A Verdade Vencerá

A Verdade Vencerá Lula




Resenhas - A verdade vencerá


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Habibks 26/03/2018

Impressionante!
Sem me estender muito sobre o conteudo do livro ou sobre suas as qualidades, gostaria de dizer que o livro já nasceu histórico.

Muitas das duvidas que surgiram sobre o que Lula(PT) estava pensando durante os acontecimentos do cenário politico (2014 - 2018) são esclarecidas através de uma entrevista franca e honesta.

Primeira vez que eu vi Lula(PT) falar sobre os diversos assuntos do golpe de 2016 com tamanha honestidade.

Muitas das coisas que eu ( e muita gente) criticava sobre Dilma Rousseff(PT), também eram criticadas por Lula(PT).

Até as minhas teorias sobre o isolamento e alienamento que Dilma Rousseff(PT) sofria por parte dos seus assessores estava correto.

O livro é repleto de historias de bastidores que serão tratadas como documentos históricos no futuro proximo.

Resumindo Lula(PT) deu uma entrevista bastante honesta sobre os erros de Dilma, sobre os acertos do seu governo e contou muitas historias da sua vida que ajudaram a moldar o seu pensamento politico.

Só para ficar em alguns exemplos:

1) Ele falou sobre o processo de distanciamento de Eduardo Campos(PSB) com Dilma Rousseff(PT).

2) Ele falou sobre as tentativas dos membros do PT em separar Dilma Rousseff e Ele.

3) Ele falou sobre a falta de comunicação dele com Dilma Rousseff.

4) Ele admitiu uma cacetada de erros que cometeu, embora não tenha percebido isso. Quem tiver um pouquinho de consciência politica vai entender o que eu estou dizendo quando ler o livro.

É um livro extremamente gostoso de ler. Não houve momento algum que a entrevista ficou chata ou cansativa. Muito pelo contrario, cada historia de bastidores ia aumentando a minha curiosidade.

Palmas para todos os envolvidos na produção desse documento histórico.

cid 10/04/2018minha estante
Parabens pela resenha.


Virginia 18/04/2018minha estante
falou exatamente tudo sobre o sentimento ao ler esse livro. achei excelente.


Habibks 25/09/2018minha estante
OBS: Eu recomendo a todos que acharam interessante os meus comentarios sobre o livro procurarem adquirir o livro rapidamente.

Explico: Eu acredito que esse livro será invariavelmente republicado, mas jamais com o mesmo cuidado grafico que teve essa edição.

Sem papas na lingua: É um dos livros mais belos que eu já vi.




Marc 25/04/2018

A Verdade Prevalecerá
Fossem cristãos conservadores, acusados de crimes como é o caso de Luiz Inácio, o título do livro poderia ser “A verdade prevalecerá”. Porque só mesmo alguém com a mentalidade da esquerda para querer que a “verdade” vença, que domine, que coloque a outra versão em seu devido lugar. Pode parece uma galhofa o que estou fazendo, mas para quem conhece a diferença entre os dois pensamentos, sabe que é essencial. Esse livro é um instrumento de manipulação da opinião pública (a editora chegou a disponibilizá-lo gratuitamente para que subisse na lista dos mais vendidos e gerasse a impressão de que aqueles que acreditam na inocência de Luiz Inácio são muito numerosos, talvez até a maioria), porque quem entende como funciona a espiral do silêncio, sabe que daqui para frente, a mera presença do livro na lista dos mais vendidos será usada como argumento político. É com esse tipo de gente que estamos lidando.

Mesmo que pareça inocente, o livro é recheado da versão da esquerda para os eventos que afligem o país. Uma longa entrevista onde Luiz Inácio deve aparecer como humano, como o cara que gosta de futebol, de uma “pinguinha” e se confunde facilmente com o povo. Ele é carismático, experiente em retórica e faz uso disso o tempo todo para nos convencer de que um cara como nós, como o seu vizinho, seu pai ou tio, não pode ser um bandido especializado, comandante de um esquema que desviou bilhões e bilhões do povo (aquele para quem ele, despudoradamente, afirma a cada 2 ou 3 minutos ter governado). Ao fim, se o leitor tem um entendimento, por menor que seja, do que está acontecendo no país, do que significou para o país os governos do PT, o livro dá vontade de vomitar. Esse cidadão não tem um mínimo de vergonha de tentar engambelar todo um país, de usar milhares de pessoas como “escudo humano” para não ser preso, de usar o nome da esposa falecida para protelar a prisão (o detalhe macabro é que no ato ecumênico pela memória de sua esposa, ele só citou o nome da falecida uma vez, de passagem, enquanto tomava todos no palanque pelo braço e apresentava aos que assistiam abaixo, dizendo que era importante fortalecer com o voto).

De tudo que fala no livro, de sua enorme capacidade de negociação, inteligência, malandragem (o bom malandro, claro, que gosta de futebol, etc), não comenta uma única vez sobre a alta histórica das commodities. Quem tem mais do que dois neurônios sabe que infelizmente houve uma sincronia entre o ciclo de Luiz Inácio na presidência e a valorização sem precedentes desses produtos, o que permitiu que ele tivesse recursos como ninguém teve antes dele. Essa é a única explicação para a bonança de seus governos, não sua capacidade. Enquanto o país tinha uma oportunidade única de se desenvolver, de investir em indústria e romper o ciclo de dependência dos países desenvolvidos, seu partido saqueava as empresas nacionais como “nunca antes na história desse país”. E com a maior cara de pau esse sujeito se coloca como um grande estadista, como alguém que, uma vez novamente no Palácio do Planalto vai recolocar o país no caminho do desenvolvimento. Mas, para quem estuda história e compara eventos, sabe que o retorno de Luiz Inácio certamente vai significar um período de destruição da liberdade, de caça aos “inimigos do povo”, censura da mídia e de redes sociais, porque ele não vai ter o dinheiro que teve e vai acusar a classe média, a burguesia, a direita e quem mais decidir nomear no momento como sabotadores das conquistas do povo.

Há muito o que se falar sobre Luiz Inácio. O mito que ele construiu sobre si ainda é capaz de mobilizar milhões de pessoas; sua prisão não encerra seu ciclo, não destrói seu poder político. Não de imediato e seus seguidores fazem de tudo para manter e até aumentar seu poderio. O que pretendo comentar é sobre o significado de sua prisão para o país à luz das diferentes versões que estão combatendo para determinar o caminho que vamos seguir nessas eleições e depois.

Um pouco de história

O Partido dos Trabalhadores é fundado em 1980, por intelectuais, políticos, artistas, religiosos. Seu objetivo era promover um tipo de política de esquerda que fosse declaradamente contrário ao modo stalinista de governo, ou seja, não autoritário, livre de culto à personalidade, etc. O partido nasceu de uma junção de setores da esquerda e do sindicalismo do ABC de SP, que haviam promovido greves históricas no fim da década de 1970.

Sua visão de mundo deriva diretamente das ideias de Antonio Gramsci, intelectual comunista que defendia que a revolução armada e barulhenta jamais seria capaz de sustentar o regime. O melhor caminho deveria ser longo e silencioso, através de infiltrações em instituições importantes, como a Igreja, instituições de educação, sindicatos, exército, etc, modificando as mentalidades progressivamente de dentro até que todos pensassem como comunistas, mesmo não tendo a menor ideia de que o são. Nas palavras de Flávio Gordon: “O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que o seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume.” (A Corrupção da Inteligência). Quer dizer, o partido, o moderno príncipe, ocupa um espaço dominante na sociedade, se tornando o ponto central, embora sem derramar sangue, sem chamar atenção para si.

O que chama a atenção na criação do PT é que a própria Teologia da Libertação, ramo desvirtuado da Igreja, que foi criado a partir da infiltração de comunistas dentro do catolicismo, dá origem a algo imprevisto. A Igreja infiltrada deveria se desviar de seu caminho a tal ponto que o Jesus que prega fosse mais parecido com Che Guevara do que qualquer outro personagem na história. Mas ela própria acaba criando um partido político. E acredito que essa atitude inesperada tem influência direta em como o partido reage em relação aos crimes de Luiz Inácio. Ele é seu messias, seu salvador. É um caso interessante de um partido comunista que nasce sob influência direta de religiosos e que investe sobre uma liderança carismática todo o seu destino. O PT apresenta, em sua origem e talvez hoje em dia mais ainda, elementos de seita. Mesmo aqueles que negam a religião, veem Luiz Inácio como o único capaz de realizar a plenitude do projeto de poder do partido. Se ele não for capaz, ninguém mais será.

Educação

Luiz Inácio adora propagandear aos quatro ventos que seus governos foram os que mais criaram vagas em universidades para os pobres. Diz que criou programas que permitiam o acesso de jovens ao ensino universitário em boas instituições e ainda por cima, criou muitas outras, para que houvesse vagas para todos que estivessem interessados. É bonito falar em educação, porque se tornou um truísmo dizer que quem não estuda não tem condições de se tornar “alguém” na vida. Além disso, havia também a ideia de que melhores índices de escolaridade levam a desenvolvimento econômico, e este, por sua vez, permitiria que a educação fosse ampliada. Um circulo virtuoso, portanto.

O problema é que nada disso aconteceu. Esse excesso de universitários não foi absorvido pelo mercado de trabalho, porque não havia necessidade de tantos diplomas. Por outro lado, essa facilitação elevou as exigências para empregos que não necessariamente precisariam de um diploma de nível superior para ser exercidos. No entanto, há uma outra consequência que pode ser ligada diretamente ao aspecto político que preocupa a muitos hoje em dia: o diploma universitário permite o acesso à burocracia estatal, fazendo com que o Estado se torne inchado e ineficiente, ao mesmo tempo que torna as incertezas do mercado privado pouco atrativas para uma classe de pessoas que veio da pobreza e deseja não mais voltar a ela. Na prática, o resultado da multiplicação de diplomas nos governos de Luiz Inácio só fez aumentar o Estado, dificultar o acesso de pessoas com pouca instrução a empregos de nível mais baixo e, a cereja do bolo, precipitou a verdadeira rivalidade de classes ao desestabilizar um quadro que tinha enormes defeitos, mas que não apenas não foi aprimorado e corrigido, como incorporou mais alguns a seu vasto repertório.

Qual a necessidade de um porteiro de prédio poliglota, com conhecimento de medicina, engenharia, filosofia, etc? Ora, todo conhecimento é interessante e faz com que o indivíduo amplie seu universo existencial, mas não tem a menor utilidade para se realizar essa função que damos como exemplo. Na prática, essa elevação das exigências para uma vaga de trabalho simples só aumenta a dificuldade das classes pobres em romperem com sua condição, porque agora tem que investir muito mais em sua educação, utilizando recursos que seriam mais bem aproveitados se fossem destinados a outras áreas. Esse “milagre” do acesso a universidade é mais um modo de ampliar a luta de classes, de atirar todos contra todos, sabiamente manipulados pela esquerda, alimentando sentimentos de revanche disfarçando sua fala como justiça social.

Fosse um governo interessado em promover a ascensão social dos mais pobres, ao invés de tomar mais e mais setores da sociedade sob sua tutela, teria desonerado a população de tantos impostos, o que gera emprego e de fato combate a pobreza. Ao contrário, um Estado que controla quase toda a economia e que decide atuar em mais áreas ainda, com o discurso de inclusão social, mas que só serviu para aumentar seu poder sobre a sociedade e deixá-la mais dependente de suas intervenções. Luiz Inácio defende o tempo todo que o Estado serve para corrigir falhas históricas da sociedade brasileira e a educação foi o carro-chefe de seu domínio. O resultado, como se pode ver, foi desastroso, porque assim que as commodities, que deram fôlego financeiro ao governo, voltaram a seu patamar normal, o país entrou em uma crise sem precedentes (e não sabemos quanto tempo vai levar ainda para sair dela, levando em conta que o Estado continua com enorme apetite sobre o bolso do povo, com impostos cada vez mais altos).

Construindo uma espiral do silêncio

O objetivo do livro, praticamente colocado na lista dos mais vendidos através de downloads grátis é forçar a percepção de que grande parte, se não a maioria da população acredita na inocência de Luiz Inácio e, assim, fazer com que aqueles que sabem de sua culpa se vejam isolados e se calem. É uma tentativa de retomar o controle da opinião pública por meio de uma manobra inteligente, refinada. Não podemos esquecer, por outro lado, que embora seja frequentemente atacada pela esquerda, a Rede Globo complementa essa estratégia cobrando diariamente a resolução do caso Marielle e mostrando que a sociedade está mobilizada à espera de uma resposta. Isso significa afirmar que as autoridades brasileiras são injustas, parciais, engajadas no silenciamento da esquerda e que, por extrapolação, podemos pensar que a justiça pode não ter agido da forma mais correta em relação a Luiz Inácio.

Sendo assim, a intenção é mostrar que a população em sua maioria está atenta e preocupada com os desmandos da justiça. E, mais, quem pensa assim é maioria. A Globo continua forçando o entendimento de que a sociedade está muito preocupada com a resolução do caso Marielle, mostrando atos e mais atos de protesto (embora sejam sempre com as mesmas pessoas, como sabemos, mas que podem ter o efeito de funcionar como fagulha e aglutinar multidões novamente, como em 2013). Ele pretende levar mais emoção para o debate político, fazer com que os militantes do partido se sintam ofendidos por todo o jogo de manipulação da direita, da mídia, da elite. Enquanto alguns tentam retomar uma política precariamente equilibrada, a esquerda pretende incendiar o debate, inflamar as massas e tomar de assalto (desculpe, um trocadilho que escapou) as instituições para dobrar a sociedade inteira a sua vontade. Haja o que houver, Lula candidato ou não, se cedermos à pressão da esquerda, teremos uma ditadura. E o líder será, claro, o bandido mais amado do país.

Esse fenômeno (espiral do silêncio) é universal, não depende de força de vontade, de nível educacional, nada. Nós tendemos a acompanhar a maioria quase naturalmente, sendo quase impossível enxergar a tempo que estamos fazendo coisas que não são aquilo que apoiamos e pensamos normalmente. Essa é a força do grupo e da multidão. A esquerda tenta construir a sensação de que aqueles que pensam contra Luiz Inácio são minoria, tenta isolá-los em suas salas de aula, seus trabalhos, etc, na esperança de que esse sentimento faça com que se calem. Enfim, a tentativa é produzir a sensação de que a grande maioria da sociedade está ao lado de Luiz Inácio e, desta forma, calar a oposição, ao mesmo tempo que conseguiria transferir algumas pessoas para sua causa pelo simples temor do isolamento. Eles estão jogando pesado agora. Temos nossas redes sociais invadidas por vídeos e memes, opiniões de especialistas, etc, dizendo que a condenação de Luiz Inácio não tem provas, de que o processo é baseado numa mentira, de que tecnicamente não houve espaço para a ampla defesa, de que deve existir presunção de inocência (para um condenado em segunda instância, isso seria muito curioso) e sempre aparece a apelação de que o povo sabe que é tudo mentira, ou seja, de que se você está pensando que está bem informado, está é fazendo parte do golpe, etc.

Psicopatas no poder

Durante a entrevista, Luiz Inácio insiste em se dizer um democrata. Segundo ele, estava apenas fazendo a vontade do povo, lhe dando acesso ao que antes era restrito a classe média (aquela que eles odeiam, como diz dona Chauí). Nenhuma de suas reformas, extensas vale a pena dizer, foi com o objetivo de implantar o comunismo, mas de equalizar a sociedade brasileira, levando-a a um novo patamar democrático. Chega a doer os olhos cada vez que eu leio esse tipo de coisa.

Deveria ser de domínio público que todas as vezes que um esquerdista usa o termo democracia ele está se referindo a algo totalmente diferente do que nós entendemos. E ele o faz como estratégia de poder, com a intenção de convencer incautos de que suas intenções são as melhores possíveis. Ora, basta uma leitura rápida em “O Manifesto Comunista” para perceber que um comunista se refere à democracia com dois níveis de significado: o primeiro, das aparências, visa atingir aprovação das pessoas através de sua falta de entendimento de como um comunista quer destruir o capitalismo e a democracia burguesa; desta forma, se passando por um democrata, o esquerdista usa um discurso vago, apelando mais para o aspecto emocional de que todo aquele que não é democrata nem deveria participar do jogo político (coincidentemente, todo aquele que não deveria participar do jogo político é quem não concorda com ele...). O segundo nível trata democracia como crítica à burguesia, rechaçando o que considera mero jogo de cartas marcadas, sem participação popular efetiva (o que é a verdadeira democracia para um comunista). E nesse caso, participação popular significa comunismo real, com um partido dirigente e toda a nação empenhada na causa da revolução. Luiz Inácio é um democrata apenas nesse sentido, ou seja, alguém que nutre profunda antipatia pelo capitalismo e a democracia (regime representativo, com eleições majoritárias entre diversos partidos com posturas políticas diferentes, etc), mas se vale do discurso para enganar os menos atentos e implementar o que considera a democracia real, que no fundo só continua recebendo esse nome por uma questão de escolha, porque não tem mais nada a ver com a democracia ocidental.

Os governos do PT foram marcados por essa insistência em transformar a sociedade através de uma influência direta do partido no modo de vida do povo. Por exemplo, o Estatuto do Desarmamento, que foi enfiado goela abaixo da população depois que o resultado não foi o que a esquerda esperava. Mas há incontáveis exemplos, onde o objetivo era provocar uma mudança de entendimento e comportamento na sociedade através de medidas que invariavelmente contrariavam a tradição. Essa concepção de que a sociedade pode ser moldada a seu bel-prazer, se valendo de qualquer instrumento que lhe caia nas mãos é típico do pensamento de esquerda. A imanentização do paraíso, onde se toma os meios pelos fins e tudo está justificado a priori, porque o revolucionário tem sempre a melhor das intenções.

Uma das consequências mais importantes de um governo revolucionário é a completa destruição do sentido de realidade que a pessoas tem dentro de si. Através de uma nova educação, da implantação compulsória de novos valores, aos poucos vai-se fazendo a população reduzir seu horizonte existencial (será que toda essa pobreza cultural no país é apenas um acidente? Será que a capacidade cada vez mais limitada da população de se expressar, porque tem o ensino da língua formal barrado pelos métodos freirianos não contribui para isso?) e se conformar com o papel ridículo que lhe entregaram. Quando um revolucionário está no poder, sua mais importante realização é modificar completamente a realidade que servia de base para o comportamento de todos, reduzindo o mundo para sua população, inculcando valores deturpados, afastando a tradição e a história desse povo, até não sobrar nenhuma lembrança de um mundo normal.

E na esfera política, que dizem estar tornando mais saudável através da inclusão dos marginalizados pela política clássica, só o que consegue é destruí-la. O debate político, essencial à atividade passa a ser entendido como perda de tempo, como inútil, como um entrave às decisões do “povo”. Dessa forma, política se torna apenas a arena de expressão das decisões do partido, não de debates e evolução das posições. Não será desta forma que devemos entender a ideia por trás do Mensalão? A política era pura perda de tempo, havia o dinheiro (infinito, como a alta das commodities fazia pensar), alguém teve a ideia e logo foi posta em prática: dava-se um valor para deputados, senadores, políticos em geral para que estivessem sempre ao lado das propostas do governo e as reformas andassem com velocidade incrível.

A política clássica, de debates e enfrentamentos, negociações, etc, perde todo o sentido em um sistema assim. Pior que isso, quem ousasse resistir ao sistema de corrupção e quisesse debater, era considerado inimigo e tinha sua reputação destruída por um esquema de produção de relatórios, denúncias e tudo o mais que permitisse acabar com a vida pública da oposição. Parafraseando Weber ao falar sobre Bismarck, Luiz Inácio provocou o retrocesso da política, sua infantilização a um ponto “nunca antes visto na história desse país”. Um governo patocrático histeriza a vida política, abrindo espaço para violência. Ou seja, a arena política, lugar da razão, é tomada pela emoção, tudo passa a ser decisivo para a história do país, precisa acontecer imediatamente. A disputa política, portanto, depois que a emoção toma o controle, é hostilizada e tomada como contraproducente, é preciso que todos corram na mesma direção.

O bode expiatório – guerra civil

Apesar de mostrar que um regime patocrático como o do PT leva à ruína da esfera da política e das relações sociais, parar aqui seria prestar um serviço à esquerda. É preciso nomear o que ela faz dividindo a sociedade e provocando o ódio. Como Mises destaca, a mentalidade anticapitalista é baseada em um sentimento humano corriqueiro: a inveja. Se trata de atirar contra a classe média a afirmação de que ela odeia os pobres, de que faz o possível para mantê-los em seu lugar na sociedade, de que o patrão é inimigo do empregado e o explora descaradamente. Incitando a inveja aos bem-sucedidos, com argumentos sedutores de que se valem do poder para manter os pobres na miséria, a esquerda vai conseguindo voltar a sociedade contra si mesma, ou melhor, transforma classe média e pobres em inimigos, tomando o partido desses, claro, por serem maioria.

Implícito nisso, em todo esse sentimento de inveja pela riqueza ou conforto material, está presente também o ódio à hierarquia. E aqui vamos nos encontrar com René Girard e sua teoria do mimetismo.

A hierarquia na sociedade humana é absolutamente odiada pela esquerda. Como se sabe, eles acreditam que somos todos iguais e defendem a igualdade como a essência da justiça, do mundo ideal que querem ver realizado. Sua luta contra o capitalismo significa destruir esse mundo apoiado sobre a noção de mérito, de conquista, porque em sua visão de mundo, aquele que alcançou um lugar mais alto, que tem mais dinheiro, sucesso, etc, só o fez através da exploração de outros, do fechamento de portas, da exclusão de possibilidades de outros alcançarem o mesmo patamar.

Isso significa que não importa quanto se lute (a não ser uma honrosa exceção, como veremos), para um esquerdista, sempre vai haver algo a criticar, sempre haverá uma mácula em seu sucesso. O sucesso alheio sempre gera desconfiança num esquerdista. Mas se ele, esquerdista é quem alcançou riqueza, isso se deve à nobreza de sua luta, de pessoas que o acompanharam e ajudaram a progredir. Essa exceção à regra da mácula da riqueza se deve ao fato de que um esquerdista rico é alguém que leva a luta a outro patamar, que fornece recursos, que disponibiliza suas posses para a revolução. Também avaliam com bons olhos se um pobre se torna rico, desde que não abandone “suas raízes”. Enfim, o problema todo está em que não suportam ver uma sociedade desigual.

Todas as minorias alimentadas pela esquerda para fazer a revolução em seus micro-universos (micropoderes), remetem ao esquema da destruição do capitalismo, o grande hierarquizador, na visão esquerdista. O grande vetor que atravessa todas as lutas de minorias, ou melhor, o grande instrumento que faz com que as lutas de minorias sejam controladas pela esquerda clássica, que quer destruir o capitalismo, é a noção de que não importa o preconceito de que se é vítima, no fim das contas, ele faz com que se seja mais pobre do que deveria, ao mesmo tempo que eleva o status social de quem tem o preconceito. Dessa forma, ao inculcar que os negros sofrem racismo E são pobres; que os gays sofrem preconceito dos heterossexuais E são pobres, e assim por diante, a esquerda consegue alimentar um sentimento muito presente nas relações sociais e que embora não seja visto como categoria clássica do político, precisa ser pensado: o sentimento de inveja.

Há uma inveja controlada, quando a hierarquia humana é preservada e alguém numa posição inferior, mesmo restrita ao seu círculo social e desejando os objetos que o preenchem, ainda assim almeja posições superiores e toma quem já está em degraus mais elevados como um modelo. Ele luta para se elevar e conquistar outros níveis. Seja socialmente, economicamente, etc. Por exemplo, um aluno que acompanha um professor famoso e sonha com o dia em que será titular de seu departamento na universidade. Isso é normal e saudável. O problema acontece quando os meios normais de ascensão social começam a ser questionados sistematicamente através do entendimento de que privilegiam uma raça, grupo, preferência sexual, etc. E isso foi o que o PT e a esquerda, de modo geral, fez no país nas últimas décadas. Incitação ao ódio na sociedade, com o objetivo de romper os laços de união, porque esse sistema de hierarquia promove a união na sociedade, através da crença de que aqueles que conseguiram uma posição elevada merecem estar lá e que através de muito trabalho é possível a qualquer um alcançar a mesma posição.

Logo de início, através da ideia de que a escravidão gerou preconceito racial, frequentemente alimentado pelo destaque que se dá a criminosos negros, fez com que nascesse a proposta de cotas raciais. Um aluno negro poderia entrar numa universidade, mesmo com uma nota não tão boa quanto um branco de classe média, porque isso significa reparar uma dívida histórica da sociedade. Depois foi algo parecido com os gays, com as mulheres, com todas as minorias que se possa imaginar. Luiz Inácio e a esquerda não cansam de repetir que quem o critica é porque não suporta dividir o avião com pobres, ou ver “aquela gente feia” em Maresias ou Angra dos Reis, conhecidas praias de pessoas ricas.

Essa destruição da hierarquia como princípio de organização social faz com que, obviamente, a desorganização domine. E isso talvez explique muitas das agruras que enfrentamos hoje em nosso país. Depois que essa noção é rompida, as pessoas passam a se odiar mutuamente, porque não há mais algo em que se fiar para direcionar suas ações. O desejo mimético, para usar a expressão de Girard, faz com que a rivalidade, o ciúme e a inveja se direcionem para qualquer ponto e atinjam graus muito elevados. Ora, será que não podemos creditar esse ódio, essa intolerância que parece ter se tornado o modo típico de comportamento do brasileiro a essa perda de parâmetros na sociedade? Nas palavras de Girard, a partir da leitura de Shakespeare: “Os entes anteriormente diferenciados transformam-se em duplos indiferenciados que ficam colidindo sem qualquer propósito inteligível, como contêineres soltos no convés de um navio sacudido pela tempestade. A violência deles destruiu qualquer objeto que desejem comumente, privando sua luta de significado. Os entes em conflito não têm sentido suficientes para ser chamados opostos, então Shakespeare recorre a ‘coisa’, a palavra mais vaga da língua. O sentido mesmo depende do princípio diferencial, que deixou de funcionar. O Degree é a própria capacidade de simbolizar.” Ou seja, estamos vivendo um momento em que não se sabe mais o que se deseja, apenas lutar contra o outro, contra o inimigo.

Pode parecer exagerado propor esse tipo de interpretação, mas se olharmos com cuidado, podemos perceber que tanto a esquerda quanto a direita estão, primeiro lentamente e agora cada vez mais rápido, desviando o olhar do objeto em comum (a tomada do poder, a presidência do país, etc) e se voltando contra o grupo contrário. Ora, o combate vai se tornando a razão de viver de muitos, de cada vez mais pessoas, que vão perdendo sua especificidade e se tornando meros combatentes. Todos nós vamos perder se o mimetismo dominar a sociedade brasileira, disso tenho certeza.

Depois que chegamos a esse ponto, há dois caminhos possíveis. Um deles é uma guerra civil, porque a sociedade está destruída a tal ponto que uma reconciliação entre suas partes é impossível. E o outro é eleger um bode expiatório e pacificar a sociedade. Mas o PT jamais vai entregar seu líder como um bode expiatório, mesmo que isso pudesse esfriar os ânimos e desviar a atenção de si. Ou é Luiz Inácio, ou não é ninguém. Acredito que isso se deva à origem do partido dentro da própria Igreja Católica. De modo que estamos assistindo ao incitamento da violência na sociedade pela esquerda, uma aposta muito arriscada, visando uma ruptura que possa proporcionar a tomada do poder por uma autoridade centralizada e dominadora. Sim, no fim das contas a esquerda acredita que o caos vai pavimentar seu caminho ao poder, mas pode não ser assim. Isso porque o caos que temos agora é como nunca houve no país. Uma direita incipiente, embora muito mais qualificada intelectualmente, precisa também de número, do apoio popular. E é certo que nem todos que apoiam a direita sabem ou conseguem compreender o significado de suas teses. Muitas dessas pessoas, como também na esquerda, estão apenas lutando, se esforçando para combater o outro lado. Essa intensificação dos ânimos pode levar a uma guerra civil, nada parecido com o que as lideranças da esquerda imaginam que pode lhe entregar o poder de mãos beijadas.

Deboche

Uma peça tão descarada, repleta de mentiras e “liberdades”, não poderia terminar de forma mais sintomática. Há alguns cadernos de fotos no livro, onde Luiz Inácio sempre aparece cercado pelo povo (aquele para quem ele governou, como se sabe), mas uma delas é a melhor de todas. A foto final ganhou notoriedade nas redes sociais algum tempo atrás e mostra Luiz Inácio ao lado de jovens fazendo o simbólico gesto da “sarrada” no vazio. Ora, não há como não pensar que somos nós o objeto dessa “sarrada”, dessa encoxada, desse abuso, onde o abusador malandramente sai dizendo que “nós deixamos”, que “nós queríamos”.



Israel Miranda 25/04/2018minha estante
Só por conseguir ler até o fim sem rasgar, já merecerias uma medalha.


Marc 25/04/2018minha estante
kkk. É verdade, mas a vontade foi grande.


Salomão N. 25/04/2018minha estante
Putz, cara. Por que você leu esse livro, kkkkkkk?


Salomão N. 25/04/2018minha estante
Só de ver a capa já dá para saber a ""qualidade"" do material. Hueheueheue


Marc 26/04/2018minha estante
Na verdade eu ganhei o livro, acho que tentavam me converter à "verdadeira verdade" do molusco. Mas li e aproveitei para escrever um pouco sobre o PT e o que fez ao país. Nesse sentido foi bom para mim. Mas recomendo a leitura, o nível de mentiras e pilantragem emotiva é tão baixo que vale bem para mostrar o desprezo que ele nutre por todo o país.


Lisandro 18/07/2018minha estante
Não acredito que tenha lido o livro - e isso tem sentido duplo. Seja como for, não acho proveitoso perder tempo comentando em páginas de figuras que não admiro. E se se eu acho um político corrupto, nem perco tempo lendo sobre ele. São convicções já muito bem estabelecidas, seja por fatos ou por achismo (o que mais existe por aí). Mas, opinião, como se diz, cada um tem a sua. A propósito, como disse, não perco tempo lendo coisas que não gosto. Seu comentário foi um deles. Só dei uma passada e qdo percebi que havia coisas que discordo completamente, pulei, Escreveu tanto que parece um livro. Quem sabe quando virar filme eu vejo... não, nem assim.


Marc 19/07/2018minha estante
Nossa, Lisandro, lacrou! É por isso que vc admira essa figura e eu não, percebe? Ou melhor, indo um pouco mais profundamente a partir das bobagens que vc fala, é por pessoas que pensam como vc, que não tem interesse em conhecer o "outro lado" que nosso país elegeu um psicopata e se tornou essa miséria. Isso sem contar os altíssimos índices ligados à educação, coisa que só nos traz orgulho, né? Se vc não percebeu, aproveito esse desastre editorial para levantar uma série de questões sobre o momento atual a partir da figura desse bandido miserável. Mas vc não é capaz de perceber, afinal, o considera um homem grandioso, um estadista espetacular, etc. Então eu fui olhar seu perfil, para ver quantos livros de política, sociologia, filosofia ou ensaios vc tinha lido, afinal isso é importante para poder avaliar o significado dessa figura tão escabrosa de nossa história, e vc não tem um sequer. Um, que seja! Me diga, Lisandro, como vc pode querer entender um mundo complexo, repleto de mentiras, interesses, inúmeras questões sociais, desinformação, etc, etc, etc, com base apenas na simpatia pelos políticos? Não passa pela sua cabeça que está lhe faltando algo? E ainda faz piadinha dizendo que prefere assistir filmes do que ler...


Jussiê 13/11/2018minha estante
"...certamente vai significar um período de destruição da liberdade, de caça aos ?inimigos do povo?, censura da mídia e de redes sociais..." é o que está acontecendo agora, e sem Lula... Enfim, dá para notar que você odeia a esquerda e tudo o que concerne a ela, afinal esquerdistas só tem "dois neurônios", um comentário repleto de ódio e nada mais, que atribui o crescimento do país durante o governo lula a "valorização sem precedentes desses produtos" (?)... Teu texto é confuso (e acho que propositalmente), muitas bobagens... De boa, não adianta você ler Dostoievski, Kafka, Camus, e terminar repetindo a cantilena paranóica de um Olavo de Carvalho..."veem Luiz Inácio como o único capaz de realizar a plenitude", que bobagem cara... Deu vontade de comentar cada um dos seus parágrafos mas na real isso seria inútil, teus preconceitos estão super cristalizados... Vou te deixar uma dica, não se importe tanto com o "ler em quantidade" mas "ler com qualidade". Abraços.


Marc 14/11/2018minha estante
Certo, Jussiê. O seu comentário exala amor e compaixão por quem pensa diferente de você. Para vocês, basta ser uma crítica que é discurso de ódio, porque não são capazes de compreender que outros entendam os fatos históricos de outra maneira. Basta tentar explicar o fenômeno Luiz Inácio para que o texto seja confuso e falte pensamento. Pois eu sempre vou ao perfil das pessoas que comentam meus textos e não me surpreendi em nada que no seu só tenham textos da esquerda. Só de Che Guevara, o santo, deve ter uns 20 livros ou mais. Mas não havia nenhum de direita, ou mesmo de autores mais moderados. A bem da verdade, nem livros sobre política ou de filosofia. O forte dos lulistas é se prender ao carisma do nove dedos e nada mais. Só isso já serve para analisar toda a história ALDL, sacou? Além desse - como dizer? - "comportamento", você diz que poderia refutar parágrafo por parágrafo de meu texto, mas não o faz por ser inútil. Ora, esse tipo de bravata pode até funcionar para a sua galera, mas não comigo. Não concorda ou não entende? Afinal, quantos livros do Rene Girard você leu para refutar a explicação dele? Ou o clássico da Noelle-Neumann, leu? Ponerologia, talvez? Não sou dono da verdade, mas se quiser debater a partir do que escrevi, ao menos tenha a honestidade de admitir que não sabe do que estou falando e se enfezou (opa, desculpa, se sensibilizou, porque ódio é só do lado de cá) justamente por se ver impotente em rebater o que escrevi, tendo que apelar para um ataque direto a mim. Pois eu conheço os textos do Olavo de Carvalho, coisa que você nem deve saber o nome, mas também conheço vários autores de esquerda e os estudo regularmente. Um convite, passe os olhos em minha lista de leitura e nos livros resenhados; se não aprender nada, ao menos vai encontrar indicações de leitura no seu espectro político e, quem sabe, um dia possa fazer mais do que dizer que os outros "espalham ódio", são preconceituosos, são fascistas e essas outras coisas que seus líderes falam e vocês repetem sem saber o que é.


Gu Henri 31/10/2019minha estante
O grande erro meu caro foi libertar os escravos, para que gente livre e sem senhores!? E ainda agora com estudos, pra quê um Zé Ninguém precisa de estudo pra abrir o portão do condomínio das classes mais privilegiadas!? Antes todos burros mas a sociedade em plena ordem, com os que sempre puderam ser e controlar o estado sobre os outros que o estado os pisoteava.

Pra que pensar em Gramschi, o culpado disso foi Hegel, ele sim, destruidor de mundos!!!! E tudo influenciado pela maldita revolução francesa!!!!!

Pra que numa republiqueta bananeira um porteiro, gari, favelado, desempregado, e descendentes de escravos e índios precisam de diplomas se não precisam disso para realizarem os serviços para os quais deus os designou!!!! Pra que ensinar as pessoas coisas que as tirassem de suas condições sociais! Pra que manter esta ideia de progresso, de evolução! Pra que lutar pra que todos tenham oportunidade se eles tem que ser eternos serviçais! Maldita hora em que aquela Lei Áurea foi assinada!
Maldita hora em que se trocou o mérito pelo bom senso, e a tentou-se pregar que a educação mudava o homem! Que educação o quê!!!! Esse povo precisa de chicote no lombo, pra produção de commodoties continuar alta e o PT soube que as commodoties em alta poderiam roubar até a meritocracia dos ricos, dos que ocupavam o estado, dos banqueiros, dos brancos (latinos ainda mas mais europeuzados que a ralé de cabeça chata e cabelo crespo!!!)...

Pra quê novas formas de pensar, novas mentalidades, pra quê campanha de desarmamento e a inclusão dos marginalizados na política! Oh, maldita hora que está ralé descalça e sem posses pode votar! Pra que estes direitos todos ainda mais com a ajuda da igreja católica! Dos infiltrados vermelhinhos, dos que pactuaram com a destruição do Brasil bananeiro eterno canavial e criador de gado!!!!

Maldita hora que quiseram dar uma oportunidade (mesmo que pequena) pra essa gente marginalizada de pensar que um dia podeira ser alguém! Pobres iludidos! Herdaram a indolência do índio, a malandragem e a torpe cultura reboladora do negro e o privilégio dos brancos ibéricos (claro, católicos, latinos, não os brancos-podem-tudo-de-raça-melhor).

Para conter essa gentalha, bem fez Mises, se aliou com o fascismo!!! Este sim um branco puro!!! Ah, como haviam empreendedores entre os escravagistas! Estes sim sonharão um sonho que para muitos foi chamado de pesadelo... Ah se tudo permanecesse tal como era e como deveria ser, como quando os bem-nascidos iam nas operetas, iam escutar Brahms e para o bem de muitos (desses desprovidos de consciência), eles logo saiam com as notas sinfônicas nas suas cacholas e estralavam o chicote no lombo das bestas-homens! Havia harmonia! Maldita hora que alguém expôs as conTRADIÇÕES... E perverteu estas almas miseráveis e condenadas, tal como o anjo caído se recusou a obedecer ao mando de Deus, e Eva (fêmea que fosse, submissa que deveria ser, criatura com sono) mordeu do maldito fruto do conhecimento pensando que isso ajudaria a melhorar o mundo! Conhecimento é pecado!!!!!
A Igreja Católica que é Cristã se deixou comover pelas palavras de um bandido de nome Cristo, que entre umas e outras pregava a igualdade entre os homens, pregava a divisão de bens para o uso de todos do bando!!!! Não à toa mereceu ser vendido!
E maldita hora que aqueles pensadores gregos inventaram a democracia... DEMO... Coincidência??? Talvez não amigos.

Esse Jesus, esse Che Guevara da Galiléia, barbudo e que andava com os pobres e criminosos e os perdoava ainda!!!! Era, como bem fala Mises destes anticapitalistas, um invejoso!
Basta ver o fim que teve!

Invejam os que possuem as terras, os outros, as águas, a comida! E fazem is famintos invejarem os que tem comida em abundância! Pior; inventa uma tal coisa como justiça, como se fosse justo ter que alimentar a todos, Darde estudar a todos, dar igualdade para marginalizados, gays, negros, putas, cracudos, leprosos!

Esse povo treme de indignação diante do que chama de injustiça e se crêem semelhantes por pensar assim em sintonia.

Não passarão! Daí a Caesar o que é Caeser, daí aos sem-esperança uma chama que Prometeu (maldito seja) roubou dos deuses para iluminar e aquecer os homens! E fazer do fogo uma ferramenta que acende charutos e que também queima reinos e monarcas! Canalhas, arrependei-vos!


Israel Miranda 31/10/2019minha estante
Olha teu dooppelganger aí, Marc. Versão esquerdopata irônico.


Israel Miranda 31/10/2019minha estante
Olha teu doppelganger aí, Marc. Versão esquerdista irônico.


Marc 31/10/2019minha estante
Deixa o menino se divertir, ele precisa se achar importante, derrubando os "fachistas"... kkkk


Marc 31/10/2019minha estante
Ah, só uma coisa: essa galera se acha esperta falando que Mises apoiou o nazi-fascismo. Duas bolas fora: esse apoio foi antes do regime se mostrar estatista (exatamente como eles, esquerdopatas adoram...) e, segundo, liberais e conservadores não tem absolutamente nada em comum. Por mim, mesmo que ele tivesse lido Mises e falasse que ele é feio, não me importaria. Então, a única resposta que posso dar é: vá estudar, rapaz! Pare de falar merda na internet e pegue um livro para estudar! Parecer inteligentinho com essa turminha que nem sabe o que é "manifesto comunista" é fácil.


Paty 06/04/2020minha estante
????




davidplmatias 14/08/2018

Parcial. Recomendo apenas para os não manipuláveis
Li acreditando se tratar de uma matéria jornalística imparcial. Mas trata-se de uma entrevista com o ex presidente, com perguntas e relatos completamente parciais e de cunho político, manipulador, pintando um dos maiores bandidos políticos que o mundo já viu num coitado perseguido e injustiçado.

Recomendo apenas para os não manipuláveis, aos questionadores, para que vejam como a quadrilha petista age manipulando psicologicamente os menos favorecidos do Brasil. Os mais frágeis cairiam fácil nesse discurso manipulador, por isso o livro foi distribuído gratuitamente pela editora, chegando facilmente aos maiss pobres e subindo na lista dos mais "vendidos".
Maria tereza 27/12/2018minha estante
E você não foi nada influenciado neste discurso, né? Até parece.


Guilherme 11/11/2019minha estante
Você não leu a sinopse e foi com a expectativa errada, o que não significa que o livro é ruim. Não existe imparcialidade no jornalismo, muito menos numa entrevista, cujo objetivo é justamente conhecer as opiniões do entrevistado.




gabi loves chaos walking 22/02/2020

Lula livre
uma ótima análise do cenário de uma das maiores perseguições políticas do Brasil, a visão de especialistas no assunto assim como o ponto de vista do lula na entrevista, mostra a fragilidade da democracia e a história do maior presidente do Brasil
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Carlos Ferrer 22/04/2018

Já nasceu grande
Sabe aqueles livros que já nascem como documento histórico? Esse é um deles. Uma excelente entrevista feita com o ex-presidente Lula sobre toda sua vida e o motivo pela sua persecução.
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Beth 25/06/2020

Personificação da resiliência
"Hoje alguns que bateram panela [em protesto contra a Presidenta Dilma] estão pensando em bater a cabeça, com vergonha de dizer que foram bater panela"
Certíssimo!
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Nathália 21/04/2020

Bom
Gosto da figura do Lula, mas me incomodei um pouco com alguns momentos em que sua fala aponta certa arrogância.
Não foi um livro que me surpreendeu. Acredito que devamos ser lúcidos ao avaliar obras que venham falar sobre personagens reais tão polêmicos.
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Pedro.Henrique 01/05/2018

Registro histórico relevante
O livro impressiona pela qualidade da edição em pouquíssimo tempo entre a realização da entrevista (janeiro de 2018) e seu lançamento ainda no primeiro trimestre do mesmo ano.O prefácio de Luis Felipe Miguel é a parte do livro que mais consegue mediar o histórico de atuação de Lula com críticas à sua política de conciliação e alianças com parte da burguesia que mais tarde iria promover o Impeachmant de sua afilhada Dilma Rouseff, e apoiar fortemente as movimentações jurídico-policiais que levariam a sua prisão.

A entrevista em si é permeada de anedotas, causos e metáforas, bem à característica dos discursos do ex-presidente. Sua capacidade de articulação, raciocínio e sedução em relação às suas ideias parecem atingir os próprios entrevistadores em alguns instantes. Apesar de um enaltecimento a si próprio exacerbado (que se segue no prólogo), o livro é um importante registro de opiniões e impressões da maior liderança popular da história recente brasileira semanas antes de sua polêmica prisão. Certamente vale a leitura
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Fred 16/01/2019

Resenha - Lula - A verdade vencerá
Para a esquerda, Lula e o PT pecaram por fazer pouco no governo federal. Para a direita, o PT foi longe demais. Na compreensão de Lula, o que o PT fez a partir de 2003 foi uma "verdadeira revolução", alcançando coisas (educação, saúde, moradia) que, em outros países, só se conseguiu com a luta armada. Fundado essencialmente pela classe trabalhadora em 1980, o Partido dos Trabalhadores nasce como um verdadeiro representante dos operários, que não se viam representados nos partidos tradicionais. O Brasil vivia os últimos momentos da ditadura militar e as greves do ABC foram importantes para mostrar o descontentamento popular da sociedade com o regime. A entrevista com Lula ajuda a compreendermos melhor as limitações do PT que permitiram o golpe de 2016 e a sua prisão. Através de suas respostas, fica claro o raciocínio do PT e de Lula em relação a estas e outras questões. Como o próprio pontua, "o PT não nasceu para ser um partido revolucionário, nasceu para ser um partido democrático e levar a democracia até as últimas consequências". Nesta declaração fica clara a posição de fiador de um projeto de conciliação de classes que o ex-presidente teve por muito tempo. Também fica nítida as contradições do petismo e sua incapacidade de ir além de um partido que negocia com a classe dominante.
Não farei aqui uma análise sobre a política implementada em seu governo, acho que este não é o lugar de pontuar isso, entretanto, é um bom livro para entender o que é o PT, o lulismo e a política brasileira nas últimas quatro décadas. Por vezes há perguntas em demasia sobre alguns temas, como o golpe e a relação com Dilma, assim como outras indagações que não trazem informações novas (muitas feitas pelo grande jornalista Juca Kfouri). Ainda assim, é um documento histórico para compreender os limites da governabilidade em um país marcado pela desigualdade e a relação histórica de entrega dos seus bens naturais e empresas públicas aos grandes grupos empresariais. Nas últimas páginas do livro, Lula explica a sua preparação para a iminente prisão política que acabaria sofrendo, reafirmando sua convicção na justiça brasileira e na sua absolvição perante a história. Um livro que nasce já histórico pelo personagem que é tema central da história contemporânea brasileira.
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Sara.Lupion 01/09/2020

Sempre necessário!
Independente da situação em que o país se encontra, quem está no poder ou quais dilemas marcam o período, esse livro sempre será necessário!
Não se trata apenas de uma biografia do ex-presidente Lula, mas durante a entrevista e contextualização do cenário político, conseguimos aprender muito sobre a história do nosso país.
Recomendo à todos que queiram ficar por dentro do que acontece no nosso Brasil!
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Ane Elyse Fernandes 16/01/2020

Digam o que quiser: foi e é o melhor presidente que já tivemos.
"(...) Lula serviu, isso sim, para porteiro capaz de abrir as portas de uma casa que poderia (e talvez ainda possa) algum dia deixar de ser de poucos para ser de todos. Este o seu grande pecado: monstrar que outro mundo é e deve ser possível".

Em um contexto político tão dividido em que vivemos, acirrado desde a ascensão do golpichemnt da ex-presidenta Dilma Rousseff, ler tal livro é simplesmente uma tarefa árdua, difícil, mas incrivelmente necessária, pois nos mostra, a partir dos relatos e palavras do próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suas interpretações, opiniões e divergências com os fatos que se desenrolaram desde o fatídico ano de 2015.

Há quem possa pensar que sou uma PTista, mas a verdade é que não sou. Contudo, como fazem os autores desse livro (e os cidadãos conscientes deste país), consigo reconhecer os vastos avanços obtidos durante os seus dois mandatos (2003 a 2010). Obviamente, até mesmo pela visão política que cunhou ao longo de sua trajetória, Lula cometeu vários equívocos a partir da sua defesa da conciliação. Infelizmente, como ele mesmo diz, não propõe nada revolucionário, pois reconhece que, dentro dos jogos políticos e de poder, quis fazer aquilo que era possível. Buscou o diálogo entre os conflitos de classe, enxergou os cidadãos miseráveis como aqueles que ansiavam o ter (através do incentivo ao consumo) e de fato, por mais que não enxergue assim, acabou cooptando parte das lideranças dos movimentos sociais (o que afetou diretamente na capacidade de mobilização política e de base dos mesmos nos momentos tensos).

O presente livro é extremamente importante no período em que vivemos, pois demonstra o quão emblemático foi o transcurso da acusação, condenação e prisão (injusta e equivocada) do ex-presidente em 2018. Não resta dúvidas sobre o alinhamento entre os altos escalões da direita e extrema-direita brasileira, junto às mídias tradicionais e a Justiça, para que determinasse - sem qualquer lisura no processo em questão - a transformação da emblemática figura de Lula em sinônimo de ladrão, corrupto e bandido.

A Vaza Jato, desde então, vem corroborando ainda mais com as evidências já apontadas nesse livro, sobre a postura política do ex-juiz Sérgio Moro, bem como, como as alianças para desacreditar e enfraquecer Lula, para as eleições de 2018, estavam corretas. Infelizmente, tais notícias não surtiram quaisquer efeitos efetivos no cenário político atual, mas foram cruciais para dar maior visibilidade à cooptação do Judiciário aos interesses político-partidários dos setores conservadores e autoritários deste país.

Hoje, temos Lula Livre, mas um país extremamente dividido, com sua soberania ameaçada, retomando um projeto de país excludente e segregador, que baseia-se no complexo de vira-lata e de lambe-botas dos EUA sob a figura do ridículo e desnecessário Jair Bolsonaro. O que vemos, desde 2016, é o desmantelamento de políticas públicas e ações sociais que, conseguiram transformar a vida de milhões e milhões de pessoas, através da garantia ao acesso à educação, saúde, habitação e a geração de empregos.

Acredito que tal leitura seja imprescindível para quem quer conhecer, minimamente, como refletia e se posicionava - para além das manchetes de jornais e reportagens sensacionalistas - o ex-presidente Lula nos momentos prévios à expectativa de uma eminente prisão. Vale muito a pena tal leitura, independente dos pré-julgamentos sobre quem ele é, sua importância ou até mesmo, sua inocência/culpa.
André Lisboa 16/01/2020minha estante
Um livro bastante sintomático do situação política atual. Adorei a resenha :D


André Lisboa 16/01/2020minha estante
Um livro bastante sintomático da situação política atual. Adorei a resenha :D




Wagner 15/05/2018

A GUERRA DO GUARARAPES....

(...) a elite brasileira é tão perversa que, na Batalha dos Gurarapes, os coronéis não deixaram nem os negros nem os índios participarem e diziam: " Se a gente ganhar com eles, depois eles vêm para cima de nós "

* A mesma lógica aplica-se também à um grande contigente da classe média, que se reduz a famílias que articulam os mais variados pré conceitos que não atendam aos seus interesses. (Wagner Paulin)

.
In: A verdade vencerá. São Paulo : Boitempo, 2918 . Pp 79.
Lisandro 18/07/2018minha estante
Legal.




Maick 03/07/2020

Uma bela história de vida
O livro é recomendado a todos que tem interesse em conhecer mais sobre a história de vida de Lula e como foi sua jornada até se tornar presidente do Brasil. Os temas são abordado através de perguntas que o Lula respondeu detalhadamente e sem fugir de nenhum tema. Fala da seu começo, sua vida sindical, construção do PT, sua vitória como presidente e seus projetos que trouxeram melhorias e direitos básicos a milhões de brasileiros, e como não tinha como deixar de fora: fala sobre golpe construído pra tirar a presidenta Dilma e logo mais, tirar ele da disputa eleitoral de 2018, através de provas frágeis que numa situação onde a constituição é respeitada, não seria o suficientes para condenar alguém. A questão é que o Lulinha paz e amor fez muito pelo Brasil, e se por um lado transforma ele numa pessoa amada por muitos, também faz ser odiado por outros.
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Ingrid Bays 21/05/2020

A escrita não permite que essa história seja silenciada. Seguimos. A luta segue.
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Mateus Araújo 30/12/2018

Histórico
2018 foi um ano bem atípico para mim, assim como imagino que tenha sido para tantas pessoas. Posso elencar facilmente as eleições como um dos motivos para isso. Com a ascensão ou só a grande identificação de pessoas com os ideais de extrema direita, me vi encurralado – como uma pessoa que acumula muitas ‘minorias’ nas costas – a entender o contexto político ao meu redor. E esse livro foi essencial para buscar esse conhecimento, mesmo que lido posteriormente a tantos acontecimentos chave deste ano.

Antes de comentar sobre o livro é importante salientar algumas coisas: 1) sim, eu me identifico com o posicionamento de esquerda, principalmente devido ao histórico de lutas sociais para garantias e asseguramento de direitos humanos para toda a nossa diversidade; 2) vivo em um antro que as pessoas sempre falaram bem sobre os governos do PT, essencialmente do Lula, mas nunca fui de me interessar por política – até esse ano -, então não sabia falar com propriedade o que eu achava dele ou de seu governo. Acredito que ao juntar esses dois pontos e o contexto do ano deu-se minha motivação para ler “A verdade vencerá”.

Encontrei o livro sendo vendido no térreo do Centro em que estudo na Universidade. Na época as eleições já tinham sido finalizadas, já tinha me recomposto, estava todo mundo naquela ‘vibe’ de buscar se unir e formar uma resistência, no sentido de ficar atentos com os passos do novo eleito. Quando vi o livro, folheei, encarei as diversas fotos que estão inclusas nas páginas, pensei que seria uma oportunidade inicial de conhecer um pouco mais sobre o Lula, até mesmo para embasar minha resistência.

“A verdade vencerá” me passou ser um ótimo registro histórico da atuação do ex-presidente como o metalúrgico de décadas atrás até o condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro agora em 2018. Como uma grande entrevista com Lula, o que mais me chamou atenção ao ler o livro é perceber como o mesmo parece entender muito bem do que está falando, como conseguiu transpassar sua forma operante no Sindicato para atuar também como Presidente da República por oito anos.

E não só isso, mas por estar por trás do governo Dilma também. A visão que ele tinha de como o Brasil poderia ter se encaminhado no governo dela, mas que ainda assim não se meteu porque não era seu papel. Enfim, acho que é incontestável sua importância no desenvolvimento socioeconômico atual do Brasil e, devido a isso, é compreensível que exista esse fanatismo por sua imagem, por mais que seja problemático.

Assim como acredito, e gostaria que fosse senso comum, que houve uma perseguição clara para que a prisão de Lula acontecesse, ainda mais antes das eleições. No livro tudo isso é comentado não apenas por Lula como também por escritores/pensadores/jornalistas que escreveram capítulos que abriram e fecharam a entrevista. O livro é histórico, abrange temas contundentes para entender não só os governos do PT, como também o contexto que nos levou para o que vivemos atualmente. É um livro que preciso reler mais para frente, quando pretendo ter uma cabeça mais madura quanto a nossa política. Inclusive, acredito que é possível aprender muita coisa com ele, independentemente de seu interesse ou conhecimento por política.
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