King of Scars

King of Scars Leigh Bardugo




Resenhas - King of Scars


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Queria Estar Lendo 12/12/2019

Resenha: King of Scars
King of Scars é o primeiro título da nova duologia de Leigh Bardugo - mesma autora da trilogia Grisha e de Six of Crows. A história é outro spin-off do universo Grisha e acompanha Nikolai em seu jovem reinado enquanto tenta lidar com as crises deixadas pela guerra.

Esta resenha vai conter alguns spoilers da trilogia Grisha, então leia com moderação!

A trama se inicia um tempo depois do fim da trilogia. Nikolai se tornou rei de Ravka e tem tentado controlar as muitas crises deixadas pelo reinado caótico do Darkling; com o fim da guerra, as consequências dela ainda ressoam pelo reino - aliados instáveis e possíveis inimigos permeiam as fronteiras de Ravka, e está em Nikolai a responsabilidade de impedir que novas crises se iniciem.

"Posso sentir sua raiva, rainha da tempestade. Faz o ar estremecer."

Infelizmente para ele, outra crise também tem rondado seus dias - suas noites, mais precisamente. As cicatrizes da guerra não estão apenas em sua pele, mas dentro dele. O monstro em que Nikolai se transformou está de volta e toma seu corpo todas as noites, colocando em risco a segurança do rei e daqueles ao seu redor. Uma oportunidade inesperada apresenta uma chance de Nikolai se livrar desse monstro - mas, para fazer isso, ele vai precisar se envolver com magia Grisha antiga, coisa que só os aterrorizados Santos de Ravka já mexeram.

King of Scars é um senhor livro. Digo isso de maneira positiva e, infelizmente, negativa também. Suas 528 páginas ora são repletas de energia e adrenalina ora se enrolam em descrições e momentos que não soam exatamente importantes para o desenvolvimento da história.

Aqui, Bardugo dividiu a narrativa entre três personagens principais. Nikolai, Zoya - a imponente comandante Grisha que agora serve ao lado do rei - e Nina Zenik, que conhecemos na duologia Six of Crows e no momento acompanhamos em uma missão secreta para a coroa de Ravka.

Enquanto os pontos de vista de Nikolai e Zoya eram carregados de informações relevantes, reviravoltas chocantes e interações animadoras, os de Nina... Estavam ali enchendo o livro de páginas e mais páginas de momentos que eu só consigo definir como perdidos.

"A perda era algo diferente, porque ela não via um fim para o sentimento, apenas o horizonte distante se esticando sem parar."

Com poucas exceções, o plot da Nina soou bastante como uma encheção de linguiça para o livro. Eu entendo que ela merece seu desenvolvimento e, quem sabe, um fim, mas não encontrei necessidade de tê-la inserida nessa história em particular. Enquanto os capítulos dos outros me enchiam de curiosidade, os da Nina me enchiam de tédio. Eu não queria saber dela, não queria saber sobre os mistérios que ela estava investigando.

Enquanto tínhamos uma crise pela coroa, possível guerra, monstros despertando das sombras e Santos assombrando a vida dos Grishas, o arco da Nina focou muito no luto dela a princípio para então desenrolar em uma sequência de suspense e mistério e investigação, chegando ao ponto de forçar um romance quando nem tinha dado tempo para o caixão do ship esfriar.

"O aço é conquistado, Majestade. As histórias também."

Como disse a Lu do Balaio de Babados, sinto que todos os capítulos da Nina teriam funcionado muito melhor em um livro solo ou uma história separada. Ainda que o fim da trama dela mostre uma ligação razoável com a dos outros, ainda não é suficiente para eu me interessar pela sequência - mais me deixou "ah não" com a ideia de ter que ler a continuação dela no próximo livro do que animada para ver o que ia acontecer. E eu estou falando como alguém que ama a Nina do fundo do meu coração!

Fora esse escorregão, o livro acerta quando dá os pontos de vista para Nikolai e Zoya - que se apresentam aqui como uma dupla poderosa e extremamente carismática. A química entre eles é absurda e salta das páginas; é baseada em companheirismo e confiança, o tipo de amizade forte que esconde alguma coisa, mas que nenhum dos dois tenta entender o que é. O princípio de um ship, talvez - o que eu torço muito - mas, acima de tudo, uma irmandade onde um pode contar com o outro nos momentos mais terríveis e nos melhores possíveis.

"O monstro sou eu e eu sou o monstro."

Nikolai se apresenta como essa figura cheia de sorrisos e piadas prontas que roubou meu coração com toda força na trilogia Grisha. Ele ainda é aquele corsário sarcástico com pose de Han Solo, mas a guerra deixou suas cicatrizes - tanto no corpo quanto na alma dele. O fato de carregar o peso da coroa e de representar um reino destruído pela fé e por mentiras muito fazem para perturbar o rei.

Eu amei acompanhar os arcos do Nikolai, seus temores e conquistas. Sofri com o que aparecia no caminho dele e com a promessa que ficou para o próximo volume da duologia, sem ideia de para onde a Bardugo está caminhando, mas com medo do que está por vir. Nikolai é e sempre será um dos meus personagens favoritos da literatura e eu mal posso esperar pela conclusão da sua história.

Zoya, por outro lado, chegou de surpresa e me arrebatou por completo. Se antes eu já a admirava pela resiliência e postura imponente, aqui eu cai de joelhos porque a força que essa mulher carrega não tá no papel. Os traumas do seu passado, o terror que viveu ao servir o Darkling e ser traída por ele - como isso impactou na maneira com que ela reagia ao mundo - tudo isso é muito bem desenvolvido.

"Zoya da cidade perdida. Zoya do coração partido. Você poderia ser tão grandiosa."

Você se interessa mais e mais pela personagem conforme a narrativa destrincha quem ela foi e quem ela é e quem ela pode se tornar. A grandiosidade guardada para Zoya está em cada capítulo e além, porque se tem uma Grisha para surpreender a gente com seus poderes e o que eles carregam, essa Grisha é a comandante.

O livro é pontuado por participações de muitos rostos conhecidos do universo Grisha, menções a personagens queridos e nomes novos que acrescentam mais tensão à instabilidade de Ravka. Um em particular que mais me causou revolta e desespero aparece no arco do Nikolai e pai amado como eu queria sair no tapa com aquele guri.

A narrativa, como eu disse, se divide entre esses momentos carregados em cenas de ação e desespero para então manter um ritmo mais monótono - nos capítulos do Nikolai e da Zoya funcionam, nos da Nina só me fizeram querer arrancar os cabelos de frustração. Os diálogos foram a melhor parte em todo livro porque a Leigh entende profundamente seus personagens, então todas as interações são fortes e intensas e divertidas quando preciso, tensas quando necessário.

"Podia estar amanhecendo. Podia estar anoitecendo. Coisas mágicas aconteciam no meio tempo."

King of Scars é um livro para quem já está afundando nos feels pelo universo Grisha e definitivamente uma leitura obrigatória para quem ama o Nikolai e sua jornada. Apesar dos escorregões, entregou uma história com reviravoltas surpreendentes e um final de te derrubar da cadeira. NÃO LEIA A ÚLTIMA FRASE DO LIVRO! Agora é roer as unhas e esperar pelo final.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/12/resenha-king-of-scars.html
carol 09/01/2021minha estante
já tem esse livro em português?


Queria Estar Lendo 09/01/2021minha estante
oi, Carol. Infelizmente não :/
A Planeta que tá com os direitos de tudo de Grisha. Agora é esperar pra ver quando publicam.




Ely 04/11/2020

"Minha implacável Zoya"
"Por que nunca podemos nos disfarçar de pessoas ricas?” questionou, tirando o manto medonho que Tamar lhe trouxera e prendendo-o sobre o kefta.
"Um comerciante de seda e sua modelo glamourosa?", perguntou Nikolai.
"Sim. Vou até bancar o comerciante. Você pode ser minha bela musa.”
"Zoya, você acabou de me chamar de bonito?"
"Tudo parte do ato, Vossa Alteza."

Quando terminei a Duologia Six Of Crows, fiquei muito ansiosa para começar esse livro; não só porque teríamos uma das protagonistas de SOC, mas mais ainda por motivos de: Nikolai Lantsov e Zoya Nazyalensky.

Desde de Sol e Tormenta, eu sou apaixonada no Nikolai, e Zoya ganhou meu coração em Ruína e Ascenção, e meu Deus. Nesse livro, eles são absolutamente TUDO.
Ver Ravka depois dos acontecimentos da trilogia Grisha me fizeram sentir medo e esperança. Porque não está tudo bem, os cofres estão vazios, os exércitos não tem a mesma força de antes. Porém, reencontrar os personagens me deixou muito feliz. Ver como eles estão lidando com seus medos e amores e com o poder que exercem no país me deixou orgulhosa.

A escrita da Leigh continua perfeita, descritiva e sagaz. Não foi uma leitura rápida para mim, mas aproveitei cada segundo.
Confesso que o ponto de vista da Nina me incomodou um pouco, por ser a única narradora que não estava em Ravka, não consegui me importar tanto com o que estava acontecendo. Obviamente, chorei horrores com algumas coisas que acontecem no plot dela, mas mesmo assim, foi a parte mais difícil do livro, na minha opinião.

A magia nesse livro é tão forte e palpável. Tudo começa a fazer sentido, coisinhas plantadas nos primeiros livros e que as respostas estão nesse.

“Por que você não me beija docemente pela manhã, Zoya?”
“Eu não faço nada docemente, Sua Alteza.”

As narrativas da Zoya e Nikolai são incríveis. Ambos são engraçados e divertidos ao seu modo. Mas tem seus medos, segredos e coisas dais quais precisam se curar. E a relação entre eles é tão bem escrita e condizente com quem eles são, que meu deus @#@##[email protected]$# não é apenas um romance, é uma parceria, é uma confiança mutua, é saber o que cada um precisa e respeitar isso.

O final é digno de Leigh Bardugo, uma reviravolta que eu não imaginaria NUNCA NA MINHA VIDA. Fiquei um tempo relendo o final porque eu simplesmente não acreditava.
Amo o universo dela, e quero muuuito ler o próximo livro dessa duologia.
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@livrostasticos 12/09/2020

Esperava mais?
Eu realmente fiquei desapontado com King of Scars. Eu iniciei a leitura certo de que iria favoritar, mas não foi o caso.
É um bom livro, a escrita da Leigh Bardugo continua a melhorar, principalmente nos diálogos e interações entre as personagens, mas eu esperava mais.
O dos meus problemas com esse livro foi o enredo, logo com o primeiro capítulo realmente achei que história iria progredir numa direção, mas ela tomou um rumo completamente diferente. Os capítulos dedicados para a perspectiva da Nina (que eu amo de todo o coração) pareceram completamente deslocados e fora de lugar nesse livro, mas suponho que no próximo faça mais sentido.
Meu outro problema, e o maior deles, foi o final. Eu odiei o final. Não posso explicar o motivo por conta de spoilers, mas odiei.
Enfim, como eu disse antes, o livro é bem escrito. As personagens são interessantes, Zoya foi uma surpresa para mim e provavelmente a minha personagem favorita desse volume. Vale a pena a leitura de você é fã desse universo e do trabalho da autora. Vale a pena ressaltar que ao contrário de Six of Crows, King of Scars não pode ser lido sem antes ter lido a trilogia Grisha e a duologia Six of Crows. Há spoilers imensos para ambas as séries!
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Bia 01/10/2020

Amo o grishaverse e todas as camadas sociais que se desenvolvem nele, toda a dinâmica dos reinos em volta e principalmente depois de termos conhecido kerch tão de perto de um jeito tão bom que estragaria qualquer continuação.
Esse livro realmente conseguiu me surpreender algumas vezes, mas em outras foi simplesmente "pra quê???" e não é por ser um livro situado em um universo já conhecido.
Achei o desenrolar dos primeiros capítulos meio difícil pelas narrações longas, necessário mas ainda assim foi difícil.
Espero que a continuação tire esse sentimento de coisas sem motivo.
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kelly.santana 14/04/2020

"Está é rakva, há sempre mais."
"Ele pode nunca ser um homem
verdadeiramente nobre ou um rei verdadeiramente digno. No fim, ele pode ser nada mais do que um rosto bonito,
Mas ele sabia muito: não descansaria até que seu país também pudesse. E ele nunca, jamais viraria as costas para um homem ferido... mesmo que esse homem fosse ele."
.
E o Nikolai só provou que é o verdadeiro rei digníssimo de ravka
Ele e a zoya é simplesmente perfeito.
Nina e hanne perfeitassss

ESSE FINAL EU GRITEI

A escuridão nunca morre bitch
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Lidi 19/06/2020

Muito bom!
Assim como na (incrível) duologia Six of Crows, aqui também vemos uma melhora absurda no domínio de escrita da autora. A mesma forma de desenvolvimento do universo e dos personagens presente em SoC também é visto em King of Scars - o que faz desse livro muito bem desenvolvido.

Aqui vemos mais de Zoya, a general, mas também Zoya, a garota com seus traumas a serem superados. É incrível como ela se desenvolve pra se tornar uma mulher incrível. A "anti-heroína" dos primeiros volumes da trilogia Grisha estrela King of Scars como main character com maestria! Até mesmo com um possível romance a ser desenvolvido...

Outro POV importante é Nikolai Lantsov, outro queridinho da trilogia Grisha. Ainda com sua personalidade ímpar, sempre o alívio cômico mesmo nas piores cenas, aqui vemos um lado mais sombrio e amedrontado de Nikolai. Entendemos porque ele age como age - e, acima de tudo, quem é o Nikolai. Entendemos a sua história e o quanto pesou na sua construção a ideia de ser um bastardo, frequentemente duvidando de si mesmo como "um impostor". Ao longo do livro, assim como Zoya, Nikolai cresce absurdamente e seu desenvolvimento é palpável.

Nina é o terceiro POV mais importante. Sua história é paralela à contada por Nikolai/Zoya. Nesse momento, Nina está em uma missão secreta em Fjerda, em prol de Ravka, na tentativa de recuperar Grishas do país que, sabidamente, os demonizam e torturam há anos - em especial na forma dos druskelle e Jarl Brum, que também tem sua importância aqui. Além disso, também está no processo de recuperação após a morte de Mathias. Num geral, ao contrário dos outros dois personagens citados, Nina já era muito bem desenvolvida desde a duologia SoC - mas, até então, a sua imagem era muito limitada a Mathias, ao passo que pouco conseguíamos saber dela sem ele. Em King of Scars, Nina protagoniza sua própria história e é bonito de ver.
Vi muitas pessoas comentando que a sua história não era interessante e que ela superou Mathias muito rápido - o que eu discordo. Eu achei a história desenvolvida em Fjerda muito interessante, mas entendo que isso é questão de gosto. Sobre superar Mathias: acho que já não era sem tempo. Ela tomou seus bons meses e carregou Mathias consigo (literalmente) durante esse tempo... Nina precisava descobrir quem era sem Mathias e é isso que os capítulos dela trazem. Me agradou bastante, mas é uma opinião pessoal.
Além de tudo, acho que a história dela é uma ponte pra algo melhor planejado no próximo volume. Nina e Hanne ainda vão ser fundamentais nessa história! Tudo vai se encaixar no final.

Em suma, é uma história bacana com enfoque no desenvolvimento dos seus personagens e da relação entre eles. Eu gostei muito e foi uma surpresa positiva, por ter visto tantas críticas negativas.
Só não dei 5 estrelas inteiras porque, contando com o mesmo universo, só SoC poderia ter 5 estrelas hahahah então dei 4,5. Mas fora isso, é um livro incrível. Recomendo muito pra quem gosta do universo Grisha e duologia Six of Crows.
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carstairs 17/07/2020

que livro pqp
mano esse final MEU DEUS DO CÉU
eu to mt sem palavras sério
leigh bardugo é o tipo de autora que sabe exatamente quando te surpreender, e eu amo isso nela.
mano e de pensar que o isaak e a guarda shu tinham se apaixonado de verdade :( eu tava gostando mt dele
nikolai e zoya precisam!!! ficar!!! juntos!!!!!
não aceito nada menos que isso
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youngisbell 25/09/2020

A equipe impecável, ficou simplesmente perfeita a formação.

Grande parte do livro estava incrivelmente interessante com acontecimentos e sentimentos maravilhosos.

Aí veio o último capítulo que estragou tudo
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Bianca.Mioti 08/01/2021

Ansiosa para o próximo livro ?
Só acontece coisa ruim o livro inteiro mds, amei a interação da Zoya com o Nicolai e espero ver muito mais deles no próximo livro, e espero que todos do universo grisha estejam no próximo livro ?
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Marina 16/09/2020

Nikolai é definitivamente um dos meus personagens preferidos de todo o universo Grisha e por isso confesso que esperava um maior protagonismo dele no livro, o que não acontece. Um ponto positivo é com certeza a evolução da escrita da autora.
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Ruru 17/08/2020

Em qualidade, é um meio termo entre a saga da autora.
Uma das melhores ideias desde livro è pegar os dois melhores personagens da trilogia Grisha, Nikolai e Zoya, a história sem a Alina e o boy chatondela evoluem demais. Porém, as partes da Nina, a pior personagem dos seis protagonistas em Six of Crows, servem apenas pra enrolar e o livro ganhar mais páginas. Assim, a jornada do rei das cicatrizes é empolgante, boa e seu casal com Zoya é cheio de química, nota 4 para declarar meu amor ao Nikolai ?. Isaak, você é um herói.
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Camila.FArias 15/08/2020minha estante
Eu nao gostei desse livro. Uma pena pq adoro Nikolay,mas nem ele salvou. Adorei o plot do guarda dele! Achei viajado demais a parte dos " santos ". Agora fiquei com uma dúvida,pq faz um tempo q li. O darkling vou mesmo? Na minha cabeça eles tinham conseguido interromper isso. Gostei da lersonagem nova q ta interagindo com nina. Mas achei tudo muito meh, infelizmente


kingbabyackles 16/08/2020minha estante
Ai, eu amei o Isaak, mesmo já tendo uma leve ideia que ia dar ruim para ele, foi muito bom ver mais do Palácio sem o rei por lá e como parte do Triunvirato se viraria com todas as delegações lá.

Os santos achei bem viajado também, mas não posso negar que adorei bastante isso. Foi algo "diferente" pra mim.

Então, o Darkling voltou, mas no corpo do Yuri. Em um momento da travessia do monge, Nikolai e Zoya de volta para o Palácio, a Zoya foi buscar dois cavalos para levar eles como presos (para o pessoal não descobrir que o rei estava andando por aí sem guardas). Daí o Nikolai que viu que o Darkling voltou quando ficou só eles dois em um celeiro. Como ele voltou foi mais ou menos assim: A Zoya queimou o corpo que a Lizaveta guardou, mas o "espírito" dele já tinha saído e migrado pro corpo do Yuri. Pelo menos foi o que entendi. Mas de qualquer forma, ele tá de volta.

Sobre o plot da Nina, eu gostei muito da Hanne, mas não curti elas como casal, acho que como amigas seria tudo por enquanto, não aquela forçada que aconteceu para as duas terem um certo clima.

Eu gostei muito do livro, mas poderia ter sido melhor se o plot da Nina tivesse sido mais bem enroscado com o principal, só pareceu que foi algo a mais ali.


Camila.FArias 16/08/2020minha estante
Valeu! Não lembrava de jeito nenhum desse " detalhe" do darkling. Agora fiquei um pouco curiosa pra ler o proximo pq me apaixonei pelo darkling na trilogia! Achei o clima entre nina e a menina meio forçado tb mas consigo ver as duas como casal. Eu sinceramente acho q vao colocar elas como casal mesmo,mas espero q seja desenvolvido melhor. Eu quase larguei esse livro! Uma das coisas q mais me frustrou foi q parecia q tava lendo 2 livros e não 1 só pq o plots não se conectaram e tinham ritmos diferentes. Ainda prefiro a trilogia grisha. Veremos


kingbabyackles 16/08/2020minha estante
Eu sempre gostei do Darkling, achava ele um "bom" vilão, mas precisa ser algo beeem desenvolvido, senão vai acabar sendo cópia da trilogia.

Ahhh, eu também acho que elas vão ficar como casal, mas também espero que tenham um desenvolvimento bem melhor, porquê realmente parece forçado em KoS.

Esse negócio dos plota não conectarem é super verdade, isso aí é algo que no próximo livro precisa melhorar e dar um vínculo maior pro que a Nina está fazendo em Fjerda.

Eu prefiro a duologia de Six of Crows, mas tudo pode mudar no próximo livro e a duologia do reizinho virar minha fav, só resta a Leigh ajustar alguns pontos.




Lauraa Machado 19/05/2019

Muito bom!
Leigh Bardugo se tornou uma das minhas autoras favoritas há muito tempo, então é claro que eu fiquei louca da vida quando soube que ela estava escrevendo este livro. Mais ainda por ter Nikolai como protagonista. Apesar disso, confesso que fiquei bem apreensiva quando ele saiu e eu li várias resenhas de pessoas que tinham se decepcionado. Comecei a leitura bem cautelosa e acho que isso ajudou a não me decepcionar também. E agora eu mal posso esperar pelo próximo livro.

É verdade que a primeira metade do livro é bem parada, mas eu gosto tanto desse universo e do jeito que a autora escreve, que nem precisa ter enredo para o livro me agradar. Essa falta de enredo é um problema do livro todo. A "missão" da história é abrangente demais, sem um foco definitivo, e muda o tempo todo. Como disse, não faço tanta questão de uma direção para continuar lendo o que a Leigh Bardugo escreve, mas isso incomoda, porque você chega no meio do livro e não tem ideia do que o está levando adiante, de por que está lendo. Tenho certeza de que vai desagradar muita gente.

Mas isso nem foi o que me incomodou no livro. O que me incomodou foi a autora levar a história a níveis bem esquisitos, imprevisíveis, mas talvez viajados demais. E só dá para eu conversar sobre isso de verdade com alguém que já terminou de ler, mas queria deixar registrado aqui que, apesar disso, não é algo que realmente estrague o livro e o final foi bem incrível.

Tem pelo menos uma coisa que vai te manter interessado de qualquer jeito: os personagens. Como eu amo o Nikolai, principalmente essa versão dele, mais madura, mas ainda tão interessante e divertida quanto antes. Amei ver todas as camadas dele, coisas que antes eu só podia imaginar. Melhor ainda, só as interações dele com a Zoya, que se tornou uma das minhas favoritas. Ela é simplesmente maravilhosa, admito. Sou apaixonada pelo jeito que a autora cria seus personagens, porque ela não pede desculpas pelos defeitos e personalidades deles, não tenta fazê-los serem perfeitos, não os "cura" durante seu desenvolvimento e nem desmerece aqueles diferentes e menos ideais. Com Zoya, também foi assim. Quero mais dela! Muito mais! E a Nina continua sendo preciosa! Fiquei impressionada com a direção romântica que a autora resolveu dar a ela e apoio completamente! Além disso, já imagino o que vem pelo próximo livro no ponto de vista dela e já comecei a segurar a respiração agora.

Aliás, apoio todos os ships! Até aquele que me partiu o coração no final.

Sem contar com os detalhes loucos demais para minha cabeça, todo o resto do livro é ótimo, até mesmo as partes sem propósito definido ou mais lentas. Eu amo muito este universo! Fico feliz de ter visto pessoas dizendo ter se decepcionado, pois minha falta de expectativa me deixou me surpreender e gostar ainda mais! Quero mais Nikolai, mais Nina, mais Hanne e bem mais Zoya! Só quero mais!
Andréa Araújo 21/05/2019minha estante
Já sei que vou amar a Zoya também! Já gostava dos pedacinhos em que ela aparecia nos outros!


Lauraa Machado 21/05/2019minha estante
Nossa, você vai amar ela! Certeza!




Luiza Helena (@balaiodebabados) 23/08/2019

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Antes de iniciar essa resenha, um aviso básico: os acontecimentos de King of Scars se passam depois da trilogia Grisha e a duologia Six of Crows. Porém, enquanto Six of Crows é com personagens novos e não é necessário ler Grisha para poder compreender a história, aqui pode haver spoilers das duas histórias, visto que os personagens que aparecem aqui são já apareceram nas outras duas séries; além de vários outros serem citados, assim como acontecimentos.. Então, pode ser que role um spoiler aqui e ali.

Caso você ainda vai ler qualquer uma/as duas outras séries e não quer spoiler de nada, sugiro que pare a leitura da resenha por aqui mesmo e seja feliz. Se não, bem… é por sua conta e risco.

O que falar de King of Scars? Desde que a Leigh Bardugo anunciou essa duologia do melhor personagem de todo Grishaverse, mais conhecido como Nikolai Lantsov, eu fiquei com as expectativas lá no universo. E em Leigh Bardugo a gente confia para não nos decepcionar.

"Esperamos uma eternidade por você, Nikolai Lantsov. Seria uma pena se você falhasse conosco agora."*

King of Scars é narrado em terceira pessoa, com a maioria dos capítulos alternando entre Nikolai, Zoya e Nina. Essa divisão foi um ótimo artifício, principalmente pelo fato da história se passar em dois ambientes distintos: Nikolai e Zoya se encontram em Kavka, enquanto Nina está em uma missão em Fjerda. Essa alternância de local e foco do narrador deixa a leitura mais fluída e dinâmica.

Quando Nikolai fez sua primeira aparição lá em Sol e Tormenta, já sabíamos que ele é uma pessoa que realmente se preocupa com Ravka e seu povo. Em King of Scars vemos que essa preocupação só escalou de tamanho, já que agora ele é rei de Kavka. O ex-corsário continua galanteador e charmoso, porém vamos conhecer um lado que ele insiste em esconder: suas inseguranças e dúvidas em relação ao seu governo e a ele próprio como governante.

Apesar de todas seus medos, Nikolai não deixa de ter uma mente brilhante e de cair o queixo. O rei de Ravka é calculista ao extremo, prevendo situações e encontrando soluções na velocidade da luz. Durante a leitura, senti que sua mente e raciocínio funcionam na mesma frequência que Kaz (Six of Crows) e isso não é para qualquer um.

"Re'b Ravka, eles gritaram. Korol Rezni. Filho de Ravka. Rei das Cicatrizes.*"

Zoya é uma personagem cheia de camadas e, no momento, é uma das poucas pessoas que Nikolai confia para proteger Ravka e seu povo. Assim como o novo rei, conhecemos Zoya lá na trilogia Grisha. Sempre me questionei o que aconteceu na sua vida para que ela se tornasse essa Grisha fria e implacável e aqui temos as respostas, com o seu passado revelado.

Zoya sabe que não é muito bem querida não somente na realeza de Ravka e, em muitos, gera um medo e intimidação, mas ela não se importa com o que pensem contanto que seu reino e seu rei consigam se reerguer depois das atrocidades cometida pelo Darkling. Mesmo que ela não concorde com todas as decisões de Nikolai, ela está sempre ao seu lado, o aconselhando e assegurando sua vida.

"Meu rei está sangrando. Eu sou sua súdita e soldado, e eu venho lutar por ele"*

Em Fjerda, acompanhamos Nina e como ela está lidando com sua grande perda. A personagem sempre foi otimista e disposta a ajudar todos que necessitam, mas aqui vemos que sua luz se apagou um pouco desde a morte de uma pessoa querida e ela tendo que continuar em frente. Em certos momentos, achei que ela foi um pouco irresponsável e impulsiva em certas ações, mas faz parte da sua personalidade: não ficar parada enquanto ver Grishas sofrendo.

"[...] ela ainda era Nina Zenik, lendária Grisha e assassina impenitente.*"

Quando você acha que a Bardugo não tem mais nada a explorar no seu universo, ela vai lá e prova que ainda tem muito a se falar. A história de King of Scars é mais ligada a Grisha do que Six of Crows, não somente pelos personagens que aparece, mas o foco principal da ameaça a Nikolai e Ravka. Bardugo explora na história e nos personagens, principalmente Zoya e Nikolai, como as consequências das atrocidades e ações do Darkling ainda são uma sombra neles e no reino.

"Começamos na escuridão [...] e é às trevas que voltamos. Onde mais o homem rico e o pobre são iguais? Onde mais alguém é julgado apenas pela pureza de sua alma? "*

Desde que os vi juntos em Crooked Kingdom, eu senti muitas faíscas entre Zoya e Nikolai. Aqui, Bardugo leva o relacionamento dos dois a outro nível. É bem perceptível quanto eles se entendem e compreendem perfeitamente um ao outro. Seja nas alfinetadas ou em conversas mais sérias e profundas, a faísca está ali e é sentida. Se é sentida, espero que meu ship vingue porque Zoya e Nikolai são perfeitos um para o outro.

"Por que você nunca me beija docemente pela manhã, Zoya?"
"Eu não faço nada docemente, Alteza."*

Mesmo ferida por ter acreditado no Darkling e ele a ter traído, Zoya sabe que Nikolai é um governante completamente diferente do tirano. Em certos momentos, vemos como o ex-corsário é a única pessoa com quem ela baixa sua guarda, o que demonstra o quanto ela confia nele. E o sentimento é recíproco da parte de Nikolai. O rei sabe que, caso algo aconteça com ele, Zoya conseguirá proteger Ravka. De certa forma, a Grisha tornou um ponto constante e seguro na vida de Nikolai.

"O segredo... [...] Suponho que o segredo é que eu não suporto ficar sozinho. [...] Mas há alguns lugares ninguém pode ir conosco”*

Quanto à Nina e sua missão em Fjerda, não posso comentar muito por motivos de qualquer informação ser um spoiler. Só posso dizer que a ameaça de jurda parem aos Grishas está de volta e, por já ter sofrido por conta da droga, Nina vai fazer de tudo para que outros Grishas não passem pelo que ela passou. Para isso, ela conta com a ajuda de dois soldados Grisha, que foram enviados a Fjerda juntamente com ela, Adrik e Leoni.

Nina também conta com a ajuda de Hanne, uma fjerdana que sofre por não se encaixar nos padrões da sociedade e é enviada a um convento para, resumindo, aprender a ser uma dama de verdade. Gostei como a Bardugo trabalhou esses questionamentos da garota sobre querer ser quem deseja e como isso bate de frente com sua vontade de não querer magoar seus pais. Porém, Nina percebe uma fagulha de ânsia por liberdade em Hanne e vai tentar mostrar a garota que há muito mais do que as regras e costumes machistas de Fjerda.

Entretanto, creio que a Bardugo poderia ter explorado esse desenvolvimento em Nina em uma outra série, com foco na personagem. Os acontecimentos em Fjerda foram muito bem explorados, assim como os focados em Nikolai e Zoya em Ravka, mas fica o sentimento de que são duas histórias distintas contadas em um só livro. Pelo menos esse é a minha visão aqui; vamos ver o que a Bardugo pode aprontar na continuação que faça conectar esses dois ambientes.

Quanto aos personagens secundários, boa parte já apareceram na trilogia Grisha. Junto com Zoya, David e Genya formam o Triunvirato, que são uma espécie de conselho do Rei. Os irmãos Tolya e Tamar ainda aparecem por aqui, protegendo a vida de Nikolai de todas as ameaças (e não são poucas). Gostei bastante que a Bardugo “reaproveitou” personagens que foram importantes na trilogia Grisha, não somente Zoya.

Em um certo momento da história, os quatro se veem em uma sinuca de bico que se fosse eu no lugar, teria surtado real. Também gostei dessa narração, focada em um personagem de grande importância que apareceu aqui, chamado Isaak.

Sobre o final, gente.. QUE FINAL FOI AQUELE?? Eu nem chorei; só fiquei me tremendo. Olhando em retrospectiva, foi algo que eu deveria ter desconfiado, porém não. Resultado: fiquei chocada! Espero que a Bardugo não demore a lançar o segundo livro, pois creio que minhas unhas não irão sobreviver até lá.

"Muitos dos meus velhos amigos, reunidos em um só lugar. [...] É bom estar em casa"*

* Sinopse e quotes traduzidos por mim

site: https://balaiodebabados.blogspot.com/2019/08/resenha-421-king-of-scars.html
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