ausente' da carne (lembrando que há consumo de um animal morto/assassinado chamado/visto/associado apenas como alimento 'carne', criado em sua maioria por uma indústria repugnante, que busca apenas o lucro em detrimento de péssimas condições para os animais, para o meio ambiente e para a sua força de trabalho - veja o doc. carne osso) e como tudo isso aparece no movimento feminista, na literatura, na publicidade etc.

"Uma teoria crítica-vegetariana começa, como vimos, com a percepção de que no mundo patriarcal as mulheres e os animais se encontram em situação semelhante: são objetos, e não sujeitos". (pág. 244)

"A hierarquia da proteína da carne reforça uma hierarquia de raça, classe e sexo". (pág. 64)
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Bárbara 10/05/2021

Um dos livros mais importantes que tive a oportunidade de ler. Depois de muitos anos de estudos e observações, a autora consegue majestosamente construir uma teoria feminista-vegetariana que permeia nossa sociedade patriarcal. Ao analisar textos antigos, propagandas e ao observar a própria antropologia humana, a teoria se consolida e nos dá embasamento para o desmonte do patriarcado e da exploração animal.
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Mariana.Missiaggia 21/04/2021

esse é o tipo de livro que se tu não acabou ele e ficou com muita raiva desse mundo, tu tá lendo errado. a parte final com as propagandas associando mulheres e animais de forma sexual é simplesmente nojenta. acho um absurdo que ainda naturalizamos uma crueldade sem tamanho que é o que acontece com os animais todos os dias.
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Borges 12/04/2021

Essa leitura demorou uns 3 meses por pura enrolação minha. Gostei muito.
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Luisa 26/03/2021

esse livro muda vidas
Eu já era vegetariana antes de ler A política sexual da carne. Depois de ler, sinto que tenho mil motivos mais pra continuar sendo. Carol J Adams monta um histórico de luta feminina, relacionamento e tecendo toda uma teia de informações juntamente com o vegetarianismo, e como juntar essas duas causas (feminismo e vegetarianismo) e enxergar a extrema importância de entender a política sexual da carne, pode agregar e mudar muito nossa luta. ??
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Iza 18/02/2021

Animais coisificados, Mulheres objetificadas
A política sexual da carne ampliou minha visão para uma relação que parecia improvável num primeiro momento : a relação entre carnivorismo e machismo. Por meio de estudos e uma vasta produção científica aliada a exemplos e dados concretos, a autora analisa de que forma o consumo da carne está atrelado a ideia de masculinidade e opressão feminina. A ideia do referente ausente, nomenclatura dada a dissociação do produto ao consumidor final como forma de afastar qualquer vínculo com o ser vivo consumido, foi o clímax do livro, o capítulo mais tocante. Alguns questionamentos vieram à tona no decorrer da leitura como a questão da Índia, país que já foi eleito um dos mais machistas do mundo e com índice elevado de violência feminina , faz também parte do ranking dos países com maior quantidade de vegetarianos, por uma questão religiosa e não opcional. O que me fez refletir se a questão da opressão feminina não estaria mais intrinsicamente relacionada ao comportamento e herança culturais, muito mais do que relacionada a hábitos alimentares. De qualquer forma, achei válida a reflexão: uma pessoa que mantém uma postura de colaboração para o planeta e respeito aos animais possui forte tendência a ser uma pessoa melhor, apesar de não podermos generalizar e afirmar que uma pessoa que não conseguiu desconstruir certos padrões possua alguma tendência violenta. Leitura válida e inspiradora para mudança de hábitos.
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Geovania.Maria 16/02/2021

Achei a leitura um pouco maçante. Nos primeiros capítulos, a repetição de palavras na mesma frase me incomodaram. Apesar disso, o livro trás uma abordagem feminista do vegetarianismo que eu ainda não conhecia, então vale um pouco o esforço.
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sabs 10/02/2021

coma arroz, tenha fé nas mulheres.
Leitura indispensável para vegetarianos, feministas, aspirantes e curiosos. Em vários momentos me senti acolhida, em outros, perturbada em como tá tudo tão interligado, as raízes das opressões todas subservientes do patriarcado. Sou vegana há anos e nunca me atentei ao fato de que o consumo e dominação das mulheres está atrelado ao consumo de animais. O conceito de referente ausente é incrível e assustador. O livro nos mostra diversos exemplos e resgata literatura de séculos passado para elucidar as questões e conceitos que a Carol traz. É muito rico em conteúdo mas, às vezes, a leitura se torna densa e, por vezes, repetitiva, o que acaba sendo "comum" em livros de teoria. Eu realmente gostei muito, sinto que vou continuar consultando o livro, mas tenho uma ressalva em relação a edição do livro, a letra é pequena para o padrão que estou acostumada, e acabou dificultando a leitura contínua e a noite. Tirando isso, tudo ótimo.
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Luci 06/01/2021

O livro da luta
Todo mundo deveria ler esse livro
Todo mundo que tem uma luta deveria ler esse livro
Se você é feminista, antirracista, contra a homofobia. Se agarra qualquer luta social pelas minorias e pelos grupos que sofrem opressão. Você deveria ler esse livro.
Você vai se perguntar o que o veganismo tem com isso tudo.
T U D O
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Fabiane.Real 02/01/2021

O livro aborda como nós mulheres temos sofrimento semelhante aos dos animais e como o consumo da carne é referência do patriarcado. É nítido o quanto um prato sem carne é considerado um "prato de mulher", o quanto somos ausentes de sentidos e emoções assim como os animais aos olhos do homem que se sente superior, não é atoa que muitas de nós mulheres já passamos por situações que pensamos "me senti um pedaço de carne", pois é isso que também são feitos com os animais, desmembram o corpo para serem "peito", "coxa", "filé", ao invés de ser visto como uma vida ou um cadáver.
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