Vida Para Consumo

Vida Para Consumo Zygmunt Bauman




Resenhas - Vida para consumo


8 encontrados | exibindo 1 a 8


Paula 22/10/2020

Bom
O livro gira em torno da ideia de como nossa sociedade está presa ao consumo, valeu a pena.
comentários(0)comente



Flavio 29/03/2020

Coisificacao
No yexto, Baunam reflete como a sociedade atual, desconsiderando aspectos éticos politicos, em favor do consumo e da desregulamentação dos mercados tem contribuirá para tornar pessoas em coisas, que estão na vitrine para venderem-se....uma crítica seria a sociedade dos consumidores...ótima leitura.
comentários(0)comente



Lista de Livros 12/05/2018

Lista de Livros: Vida Para Consumo – Zygmunt Bauman
Parte I:
“Com a continuação do julgamento, as evidências em contrário se acumulam, provando, ou pelo menos indicando fortemente que, em oposição às alegações do queixoso, uma economia orientada para o consumo promove ativamente a deslealdade, solapa a confiança e aprofunda o sentimento de insegurança, tornando-se ela própria uma fonte do medo que promete curar ou dispersar – o medo que satura a vida líquido-moderna e é a causa principal da variedade líquido-moderna de infelicidade.
A sociedade de consumo tem como base de suas alegações a promessa de satisfazer os desejos humanos em um grau que nenhuma sociedade do passado pôde alcançar, ou mesmo sonhar, mas a promessa de satisfação só permanece sedutora enquanto o desejo continua insatisfeito; mais importante ainda, quando o cliente não está “plenamente satisfeito” – ou seja, enquanto não se acredita que os desejos que motivaram e colocaram em movimento a busca da satisfação e estimularam experimentos consumistas tenham sido verdadeira e totalmente realizados. (...)
A sociedade de consumo prospera enquanto consegue tornar perpétua a não-satisfação de seus membros (e assim, em seus próprios termos, a infelicidade deles). O método explícito de atingir tal efeito é depreciar e desvalorizar os produtos de consumo logo depois de terem sido promovidos no universo dos desejos dos consumidores. Mas outra forma de fazer o mesmo, e com maior eficácia, permanece quase à sombra e dificilmente é trazida às luzes da ribalta, a não ser por jornalistas investigativos perspicazes: satisfazendo cada necessidade/desejo/vontade de tal maneira que eles só podem dar origem a necessidades/desejos/vontades ainda mais novos. O que começa como um esforço para satisfazer uma necessidade deve se transformar em compulsão ou vício. E assim ocorre, desde que o impulso para buscar soluções de problemas e alívio para dores e ansiedades nas lojas, e apenas nelas, continue sendo um aspecto do comportamento não apenas destinado, mas encorajado com avidez, a se condensar num hábito ou estratégia sem alternativa aparente.
A fenda escancarada entre a promessa e seu cumprimento não é um sinal de defeito nem um efeito colateral da negligência, tampouco resulta de um erro de cálculo. O domínio da hipocrisia que se estende entre as crenças populares e as realidades das vidas dos consumidores é condição necessária para que a sociedade de consumidores funcione de modo adequado. Se a busca por realização deve prosseguir e se as novas promessas devem ser atraentes e cativantes, as promessas já feitas devem ser rotineiramente quebradas e as esperanças de realização frustradas com regularidade. Cada uma das promessas deve ser enganadora, ou ao menos exagerada. Do contrário, a busca acaba ou o ardor com que é feita (e também sua intensidade) caem abaixo do nível necessário para manter a circulação de mercadorias entre as linhas de montagem, as lojas e as latas de lixo. Sem a repetida frustração dos desejos, a demanda de consumo logo se esgotaria e a economia voltada para o consumidor ficaria sem combustível. É o excesso da soma total de promessas que neutraliza a frustração causada pelas imperfeições ou defeitos de cada uma delas e permite que a acumulação de experiências frustrantes não chegue a ponto de solapar a confiança na efetividade essencial dessa busca.
Além de ser um excesso e um desperdício econômico, o consumismo também é, por essa razão, uma economia do engano. Ele aposta na irracionalidade dos consumidores, e não em suas estimativas sóbrias e bem informadas; estimula emoções consumistas e não cultiva a razão. Tal como ocorre com o excesso e o desperdício, o engano não é um sinal de problema na economia de consumo. Pelo contrário, é sintoma de sua boa saúde e de que está firme sobre os trilhos, é a marca distintiva do único regime sob o qual a sociedade de consumidores é capaz de assegurar sua sobrevivência.”
*
Mais em:
http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2018/05/vida-para-consumo-transformacao-das.html
*
Parte II:

“A vida do consumidor, a vida de consumo, não se refere à aquisição e posse. Tampouco tem a ver com se livrar do que foi adquirido anteontem e exibido com orgulho no dia seguinte. Refere-se, em vez disso, principalmente e acima de tudo, a estar em movimento. Se Max Weber estava certo e o princípio ético da vida produtiva era (e sempre precisou ser se o propósito era uma vida produtiva) o atraso da satisfação, então a orientação ética da vida de consumo (se é que a ética desse tipo de vida pode ser apresentada na forma de um código de comportamento prescrito) tem de ser evitar estar satisfeito. Para um tipo de sociedade que proclama que a satisfação do consumidor é seu único motivo e seu maior propósito, um consumidor satisfeito não é motivo nem propósito – e sim a ameaça mais apavorante.
O que se aplica à sociedade de consumidores também se aplica a seus membros individuais. A satisfação deve ser apenas uma experiência momentânea, algo que, se durar muito tempo, deve-se temer, e não ambicionar – a satisfação duradoura, de uma vez por todas, deve parecer aos consumidores uma perspectiva bem pouco agradável. Na verdade, uma catástrofe.”
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2018/05/vida-para-consumo-transformacao-das_9.html
comentários(0)comente



Ingrid Lins 21/11/2017

Vida para consumo
Existem mil e um motivos para se discordar de Bauman e dessa obra em especifico, mas ao afirmar que a sociedade cada vez mais vem tornando as pessoas em mercadoria, foi a coisa mais certeira que ele escreveu. A atribuição e conceituação da sociedade de consumo, bem como a sua finalidade condizem de fato a essa realidade; ele erra porém, ao meu ver, ao instituir a responsabilidade para somente o indivíduo e suas escolhas (esse foi o mais grosseiro erro).
felippe 26/11/2017minha estante
Ao meu ver ele disse o contrário. Primeiro ele explica esse pensamento que coloca a culpa no indivíduo, mas depois diz que a sociedade precisa se humanizar e ajudar através de assistência social aqueles que não conseguem participar da sociedade de consumo. Ele ainda usa Brasil, Venezuela e Bolívia como países emergentes que tem essa atitude hahah Eu discordei dele pelo motivo que eu entendi, que é contrário ao que você entendeu que ele concorde




J.J 16/02/2017

Bauman...que pena que se foi.
Bauman da um tapa na cara da nossa sociedade. Explicita o objeto que nos tornamos, um mero produto alimentado pelo capitalismo que ludibria nossos egos. Sociedade agorista que clama por mais consumo e, a medida que isso vai acontecendo, vamos perdendo valores morais, construído por nossos familiares, subistituindo esses mesmos valores pelo financeiro.
comentários(0)comente



Lois 24/05/2016

Compreender e questionar a vida
Acho que Bauman consegue trazer a nossa mente os mais profundos questionamentos sobre o que é a vida e como nós vivemos nesta sociedade cada vez apressada e imediatista.
Bauman traz os conceitos de como nós, indivíduos possuímos uma vida cada vez mais individualizada e voltada para o consumismo, tornando o descarte cada vez mais cíclico. Temos uma vida agorista e pontilhista, caracterizada pela produção, consumo e descarte elevado, consequentemente, produção de lixo alta.
Partindo desta perspectiva, Bauman fala também desta vida imediatista e consumista em outras esferas do homem, como o amor e a amizade, porque nosso dia a dia e caracterizado por pessoas que sirvam para os nossos interesses, caso não possa servir ou decepcione no meio do caminho, nós, indivíduos, jogamos "fora" e recolocamos outra em seu lugar.

Neste livro Bauman consegue unir seus ideais da melhor forma, trazendo total compreensão de sua perspectiva de vida líquida.
comentários(0)comente



Tauana Mariana 17/05/2014

Muito bom.
Para quem estuda consumo, eu acredito que Bauman não pode faltar na referência bibliográfica. E nada melhor do que começar a leitura por este livro para entender a percepção (negativa) do autor sobre consumo. Obviamente, este livro é a leitura inicial, pois a reflexão pode - e deve - ser complementada com obras como Modernidade Líquida, O mal-estar da pós-modernidade, Capitalismo parasitário, Vida a crédito, entre outros.

Sabe-se que há, em termos gerais, duas vertentes dos estudos do consumo, e Bauman é um dos principais autores da vertente que vê o lado negativo do consumo, pois como ele mesmo fala, estamos nos tornando mercadorias.

Para o autor, "na sociedade dos consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria, e ninguém pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perpétua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vendável" (p. 20). Ou seja, a característica mais evidente desta nova sociedade é quando o indivíduo "mercadoriza-se". Ele precisa vender-se e existir enquanto valor de mercado para pertencer a esta sociedade.

E assim, "'consumir', portanto, significa investir na afiliação social de si próprio, o que, numa sociedade de consumidores, traduz-se em “vendabilidade”: obter qualidades para as quais já existem uma demanda de mercado, ou reciclar as que já se possui, transformando-as em mercadorias para as quais a demanda pode continuar sendo criada. A maioria das mercadorias oferecidas no mercado de consumo deve sua atração e seu poder de recrutar consumidores ávidos a seu valor de investimento, seja ele genuíno ou suposto, anunciado de forma explícita ou indireta" (p. 75).

Bauman esclarece de modo compreensível como passamos de um consumo a um consumismo, como as identidades e as relações sociais se modificam na era digital e na sociedade do consumo, e o que de fato é existir enquanto consumidor. Há, e os pobres nessa sociedade, são ervas daninhas, são inúteis.

site: http://tauanaecoisasafins.blogspot.com.br/2014/05/vida-para-consumo.html
comentários(0)comente



Marcelon 27/02/2012

Pra entender o que se passa com o mundo
Vida para consumo é assim: um polimento das lentes da realidade. O olhar aguçado de Bauman, e sua muitas vezes irônica impressão da sociedade líquida de consumo, explicam em grande parte a urgência desenfreada em que nos encontramos em plena era da Informação. Buscamos satisfazer um desejo, que na verdade é uma quimera, uma ilusão. E o consumo, criado como solução para um modo de produção que já nascia com a sua marca de extinção, parece "uma máquina patenteada para produzir um número crescente de felicidade." Mas só parece. as pesquisas de percepção nunca foram tão sombrias. A felicidade que o consumo deveria comprar nunca esteve tão em baixa. E nisso se firma outra forma de consumo: o de felicidade quimica... Este foi o primeiro livro de Bauman que li e recomendo a todo mundo que queira ter uma visão mais crítica dos processos sociais de troca e representação social e ainda entender como funciona o mundo ao redor.
comentários(0)comente



8 encontrados | exibindo 1 a 8