O filho mais velho de Deus e/ou Livro IV

O filho mais velho de Deus e/ou Livro IV Lourenço Mutarelli




Resenhas - O filho mais velho de Deus e/ou livro IV


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douglaseralldo 28/05/2019

SANTA BOSTA! 10 CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILHO MAIS VELHO DE DEUS E/OU LIVRO IV, DE LOURENÇO MUTARELLI OU SOBRE FAZER UMAS LOUCURAS
1 - Integrante da coleção Amores Expressos cujos romances focalizam cada qual uma importante cidade do mundo, coube a Mutarelli escrever a narrativa sobre Nova York, e, se tomarmos "a grande maçã" como a grande metrópole mais filmada dos tempos recentes pelo cinema, veremos esta "cidade-cenário" refletida neste romance de difícil - talvez impossível - classificação dar vazão a uma narrativa insana e satírica, mas capaz de reforçar certa atmosfera etérea e absurda duma cidade onde as loucuras mais improváveis são possíveis, como veremos em O filho mais velho de Deus;

2 - Antes de mais nada, todavia, precisamos observar o tom satírico com que Mutarelli elabora sua narrativa nestes romance. A começar por seu narrador em terceira pessoa, mas íntimo não apenas do protagonista, mas também do próprio leitor, a quem ele procura estar sempre próximo. Trata-se de um narrador que extrapola as ironias e não teme o usa das figuras de linguagens ao que não se furta de cortar sua narração com trechos que desavisados poderiam pensar estar diante problemas de coerência, tais são as interferências, intrusões e outras rupturas realizadas pelo narrador. Contudo, não apenas ele é fortemente marcado pelas tintas da sátira, mas o próprio protagonista de múltiplos nomes, de certa fixação pelos cus alheios e uma jornada das mais absurdas - ou não;

3 - George, no caso o protagonista, que compartilha com outros personagens o bordão santa bosta! é um homem comum que acaba indo parar em Nova York depois de abandonar Minneapolis para envolver-se com um estranho grupo que envolve religião, alienígenas e outras teorias conspiratórias que na narrativa tecem-se pelo absurdo e pelo exagero da sátira, mas que como toda boa sátira vai deixando pelo caminho uma trilha de reflexões a serem feitas;

site: http://www.listasliterarias.com/2019/05/santa-bosta-10-consideracoes-sobre-o.html
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Matheus 23/12/2018

Amor Cósmico e/ou Psicologia Americana
Mutarelli em seu projeto junto a Companhia das letras foi a NY com a missão de falar sobre o amor de seu ponto de vista.
Anos depois do projeto, feito com maestria, nasce O filho mais velho de Deus e/ou livro IV. Tendo esse histórico, o que se encontra no livro são reflexões profundas, misticismo, cultura americana, amor, solidão e uma quebradeira mental de um mundo visto de dentro de um personagem muito forte.
O livro que pode parecer cansativo no começo (A quem está lendo, segura até a parte 2 é lá que o bicho pega) se estende por construir nossas opiniões sobre o principal como quem cozinha um prato em fogo baixo. Passo a passo se monta todo o histórico e já se tem bagagem para iniciar a trama, e essa é incrível. Com surpresas, intelectualidade, teorizações, se vive algo intenso página a página em uma mistura de sobrenatural e humano.
Sem spoilers, o livro te leva para um lugar ora desconfortável, ora amigo. Ora mágico, ora real. Embalado por percepções de como o americano tradicional pensa, da paisagem nova iorquina, ele vale a leitura!
Lourenço usa um estilo muito próprio trazendo palavras americanas em português (Pedaço de bolo, Buraco da bunda) que cria humor e a forma de expressão local com exatidão. Usa uma enciclopédia de foras da lei com pausas para suas histórias paralelas que dão um tom ao livro. Usa de comentários em primeira pessoa para trazer curiosidades e claramente fez de muita pesquisa e dados reais para construir uma ficção (será?).
Sem ambições reais de trazer respostas, a história é incrível. Embora falte algumas pontas para a total explicação dos casos, esses espaços em aberto são ricos e te geram uma boa sensação para continuar suas próprias teorias. As vezes peca pelo uso excessivo de algumas técnicas narrativas que desgastam o leitor de certa experiência com o livro, mas acerta muito mais do que erra.
Em suma, é uma experiência de leitura que te coloca em novos temas, traz uma nova visão e te faz pensar. Elementos que por si só já me fariam ler, mas ainda é bem construído, de leitura fácil e emocionante.
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