Bonsai & A Vida Privada das Árvores

Bonsai & A Vida Privada das Árvores Alejandro Zambra




Resenhas - Bonsai & A Vida Privada das Árvores


8 encontrados | exibindo 1 a 8


Jader 27/02/2020

Boa leitura!
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Nic 13/06/2020

Uma nova experiência literária.
Neste livro embarquei numa nova experiência literária, Zambra é um autor chileno, sendo tido como "uma das mais proeminentes e interessantes vozes da literatura hispânica contemporânea". Em seu prefácio Zambra cita Borges, que este "aconselhava a escrever um romance como quem escreve o resumo de um livro já escrito". E por isto é uma experiência nova, porque sim, o livro parece um resumo, 157 páginas, destas 122 úteis. Zambra é direto, não tem firulas, conta as histórias como se estivesse conversando com você na sala sobre a vida, passado, futuro, encontros e desencontros, mas nem por isto suas palavras deixam de ser profundas e até mesmo poéticas. Tem mais toda a "metáfora" do Bonsai, parece que a história do livro (na verdade são dois livros em um) é um misto com a vida do autor, pois ele, o autor, possuiu um bonsai na vida real e ambas as histórias também possuem bonsais, sem contar que ele escreve como se estivesse cuidando de um bonsai, textos "podados", mas ainda assim belos.
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douglaseralldo 05/08/2018

10 CONSIDERAÇÕES SOBRE BONSAI & A VIDA PRIVADA DAS ÁRVORES, DE ALEJANDRO ZAMBRA OU SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS VASOS...
1 – Bonsai & A Vida Privada das Árvores reúne as duas primeiras obras de Zambra e narra duas histórias que tratam de identidades desgastadas e perambulam pelo ócio cotidiano das existências mundanas em duas narrativas que falam dos não-acontecimentos e dos fracassos costumeiros de vidas comuns;

2 – Em ambas narrativas o autor joga com os limites fronteiriços entre ficção e realidade, de modo que em seus argumentos poderíamos depreender que ele vê ambas numa relação simbiótica em que tanto a literatura tem a capacidade de literalizar as situações da vida, como a própria vida pode ser ponto de partida para a construção literária, algo que fica mais perceptível em seu estilo dotado de certa ironia por meio de narradores que jogam com habilidade quebrando distâncias ente uma e outra [vida e literatura] ao mesmo tempo que as aproxima num uno possível de ser fragmentado e coeso de acordo com a voz que narra;

3 – Essa relação bastante presente e explícita entre a vida e literatura reforçará do mesmo modo a característica de metaliteratura das narrativas, onde inclusive teremos, por exemplo a definição de que “escrever é como cuidar de um bonsai. Cuidar de um bonsai é como escrever”, conceito que não só apresenta a filosofia do autor, mas é espelhada pelo estilo enxuto de sua prosa. Além disso, o assumir-se literário dos personagens, joga também nesse campo da literatura, em estilo que teremos exemplos semelhantes e interessantes como o filme “Mais Estranho que A Ficção”, ou como o romance brasileiro “Nunca o nome do menino”, obras que como estas duas narrativas de Zambra ressaltam o estranhamento da existência em conjunto de uma discussão sobre a própria discussão ficcional;

+: http://www.listasliterarias.com/2018/08/10-consideracoes-sobre-bonsai-vida.html

site: http://www.listasliterarias.com/2018/08/10-consideracoes-sobre-bonsai-vida.html
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AnaBia Pereira 25/11/2018

Lacunas e repetições em incrível domínio da linguagem
Uma sensação de visão embaçada marca a literatura do chileno Alejandro Zambra. Pelo menos, foi assim que me senti ao final da leitura do livro que reúne dois de seus romances: Bonsai e A Vida Privada das Árvores. Fica-se sabendo, de antemão, que Julio e Emília, protagonistas da primeira narrativa, e Julian e Verônica, da segunda, terão seus momentos de felicidade atropelados pela presença potente do desencontro, da incerteza e da morte. Mas não há como explicar os desvios e tropeços das histórias de amor.

As lacunas fazem parte do estilo narrativo de Zambra que, como ele mesmo relata no prefácio, escreve por subtração, podando o texto como a um bonsai, para que dele só reste a essência da forma textual, indícios mínimos que instiguem a ação do leitor na construção da completude da obra. Completude parcial e subjetiva, acrescento eu, enquanto tento identificar as pistas e os porquês surrupiados dos romances. Confesso que a economia de Zambra me incomodou um pouco e ficou o desejo de conhecer mais a fundo os personagens. Por outro lado, tivesse eu, após a leitura, me considerado plena de sentidos, talvez não me sentisse desafiada a escrever esta resenha. Deve ser o que nos diz a Psicanálise: se algo nos falta, a gente precisa criar.

Achei curioso, e também genial que, embora fatos sejam deliberadamente suprimidos, o autor use o recurso da repetição para sublinhar aquelas ideias que deseja oferecer aos leitores. Há palavras e expressões reprisadas nas orações e parágrafos; informações são reforçadas ao longo dos capítulos, criando ciclos verbais que se retroalimentam. Com competência, e a favor da potência do texto, ele ignora a recomendação de que a repetição deve ser evitada pelos escritores.

Os dois romances são, ainda, uma homenagem literária à própria literatura – Zambra é professor e crítico de literatura. Os personagens dos dois romances se enredam em processos de leitura e escrita: discutem os clássicos antes de fazerem amor, ganham a vida dando aulas de espanhol, dedicam-se longamente à escrita “daquele” livro essencial. Julian, por exemplo, é tão apaixonado pelas palavras que inventa histórias sobre árvores e as conta, todas as noites, para a enteada.

Aliás, quando li, já há algum tempo, uma resenha sobre os livros do escritor, foi o assunto peculiar – a existência da vida privada de um álamo e um baobá - que primeiro me chamou a atenção. Só que, no romance, as árvores são simples coadjuvantes na aventura amorosa interrompida repentinamente. Na falta do empoderamento vegetal esperado, o jeito vai ser eu mesma inventar um conto sobre amendoeiras e ipês, figueiras e damas da noite, ou flamboyants e coqueiros. Escrever sobre as alegrias e desventuras destas personagens numa cidade linda e insana como o Rio de Janeiro. Alguém me acompanha?

site: https://naprimeirapessoa12.blogspot.com/2018/11/um-dia-um-caminhao-atropelou-paixao.html
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Amanda Ulaf 07/05/2019

Bonsai e A Vida Privada das Árvores ? Alejandro Zambra ? Nota: 4/5
Em minha jornada de conhecer escritores chilenos, Alejandro Zambra é considerados um dos maiores escritores contemporâneos. Com uma escrita bem crua e sem pudor, essas leituras foram ao mesmo tempo incomodas e adoráveis.
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Em Bonsai conhecemos Julio e seus inúmeros casos de amor, não levando nenhum relacionamento a sério ele se vê apenas observando em silencio o crescimento de um bonsai enquanto vagueia pelos incômodos caminhos da literatura.
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Já em A Vida Privadas das Árvores conhecemos Julián, morando com sua esposa Verónica e sua enteada Daniela, nos deparamos com sua angustia e ansiedade ao ver que a esposa não retorna para casa. Fantasiando o que poderia ter acontecido a ela, Julián se perde em pensamentos sobre seu passado e sobre seu livro no qual está escrevendo.
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Apesar de serem histórias curtas e aparentemente simples, a escrita de Zambra é intensa e profunda. Sem papas na língua ele nos leva a viajar na mente de cada personagem e nos pegamos sem querer sair. Querendo mais de cada história, mais de cada protagonista. E o melhor, seus personagens são imersos no universo literário. Várias indicações de livros durante a leitura. Gostei demais!
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?A vida é um enorme álbum no qual é possível construir um passado instantâneo, de cores vivas e definitivas.? (Pg. 119).
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Debora 30/06/2019

Uma boa prova de que bons livros podem ter poucas páginas
Em Bonsai, o protagonista opta por criar uma árvore ao invés de amar ou escrever. Em A Vida Privada das Árvores, o clima é mais angustiante, enquanto o protagonista aguarda a volta de sua companheira. Enquanto isso, nos leva a pensar sobre o amor.
Leila 30/06/2019minha estante
Eu amo a vida privada das árvores!


Debora 30/06/2019minha estante
Adorei tb, Leila!




Anny 12/07/2019

Bonsai 10/10. Absolutamente maravilhoso
E A Vida Privada das Árvores 7.75/10
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Aline 12/05/2020

Narrativa surpreendente
Já tinha lido Múltiplas escolhas do autor no ano passado e pensei que ele não poderia me instigar mais com esses dois romances! Zambra faz uma conexão de histórias em sua narrativa que realmente é de surpreender por tamanha autenticidade... Uma mistura de elementos biográficos com relatos de processo de escrita e ficção! Já conquistou meu coração!
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