A Gaia Ciência

A Gaia Ciência Friedrich Nietzsche




Resenhas - A Gaia Ciência


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Filino 07/02/2018

Outra pérola do pensador bigodudo
"A gaia ciência" é um bom inventário das mais caras concepções nietzschianas: aqui encontramos a morte de Deus, o eterno retorno, reflexões sobre a constituição da moral, do conhecimento etc. Em textos longos e outros mais curtos, vemos o pensador alemão desenvolver, numa escrita apaixonante, temas que instigam o seu leitor.

Na obra estão presentes, ainda, vários poemas - e esta edição, acertadamente, conservou os textos originais. A respeito da edição, de modo particular, é mais uma da lavra de Paulo César de Souza, conhecido tradutor das obras de Nietzsche (e agora de Freud). As notas e o posfácio são um ótimo apoio, bastante esclarecedoras para o leitor já experimentado na obra nietzschiana como para aquele que trava seus primeiros contatos com o filósofo.
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Ro 06/02/2017

Que saber
Este é um conhecimento profundo que constrói o mundo dos espíritos livres.
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GH 30/01/2017

Liberi

Considerado o último trabalho da fase positiva de Niet, A Gaia Ciência nos trás o filósofo que é conhecido por sua acidez incontrolável, de um pensamento inconformado com os dogmas criados ao longo da história, um tanto quanto mais calmo, pode-se classificar assim. Também podemos observar ele como um ser humano um tanto quanto paradoxal em seus pensamentos e ideais, como qualquer outro humano, inclusive nós. Há vários momentos em suas páginas que ele se mostra um conservador ao extremo, chegando a alegar que ''o novo, em todas as circunstâncias, é o mal, pois é aquilo que deseja conquistar...''. É no mínimo curioso ler uma afirmação dessas, sabendo de toda sua história e todos os seus questionamentos e posicionamentos perante religião, por exemplo, ou sobre qualquer dogma cujo ele sempre se opôs. Aqui também se encontra a primeira abordagem do ''eterno retorno'', que a meu ver é disparado o melhor tema abordado do livro e também já abre presságio de alguns temas abordados futuramente.
Nietzsche sem dúvidas é um dos filósofos mais importantes da humanidade e sua imagem infelizmente é tratada de maneira errônea, pois o colocam juntos aos pessimistas, rótulo inverdadeiro e demonstra ignorância perante os rotuladores. Nietzsche não é pessimista e mais, sua filosofia é um convite a vida!

O poema introdutório ao livro já nos abastece a ponto de inicia-lo e não abandona-lo e não só isso, para degusta-lo de maneira eficaz, sem pressa. Demorei alguns meses para finalizar e absorver o máximo que eu podia, sem dúvidas nenhuma não absorvi tudo, mas o que assimilei me foi e é de grande utilidade.

''Vivo em minha própria casa
Jamais imitei algo de alguém
E sempre ri de todos os mestres
Que nunca se riram de si também

(Inscrição sobre minha porta)''

E deixo aqui o que em minha opinião é um dos melhores se não o melhor aforismo do livro, a abordagem do eterno retorno:

''E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?'' (Pág. 179, aforismo 341)
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Ricardo1z 20/05/2016

Conhecimentos gerais 12
Escrito durante uma viagem de Nietzsche a Roma, que recomendaram a ele por causa do clima ameno da cidade que ajudaria na sua saúde, a viajem a Roma também marcou seu encontro com Lou Salomé a mulher que deixaria a marca mais profunda em sua alma. Ainda embriagado de sentimentos leves e esperanças esse livro aborda algo de poesia, religião, filosofia, reflexões sobre a vida no geral.
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SergioRicardo 14/03/2016

O remédio da fraqueza
O ser humano convive com resquícios de sua parte animal, porém, nessa vida em sociedade, não se tem espaço para expressar tais instintos - ou melhor, historicamente se criou uma negação a esses instintos - fazendo com que se necessite de um código de conduta para os seres humanos. Ai entra a moral, este ídolo, espelho de conduta e comportamento, que nos diz para reprimir nossos instintos (pelo menos a maior parte delas), e claro, em muitos casos embutida com uma premiação de além-mundo para quem suportar a dor e a depressão de negar a si próprio. E assim está pronta a jaula do ser humano, sem nem sequer necessitar de grades para o trancafiamento. O ser humano trancafiou a si próprio, negando ao real por valores imaginários, funcionando como um remédio, claro, para a fraqueza e a necessidade de fuga frente aos desafios da vida. Bem, pessoalmente, eu prefiro enfrentar meus desafios de vida do que buscar um mundo fantástico para fugir deles, mas parece que isso é demais para alguns, o que se pode fazer? Enfim, cada um lida com seus problemas da forma que quiser, isso na verdade é só uma questão de escolha.
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Paulo Silas 22/01/2016

Mais um escrito profundo, coeso e brilhante de Nietzsche. Ídolos são desmitificados e derrubados. As virtudes, a moral, o Estado e outras questões são observadas e analisadas sob outros vieses, tendo a árdua crítica do autor como consequência. Um livro para muitos e para poucos.

Na presente obra, o autor expõe os primeiros passos daquilo que viria a se tornar o seu filosofar com o martelo, vez que os questionamentos sobre as formas de se (tentar) compreender o mundo são realizados de maneira pontual, desenrolando-se o seu pensamento. É neste livro que há a contextualização da famosa e pouco compreendida afirmação polêmica do filósofo, a de que "Deus está morto", exposta em uma das anotações presentes na obra. Tal constatação é feita pelo homem louco, o qual sai às ruas berrando e procurando por Deus, sendo informado pelos ali presentes que Deus está morto e permanece morto, tendo sido "nós" que o matamos. As igrejas não passariam de mausoléus e catacumbas de seu corpo.
A leitura assídua, atenta e completa da filosofia de Nietzsche se faz necessária para que melhor possa ser compreendido o filósofo. Em "A Gaia Ciência" há o início (já bastante consolidado) da sua filosofia que pregaria pela transvaloração de todos os valores. A superação das amarras morais, anunciadas como virtudes, seria condição necessária para a superação da limitação imposta ao homem. A morte de Deus atestaria isso, já que a religião e seus ordenamentos seriam um dos fatores responsáveis pela restrição do pleno desenvolvimento do homem. Tendo-se ciência disso, da ausência de motivação idônea das amarras, dada a consciência neste sentido pelo homem, da sua "gaia ciência", a superação estaria evidenciada.
É neste livro também que Nietzsche traceja o conceito de "eterno retorno". As possibilidades do mundo são finitas, de modo que assim o sendo, tudo já aconteceu. Se o universo possuiu um objetivo, este já teria sido alcançado, de modo que tudo o que se vive é mera repetição do que já ocorreu diversas vezes. O bem e o mal, a alegria e a tristeza, a criação e a destruição: tudo vai e volta. Tudo se repete.
Dentre diversas outras anotações e constatações do autor, tem-se, por exemplo, certa crítica ao altruísmo, vez que tal modo de agir beneficia somente terceiros em detrimento do próprio homem - os elogios, inclusive, sempre estão presentes na boca de terceiros. A imediatez dos pensamentos e raciocínios céleres em demasia também sofrem críticas pelo autor, vez que na época em que o livro foi escrito a dinâmica muito célere do cotidiano já impedia o homem de conferir tempo necessário para o pensamento, para a reflexão, para a filosofia. A necessidade de punição também é atacada. Havendo dificuldade em se modificar o homem, não há razão para o intento da punição, da correção e da censura, que se traduzem em combate direto. O risco daquele que ama punir é se tornar mais sombrio que o admoestado. Antes, deve o homem elevar a si próprio num patamar mais alto, brilhando pelo exemplo e obscurecendo o outro com a própria luz. Ainda, a realidade (sua roupagem) é analisada por Nietzsche, o qual demonstra que o próprio homem é quem constrói e destrói o que entende por realidade, não passando tudo de mera nomeação das constatações que acabam sendo posteriormente superadas.

Um livro magnífico. Escrito ao estilo do próprio Nietzsche: anotações, versos, poemas, alegorias e aforismos, sempre estando presentes a crítica, a ironia e a destruição de verdades tidas como absolutas. Pouco foge do julgo do filósofo. Uma leitura que se faz necessária.
Recomendo!
Natt 22/01/2016minha estante
Gostei da resenha!
Já adicionei o livro a minha lista.
Abs.


Marcelo Moraes Damasceno 24/09/2017minha estante
Muito bem feita essa resenha. Me espelharei nesta, para fazer minhas resenhas.




Jonas.Duarte 08/06/2015

Tradução direto do Alemão
Bom livro pelos motivos que a Sinopse já diz, e a tradução também é muito boa, essa coleção (Biblioteca Clássica) é excelente, recomendo este livro e outros da coleção.
PS. Ainda sim, saudade da coleção "Os pensadores", tinham muitos autores e inclusive alguns menos conhecidos.
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Lista de Livros 17/03/2015

Lista de Livros: A Gaia Ciência - Friedrich Nietzsche
“Defeitos e vícios são sempre, com efeito, aquilo que mais facilmente se imita e aquilo que não exige o menor treino.”
*
“Se Deus intencionava tornar-se objeto de amor, deveria inicialmente renunciar o fato de julgar e de fazer justiça; um juiz, mesmo sendo clemente, nunca é objeto de amor.”
*
“Os nossos pensamentos, na verdade, são sempre as sombras dos nossos sentimentos; são sempre mais obscuros, mais vazios e muito mais simples do que estes.”
*
Mais em:
http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2015/02/a-gaia-ciencia-friedrich-nietzsche.html

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2015/02/a-gaia-ciencia-friedrich-nietzsche.html
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Maitê 20/10/2014

Eu não recomendaria esse livro para pessoas que não estão familiares com o estilo do autor. O livro me fez refletir sobre muitas coisas mas ao mesmo tempo não concordo com outra inúmeras opiniões do autor.
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Jéssyca 06/10/2014

"115- Os quatros erros- O homem foi educado por seus erros: primeiro, ele sempre se viu apenas de modo incompleto; segundo, atribuiu-se características inventadas; terceiro, colocou-se numa falsa hierarquia, em relação aos animais e à natureza; quarto, inventou sempre novas tábuas de bens, vendo-as como eternas e absolutas por um certo tempo, de modo que ora este ora aquele impulso e estado humano se achou em primeiro lugar, e foi enobrecido em consequência de tal avaliação. Excluindo o efeito desses quatros erros, exclui-se também humanidade, humanismo e "dignidade humana"
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Luciano Luíz 09/08/2014

Se tem um filósofo que realmente tinha domínio das palavras, com certeza era NIETZSCHE.
Em a GAIA CIÊNCIA, temos contato com um Nietzshe ainda mais profundo.
Falando de diversos assuntos de maneira extremamente feroz.
Porém, também muito sobre o amor.
Sobre o sentimento de amar.
Mas o autor que em algumas páginas tanto se dedica a este nobre sentimento, também dá mostras de toda sua inteligência e sabedoria no campo da disciplina, educação em geral, conhecimento das artes e do sentido humano de existir.
E claro, com seus aguçados ataques à religião cristã.
E à Deus.
Pois foi Nietzshe, autor da imortalizada frase: "Deus está morto."
Os livros de Nietzsche são complexos.
E para a grande maioria dos leitores, difíceis ou mesmo impossíveis de ler.
Pois mesmo alguns sendo pequenos, são densos.
E A GAIA CIÊNCIA é uma obra de grande tamanho.
Para quem busca o pensar, este é o livro. Mas se nunca leu Nietzsche, sugiro que antes tenha uma extensa bagagem literária. E acima de tudo, bom-senso.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
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Tati 31/01/2013

Melhor filósofo antigo dos tempos atuais. Aforismas de poucas linhas que expoem mais do que idéias.
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Victória 05/10/2012

Um livro deveras completo onde Nietzsche faz aforismos sobre os mais diversos temas. Aconselho para aqueles que admiram as obras do autor, pois é basicamente um resumo de suas opiniões sobre temas que naquela época eram (e alguns prevalecem sendo) considerados "tabus".
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