O Rei das Cinzas

O Rei das Cinzas Raymond E. Feist




Resenhas - O Rei das Cinzas


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Queria Estar Lendo 14/07/2018

Resenha: O Rei das Cinzas
O Rei das Cinzas é o primeiro livro d'A Saga dos Jubardentes, de Raymond E. Feist o consagrado autor da série A Saga do Mago, e foi publicado pela editora HarperCollins - que nos cedeu um exemplar para resenha. O livro é um prelúdio do que pode ser uma grande fantasia por vir.

A Saga dos Jubardentes começa a ser contada em meio a sangue e traição, em um campo de batalha onde os corpos caídos ainda estão quentes e as decisões ali tomadas vão mudar e moldar os anos a frente. Um rei é traído e massacrado, sua família covardemente assassinada e suas terras saqueadas. Mas o sangue Jubardente não foi extinto, e um bebê pode ser a peça inicial de um plano longo e bem orquestrado para a derrubada de um tirano.

A história é contada através de três núcleos: Declan um aprendiz de ferreiro que vive em uma vila na área da Aliança; Hatu um órfão em treinamento na ilha de Coaltachin; e Daylon, o barão de Marquensas, responsável por esconder o último da linhagem dos Jubardentes. É pelos olhos destes três personagens, principalmente dos órfãos Declan e Hatu, que se desenvolve narrativa dessa aventura.

"Não foi a primeira vez na vida que o Barão Daylon Dumarch perguntou-se sobre aquele homem que via no espelho."

Declan acaba de se tornar mestre ferreiro e precisa começar a pensar qual o rumo dará a sua vida, até o momento que um ataque à sua vila tira a decisão de suas mãos. É em Marquensas que ele encontra Daylon, para cumprir uma promessa de seu ex-mestre, e acaba se dirigindo até Cerro de Beran, onde poderá finalmente se estabelecer e começar uma nova fase da sua vida. Declan não é um personagem muito difícil de se gostar, é justo, honesto e tem um bom coração. Mas irrita em alguns momentos com suas atitudes indecisas quanto a determinado assunto, e que não acrescentam em nada à história.

Hatu, por sua vez, é um menino complicado e que vive em fúria. Treinado na arte da espionagem e assassinato ele é um estrangeiro na ilha de Coatachin, muito diferente dos demais com sua pele clara e cabelos vermelhos flamejantes. Seu papel é claro e importante, e existe um amadurecimento perceptível do personagem, mas isso não impede que as passagens de seus capítulos sejam lentas e em certos aspectos desestimulantes. Sua relação com Hava não conquista, bem ao contrário, de tal modo que as imensas e intermináveis passagens de seus pensamentos sobre o corpo da amiga e seu desejo por ela, assim como seus sentimentos, só fazem sufocar a leitura.

"- Não existe farsa - sussurrou Rodrigo - quando o sangue é de verdade."

Declan parece a princípio não ter tanto a agregar à história quanto Hatu, mas o seu desenvolvimento é muito mais prazeroso de se acompanhar. Ainda que a trajetória de Hatu seja mais interessante, repleta de elementos instigantes e que despertam a curiosidade do leitor, o personagem não vinga e não consegue carregar a leitura.

Daylon Dumarch, o barão de Marquensas, é uma incógnita a ser apreciada. Suas passagens de núcleo são mais escassas e curtas, não entregando ao leitor sua visão ou real posicionamento até os minutos finais. Um articulador nato e que não pertence ao clube dos heróis, ainda que possa estar ao lado deles. Possivelmente um dos personagens que virá a crescer com o decorrer da série, e de quem eu mais terei prazer em acompanhar.

A Saga dos Jubardentes conta com elementos clássicos de fantasia, e algumas coisas novas e inesperadas, que estou curiosa para descobrir mais. Muitos segredos e jogos políticos ainda nos aguardam nos livros por vir, e quero muito entender o papel que terá a Igreja do Deus Único, sinto que coisa boa não é (nunca é!).

"- Quando quatro dos cinco Grandes Reis declaram que só uma fé é verdadeira e todas as outras são heresias, acho que você pode prometer qualquer coisa."

A leitura em um contexto geral foi um pouco complicada e aquém do esperado. As descrições sem fim e sem necessidade ajudaram a deixar o ritmo mais lento, impedindo um mergulho completo e visceral na trama apresentada. Cento e cinquenta páginas a menos poderiam ter feito dessa uma leitura muito mais agradável. Mas o livro possui o que é necessário para uma boa história, e acredito que os próximos livros suprirão as lacunas deixadas aqui.

O Rei das Cinzas é um primeiro passo na trajetória a ser contada, o prólogo de uma grande saga que se iniciou.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/07/resenha-o-rei-das-cinzas.html
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Vladia 24/05/2020

O rei das cinzas (Raymond E. Feist) ****
Toda uma família real é morta, e os reinos que estavam em guerra dividiram os espólios. Só que o bebê da família real foi salvo e levado escondido p ser criado por um povo. Esse povo é treinado para estar sempre as escondidas e bem armado. O bebê cresce e com mais dois amigos se destacam nesses treinamentos. Hatu é esse "bebê", mas tem um destino a ser cumprido.
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Terezinha 11/03/2020

Gostei muito
O Rei das Cinzas fala de uma aliança entre cinco reinos, sendo que um foi traído e destruído polos outros quatro, a intenção deles era não deixar nenhum sobrevivente da família real destruída, no entanto um recém nascido foi salvo e posto em segurança.
Esse é o primeiro livro de A Saga dos Jubardentes
Um livro de fácil leitura que prede a sua atenção
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Nara Andrade 01/03/2020

O Rei das Cinzas
A história já começa em meio a sangue, suor e lama, por causa de uma traição o que antes eram cinco reinos agora são apenas quatro.
Um rei é morto, uma linhagem é destruída, será?
A linhagem dos Jubardentes é rodeada de "lendas" a principal delas é, se o último Jubardente perecerá grandes catástrofes pode acontecer.
Um rei é morto, uma criança é salva.
O rei das cinzas é um livro sobre traições, alianças, disputa por poder, etc... A história vai sendo contada a partir do ponto de vista de três personagens, Daylon, Declan e Hatu, Daylon é uma incógnita, não se sabe ao sabe ao certo qual seu plano real, ou se sabe, Declan é um personagem que foi crescendo aos poucos e ficando interessante, Hatu é cansativo, assim como Boa parte da narrativa é um tanto cansativa, detalhes que são desnecessários, um exemplo de detalhes desnecessários é os intermináveis pensamentos de Hatu sobre o corpo de Hava e os sentimentos por ela, aliás, os relacionamentos aqui não foram cativam leitor, os casais não tem química nenhuma, conseguem ser piores que Harry e Gina, rsrs...
Enfim, claro que há revelações interessantes e um epílogo que deixa o leitor um pouco mais tranquilo quanto o que esperar da saga.
Ainda é cedo pra formar uma opinião, pois ainda é o primeiro livro de uma trilogia, e apesar de ser um pouco cansativo vale apena a leitura.
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Gaby 13/12/2018

Rei das cinzas, mas rei mesmo assim.
Garn é um mundo governado por cinco reinos, mas não por muito tempo. Uma traição de quatro deles, liderada por Lodavico, regente de Sandura, dá início a uma sangrenta disputa pelo poder de Itrácia e sob as alianças do reino. A família real de Itrácia, conhecida como Jubardentes pelo tom único de vermelho de seus cabelos, é dizimada na guerra. Ou é isso que pensa o regente louco. Um bebê ruivo sobreviveu ao massacre e foi entregue por mãos misteriosas aos cuidados de Daylon Dumarch, barão de Marquensas e um os traidores do trono, que em um ímpeto resolve entregar a criança aos cuidados dos mestres da Nação Invisível, um lugar muito distante onde ele seria criado e treinado para se tornar guerreiro, e ali ele ficaria até seu décimo sétimo aniversário.

O jovem Hatu, não conhece a verdadeira identidade, mas sente dentro de si um fogo alimentado pela fúria constante, que tenta esconder sob vários treinamentos de controle e com a ajuda dos melhores amigos Donte e Hava.


“Rei das cinzas, mas rei mesmo assim.”



Do outro lado do mar, Declan é um jovem ferreiro que também desconhece suas origens, mas trabalha incansavelmente para construir uma vida digna e sair de Oncon, a vila onde foi criado como um filho pelo mestre-ferreiro Edvalt, que o ensinou tudo sobre o ofício.

O guerreiro e o mestre-ferreiro de armas têm seus caminhos entrelaçados no meio de uma perseguição imbatível onde vingança, política, poder e traição permeiam cada diálogo.

Este é um livro de fantasia épica recheado de boas intrigas políticas no vasto mundo fictício de Garn. É o primeiro da saga dos Jubardentes e um volume mais introdutório, porém não menos instigante. Apesar de suas 500 páginas a trama tem um ótimo ritmo, é envolvente e alimenta nossa curiosidade sobre os capítulos seguintes. Em quem confiar?

Esperava gostar da leitura, mas não imaginei me encontrar tão envolvida com essa narrativa e seus diversos e complexos personagens. Foi uma grata surpresa! Aos poucos o autor também introduz uma dose de magia que tornou o livro ainda mais difícil de largar, e sobre a qual espero mais detalhes nos próximos volumes da saga.

Leitura recomendada, principalmente aos fãs de fantasia épica, mundos novos, batalhas sangrentas e intrigas constantes. Se você gostou de A Guerra dos Tronos ou Mago - Aprendiz dê uma chance também à saga dos Jubardentes :)

site: https://umaleitoravoraz.blogspot.com/2018/12/resenha-o-rei-das-cinzas-de-raymond-e.html
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Karla Lima 19/11/2018

O Rei das Cinzas é o primeiro livro d'A Saga dos Jubardentes, de Raymond E. Feist, mesmo autor da já consagrada série A Saga do Mago.

Nesse prelúdio, somos apresentados ao mundo de Garn, antes composto por cinco grandes reinos: até que o rei da Itrácia, traído, foi derrotado e todos os membros de sua família executados.  Anos depois, os quatro grandes reinos remanescentes estão à beira de uma nova grande guerra.

As primeiras páginas dessa obra nos coloca no meio de um cenário  de devastação, morte e traição. Acompanhamos de perto um personagem angustiado pelo pesar, mas com uma faísca de esperança. É um início bastante promissor e, em minha opinião, a melhor parte do livro.

O restante da história se desenvolve em três  núcleos bem estruturados, ricos em detalhes e com uma excelente construção de personagens: Daylon, Barão de Marquesas; Declan, um ferreiro; Haru, um órfão.

Que a riqueza da saga está em seus detalhes e na construção desse universo, é inegável, porém achei que muito da história  de arrastou por suas mais de quinhentas páginas.

Diferentemente de outros livros longos que li, nesse fiquei com a sensação de ler parágrafos semelhantes em capítulos diferentes. Entenda: não estou falando de detalhamento de cenas e descrição de cenários. Sou fã de Tolkien, Martin e de Cornwell, descrições detalhadas nunca foram problema. Minha dificuldade foi a sensação constante de dejavu.

Capítulo após capítulo.

O livro é bom. O universo criado é maravilhoso e muitos dos conceitos presentes no livro são bem originais, mas realmente me incomodou o fato de que boa parte do cotidiano dos personagens foi exaustivamente repetido e a trama parecia não sair do lugar. Quando, finalmente, algo começou a acontecer o livro terminou? e aí bateu aquele desespero de querer saber urgentemente o que vem em seguida.

Estou desesperada para ler a continuação, pois, como disse, é uma boa história. E historia boas devem ser lidas! Vale a leitura, vale a paciência nas partes que parecem repetir cenas. No fim das contas, o que fica é o início de uma saga que promissora.
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Fábbio - @omeninoquele 07/08/2018

Minha nova serie de fantasia favorita!
❝Aqueles que sabem, não falam, e aqueles que falam, não sabem.❞
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Há muitos anos atrás existiam cinco reinos nos continentes gêmeos de Têmbria no mundo de Garn e eles viviam em total pacifidade sob uma aliança formada a muitos séculos.
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Mas essa paz logo acabaria quando o impiedoso regente de Sandura, Lodavico, faz uma aliança com os outros três reinos para trair Itrácia o quinto e poderoso reino, também conhecidos por Os Jubardentes, tudo isso visando poder.
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A família real da Itrácia é deposta e todos mortos perante seu povo, um ato de total brutalidade e o que era antes conhecido como o Reino das Chamas se torna só cinzas. Mas nem tudo está perdido porque há rumores, de que uma criança Jubardente tenha se salvado e Lodavico pensando ter exterminado a raça dos Jubardentes ao saber disso vai tirar sua paz mesmo que essa história ainda seja só rumores para o ambicioso rei.
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Durante a batalha, o menino é raptado e levado por uma sociedade secreta conhecida como Nação Invisível que trabalha por toda a Têmbria e são conhecidos por estarem em toda a parte. E é isso que faz com que Daylon Dumarch entregue o bebê que fora encontrado em sua tenda à essa sociedade secreta para que eles cuidem e mantenham a criança a salvo.
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Daylon Dumarch é um importante Barão amigo do rei deposto Steveren Langerene e tem participação na traição do amigo, e agora sente-se em dívida com o herdeiro do sangue Jubardente.
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Os anos passam e o garoto que passou a se chamar Hatushaly é treinado pelos mestres de Coaltachin e junto com seus dois amigos Hava, uma garota com habilidades de luta que pode acabar com qualquer inimigo e Donte o filho de um mestre dos mais poderosos da ordem terão seus futuros traçados ao do jovem Jubardente de cabelo ruivo e sua trajetória mesmo que desconhecida para ele próprio.
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Do outro lado, surge de Oncon um jovem de origem desconhecidas chamado Declan que se torna mestre ferreiro de armas em pouco tempo. E abençoado por inteligência e talentos ele descobre com seu mestre a forjar um dos mais duradouros metais. E quando sua vila é invadida pelos homens de Lodavico ele parte para as terras do Barão Daylon, em Marquensas e lá também terá importante missão naquela disputa que logo viria a ocorrer.
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Daylon Dumarch é um homem justo e pretende reparar o mal que fizera no passado e agora ele se prepara para o momento em que Lodavico chegue a ele, porque a ganância do regente de Sandura está em níveis altíssimos e não vai demorar muito pra ele chegar nos domínios do Barão de Marquensas atrás de reivindicar poder. Mal sabe ele que é aquilo tudo o que Daylon mais quer e se prepara desde sempre.
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Cheio de ganância e jogos políticos por poder e movimentos nada nóbreis, O rei das cinzas é um livro que me ganhou logo mas primeiras páginas, por ter tudo o que eu amo em fantasias. A escrita do autor é magnífica e a medida que avançamos na leitura somos pegos de surpresa com informações que deixam a história ainda mais interessante e instigante.
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As vidas de Hatu e Declan vão se cruzar num ponto da história e mesmo que ambos sejam motivados pela vingança, os dois vão ser os responsáveis por estabelecer a paz no mundo de Garn, e essa missão irá os unir cada vez mais.
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Mergulhei profundamente na história e me pegava torcendo pelos interesses dos dois jovens que tem um caminho longo a percorrer em busca de paz. Assim como também odiei o vilão que fará de tudo pra ter seus objetivos alcançados, e a medida que vamos conhecendo a história, vamos percebendo as fissuras que estão corroendo a paz. E de fato a guerra está chegando e as peças estão se mexendo o que vai desencadear mudanças na vida de todos.
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Espero ansioso pelos próximos volumes dessa série que tem tudo pra ser uma das minhas favoritas, pois sei que ainda vou me surpreender mais com o que virá.
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#OReiDasCinzas #ASagaDosJubardentes

site: https://www.instagram.com/p/BmMRaN4HnZD/?taken-by=omeninoquele
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Elisangela 09/06/2020

Só o começo
Recebi esse livro através de u. Clube do livro e não estava animada para ler pois a história parecia mais do mesmo, guerras e batalhas para tomar o trono, um descendente escondido e distante voltando pra brigar por seu lugar... parecia uma história batida e não me animava a começar. Finalmente tomei coragem e o livro até que é bom, a história realmente não é muito original, mas o livro é bem escrito e acaba fazendo a leitura fluir bem, mas essas sagas que você tem que ficar esperando anos para ler a continuação estão me exasperando um pouco, as coisas acontecem muito devagar... Pra quem tem paciência de esperar a continuação vale a pena, mas eu só volto para ler a continuação da saga quando estiver completa.
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Yuri Moreira 11/02/2020

Muito bom, porém com falhas.
Com personagens cativantes e uma história com bom enredo, o Rei das Cinzas é exatamente o tipo de livro que eu gosto, uma aventura fantastica e épica, ao acompanhar Hatu e Declan me vi muitas vezes lembrando de um dos meu livros favoritos que é Ordem Vermelha: Filhos da Degradação, adorei a leitura porém a editora aparentemente não revisou o livro, comprei minha versão na livraria e veio lacrado, então não tem como ser por conta de uma versão econômica (o que também não justificaria a quantidade de erros ortográficos no livro), mas isso não diminui a grandeza e a qualidade da história em si, meu primeiro livro do Raymond e já sei que quero logo o volume dois, esperando ansiosamente ...
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Neguim 26/12/2019

Um bom começo!!!
É a segunda série do autor q acompanho, então fica difícil não fazer comparações, pois na série do MAGO os livros são bem dinâmicos com ação do começo ao fim, já em Rei das cinzas achei a primeira metade do livro meio arrastada,porém quando engrena a história se torna muito interessante. Uma leitura muito gostosa e que te deixa ansioso pela continuação. RECOMENDO!!!!
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Leitora Viciada 29/07/2018

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Raymond E. Feist é um escritor estadunidense de fantasia épica que se tornou muito popular com os livros da série Ciclo da Guerra do Portal (The RiftWar Cycle), uma saga passada nos mundos de Midkemia e Kelewan que possui 30 volumes. Os livros foram publicados de 1982 a 2013 e se tornaram referência na Alta Fantasia. Duas partes foram publicadas no Brasil pela Editora Arqueiro: a Saga do Mago, em quatro livros, e a Saga do Império, uma trilogia. Muitas pessoas têm vontade em começar a leitura, porém se intimidam com a quantidade de livros da série, embora cada parte seja uma aventura independente. Portanto, esta é a oportunidade de conhecer de vez o trabalho do autor, pois em 2018 ele iniciou a publicação de livros em um novo mundo, uma novíssima aventura, sem nenhuma relação com Ciclo da Guerra do Portal: a Saga dos Jubardentes (The Firemane Saga), publicada aqui em junho de 2018 pela HarperCollins Brasil, que me enviou um exemplar como cortesia. Li três livros do autor e sinceramente aprecio o estilo fluido e natural com que ele apresenta sua criação. Ele introduz e expande seu mundo fantástico sem explicações enfadonhas ou detalhes desnecessários, fazendo você descubrir, compreender e viajar pela trama sem se perder. Outra característica que gosto no autor é o desenvolvimento de histórias inicialmente paralelas e personagens que não se conhecem, mas que depois se cruzam rodeados por ação, magia e reviravoltas.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2018/07/o-rei-das-cinzas.html
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Kari 04/08/2018

Mais um livro que estava ansiosa por ler da HarperCollins. Eles estão lançando muitos livros excelentes e que me deixam louca de curiosidade.. Tô virando "a louca da Harper".. rsrs

A escrita de Raymond E. Feist já é conhecida por mim, então eu fiquei ansiosa para ler essa saga.

Pois bem; nesse livro, de cara já percebi uma pegada muito mais amadurecida que em outros livros que eu li. O autor nos traz um mundo completamente novo e muito bem ambientado. No começo muitos podem ter um estranhamento ou desânimo por conta dos detalhes, mas isso é absolutamente necessário para que a ambientação seja de fato uma imersão absoluta por parte do leitor.


Neste livro temos Garn um mundo que nos traz grandes reinos e de cara a divisão do território, pois antes haviam cinco reinos, só que após uma traição, os Jubardentes são eliminados pelo rei de Sandura que se aliou a outros três reinos. O que antes era um reino próspero e rico, hoje são apenas cinzas, ruínas e devastação. Um único membro da família Itrácia sobreviveu, um bebê. E para manter sua segurança, ele foi entregue a um grupo de assassinos da ilha de Coaltachin. Esse bebê é criado para se tornar um assassino e não faz a menor ideia do seu passado na nobreza e do que fizeram com sua família. A única realidade que ele conhece é a que lhe foi ensinada, ser um assassino frio e um ladrão eficiente sob o comando daqueles que regem o grupo temido.


A história gira em torno não apenas do bebê que cresceu fora de suas raízes, aprendendo um novo "legado" e ignorando suas raízes. Isso causa um certo conflito em Hatu, pois ele não sabe o que aconteceu no seu passado (apesar de nós sabermos) e estar ali na Nação Invisível no meio de tantos outros jovens treinados para matar e roubar como ele, as vezes lhe trás um sentimento de não pertencer aquele lugar. Apesar disso ele cria laços e com eles amizades profundas, uma delas é com Donte filho de um dos membros poderosos do grupo ao qual pertencem e também Hava, uma jovem que chama bastante atenção de Hatu e me parece que teremos romance - não direi mais nada por enquanto. Além desses personagens, temos Declan, que é muito sagaz.


Mistérios rodeiam toda a vida desses dois jovens especificamente, e muito tem a perder ou a ganhar caso alguns segredos venham a tona. Hatu e Declan, são esses personagens clichês que conhecemos; órfãos, talentosos, inteligentes, sagazes e com muitas dúvidas e receios. Mas isso não os torna menos interessantes. Pelo contrário, os mistérios que envolvem suas vidas e o rumo que ela toma é o que o autor nos presenteia tão gentilmente, transformando o clichê, em algo enigmático e fantástico!

Apesar dos inúmeros detalhes que lemos nas descrições de tarefas e da vida que esses jovens levam, elas são fundamentais para vermos que tipo de pessoas estão sendo moldadas pela rotina diária, caráter e vivências. Tenho certeza absoluta, por conhecer a escrita do autor, que tudo isso foi necessário para nos deixar de cabelo em pé nas cenas dos próximos capítulos que estão por vir nos demais livros.


O Rei das Cinzas não nos trás grandes aventuras, ou momentos de desespero. É uma narrativa lenta e introdutória para o que está por vir na saga dos Jubardentes e que estou absolutamente ansiosa para ler.


Beijos.



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Soliguetti 05/08/2018

Muitas promessas, pouca execução
Não é muito comum encontrarmos sagas de fantasia grandiosas, com universos grandes e elaborados. Os poucos que conseguem aliar essa característica com um enredo cativante se tornam clássicos do gênero. "A Saga dos Jubardentes" tem tudo para se alinhar aos livros de fantasia consagrados, mas parece que falta um pouco de vontade e maturidade ao autor, Raymond E. Feist.

O autor acerta na criação do universo. O Mundo de Garn é bem elaborado e crível. O universo criado por Feist não é forçado em momento algum, e fica evidente o quanto o autor estudou para criar essa atmosfera medieval. A história, porém, evolui muito pouco, embora tenham se passado dezessete anos e mais de quinhentas páginas do início ao fim do livro.

Feist nos apresenta o mundo de Garn, composto por muitos reinos e baronatos. Um deles, Itrácia, o mais desenvolvido, é alvo de um ataque de todos os outros reinos, liderados por Ludovico, rei de Sandura. Aqui está o primeiro buraco da história. Não fica muito evidente o que causou essa revolta. Lodavico acusa o rei de Itrácia de traição, mas por quê? No primeiro capítulo, Lodavico faz um discurso para falar sobre essa traição, mas, pasmem, o monólogo não é reproduzido.

Essa foi outra coisa que me irritou muito em "O Rei das Cinzas", esse primeiro volume da saga. Esse discurso de Lodavico, que era muito importante para a história, foi ignorado, mas alguns outros pontos da narrativa que poderiam ser percorridos rapidamente são alongados em demasia por Feist. Parágrafos e parágrafos sobre o processo de criação de uma espada, completamente dispensáveis em seus minuciosos detalhes, são reproduzidos e dão sono ao leitor.

Os defeitos da narração não param nesses trechos modorrentos. Feist é bastante prolixo. Em alguns trechos, por exemplo, ele pode descrever o pensamento de um personagem apenas para repetir esse mesmo pensamento um ou dois parágrafos depois. Por várias vezes eu me peguei pensando "ok amigo, isso você já disse".

Os personagens têm lá seu carisma e é gratificante acompanhar Hatu e Declan. O leitor quase certamente gostará deles. Porém, ao mesmo tempo que o autor foca nesses personagens, deixa de lado o fantástico mundo de Garn, muito pouco explorado. Pra quê criar um mundo tão grande, tão cheio de possibilidades, se o foco vai ficar tão exaustivamente em cima dos personagens? Muito pouco se fala sobre a política dos reinos. Fica muito pouco claro o que Lodavico realmente quer ou o que está motivando a guerra. O único núcleo político razoavelmente bem explorado foi o de Coaltachim, a ilha dos espiões.

Eu ainda acredito na Saga dos Jubardentes e acho que muito pode ser melhorado. A base criada por Feist é muito boa e cheia de possibilidades. Resta explorá-las com maior amplitude e criatividade.
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Aricia 27/08/2018

Nova saga iniciada e que promete desbancar as favoritas por aí...
Vamos lá!

Entenda: temos em "O Rei das Cinzas" o mundo criado por Feist, Garn, ele é formado por reinos e baronatos, "Itrácia", é alvo de um grande ataque arquitetado e executado por todos os outros reinos, mas o lider foi o rei de "Sandura", Ludovico, que acusou, o rei de Itrácia de traição, mas qual foi o ato, não foi dito. enfim, temos um reino antes conhecido como Reino das Chamas, agora reduzido a cinzas. Durante a batalha, uma criança é levada por uma sociedade secreta, conhecida como Nação Invisível, que circula pelos reinos, de cara jnós já sabemos quem é a criança, em momento algum, a origem do menino é deixada em dúvida pelo autor.

O tempo passa e dezessete anos depois, temos Hatushaly, ou Hatu, um garoto que é treinado pelos mestres de Coaltachin, seus dois amigos, Hava e Donte, filho de um dos mestres mais poderosos da ordem. Declan, o aprendiz de ferreiro e Daylon, o barão de Marquensas, que escondeu último da linhagem dos Jubardentes.

Hatu tem seu papel declarado na história, é um menino enfurecido, treinado na arte da espionagem e assassinato, ele é tido como um forasteiro, e ele realmente é, sua aparência, branco com cabelos ruivos, praticamente entrega sua origem. Eu gostei que o personagem foi bem desenvolvido, ele aparece rebelde e meio sem sentido na história, mas vai crescendo e talvez por isso, seus capítulos se tornaram um pouco chatos de ler, mas quase no fim do livro, nós percebemos o motivo do autor tê-lo descrito daquela forma.

Um livro que mexe com política, que está envolvido com os elementos básicos de um boa fantasia como sabemos que Raymond é capaz de fazer. A ambientação de todo o universo é abundante e extremamente crível! Existem cenas onde praticamente eu pude sentir o cheiro do ferro sendo fundido, tamanha riqueza de detalhes que o autor consegue transcrever. Ele consegue dosar muito bem o momento de detalhar uma cena ou não e isso torna a leitura um mar de sensações.

Enfim, O rei das cinzas é apenas o portão de entrada para esse mundo novo e que estamos começando a descobrir. Ficamos com mais perguntas do que respostas, o enredo não foi "fechado", justamente por englobar uma saga grande, muitas coisas ainda irão acontecer com essa turma e eu estou ávida por ler os demais livros da série.

A luta pelo poder está apenas começando, questões como fé e política foram levantadas, eu acredito que a igreja do Deus único que foi instituída ali, é um grande gancho para conspirações e maldade, estou louca para descobrir como Raymond desenvolveu a história.

E Hatu, ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser vingar a família e reconquistar o que um dia lhe foi tirado.

Resenha escrita para o blog Livros & Tal
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Raquel.Euphrasio 23/09/2018

Ler esse livro, foi algo muito estranho. Eu não tenho nenhum problema em abandonar livros, não tá rolando, passo para o próximo, sem pensar. Mas as vezes termino um livro que não estou gostando pq alguma coisa: Personagem, trama, sei lá me prende. Mas esse eu não me importava com nada e nem ninguém, mas algo me segurou, levei 2 meses quase para terminar, mas cheguei no fim e claro, não gostei. Não sou nem capaz de contar a historia, pq não me importei. Experiencia estranha, com percepções esquisitas, rs.
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