Minha História

Minha História Michelle Obama




Resenhas - Minha História


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Vanessa 18/11/2018

Tô há dias enaltecendo esse livro em todas as redes sociais que tenho. Agora que terminei e finalmente chegou o momento de escrever uma resenha, EU TÔ SEM PALAVRAS.

Nem sei por onde começar!

Amo demais a forma que a Michelle se expressa. Ainda estava no segundo capítulo e já tinha feito diversas marcações de parágrafos que tinham me tocado de alguma forma.

Ela nos conta sobre sua vida desde quando era apenas uma menininha aprender a ler as cores na escola até os dias atuais, sendo a primeira ex-primeira dama americana negra.

Achei muito emocionante todas as passagens da infância dela, dos momentos com a família, dos sacrifícios que seus pais fizeram para criá-la e todos os desafios que encontraram no caminho. Vemos quanto amor ela sente pelos pais, sempre relatando histórias e lições de vida que aprendeu com eles.

Quando mais velha, nos conta sobre o início de seu relacionamento com Barack - que é a parte mais cômica do livro. (Mini spoiler: Ri alto dela dizendo que não o salvou de uma conversa chata com outra mulher, pois ele era bem grandinho e podia salvar a si mesmo.) Ela nos conta sobre todas as dificuldades que enfrentaram, desde financeiramente, até mesmo por questões de distância, em épocas onde não haviam celulares e mensagens de texto para lhes ajudar a amenizar a saudade quando estavam longe um do outro.

Acompanhamos também todos os desafios que ela enfrentou aprendendo a lidar com essa vida política - da qual nunca foi muito fã -, comparecendo aos eventos nas campanhas, dando apoio ao marido e levando esperança ao país.

Em meio a tudo isso, há também relatos de seu papel de mãe, sempre buscando fazer o melhor por suas filhas, Malia e Sasha, protegendo-as ao máximo e tentando lhes proporcionar uma vida mais dentro do normal possível, ainda que fossem filhas do presidente.

Achei muito importante as passagens que ela dedicou aos assuntos bullying e racismo. É incrível como ela consegue relacionar coisas que aconteceram em sua infância com acontecimentos recentes, como a eleição do sucessor, Donald Trump. A Michelle não poupou palavras ao expressar sua indignação com a famosa fita onde ele ofende as mulheres, e nem sobre o quanto ficou preocupada com o rumo que seu país tomaria tendo um homem como aquele no comando.

As fotos escolhidas por ela para ilustrar esses momentos especiais são a coisa mais linda! Só de vê-las pude sentir o quanto tudo aquilo é especial para ela.

Me emocionei DEMAIS com essa leitura, pois desperta sentimentos com os quais todos nós conseguimos nos identificar.

Se você só for ler um livro esse mês, ESCOLHA ESSE.

Se eu pudesse dar 6 estrelas, eu daria.
Carol 10/12/2018minha estante
Oi pesquisando resenhas desse livro (O meu já está a caminho presente de Natal!)descobri que há um filme :Michelle & Obama!


ritita 25/01/2019minha estante
Terminei de ler e estou encantada com a moça, com o livro e a forma de contar a história sem deixar de lado que também é uma pessoa como todas as outras.




joana 14/02/2019

Michelle sendo ela mesma
"A forma mais fácil de desmerecer a voz de uma mulher é resumi-la a uma pessoa rabugenta."
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Polly 02/02/2019

Sempre nutri uma admiração pelos Obama mas nunca acompanhei a vida deles de forma mais profunda. Michelle, porém, me passava a imagem de uma mulher determinada, que não tinha vindo ao mundo para ser o segundo sexo, e por isso quis ler a história dela, contada por ela. A reação que tive hoje, ao finaliizar o livro, foi a mesma desde o início das primeiras páginas: que mulher!, só que numa intensidade maior a cada capítulo e cada vez que eu mergulhava no universo um pouco mais no mundo dela.
Michelle agora faz parte da minha vida, como uma inspiração e uma espécie de mentora na construção da Minha História.

Dica: procurem os vídeos dos discursos dela e do Barack à medida que eles aparecerem no livro. A gente se sente fazendo parte daquele momento, é surreal.
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Book.Obsession 08/03/2019

Assim que vi esse lançamento fiquei interessada em ler. Apesar de ser uma autobiografia, um gênero que leio bem pouco, a história dessa grande mulher me chama atenção desde que seu marido tornou-se Presidente dos Estados Unidos.

Só de olhar para o casal, nos dá a sensação de serem pessoas maravilhosas, que tem um relacionamento sólido, de respeito mútuo e de muita compreensão. E para minha surpresa, me deparei com uma biografia rica em detalhes e muito inspiradora, e o momento para postar minhas considerações não poderia ser em uma melhor data, afinal, hoje é dia internacional das mulheres.

“Até agora, fui advogada. Fui vice-presidente de um hospital e diretora de uma ONG que ajuda jovens a construírem uma carreira significativa. Fui estudante negra da classe trabalhadora em uma faculdade de elite de maioria branca. Fui a única mulher, a única afro-americana, em todos os tipos de ambientes. Fui a noiva, a mãe estressada de uma recém-nascida, a filha consternada pelo luto. E até pouco tempo atrás, fui a primeira-dama dos Estados Unidos da América – emprego que não é oficialmente um emprego, mas que ainda assim me deu uma plataforma que eu jamais imaginaria. Ele me desafiou, e me deu uma lição de humildade, me estimulou e me retraiu, às vezes tudo ao mesmo tempo.”

Michelle Obama tornou-se referência para as mulheres do mundo inteiro. Independentemente de sua cor, não conheço uma pessoa que não a olha ou fala com admiração sobre uma mulher que tanto se destacou por sua responsabilidade social como Primeira Dama dos EUA.

Ao longo das 440 páginas, Michelle LaVaughn Robinson Obama, 54 anos, nos conta vários momentos de sua vida, desde a infância até o desafio de viver dentro de uma das casas mais importantes do governo americana, a Casa Branca.

“Desde que entrei, relutante, na vida pública, fui considerada a mulher mais poderosa do mundo e apontada como uma ‘mulher negra raivosa’. Queria perguntar aos meus detratores qual parte da expressão eles consideram a mais relevante — ‘mulher’, ‘negra’ ou ‘raivosa’?”

Vindo de uma família de classe média, parte de sua juventude foi morando em cima da casa de seus tios em South Side, Chicago. Criada de forma rígida, com muita disciplina, conhecemos a vida na infância, o relacionamento com seus pais e seu irmão que desde pequeno já mostrava um grande cuidado com Michelle.

Para quem não sabe, Michelle é uma advogada, chegou a trabalhar na área e foi em um escritório, Sidley & Austin, que conheceu Barack. Estudou nas renomadas Universidades de Princeton e Harvard. Como em todo ambiente, mais precisamente nessa época, sentiu na pele o peso do machismo e do preconceito, porém isso não a intimidava, pelo contrário, Michelle transformava em combustível para seguir em frente e lutar pelos seus propósitos.

"Tentava não me intimidar quando a conversa em sala era dominada pelos alunos homens, o que era bastante comum. Ao escutá-los, me dei conta de que não eram mais inteligentes do que nós. Eram apenas mais incentivados a falar, navegando na maré ancestral da superioridade e estimulados pelo fato de que a história nunca lhes dissera o contrário."

Claro que a autora não deixaria de fora a vida com sua família. Seu relacionamento com Barack Obama, o nascimento de suas duas filhas e o impacto que toda a carreira política viria a ter na vida delas.

Conhecemos um pouco mais sobre Barack Obama em sua intimidade. O pai amoroso, marido dedicado, que mesmo vivendo cercado de pessoas e compromissos políticos, dedicava uma parte do seu tempo para pelo menos jantar com sua família. É perceptível o quanto Michelle se dedicou e abdicou para ajudá-lo em sua corrida na carreira política, mas nem por isso, essa mulher deixou de ser independente e em alguns capítulos conhecemos os feitos dela dentro da Casa Branca.

"Nunca fui de ficar presa aos aspectos mais desmoralizantes de ser afro-americano. Fui criada para pensar positivo.
Mas, ouvindo Barack, comecei a entender que sua versão de esperança era bem mais ampla: eu me dei conta de que uma coisa era sair de um lugar empacado; outra, totalmente diferente, era tentar desempacar o lugar."

Michelle sem dúvidas é uma mulher que se destaca por sua simplicidade. Que apesar de toda pompa e de inúmeros empregados à disposição, sempre procurou passar os ensinamentos e manter suas filhas com atividades o mais próximo da normalidade, até porque, o fato de morarem na Casa Branca era ótimo sim, mas não seria para sempre a residência deles. Então, temos uma mãe criando uma horta (diga-se de passagem ajudou a alimentar muitas pessoas e de origem ao programa Let’s Move!), realizar eventos públicos para criar uma relação próxima com as pessoas, uma mãe brincando de pular corda com as crianças, outro fato curioso foi Michelle passar a responsabilidade para as filhas de fazerem suas camas e não utilizar camareiras para isso. Está certo que é uma coisa básica, mas quando se é rodeado de empregados, chama atenção.

Ah, e ela não esquece de mencionar sobre a posse do novo presidente Trump e a recepção na Casa Branca com a atual Primeira dama. Além de demonstrar seu posicionamento ao atual governo.

Atualmente, Michelle, Barack e Sasha moram em Washington e Malia está morando e trabalhando em Nova York, finalizando o ano sabático antes de iniciar a faculdade.

“Se há uma coisa que aprendi na vida é o poder de usar a própria voz. Sempre tentei dizer a verdade e trazer à luz as histórias de pessoas que são muitas vezes postas de lado.”

Sobre a edição: Gostei bastante do projeto gráfico, que está repleto de fotos sobre diversos momentos importantes na vida de Michelle e sua família. Lançado em novembro de 2018 pela editora Objetiva (selo do Grupo Companhia das Letras), Minha História está disponível em físico e em ebook.

Foi até difícil separar os quotes, porque esse livro tem tantos trechos maravilhosos que pretendo trazer uma postagem só com eles.

Uma leitura que entra para os favoritos com louvor! Se antes me simpatizava com a figura da ex-primeira dama, hoje posso dizer que me tornei grande admiradora de seus feitos, da mulher, mãe e esposa.

Minha História é um livro extremamente poderoso, empoderado. Com uma narrativa ágil, reflexiva, que nos arrebata logo em seus primeiros capítulos. Uma jornada de uma mulher negra inteligente, consciente do seu papel na sociedade, determinada, forte, que se destacou no cenário político e se fez ser ouvida por várias classes sociais, deixando um legado inspirador para gerações futuras de mulheres.


site: https://www.bookobsessionblog.com/2019/03/resenha-minha-historia-michelle-obama.html
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Laura Brand 11/12/2018

Nostalgia Cinza
Minha História, de Michelle Obama, se tornou logo nas primeiras páginas uma das minhas leituras favoritas de 2018. Estou me cercando cada vez mais de livros escritos por mulheres e não poderia ter um presente melhor do que ter Michelle Obama como uma referência.

Michelle Obama ficou mundialmente conhecida como a esposa do 44.º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Entretanto, como diz o ditado "por trás de todo grande homem existe uma grande mulher" e isso não poderia ser mais verídico. E que mulher! Michelle LaVaughn Robinson Obama é uma mulher que tomou a frente de sua vida e faz de cada obstáculo uma escolha em prol de um bem maior. Uma mulher que sabe usar sua voz e, diariamente, inspira milhões de meninas e mulheres do mundo todo a fazer o mesmo. Em um mundo com os olhos voltados para seu marido e sua família, Michelle tirou de letra um dos maiores desafios que alguém poderia ter. Em Minha História ela abre as portas para seu passado, presente e suas perspectivas para o futuro. Uma leitura deliciosa e extremamente necessária.
Confesso que ainda estou tentando digerir a leitura de Minha História. Michelle Obama é uma mulher absolutamente admirável e foi um prazer poder absorver um pouco de sua visão de mundo e experiências ao longo de todo o livro. Sua forma de narrar eventos e de fazer uma reflexão acerca de cada momento é simplesmente inspiradora. Selecionei diversos trechos enquanto lia e ao final tinha um bloco de notas inteiro recheado de frases, parágrafos e pensamentos de Michelle. Ela aborda diversas temáticas enquanto fala de sua trajetória até ser a primeira-dama dos Estados Unidos e é incrível acompanhar sua escrita.

Michelle começa o livro narrando sua infância em South Side, um bairro de Chicago. Ela compartilha seu relacionamento com a família e com as pessoas com quem morava, com seus avós, seu irmão e seus pais. Além de contextualizar o momento histórico dos Estados Unidos em diversos pontos de suas recordações do passado, Michelle também faz uso de vários momentos da infância para exemplificar comportamentos que futuramente a definiriam como uma das mulheres mais poderosas e determinadas do mundo. Desde nova ela sempre se impôs, sempre questionou a forma como o avô falava com a avó, sempre questionou a forma como os negros eram tratados de forma diferente no bairro em que vivia e nunca deixou de se empenhar para ser a melhor versão de si, reflexos de uma mulher que seria a primeira-dama mais amada do mundo.

"Quando era primeira-dama, eu chegava ao fim de uma semana movimentada precisando que me lembrassem como ela havia começado. Mas a noção de tempo está começando a ficar diferente. Minhas meninas, que chegaram à Casa Branca com bonecas, uma cobertinha de estimação e um tigrinho de pelúcia chamado Tiger agora são adolescentes, jovens com planos e vozes próprias. Meu marido está se adaptando à vida depois da Casa Branca, recuperando o fôlego. E aqui estou eu, nesse lugar novo, com vontade de falar muita coisa." Página 17A forma de narrar de Michelle é um ponto fortíssimo do livro. Ela conduz o leitor de forma natural e bem fluida pelas fases de sua vida, desde sua infância em South Side, até a troca de escolas, a dinâmica com seus familiares e amigos, seus namorados, seu tempo em Princeton e depois em Harvard, sua carreira como advogada, o momento em que foi mentora de Barack Obama durante seu tempo em escritório, sua paixão por ajudar os outros e se envolver com causas sociais, principalmente de gênero, até o mergulho na vida política, a chegada à Casa Branca e ao encontro de sua voz nesse novo mundo e como ela, como mãe, esposa e mulher, lidou com todas as abruptas reviravoltas de sua nova vida.

"Informei a Barack que, para que nosso relacionamento desse certo, seria melhor ele se sentir à vontade falando ao telefone. "Seu eu não puder falar com você", anunciei, "talvez tenha que encontrar outro cara que me dê ouvidos". Eu estava brincando, mas só um pouco." Página 136
Seria de se esperar que houvesse algum tipo de filtro em relação ao que é dito, em relação à vida pessoal de duas figuras que, por muito tempo, estiveram à frente da maior potência mundial. Se existe, não fica aparente uma vez que ela fala sobre sua atração física por Barack, sobre suas tentativas falhas de engravidar, sobre o aborto espontâneo que sofreu e faz diversos comentários extremamente honestos.

"Informei a Barack que, para que nosso relacionamento desse certo, seria melhor ele se sentir à vontade falando ao telefone. "Seu eu não puder falar com você", anunciei, "talvez tenha que encontrar outro cara que me dê ouvidos". Eu estava brincando, mas só um pouco." Página 136

Minha História é um livro que contextualiza diversos assuntos em pauta nos Estados Unidos e que faz um recorte de um país que é, muitas vezes, vangloriado e exaltado. Michelle mostra as diversas caras de um país que é sim, um oásis de oportunidades, mas que é ao mesmo tempo racista, preconceituoso, machista, misógino e conservador ao extremo.

Em determinado momento ela fala sobre seu contato com os militares do exército americano. Mostra como nunca foi muito próxima dos militares, mas tomou a causa pra si quando se tornou primeira-dama. Se dedicou às famílias dos militares e aos feridos em combate. A forma como ela fala sobre seu amor pelo país nos faz entender um pouco mais o patriotismo americano e como ele é extremamente enraizado no Estados Unidos.
Michelle também fala sobre como tentou fazer algo pelas meninas do país porque queria que elas tivessem o mesmo apoio e oportunidades que ela mesma teve. Queria mostrar que elas podiam se sentir confortáveis e confortantes para exercer sua voz em qualquer sala, qualquer mesa, dentro de qualquer grupo. Essa devoção por meninas e mulheres se mostra não apenas nas causas e projetos que lançou como primeira-dama, mas na forma como educou suas próprias filhas no ambiente doméstico. Este trecho representa bem:

“Pra mim, fazia muito mais sentido do que atrasar o jantar e fazer as meninas esperarem acordadas, às vezes morrendo de sono, para um abraço. E assim retomei meu desejo de que elas crescessem fortes e centradas, sem se acomodarem a qualquer forma de velho patriarcado: não queria que elas acreditassem um instante sequer que a vida começava quando o homem da casa chegava. Não esperávamos o papai. Agora cabia a ele vir até nós.” Página 226
Alguns dos momentos mais tocantes de sua narrativa estão relacionados aos tiroteios, principalmente em escolas, que ela precisou lidar como primeira-dama. É interessante poder, enquanto lia, procurar os vídeos dos discursos e reviver, com outros olhos, capítulos tão intensos da história dos Estados Unidos. Além de contar como foi estar no posto de primeira-dama e narrar os bastidores, Michelle não deixa de abordar a questão da venda e do porte de armas nos EUA, fazendo críticas e deixando bem claro seu posicionamento.
Em uma realidade que acoberta o chefe da maior nação do mundo é delicioso poder ter acesso a alguns bastidores da vida na Casa Branca e Michelle faz questão de escancarar as portas. Além de falar sobre a interações com os pais de outras crianças da mesma escola das filhas, ela comenta sobre as medidas de segurança e narra o dia em que tentou fugir da Casa Branca e do Serviço Secreto para ir aos jardins da casa com Malia para comemorar a legalização do casamento gay. Ela também relata como se escondia para assistir aos treinos de natação de Sasha e como precisou ficar escondida em um porão enquanto Malia visitava o campus de Columbia.

Em trechos mais poderosos, Michelle faz um paralelo sobre como ela e Obama, sendo os primeiros negros a ocupar a Casa Branca, ainda presenciaram uma violência policial extremamente presente contra a população negra dos Estados Unidos. Ela faz interessantes e importantes reflexões sobre a realidade violenta e racista do país e o fato de terem ocupado um espaço historicamente branco.

“Crescemos sendo bombardeados de mensagens eu alegam existir apenas uma maneira de ser americano – alegam que, se temos a pele escura ou o cabelo crespo, se não amamos de uma determinada maneira, se falamos outra língua ou nascemos em outro país, então aqui não é o nosso lugar. Até que alguém ouse começar a contar essa história de outra maneira.” Página 428
As últimas páginas são minhas favoritas. Além de refletir de forma mais intensa e profunda sobre sua própria trajetória, Michelle tenta criar um horizonte para o país como está e quais suas perspectivas para o futuro. Depois de narrar a transição, ela faz críticas ferrenhas ao governo e à pessoa de Trump, mas sem deixar de lado o otimismo de alguém que já viu e viveu o suficiente para saber que existe esperança em todo lugar. Acredito que, dada a atual situação do nosso próprio país, suas palavras oferecem um alento necessário.

“Posso machucar você e sair impune. Era uma expressão de ódio em geral excluída do convívio, mas ainda persistia no âmago de nossa sociedade supostamente esclarecida – viva e aceita a ponto de alguém como Donald Trump utilizá-la sem a mais vaga preocupação. Todas as mulheres que conheço notaram aquilo. Todas as pessoas que algum dia foram estigmatizadas notaram aquilo. Era exatamente isso que tantos de nós tínhamos esperança de que nossos filhos nunca precisassem, mas provavelmente experimentariam. A dominação e, mesmo sua ameaça, é uma forma de desumanização. É a espécie mais repulsiva de poder.” Página 421

Michelle é mãe, amiga, esposa. E ela consegue mostrar todas as suas facetas com perfeição. Minha História nos oferece o perfeito retrato de uma mulher digna de admiração e ao mesmo tempo parecida com todas nós. Michelle Obama é uma mulher capaz de tirar uma boa lição e um ensinamento incrível de cada momento passado e é incrível poder saber mais sobre sua trajetória enquanto nos espelhamos nas nossas próprias escolhas e visões de mundo.

Minha História se tornou uma das minhas leituras favoritas e é um desses livros imprescindíveis na estante de todas as mulheres que procuram uma referência feminina forte, independente e inspiradora. Um livro inesquecível.


site: http://bit.ly/michelleminhahistoria
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Conchego das Letras 14/12/2018

Resenha Completa
Biografias – e autobiografias – são livros complicados, eles nos contam a história de uma pessoa pelos olhos de alguém, ou de quem viveu aquela História, ou de quem pesquisou e estudou a vida de alguém.
A verdade é que amo biografias, e essa... Mais de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos mercados norte-americano e canadense, em 15 dias. Não estamos falando de mundo, mas de dois mercados específicos. Saiu a versão em português e lá fui eu ler a versão dessa mulher para a História mundial que ela ajudou a construir. Ganhei a versão que foi lançada nos EUA dia 13 de novembro. Devorei em questão de horas, mas queria a versão brasileira. E não me decepcionei.
“Eu tive a sorte de ter pais, professores e mentores que me alimentaram com uma mensagem simples e consistente: você é importante.
Como adulto, queria passar essas palavras para uma nova geração.”
Minha História é o relato de uma mulher. A primeira mulher afro-americana a ocupar o cargo que não é um cargo, o de primeira-dama dos Estados Unidos da América do Norte.
Uma mulher que foi a vida inteira a exceção, ou será que você pensa que em Princeton e Harvard, onde ela se formou em Direito, os negros são maioria?
Michelle LaVaughn Robinson Obama narrou em primeira pessoa sua trajetória, não apenas como primeira-dama, mas como esposa, mãe, filha, estudante, vice-presidente de um hospital, ativista. É uma narrativa rica, com nuances interessantes.
Li algumas críticas sobre o livro ser “monocórdico”, oras, é a vida de uma pessoa pelo ponto de vista dela, mas o livro não tem “uma nota só”, ele abre espaço para visões diferentes, mesmo que seja apenas para contestar e provar que “o meu é melhor do que o seu”.
Para as pessoas que gostam de diminuir as lutas e conquistas de outras pessoas, não é um livro sobre meritocracia, é um livro sobre luta. Sobre como uma menina de classe média baixa lutou e se esforçou para entrar em duas das melhores universidades dos EUA. De tudo o que ela aprendeu pelo caminho e como retribui isso. Um exercício constante para ensinar que “Você tem valor” para pessoas que passam o dia, a vida, ouvindo que não são nada, que são um fardo, que são culpadas pelo colapso da casa, da cidade, do Estado, do país.
Ouvi de algumas pessoas que “um presidente não precisa ser legal”, não, ele não precisa, Obama mostrou isso. Ele foi político, a diferença é que ele é empático, não vou dizer que aprendeu isso com a mulher, porque Michelle fala do marido, não do presidente (no caso ex-presidente). O que ela escancara nesse livro é algo que vi em músicas de Sarah Vaughan ou em uma biografia de Billie Holiday: O que é ser NEGRO em um país que ODEIA negros.
O livro é dividido de uma maneira graciosa, temos a infância, a adolescência, a juventude. A barra de ser negra, excelente aluna e ter notas de causar inveja, em Princeton (e depois em Harvard). Temos o período da campanha, quando algumas pessoas esperavam que ela tivesse o papel típico de mulher de candidato: Acene e sorria, não pense!

Não é um livro para tirar ninguém da zona de conforto, porque foram 8 anos “convivendo” com a personagem Michelle Obama, então o que está ali é o esperado, é a visão que ela tem do mundo, o que ela influiu na História, mas ao mesmo tempo é um livro que sacode crenças, que enfia o dedo na ferida dos preconceitos, dos julgamentos, de quem acredita que o mundo só vale a pena se você tem, não se você.
Para finalizar eu acho que ela é o epítome da beleza, elegância, honra, bondade, inteligência e dignidade.
Lembre-se: Você tem valor!
Nota? Máximo, cinco estrelas, cinco livros, cinco corações...


site: http://www.conchegodasletras.com.br/2018/12/devaneios-da-bel-minha-historia.html
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Naty 13/01/2019

Ícone de responsabilidade social
Primeira Leitura de 2019 - Michelle Obama Minha História

Foi muito interessante e inspirador ler a biografia deste ícone da responsabilidade social nos Estados Unidos e no mundo. Inspira otimismo, luta diária e vai além!!!

Super indico a todos os seres humanos e aqueles que buscam se reinventar como seres humanos!

Ótima Leitura!
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Heloisa Motoki 05/01/2019

Íntimo, poderoso e inspirador
Michelle Obama conta sua história de forma íntima, capaz de fazer você se sentir dentro de sua família.

Ela conta para empoderar, nós mulheres, nós humanos e inspira na forma que conduziu sua vida, sua criação e ja criação de suas filhas
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Nilson Gonçalves 20/03/2019

Intetessante
Interessante conhecer os bastidores do poder e especialnente a intimidade do casal na Casa Branca. Mostra tambem um certo deslumbre pelo poder embora tente nao transparecer isso. Descreve de maneira bastante interessante a trajetória de vida do casal. Gostei de saber q o primeiro carro do Barack Obama tinha um buraco no assoalho porque me fez lembrar de meu primeiro carro(gordini) tambem com assoalho furado, rsss. Vale a pena ler. Gostei
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ritita 25/01/2019

A melhor biografia que li até hoje.
Não tenho a mínima condição de resenhar uma biografia desta magnitude,. Muita informação, muita emoção pra pouca Rita, mas vamos a algumas considerações:

1) A vida da moça açambarca a vida de quase todas as mulheres que conheço, independente de cor, credo, ou condição social, desde as que nasceram pobres de marré de si, até as que nasceram na alta classe média. Claaro que nenhuma das que conheço chegou a ser primeira dama.

2) Estudar e estudar e estudar faz a diferença aqui, lá e acolá.

3) Para procurar sua própria voz, seja no gueto, no local de trabalho, em uma comunidade, ou mesmo na Casa Branca, é preciso achar junto com a voz uma coragem dos diabos.

4) Os EUA que tantos admiram é um país misógino, xenofóbico, racista, violento e conservador.

5) Não tenho condição psicológica para ser primeira dama nem do prédio que moro. Não gosto de sapo, cobras, muito menos lagartos.

6) Raras comparações entre Brasil & EUA cabem depois de ler, tirando as brigas e maracutaias políticas, como nação somos a mosca do cocô do cavalo do bandido, com relação a organização deles.
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Sandra 15/12/2018

Dezembro 2018
Uma otima biografia. Mostra os bastidores do poder , com todas as suas dificuldades. As vezes um pouco didático para quem não gosta de politica, mas no geral é muito intetessante, gostei.
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Carolina Reginatto 28/01/2019

Maravilhoso
Que livro emocionante!
O jeito que a Michelle escreve é único, da pra sentir a verdade nas palavras dela. Estava ansiosa para ler pois sempre admirei ela muito, mesmo não sabendo muitos detalhes da vida dela, e posso dizer que agora admiro ela muito mais.
Vale a pena cada pagina do livro. Recomendo demais.
A Michelle e sua familia são humildes demais, pessoas que fazem a diferença no mundo com certeza.
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Karen Araki 18/02/2019

Um livro poderoso e arrebatador de uma mulher maravilha conhecida como Michelle Obama!
Que leitura simplesmente espetacular foi desse livro arrebatador da primeira dama dos EUA Michelle Obama. Simplesmente não conseguia parar de ler, apesar de ser um livro grande de quase 500 páginas, Michelle nos cativa já nas primeiras páginas através de uma leitura fácil e que convida o leitor a conhecer a sua vida desde a infância no Southside de Chicago, seus familiares que sempre a incentivaram , o que moldou a sua perseverança e já estava dentro dela o espírito e a vontade de sempre lutar e galgar passos mais altos através de uma educação de qualidade a qual ela sempre cita no livro que a educação leva e levará as pessoas de quaisquer classe social, cor, país, etc para um desenvolvimento melhor tanto no âmbito pessoal como no profissional e que devemos lutar e incentivar as futuras gerações que existe um futuro promissor com resultados comprovados mesmo que as situações sejam muito adversas. Também contou os seus diversos trabalhos em Chicago e que de uma certa maneira já mostrava a sua preocupação pelo bem estar ao próximo. Também contou como conheceu o seu marido e futuro presidente dos EUA Barack Obama as decisões em conjunto quando o mesmo decidiu se eleger como candidato a presidência dos EUA e como transformou com as suas particularidades o país em um lugar mais saudável e que se preocupa pela saúde e bem estar da população e criou até uma horta nos jardins da Casa Branca e que produziu mais de 1 tonelada de alimentos. Trouxe também as dificuldades de estar em um alto cargo e as consequências do poder das palavras quando transmitidas de forma incorreta, No livro também observamos as dificuldades de ser mãe com trabalho integral e com o marido fora a maior parte do tempo. Mostrou o lado triste do preconceito que ainda está enraizado nas pessoas e que infelizmente persiste ao longo dos anos Também vimos o lado não somente como as câmeras mostram mas o lado humano de Michelle Obama que sempre desde pequena se mostrou em prol da sociedade para um futuro melhor e mais próspero Virei mais fã da Sra. Obama que é uma das primeiras damas mais adoradas e respeitadas dos EUA e do mundo. Uma leitura simplesmente de encher os olhos, de se emocionar e depois que acabar a leitura simplesmente abraçar o livro e agradecer por existirem pessoas como a Michelle Obama. Livro nota 100
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PRiX 21/03/2019

Uma mulher modelo
O livro é do início ao fim a narração da vida de Michelle, que cresceu em um bairro de Chicago - USA que ao longo de sua infância foi se tornando um gueto. Menina muito aplicada, estudou, entrou na Universidade de Princeton para fazer os anos iniciais e em seguida passou para na faculdade de Direito em Harvard – tudo por meio de crédito estudantil. Com a descrição de seu ambiente familiar, escolar e pessoal muitas pessoas conseguirão criar empatia e se reconhecer nela. Entrou como estagiária e cresceu muito bem em um renomado escritório de advocacia, onde conheceu Obama - que concorreu a uma vaga de estágio de verão, enquanto fazia Direito também em Harvard - quando ela já era advogada contratada pela empresa (isso ocorre no capítulo 8 do livro, 21% da leitura). Daí para a frente ela descreve em detalhes toda a sua trajetória profissional junto com a história profissional de Obama e o quanto isso influenciava em sua carreira e vida. O conceito de família demora a aparecer no livro, lá para os 43% de leitura, mas ela conta como e em que momento decidiram ter Malia e Sasha (Natascha) – que ocorreu quando tinha 34 e 37 anos, respectivamente. Após este momento, começa a relatar mais a vida de Barack como Senador, até resolver concorrer às eleições à presidência dos EUA e então, finalmente, relata os 8 anos da família dentro da Casa Branca (acontece no capítulo 19, com 64% da leitura) sob o seu ponto de vista.
Como o livro é todo um relato de suas lembranças, há muitos momentos em que se torna uma leitura monótona. Entretanto, como sua vida sempre foi agitada isso faz com que prossigamos a leitura para chegarmos ao momento em que estão na Casa Branca – acredito de ser o motivo pelo qual todos leem este livro. Não podemos esquecer de que a biografia é dela, afinal.
Mulher sábia, inteligente e americana. Digo isso porque é possível perceber sob pequenos aspectos traços dessa cultura como: pensar com afinco apenas no trabalho até os trinta anos, ser prática em que questões como gerenciar a família e trabalhar no sentido de que ela não demonstra exatamente momentos de fraqueza ou que pensa em desistir e jogar tudo para alto e até agressiva em relação a busca de seus objetivos. Entenda que aqui não faço um julgamento de valor se são atitudes boas ou ruins, apenas constatações sob o meu ponto de vista. De todo o livro, pra mim a melhor lição que ela nos dá é: aprender a mensurar o nosso valor como profissional e exigir isso sem vergonha, e pelo contrário, orgulhosas do trabalho que somos capazes de fazer!
Além disso tudo, apesar de se dizer uma pessoa “não política” eu a entendi como uma pessoa super politizada desde as suas percepções da adolescência, e isso pode ser claramente visto em diversos trechos do livro até que ela evidencia TODOS os seus pensamentos bem ao final. Dentro os assuntos que ela aborda: questão racial, pobreza, oportunidades, estudo, trabalho, saúde, violência, guerras e por aí vai! Para mim ela é aquele modelo de mulher americana e foi uma Primeira-Dama perfeita, sem defeitos. Vale a leitura!
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Amanda Ulaf 06/02/2019

Minha História – Michelle Obama – Nota: 5/5
Todos nós conhecemos Michelle Obama por ser casada com o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contudo, Michelle foi e é muito mais do que uma ex-primeira dama.

Acompanhamos neste livro, muito mais do que um simples relato de suas memórias, conhecemos sua infância, sua família, sua trajetória de vida. Passamos a nos sentirmos amigas, confidentes e representadas pela sua história.

Com detalhes minuciosos e de extrema delicadeza, nos deparamos com suas dificuldades em ser negra, pobre e mulher, nos emocionamos com cada conquista e superação. A história de Michelle Obama vai ser também um pouquinho da sua! Difícil encontrar uma parte em que eu mais gostei! O livro ficou cheio de post-its! Recomendadíssimo!

“O que importa não é a perfeição. O que importa não é o destino final. Há poder em se fazer conhecer e ouvir, em ter sua própria história, em usar sua voz autentica.”(Pg. 433).
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