The Poppy War

The Poppy War R.F. Kuang




Resenhas - The Poppy War


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bia 22/08/2021

Destiny is a myth. Destiny is the only myth. The gods choose nothing. You chose.
QUE LIVRO!!!!!!!!!! The poppy war é uma leitura que vai te conquistando pouco a pouco, a cada capítulo que se passa. Quando a gente começa o livro, não espera o caminho que a leitura toma. A Rin é uma personagem simplesmente INCRÍVEL e todo o desenvolvimento dela no livro é um dos melhores que eu já li. Uma das coisas que eu gostei muito é que nesse livro não tem ninguém que seja apenas bom ou ruim, herois e vilões. Todos são aqueles "personagens cinzas" que precisam tomar decisões impossíveis, que podem não sem nem erradas ou certas.

A história vai se tornando cada vez mais difícil de digerir e acompanhar, tem muito sangue, morte e acho que um retrato bem perto do que aconteceu/acontece nas guerras do nosso mundo real. A autora se baseou no "Estupro de Nanquim" (um episódio de assassinato em massa cometido pelos japoneses contra os chineses em 1937 - 1938) para escrever certa parte do livro, então, não acredito que todo mundo consiga ler. É pesado, é triste, é inimaginável e infelizmente, baseado em fatos reais.

Eu gostei muito como vários acontecimentos do livro são analogias à grandes acontecimentos da história da humanidade que nos fazem refletir muito sobre poder, superioridade, destino e o porquê de um povo achar que tem direito sobre o outro. Além disso, achei muito inteligente o fato de que o "poder" da personagem principal tem muito a ver com a dor e raiva do povo dela, como todo aquele sofrimento se acumulou em um desejo de vingança que viajou por anos em cada pessoa dessa povo dizimado para ter uma certa "justiça" em outra época.

É um livro que com certeza vale a leitura e merece todo hype que vem ganhando. Com certeza vou ler o próximo, mal posso esperar para ver o que a Rin, os Cike e outros personagens vão fazer no volume dois depois do final do primeiro livro. Aconselho muito dar uma olhada nos gatilhos antes de iniciar a leitura.
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Mylla 21/08/2021

Grandes poderes trazem grandes consequências
Eu já sabia oq esperar quando comecei a ler esse livro, sabia que não se tratava de um YA (msm com o inicio tendo essa vibe) e sabia que o livro era uma fantasia militar grim-dark inspirada na segunda guerra sino-japonesa (mais precisamente no massacre de nanquim). Mas, ainda sim, tive surpresas.

O inicio do livro é praticamente um YA com muita geopolítica, construção e apresentação de personagens. Porém, a segunda parte do livro tem essa mudança abrupta de narrativa, algo inesperado, como se não só os personagens mas também os leitores tivessem que se adaptar com o caos da uma guerra. Então, mesmo com os capítulos longos vc logo pega o ritmo de leitura.

A ambientação da historia é incrível. Eu que estava acostumada a ler literatura fantástica inspirada somente em culturas ocidentais tive uma ótima experiência. Constantemente pesquisava sobre os episódios históricos que serviram de inspiração para a autora. Então, além de ler essa obra prima, também tive a oportunidade de aprender um pouquinho sobre a historia do mundo que não é ensinada nas escolas.

Outra coisa que gostei foi arco de Rin, que me pareceu muito um arco de corrupção (CALMA, NÃO É UM SPOILER! É UMA TEORIA). Seus pensamentos sobre poder e os meios que ela segue para atingir seus objetivos me passam essa vibe de anti-heroi/possível vilã que eu adoro. Principalmente se levar em consideração esse final (E QUE FINAL HEIN?), um terreno
perfeito para esse tipo de narrativa.

A magia do universo é absolutamente muito bem escrita. Além de mesclar perfeitamente com a politica e a sociedade da historia, a utilização da magia tem reais consequências. Não existe personagens super poderosos, que resolvem tudo com um estalar de dedos. As cenas de ação te preocupam e vc se pergunta se os personagens irão sair vivos da batalha, msm se esse personagem for o principal. Ninguém está salvo, todos carregam os traumas que a guerra traz e isso implica em suas ações futuras.

Antes que perguntem, esse livro não tem romance. Mas não fique triste. Ao decorrer do livro temos alguns cenários sendo construídos para possíveis pares amorosos (e não é a minha esperança romântica tola dizendo isso).

Já irei começar o segundo livro com varias teorias em mente. Mal posso esperar para saber o futuro de Rin.
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Andre 26/12/2020

Eu adoro quando termino um livro e penso, esse vai pra minha lista de favoritos. Adorei esse livro, ele é totalmente trágico e desolador, eu acho histórias assim mais reais, aliás esse livro é baseado nas guerras sino-japonesa do século 20, achei essa uma ideia incrível, pegar histórias reais e transformar em fantasia. Não vejo a hora de ler as duas sequências.
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Layla l @bookdipity 06/07/2021

Esse livro é BIZARRO de tão bom. Adoro a construção do mundo e como ao decorrer do livro você acompanha a evolução dos personagens e consegue ver como a guerra muda as pessoas.
Não tem como não indicar!!!!
Mas pelo amor de Deus, veja os gatilhos!!!!!!!
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Estante Sem Fronteiras 15/10/2021

"Eles precisavam de uma orientação. Eles precisavam dos deuses. Mas as divindades do Panteão ainda estavam relutantes em conceder sua ajuda à humanidade"
"Os homens são egoístas e mesquinhos. O tempo de vida deles é tão curto que eles não pensam no futuro da terra. Se nós os ajudarmos, eles drenarão esta terra e disputarão entre si. Nunca haverá paz"

The Poppy War é um livro que eu estava com muita vontade de ler há bastante tempo.
Acho fantástico quando vejo na leitura traços de culturas que são bem diferentes da que estou acostumado, é uma das coisas que mais me atrai na literatura fantástica e foi um dos fatores que me trouxe a esse livro.

A história de The Poppy War é claramente uma referência à história chinesa e a várias guerras que aconteceram no país. O inimigo do império é uma pequena ilha ao leste (Alô, Japão!) mas aparecem também as tribos ao norte que fazem referências à cultura mongol.

Além das claras referências geográficas e aos povos que habitam/habitaram aquela região o livro traz muito mais da cultura oriental. Desde a arquitetura até a divisão das regiões, as religiões e o governo, tudo é mostrado de forma incrível durante a leitura!

Durante a história acompanhamos Rin, uma órfã de guerra que é criada dentro de uma família que ganha dinheiro com o tráfico de ópio.
Rin está sendo forçada a se casar com uma pessoa bem mais velha para trazer vantagem política a sua família, mas isso não é o que ela quer pra sua vida e a única saída que ela consegue vislumbrar pra essa situação é passar no Keju - uma espécie de vestibular - para entrar na melhor escola do país que fica na capital, Sinegard.

Sobre Rin, bem... uma passagem que dá talvez a melhor introdução da nossa personagem principal é a seguinte:

"A ordem está presente no reino terreno quando todos os seres entendem seu lugar. Todos os seres entendem seu lugar quando cumprem as funções que lhes são atribuídas. O peixe não tenta voar. A doninha não tenta nadar. Somente quando cada ser respeita a ordem celestial pode existir paz."
"Bem, f*da-se a ordem celestial das coisas"

Rin é uma personagem super determinada e está disposta a tudo pra chegar onde quer: a academia militar de Sinegard.

"As crianças deixaram de ser crianças quando você colocou uma espada em suas mãos. Quando você as ensinou a lutar uma guerra, você as armou e os as colocou na linha de frente. Eles não eram mais crianças. Eles eram soldados"

A academia militar é onde as crianças mais inteligentes do império são treinadas para virarem os líderes militares do futuro.
O império já passou por várias guerras e conseguiu sair vitorioso da última por muito pouco, e eles não querem estar despreparados para a próxima.
Na academia, Rin sofre com um preconceito tremendo. Ela é a única estudante que não é da classe alta. A única que não é filha de alguém super importante.

Em Sinegard os alunos são ensinados estratégia de guerra, luta, medicina de combate, e a matéria mais 'obscura' com o professor mais 'inusitado' Lore - que talvez a melhor forma de traduzir seria 'folclore'.

"Sobrenatural é uma palavra para qualquer coisa que não se enquadra na sua compreensão atual do mundo"

É nessa disciplina que Rin é apresentada ao Panteão e aos deuses que habitam nele. A fonte da magia do mundo de The Poppy War.
E é esse conhecimento e sua busca que vai guiar a história.

--

Sobre a leitura:

Foi muito fácil e rápida. O vocabulário não é tão complicado e foi uma das primeiras fantasias que li que não fiquei completamente perdido nas primeiras páginas.
O mundo é incrível e o sistema de magia é interessante.
Um livro muito bom que me fez querer ler o resto da série o quanto antes (e quem sabe até consiga ler o segundo esse mês ainda)!

Mas, tenho algumas ressalvas também.

Duas coisas não funcionaram comigo nesse livro:

1. Sabe quando você pega uma lupa e foca em um canto só e acaba perdendo tudo o que está acontecendo ao redor? Foi assim que pareceu pra mim 😟

A autora parece querer contar uma história específica e move o enredo direto para aquilo ignorando várias outras coisas que poderiam ser muito mais trabalhadas.

Por um lado isso torna a leitura muito fluida e dinâmica, mas por outro acho que perdemos muito por não desenvolver melhor algumas coisas.

A história passa tão rápido, tendo saltos temporais de anos ou meses em poucas linhas que não consegui me apegar a praticamente nenhum dos personagens.

Não vou entrar em mais detalhes para não dar spoilers mas, para mim, acontecimentos trágicos em livros são trágicos quando você se identifica com o sentimento de perda dos personagens.

Por que é tão devastador ver um personagem ser derrotado ou até morrer?
Porque durante os acontecimentos do livro você criou afeição por aquele personagem.
Você viveu os momentos de alegria e tristeza. Mas aqui, muito por conta desses vários saltos temporais, só vemos o que a autora quer mostrar em específico e nada mais.

2. E esse é extremamente pessoal. A personagem principal se torna má.
Ao final da história ela simplesmente não se importa com nada ou ninguém que não seja aqueles mais próximos de si.
O mundo pode literalmente queimar. Crianças, inocentes, pessoas que não tem nenhuma relação com a guerra podem ser reduzidas a cinzas se isso for causar dano no seu inimigo.

Talvez isso faça total sentido dada a realidade em que ela vive. Realmente depois de passar por tudo que ela passa no livro é difícil continuar sendo uma pessoa minimamente boa. Mas não consigo me identificar e nem torcer por ela com todas as coisas que ela fez ou pretende fazer.

Mas é isso. Ainda assim tiveram alguns personagens que gostei bastante e como disse a história é incrível. Espero que nos próximos livros possa ver um pouco mais disso, e quem sabe até um arco de 'redenção' pra Rin? Vamos torcer 🙌

"O mundo mudou. Os deuses agora caminham dentro dos homens como faziam há muito, muito tempo"
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 20/07/2021

Originalmente postada em https://www.balaiodebabados.com.br/
ATENÇÃO! Alerta de gatilho: racismo, colorismo, colonização, abuso, bullying, misoginia, uso de psicodélicos, dependência de drogas, automutilação, crueldade animal, experimentações humanas não consensuais, tortura, estupro, incêndio, massacre, genocídio, mutilação

Depois de um hiatus de cinco meses, finalmente finalizei o aclamadíssimo The Poppy War. Sim, o hype é real, porém eu tenho algumas pequenas considerações a fazer.

Como colocado no começo da resenha, há várias situações durante a leitura que necessitam do alerta de gatilho. Em quase todos os lugares que se falam desse livro, a classificação dele é young adult. Entretanto, a própria autora avisa que essa não é uma fantasia YA e é importante ressaltar isso. Sim, a protagonista tem 16 anos, mas a história é uma fantasia adulta, com muita passagens bastante gráficas e elementos bem pesados. Ou, como ela mesma coloca, é uma história de guerra.

O principal fator que me fez querer ler esse livro é a sua ambientação. Muito inspirado em grandes acontecimentos da cultura sino-japonesa, como a própria Segunda Guerra Sino-Japonesa e o consumo e comércio de ópio, a autora consegue te inserir profundamente nessas culturas. Até as próprias nações criadas pela autora de certa forma foram inspiradas em países asiáticos. Resumindo: construção de mundo 10/10.

Sobre nossa protagonista, Rin é uma jovem determinada, cabeça dura, resiliente, teimosa e bastante ambiciosa. Logo Rin descobre que não passa de apenas mais um soldado para sua nação e ela está disposta a conquistar seu lugar. Ao se ver capaz de contatar os deuses através do xamanismo, sua sede de poder só aumenta. Há pessoas que não querem que ela utilize seu poder, assim como há pessoas que a incentivam. Mas, vivendo uma guerra e vendo seus amigos sofrerem (e até ser mortos), Rin não tem muita duvida do caminho que vai seguir. Sua jornada para o lado sombrio do xamanismo é cheia de perdas e dor, e são esses sentimentos que irão ditar suas decisões.

Os personagens secundários também são bem construídos. Adorei a amizade entre Rin e Kitay, mesmo que eles possuam opiniões bastante divergentes sobre xamanismo e deuses. Temos seus colegas de divisão militar, chamada Cike, que são como Rin e de certa forma ela começou a se sentir menos sozinha. Dentre eles destaco Altan, o sobrevivente de um genocídio e que ajuda Rin a entender o poder de seu deus.

Minha única ressalva em relação a história é o seu ritmo. A primeira parte do livro cobre 40% e é basicamente toda dedicada ao treino de Rin. Não que tenha sido ruim ver essa parte da vida da personagem, mas em geral os capítulos aqui são bastante longos e alguns foram bem cansativos. A escrita da autora é bem detalhista, o que é bom em certos momentos mas não tão bom em outros.

Lá por 60% a história começou a ficar mais dinâmica e digo com toda tranquilidade que compensou o marasmo de outros capítulos. A reta final é uma agonia só, mas termina com um ótimo gancho e com a sede de vingança de Rin e outros personagens prometendo para a continuação

site: https://www.balaiodebabados.com.br/2021/07/resenha-697-the-poppy-war.html
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kote 26/09/2021

angustiante
esse livro tem a dose certa de tudo que eu considero essencial em uma fantasia histórica (?)
sistema mágico fod4? temos
esquemas políticos bem desenvolvidos? temos
personagens interessantes? temos
conceito histórico do caramba? temos
mitologia própria e intrigante? temos
tristeza? temos
ou seja, é um livro perfeito!!!! provavelmente vai ser favoritado mas vou ler os outros dois pra ter certeza e volto aqui pra contar depois !
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Anne L. 29/05/2020

Bem feito pra caramba
Vim ler só sabendo que era baseado na China (mas não em qual parte/época/etc), tinha magia, exércitos. Parece ter uma trilogia inteira dentro desse livro, o que é lindo, já que a gente recebe de tudo um pouco. Tem escola, tem guerra, tem horror e desespero. A escrita da R.F. Kuang é linda e a história é construída aos poucos, tanto cada aspecto da sociedade quanto a religião, a magia e mesmo o papel da Rin nisso tudo. Foi muito divertido ir montando tudo isso. Realmente parece um mundo novo, completo, com uma história, vários outros povos, um sistema que permeia tudo e pode ou não estar funcionando... Parece de fato um "mundo", não é como a maioria dos livros que tem ali o reino, meia dúzia de coisinhas inventadas, mas você nunca fica realmente imerso na fantasia. Eu precisei de um dia todo pra conseguir sair dele, porque tava tudo muito bem montado na minha cabeça. É um trabalho super completo mesmo. Se eu tivesse que fazer uma crítica, seria só a personalidade da Rin (de alguns outros personagens também, mas ela principalmente). Às vezes parecia que não tinha muita coisa ali além de "preciso fazer tal coisa". Rin terminava e começava na vontade dela no momento. Não sei dizer muito mais sobre ela, o que ela gosta, como pensa e tal. Fiquei real em dúvida se isso seria uma coisa cultural ou falha do livro, porque não é só com ela que acontece, mas de qualquer forma não é algo que manche o trabalho da Kuang. Recomendo demais e vou continuar acompanhando
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Ana 28/08/2021

O livro é muito bom e envolvente bem como é triste e fala sobre vingança e traição. A autora fez um ótimo trabalho com base em conflitos reais.
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Beatriz 20/01/2021

Começou como uma história inofensiva e depois me destruiu
Essa historia foi intensa e brutal, começou como uma história inofensiva e depois me destruiu.
Eu adorei a Rin, é uma personagem bem construída e que age de forma coerente ao que nos é apresentado dela, discordo dela em vários momentos e atitudes mas entendo que alguém que só viveu guerra possa agir e pensar assim, também gosto de como a Rebecca desenvolveu ela, nada vem de graça e sim com trabalho muito duro. Os personagens coadjuvantes são cativantes, também, e tem sua devida importância pra história, espero ter um maior aprofundamento de alguns deles no segundo livro.
Essa história começa muito focada na Rin de 16 anos, em quem ela é e suas motivações, mostra seu crescimento. O que não gostei foi que no final da parte 1 a autora acelera a história e faz pulos no tempo que mostram ela só aprendendo técnicas, quando chegamos ao fim do pulo temporal, parece q a Rin apenas viajou 3 anos pro futuro, pois, apesar de mais habilidosa, ela não mudou nada em sua personalidade, e que adolescente de 16 anos permanece exatamente a mesma até os 19 anos?
Depois desse pulo temporal eu senti falta do aprofundamento na personagem da Rin, a maior parte das cenas eram coisas acontecendo e a autora contando a história pelos fatos, tivemos pouquíssimas cenas de cotidiano, da Rin apenas convivendo com os personagens.
Claramente é uma história mais focada no plot do que no desenvolvimento dos personagens. Espero que no segundo eu encontre maior aprofundamento.

aviso de gatilho dentro da história: Tortura e abuso sexual (não é com a protagonista e não é super descritivo)
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Teca 07/06/2021

todo mundo tem que ler!
Que jornada foi ler esse livro ?
esse livro é dividido em 3 partes e eu me apaixonei desde a primeira frase não consegui parar de ler, a primeira parte foi a versão ?adulta? do primeiro livro de harry potter, aulas e provas e inimigos até aí tudo muito ?leve? na segunda e terceira parte temos guerra, genocídio e estupro ? já era esperado tudo isso mas depois de ler a primeira parte você fica confortável com a rotina que a personagem principal leva. Esse livro não tem um herói ou heroína os personagens tem motivos próprios e fazem decisões horrorosas que não são nada boas para a população mas é incrível de ler, a escrita é fluída e fácil, o universo é bem explicado e conta as histórias secundárias sem deixar entediante.
amei de mais esse livro e recomendo todo mundo a ler e já vou começar o segundo imediatamente
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Jenni Pradera 24/08/2021

Uma leitura INCRÍVEL
"Um conselho, pequena guerreira,
o preço do poder é dor."


-> Fantasia em uma escola militar.
-> Um mundo rico e baseado na história chinesa moderna.
-> Shaman e deuses.
-> Personagens profundos e inesquecíveis.
-> Mentores fofos e viciados em opium

Esse livro foi incrível e fazia muito que um livro não me suga para dentro de sua história. O mundo é tão complexo e profundo que parecia que estava lá com a personagem principal.
Mas vou deixar um aviso que essa é uma história sobre guerra, então o tema é violento sombrio e carregado de gatilhos: Auto-mutilação, uso de drogas, estupro, etc.
É um livro dark!
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@livrostasticos 11/04/2021

"Children ceased to be children when you put a sword in their hands. When you taught them to fight a war, then you armed them and put them on the front lines, they were not children anymore. They were soldiers."

The Poppy War de R.F.Kuang e é uma fantasia militar grim-dark. É um livro sobre impérios, drogas, xamanismo e deuses, e é altamente inspirado na Segunda Guerra Sino-Japonesa, que é um dos períodos mais sombrios e sangrentos da história chinesa. Portanto, alerto que há muitos gatilhos neste livro, como automutilação, uso de drogas, estupro, violência, etc.

Apesar disso, esta história é fantástica. Cheia de deuses sepultados loucos, verdades pesadas demais para os corações fracos, e uma busca de vingança - combinando elementos mágicos com um elenco de personagens culturalmente vibrantes e criando um mundo sombrio de sangue e vingança, no qual nossa heroína feroz e forte deve abrir seu caminho para o topo de uma hierarquia mortal. A escrita da autora é sensacional, inclusive na criação de personagens secundários que são tão ricamente elaborados e multidimensionais quanto a personagem principal.

Rin, a personagem principal, é a minha favorita. Ela irradia uma vitalidade extraordinária e seu arcode desenvolvimento não foi nada menos que surpreendente - os anos que se estenderam entre o início do livro e seu final pareciam impossivelmente vastos, mas sem serem cansativos o que demonstra muito o talento da autora. Tudo o que Rin era, tudo que ela se tornou, cresceu a partir da guerra em seu país. A raiva e a indignação suplantaram tudo o mais dentro dela - dúvida, medo, vergonha - não deixando espaço para mais nada, e sua vontade sendo forjada como uma lâmina pela visão de seu país sendo destruído aos poucos.

“The Poppy War” foi um narrativa incrível e às vezes verdadeiramente revoltante sobre uma jovem que segue seu próprio caminho e luta pelo que ela acha que é certo. O que nos mostra como as pessoas podem crescer e como as suas circunstâncias e percepções podem mudá-las. Mal posso esperar para ler o resto desta trilogia!
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Hobbit na Toca 09/08/2021

Não tem luz no fim do tunel
Esse livro acabou com meu coração. É isso. A protagonista não tem um minuto de paz.

É uma história fortíssima. Um mundo muito rico foi criado, mas esse mundo está em guerra. Esse livro NÃO é um livro YA.

Nos acompanhamos uma órfã que vai sofrer vários tipos de preconceitos, mas que vai enfrentar os desafios que suas escolhas causaram.

A Rin não é uma personagem fácil de se gostar. Eu não sei até agora se eu odeio ela ou se eu tenho pena dela, ou se eu gosto. Sei la. É bem confuso.

Eu gostei muito, por isso dei 5 estrelas, mas teve tanta coisa que me revirou o estômago que eu não consegui favorita ele.
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Marcus 01/02/2021

Ótimo, apesar de alguns problemas na construção.
The Poppy War conta a história de Rin, uma órfã de guerra de uma província pobre em Nikara, que consegue entrar em Sinegard, uma das maiores academias militares do Império. O livro é dividido em três partes muito diferentes (em tema e em qualidade), mas que acabam fazendo uma ótima introdução para a trilogia.

? Parte 1
A introdução a Rin e ao mundo é muito bem feita, já apresentando um pouco da personalidade da protagonista e Sinegard, que é onde ela fica durante essa parte inteira. Essa é a parte do livro que eu mais tenho problemas porque, apesar de ter ótimas idéias e acontecimentos, a autora decide contar muito ao invés de mostrar, o que torna a evolução da Rin um pouco artificial e cansativa. Com 100 ou 200 páginas a mais, o processo que Rin passa poderia ter sido melhor explorado, ao invés de contar dois anos inteiros de treinamento da protagonista durante 200 páginas. Ainda assim, essa parte do livro não é ruim, mas poderia ter sido melhor escrita.

? Parte 2
Saindo do treinamento em Sinegard, Rin tem que encarar uma guerra enquanto descobre mais sobre si mesma e tudo que pode fazer. Essa parte do livro tem uma evolução bem grande ao mostrar muito mais os conflitos e as consequências das ações da Rin, ao invés de descrever semanas de sua vida em poucos parágrafos. Mas essa parte também não é perfeita. Apesar da evolução, personagens como Nezha e Altan não parecem reagir aos eventos de forma tão natural, parecendo mais agir de acordo com o enredo e com os conflitos que a autora quer gerar em Rin ? que acabam sendo muito bem escritos.

? Parte 3
Essa é com certeza a melhor parte do livro inteiro. A impressão que eu tive era a de que todo o livro havia sido escrito só para chegar aqui, e que a autora acabou tendo alguns problemas escrevendo todo esse caminho, mas, ao chegar aqui, ela faz um trabalho incrível, o que me deixa muito animado para ler as sequências, considerando tudo que já foi estabelecido nesse primeiro livro.
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